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Arquivo da Categoria comportamento

terça-feira, 7 de setembro de 2010 Fofoquinha, comportamento | 13:11

Papo de feriadão

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Para agilizarmos nosso papo nesse feriado prolongado, chuvoso e friorento (estou em SP, lembram?), vamos às últimas, assim, por partes, que é um jeito de falarmos de tudo um pouco:

  • Lamento informar que, se você não esteve em Nova York nesse fim de semana, se não foi ao show de Ivete Sangalo no Madison Square Garden nem no aniversário de Luciano Huck, se não bateu perna em Manhatan com a Preta Gil nem ferveu na noite com as modelos Izabel Goulart e Carol Francischini, se não foi àquela festa (cafona, convenhamos) na 46th Street, desculpe, mas você não é ninguém. O que me pergunto é para onde os novaiorquinos fugiram?
  • Silvio de Abreu deu a pista: o problema de Gerson é sexual. E vamos descobrir quando ele começar a fazer análise. Como misturar ficção e realidade virou moda nas novelas, o psicanalista do personagem será um profissional de verdade. Tipo teremos um drama didático. Façam suas apostas.
  • É implicância minha ou dá muita preguiça uma eleição que já tem tudo definido um mês antes? Fora Minas, onde a disputa ao governo está agitada, o resto é, enfim, o resto. Parece que já temos presidente, no Rio já temos governador e os dois senadores também definidos. Para que raios vou sair de casa? Pelo menos nos livramos do segundo turno.
  • Não bastasse nossa salada de frutas, não bastasse nossa incrível capacidade de produzir mulheres-gostosas-em-seus-quinze-minutos-de-fama, ainda temos que importar periguetes. Quem merece Larissa Riquelme? Se o seu marido respondeu ‘eu mereço’, a viuvez é a solução.
Autor: Cláudia Cecília Tags: , , , , ,

sábado, 4 de setembro de 2010 comportamento | 21:46

De outro mundo

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Na fila de embarque, Maria Clara pergunta:

- Mãe, São Paulo é Brasil?

- Olha, filha, às vezes parece que não, mas é no Brasil, sim – respondi.

Hoje, já em terras paulistanas, encontramos uma conhecida que mostrou, orgulhosa, o sobrinho recém-nascido. E contou que o bebê nasceu na maternidade do Hospital São Luiz, onde, entre outras coisas, a criancinha já sai com passaporte. Isso mesmo que vocês entenderam: dois dias de vida, uma certidão de nascimento e um passaporte.

São Paulo é Brasil?

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , ,

sexta-feira, 3 de setembro de 2010 Imagem do dia, Sem categoria, comportamento | 12:06

Imagem da semana

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Duas vezes grávida (ou: passeando na praia enquanto as gêmeas não vêm):

Não é espetacular essa barriga da Giovanna Antonelli? Me admira que esteja conseguindo se equilibrar e ainda arrisque uns mergulhos. E de tomara-que-caia

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , , ,

quinta-feira, 2 de setembro de 2010 Filhos, Implicância, comportamento | 10:22

A nova (des)educação

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Ok, há quem diga que a gente reclama de barriga cheia, nossas mães dizem que difícil era no tempo delas, mas vamos combinar que criar filho não é nada fácil e isso vale para uma infinidade de situações e setores da vida. Desde o coitado que tem três filhos pequenos e que está tendo que comprar uma van para acomodar três cadeirinhas (a lei está certa, a culpa foi dele que procriou feito coelho), até a pobre mãe de filha única em busca de uma boa escola para dar prosseguimento aos estudos de sua criança.

Se vocês repararam algum tom autobiográfico no segundo caso, não é mera coincidência. E vou expor minha irritação: já perceberam que as escolas não vendem mais ensino? Tipo estudo mesmo, português, matemática, história, geografia? Entra nos sites dos colégios e vê se tem alguém se vangloriando de ter os melhores professores de álgebra, ou de dar as aulas mais puxadas de ciências? Vê se alguma diz que no primeiro ano seu filho vai ficar fera em tabuada? Não, isso agora é o que mesmo importa.

 Toda escola hoje tem como filosofia formar seres humanos, como se isso não tivesse sido eu quem fiz, durante nove meses, com uma pequena colaboração do pai. E preparar física e espiritualmente para a vida? É escola ou seita? E aquelas que se esmeram em explicar como os possíveis conflitos aluno-professor são resolvidos na base do diálogo e da democracia? Como assim não tem castigo, nota zero, expulsão de sala, suspensão e anotação na caderneta? Não é simplesmente o professor manda e o aluno obedece?

Estava toda empolgada num site de uma escola bacana, apenas para conhecer, considerando a remotíssima possibilidade de matricular Maria Clara lá, quando me deparei com o seguinte tópico: por que a escola desestimula seus alunos assistirem TV, seguido de um texto sobre os malefícios deste sórdido meio de comunicação na – aí vão eles de novo – formação do ser humano. Aí é demais para mim.

Quando não fazem essa linha alternativa – em que você quase imagina seu filho fazendo faculdade em Visconde de Mauá -, partem para o outro extremo: você quer matricular seu filho no jardim e a escola te mostra os excelentes resultados nos vestibulares. Aí aparece uma figura com o a que vi em reportagem outro dia que, ainda grávida, fez reserva para o filho  no primeiro ano (antigo CA) do colégio de São Paulo que é o melhor colocado no Enem. A pobre criancinha nem nasceu e já tem vaga garantida para 2016, fora a expectativa de que se saia muito bem no vestibular de 2027.

Onde foram parar o bom senso e o meio termo?

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , ,

quarta-feira, 1 de setembro de 2010 Mulherzinha, comportamento | 08:44

Palavra de ordem: feche a boca

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Começou a temporada da cobrança, da pressão, aquela barra. Porque você até pode não ter reparado ainda, mas qualquer hora vai perceber que, para onde quer que se olhe, está lá a determinação: emagreça. Dá uma paradinha em frente a uma banca de jornal, passe os olhos nas capas das revistas e veja se não tenho razão. Prepare-se para o verão, ainda dá tempo, perca em três meses o que você achou nos últimos seis, entre no biquíni e coisas do gênero são as palavras de ordem. Se você der a sorte de estar no grupo dos 2% de mulheres que acham que não precisam baixar os ponteiros da balança, ótimo, é só ignorar. À outra parte não resta alternativa senão entrar na paranoia coletiva, com a única diferença que agora é uma paranoia sem acento.

Ontem mesmo uma revista estava tentando me convencer de que se eu tomar um copo de 200 ml de água gelada em jejum e durante as refeições, consigo acelerar o processo de emagrecimento. Fosse assim, já estaria com uns 47 quilos. De qualquer forma, estou quase topando tentar, dada a influência que essas promessas milagrosas têm sobre a minha pessoa, principalmente nesse momento de certeza de sobrepeso.

 Bom, o fato é que, talvez por ser jornalista, tendo a dar crédito aos veículos e desde segunda-feira acordo com a certeza de que todos têm razão: é preciso emagrecer e já. Até porque as coleções primavera-verão já estão nas vitrines e em algum daqueles modelos eu vou ter que caber. Caber com decência, que fique claro.

Na dúvida do método a adotar, recorri ao Dr. Google. O problema é que ele é um pouco prolixo, então falei ‘dieta’ e ele me deu nada menos do que 26 milhões e 400 mil opções. Antes que acabe só me decidindo na primavera de 2025, resolvi ser mais sensata, pelo menos uma vez na vida, e marcar uma endocrinologista, que aproveita e resolve um probleminha um pouco mais sério: colesterol alto.

Quando começar minha caminhada rumo ao visual sílfide, aviso a vocês. Ou talvez meu mau humor dê sinais antes. Alguém me acompanha?

Taí uma boa ideia

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , , ,

segunda-feira, 30 de agosto de 2010 comportamento | 12:51

A arte de se reinventar

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Passeando pelo Facebook esses dias, fui procurar uma amiga muito querida, minha xará, com quem fiz faculdade, e que há 11 anos mora em Miami. Foi para lá com a transferência do marido, mas se estabeleceu tão bem, pessoal e profissionalmente, que continuou na cidade depois que se separaram.

Minha amiga já tinha virado motivo de orgulho quando descobri que ela, na época com mais de 35 anos, tinha virado triatleta. Imagina, éramos todas aquelas malhadoras de temporada, do tipo que faz um belíssimo entra e sai de academias, e de repente a criatura está correndo, nadando e pedalando quase como uma Fernanda Keller e eu, aqui do Brasil, babando de orgulho e inveja. Então, a última notícia que tinha dela era essa: separada, triatleta, magra, morena e escovada, com um bom trabalho e feliz.

Aí essa semana, quando pensei que fazer-lhe uma visita não seria má ideia, descobri mensagens de despedida dela para os amigos de Miami. Minha amiga largou tudo e foi morar em Paris. Motivo: um grande amor. Começou a namorar um francês nos Estados Unidos, mantiveram o relacionamento por telefone e internet, até que ela se deu conta que poderia viver uma nova história. Pediu demissão, vendeu tudo e hoje respira ares parienses e vê para onde a vida vai levá-la, enquanto melhora o seu francês.

Não é inspirador? Minha amiga não é rica, nunca teve nada de bandeja, não tem suporte familiar, mas é guerreira e tem competência para se reinventar e buscar a felicidade. Adoro histórias assim. Sendo com amiga minha, então, melhor ainda.

Nós sempre teremos Paris

Autor: Cláudia Cecília Tags: , , ,

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