Palavra de ordem: feche a boca
Começou a temporada da cobrança, da pressão, aquela barra. Porque você até pode não ter reparado ainda, mas qualquer hora vai perceber que, para onde quer que se olhe, está lá a determinação: emagreça. Dá uma paradinha em frente a uma banca de jornal, passe os olhos nas capas das revistas e veja se não tenho razão. Prepare-se para o verão, ainda dá tempo, perca em três meses o que você achou nos últimos seis, entre no biquíni e coisas do gênero são as palavras de ordem. Se você der a sorte de estar no grupo dos 2% de mulheres que acham que não precisam baixar os ponteiros da balança, ótimo, é só ignorar. À outra parte não resta alternativa senão entrar na paranoia coletiva, com a única diferença que agora é uma paranoia sem acento.
Ontem mesmo uma revista estava tentando me convencer de que se eu tomar um copo de 200 ml de água gelada em jejum e durante as refeições, consigo acelerar o processo de emagrecimento. Fosse assim, já estaria com uns 47 quilos. De qualquer forma, estou quase topando tentar, dada a influência que essas promessas milagrosas têm sobre a minha pessoa, principalmente nesse momento de certeza de sobrepeso.
Bom, o fato é que, talvez por ser jornalista, tendo a dar crédito aos veículos e desde segunda-feira acordo com a certeza de que todos têm razão: é preciso emagrecer e já. Até porque as coleções primavera-verão já estão nas vitrines e em algum daqueles modelos eu vou ter que caber. Caber com decência, que fique claro.
Na dúvida do método a adotar, recorri ao Dr. Google. O problema é que ele é um pouco prolixo, então falei ‘dieta’ e ele me deu nada menos do que 26 milhões e 400 mil opções. Antes que acabe só me decidindo na primavera de 2025, resolvi ser mais sensata, pelo menos uma vez na vida, e marcar uma endocrinologista, que aproveita e resolve um probleminha um pouco mais sério: colesterol alto.
Quando começar minha caminhada rumo ao visual sílfide, aviso a vocês. Ou talvez meu mau humor dê sinais antes. Alguém me acompanha?













