Professores guaranis seguem desaparecidos no MS
Agradeço aos sempre atentos leitores deste blog que apontaram um erro. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) soltou uma nota, nesta quinta (5), retificando a informação que haviam divulgado ontem para a imprensa. Afirmam que os professores guarani kaiowá Olindo e Genivaldo Verá, da comunidade Po´i Kuê, continuam desaparecidos desde 30 de outubro, quando foram atacados por um grupo de pistoleiros perto da cidade de Paranhos no Mato Grosso do Sul. Mas que, até agora, nenhum corpo foi encontrado. No jornalismo, isso que vocês acabam de presenciar aqui é a chamada “barriga”, quando divulgamos algo errado. Fica aqui, pois, a errata.
Os dois professores faziam parte de um grupo de 25 indígenas que vivem na aldeia Pirajuí e tinham voltado ao seu território tradicional no dia 20 de outubro. No dia seguinte, um grupo de pistoleiros atacou os indígenas e os expulsou da área, ferindo diversos guaranis. A Polícia Federal está investigando o ocorrido.
A área indígena Po i Kuê, ocupada hoje pela fazenda Triunfo, fica na fronteira com o Paraguai e é reivindicada pelos indígenas. Os guarani kaiowá enfrentam a pior situação entre os povos indígenas do Brasil, apresentando altos índices de suicídio e desnutrição infantil. O confinamento em pequenas parcelas de terra é uma das razões principais para a precária situação do povo. Por exemplo, na aldeia Pirajuí – onde viviam os professores – moram cerca de 3000 pessoas em 2.118 hectares.
Post atualizado às 11h do dia 05 de novembro de 2009.
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:
“O confinamento em pequenas parcelas de terra é uma das razões principais para a precária situação do povo. Por exemplo, na aldeia Pirajuí – onde viviam os professores – moram cerca de 3000 pessoas em 2.118 hectares.” Enquanto isso, latifúndios de milhares de hectares só com uma família. Ridículo esse país!
Sakamoto, estou mandando a noticia do midiamax, de CG, postada as 17,49, com noticias atualizadas sobre seu post.
04/11/2009 17:49
PF não acha indígenas que teriam sido assassinados
Jacqueline Lopes
A PF (Polícia Federal) informou há pouco que não foram encontrados em Paranhos os corpos dos professores indígenas, da etnia guarani, Olindo Verá e Genivaldo Verá. Eles estão desaparecidos desde sábado (31 de outubro). Ao contrário do que o Midiamax noticiou, ainda há esperança deles serem encontrados com vida.
Segundo o cacique Irineu Verá, a primeira informação era de que um agente de saúde tinha achado os corpos. Para o chefe indígena, jagunços de uma fazenda disputada pelos guarani teriam matado os dois índios. No entanto, os policiais federais junto com representantes da Funai foram até o local e nada encontraram.
A notícia acalma os familiares dos professores que cursam licenciatura indígena na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). Eles estão desaparecidos há quatro dias.
A área onde disseram que estavam os corpos fica distante 7 quilômetros da aldeia Pirajuí.
Casados e pais de família, eles sumiram após confronto com seguranças particulares na retomada da Fazenda São Luiz, que fica ao lado da Fazenda Triunfo, situada a 50 quilômetros da aldeia Pirajuí, que fica distante a 30 quilômetros da área urbana. Paranhos está distante a 470 quilômetros da Capital.
Confronto
Eram 18 índios contra seguranças particulares armados. Feridos vítimas de tiros de balas de borracha, os índios que conseguiram fugir, não souberam precisar o número de homens que os expulsaram da área, segundo informou o cacique Irineu Verá.
Há três dias a PF (Polícia Federal), de Naviraí, está no local e nesta manhã, os agentes acompanhados por índios, seguiram para a área, onde procuravam os professores na mata. Um comerciante da cidade de Paranhos cujo primeiro nome é ‘Toninho’ prestou depoimento à PF ontem à tarde no posto da Polícia Militar, usado como apoio nas investigações.
Chegou a ser ventilada a prisão do comerciante, mas segundo a PM, a PF trabalha de forma sigilosa e por ora não houve pessoas presas.
A Polícia Militar de Paranhos faz parte da área de atuação de Amambai. Segundo a corporação, os PMs não se envolvem em questões federais e por conta disso não foram imediatamento ao local logo que os professores desapareceram.
Os indígenas não registraram queixa de sumiço na Polícia da área. O motivo seria a falta de confiança. A rivalidade na fronteira por conta da disputa fundiária torna a situação tensa.
Esperança
“Já perdemos as esperanças. Pensei muita coisa desde o sábado, pensei que eles foram amarrados na mata pelos pistoleiros. A gente procura e não acha”, disse o cacique.
No dia do sumiço, a polícia da região não foi até a área. Somente após a imprensa divulgar a situação é que a PF foi acionada. Os agentes chegaram ao local ontem e foram direto para a fazenda, onde ouviram os moradores e deram início às investigações.
A área é uma das que estão em disputa na Justiça no processo de demarcação na fronteira do Brasil com o Paraguai. Somente estudos antropológicos poderão estipular o tamanho da área e se em Paranhos ela seria ou não de origem é guarani. São 4,5 mil índios que moram em cinco aldeias da região.
O dono da Fazenda São Luiz é Firmino Escobar, produtor rural de Amambaí. O Midiamax busca contato com ele. O Midiamax acompanha o caso.
Sakamoto, vc está noticiando o que nenhum veículo de mídia veiculou no MS.
Entrei em contato há 15 minutos com Campo Grande e, a resposta é de que os indios estão desaparecidos, mas ainda não foram encontrados, nem vivos nem mortos.
Precisa haver responsabilidade em seus comentários, vc precisa zelar por seu nome, a não ser que vc esteja se lixando prá verdade.
Eu não disse que os indíos não possam estar mortos, eu disse, que ainda não foram encontrados..
Com quem o senhor entrou em contato em tão curto tempo ? Campo Grande tem uma população razoàvelmente grande…
Olha a fonte do Saka foi o Cimi. Prefiro acreditar no Cimi do que em qualquer veiculo pelego do MS…
Entrei em contato com o Jornal MidiaMax de Campo Grande, se vc não acredita entre na NET e confira.
sakamoto, aqui outro site de CG, que vae na mesma direcao do Midiamax,Leiam e tirem suas conclusoes,
PF garante que não encontrou corpos de índios
Quarta-feira, 04 de Novembro de 2009 16:32 Aline Queiroz
Oficialmente, índios continuam desaparecidos.
A assessoria de imprensa da PF (Polícia Federal) de Naviraí garante que não encontrou os corpos dos professores indígenas Genivaldo Vera e Rolindo Vera, que estavam desaparecidos desde sábado em uma fazenda localizada em Paranhos, município distante 472 quilômetros de Campo Grande.
A equipe do delegado Renato Gottardi chegou há pouco da área com os agentes, que vasculharam a propriedade rural à procura dos guarani.
Já o integrante da Comissão dos Professores Índios Guarani-Kaiuá, Otoniel Ricardo, afirmou que no início da tarde os corpos foram encontrados no matagal perto da área onde houve o confronto que antecedeu o sumiço.
Ricardo é vereador de Caarapó e disse ter recebido várias ligações dos indígenas da área para comunicar as mortes.
Ele completa ainda que o tio do Ronildo, identificado apenas como Wilson, foi quem viu os corpos.
A área tinha sido invadida por grupo de 20 índios da aldeia na quinta-feira (29/10).
No sábado os seguranças expulsaram os índios da fazenda.
Os dois professores e dois adolescentes sumiram na confusão, no entanto, os jovens reapareceram na sequência Genivaldo e Rolindo não mais foram vistos.
A chefe da Funai (Fundação Nacional do Índio) de Amambai, Marina Dutra Vieira, está em Paranhos e afirma que foi encontrado até o momento.
Conforme Marina, os policiais estão em matagais onde supostamente os corpos teriam sido deixados, porém, nada foi visto até o momento.
Direitos Humanos, Respeito pela integridade do individuo,
pensei que essas matérias estavam incluidas nos planos
das escolas !!! O brasil está muito longe do que se fala em
civilizacao !!! e muito menos democracia! O que o brasileiro vai ser orgulho de que?….
Vc está falando abóbrinhas, o Brail é um maravilhoso pais e, sinto imenso orgulho em ser brasileiro.
Antes de falar mal de nosso pais, veja o que vc já fez por ele.
Pelo que vc falou, vc ainda não fez nada além e reclamar.
Sim, Mauro o Brasil é maravilhoso! Maravilhoso pra quem
tem,infelizmente nao se enche a barriga ou mata a sêde
com maravilhas, com fotbol ou carnaval; ele também é meu pais meu querido! justamente como está se desenvolvendo
que é necessario se engajar,e criticar as injusticas.Pobres
também sao gente e brasileiros.Leia o livro:dos
” – Procissoes dos Miseravéis “do autor Luiz B.Torres. Entao você vai compreender da onde vim.
Quem se orgulha da sombra que Lampiao e Maria Bonita deixou? Que ainda existe escravidao atualmente; que muitos simplismente desaparecem !!!
Vou me orgulhar de que ?
Senhoras e Senhores
Face as inumeras controversias , versões , desmentidos , etc etc etc ,
primeiro , vamos aguardar a conclusão das investigações oficiais
depois , vamos aguardar o desenrolar do inquerito policial , caso ele seja realmente instaurado
mas o mais provavel é que tudo não passe de uma simples ressaca sendo devidamente curada em algum puteiro local
Nadyenka Castro
Assim como a PF (Polícia Federal), a Funai (Fundação Nacional do Índio) afirma que não foram encontrados os corpos dos professores indígenas Genivaldo Vera e Rolindo Vera.
Segundo o chefe do posto da Funai em Paranhos, a 472 quilômetros de Campo Grande, Luiz Américo, funcionários do órgão e alguns índios vasculharam durante horas mais de um local indicado sem encontrar nenhum corpo ou indício que ajudasse a descobrir o paradeiro dos dois índios.
“A informação não passou de um boato que apareceu não sei como. Um agente de saúde, índio, me ligou hoje cedo dizendo que um outro índio tinha visto os corpos próximo a um assentamento. Quando chegamos no local [assentamento São Cristóvão], nos disseram que era em outro lugar. Seguimos para o assentamento Vicente de Paula [próximo à fronteira com o Paraguai] e nada. Procuramos, procuramos e não encontramos nada”, explicou Américo à Agência Brasil, por telefone.
Américo diz que a Funai continuará procurando por Olindo e Jenivaldo. Os dois faziam parte do grupo de índios que, na quarta-feira (28) passada, ocupou a Fazenda São Luiz, a cerca de 30 quilômetros do centro de Paranhos. Eles desapareceram no sábado (31 de outubro).
Alguns índios contaram à Funai tê-los visto pela última vez quando deixavam a propriedade, de onde foram expulsos por seguranças armados. A PF deslocou duas equipes de Naviraí para o local da ocorrência.
O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) colocou a estrutura da polícia estadual à disposição da PF, para ajudar na solução deste caso.
A informação que os corpos dos professores tinham sido encontrados, foi dada pelo integrante da Comissão dos Professores Índios Guarani-Kaiuá, Otoniel Ricardo. Segundo ele, os cadáveres tinham sido localizados no matagal perto da área onde houve o confronto que antecedeu o sumiço.
Ricardo é vereador de Caarapó e disse ter recebido várias ligações dos indígenas da área para comunicar as mortes. Ele completa ainda que o tio do Ronildo, identificado apenas como Wilson, foi quem viu os corpos.
Pistoleiros a mando, obviamente, do “agro-negócio”.
“agro-negócio” – TECLA SAP – Senhores de escravos do século 21.
O índio Ricardo , vereador em Caarapó, já pegou o jeito do político, já encheu de mentiras todo mundo e os jornalistas sensacionalistas já espalharam a mentira sem checar nada.
Ô Sakamoto, vê se faz doutorado em jornalismo, assim não dá!
Sakamoto,barriga, qdo é a da gente,quase sempre escondemos(sobretudo a de cerveja); resido proximo aos acontecimentos relatados no seu blog, que visito com frequencia. As materias enviadas tiveram somente a finalidade da correção mesmo; acredito que o CIMI deu a “barrigada”,sem no entanto ferir de modo algum seu “post”, sobretudo pela atitude ètica de reconhecer o escorregão, abraços e continue em frente,”sempre alerta”.
No geral a notícia era meio confusa mesmo.
Agora, se não apareceram em uma semana é por que provavelmente foram mortos, mas vamos aguardar mais um pouco. Vai saber…
Contudo, 2100 hectares é muita terra, não é pouca coisa não, vamos falar sério.
Se precisam de mais que o governo veja isso, afinal o cumpanherú coloca o cocar na hora de ganhar votos, certo?
MST = MOVIMENTO DE SAQUEADORES TERRORISTAS
LULLA = 171 + 51
FHC = THC
A duvida sobre o que aconteceu com os dois indios ainda persiste;cada dia que passa vai ficando mais dificil uma explicacao satisfatoria para o desaparecimento.As autoridades competentes estao se movimentando no sentido de solucionar o caso , que acrescenta mais lenha na fogueira ja ardendo forte e sem uma luz ao final do tunel.A funai publicou no ano passado 6 portarias criando os grupos de estudo antropologico, geografico,cultural,para a futurua demarcacao das terras dos indios da etnia guarani na regiao de fronteira, que abrange 26 municipios do MS,abaixo a noticia mais recente sobre o assunto,
MPF aciona Exército, Bombeiros e policiais na busca por índios em Paranhos
Ítalo Zikemura com MPF
Nesta sexta-feira (6), O MPF (Ministério Público Federal) acionou o Exército, Polícias Militar e Civil, Bombeiros e Prefeitura Municipal de Paranhos para ajudar na operação de busca dos Índios que estão desaparecidos desde o último sábado (31).
O MPF em Ponta Porã, por meio do procurador da República Thiago dos Santos Luz, solicitou o apoio do Exército, das Polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura Municipal de Paranhos para auxiliar nas buscas aos dois indígenas que estão desaparecidos desde sábado (31), após confronto por disputa de terras na zona rural do município. Os ofícios foram expedidos ontem (5) para o Comando Militar do Oeste, Comando Geral da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, Direção Geral da Polícia Civil e Prefeitura Municipal de Paranhos.
O Ministé Púbico pediu também que recursos logísticos e humanos fiquem à disposição do delegado da Polícia Federal (PF), Renato Rodrigues Gottardi, encarregado das buscas e investigações sobre o caso. Para o MPF, existe a necessidade de comunhão de esforços da sociedade organizada e as diversas esferas do poder público, para resolver o que é considerado um caso de “extrema gravidade”.
Os dois indígenas da etnia guarani-kaiowá, professores Olindo e Genivaldo, desapareceram após o grupo do qual faziam parte ter entrado em confronto na ocupação de uma fazenda na área rural do município de Paranhos, na fronteira com o Paraguai. Na segunda (2), ao tomar ciência do ocorrido, o MPF acionou imediatamente a PF, requisitando a abertura de inquérito policial para investigar a ocupação e o desaparecimento dos indígenas.<
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[...] This post was mentioned on Twitter by Carla Amaral and Carla Amaral, Carla Amaral. Carla Amaral said: http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/11/04/professores-guaranis-sao-encontrados-mortos-no-ms/ [...]