Em se tratando de desmatamento, não existe santo
“Você viu como é boazinha a Kátia Abreu?”
Ontem de manhã, um amigo, médico e professor, que tem um pé em São Paulo e outro na Amazônia, me chamou a atenção para um artigo da referida senadora (DEM-TO) na Folha de S. Paulo. A ironia fina se deve ao fato dela ter gastado linhas e linhas para tentar mostrar como também deseja o desmatamento zero mas, ainda assim, ter deixado o rabo à mostra.
Não consegui postar sobre isso na hora em que vi o texto, mas seria impossível deixar passar batido. É incrível como uma leitura minimamente atenta pode fazer nesses casos. A senadora defende o fim de novos desmatamentos, mas deixa claro que o país deve “consolidar as áreas atuais de produção”. Em outras palavras, passar uma borracha no passado, esquecer todo o desmatamento ilegal que ocorreu até agora.
Para ela, isso é um “direito líquido e certo, pois [as terras] foram incorporadas ao uso da agropecuária antes que fossem estabelecidas as atuais restrições”. Se ela estivesse discutindo a necessidade de criar alternativas para quem desmatou antes da mudança que elevou para 80% o tamanho da reserva legal na Amazônia anos atrás, haveria um mínimo de diálogo. Mas vendo o dia-a-dia da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária sabe-se que ela defende quem desmatou mesmo depois da mudança das regras. E tira da manga a chantagem de que os agricultores fazem isso para garantir a produção de alimentos.
Tempos atrás, o governador do Estado do Mato Grosso Blairo Maggi, diante das acusações de aumento no desmatamento, fez a mesma chantagem insuando que o país teria que escolher entre seguir as regras ambientais, e passar fome, ou desmatar – e garantir soberania alimentar. Como se houvesse apenas duas alternativas, o que convém à parte dos empresários que lucra fácil com a expansão agropecuária.
Qualquer passarinho da Amazônia sabe que Blairo e Kátia estão tentando agregar o agronegócio nacional em torno de si, querem ser a principal referência política na área, um no campo governista, outra na oposição. Ambos perceberam a importância do discurso ambiental para criar uma imagem do ruralista moderno. Blairo saiu na frente, Kátia vem logo atrás. Uma guerra de palavras que, quando postas a prova, não seguram o rojão.
Em seu artigo, Kátia Abreu chama de “denúncias demagógicas” as críticas sobre a situação de impunidade reinante no campo. Fala da Amazônia e da Mata Atlântica (esquecendo como sempre do Cerrado, onde a digníssima senadora tem plantações de soja comprada por merrecas sob a benção do Estado).
E nessa disputa de palavras em que o “parecer” vale mais do que o “ser”, nada sobre soluções reais. Nada sobre um zoneamento econômico de verdade do país, dizendo o que pode e o que não pode se produzido; sobre uma regularização fundiária geral, confiscando as terras irregulares; sobre a realização de uma reforma agrária e a garantia que os recursos emprestados pelos governos às pequenas propriedades – as verdadeiras responsáveis por garantir o alimento na mesa dos brasileiros – sejam, pelo menos, da mesma monta que os das grandes. Nada sobre preservar os direitos das populações tradicionais, cujas áreas possuem as mais altas taxas de conservação do país. Nada sobre manter o exército na caserna e longe da política, como deveria ter acontecido na transição da ditadura para a república, evitando abobrinhas conspiratórias. Enfim, nada sobre mudar o modelo de desenvolvimento, o que inclui alterar o padrão de consumo, uma vez que nós do Sul Maravilha comemos e bebemos a Amazônia e o Cerrado, arrotando alegria.
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Achei interessante o artigo, mas acredito que vocês deveriam tem mais cuidado ao escrever sobre certos assuntos, por acaso o senhor sabe quanto e como foi paga as fazendas da Senadora? Nem todos os políticos vivem nas barbas do tesouro nacional; mas é verdade que nos ultimos 07 anos a coisa aumentou….
Senhoras e Senhores :
Como as aparências enganam !
Quem lê os comentários de Reginaldo Gadelha é levado a acreditar que se trata de uma autoridade em alguma coisa.
Pasmem : a figura é apenas um estudante de Belo Horizonte !….
Como diria Shakespeare, “muito barulho por nada”….
Orquestração
De vez em quando vem estudos apocalípticos ambientais sofismáticos, feitos na Inglaterra endereçados ao Brasil, divulgados pela BBC para doutrinar os bestas brasileiros, a não se desenvolverem, não concorrerem no agronegócio internacional e não se tornarem uma potência.
Os índios estão sendo treinados pelas ONGs internacionais ambientalistas e católicas para criarem Estado dentro do Estado, são idéias estrangeiras provenientes da Inglaterra/EUA. Eles querem dividir o Brasil em quilombolas, índios, não-índios, pretos, brancos, amarelos, nordestinos, sulistas, sudestinos, assim fica mais fácil dominar, senão atrasar economicamente a nação, DIVIDIR PARA DOMINAR.
Desmatamento já
Home > New York Times > Notícia Tamanho do texto A A Com o aumento da população, especialistas se preocupam com a fome mundial 22/10 – 18:39 – The New York Times ImprimirEnviarCorrigirNotícias SMSFale ConoscoROMA – Cientistas e especialistas em desenvolvimento em todo o mundo estão buscando uma forma de aumentar a produção de alimentos em 50% nas próximas duas décadas, para alimentar a população crescente do planeta. Apesar do consenso amplo de que há terra, água e conhecimento suficiente, muitos duvidam das chances de sucesso. O número de pessoas famintas no mundo cresceu para 1,02 bilhão neste ano, ou seja, aproximadamente uma em cada sete pessoas, de acordo com a Organização para Agricultura e Alimentação da ONU (FAO), apesar dos 12 anos de esforços concentrados em reduzir essa quantidade. A recessão financeira mundial adicionou a esse número ao menos 100 milhões de pessoas ao privá-los de seus meios para comprar comida suficiente, mas a quantidade já vinha aumentando mesmo antes da crise, apontou a ONU em um relatório na semana passada. “A forma como administramos o sistema de segurança de alimentos e agricultura global não funciona”, disse Kostas G. Stamoulis, economista sênior da FAO. “Há esse paradoxo no crescimento da produção de alimentos global, mesmo em países em desenvolvimento, paralelamente à fome”. Os agrônomos e especialistas em desenvolvimento se reuniram em Roma na semana passada e, no geral, concordaram que as fontes e conhecimentos técnicos são capazes de aumentar a produção de comida em 50% até 2030, e em 70% até 2050 – quantidades que seriam necessárias para alimentar a população prevista para ter um crescimento de até 9,1 bilhões de pessoas em 40 anos. Mas o enigma é se a produção pode ser elevada no mundo em desenvolvimento, onde as pessoas que passam fome realmente consigam ter acesso a ela, a preços que possam bancar. A pobreza e as difíceis condições de plantio afligem os países que mais precisam da nova produção, especificamente na África subsaariana e no sul da Ásia. Uma pequena enquete feita por especialistas em Roma, sobre se o mundo será capaz de alimentar sua população em 40 anos, ressaltou a incerteza que ronda a questão: 73 responderam sim; 49, não; e 15 se abstiveram.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x. x.x.x.x.x.x.x.x As ONGs encarecem os alimentos com a tal rastreabilidade e custos ambientais inseridos nos preços dos produtos. Agora eles querem tornar a energia hidrelétrica mais cara para tornar menos competitivos os produtos brasileiros no exterior.
Brasil é ‘vítima do próprio sucesso econômico’, diz ‘Financial Times’
21/10 – 06:06, atualizada às 07:54 21/10 – BBC Brasil
Dematamento já
Apesar do Ministério do Meio Ambiente, das ONGs internacionais, do Imazon o Brasil cresceu na produção das comodities agrícolas gerando a riqueza do país; veja o que essa reportagem diz: ”Em dois outros artigos, mais analíticos, o FT avalia outras razões para a apreciação do real. O jornal diz que, se tiver sido unicamente por causa da riqueza gerada – rapidamente – pela alta das commodities, há razões para impor a taxa e tentar evitar a especulação financeira”.x.x.x.x.x.x.x.x. Então meu Brother quem gera riqueza neste país são os agricultores, é o agronegócio tão perseguido pelas ONGs e pelo Ministério do Meio Ambiente e os idiotas de plantão; somente no Brasil o setor que enriquece o país é perseguido.