Quais os impactos sociais causados pelo seu sushi?
Servir salmão grelhado aos convidados, até pouco tempo atrás, era coisa de rico. Hoje, já é possível encontrar o pescado a preços bem mais acessíveis em mercados e restaurantes brasileiros. A explosão do cultivo no Chile nas últimas décadas (que gerou muito lucro aos empresários, mas também deixou um rastro de impactos socioambientais) é a principal explicação para essa “popularização” do peixe importado, que ainda carrega a fama de “nobre”.
Maurício Hashizume, que comanda o jornalismo aqui da Repórter Brasil, foi ao Chile para ver de perto os impactos sociais e ambientais causados pela produção desse pescado. Trago alguns pontos da sua investigação, feita em parceria com a Revista do Brasil.
Antes de mais nada, vale lembrar que, sem o salmão, seria muito difícil um rodízio de sushi dar lucro. Os restaurantes japoneses absorvem sozinhos cerca de 40% do salmão que vem do Chile para o Brasil. Uma fatia de 30% segue para outros restaurantes e as redes de varejo comercializam os outros 30%. A participação brasileira nas compras de salmão desse país é de 6%. Com a queda das exportações para os principais compradores, os países ricos (Estados Unidos, Japão, Europa), devido à crise, o Brasil pode passar a representar até 15%, segundo analistas de mercado.
O salmão se tornou um dos principais produtos de exportação do nosso vizinho banhado pelo Pacífico. A criação em cativeiro do pescado (que não é uma espécie originária das águas chilenas) passa por duas etapas: a reprodução de alevinos em lagos e rios continentais e a etapa de engorda no mar, dentro de imensas gaiolas posicionadas ao longo da costa. Na seqüência, o salmão é transportado até as plantas industriais, onde uma massa de trabalhadores entra em ação para que o produto fique pronto para venda. Até 2007, a salmonicultura chilena gerava em torno de 55 mil empregos diretos e indiretos no Sul do Chile. No mesmo ano, as vendas do pescado geraram US$ 2,4 bilhões.
Pesquisas de entidades como o Centro de Estudos Nacionais de Desenvolvimento Alternativo (Cenda) mostraram, porém, que essa pujança econômica não se converteu em benefícios proporcionais aos trabalhadores. As remunerações se mantiveram no nível do salário mínimo, com uma parcela adicional de 20% vinculados a bônus por produtividade. Jornadas exaustivas em condições inadequadas e lesões por esforço repetitivo gerando doenças relacionadas ao trabalho foram comuns durante o boom. Casos de reumatismo e cistite por conta do serviço em baixa temperatura também. Cerca de 60% da mão-de-obra são de mulheres, que trabalham cortando, limpando e refilando o salmão.
Preocupadas com a situação, organizações como a Fundação Terram, o Cenda e a Canelo de Nos se uniram em 2006, com o apoio da Oxfam, para criar o Observatório Laboral e Ambiental de Chiloé (Olach). Por meio de pesquisas próprias, as entidades da sociedade civil detectaram ainda a ocorrência de diversas formas de práticas anti-sindicais e descobriram que a indústria do salmão tinha a segunda maior taxa de acidentes de trabalho do Chile, atrás apenas do setor de construção civil.
Antes da chegada do salmão, a população da Região dos Lagos sobrevivia basicamente da agricultura familiar e da pesca artesanal. Agora, problemas sanitários ligados a doenças do salmão e crises econômicos estão cortando milhares de empregos e deixando essas populações ainda mais vulneráveis.
Esse quadro de desequilíbrio se agravou a partir de julho de 2007, quando o vírus ISA – que já infectara peixes na Noruega no passado – passou a contaminar os salmões chilenos criados em cativeiro. De lá para cá, os sindicatos contabilizam cerca de 17 mil demissões. “O tema central hoje não é mais a condição de trabalho, mas a situação dos que foram despedidos. É preciso verificar se a lei está sendo cumprida, se as indenizações estão sendo pagas”, coloca Flávia, da Terram. “Projeções empresariais apontam que a produção de salmão só voltará a ser a mesma em 2012 ou 2013. Para nós, isso nunca vai acontecer. A indústria do salmão não deve mais gerar o mesmo número de empregos que havia antes.”
Acabar com 17 dos 55 mil empregos é arrasador. Aliás, essa estimativa de 17 mil é bem modesta. Os sindicalistas acreditam que pelo menos o dobro desse contingente (entre diretos e indiretos) tenha ido para o olho da rua. A referência é uma retração de 60%!
Pessoas têm aceitado ser demitidas para serem recontratadas por um salário menor por medo de ficar sem emprego. “Está em curso uma mudança tecnológica disfarçada de um discurso de qualificação”, denuncia Ana Becerra, do Cenda.
“A forma de produzir salmões no mundo está caindo porque o ambiente não suporta. É problemático engordar tantos peixes nessa escala, com consumo de tantos alimentos e de tantos produtos químicos. Temos que assumir isso e pensar efetivamente no que fazer com essa gente [desempregada].”
Em resposta aos diversos protestos por conta do desemprego, o subsecretário do Trabalho, Mauricio Jélvez, anunciou um plano de investimentos públicos que prevê a capacitação, a intermediação e a criação de novas vagas. O governo articula ainda a aprovação de uma nova Lei de Pesca prometendo regras sanitárias e ambientais “extremamente exigentes”. A ver.
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Senadora… Que defendia o desmatamento, agora quer defender o Rio Araguaia… Cuidemos de nossos rios…Confira link abaixo.
http://www.portalstylo.com.br/jornal.php?l=f5458c0e85f5ce48859898afbc54471f
Acho que para agradar os ecochatos-terroristas devemos começar a comer merda, isso mesmo: MERDA.
É alimento orgânico, super nutritivo, auto sustentável, evita a poluição de mananciais e ainda por cima tem aquele delicioso gosto de MERDA.
E o pior é que a MERDA não vai dar pra TODOS!!!
Gente…o Capital não é importante e não é necessário……………………………MAS NÃO DEIXEM DE APROVEITAR A PROMOÇÃO !!!jOGOS DE 39,90 POR 19,90 ATÉ AMANHÃ!!! tÁ AQUI NO BLOG!!!!! SÓ ATÉ AMANHÃ!!! A KAZAM PATROCINA ESTE BLOG!!!!COMPRE SOMENTE HOJE!!!!………….mas não esqueçam que o capital não é importante…não é necessário…gerar empregos não é importante e não é necessário…afinal se vc é empregado e passa a “empresário” vc é o CÃO Chupando Manga!!!!…Vc é irresponsável e explorador!!!!…..MAS NÃO DEIXEM DE APROVEITAR A PROMOÇÃO !!!jOGOS DE 39,90 POR 19,90 ATÉ AMANHÃ!!! tÁ AQUI NO BLOG!!!!! SÓ ATÉ AMANHÃ!!! A KAZAM PATROCINA ESTE BLOG!!!!COMPRE SOMENTE HOJE!!!!…..
O problema do mundo de forma geral nao eh escassez da comida mas o excesso populacional, estamos no limite do que podemos produzir, a unica solucao eh termos menos filhos…
O Brasil é um oceano de problemas onde nos afogamos totalmente; será que vai sobrar alguma coisa para nos afogarmos além fronteira????
Saka, bom dia. Não duvido da boa vontade de sua equipe mas.., será que não há um outro Saka por lá e deixar o nosso aqui até conhecermos os nossos próprios compromissos com as NOSSAS próprias realidades??????????????
Além do que qualquer cidadão medianamente informado sabe que o Chile é um País atualmente muito melhor politicamente que o Nosso Brasil!!!
O povo japonês, é na certa, o mais devastador em termos ambientais. Matam baleias, devastam os mares e sacrificam os animais a troco de pequenas frações, como fazem com os tubarões para retirarem suas barbatanas, dizimam as conchas em busca de pérolas e esterilizam o fundo do mar com suas redes de captura que não perdoam nem os microorganismos… O mar é como uma sopa de iguarias, onde o que vale não é o gosto, é o preço, é o raro…
huuahuahua… Vcs são uma piada…
Se vivessemos uma vida baseada nos preceitos da ética, da honestidade,e do bem estar social e ambiental:
Aquele celular de 99 reais custaria pra mais de mil..
A picanha que vc come custaria 300 reais o Kg.
Seu Tennis Nike custaria 1.500,00 (ou então o dono da nike teria que reduzir seus lucros)
Seu computador valeria mais do que sua casa…
Os IDHs mundo afora são um verdadeiro conto da carochinha… Eles avaliam as populações usuárias de bens de consumo, mas não avaliam aqueles que produziram, ou melhor, avaliam, só que como usuários e não produtores..
299,00 por um celular não paga nem o custo de seu transporte, ou mesmo o custo de exposição numa prateleira… Não paga a extração do litio e o impacto ambiental gerado no país onde a matéria-prima foi extraída.. As populações que produziram este celular não gozam de direitos trabalhistas, seus governos são corrompidos por lobbystas destas mesmas indústrias, populações locais são prejudicadas pelo impacto ambiental e social, e tudo isso não está embutido no preço de seu Celular…
E tem “filho do capeta” (literalmente) aqui que apoia e aceita tudo se apoiando numa base bem prosaica: “Capitalismo”… Apoiar o benefício próprio aprovando o prejuízo do outro é coisa do capeta… E estamos falando de um simples peixe gostoso, ou de um celular que vc usa pra falar com sua namorada ou amigo, ou um computador pra vc jogar na internet…
O mundo está perdido e f.u.d.i.d.o…. Pois já dizia Schoppenhauer que o ser humano só se modera quando pode enxergar a extensão de suas ações… Mas com esse povinho burro da atualidade, que está mais preocupado com futebol e abadá, nós estamos é ferrados literalmente…
Comunismo ?!? Nããão… ninguém está falando de comunismo…
Estamos falando de moderação, ética e honestidade… Se não dá pra ter, é melhor não ter, porque como já diziam os estóicos: “Não começar é mais fácil do que parar.”
Depois dessa notícia, creio que posso comer meu fondue de lontra sem culpas…
A receita é simples: você pega a lontra e a derrete, ainda viva, num caldeirão. Aí é só passar no pãozinho! Fica uma delícia e rende umas 4 porções!
Amanhã: receita de croquete de uirapuru.
Humm… Adoro Salmão !!!
Essa matéria me deu uma vontade de almoçar num restaurante japonês hoje !!!
Viva o Salmão barato !!! Viva o Chile !!!
Ôh!!! Liga-Árabe!! Essa do estoissismo foi demais, vou adotar o Alcorão.
Mas, que toda a razão lhe cabe, isso não resta dúvidas!!!!
Uai, purisso qui eu moro na roça, se quero um pexe vo pesca no riberão da serra e lanço meu anzor, cum minhoca tirada da terra na hora, as veis pego uma tartaruga que devorvo pra agua, levo pra casa e distrincho, frito na gurdura de porco que fica bão dimais, pra que esse tar de sarmão, parece nome de tempero .
Isto sim é motivo para debate:
Infelizmente, o texto é verdadeiro
O Maranhão fica no Brasil ???!!!
- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;
- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney;
- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto , Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;
- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;
- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);
- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.
Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney…
Seria cômico se não fosse tão triste….
Os impactos ambientais como resultante da produção desenfreada visando tendências de mercado dá nessa MERDA aí.
Agora até peixe está com doença de pele.
Você come carne, a vaca solta gases no mundo.
Você come peixe, ele está morrendo de feridas no corpo.
Você desiste e come planta, ela está cheia de agrotóxico e trabalho escravo.
NÃO ESTOU DANDO CONTA DE SER CONSCIENTE!
Precisamos de alternativas, de contenção de desperdício, de bens DURÁVEIS.
Não precisa ler Marx para entender porque fetiche do consumo atola o noticiário de aberrações vergonhosas como ferida em peixe.
Credo.
Ôh, “mettabocca” burro: ESTOICISMO é com “c”!!!!!!!
Ok… vou morar em uma caverna , pois a construção civil polui e mata operários com aspiração de pó, vou comer baratas pois não estão em extinção, vou andar de jegue, pois o carro polui e causa “stress” . Olhe , sr jornalista…me faça uma garapa, ok?
Aliás …garapa não, pois a cana utiliza trabalho escravo nas plantações…
Isso aqui é um barato…será que o Sakamoto lê?
“Estamos falando de moderação, ética e honestidade… Se não dá pra ter, é melhor não ter, porque como já diziam os estóicos: “Não começar é mais fácil do que parar.”
Aposto que a maioria de nós,que lê o blog e opina aqui usa disso no seu dia a dia,Liga árabe, mas o Sakamoto é muito radical velho…e um pouco ufanista tbém…é ou não é “mettabocca”?
Sakamoto !
Tu é muito chato cara !!
Vou colocar o pessoal q manda os teus textos como spam.
Muito chato mesmo…..
Não é fácil ser politicamente e ecologicamente correto hoje, com a globalização. è difícil distinguir o produto de boa procedência( feito sem agredir o meio-ambiente, em condições de higiene, em boas condições de trabalho e saúde para os empregados etc)… a verdade é que estamos cada vez mais consumindo porcarias( a maioria do que consumimos hoje é perfeitamente dispensável), que são empurradas goela a baixo pela propaganda, pelo marqueting, que atinge sobretudo as crianças e adolecentes.
Mas ao contrário do que dizem muitos aqui, existe sim um movimento contra isto tudo. Muita gente está mobilizada, mais exigente e disposta a pagar mais por um produto melhor qualidade e “ecologicamente correto”.
Países antes considerados de “primeiro mundo” como o Canadá e Chile, estão sendo reprovados em muitos aspectos relacionados ao seu tratamento ao meio-ambiente e com seus trabalhadores. O resultado de tudo isso só será visto daqui a décadas, no entanto, se não fizermos nada para conter o consumo desenfreado, com a consequências dele resultantes, o nosso futuro como espécie estará ameaçado.
Criação natural de peixes, bovinos, suinos, etc não dá pra todo mundo porque leva tempo, seria críssimo, a demanda é imensa, então o negócio e dar um jeito, uns hormônios aqui, pesticidas alí, e dá-lhe mercado, que o negócio é pra dar lucro. O preço, mesmo pra rico, é a doença lá na frente. Bem, mas vamos acreditar na indústria da saúde e seus laboratórios miraculosos.
Quem viver verá.