Você já comeu hoje?
Salvador - O Brasil tem um papel cada vez mais definido dentro dos BRICs. Enquanto, a China cuida da indústria, a Índia da central de serviços e a Rússia da reserva energética, o Brasil ficará orgulhosamente com a função de celeiro/exportador de commodities. Ainda é cedo para dizer se a recente diminuição do peso de manufaturados em nossa pauta de exportações é conjuntural ou estrutural nesse sentido. Para isso, vale um outro post. Mas é interessante como esse “celeiro do mundo”, que está criando uma das maiores multinacionais de alimentos do planeta, ainda não consegue matar a fome de sua própria gente.
A paz não é apenas uma questão de depor baionetas, mas também de universalizar uma vida digna. O mundo não terá uma paz real se houver alguém, em algum lugar, que vai passar o dia sem comer, enquanto outros arrotam fartura. Peço permissão aos leitores para retomar um assunto que já havia trazido anteriormente.
(Tirei as fotos abaixo durante viagens nos últimos anos)

Campo de refugiados em Caxito, Angola. O país enfrentou uma longa guerra civil e não conseguiu garantir condições mínimas de sobrevivência a suas crianças. Dinheiro há – Angola é rica em recursos mineirais, como petróleo e diamantes. Mas o país vem sendo roubado há décadas por governos e elites locais bisonhos e exlorados por empresas multinacionais, entre elas algumas brasileiras.
Não é a simples doação de alimentos que vai resolver o problema. Ela é um ato importante, pois mantém pessoas vivas enquanto se criam condições para que elas possam trabalhar (decentemente), nos campos ou cidades, e obter seu próprio sustento. O problema é que, nem sempre, essa segunda parte, estrutural, ocorre.

Pai e filho procuram sustento em lixão no interior de Pernambuco. O cheiro e as moscas não eram o pior naquela situação, mas a certeza que eu tinha de que aquelas pessoas simplesmente não existiam. A casa e os utensílios domésticos vinham do que a sociedade não queria mais. Parte do que eles comiam, também.
Combater a fome é bordão citado por políticos em eleição, empresas que querem limpar a barra, entidades não-governamentais e personalidades públicas em busca de redenção social. Desde que fique na superficialidade das ações cosméticas. Mudanças estruturais significam transferência de terra, recursos financeiros, direitos. Significa mudanças de comportamento dos mais ricos, incluindo padrões de consumo e padrões de lucratividade, para saciar a fome dos mais pobres. Ou seja, colocar em prática alguns conceitos de igualdade. Aí a porca torce o rabo. Vem a turma do deixa-disso, não seja radical, o mundo é assim mesmo, uns comem muito outros pouco e vai se levando, olha a legalidade, respeite a propriedade… Traduzindo: mudar sim, desde que tudo fique como está.

Povoado de Malvinas, no interior do Rio Grande do Norte. A família havia perdido a safra devido à seca. A menina, desnutrida e com tamanho menor do que sua idade pedia, fazia aniversário no mesmo dia que eu. Para vocês, uma informação inútil. Mas para mim, arrasadora.
Durante a ditadura, esperou-se o bolo crescer para dividi-lo. Mas ele cresceu e só alguns foram chamados para comê-lo. O aumento na produção do etanol vai pelo mesmo caminho – vamos dispor de terras que eram ou poderiam ser destinadas à alimentação para produzir mercadorias cujos lucros não serão nem de longe divididos pelos trabalhadores. Crescer para quê? Se ainda assim os cortadores de cana fossem tratados com dignidade no país, vá lá. Mas as quase 30 mortes de bóias-frias só no Estado de São Paulo devido à exaustão do corte da cana e a situação de miséria das cidades de aliciamento (ops, desculpe), contratação de trabalhadores, no Nordeste mostram que não é bem assim que as coisas acontecem.

Acampamento guarani no interior do Rio Grande do Sul. De vez em quando vem à tona a notícia de que alguma criança indígena morreu por desnutrição em algum lugar do Brasil. O avanço do agronegócio e das cidades têm expulsado muitos povos indígenas de suas terras ou transformando-as em favelas, o que tira deles sua autonomia alimentar. No Mato Grosso do Sul, isso tem sido tristemente constante, com proprietários rurais mantendo como suas terras que são deles e poderiam matar a fome. Com a ampliação da cana no estado, isso tende a piorar.
De acordo com dados da FAO, Organização das Nações Unidas voltada à alimentação, a desnutrição afetava 52,4 milhões de pessoas na América Latina e Caribe entre 2002 e 2004. Isso representa cerca de 10% da população da região. O número é um pouco menor que o período 1990-1992, quando o número de famintos era de 59 milhões de pessoas (13% da população).
O problema cresceu na América Central. O número de pessoas com fome subiu de 5 para 7,5 milhões. E caiu na América do Sul: de 42 para 35 milhões. No Brasil, a queda foi de 18,5 milhões para 13,1 milhões (de 12% a 7%). Apesar disso, apenas quatro países na região têm legislação que afirmam o direito à alimentação de todos: Argentina, Brasil, Equador e Guatemala.
Segundo estimativas da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) e PMA, acabar com a fome também traz benefícios econômicos: o custo da fome na América Central e República Dominicana mostra que a desnutrição infantil causa perdas de US$6,7 bilhões – o equivalente a mais de 6% do PIB desta região.

Mulher segura filhos desnutridos em comunidade rural de Sao José da Tapera, interior de Alagoas. O lugar já foi considerado o município mais pobre do país, ou melhor dizendo, com menor índice de desenvolvimento humano. A seca lá bate forte e, ironicamente, o São Francisco está a poucos quilômetros da comunidade. O projeto de transposição do Velho Chico vai levar água para abastecer cidades, empresas e o agronegócio – mas não vai conseguir atingir as famílias no meio do sertão. Se, hoje, o poder público não consegue garantir água para essas duas crianças, o que dirá de levar água até a menina desnutrida de duas fotos atrás?
De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), do total de famintos na América Latina e Caribe, quase 9 milhões são crianças com menos de cinco anos de idade. Por isso, só coloquei fotos de crianças nesse post.
Isso também serve para colocar à mesa, cheia ou vazia, que nosso futuro está à espera de soluções firmes para a erradicação da fome. Será que nossa geração terá a coragem de demolir estruturas enraigadas desde a fundação do país e construir outras a fim de que crianças possam comer todo o dia e seus pais não dependam de ninguém para isso?
Eu espero que sim – apesar de achar que não.
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Saka, boa (ou quase) tarde, ainda do meu almoço, que depois do que eu li aqui quero vomitar, você foi cruel, mesmo com o “Sarneynto” metendo a mão o brasil que nos cerca é muito cor de rosa, preciso de tempo; sua exposição doi muito, tenho que pensar, até à noite, obrigado e desculpe. Não me envergonho de confessar que sei chorar.
sakamoto,uma verdade dolorosa frente às sujeiras do govêrno do MAL-dito,só fala besteiras,gostaria que este drama fosse melhor estruturado(jó o foi um dia?)e o que dói são as desnutridas crianças,toda uma esperança para nosso futuro,saudades de sua leitora calypso
parabéns saka……doooooooooois comentários…… sua coluna tá bem de audiência……hahahahahah
muda de enfoque veja o mundo de maneira menos tendenciosa…..não existem verdades absolutas……trabalhar pro governo empobrece o jornalista,,,,intelectualmente… vc é otimo estilingue …para de proteger a vidraça…..
Infelizmente a fome não é uma desgraça só dos sertões nordestinos. Existem crianças famintas nos lixões e nas ruas de todas as grandes cidades brasileiras, sem exceção. A solução existe e não seria cara, basta nós deixarmos de sermos hipócritas e agirmos (Nós=povo brasileiro). Por exemplo, se os corruptos destinassem 0,1% do dinheiro que roubam para os famintos; se, ao invés, de estocarem alimentos, com a denominação de “estoque regulador” para os famintos (bastaria também uma pequena porcentagem do estoque regulador); se os dirigentes políticos (prefeitos, governadores, presidente, etc.) tivessem vontade política para acabar com a fome… Enfim, existem várias soluções, falta a ação.
Portanto, existem pessoas e instituições sérias que lutam silenciosamente para alimentar os famintos, sem depender de recursos públicos e sem a ajuda dos donos do poder. Parabéns para esses honrados e corajosos que fazem o bem sem olhar a quem.
“A combinação das expedições militares dos governos do mundo em 1987 era tão grande que todo o programa social de todos as nações do mundo poderiam ser financiados por 300 anos.” Michael Tsarion
É POR ESSAS E OUTRAS QUE TORNEI-ME ADEPTO DA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO DA NOVA ORDEM MUNDIAL CONTRA A HUMANIDADE QUE ELES DESPREZAM, ODEIAM E EXPLORAM… DAVID ICKE ESTÁ CHEIO DE RAZÃO, INFORMEM-SE.
SINTO MUITO, SOU GRATO!
Lendo seu post, só consigo pensar em uma frase que, há alguns dias, não me sai da cabeça: “o sol nasce prá todos”. Li isso num comentário sobre um de seus posts, e ando pelas ruas pensando nisso: como alguém pode pensar que “o sol nasce prá todos”??
Faço votos que pessoas menos descompromissadas com a dura realidade social leiam ou ouçam algo a respeito disso. Talvez, informadas de tal situação, renegem à suas usuras e ambições materiais – para o bem e felicidade de todos. Todos.
É verdade Saka
Por dever do ofício conheci S. J. da Tapera assim que o caçador de marajás tomou posse no governo de Alagoas, assim como o Tribunal de Justiça estadual. O contraste até hoje é inimaginável. Lá eu conheci um cemitério de “anjinhos”, ou recém-nascidos que morreram antes do batismo.
Também por ofício, conheci um campo de refugiados de guerra civil e seca na África. Eram cerca de 900 pessoas idosas, mulheres e crianças que foram afetadas pelo consumo de mandioca crua (a mandioca crua tem um alto teor de cianeto), com problemas graves neurológicos.
Até hoje tenho sonhos com esses fatos.
Enquanto tivermos governos e politicos que praticam a politica excludente que privilegia o capitalismo em detrimento do ser humano, pessoas que só pensam em enriquecer mesmo que seja mantendo o holocausto de bilhões de seres humanos, o mundo terá famintos.
Porque há seres humanos que vivem em grupinhos, guetos e destroem os que estão à sua volta, não se sensibilizam com a dora da outra criança que não é parte de seu grupo social e a noite vão às suas igrejas orar.
Estas empresas e os governantes que não se preocupam em mudar a realidade das pessoas que estão na foto e que representam tantas outras, são o retrato da desumanidade de todos nós e principalmente dos que lucram com a morte, com a miséria, com o analfanetismo, com a fome.
São pessoas empobrecidas, sem acesso a nada porque alguém lhes rouba, lhes asfixia, a fome e a pobreza são VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS.
17/07/09
Junto a minha revolta e o meu asco aos de Francisco e de Mara, sem desdenhar os comentários de outros tantos brasileiros que não se deixam enganar pela publicidade que dão a esse governo atual o destaque que tem tido como o melhor das últimas décadas como se nessas últimas décadas houvessem bons governos. Conheço a fome no nordeste; ví crianças comendo barro das paredes de suas taperas e bebendo água imprópria ao uso humano. Contudo, não é só no nordeste que a Fome arrasa principalmente crianças. Nos grandes centros não difere em nada esse pernicioso MAL crônico, semelhante a um tsunami devastador. Triste e vergonhosa! Um atentado contra o direito do ser humano, ao bom senso e ao amor a esses relegados da nossa sociedade mais que elitista – criminosa!
A miséria, a fome e ass cenas chocantes são como um tapa na cara, nos fazendo culpados por poder comer. Porem a análise que vem junto, como causa da miséria com certeza não é tão simplista assim.Achar que alguem está pobre porque um “ganancioso” roubou sua fatia no bolo é algo que há muito anos não faz mais parte de uma análise que tenha proposição de ser séria
Ei ciro lauschner,
Que tipo de porcaria você andou lendo nos últimos anos?
Mídia-corporativa? Aposto que sim…
Prá quem não quer mais passar vergonha exibindo ignorância em público… uma boa sugestão de leitura:
Lá no excelente site do MST… alguns dados que ajudam a explicar porque há fome no Brasil:
”
CONCENTRAÇÃO FUNDIÁRIA
- O Brasil é o segundo país com a maior concentração da propriedade fundiária em todo o Planeta, atrás apenas do Paraguai, onde atuam latifundiários brasileiros.
- De acordo com os dados do Incra, 1% dos estabelecimentos agrícolas controla 45% das terras, enquanto que 90% dos pequenos estabelecimentos possuem apenas 20% da área agricultável.
- Em 1992, havia 19.077 latifúndios com mais de 2 mil hectares e que juntos somavam 121 milhões de hectares. Em 2003, o número de propriedades aumentou para 32 mil (quase duplicou) e a área total destes latifúndios agora soma 132 milhões de hectares. Ou seja, em 11 anos, 12 milhões de hectares foram apropriados pelo latifúndio.
- Para assentar as 4,5 milhões de famílias sem-terra bastam desapropriar as 28 mil propriedades que concentram os 45% das terras.
- Existem 120 milhões de hectares de terras boas para agricultura e pecuária que não produzem nada.
- No Brasil, mais de 30 milhões de hectares pertencem a empresas estrangeiras.
- A soma das 27 maiores propriedades no Brasil é igual a superfície do estado de São Paulo. E a soma das 300 maiores áreas é igual aos estados de São Paulo e Paraná.
- 32 mil latifundiários concentram 132 milhões de hectares.
- Apenas 30% dos imóveis cadastrados no Incra são considerados produtivos.
- O Brasil possui 250 milhões de áreas devolutas (áreas que pertencem ao Estado e foram apropriadas ilegalmente pelo latifúndio).
”
“Reforma Agrária X Agronegócio”
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6579
Ciro, me desculpe, mas seu comentário, no mínimo, é leviano e contraditório com a própria razão do entendimento lógico, nem de longe você atina com a solução, de fato, está claro que você é o estereótipo exato do problema, mente doentia.
A verdade é que estamos longe de uma solução ao menos paliativa, o que jogamos fora num centro de distribuição (um CEASA) p. ex. alimentaria uma fantástica horda de famintos.
Nossa sociedade cresceu deformada pela ganância dos lucros que muitas vezes ultrapassa a mais voraz capacidade de usufruí-los, morremos sem desfrutar a menor das partes do que amealhamos (o preparo sócio-cultural nos qualifica para isso), os que ficam lutam por aumentar o que já não poderão consumir, aí me aparece um imbecil dizendo que a ganância é conversa de “intelectualoides”.
O que me presta de consolo é a mais pura convicção da transcendência desta vida, embora não seja aqui o melhor lugar para comentá-la, mas, vejam como a ironia pode atenuar o sentimento de revolta que carregamos, um Ciro, um Sarney, um Lula talvez “voltem” naquela condição para aprenderem como dói o que fazem.
É importante salientar que esta não é nem de longe uma visão religiosa do problema, pois religião é refúgio da ignorância e morada da hipocrisia.
O quadro acima descrito nos reporta a um post anterior do Saka, onde este fora alvo de infinitas grosserias, pois aqui se levanta a questão; … – uma empresa de porte manda um caminhão buscar “trabalhadores” com promessas de vida nova na cidade grande nesses locais e aí nos aparecem os medíocres dizendo que eles vieram por conta própria em busca de fortuna…
O que presenciamos é a mais completa ausência de amor a própria humanidade.
O que a mídia faz??? É fácil ver; a Irmã Dulce morreu no mesmo dia que a lady Day, o mundo ficou abalado com a morte da “dama de ouro”, mas tem gente que sequer hoje sabe que Dulce a verdadeira “Dama de Deus” morreu.
Leviano, contraditório e mente doentia, porque não concordo com os arrogantes “donos da verdade”.Não possuo terras e as que possui tive que vender. A idéia de quem não sabe nada, sabe fazer agricultura, é errônea, porque agricultura é uma atividade técnica como qualquer outra que exige muito conhecimento. Essa idéia predominante entre os “donos da verdade” provoca o maior desperdício de dinheiro público que o país está fazendo fora a corrupção, que é a de fazer assentamentos que em sua quase totalidade perpetuam a miséria fazendo com que os excluídos da cidade sejam também agora os excluidos
no campo e serem proprietários de terra, até surgir um que compre sua propriedade e assim ele voltar a reinvindicar a mesma coisa num circulo vicioso que não vai ter fim.
O Estado se investisse pesadamente na educação e na formação do seu povo eliminaria em um prazo razoalvelmente curto essas aberrações que nos chocam em vez de patrocinar ONGS, corrupções e se encher de órgãos totalmente desnecessários.
Bom… se o assunto for educação, sugiro uma visita ao site do MST.
Vá direto para “biblioteca”.
Lá tá transbordando informação / conhecimento.
Olha só que interessante esta entrevista com Euclides dos Santos Rodrigues, presidente da Cooperoeste, a maior cooperativa de assentados de Santa Catarina…
…demonstrando claramente que as críticas sistematicas da “elite” avarenta contra o MST… não passam de puro preconceito!
”
JST – Qual é a importância da Cooperoeste para a luta do MST?
ER – Em primeiro lugar, é a questão de provar que a Reforma Agrária dá certo e é viável! Provar que o investimento que o governo faz na Reforma Agrária é viável e que inclusive gera emprego, renda e imposto. Só pra citar um exemplo, no ano passado a Cooperoeste gerou R$ 6,2 milhões em impostos com a indústria. Fomos a primeira empresa do município de São Miguel do Oeste em arrecadação de impostos. Em segundo lugar, ficou a Aurora (conglomerado agroindustrial). Há um reconhecimento por parte da sociedade local, tanto é que o expresidente da Cooperoeste se tornou prefeito do município. Foi um reconhecimento da sociedade sobre a importância da Reforma Agrária, comprovado nas urnas, inclusive. Isso, antes da Cooperoeste, era difícil de imaginar. Ao contrário, em muitas regiões do estado enfrentamos o problema que é a discriminação mesmo, no sentido pejorativo que parte da sociedade, os contrários da Reforma Agrária atribuem aos assentados do MST. E nós, com muita luta, conseguimos superar essa fase. Hoje cerca de quatro mil estabelecimentos comerciais, da região Sul e de São Paulo, comercializam os produtos da Reforma Agrária industrializados em SC. A Cooperoeste tem 600 associados (só assentados) e em torno de três mil produtores. Ainda conta com 250 funcionários e 100 caminhoneiros. É uma prova de que os trabalhadores têm capacidade de se organizar, controlar toda a cadeia produtiva e gerar qualidade de vida. A Reforma Agrária dá certo!
”
“O potencial das nossas cooperativas”
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=7022
O mst ,nao produz nada,se dependerem de comer da própria produçao, vao morrer todos de fome “o que nao seria mau”
mas nem precisam produzir pois roubam o gado dos vizinhos e fazem churrasco com o que nao lhe pertence.
Os grã-finos gozam seus privilégios…
“…o barulho da cascata, o frescor do vento, o brilho do sol… são prazeres que só quem mora numa cobertura como esta pode ter…”
http://www.youtube.com/watch?v=_IvFMSXKerY
… enquanto no mesmo país:
“…o cheiro é insuportável. Neste balde, a comida que vai alimentar 10 pessoas…”
http://www.youtube.com/watch?v=i5c-XR7wT_8
Quer saber?
Os ricos são o crime!
Conheço a Coperoeste , mas é bom que se diga que o leite Terra Viva, seu carro chefe , teve contestações há pouco tempo, e não compra só dos assentados mas o que deu certo foi seu gerenciamento empresarial mas de muitos produtores na região.Ela sempre é citada como exemplo que a reforma agrária dá certo, mas o que deu certo mesmo foi seu gerenciamento empresarial, implantado com dinheiro do BNDES além de doações que outras empresas nunca conseguiriam, mas deu certo o que a exclui dos outros 99% de assentamentos que não deram certo. Em termpo a reforma agrária da região foi feita no tempo do Sarney.