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07/07/2009 - 18:27

Lambança do Estadão

Retirei do blog do fotógrafo Marcelo Min, que assina a matéria da revista Época, junto com a repórter Eliane Brum, uma foto para lá de interessante e reveladora sobre o post abaixo. Nela, aparece a família – que teria sido retirada de acordo com a matéria do Grupo Estado – lendo uma notícia do Jornal da Tarde, pertencente ao grupo, sobre a sua saída de casa. Sentados na sala da própria casa em questão.

Achou isso confuso e paradoxal? Imagine então para a família do Marcão da Pipoca…

A única certeza que temos na profissão de jornalista é que vamos errar um dia. É impossível, ao longo de uma carreira, não comer uma bola. A diferença é como o veículo de comunicação se manifesta diante disso junto ao seu público leitor, como ele se corrige. E isso não reduz em nada a história e a credibilidade de uma empresa de comunicação. Pelo contrário, reconhecer o erro rapidamente apenas engrandece.

Infelizmente, o que faz esse caso especial entre tantos outros erros que vemos e cometemos no dia-a-dia é porque a matéria do Estadão conta uma história de resistência, de protagonismo social, na forma de uma derrota. Casos de sucesso como o do pipoqueiro deveriam ser bem apurados e divulgados para que pudessem ser copiados por outras pessoas nas mesmas condições. Sempre ouço coisas do tipo “de que adianta lutar? não vai dar certo” de pessoas acuadas por um poder econômico e político maior, seja em São Paulo, na Amazônia, no Nordeste.

Matérias como a de Marcelo e Eliane são uma boa resposta para isso.

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

6 comentários para “Lambança do Estadão”

  1. argo disse:

    “Sempre ouço coisas do tipo “de que adianta lutar? não vai dar certo” de pessoas acuadas por um poder econômico e político maior, seja em São Paulo, na Amazônia, no Nordeste.”

    Essa matéria desses miseráveis do Estadão é exatamente nesse sentido. Agora, um jornalista desses, ser comprado para assinar uma matéria desse tipo, deveria nunca mais ser lido por ninguém.

    Eu mesmo já anotei o nome dele (DIEGO ZANCHETTA). Toda vez que uma matéria contiver sua assinatura, eu denuncio.

    Não se esqueçam: DIEGO ZANCHETTA – esse cara foi comprado.

  2. Amado Nedo disse:

    Não diria isso. Acho apenas que ele errou e não quis corrigir o erro.

  3. Luciana disse:

    “No dia 29 de maio, a diarista Maria do Carmo da Silva, 49 anos, observava o sobrado em que morou por 29 anos pela derradeira vez. O primeiro andar de alvenaria e o segundo, construído de forma precária com tábuas, abrigavam a família de sete membros. Ela foi a última moradora do Jardim Edite a deixar a favela do mesmo nome, localizada num terreno de 19.000 m² entre a Marginal Pinheiros e a avenida Roberto Marinho, no Brooklin, Zona Sul. Seu destino? Um apartamento no Jardim Andrade, com aluguel de R$ 500, pago pela Prefeitura.

    A diarista espera apenas a conclusão das obras de urbanização do empreendimento residencial Estebão Baião, prevista para julho de 2010, quando se mudará definitivamente para um apartamento próprio, no conjunto habitacional que ela mesma escolheu, com toda a infra-estrutura. “Vivi muitos anos na favela, conheci meu ex-marido e fiz muitos amigos, mas agora estou bem feliz com essa nova realidade. Aqui é muito mais calmo, sossegado. O imóvel é amplo, dá para todos. Estou na expectativa da conclusão das obras da Prefeitura para morar no meu novo apartamento. Não troco essa situação por nada”, diz Maria do Carmo.”

    A personagem é outra, mas o texto do release da Prefeitura anunciando o fim da favela do Jardim Edite é muito parecido com o texto do Estadão. Será que isso ajuda a explicar a lambança?
    http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=30146

  4. Carlos N Mendes disse:

    “Sempre ouço coisas do tipo “de que adianta lutar? não vai dar certo” Ando ouvindo muito isso… O terreno em frente à minha casa foi limpo. Tem 2.600 metros quadrados. Pela “Leia Orgânica” do município de Santos, que de orgânica só tem o nome, o insensível dono da construtora poderá – e deverá – erguer uma torre com 13.000 metros quadrados de área construída. Leia-se uma torre de 26 andares, que consequentemente roubará o sol, o vento e o sossego de 40 casas vizinhas e uma escola. Pior, venderá caro essa luz do sol e essa brisa, sem sequer pedir desculpas ou indenizar a nós moradores. Essa violência urbano-imobiliária ocorre em centenas de cidades brasileiras. Nas outras eu não sei, mas aqui as pessoas balançam a cabeça e dizem, invariavelmente : “…pois é, fazer o quê?”. Lutar nãoéstá no espírito do brasileiro, Sakamoto – ele sempre tem a desculpa que tem muito a perder. Como se abaixando a cabeça não estivesse também perdendo.

  5. Vilma disse:

    Volto a dizer aqui. O problema maior é o jornalista ter de assinar uma matéria de interesse da empresa jornalística por N motivos.. Recentemente o Kenedy Alencar, da Folha assinou uma Matéria informando que o Aécio Neves tinha aceito ser vice de Serra para a presidência da república. Quem acompanha minimamente a política sabe que essa informação é uma desinformação deslavada do Jorna Folha de Serra. Por que o Kenedy assinou essa mentira? Medo de perder o emprego???

  6. Carneiro disse:

    sakamoto: as mazelas e pilantragem aplicada nos trabalhadores brasileiro ,como escravidao e outras sacanagem nao e mostrada ao povo pela poderosa rede globo . O trabalho escravo aplicado no corte de cana e a escravidao na zona norte do brasil . No sul e Sudeste maravilha nao fica atras ,tem escravidao disfarcada de tecnologia , com as fabricas cheias de cameras instaladas cuidando de todos os movimentos do trabalhador ,ate no momento de ir ao banheiro, e costrangimento puro. Sakamoto vamos denunciar mais essas sacagem.

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