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06/07/2009 - 10:40

Ácido sulfúrico no rio dos outros é refresco

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está estudando financiamento de um projeto da americana Bunge e da norueguesa Yara para a construção de uma fosfateira que vai trazer graves impactos Anitápolis, paraíso das águas e da Mata Atlântica a uns 100 km aqui de de Florianópolis. O lembrete é do jornalista Dauro Veras, grande repórter em Santa Catarina. Para saber mais sobre isso, clique aqui.

Em 1952, nascia o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. Trinta anos depois, foi acrescido o “Social” ao nome, no sentido de atrelar as políticas de desenvolviemento econômico às políticas sociais – sob o risco das primeiras perderem o sentido. Afinal é importante crescer, mas crescer para beneficiar quem?

Nos últimos tempos, a incapacidade do banco de prever que determinados empreendimentos financiados seriam causadores de graves e irreversíveis impactos sociais e ambientais tem gerado críticas severas à sua atuação. Do setor sucroalcooleiro, passando pela sojicultura, pela pecuária até a produção de energia elétrica, dinheiro público tem sido revertido em projetos e fazendas que nem sempre cumprem sua função social. Pelo contrário, colocam o homem e o meio ambiente na berlinda.

Nessa toada me pergunto: quanto tempo vai levar até deletarem a palavra “Social” do nome, tornando o banco mais fiel à sua natureza e às suas origens?

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

45 comentários para “Ácido sulfúrico no rio dos outros é refresco”

  1. saiu na epoca disse:

    Extração de fosfato ameaça Mata Atlântica catarinense
    Estudiosos acreditam que instalação de mina e fábrica pode danificar o meio ambiente e gerar riscos à saúde da população local
    Isis Nóbile Diniz
    Pesquisadores e ambientalistas estão preocupados. Cerca de 10% do fosfato explorável no Brasil está localizado em um grupo de montanhas no interior de Santa Catarina. Para extrair a matéria prima e transformá-la em fertilizante, as multinacionais Bunge e Yara pretendem instalar uma mineradora e uma fábrica na região. Será necessário, para tanto, desmatar aproximadamente 300 hectares de Mata Atlântica, o que equivale a 550 Maracanãs. Além disso, estudiosos dizem que a saúde da população e a agricultura podem ser prejudicadas. O local também é importante para o abastecimento de água de 21 municípios.

    A Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), que pertence à Bunge e à Yara, adquiriu cerca de 1.760 hectares em Anitápolis, município com cerca de 3 mil habitantes. O local é o único no Sul do Brasil que possui fosfato e será explorado por 33 anos. A mata nativa dará lugar a uma mina a céu aberto e a uma fábrica que usará a matéria prima na produção de um tipo de fertilizante. Também será construída uma barragem de rejeitos que abrigará outros minerais retirados do solo, mas sem utilidade para a empresa.

    Vale catarinense A região de Anitápolis, onde está planejada a instalação da fábrica de fosfato e da mineração. A floresta nas encostas é um dos remanescentes de Mata Atlântica de Santa CatarinaA produção do fertilizante exige fosfato, ácido sulfúrico e enxofre. Este será importado pelo porto de Imbituba e transportado até Anitápolis por caminhões. Em seguida, o produto final será levado via rodoviária até Lages, distante 164 km. Na cidade, um galpão armazenará o fertilizante antes de ser distribuído para a região Sul. O empreendimento prevê investimento de R$ 400 milhões. Calcula-se que gerará cerca de R$ 2,5 milhões anualmente como arrecadação municipal e R$ 7,5 milhões irão para os cofres estaduais e federais.

    A IFC será construída dentro da bacia hidrográfica do rio dos Pinheiros, que faz parte da bacia hidrográfica do rio Braço do Norte, formada por 19 rios nos municípios de Anitápolis, Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Grão Pará, Braço do Norte e São Ludgero. De acordo com a Fundação de Meio Ambiente (Fatma), órgão ambiental do governo de Santa Catarina, os possíveis impactos negativos da operação da empresa prejudicarão somente Anitápolis. O fósforo que possivelmente alcançar as águas não deve ter impacto significativo na fauna e na flora aquáticas. Para o órgão, apenas a barragem de rejeitos apresenta riscos. “Tecnicamente, é impossível falar que não existe risco. Toda e qualquer obra de engenharia apresenta riscos”, segundo documento emitido pela Fatma.

    Risco ambiental Simulação feita pela ONG Montanha Viva de como seriam os reservatórios de contenção do material contaminado. Os ambientalistas estão preocupados porque as barragens, localizadas no alto das montanhas, poderiam se romper ou vazarOs procedimentos de licenciamento ambiental tiveram início em 2005. E, no primeiro semestre de 2009, a empresa conseguiu a Licença Ambiental Prévia (LAP) concedida pela Fundação. Para poder iniciar as obras, a IFC precisa cumprir as exigências feitas pelo órgão. Depois, adquirir a licença de instalação e de operação. Foram solicitados trinta programas ambientais. Entre as exigências está a conservação e o enriquecimento da vegetação em cerca de 80% da terra adquirida pela empresa. “Esse foi um dos projetos mais complexos e estudados pela Fatma”, afirma Murilo Flores, presidente da fundação.

    Alguns ambientalistas e pesquisadores discordam do órgão. “Antes de tudo, 300 hectares de Mata Atlântica bem conservados no Sul são relevantes. Ainda mais nesse caso, em que eles protegem a encosta de deslizamentos como os que ocorreram depois das chuvas no ano passado”, afirma Clóvis Borges, diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Proteção Ambiental (SPVS). De acordo com Eduardo Bastos Lima, advogado da ONG Associação Montanha Viva, outros 100 hectares de mata nativa darão lugar a uma nova linha de transmissão de energia elétrica. “Anitápolis fica entre a Serra do Tabuleiro e a Serra Geral, um corredor verde importante. O projeto afetará a circulação e o desenvolvimento dos animais”, diz Jorge Albuquerque, biólogo e presidente da ONG. “Para piorar, o local possui nascentes e é a cabeceira do Rio Braço do Norte. Todo o mundo está em busca de água e aqui eles pretendem destruir esse bem natural”, afirma.

    O principal questionamento dos pesquisadores é relativo à saúde da população. A barragem de rejeitos construída acima do nível da cidade pode contaminar a água ou, na pior hipótese, estourar e inundar municípios. A mineração a céu aberto e o manuseio do fosfato podem comprometer os recursos hídricos da região atingindo, inclusive, Florianópolis. O químico Ismael Bortoluzzi, presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), afirma que, se o fosfato atingir a água em grande quantidade, seu tratamento será mais difícil. “Os morros de 600 metros também poderão sofrer de erosão nas encostas”, diz.

    Por causa das questões ambientais e de saúde, a Associação Montanha Viva protocolou uma ação no judiciário pedindo a anulação da Licença Ambiental Prévia (LAP) que lista 59 itens questionáveis sobre o projeto. Entre eles estão: a interrupção do curso do Rio Pinheiros, o aumento da taxa de erosão do solo, a deterioração da qualidade do ar, o risco de contaminação do solo e rios. “A empresa fala que o impacto é localizado desconsiderando o risco para bacia hidrográfica”, afirma Lima. Procurada pela reportagem de ÉPOCA, a empresa não se pronunciou sobre as críticas à obra.

    Como solução, Albuquerque propõe que a região seja destinada ao ecoturismo. E que a empresa invista em produção de fosfato por meio do dejeto suíno. “Esse é o sonho catarinense, mas, na prática, o custo seria alto porque a criação de porcos está espalhada em pequenas propriedades”, diz Flores. Devido ao retorno financeiro e à necessidade de obter a matéria prima, talvez seja inevitável a instalação da mina e da fábrica. “Esse é o grande problema do desenvolvimento sustentável. Se a fosfateria é estratégica para o Brasil, devemos minimizar os prejuízos”, afirma o presidente da Fatma. Para Bortoluzzi e Borges, o projeto é aceitável desde que se minimizem os riscos e seja feita uma compensação “pesada”. “Por exemplo, a empresa pode destinar 10 mil hectares para a preservação do meio ambiente. Porque explorar sem limites não é sinônimo desenvolvimento”, diz o diretor da SPVS. “Tenho uma filha pequena. Espero que ela veja como as montanhas de Anitápolis cobertas por Mata Atlântica são lindas”, diz Albuquerque.

  2. Não temos a Mordaça da imprensa e os "louros" dos seus banquetes!!! disse:

    Olhem meus caros apoiadores de multinacionais com CPI nas costas…http://rsurgente.opsblog.org/2008/10/27/cpi-do-adubo-denuncia-empresas-do-setor-defende-regulacao-e-estatizacao-de-minas/ Falar de que precisamos de fosfato para a agricultura é continuar na tecnologia que colocou a maioria dos agricultores na divida ativa dos bancos…Tadinho do coitado lá de cima que precisa de fosfato para o tomate dele. Queres 4 formulas organicas de fertilizante ALTAMENTE TECNOLOGICO e CASEIRO que substitui o NPK ???? Analfabeto em agricultura é dependente de tudo!!! Por isso não vai pra frente nunca!!! E se vai não dura muito… Para aquele outro coitado que fala de soja e não entende nada dela, quero te dizer que SC planta tbém muita soja, mas muitos cairam no conto da sereia da Monsanto/Bunge e estão plantando soja Roundup Read …acontece que o Brasil desde 1960 tinha tecnologia de bactérias fixadoras de nitrogênio que muito contribui para o enriquecimento de nosso país em não gastar com fertilizantes quimicos…(em dinheiro uma economia de um bilhao por ano) Tanto isto é verdadeiro que a Embrapa tinha uma variedade de soja para cada regiao do país e como o nosso país é continental…imaginem quantas? Só que para estas empresas isso não era interessante pois, se apoiam numa VENDA CASADA… Daí nasceu toda essa bobageira de soja transgenica…Aliás voces aí sabem que fora constado que o Glifosato usado nestas lavouras pode causar endometrioses e diversos outros problemas tais como mal-formações, abortos, problemas hormonais, genitais ou de reprodução, além de diversos tipos de cânceres??? Seria por isto que nossa população está tão atacada destas doenças??? http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/o-glifosato-estimula-a-morte-das-celulas-de-embrioes-humanos/ De modo que a politica destas empresas é realmente fundamentada numa ideologia burra da ganancia a qualquer custo!!! Destroem tudo para manter uma corrente de lucros perversos e subsidiados pela propria população brasileira atravez de bancos como o BNDES http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/05/27/bunge_anuncia_investimentos_de_r_32_bilhoes_1328245.html aquele que empresta sem saber o que o sujeito fará com o dinheiro??? Não é a toa que os maiores plantadores de soja do país não plantam soja transgenica e se reuniram na maior Associação de Sojicultores do Planeta …. Não falem bobagens se moram no asfalto!!! Venham morar perto de uma empresa desta para verem o que elas farão com voces e com a natureza em sua volta!!!

  3. Achei otimo o teu artigo. Toda a ajuda para salvar o paraiso de Anitapolis é bem vinda. Nao podemos e nao deixaremos que a ganancia e a banalidade dos nossos politicos destruam aquela floresta. E’ nosso patrimonio e assim continuara. Meus bisavos vieram da Alemanha e no Rio dos Pinheiros construiram suas casa com suas maos. E da Ilha de Açores vieram os meus bisavos portugueses que tambem ali em Anitapolis construiram suas casas. Minha alma esta la, nesta terra linda e em seus pequenos cemiterios estao enterrados os meus ancetrais. Quando entro no aviao em Milao onde moro e parto de ferias para o Brasil, o que acalenta a minha alma é pensar que irei caminhar pelas trilhas do Rio dos Pinheiros, que molharei meus pés no rio de aguas cristalinas, olharei comovida a mata e seus passaros. Salve Anitapolis…..obrigada…

  4. Zé Brasil disse:

    Está confirmado: O Sakamoto lê na cartilha das ONGs internacionais.
    Pra seu governo, o Brasil é grande importador de fosfato, insumo agrícola que está em mãos de um grande monopólio internacional.
    O BNDES é agora o grande alvo das ONGs internacionais para barrar o nosso desenvolvimento.
    SEM FOSFATO NÃO HÁ PRODUÇÃO AGRÍCOLA COMERCIAL.

  5. Nao, nao tem “o dedo” de ninguem que nao sejam os dedos dos politicos vendidos do nosso Brasil varonil…..sao “apenas” os dedos, o corpo e a alma de brasileiros que vivem la ou que tem origem nesta regiao. Somos “apenas” nos, brasileiros e brasileiras indignados com a “venda” da mata atlantica aos estrangeiros (americanos da Yara e Bunge da Noruega). Ser brasileira e estar indignada nao basta para voce???

  6. OI gente…eu coloquei este video no Youtube.
    O nome é “Salve Anitapolis”.
    Divulgem e nos ajudem a salvar a mata atlantica e as pessoas da regiao que morrerao de cancer com a chuva acida e o selenio da fosfateria. Agradecida

    http://www.youtube.com/watch?v=aZLcdpN5WMU

  7. Raquel Back disse:

    Olá Sakamoto que bom ter você para também nos apoiar nessa grande missão de esclarecer duvidas com relação ao grande problemas que nós Anitapolitanos estamos passando.
    Sou moradora da comunidade de Rio dos Pinheiros e minha família mora muito próximo da mineradora que estas multinacionais pretendem explorar. Minha casa fica à 600 metros da 1º barragem que esta no projeto e com cerca de 80 metros de altura.
    Então eu pergunto para esse “grandes ” sábios que colocaram seus comentários no seu blog que são a favor desse projeto e que falam tão bem e com tanto conhecimento: Vocês homens, teriam coragem de morar perto dessas barragens?
    Respirar um AR completamente poluído?
    Beber da ÁGUA contaminada?
    Isso é qualidade de vida para algum ser HUMANO?
    Então meus caros venham sentir na pele o que será isso, seus covardões que só falam besteiras e nem se quer conhecem Anitápolis.
    Moramos num lugar maravilhoso e não somos obrigados a aceitar o que o prefeito quer, o que o governador quer,o que presidente quer, enfim todos esses politicos cretinos querem e que por de traz disso tudo só tem o DINHEIRO.
    Por isso meus caros estamos na luta pela SOBREVIVÊNCIA e claro pensando na vida de vocês também.
    Quero também deixar um recado para o Sr. Ciro Luschner, dizer ao senhor que a Associação Montanha Viva é uma grande batalhadora nessa luta e também dizer que estamos sendo ouvidos e muito bem assistidos por quem ama a NATUREZA e que não tem dedo de GREENPEACE nenhuma por aqui.
    O senhor tem filhos ou netos,Sr. Ciro ?
    Eu tenho um filho de 5 anos.
    Quero dizer ao senhor que essa luta é para eles terem uma vida muito digna, para eles terem água pra beber, ar puro , enfim uma natureza sadia.
    E para todos também gostaria de dizer que esta na hora de acordarmos e pensarmos na herança que nossos pequenos vão erdar.
    Raquel.

  8. Anitápolissos disse:

    Raquel, suas palavras são as minhas.
    E quem é esse Ciro? Hipócrita…

  9. Ciro Lauschner disse:

    Sou apenas um cidadão que gosta de emitir opinião e assino pelo meu nome verdadeiro, não uso pseudonimo e acho que o assunto ecologia é tratado normalmente sem nenhum respaldo científico e encima de um catastrofismo que nenhum estudo mais sério sustenta. Falar em ácido sulfúrico na agua que os outros vão beber como justificativa é um argumento sem correlação com a verdade. Aliás, sempre tenho combatido esses tipos de argumentos fantasiosos e acho que enquanto não tiver a seriedade que o assunto ecologia requer, nunca vai ser levado a sério por ninguem. Pelo lero lero apresentado me fez crer que o Greenpeace estivesse envolvido , visto que esse movimento paga para se aparecer e conseguir arrecadar
    Sei também que hoje o país importa quase todo o fosfato que consome nas lavouras e uma mina em um municipio é uma dádiva e não um mal em si e a luta deveria ser pela exploração correta sem danos ambientais e não simplesmente impedir ou tentar impedir a sua exploração com os mais estafúrdios argumentos que podes ter certeza, nunca vão ser levados a sério

  10. Raquel Back disse:

    É Sr. Ciro se para o senhor o que falei é fantasioso para mim jamais sera. Cai na real, isso é só vontade de continuar vivendo neste paraiso que o senhor nem se quer conhece.
    Realmente é muita riqueza, mas que foi arrancada com ameaças dos verdadeiros donos daquelas terras. Pessoas que viviam muito bem da agricultura , era a comunidade que melhor vivia aqui no município. Agora a maioria vive mal.

  11. Ciro Lauschner disse:

    Embora catarinense da outra ponta do estado, conheço Anitápolis de passagem e sei que a maioria dos agricultores de pequena propriedade em Santa Catarina não sobrevivem nas suas terras sem alta tecnologia e produtos de valor agregado e não são necessárias quaisquer ameaças para que os donos vendam suas terras e talvez uma oportunidade de ter renda seja exatamente essa de auferir algum lucro com uma mina de fosfato.Quanto à poluição, hoje há n maneiras de se explorar riquezas sem necessáriamente fazer devastação e isso eu acho que deve ser buscado e não a proibição pura e simples com o argumento que isso traz mais problemas que benesses. Eis porque detesto radicalismos sobretudo nessa linha ecológica porque raras vezes se respalda em uma argumentação lógica e racional enveredando na maioria das vezes para o fantasioso.

  12. Eduardo Bastos disse:

    O sr. Ciro tem sua razão de pensar e sua linha de arumentaçao a ser respeitada.
    Contudo neste caso, o licenciamento é gritante. Há danos potencias nao declarados. Como por exemplos cita-se:
    8.1- Ambientais:

    • Interrupção do curso do Rio Pinheiros( 60,5% de comprometimento), Interrupção da circulação de peixes do Rio Pinheiros,
    • Supressão de vegetação nativa
    • Aumento da taxa de erosão;
    • Perdas de habitats aquáticos;
    • Perdas de habitats terrestres naturais;
    • Perdas de espécimes da flora nativa;
    • Risco de contaminação do solo;
    • Deterioração do ambiente sonoro;
    • Deterioração da qualidade do ar;
    • Deterioração da qualidade das águas superficiais;
    • Redução de estoque dos recursos naturais;
    • Perda de fauna, emissão de poluentes, dentre outros.

    8.2- Sociais

    • Aumento de acidentes rodoviários;
    • Redução da atividade econômica;
    • Redução da renda da população;
    • Redução do nível de emprego;
    • Redução dos serviços municipais (saúde, educação, assistência social);
    • Supressão de áreas de cultura e pastagens (81 ha);
    • Adensamento da ocupação da ao longo da rodovia SC 407, chegando à perda da qualidade de vida da população.

    São inúmeros os impactos apontados pelo estudo que influirão, em sua maioria, negativamente na qualidade de vida da população e no meio ambiente.

    Na verdade esta sendo trocado AGUA por Fosfato.
    É nisso que temos que considerar. E quem acompanha o noticiário irá perceber que as interessadas não se manifestaram.

    E sobre isso que se discute, as bases estão ai, e o proprio EIA RIMA quem traz esses danos.

  13. Zé Brasil disse:

    Nunca vi tanto sofismas, como nos comentários de Eduardo Bastos. Ele que que vivamos – nós, ele não, na idade da pedra.
    Tantos chavões genéricos como por exemplo: redução dos estoques dos recursos naturais – a meu ver estoque é pra ser usado, perda, perda, deterioração etc. etc. CARAS, PENSEM NO BRASIL e NÃO NOS PRODUTORES ESTRANGEIROS DO QUAL O BRASIL IMPORTA ESSE PRODUTO.

  14. Zé Brasil disse:

    As benesses não declaradas: 1- Poupança das divisas em dólar do Brasil, diminuição das importações desse produto,
    2 -barateamento dos custos agrícolas e consequentemente barateamento para o consumidor final do feijão, batata, tomate, e todos os prudutos agricolas consumidos pelos brasileiros, 3-diminuição da dependência externa de insumos agrícolas….

  15. Aleph Ozuas disse:

    Muito obrigado ao Leonardo Sakamoto pelo artigo. É incrível como alguns ainda tentam partidarizar o assunto, ou então falar que é papo de “ecochato”, ou pior, dizer que conhecem “Anitápolis de passagem” e por isso tem autoridade para saber o que ocorre na região e do “falso” impacto (segundo eles, exagerado e alarmista) que a extração de fosfato trará para os municípios vizinhos. Ou então, dizer que artigos desse tipo são uma sabotagem ao “tomate da pizza”, pois, segundo eles, a única forma de extrair fosfato para o cultivo seria essa forma predatória que a Bunge promove.

    Vejo de duas formas essas pessoas que atacam ferrenhamente esse tipo de esclarecimento: desinformados e retrógrados. Ou pior, são filhotes dessas empresas que não fariam algo parecido em seu país de origem, mas que sabem que aqui as leis são mais “flexíveis” e que basta o dinheiro deles pararem nos bolsos corretos para colocarem em prática seus projetos que visam apenas o lucro e não a salvação para a crise mundial de alimentos ou a resolução para a necessidade do país importar fosfato.

    Não vamos esquecer também das mais de cinqüenta famílias que venderam seus terrenos por uma mixaria para depois saber que essas multinacionais é que eram as compradoras (foram testas de ferro que compraram os terrenos) e que a exploração do terreno, patrocinado pelo poder público, traria muito mais riqueza para as compradoras.

    Por isso tudo, parabéns ao Leonardo! E nós vamos conseguir parar essa fosfateira, sim!

  16. Luhk disse:

    zé brasil>SEM FOSFATO NÃO HÁ PRODUÇÃO AGRÍCOLA COMERCIAL.
    Como se sabe, sem adubo não tem agricultura, agora o fosfato hidrosolúvel é responsável por grande danos ao meio ambiente, vide pantanal, e na produção comercial se trata praticamente só de monoculturas de transgenicos, um produto duvidoso, como todos sabem, na alemanha recentemente foi proibido o cultivo comercai dos gmo, assim se tornou o sexto pais europeu tomando essa atitude.
    E fosfato se pode conseguir da cinza de lodo de esgoto, pesquise sobre uma empresa ASHDEC, que tb pdia ser uma solução para a suinocultura, um processo verdadeiramente sustentável, garantindo um fertilizante totalmente isento de metais pesados, e materia prima tem de sobra, assim se obtém adubo sem degradar o ambiente.
    O post do henry mostra muito bem a situação do poder., se umas poucas empresas controlam os fertilizantes, eles controlam a agricultura-comida e o export, e assim o governo, o pais, essas empresas fazem que bem entendem, até se altera leis por pressão deles.
    Na questão da fosfateira um punhado de gente quer decidir sobre o destino de milhares, minerar nas cabeceiras duma bacia hidrografica é insano, primeiro água, depois fosfato, mas para certos cidadãos parece dificil de poder enxergar a questão dessa maneira, e por isso o planeta está do jeito como está.
    Ainda bem que tem gente pensando diferente, anteontem, dia 8, 17 prefeitos da área de uma possivel infiuência pelo emprendimento, assinaram uma moção de apoio à ação publica movida pela ong montanhaviva.

  17. Eduardo Bastos disse:

    Ze Brasil, meu caro, com todo respeito, não desejo que voce more na idae da pedra até pq eu não moraria. Quanto aos sofismo que voce se refere e tece comentãrios como sendo meus, essas informações foram retiradas do Estudo de Impacto Ambiental realizado pelas consultorias contratadas pela Empresa Buge/Yara.
    Não por mim.

    Portantanto se há algo de sofismo, não fui em que escreveu, apenas reproduzi.

    Caso tenha interesse em confrontar a questão sugiro que acesse o site e leia o estudo.

    Também não foi dito que as benesses significam a concentração do emrcado nas maos de tres emprsas que irão ditar o custo do insumo, tornando o Brasil ainda mais dependente.

    Sobre esse caso em particular caso deseje saber mais a respeito se informe nos processos do CADE.

  18. ciro lauschner disse:

    Sr.Aleph:
    Interessante a forma raivosa como o sr. defende seu ponto de vista, talvez porque sabe que não tem uma argumentação digna de ser levada a sério.Respondi que conheço Anitápolis de passagem porque uma senhora disse que eu nem saberia onde fica, mas tenho certeza que Leonardo Sakamoto nem de passagem a conhece e isso não o impediu de fazer uma reportagem dentro do seu modo de pensar, provávelmente a pedido.Desinformados somos todos nós de muita coisa mas retrógrados, só se falar de si próprio.Conversas como “filhotes de empresa multinacional” , não merece consideração.
    Mas pelo que consegui captar, o verdadeiro motivo dessa briga é na verdade o fato de os proprietários dessa mina terem sido ludibriados por pessoas que tinham informação priveligiada e compraram as terras por valores que voces consideram irrisórios.Nesses casos a conversa muda de rumo e a proteção ambiental é apenas a retórica e não motivo de fato.

  19. Luhk disse:

    Sr.Ciro
    caso morasse 600m abaixo das previstas barragens de 80m de altura, caso fosse morador do vale da bacia do Braço do Norte/ Rio Tubarão, ou de um lugar onde em frente da sua casa todos dias iam passar centenas de caminhões, ou dum lugar onde um empreendimento de grande porte ameacária que foi construido durante anos, o senhor talvez…..
    O assunto trata de vida, qualidade de vida, os 17 prefeitos que assinaram a moção de apoio à ação publica movida pela ong Montanhaviva, como a maioria dos moradores da região, demonstram preocupação com a implantação de um complexo indústrial dentro duma APP na cabeceira do Rio Braço do Norte, enquanto outros defendem uma forma de progresso que estã muito bem retratada no livro “Colapso” de Jared Diamond, que analisa, sob varios aspectos, a ascenção e a queda de culturas de tempos passados até hoje.
    Como falou o caquique Seattle: quando será cortada a ultima arvore, envenado o ultimo rio, aí vamos descobrir que dinheiro não se pode comer.
    Progresso sim, mas sustentável, chega o comportamento predatório.

  20. Aleph Ozuas disse:

    Ciro, esse é um assunto real, não uma novela! Não estou raivoso, Ciro, você é que está, se esforçando para responder todos os que são contra a fosfateira, e são muitos. E não pince apenas um de meus comentários, o que diz respeito à venda de terras, para mudar o foco da discussão. Citei para mostrar como atuam essas empresas. O senhor fala que não tenho argumentação digna de ser levada a sério, mas quando li seus comentários anteriores percebi que o senhor, ao contrário, não tem argumentação NENHUMA.

    Vou repetir: Nós vamos conseguir parar essa fosfateira, sim! Não de forma raivosa (para o senhor, todos que discordam de suas idéias, são raivosos), mas mostrando que existem outras alternativas diferentes dessas predatórias, como as sugeridas pelo Luhk no comentário acima. Você conhecia essa alternativa, Ciro? O que acha dela? Ou você não esta aberto a novos métodos, menos predatórios e lucrativos?

    A propósito, Ciro, em outro post do Sakamoto um outro comentário falou que você trabalhava com extração vegetal e mineral e por isso seus comentários eram parciais. Ao qual você respondeu que não trabalhava mais há cinco anos. Mas essa empresa com o link abaixo não é sua? Pelo menos é o seu nome que aparece ali.

    http://www.parana.entrei.net/empresa/ciro-lauschner/2919798.html

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