iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
01/07/2009 - 11:36

Juventude tem déficit de trabalho decente, aponta OIT

Uma parte significativa da juventude brasileira apresenta grandes dificuldades de conseguir uma inserção de boa qualidade no mercado de trabalho. Frequentemente esta inserção é marcada pela precariedade, o que torna difícil a construção de trajetórias de trabalho decente. Elevadas taxas de desemprego e de informalidade e os baixos níveis de rendimento e de proteção social evidenciam essa dificuldade. Em termos relativos, os jovens brasileiros apresentam taxas de desocupação e informalidade superiores à média e níveis de rendimentos inferiores. Além disso, eles são os primeiros a perder direitos durante as crises econômicas – direitos que, muitas vezes, nunca serão repostos.

É o que aponta o relatório “Trabalho Decente e Juventude no Brasil”, lançado pela Organização Internacional do Trabalho, na manhã desta quarta (1), durante a Oficina Técnica sobre Trabalho Decente para a Juventude, que está sendo realizada em Brasília.

Os dados têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio de 1992 a 2006. Eles mostram, por exemplo, que o déficit é maior entre jovens negros (74,7%) do que para jovens brancos (59,6%). Pior ainda para as jovens negras, vítimas de “dupla discriminação”: o desemprego e a informalidade entre elas alcançava o índice de 77,9% .

Retirei do relatório alguns pontos interessantes:

Trabalho precário – A incidência do emprego sem carteira de trabalho assinada, excetuando o trabalho doméstico, era maior para os jovens do sexo masculino (35,7% de sua ocupação total) do que para as jovens do sexo feminino (25,2% de sua ocupação total). Contudo, a precariedade da ocupação das jovens trabalhadoras adquire outras formas: o trabalho doméstico sem carteira de trabalho assinada respondia por 14,8% da sua ocupação total. A importância relativa do trabalho doméstico como um todo (com e sem carteira) para as jovens era muito similar ao que ocorre no caso das mulheres adultas, o que evidencia o  peso do trabalho doméstico no total do emprego feminino, situação que se reproduz ao longo de gerações. No entanto, o exercício dessa ocupação no caso das jovens se dá em uma situação ainda mais precária, já que, entre elas, a porcentagens das que trabalham sem carteira assinada (89,3%) era bastante superior ao das adultas (68,6%).

Economia - A taxa de participação dos jovens de 15 a 24 anos no Brasil em 2006 era de 63,9%. Isso significa que cerca de 2 em cada 3 jovens estava trabalhando ou buscando ativamente um trabalho. Na faixa de 15 a 19 anos essa relação caía para 1 em cada 2 jovens (50,4%), e, na faixa de 20 a 24 anos elevava-se para cerca de 3 em cada 4 jovens (77,5%). A taxa de participação é maior para os homens do que para as mulheres e para os brancos e negros do que para os indígenas e amarelos. É significativamente superior para os jovens que vivem na zona rural do que na urbana entre os 15 e os 19 anos.

Não existe uma referência do que seria a porcentagem ideal de jovens no mercado de trabalho. Para entender o número, é preciso levar em conta também os níveis de escolaridade e o tamanho da jornada de trabalho a que estão submetidos esses jovens. Aí aparece o problema.

Mercado de trabalho - Para uma melhor compreensão dos impactos da participação dos jovens no mercado de trabalho sobre a sua escolaridade, também devem ser considerados fatores como a duração da jornada de trabalho. Enquanto a freqüência à escola era de 57,8% para jovens com jornada de trabalho semanal de até 20 horas, ela se reduz para 30,3% nos casos em que essa jornada era superior a 20 horas semanais. É importante salientar que 83,6% dos jovens de 15 a 24 anos ocupados (15,3 milhões) tinham, em 2006, jornada de trabalho acima de 20 horas semanais, sendo a jornada média de trabalho de 38,4 horas semanais. Além disso, cerca de 1/3 do total de jovens ocupados (5,7 milhões de jovens) tinham uma jornada acima daquela legalmente estabelecida pela Constituição Federal (44 horas semanais).

Desigualdades educacionais – Elas prevalecem no Brasil entre as diferentes regiões do país, entre áreas urbanas e rurais, populações pobres e ricas, branca e negra. São limitadas e deficientes as oportunidades educacionais disponíveis para os jovens brasileiros pobres, negros, e para aqueles que vivem no campo e nas regiões Norte e Nordeste. Essa realidade tende a gerar diferentes padrões de inserção no mercado de trabalho para a juventude brasileira e dificultam a construção de uma trajetória de trabalho decente, criando um ciclo vicioso de reprodução da desigualdade e da exclusão social.

Escola e trabalho: Pode-se afirmar que a inserção dos jovens em ocupações precárias e informais, não contribui à sua qualificação profissional nem a possibilidades futuras de uma melhor inserção profissional. Além disso, o abandono da escola por parte dos jovens ocupados, em especial aqueles de baixa renda, pode decorrer não exclusivamente do trabalho, mas também de uma educação de baixa qualidade e pouco atrativa. Assim, uma parte importante da juventude de baixa renda no Brasil vive um dilema: a busca de trabalho por necessidade traz prejuízos à formação educacional formal, o que por sua vez gera impactos negativos sobre sua inserção futura no mercado de trabalho, em geral sem qualquer contrapartida significativa em termos de aquisição de experiência profissional de boa qualidade que contribua à construção de uma trajetória de trabalho decente.

Sugestões: a) Garantir acesso a uma educação de boa qualidade para todos os e as jovens, bem como garantir condições sociais para suas famílias para que estes possam ter uma trajetória educacional de melhor qualidade e que permita alcançar níveis mais elevados de escolaridade; b) Assegurar o crescimento econômico sustentado, e também as formas de aumento da produção, que promovam a geração de mais e melhores empregos em um contexto de globalização pela via da articulação das políticas econômicas e sociais e das políticas macro, meso e microeconômicas;c) Garantir a aplicação efetiva dos princípios e direitos fundamentais do trabalho; d) Ampliar e fortalecer a proteção social dos trabalhadores, em especial aqueles do setor informal, buscando conciliar seguridade social com eficiência produtiva e competitividade; e) Combater todas as formas de discriminação para reduzir as desigualdades; f) Fortalecer o tripartismo e o diálogo social; g) Estimular o debate juvenil na sociedade, bem como a participação de jovens na formulação, implementação e gestão das políticas de juventude; h) Aperfeiçoar o sistema de informações sobre a situação social da juventude, bem como do monitoramento e avaliação das políticas de juventude; i) Estimular um pacto social em prol do trabalho decente para a juventude.

Para baixar a íntegra do relatório, clique aqui.

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

18 comentários para “Juventude tem déficit de trabalho decente, aponta OIT”

  1. Joana Montana disse:

    Depois eles querem que nós jovens sejam bem-sucedidos, considerando que o mundo não foi feito para nós.

  2. Marina disse:

    Mas tudo no Brasil é desigual, o que se há de fazer?! Somos pacíficos.
    Fazemos vestibular para Medicina, concorrendo com um monte de gente que pagou caro para passar(Comprar) o vestibular e convivemos com greves de médicos que se dizem mal remunerados sem se lembrar do juramento que fizeram com relação ao ser humano, quando eles estavam estudando sabiam que moravam no Brasil, e aqui so se dá bem: jogador de futebol, traficante e político e ai dá pra trabalhar só um pouquinho mais. Quantos brasileiros vão para o exterior e conseguem algo, mas olha s´o quanto o cabra rala, sai de um emprego, vai pra outro, lava prato, banheiro, limpa bunda de criança e de idoso, varre calçada e aqui no Brasil eles querem que as coisas caiam do céu, aí pelo amor de Deus né gente….

  3. Danyelle disse:

    É impressionante como tenho sentido isso na pele, estou na faculdade me esforçando ao máximo para conseguir um emprego, ao menos um estágio mas além desses fatores acima mencionados, temos tbm, a maldita crise……fica difícil pra quem quer vencer de forma honesta….esse é o Brasil…

  4. Newton Salles disse:

    O desemprego faz o Brasil diminuir o rítmo e os Governantes se amedrontam e deixam a população e trabalhadores inseguros quanto às políticas de previdência, saúde, educação, habitação, saneamento básico e empregabilidade para as futuras gerações. Deste amedrontamento surgem leís conflitantes que fazem os analistas de orgãos públicos ficarem inseguros no momento de aplicarem leís justas e certas de direitos adquiridos que são analisados a exaustão; para o trabalhador auferir estes direitos, sem que os analistas incorram em erros contra o erário público. Quando teremos leís que facilitem a vida de trabalhadores e funcionários públicos? Exemplo de lei que discrimina os professores; Lei 500/74, lei que permite deixar os professores como temporários por vários mandatos de governos sem efetiva-los e que aprovados em concursos de apaziguamento da classe, não são efetivados. E também não podem fazer empréstimos nos bancos oficiais devido serem classificados e admitidos pela mesma.
    Os salários pagos estão sendo achatados ano a ano sem aumentos reais, para tentar amenizar este infortúnio “contra” a integridade do trabalhador Brasileiro. Deveriam melhorar e utilizar de forma coerente os recursos para permitir a retirada do fator previdênciário, (a cada pedágiada um lar desfeito no Brasil) monetariamente o contribuinte perde e proporcionalmente aumenta a porcentagem de trabalhadores por faixa de idade 14 a 25 anos que adentrariam ao mercado de trabalho e não conseguem pela prorrogação imposta pela Lei aos que trabalharam mais de 30 anos e que poderiam estar pagando uma faculdade para os filhos com os proventos que foram pedagiados, fatorizados, sobrevidados, etc… Queremos trabalhar até a idade de Matusalém mas queremos que nossos filhos também tenham oportunidade de ingresso no mercado de trabalho e que os Matusaléns mutilados tenham seus créditos de direito na medida para sustentarem a sua honra e de seus filhos e netos que no nosso País sem controle de natalidade, aos catorze anos já são pais. ONG’s tentam ajudar estes menores e verificar os motivos da não convivência com seus pais mutilados, embriagados doentes nas filas do INSS.
    Os projetos estão no Congresso que, com certeza, nos ajudará na discussão, aperfeiçoamento a favor da sociedade brasileira.
    Quanta celeuma né , quando se trata à pro trabalhador! Mas quando é pro cofres do governo se paga até getons.

  5. A Vaca disse:

    Sakamoto, você eh um otimista. a gente só vai pro buraco, cada vez mais.

  6. Chirac disse:

    Na minha época de estudante nós íamos para as ruas manifestar. Era uma época difícil , pois os militares desciam o porrete e prendiam . As conversas no meio estudantil , pelo menos onde eu visitei , as conversas eram sobre Sofloces, Aristóteles , Sheakspeare, Marx , Betowen , e outros ! Hoje , vejam a diferença ! Os estudantes falam é sobre Rambo ! Então há um abismo cultural imenso ! Não se faz mudança sem cultura . Rambo não é cultura . É alienação.
    Então, vamos à luta ! Vamos estudar a Revolução Francesa, a Revolução Russa, Marx , porque o mundo está em constante mudança . E não se deixe dobrar pelos alienados , que querem sempre ver em Mikel Jackson um lider . Líder de que ? Então o seu sonho está nas suas mãos . E para se concretizar é preciso estudar . Quem foi o rei Salomão . Inhotec . Sete . Reis e rainhas do Egito como Cleoprata , Ivan o Terrível Kzar da Rússia.
    Boa sorte jovens . A vida é suas , e os seus futuros são voces quem vão construir .

  7. Caio César disse:

    Rasgue o seu diploma, o senhor agiu de má-fé. E o pior, travestido de jornalista, sem as mínimas noções de ética profissional ou de respeito aos leitores.

    Pare com esse jornalismo parcial, que é fortemente partidário. Represente as opiniões do povo brasileiro, que sofreu com esta tragédia.

    Espero que não apague mais este comentário.

  8. Tamyres disse:

    Não concordo com a Joana, qdo diz que o mundo não é feito para nós. Tenho vinte, sou negra, moro em vila, estudei minha vida toda em escola pública e nem por isso me acomodei! Me ralei estudando e hoje faço Enfermagem na federal do RS.
    Eu poderia muito bem entrar para essas estatíticas, me acomodadno dizendo que o mundo não foi feito pra mim, mas não, eu levantei minha cabeça e lutei pelo que quero, e quero muito mais do que isso!
    Acho que os jovens brasileiros estão muito acomodados, alienados no orkut, msn e o diabo a quatro. Nada cai do céu, pra ninguém!
    E existem sim Sakamoto, políticas em vilas, nos centros comunitários, como Informática, danças, curso de madeireiros, mas cadê a gurizada que não se puxa em buscar algo pra si???
    Estou falando por POA, mas vejo vários programas fora daqui. Claro, que falta o governo fazer muuuuuito mais pelos jovens, pois realmente há descaso com a educação, de todos os níveis.
    Daí entraria a gurizada novamente, que sai de casa e faz uma passeata sem violência, sem ofensas, apenas pedindo os nossos direitos: educação e emprego.

  9. Jovem brasileiro tem é déficit de ESTADO DECENTE. Também tem déficit de “direito de ir e vir” verdadeiro. Se eu fosse jovem arrumava um jeito de ir embora… e não voltava nunca mais.

  10. Eddie disse:

    Sakamoto é um filhinho de papai. Não faz idéia do que pensa a juventude brasileira. É fácil ficar falando de desigualdade tendo caminha e roupinha limpinha. Mas quem quer trabalhar neste país? Será que não existe desigualdade técnica entre profissionais e aspirantes a vagabundos??? Ô povinho bunda!

  11. coiote disse:

    Para A VACA
    Vaca vai é pro brejo,e nao para o buraco .

  12. Renato disse:

    Achei que as soluções propostas pela OIT sofrem do mau academicismo de confundir “objetivos” e “formas de tratar um problema”.

    Por exemplo: “garantir a todos os jovens uma educação de qualidade…” Ok, mas de que forma? A OIT mostrou o objetivo a ser atingido, mas,… cadê o caminho pra se chegar nele? Esse é só um exemplo, mas vale para todas as outras “sugestões” – é sempre o mesmo “chover no molhado”, mas, de fato, sem nenhuma sugestão mais consistente.

    Não é à toa que esses organismos internacionais são cada dia mais criticados. Acadêmicos demais – no mau sentido da palavra – e caros demais. Bem, o mesmo vale pras nossas universidades, principalmente nas áreas de Humanas. Uma vez que praticamente impera o pensamento único, as propostas carecem das boas discussões e discordâncias que levam a pensar mais profundamente qualquer proposta.

  13. casa disse:

    Este é o País do Aliiiiiiiiiiiii BaBÁ e dos 500 e poucos, ladrões,desonestos, descarados, verdadeiros caras de Pau,
    que não conseguem dar um suporte para aqueles que serão
    o futuro da nação.
    será? que vai dar certo??????????????????

  14. Gabriel Zanetti disse:

    Tenho 24 anos, comecie a trabalhar aos 14 e hoje ganho pouco mais de 10 salários mínimos.

    Tudo isso porque eu sacrifiquei meu tempo e dinheiro para investir nos meus estudos.

    Agora vai na porta de uma baladinha perguntar pra meia dúzia de imbecis porque eles não estão em casa estudando. EMPREGO É PRA QUEM É BOM.

    Qualquer outra desculpa é pros incompetentes que não foram bem nas entrevistas porque ficaram até as 4 da manhã na farra.

    Falta de oportunidade é pura desculpa pra vagabundo.

  15. Chirac disse:

    Caro Sakamoto . A Receita Federal , coloca no ar propaganda de milhões de reais para assustar o contribuinte ! Na época da declaração do imposto de renda , a RECEITA FEDERAL , conseguiu pegar milhões de brasileiros na malha filha . A média de ganho destes é de R$3.000,00 por mês . Enquanto isto , a RECEITA FEDERAL não consegue pegar o DONO DO CASTELO , que se esquceu de declara-lo no valor de R$40.000.000,00 ( put… ril , é muito zero) , e agora o Sarney , que se esquceu de declarar também a sua mansão de R$4.500.000.000,00 ( pu….. erda !!! é muito numero também) . Ao que parece o Leão da RECEITA FEDERAL está banguelo e só come coisas bem pequeninas . E a Rede de Pesca da RECEIA FEDERAL , tem as aberturas muito pequeninas , para apanhar somente piabas.
    Ha ha haa haa hah haaa . Isto é o BRASIL !!!!!

  16. coiote disse:

    GABRIEL ZANETTI
    Gostei do que voce comentou, e concordo com isso totalmente,mas hoje tem muita gente que quer tudo de graça,nao se esforça por nada,e depois a sociedade é que é culpada por seus fracassos.

  17. joao flavio disse:

    não é de admirar o resultadodesse relatorio .
    cada vez mais são impostas limitações á atividade produtiva .
    a carga tributaria esta em quase 40% .
    a burocracia completa o serviço .
    é só desatrelar essa tralha toda , tirar essas canga dos empreendedores , e a economia vai voltar a crescer .
    um exemplo disso ? é facil
    decadas de 70 e 80 .
    tudo crescia . o mercado de trabalho absorvia todo mundo .
    vc largava um emprego as 10:00 da manhã e estava empregado em outro ás 14:00 . do mesmo dia .
    havia espaço para jovens e velhos .
    tinha vaga até estrangeiros “blue colars”
    mas o pais estava em construção .
    dos 90 prá frente impuzeram garrotes na economia brasileira
    passamos a atender ás minorias
    passamos a importar mais , sempre em detrimento da produção local
    ao inves de evoluirmos para exportadores deprodutos intermediarios , permanecemos como exportadores de produtos primarios , dos quais , o minerio de ferro e asoja são o exemplo mais significativo
    ao inves de incentivar o pleno emprego ( pelo crescimento ) , aceleramos a concessão de auxilios ( bolsa escola , bolsa familia , bolsa gas , bolsa rapariga , cotas etnicas , etc etc etc )
    eao mesmo tempo , as maquinas administrativas federal , estadual e municipalcresceram exponencialmente
    e com isso , nos condenamos a crescimentos de 1, 2 , 3 % aa , no maximo .
    desamarrem os empreendedores , ponham o pais para crsecer 6, 7 , 8 % aa , e vamos ver se vai existir alguem sem trabalho nesse pais
    só não vão trabalhar os que estiverem viciados nos programas sociais
    que nada mais são do que compra de votos disfarçada
    que por sua vez , tende a perpetuar essa situação
    triste fim
    brasil , o pais que podia ter sido !
    e que tende a perpetuar governos como o atual
    e que tende a perpetuar essa situação

  18. Michael jackson disse:

    Acho que não podemos generalizar e dizer que todos jovens não querem nada. Existe uma minoria que tem sonhos e que estão angustiados porque sabem que apesar de ser o melhor aluno de sua escola pública, apesar de se esforçarem, o sistema é cruel e não vão conseguir chegar a uma faculdade pública. Eu tenho alunos nestas condições e sofro com isso.
    Quando a menina fala que os jovens não estudam e que ela abdicou da vida dela para ter uma boa vida. Fiquei pensando que nem todos são iguais. Somos diferentes, tem pessoas que tem facilidade em aprender outras não, histórias de vida diferentes.
    Também considero a ausência da família dando um suporte emocional e financeiro, muitas por ignorância ou falta de condições mesmo e do maior investimento nas escolas públicas, para que estas possam promover a inclusão destes jovens de forma decente.
    Fico triste quando tenho a informação que nossas meninas negras deixarão de estudar para servirem nossas madames. Porque na visão destas pobres meninas quinhentos reais é muito dinheiro…
    A responsabilidade de mudar este quadro é nossa, criticando as informações dos jornalistas, os gastos com os estudos de intelectuais que nada fazem para gerar mudanças, apenas estão interessados em acalentar seus egos e pressionar nossos políticos, que enganam nossa povo com um bolsa família.
    A neutralidade não deixa de ser um posicionamento político e infelizmente, temos fechado nossos olhos para esta situação.

Deixe um comentário:

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo