Trabalhar menos não é um favor. É um direito
De 44 para 40 horas semanais. A comissão especial da Câmara dos Deputados criada para analisar a proposta que prevê a redução em quatro horas da jornada de trabalho semanal aprovou a matéria hoje. É claro que ela tem um longo caminho pela frente – duas votações na Câmara e duas no Senado – antes de ser posta em prática. Mas a pressão de sindicatos e associações de trabalhadores tem sido grande e há chances dessa proposta de emenda constitucional (PEC) virar lei antes das eleições de 2010.
Vale lembrar que a última redução ocorreu há quase 21 anos, na Constituição de 1988, quando caiu de 48 para 44 horas semanais. Aos catastrofistas de plantão: saibam que o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) calculou que uma jornada de 40 horas com manutenção de salário aumentaria os custos de produção em apenas 1,99%.
O aumento na qualidade de vida do trabalhador, por outro lado, seria muito maior: mais tempo com a família, mais tempo para o lazer e o descanso, mais tempo para formação pessoal. A PEC 231/1995 também aumenta de 50% para 75% o valor a ser acrescido na remuneração das horas extras. Ou seja, tem que trabalhar mais? Que se pague bem por isso.
Outros vão dizer: mas boa parte das empresas já opera com o chamado oito horas por dia, cinco dias por semana. Sim, muitas já. Mas outras não. Principalmente em atividades rurais.
Não sei se todos perceberam, mas durante a crise o que se ouviu foram muitos empresários defendendo algo diferente: a redução de jornada com redução salarial. Acordos tiveram que ser selados dessa forma sob a justificativa de que seria a única saída para garantir empregos. Mas vamos analisar a realidade, tomando como exemplo o setor sucroalcooleiro.
Parte dos seguidos aumentos de produtividade do trabalhador, que reverte em ganhos para a empresa, tem sido apropriado pelo dono da fazenda ou da usina. Desde 2000, a produtividade do trabalhador cresceu 11,9% no Estado de São Paulo, mas o preço pago ao cortador de cana avançou 9,8%. Isso sem contar que a safra 2008/09 registrou também piora das condições de trabalho em diversas instâncias. Por exemplo, aumentou, em termos relativos, a quantidade de autos de infração emitidos pelos fiscais a empregadores paulistas envolvendo desrespeito ao descanso semanal…
Com o progresso tecnológico, uma quantidade sempre crescente de meios de produção pode ser acionada por uma quantidade relativa cada vez menor de força de trabalho. Como conseqüência, um número maior de mercadorias pode ser produzida com uma quantidade menor de horas de trabalho. Em muitos países, a redução da quantidade de horas trabalhadas com a manutenção do salário é uma tendência. Mas por aqui ainda assusta muita gente.
Neste momento de crise global, os balanços econômicos de muitas grandes empresas mostram que não há necessidade real de se aplicar um remédio tão amargo quanto a redução de jornada com redução de salário, uma vez que várias delas ganharam muito nos últimos tempos. Mesmo assim, tentam mostrar a necessidade desse remédio amargo. Estas querem simplesmente embolsar a diferença do ganho de produtividade. E que se dane o trabalhador.
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Olá Saka
É isso aí!
É também o direito ao trabalho. O direito a dignidade. O direito de qualidade de vida.
E se espantem, direito ao ócio criativo. Cr´ticos, dêm uma espiada no site da Google e contemplem o ambiente de trabalho dessa empresa. E usando a mesma ferramenta dêm uma espiada na vida de mexicanos e centro-americanos nas plantações da Califórnia e Texas. Tem semelhança com o que Sakamoto já descreveu sobre trabalho escravo.
Apóio totalmente. Mas já vi que a CNI não vai gostar nada nada disso. Também, pedir para repartir o lucro é algo que dá insônia neles.
A empresa japonesa, que mantém índices elevados de mão de obra temporária [terceirizada] utiliza-se também da estratégia de redução de jornada em nome da crise, deixando parte dos trabalhadores em casa, mas sem remunerar o dia de trabalho. Na semana de cinco dias, há casos em que se trabalham apenas dois ou três dias e descansa-se nos demais. Protegidos por leis, parte destes trabalhadores recorreram aos sindicatos, e hoje recebem 75% do valor do dia de trabalho. Estratégias sindicais de combate a exploração, se não garantidas por leis, acabam perpetuando situações de escravidão. Ainda bem que os trabalhadores brasileiros, ainda acreditam na importância de um sindicalismo ativo. Por aqui, somente a crise, fez ressurgir timidamente as ações sindicais.
DESEJO MUITO SABER SE VAI DIMINUIR OU AUMENTAR AINDA MAIS A CARGA BURRÁRIA NAS AGÊNCIAS DE PROPAGANDA, REDAÇÕES/TVS ONLINE/OFFLINE E PRODUTORAS DE CG E DE VIDEO. ———DENÚNCIA——–JÁ FIZ TURNOS DE MAIS DE 14 HORAS SEGUIDAS DE TRABALHO, JÁ VAREI NOITES EM CIMA DE UM TECLADO ATÉ MESMO SÁBADO E DOMINGO SEM GANHAR HORA EXTRA NEM SEQUER UMA MÍSERA FOLGA DURANTE A SEMANA. QUERO VER OS ESCRAVOS DO CRACHÁ METENDO PROCESSO NESTES PORCOS CAPITALISTAS. QUERO MESMO SABER SE ESSA MAMATA DOS BARÕES DA MÍDIA VAI ACABAR UM DIA OU VÃO CONTINUAR ESCRAVIZANDO SEUS FUNCIONARIOS….E PAGANDO MAL, É CLARO. LUCRO SÓ PARA ELES, OS DONOS DO CAPITAL, PARA OS FUNCIONARIOS AS MIGALHAS…..CAPITALISTAS MALDITOS E GANANCIOSOS…. POSSO ATÉ DAR NOMES AQUI SE QUISEREM….n.g…..m.s…..g.v…..w.o….
Escravo do Crachá,
Porque você não se demite e vai plantar açaí no Pará? Não é essa a vida que vocês esquerdistas nojentos pediram a Deus? Vai lá, se demite!
E se não tiver culhão pra fazer isso, cala a boca e continua trabalhando porque tem muita coisa pra fazer. Babaquinha.
A proposta é mais do que interessante, mas lembremos que 40% do nosso turno de trabalho vai pro Governo. Quem vai pagar essa conta?
E Sakamoto, você, que pensa nos padrões de Cuba, diz que um aumento de 1,99% é irrisório, você deve estar pensando em uma estamparia de camisetas do Che…. Aí não vai dar diferença mesmo. Mas e as empresas com produção na casa dos bilhões? Responde aí. Pronto. Perguntei.
Fala aí Clara Earl, tú é dona de jornal, agência ou de produtora? De uma coisa eu tenho certeza, tú é uma dessas porcas capitalistas que eu citei acima. Paga uma miséria, escraviza o funcionário, faz happy-hour todo dia às 18:00 com os ‘bacanas da mídia’, nunca varou uma noite trabalhando e enche o seu rabo gordo e ganancioso de dinheiro em cima da miséria alheia
Outra semana a Diretoria foi para a França, ficaram dez dias, e eu aqui trabalhando 14/15 horas por dia, blzzzz. Na volta, no primeiro dia deles, acham que eu ganhei um simples obrigado? Não, pelo contrário vieram procurar “o fio de cabelo solto”, ou seja, foram procurar detalhes absurdos para reclamar.
Na próxima vez tiro uma licença quando eles forem precisar de mim, e depois peço outra. Tem empresário bom e tem FDP, como tem funcionário bom e fdp também. That´s life.
Viva as quarenta horas.
É isso aí, escravo do crachá. Uns nasceram para mandar e ganhar dinheiro, outros para obedecer e reclamar. Você se enquadra no segundo caso.
é vamos ver se as empresas brasileiras absorvem mais essa pancada …. esse deputados sao loucos, e ao inves de se preocupar em gerar emprego e renda ficam a merce desses sindicatos que só querem justificar o alto rendimento que tem atraves do trabalhador brasileiro ….
FORA SINDICATOS E AGREGADOS
QUE PAIS É ESSE,
Clara Earl
Oi clara, nao fique indignada tem um monte de vagabundo querendo mole igual ao Lula, Paulinho Força sindical e esses oportunistas
que procuram cegar os trabalhadores com greves porcas e colocar em risco o trabalho de gente honesta em beneficio proprio….
Jorge,
Obrigada pelo comentário. Nem vou exprimir minha opinião sobre sindicatos e suas respectivas crias, pois se exprimir, meu comentário provavelmente será censurado.
Esse é o único país do mundo em que engenheiros tem que trabalhar de faxineiros no exterior enquanto um ex-metalúrgico vagabundo (pois cortou seu próprio dedo no torno para aponsentar-se por invalidez – no começo de sua curta carreira) e subescolarizado vira presidente. Como diz o José Simão, é o país da piada pronta.
os comentários por aqui, tem caído de nível hein…
apartir de agora vou me ater somente comentários do sakamoto… pelo menos ele não parte pra baixaria….heheheheh
Saka, teu blog está cheio de tolls. Vou me mandar.Tchau.
Que tal ampliarmos a discussão, Sakamoto?
Vamos falar também do Estado e dos sindicatos pelegos, que também exploram esse mesmo trabalhador. Que tal?
Afinal, o assunto não é o bolso do trabalhador? A exploração do trabalhador? O Estado também explora a todos os trabalhadores desse país, a partir do momento que rouba de seus salários e nada lhes devolve.
Não podemos deixar o Estado de fora dessa discussão. Ele é o maior expropriador dos ganhos do trabalhador.
Vendo os comentários aqui, vi que as pessoas ainda são muito românticas quando se apegam a extremos. Alguns falam que trabalham muito – 14 horas. O outro diz que essa é a realidade (será mesmo?!).
Acho que tudo tente ao equilíbrio entre as forças. Não adianta trabalhar 5 horas por dia como 14. Não adianta o dono do capital explorar sua mão de obra. Os donos de capital estão na sua última era – achar que sonegar impostos e espremer funcionários como únicas variáveis de aumento dos lucros vão sucumbir. Esta crise aconteceu não foi pelo “subprime” americano, mas pelo falência da estrutura de negligência com os negócios. Faltou dinheiro? Pega empréstismo. O crédito esborrava com dinheiros e fundos sem lastro pela produção, ou melhor, pelo consumo. Agora que o crédito ficou realista, os donos do capital vão se dar conta que a mão de obra e os tributos não significam tanto, no geral, para as suas operações. Por que, ao invés de sacrificar a mão de obra ou sonegar impostos, não pensam em diminuir seu custo de capital (lucros), aumenta a sua negociaçãoal com fornecedores, briga por preços ao invés de cartelizar, tenta ganhar em escala (volume) e outras coisas que requerem de um gestor propriamente dito. Essa sistemática de negligência com o capital estourou a própria bolha criada por eles.
Estão se dando conta que são tão reféns de uma mão-de-obra (necessitade de mensurar o capital intelectual nas demonstrações, demonstração do valor adicionado – o quanto de riqueza foi gerado, incluisive para colaboradores)…
Infelizmente, a nossa geração está nesse meio termo de migração. Vamos sofrer com isso. Mas, daqui há 10…15 anos…teremos uma coisa híbrida de capitalismo e responsabilidade social.
A sistemática de “privatizar lucros e sociabilizar prejuízos” acabou.
Os dias de alegria dos porcos capitalistas estão contados….logo serão escravizados e exterminados, e o que sobrarem servirão de empregados ao povão no poder. Eles morrem de medo disso, do povo. Temem ainda mais uma coisa chamada “trabalho” pois são vagabundos natos, mimados desde cedo, nunca pegaram pesado no batente. E ainda querem apontar no próximo os próprios defeitos. Basta ler o que tipos escrotos como essa Clara e esse Jorge escrevem.
O desemprego faz o Brasil diminuir o rítmo e os Governantes se amedrontam e deixam a população e trabalhadores inseguros quanto às políticas de previdência, saúde, educação, habitação, saneamento básico e empregabilidade para as futuras gerações. Deste amedrontamento surgem leís conflitantes que fazem os analistas de orgãos públicos ficarem inseguros no momento de aplicarem leís justas e certas de direitos adquiridos que são analisados a exaustão; para o trabalhador auferir estes direitos, sem que os analistas incorram em erros contra o erário público. Quando teremos leís que facilitem a vida de trabalhadores e funcionários públicos? Exemplo de lei que discrimina os professores; Lei 500/74, lei que permite deixar os professores como temporários por vários mandatos de governos sem efetiva-los e que aprovados em concursos de apaziguamento da classe, não são efetivados. E também não podem fazer empréstimos nos bancos oficiais devido serem classificados e admitidos pela mesma.
Os salários pagos estão sendo achatados ano a ano sem aumentos reais, para tentar amenizar este infortúnio “contra” a integridade do trabalhador Brasileiro. Deveriam melhorar e utilizar de forma coerente os recursos para permitir a retirada do fator previdênciário, (a cada pedágiada um lar desfeito no Brasil) monetariamente o contribuinte perde e proporcionalmente aumenta a porcentagem de trabalhadores por faixa de idade 14 a 25 anos que adentrariam ao mercado de trabalho e não conseguem pela prorrogação imposta pela Lei aos que trabalharam mais de 30 anos e que poderiam estar pagando uma faculdade para os filhos com os proventos que foram pedagiados, fatorizados, sobrevidados, etc… Queremos trabalhar até a idade de Matusalém mas queremos que nossos filhos também tenham oportunidade de ingresso no mercado de trabalho e que os Matusaléns mutilados tenham seus créditos de direito na medida para sustentarem a sua honra e de seus filhos e netos que no nosso País sem controle de natalidade, aos catorze anos já são pais. ONG’s tentam ajudar estes menores e verificar os motivos da não convivência com seus pais mutilados, embriagados doentes nas filas do INSS.
Os projetos estão no Congresso que, com certeza, nos ajudará na discussão, aperfeiçoamento a favor da sociedade brasileira.
Quanta celeuma né , quando se trata à pro trabalhador! Mas quando é pro cofres do governo se paga até getons.
“Zak de La Rocha” (rs) :
É isso aí, Marx, Lenin, Tung, Che, e outros retardados mentais morreram com pensamentos cretinos iguais aos que você exprimiu no seu comentário. A única diferença é que você vai morrer anônimo. Haha. Pronto. Falei e dei risada.
É, se dependesse de certas pessoas o mundo ainda estaria como na época da revolução industrial, jornadas de 14 horas diárias, direitos trabalhistas inexistentes e porrada em quem reclamasse