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23/06/2009 - 15:05

Pirataria é crime. E enganar consumidores, não?

Antes de mais nada, esta não é uma defesa da “pirataria”, mas sim da reciprocidade.

De tanto ouvir e ver propagandas em rádios, TVs e cinemas que fazem o consumidor sentir-se um pedaço de lixo, financiador do tráfico de drogas, responsável pelo desemprego e pela fome no mundo, por não se atentar à origem dos CDs e DVDs que compra, creio que se faz necessária uma pergunta: empresas de software, gravadoras e a indústria do entretenimento em geral aplicam o mesmo terror para as suas relações comerciais?

Claro que não. Inexiste, por parte de muitas delas, uma política para evitar a compra de equipamentos eletrônicos (utilizados na criação de programas, gravação de músicas, filmagens de películas) que contêm crimes contra a humanidade e o meio ambiente em seu processo de fabricação. As únicas restrições que impõem são: que o produto tenha preço baixo e a qualidade técnica desejada.

Por exemplo, você sabia que muitos dos seus equipamentos eletrônicos não funcionariam sem ouro? Os equipamentos de transmissão de voz necessitam de 30 diferentes tipos de metal para funcionar. A indústria de aparelhos eletrônicos consome proporções cada vez maiores de minérios preciosos e raros encravados pelo mundo.

Muitos desses metais são extraídos em minas de países pobres nas quais trabalhadores enfrentam condições de trabalho aterradoras. Na República Democrática do Congo, 50 mil crianças, algumas delas com apenas sete anos de idade, trabalham em minas de cobre e cobalto por jornadas exaustivas sem nenhum tipo de proteção.

Em outras regiões, vilas inteiras foram removidas para dar mais espaço para a mineração. E enquanto alguns pequenos garimpeiros conseguem sustentar suas famílias (basicamente com comida e remédios) com muita dificuldade, companhias mineradoras e negociadores enchem os bolsos com ouro por conta do aumento da demanda por matérias-primas minerais.

O meio ambiente também sofre cada vez mais por conta do nosso apetite irrefreável por todos os últimos lançamentos de gadgets eletrônicos. Em Norislk, na Rússia, onde níquel, cobalto, platina e paládio são extraídos para a produção de componentes eletrônicos, a poluição do ar é tão alta que muitas crianças sofrem com doenças nos pulmões de incapacidade respiratória.

Sugiro que visitem o site da campanha Make IT (de Tecnologia da Informação, em inglês) Fair que atua para conscientizar jovens consumidores sobre esses impactos.

“Como um grande consumidor de metais do mundo, essas grandes empresas de eletrônicos podem realmente fazer a diferença – promovendo condições melhores de vida aos trabalhadores da mineração e ajudando a proteger nosso planeta de prejuízos adicionais”, diz a campanha.

Alguns vão dizer que é ilegal baixar músicas e copiar DVDs, mas comprar de quem escraviza e desmata não, só imoral. A resposta sobre o porquê de o mundo ser assim reside no fato de que, historicamente, as leis criadas para proteger a propriedade e o lucro são mais severas e efetivas do que as que foram implantadas para defender a vida e a dignidade.

Se a poderosa indústria da informação e do entretenimento não pode comprovar para o consumidor comum de que o seu processo de produção é social e ambientalmente responsável, como é que eles vão exigir responsabilidade de nós?

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

43 comentários para “Pirataria é crime. E enganar consumidores, não?”

  1. Siboba disse:

    Aos puxas-saco:

    A indústria NUNCA vai parar de produzir. NUNCA. A proposta subliminar do texto não tem nada de oculta: O fato de eu financiar a pirataria justifica-se devido a falta de idoneidade do processo produtivo de eletrônicos e afins. Fora que o presidente da VALE deve ter dado gargalhadas ao ler as possíves fontes de matéria-prima citadas pelo Sakamoto. Mais uma vez, mostra-se o jornalismo marginal e ralo, sem fontes, bases, etc, etc e etc.

    E meia dúzia de bobocas aplaudindo um texto sem embasamento e sem apresentação de dados ou fontes. Não me surpreende saber que foi esse povo que botou um subletrado revanchista no poder. Uma informação bem manipulada faz maravilhas no país dos bovinos. Mas é isso aí, cada povo com o governante que lhe cabe. Pronto. Falei.

  2. Carlos disse:

    Sakamoto, belo texto. Os povos indígenas oprimidos pela Vale no Pára agradecem.

  3. Adriana Koch disse:

    Parabéns Sakamoto, outra ótima reportagem! Vou repassar.

  4. Suely Vilela disse:

    Siboba, sub-letrado é você! Fascista! Ainda bem que gente como você está morrendo!

  5. Siboba disse:

    Suely Vilela:

    Subletrado, eu? Magina.

    E você escreveu sub-letrado (com hífen). Acho que a subletrada aqui é você. Abraço do Siboba. Pronto. Falei e corrigi uma analfabeta funcional.

  6. argo disse:

    Siboba, seu energúmeno:

    Se for assim, voce escreveu “puxas-saco”! O plural de puxa-saco não é assim, certo?

    Quem é analfabeto funcional, hein?

  7. Leonardo você sim, é o cara.

  8. MÁRCIO de APUCARANA disse:

    aqui falo EU da capital do BONÉ PIRATA do brasilzim que não tem jeito mais!!!!APUCARANA NORTE DO PARANÀ, rsrsrsrsrsrsr
    risos !!! do povo , que unido sempre perde unido,
    risos da policia federal que os empresarios dão!!!
    risos dos bonezeiros que faturam e agradam o prefeito para ele fazer vista grossa e autorizar a zona e a monopolização dos salários do POVO, isso tudo na cidade educação , que ~~ao tem lixeiras p/ reciclaveis!!!rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr é uma pena !!!!!!!

  9. MÁRCIO de APUCARANA disse:

    APUCARANA CAPITAL DO BONÉ PIRATA DO BRASIL E CIA LTDA.

  10. Siboba disse:

    Argo:

    Hahahahahaha!!!!! Precisa responder seu comentário???? Vocês, petistas analfabetos se ferram sozinhos, hahahahahaha!!!! Senhor, a pior doença é a ignorância travestida de intelecto!

    P.S.: E por favor, pega um livro de gramática antes de corrigir algúem na web sem saber concordância verbal. Pronto, falei e corrigi mais um analfabeto funcional desse Brasilzão.

  11. Matias disse:

    Ohh… Siboba… deixa de ser boba. Se pirataria é crime, enganar os consumidores é muito mais.

  12. Eron disse:

    Então tá. Não se queixa mais do desemprego que atinge a todos.

  13. Suely Vilela disse:

    Prezado Siboba, obrigada por me corrigir. Aliás, eu me enganei: você não é “subletrado” (nem sub-letrado), você é um pseudo letrado. Passar bem, fascitinha de internet!

  14. argo disse:

    Siboba, energúmeno dobrado:

    Lê o que diz o Aurélio, “abestado”.

    ———–

    puxa-saco
    [De puxar + saco.]
    Adjetivo de dois gêneros.
    Substantivo de dois gêneros.
    1.Bras. Gír. V. bajulador (1 e 2). [F. paral.: puxa-sacos. F. red.: puxa. Pl.: puxa-sacos. (É ASSIM, ANALFABETO DE UMA FIGA!!!]

    ————

    “Sastifeito”?

  15. [...] Muitos desses metais são extraídos em minas de países pobres nas quais trabalhadores enfrentam condições de trabalho aterradoras. Na República Democrática do Congo, 50 mil crianças, algumas delas com apenas sete anos de idade, trabalham em minas de cobre e cobalto por jornadas exaustivas sem nenhum tipo de proteção. Leia mais. [...]

  16. Siboba disse:

    Huahuhauhauah!!! Como é facil deixar um esquerdista emputecido……. Pronto. Falei e dei risada.

  17. argo disse:

    Huash, huash, que saída pela tangente!, kkkkkkkkkk

    Gostei da risada, eh, eh; mostra que voce tem bom humor, ao menos.

  18. Marcus Siviero disse:

    Em um programa de tv assisti alguém (um político cujo emprego tem garantias vitalícias) dizer que a indústria da pirataria tem por trás grandes corporações com milhõe de interessados. Gostei de saber; porque no Brasil um dvd (original) do tipo lixão custa R$ 100,00, ou até mesmo R$ 400,00. Ora!!! Se a pirataria emprega milhões de “trabalhadores” ilegais e vendem material até que aceitáveis por dois ou cinco Reais como se explica o preço dos originais para pagar impostos para apenas uns duzentos políticos safados e imprestáveis?????????????????

  19. Victor Pinheiro disse:

    Azarias tá repetindo o que as ONGs dizem, para atrapalhar a produção do camarão aqui no Brasil porque concorre com o camarão dos EUA da América do Norte. Êta povinho doutrinado e alienado, usado como massa de manobra das ONGs internacionais. Deixem de ser burros, papagaios, repetindo o que houve sem pensar e saber das coisas.

  20. Zé Brasil disse:

    O Azarias tá lendo na cartilha das ONGs internacionais, senão vejamos: Ele ataca a produção de alumínio do Brasil, a produção de papel e a produção de camarão, todos, produtos de exportação que contribuem para as nossa reservas em dólares e que concorrem com Canadá, EUA e Europa e estão incomodando. Não sejamos tão idiotas.

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