Sarney, grilagem e fanfarronices do presidente
O presidente Lula, no afã do pragmatismo político, partiu novamente para a defesa do indefensável José Sarney de uma forma inusitada: “Não li a reportagem do presidente Sarney, mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.”
O Senado, sob o comando de Sarney, vem sendo alvo de seguidas denúncias de nepotismo, uso particular de recursos públicos, irregularidades administrativas, gastos bizarros, atos secretos, mordomos contratados por R$ 12 mil ao mês com verbas de gabinete, enfim, aquela zona. Tudo isso não começou com ele, mas o presidente do Senado faz parte desse estabilishment que fomentou e manteve tudo isso. E, até onde eu saiba, o fato de ter ocupado os mais altos postos políticos do país não faz com que qualquer pessoa possa flanar sobre os demais cidadãos, acima do bem e do mal, diante da opinião pública e das leis. Pelo contrário.
Um dia depois, Lula reclamou de organizações não-governamentais por estarem afirmando o óbvio: que a MP 458 que trata da regularização fundiária (encaminhada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso Nacional com o acréscimo de artigos que premiam quem roubou terra pública) vai incentivar a grilagem na Amazônia. As ONGs que o presidente se refere não são apenas as de ambientalistas, mas também entidades de grandes empresas, de trabalhadores rurais, sindicalistas, sem-terra, que estão pedido a ele que vete os artigos nocivos dessa medida provisória. Até parlamentares do PT e do PSDB solicitaram ao presidente que barre os acréscimos feitos pelo Congresso (aliás, não se sei perceberam, que para reunir essa “frente ampla” é necessário um tema que seja realmente uma unanimidade). A crítica de Lula foi a seguinte:
“Mas, independentemente de mudar qualquer coisa, eu posso dizer que as ONGs não estão dizendo a verdade quando dizem que a medida provisória incentiva a grilagem de terras no Brasil. O que nós queremos fazer é exatamente garantir que as pessoas tenham o título da terra, para ver se a gente acaba com a violência neste país. É isso que nós queremos fazer.”
Está correto em dizer que a regularização fundiária é a saída para começar a resolver os problemas da região. Mas a aprovação da MP 458 do jeito em que está irá, além dos óbvios impactos ao meio ambiente e às populações tradicionais, premiar empresas e pessoas que roubaram terra pública para uso próprio ou especulação. Ou sistematicamente usaram a posse ilegal da terra como licença para roubar a liberdade e a dignidade de trabalhadores rurais. O que é o oposto de acabar com a violência.
Desde 1995, 35 mil pessoas foram libertadas da escravidão no Brasil, a maior parte delas em uma faixa que vai do Maranhão até Rondônia, passando por Tocantins, Pará e Mato Grosso. Não é mera coincidência que a maior concentração de escravos no país esteja no Arco do Desmatamento. Afinal, trabalho escravo é utilizado largamente para cortar custos no processo de expansão agropecuária na Amazônia, trazendo lucro fácil.
Não é raro fazendas griladas usarem escravos para abrir trilhas na mata para a entrada de motosserras, derrubar árvores e produzir, com a mesma madeira, cercas para gado ou carvão para abastecer siderúrgicas. Além, é claro, de retirar tocos e raízes para a preparação do terreno desmatado visando à implantação de pastos ou de lavouras. Ou seja, o esquentamento da grilagem é feita por trabalhadores alijados de sua liberdade.
Lula deu até o dia 25 para sancionar a lei, vetando ou mantendo os artigos polêmicos. O presidente da República, que declarou que a erradicação da escravidão era uma das cinco prioridades de seu governo, pode dar um duro golpe nos trabalhadores que ajudaram a elegê-lo e apóiam seu governo dependendo da decisão que tomar. Muitos deles nascidos no Maranhão – estado recordista em fornecer escravos para o resto do Brasil, por conta da pobreza e desigualdade social que lá impera.
Maranhão… Estado historicamente governado por qual família?
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:
O Toninho Malvadeza está lá no inferno, bem quentinho esperando, em breve , primeiro, o Zé (Alencar, gente) quem dera que fosse o Dirceu também nessa leva, junto com Dilma, “a ladra X9″. E em seguida os Sarneys: pai, filha e demais desta família de ladrões do Maranhão. Esse estado tão lindo que foi empobrecido por essa família que o domina e faz dele seu curral eleitoral, agora juntamente com o Amapá. Alguém já viu o Sarney por aí, em Macapá, pelo menos?
Mas, o ACM tá lá. Deixando tudo bem quentinho, para quando eles chegarem.
Lula é sensacional, mas quando incorpora o espírito do Lulinha de resultados, sai de baixo.
Eu devo concordar com o Presidente pragmático, Sarney é uma pessoa incomum para o Brasil inteiro, mas é tão comum quanto erva daninha nos gramados do Maranhão e de Brasilia.
Vale uma sessão nostalgia! Vocês se lembram desta música dos Paralamas, da década de 80??
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jeton
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída
Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão
O que é pior: a “complacência” do Lula, sua aceitação do esquemão, do “vale tudo” pela governabilidade ou constatar que passados tantos anos nada mudou? Somos realmente “como nossos pais”? “Que país é esse”? E haja sessão nostalgia!!!!
Lula é um ótimo presidente e eu não me arrependo do meu voto nas duas eleições. Porém, defender Sarney e os demais senadores é demais. Camarada, não quero passar vergonha. Acobertar bandidos por votos?
Coleguinhas. Vamos ver nossas novelas, futebol, aproveitar as festas juninas e dançar um forró, beber quentão e cerveja. Prá que esquentar a cabeça e se moer de ódio! Sabe o que vai acontecer? N A D A.
Escolham: sair às ruas é um ótimo exercício de cidadania, ou continuar vendo novelas… ou escrever, ler e se moer de ódio!
Enquanto isso, o bigodudo ri na nossa cara, com aquele bafo fétido oriundo dos já muitos petiscos com caviar e champagne francês.
É, enquanto nossos coleguinhas subdesenvolvidos lá de cima não aprenderem a votar, a gente aqui em baixo, pagadores de impostos e escravos do sistema “rico-paga-pobre-gasta” toma no forévis. Um aplauso aos maranhenses.
tudo sobre a ditabranda “ditadura”:
http://www.bolsonaro.com.br/jair/
Não aguento mais pagar impostos!!! e depois ver este cara de pau rindo e gastando o nosso dinheiro!! Mas o que me doi e me deixa com vergonha de ser Brasileiro é estes nordestinos votando neste ladrão, safado!!! Como este povo é burro!!!