Jornalistas, diplomas e a coletividade de Gilmar Mendes
Sempre defendi o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, confirmado, nesta quarta, pelo Supremo Tribunal Federal.
Tenho plena convicção de que a atividade jornalística não deve ser monopólio de quem é diplomado, podendo ser realizada por quem não passou por uma cadeira de faculdade. Conheci, andando pelo interior desse Brasil, muita gente que nunca viu um diploma, mas que é mais jornalista com um microfone de uma rádio comunitária na mão ou fazendo um pequeno jornal mural do que alguns que passaram quatro anos nos bancos de universidades. Refletir sobre sua própria prática, dentro de uma ética específica, sabendo o que significa o papel de intermediar a informação na sociedade, ter a consciência dos direitos e deveres atrelados à liberdade de expressão são desafios que não são aprendidos necessariamenente na academia.
Ao mesmo tempo, com as novas tecnologias da comunicação e a possibilidade de todos se tornarem difusores de notícia e de análise sobre fatos, o nosso jornalismo terá que se reinventar. A decisão do STF vem em um momento interessante, de mudança.
O que não significa, contudo, desprezar a faculdade de jornalismo como local de estudo, pesquisa e reflexão da profissão e de seu ethos. Técnicas podem ser passadas no dia-a-dia de uma redação e em cursos de treinamento de jornalistas das empresas de comunicação, ou seja é a parte fácil da formação. Mas há outras coisas que o mercado não entende ou permite (pois passa pela subversão de seus próprios princípios – ou alguém realmente acredita que o jornalismo para as empresas de jornalismo não é, acima de tudo, um negócio?) que precisam de um local para florescer. O curso superior continuará tendo sua função e, hoje, se tivesse que escolher, faria novamente a faculdade, mesmo com as deficiências e problemas e os picaretas presentes nesse curso.
Não quero tentar esgotar esse tema, que é vastíssimo, nessas poucas linhas. Prometo retornar a ele posteriormente. Até porque, com a decisão, deve ganhar importância a criação de outras formas de formação de profissionais e de reflexão da profissão para além do cursos superior como em outros países. E a categoria dos jornalistas vai ter que aceitar em seus sindicatos, em definitivo, quem não tem diploma, muitos destes que trabalham e lutam pela dignidade da profissão mas que não são reconhecidos pelos próprios colegas.
Por fim, não poderia deixar de comentar as justificativas bizarras do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, na defesa do fim da obrigatoriedade. Fiquei espantado com o baixo nível da argumentação e me perguntei se ele chegou realmente a estudar o caso ou falou algo de improviso. Pincei apenas um trecho para terem idéia:
“A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia – nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão.”
O jornalismo causa danos mais amplos e profundos do que a queda de uma ponte ou um erro médico. A incompetência, preguiça ou má fé de nós, jornalistas, pode acabar com vidas de um dia para noite. Não fazer uma faculdade não significa exercer a profissão sem critérios e sem se responsabilizar pelas conseqüências, uma vez que elas podem ser imensas.
Afinal de contas, se ele acha que a profissão é tão inofensiva, porque reclama tanto da imprensa?
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:
- Eu tenho propriedade para falar pois estou me formando em Geografia, mas do que tem de professor sem o diploma devido no mercado não está no gibi. O cara faz um curso de administração, não consegue emprego como administrador, vai dar aula de matemática. Sem falar do engenheiro, advogado dando aula de história e por ai vai.
– Eu sei perfeitamente que não é por aí, existe um preparo para dar uma aula, não é simplesmente transferir informação. Tem uma relação interativa muito importante com o aluno que pode significar seu futuro, qualquer palavra mau colocada pode trazer um dano irreparável em sua vida, então isso requer um estudo. No caso do jornalismo o que está sendo discutido é a liberdade de expressão, é lógico que os veículos de informação não vão se arriscar em contratar um qualquer, diferente de como acontece na educação. PAZ.
Somente três palavrinha para essa choradeira sobre diploma de jornalismo:
RESERVA DE MERCADO
Quem deve obrigatoriamente ter diploma de jornalismo deve ser o editor. Mesmo que não haja obrigatoriedade isso não significa que as empresas vão jogar o canudo no lixo. Somente significa que quem for jornalista terá que ser jornalista de verdade, e não somente um cara de canudo na mão.
Os males que os maus jornalistas causam não vão ser contidos, necessariamente, por terem ou não um diploma de jornalista. E sim do que se propõem ao elegerem a profissão. Basta acompanhar a midia para perceber. Também não consigo entender a argumentação do senhor presidente do Supremo para a dispensa do diploma, ainda que concorde com ela.
Marcelo,
Em contrapartida ao seu comentario, basta analisarmos o seguinte movimnto:
É de comum acordo e fato que o jornalismo basileiro (qualquer que seja ele) é o maior denunciador dos absurdos que acontecem nesse governo.
Ao banalizar a atividade de jonalista, o poder público aposta no seguinte movimeto de mercado:
Ao banalizar a profissão, criam-se novas fontes, quase sempre duvidosas, o que descredibiliza a atividade.
Com fontes duvidosas e atividade descredibilizada, toda e qualquer denúncia ao poder público é passível de ser refutada.
Ou seja, você denuncia, eu nego, e tudo fica por isso mesmo. Afinal, a denúncia pode ser falsa ou errada. E por aí vai a perpetuação dos ratos podres, sujos e hipócritas que assolam o já estuprado poder público no Brasil.
Não é novidade que faculdade nenhuma forma um profissional por completo, mas negar o diploma para exercer uma profissão é o mesmo que alfabetizar as crianças em casa. Quem sabe o que melhor para um filho do que seus pais? Este país precisa andar para frente, deveríamos sim, exigir mais das universidades e dos professores, assim estariamos melhorando o nível de todos. Acho que vou tirar o diploma da parede!!
Concordo com o Sakamoto que ter um diploma não é condição suficiente para ser um bom profissional… mas DEVERIA. E este é o ponto, e que serve para qualquer profissão: a academia tem a OBRIGAÇÃO de dar o diploma apenas a quem tem o conhecimento suficiente para o exercício da profissão (qualquer profissão) e isso não tem nada a ver com ÉTICA.
O diploma é um “certificado de qualidade” do profissional, pois para a empresa ficaria complicado ter que testar os candidatos em todos os requesitos para o exercício do cargo. Se não tiver diploma, vira BAGUNÇA. Numa analogia grosseira, é como se você comprasse produtos sem nenhuma garantia de qualidade, apenas na base da confiança e esperando que eles não irão dar defeito quando você menos esperar.
Mas será que a academia está atualizada ou suficientemente embasada para COBRAR o conhecimento necessário para o “mundo real profissional”? Se for entrar por aí, o bicho pega!
Por que eu estou frisando a cobrança do conhecimento? Por que qualquer um pode ser autodidata, o professor é apenas um facilitador mas não é indispensável. O aprendizado é responsabilidade e mérito exclusivo de quem se predispõe a aprender – não adianta ter um excelente professor quando o aluno não quer aprender!
É claro que não ter o “certificado de qualidade” não implica necessariamente em não ser apto ao cargo. Quem tem uma outra formação e pretender atuar como jornalista (ou qualquer outra profissão) deveria se submeter à TESTES específicos que comprovassem que tem habilidade tanto quanto um formado na área.
Se você quiser dirigir, não tem que passar na prova do DETRAN? Imagine o caos que seria se cada um pudesse apenas se auto declarar motorista….e evidentemente que também podem existir motoristas sem carteira (menores de idade, por exemplo) até mais mais habilidosos, mas a vida em sociedade requer organização e critérios.
Toda essa discussão (e reacionarismos), denotam o “CAOS” vivido por nosso sistema educacional, bem como o baixo gráu de importância destinada ao mesmo.
Acredito que não podemos formar convicções pelas exceções e sim termos conhecimento, desprendimento, bom senso e ausência de “ranços ideológicos” para analisarmos qualquer tema de relevância social.
A questão do diploma está intimamente ligada ao desenvolvimento da educação, o qual reputo o maior impulsionador do desenvolvimento de um povo.
É lógico que a obtenção de um diploma não certifica um bom profissional ; no entanto , também é lógico que é o caminho mais racional para prepará-lo ao bom desempenho prático em qualquer área de aptidão.
Nesse sentido, desconsiderar a exigência do diploma é um deserviço ao desenvolvimento da educação no País, a qual se encontra totalmente desvirtuada exatamente pelo abuso do poder tanto político quanto econômico, pela falta de fiscalização que nos assola em todos os setores, pelo “corporativismo barato” , pela falta de autoridade coerente de nossas instituições, pela alienação de nossa classe emergente (jovens); enfim, pela falta de bom senso na perseguição do bem comum de uma nação.
Minha nossa! Esse Kara é um ‘piece of sheet’ mesmo.
Sakamoto,
não misture alhos com bugalhos. O argumento do ministro que vc citou é válido (não sei os outros, não li). Você pode operar alguém do coração? Devemos permitir alguém sem o conhecimento específico fazê-lo? Claro que não.
Um especialista de uma área ( um enólogo por exemplo). Pode escrever uma coluna em um jornal sobre vinhos sem ter diploma de jornalista? Claro que sim. Se sabe ler, escrever e ordenar bem suas idéias, divulgará melhor o assunto que um diplomado que desconhece os vinhos.
Pare de perseguir os outros (mesmo quando eles querem o mesmo que você) porque eles tem IDEOLOGIAS diferentes da sua. Ou vc pensa que nós não sabemos ? “Tire o tampão do próprio olho antes de criticar a cegueira do teu irmão.”
Acredito ter o Presidente do Supremo pensado pouco a respeito, pois por mais que um diploma possa não oferecer segurança ou atestado de aptidão para o trabalho, a falta dele implica em quaquer indivíduo exercer qualquer atividade, como por exemplo a psicanálise que hoje pode ser exercida por qualquer profissional de nível superior, sem necessidade nenhuma de antes conhecer a fisiologia humana, basta apenas fazer um curso que nem sempre se sabe como obteve a liberação para o funcionamento , já que as regras para cursos de pós graduação não tem uma legislação fortemente atrelada ao respeito pela atividade que vai ser exercida.. Será que isto não abre um precedente imenso, para que quaquer profissão possa ser exercida a revelia de qualquer norma? Coisa bem característica deste pais chamado Brasil, onde nem sempre o saber é o que conta mas sim a quem se conhece … Que pena, mais uma vez a educação formal perde e quem a ela se dedica sente-se vazio!
Gilmar Mendes so pensou nele e nos capangas, depois de deixarem ricos todos os donos de Faculdades agora vem dizer que so tres profissoes merecem diplomas o resto apenas um cursinho, eu penso que todos tem o direito de falar a vontade mas com responsabilidade, uma mentira num jornal pode matar,estes juristas sao todos frangoides nao valem nada pensam que são Deuses, muitas vezes nao sabem falar,
“A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia”
É japa você fechou o texto direitinho. É isso aí,mas problema de voces jornalista aqui no Brasil é a maldita ideologia vermelha. Não reconhecem o benefício que a UDR promove na economia e na sociedade em geral.
Jacob Fullmer
Não é o diploma que mostrar quem é o jornalista “do bem”, os corruptos também podem pagar o canudo para um jornalista “do mal”.
Fato é que a imprensa brasileira age justamente como você citou, uma denúncia atrás da outra, mas não se gera denúncia formal, ninguém aciona ninguém na justiça e o que manda é sempre a notícia “do momento”.
Enfim, toda a choradeira do canudo se resume a isso:
RESERVA DE MERCADO
O STF não tem o respaldo de ser a Corte do supremo conhecimento social, porém, poderia tornar-se o supremo exemplo da conduta ética.
Srs. ministros (com “m” minúsculo) venham a público e digam quantos funcionários, sem concurso público, cada um dos Srs. nomearam.
Me sinto envergonhado de ter nascido em um país onde instituições praticam uma “masturbação perfunctória de conhecimento da sociedade”, Protejam os coitados : Senadores, Deputados e ministros (sempre com “m” minúsculo) do STF, afinal, eles não têm passagens aéreas suficientes, empregos secretos para seus parentes e muito menos poder para decidir qual profissão é digna ou não.
concordo com o sakamoto e com o STF.
Se posso opinar , darei minha humilde opinião. Penso que está em jogo a restrição do direito de informação das pessoas e a liberdade de expressão.
O que seria do povo ou mesmo de uma instituição ao ter que veicular uma informação através de um boletim, um site, radio , televião. Teria que fazer uma faculdade de jornalismo ? e na falta de um jornalista ou de condições para se ter um ou contratar um? a informação teria sempre que passar por um jornalista? e se por exemplo uma grande causa (legítima, e ética, claro) não encontrasse um jornalista que concordasse ou que não deseje trabalhar ou participar da mesma? ficaria impedido de veicular sua noticia ? penso que a reserva de mercado para os jornalistas apenas não seria justo, nem democrática.
É claro que há de haver utilização específica para os possuidores de diploma jornalistica mas não podem reservar indistintamente todos os campos da informação. Concordo com o Historiador Moisés . Será que os jornalistas aceitariam fazer uma faculdade das matérias onde os mesmos escrevem ou opinam?
com relação a assumir responsabilidade pelo que dizemos ou fazemos, todos nós somos responsáveis pelo que fazemos, sob penas da lei. Não seria apenas um colegiado profissional o único responsável pela ética.
parabenizo o supremo tribunal federal pela decisão
Acredito que não vá ocorrer grandes impactos no mercado de trabalho em função desta decisão. As empresas de comunicação de maior porte não deixarão de contratar jornalistas formados para o exercício da função. Hoje, muitos que exercem a função em jormais e revistas não são jornalistas…. nenhuma novidade. Este processo não é novo e ocorre também em outras profissões: na area administrativa só tem administrador? E o decorador de ambiente x arquiteto? Só acho que por tras desta decisão, o objetivo maior é tentar enfraquecer a força da imprensa.
O jornalismo não mata ninguém? Perguntem aos acusados, incompetentemente por jornalistas e delegado (bacharelado em direito), da Escola Base, em São Paulo. Hoje essas pessoas são mortos-vivos, separados de entes queridos e com muitos problemas psicológicos.
Só o mercado constrói!
Isto já se sabe hoje é M E N TI R A, A SOCIEDADE é composta também do ESTADO e esse também tem sua parcela de responsabilidade em organizar e por isso regulamentar.
Senão o fosse estariamos vivendo a LEI DO MAIS FORTE ( OPS , parece que é isso que vivemos !).
O que temos é ESTADO demais em certos setores e ESTADO demenos em outros, vivemos ao própio abondono e por isso a sociedade se requestiona em setores aqui e ali, como no caso.
O fato relevante não é se temos que ser formados para ter essa ou aquela função de jornalismo, mas sim que diabos tem que se abranger tanto o que seja o “maldito ” JORNALISMO, o relevante é sim que ao se regulamentar alguma profissão , sempre criamos uma entidade que quer que tudo passe por seu CRIVO e com isso tenha a centralização daquela profissão, como a OAB, que diz quem trabalha e não trabalha, isto mesmo sendo formado!
JORNALISTAS DO NOSSO BRASIL VARONIL, soltem fogos e comemorem pois a entidade de classe não podera impedir seu ingresso na carreira com um exame alegando que existem faculdades imprópias para CONSUMO.
Agora o própio ESTADO diz , não importa a faculdade e esta aberta a temporada de caça ao TALENTO, esse danado que ninguém se importava em falar, escondido ali entre as radios comunitárias, jornais de bairro e de escolas.A liberdade de imprensa essa sim passa por dizer e não existirem bloqueios ao falar e conduzir seus pensamentos até onde nossa imaginação puder ir, comparar com gastrônomia foi ridiculo? Pode ser, mas defenderei o direito do ministro de o dizer até as ultimas consequências.
Falando em Ministro, sua própia função criada no artigo 101 da nossa “Constituição CIDADÔ é uma situação dessas, o ministro não precisaria ser Bacharel nem tão pouco” ADIVOGADO”( errado por conta própia), pois ele só necessita ter o notório saber do direito, por isso a regulamentação de profissões ao olho de nossa CONSTITUIÇÃO é um matéria de debate desnecessário e os cartórios que se criam em torno delas vão se avolumando e se defendendo como podem, mas uma a uma as que chegarem ao STF obrigatóriamente tem que ser derrubadas e as entidades de classe estas sim deveriam estar defendendo exames de profissiência profissional para aqueles auto-didatas jornalistas, engenheiros,médicos e advogados que ao invés de ficarem anos em bancos escolares que cansamos de ver são apenas vendedores de títulos, de ao mercado essa opção para todas as carreiras.
Temos escolas brilhantes, mestres empenhados, mas tenhamos também a possibilidade de que o TALENTO possa ter terreno para florecer!
Por favor ministro faça o EXAME DA ORDEM DOS ADVOGADOS virar um meio onde avaliemos a capacidade para atuar na carreira sem passar pela universidade ou mesmo passando , passando a valer como um SELO de qualidade e o diploma pelo MEC em escola normatizada pelo mesmo como sendo um direito também de poder trabalhar na profissão , pois hoje uma entidade OAB diz quem esta e quem não esta no mercado de trabalho e de nada adiantando para aquele que seguiu o caminho da normatização do ESTADO. Mas se para ser MINISTRO NO STF , que é a mais alta hieraquia na área so DIREITO é necessario apenas ter notório saber, para atuar nas esferas mais terrenas é necessário a chancela de uma entidade fora do ESTADO?
Há ai uma distância imensa entra a atual decisão tomada no ramo jornalistico e no do diretio em que fere a própia figura dos MINISTROS que tomaram tamanha decisão de vanguarda.
Fica ai o exemplo para futuros debates e a minha simples e humilde conclusão:
Desregulamentar é preciso! Pero no mucho!kkkkkkk
Reginaldo Nunes
Glaucccia Regggina Loriatttto do Nascimenttttto,
Aproveita suas passadinhas sabáticas pela biblioteca da universidade e dá uma olhadinha nas gramáticas e livros sobre redação!
Concordância verbal, para você, é algo que não existe!!!!
Você é jornalista “deplomada”? Tá vendo? Depois “recrama” do Gilmar e do Sakamoto!!!
” MESMA EMISSORA DE TV, DITA LIDER DE MERCADO E NASCIDA NA DITUDURA MILITAR DE 1969, QUE EM EDITORIAL DE SEU PRINCIPAL JORNAL, AFIRMOU, QUE INDEPENDENTEMENTE DA DECISÃO, CONTINUARÁ A SELECIONAR APENAS PROFISSIONAIS DIPLOMADOS PARA SEU “MONOPÓLIO DE VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, NOS ÚLTIMOS ANOS, TEM COLOCADO NO AR, PARA ATUAR EM SUAS NOVELAS, MODELOS (SÓ PELA BELEZA PLÁSTICA), CANTORES E ASSEMELHADOS (TODOS SEM DIPLOMA DE ATOR/ATRIZ). ISTO É APENAS MEDIOCRIDADE OU FASCISMO PURO. DOU MEUS PARABÉNS PELO ESFORÇO DAQUELES QUE TEM CONDIÇÕES NESTE PAÍS DE MISERÁVEIS ESTUDANTIS, DE PAGAR UMA FACULDADE! EU PRO EXEMPLO, TENHO O SONHO DE SER E NÃO POSSO PAGAR. POR OUTRO LADO, A/O MODELO, QUE POR SUA BELEZA EXTERIOR, TEM MAIS CONDIÇÕES DE TRABALHAR DIGNIMENTE DO QUE EU!!! É SÓ FAZER UM CURSINHO DE 30 HORAS E PRONTO!!! PERGUNTO-LHES: ISTO É JUSTO. EMBORA AS PALAVRAS DO MINISTRO SEJAM ENFADONHAS E DESPROPOSITAIS, PARA MIM O QUE VALE É O RESULTADO FINAL. LIBERDADE, LIBERDADE, ABRE AS ASAS SOBRES NÓS (MISERÁVEIS). SALVE PRINCESA ISABEL!!! VIVA A AUFORRIA JORNALISTICA DO BRASIL!!! ATÉ QUE ENFIM, ALGO ACONTECEU NA JUSTIÇA DESTE PAÍS!!!”