iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
18/06/2009 - 01:30

Jornalistas, diplomas e a coletividade de Gilmar Mendes

Sempre defendi o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, confirmado, nesta quarta, pelo Supremo Tribunal Federal.

Tenho plena convicção de que a atividade jornalística não deve ser monopólio de quem é diplomado, podendo ser realizada por quem não passou por uma cadeira de faculdade. Conheci, andando pelo interior desse Brasil, muita gente que nunca viu um diploma, mas que é mais jornalista com um microfone de uma rádio comunitária na mão ou fazendo um pequeno jornal mural do que alguns que passaram quatro anos nos bancos de universidades. Refletir sobre sua própria prática, dentro de uma ética específica, sabendo o que significa o papel de intermediar a informação na sociedade, ter a consciência dos direitos e deveres atrelados à liberdade de expressão são desafios que não são aprendidos necessariamenente na academia.

Ao mesmo tempo, com as novas tecnologias da comunicação e a possibilidade de todos se tornarem difusores de notícia e de análise sobre fatos, o nosso jornalismo terá que se reinventar. A decisão do STF vem em um momento interessante, de mudança.

O que não significa, contudo, desprezar a faculdade de jornalismo como local de estudo, pesquisa e reflexão da profissão e de seu ethos. Técnicas podem ser passadas no dia-a-dia de uma redação e em cursos de treinamento de jornalistas das empresas de comunicação, ou seja é a parte fácil da formação. Mas há outras coisas que o mercado não entende ou permite (pois passa pela subversão de seus próprios princípios – ou alguém realmente acredita que o jornalismo para as empresas de jornalismo não é, acima de tudo, um negócio?) que precisam de um local para florescer. O curso superior continuará tendo sua função e, hoje, se tivesse que escolher, faria novamente a faculdade, mesmo com as deficiências e problemas e os picaretas presentes nesse curso.

Não quero tentar esgotar esse tema, que é vastíssimo, nessas poucas linhas. Prometo retornar a ele posteriormente. Até porque, com a decisão, deve ganhar importância a criação de outras formas de formação de profissionais e de reflexão da profissão para além do cursos superior como em outros países. E a categoria dos jornalistas vai ter que aceitar em seus sindicatos, em definitivo, quem não tem diploma, muitos destes que trabalham e lutam pela dignidade da profissão mas que não são reconhecidos pelos próprios colegas.

Por fim, não poderia deixar de comentar as justificativas bizarras do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, na defesa do fim da obrigatoriedade. Fiquei espantado com o baixo nível da argumentação e me perguntei se ele chegou realmente a estudar o caso ou falou algo de improviso. Pincei apenas um trecho para terem idéia:

“A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia – nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão.”

O jornalismo causa danos mais amplos e profundos do que a queda de uma ponte ou um erro médico. A incompetência, preguiça ou má fé de nós, jornalistas, pode acabar com vidas de um dia para noite. Não fazer uma faculdade não significa exercer a profissão sem critérios e sem se responsabilizar pelas conseqüências, uma vez que elas podem ser imensas.

Afinal de contas, se ele acha que a profissão é tão inofensiva, porque reclama tanto da imprensa?

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

90 comentários para “Jornalistas, diplomas e a coletividade de Gilmar Mendes”

  1. Pedrão disse:

    Concordo com tudo. Mesmo assim defendo “o diploma”. Como disse Carlos Nascimento num artigo: “a faculdade não forma bons jornalistas, atrapalha os maus” (e preguiçosos de não querenrem se graduar). Não vejo mal nenhum em uma pessoa que exerce a profissão sem ser diplomada ser incentivada – com a obrigatoriedade – a procurar um curso de jornalismo. E outra, o argumento de que existem bons jornalistas sem diploma e de que existem maus jornalistas com diploma deveria servir então para outras formações. Os chazinhos da minha mãe curam mais do que os diagnósticos de viroses dos médicos. Nem por isso vou achar que o diploma e a união de classe não é bom para a profissão médica (e olha que eles impõe inúmeras barreiras visando formação de restrição: letra feia, preço combinado etc). Entendo a obrigatoriedade não como atrapalhando um bom jornalismo, mas como um consolodação de uma classe técnica pode permitir às empresas oferecer melhores condições de trabalho. E agora, rasgo meu diploma?

  2. David rodrigues da silva disse:

    Quero que Gilmar/STF,vá pro Inferno. Quanto a Jornalistas,os acho um lixo humanoÈ como a publicidade de desespero da Folha,A MOSCA,um Afronta!

  3. Michele disse:

    E você acha justo e correto pessoas que não se dedicaram uma vida inteira aos estudos e que não passaram por todas as etapas de formação de professores para poder exercer uma profissão, simplesmente tomarem a vaga de quem se preparou?
    Acredito que as pessoas devem fazer uma escolha, de qual profissão querem seguir e se preparar, investir tempo, dinheiro, horas de estudos, para ter uma formação básica para exercer uma função. Agora, qualquer um coloca um diploma embaixo do braço e diz “sou professor”. Isso é legal, moral, justo com quem passou por cursos de formação, como o Magistério e depois a faculdade?
    Sinceramente, meu amigo, você não está raciocinando direito, nem vendo os dois lados da moeda.
    Muitos podem ter jeito com crianças, serem bons pais, boas pessoas e capazes de ensinar, mas sem conhecimentos básicos, sem passar por todas as etapas para exercer a profissão, não são professores.
    Muitos podem se sair bem, mas é preciso ter esses conhecimentos, pré-requisitos, formação básica para ser relamente um profissional e ocupar seu lugar na sociedade.
    O que vemos é qualquer um dando aulas e você acha justo pessoas sem preparo ocuparem o lugar de quem se dedicou e escolheu esse caminho por dom, vocação e talento?!
    O Jornalismo está cada vez pior, com pessoas despreparadas exercendo o cargo como se forssem profissionais da área, que não sabem sequer ter postura, ética, respeito a si e aos outros, moral, índole e perfil para tal. Muitos não sabem sequer escrever corretamente!
    Se você acha isso certo, então você não sabe o que é ser profissional e defender sua formação e a carreira que escolheu, pois não sabe o valor que tem o seu diploma e o quanto sofreu e lutou para conquistar o seu lugar.

  4. Marcelo disse:

    Sempre a mesma opiniao do ministro Gilmar Mendes e sempre achei que o diploma só deveria ser exigido quando ha risco claro de morte. Também sempre achei que o próprio mercado decidiria (como já está decidindo) se a faculdade realmente faz falta na formacao do jornalista. Mesmo no caso dos médicos, eu acho que a exigencia do diploma só deveria ser aplicada a medicina especializada e nao para o atendimento basico e pequenos tratamentos. Erros como o da escola base acontecem em qualquer profissao e ninguém pode garantir que nao continuariam acontecendo mesmo com a obrigatoriedade do diploma.

  5. Jalinson Rodrigues disse:

    Acho que a decisão do STF é para enfraquecer a atividade dos jornalistas. Sou jornalista e defendo o diploma por ser um critério para organizar a profissão. Lógico que a universidade não forma totalmente o comunicador, mas inicia um processo.

  6. Júnior disse:

    Sakamoto, a você meus cumprimentos pelo seu trabalho e dedicação.
    Mas como você mesmo disse em relação ao tema do diploma para jornalistas, que não está esgotado, vejamos:
    - De Gilmar Mendes pode-se esperar tudo (de ruim); primeiro quando era Advogado Geral, chamou o Supremo T. F. de bando de loucos; depois ficou feliz quando foi indicado para o Supremo Ospício e no auge da loucura, mandou soltar Dantas.

    - De fato não é o diploma (de jornalista ou não) que vai determinar o correto e ético exercício da profissão (mas a faculdade/universidade ajuda; é o local privilegiado (não o único) para reflexão e formação.
    - Não existe de fato (a internet ainda não é para todos) liberdade de imprensa; veja que os muitos jornalistas ainda são contratados pelas grandes redes de notícias; é o patrão que dita o que deve ser escrito, falado, filmado e transmitido.
    Os jornalistas também levam cala-boca dos patrões; são amordaçados e ficam quetinhos.
    - É responsabilidade dos próprios jornalistas, daqueles que se juntaram às grandes redes de “noticias” em defesa da falsa liberdade de imprensa; não defendem a formação de um Conselho de Jornalismo, e a verdadeira regulamentação da profissão; a qual eu, particularmente, admiro e considero nobre e importante à Sociedade.
    - Há inúmeras profissões que têm seus Conselhos instituídos legalmente, em diversos níveis; muitos são corporativos, mas ao menos, e talvez também por isso, serviria (no caso dos jornalistas) para efetivamente lhes defender da injustiça e mordaça patronal; assim como para defender a sociedade da sanha da falsa notícia, da manipulação dos fatos e da alienação que a mídia noticiosa tradicional quer impor à sociedade, em benefício dos poucos ricos nacionais e internacionais.

  7. Rodolfo disse:

    Minha gente….Qué é isto…..PARA SER PRESIDENTE DA NAÇÃO, BASTA SER ELEITO……”não importa se: for analfabeto, ladrão, sequestrador, corrupto, bonito, feio…BASTA SER ELEITO. (Qualquer instituição, coorporação, organização, pode contratar o que lhe achar viável ! Contudo, podemos ficar alegre…pois quaisquer concurso na POLICIA FEDERAL….os que já estão lá, exigem dos magistrados que para participar tem que possuir o 3º grau.

  8. molina disse:

    para ser presidente do brasil, não precisa diploma de p… nenhuma, porque para jornalistas???
    quero ver que jornalista vai comentar ao vivo uma matéria sobre medicina, física, química, engenharia ou qualquer outra especialidade em que o conhecimento é em outro nível que não línguas, história ou geografia.
    fora diploma para jornalistas!!!

  9. [...] ler o texto completo de Sakamoto, clique aqui. Enviar por e-mail  | Hits para esta publicação: [...]

  10. Otaviano disse:

    ENTENDE-SE QUE NÃO É O DIPLOMA QUE VAI LEVAR O JARNALISTA, CAPTAR NOTÍCIAS E TRANSMITIR À SOCIEDADE, COLETIVIDADE E NAÇÃO DE UMA FORMA EM GERAL, MAS SIM A UNIVERSIDADE, PORTANTO, NECESSÁRIO O DIPLOMA PARA SER JORNALISTA, TENDO EM VISTA QUE, UM JORNALISTA TEM QUE PELO MENOS, SABER LER, ESCREVER CORRETAMENTE E FALAR, SE NÃO, EM SUA TRAJETÓRIA DE TRANSMISSÃO DE NOTÍCIAS, INDUZ A ERRO AQUELES QUE A ESPERAM POR INFORMAÇÕES DO LADO OPOSTO, (LEITOR). O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO PRECISSA DE DIPLOMA, PORQUE É UM MITO RODEADO DE APÓSTULOS, ONDE TUDO O QUE DEVE SER FEITO PARA O BEM DA NAÇÃO, SÃO FEITO POR ELES, TENDO O PRESIDENTE, SOMENTE A RESPONSABILIDADE DE POR SUA ASSINATURA. ESSE É O DILEMA.
    OTAVIANO SP.

  11. Moisés disse:

    Faço coro com o Sakamoto. Até porque é absurdo restringir a difusão da palavra, do pensamento, das idéias a apenas algumas pessoas, que foram graduadas numa determinada disciplina.
    Então filósofos, historiadores, sociólogos, e ainda outras pessoas que não tem graduação alguma deveriam estar impedidas de publicizar suas idéias? Ou alguém que já é formado em sociologia, por exemplo, teria que enfrentar outro curso de graduação, apenas para fazer algo que é (ou deveria ser) natural ao ser humano, que é o ato de se expressar, de difundir idéias, em um veículo mais ágil que um livro?
    As pessoas que estão preocupadas com a defesa de ninchos de mercado de trabalho deveriam, sim, se especializar, estudar mais, produzir conteúdos de qualidade, cada vez mais, ao invés de tentar impedir os outros de se expessar. A qualidade salta aos olhos, e o emprego de quem é bom está assim garantido.
    Jornalista: a chancela de um curso superior não impede você seja passado para tras por um protegido qualquer de uma empresa jornalística qualquer. Se tiveres que demonstrar seu mérito, esteja preparado. Pois com certeza serás preferido, quando a vaga não for disputada por outro jornalista da família do dono. Nesses casos, menos importa sua graduação do que seu grau de parentesco ou de relacionamento. Quando esses fatores não estiverem em jogo, ainda assim menos importará sua graduação que sua competência e qualidade.
    E é óbvio que a graduação agrega qualidade. Então, não reclamemos dos que não tem graduação e trabalham como jornalista: qualifique-mo-nos cada vez mais.
    Abraços.

  12. RoDrigo Lopes disse:

    Concordo com a decisão.
    Embora esteja cursando Comunicação Social, e, tentando a habilitação* em jornalismo, penso que a decisão só vem a refinar os profissionais da área, pois para se manterem no mercado fatalmente terão que estar em contínua melhoria através de estudo e aprofundamento, etc, etc, etc para não serem superados pelos jornalistas não acadêmicos.

    Abraços

  13. Moisés disse:

    Otaviano,
    um diploma não garante, mas nem de longe, que as pessoas saberão ler e escrever com perfeição. Isso se adquire praticando, e muito, leitura e escrita. A qualidade se faz na prática. Obviamente é fundamental a teoria, mas apenas sentar no banco da faculdade e obter um diploma não garante um bom texto.
    Temos que ler MUITO, para aprender a escrever bem. E tem muita gente formada por aí que não lê o suficiente, e talvez por isso não escreve também suficientemente.
    E por outro lado, conheço pessoas com segundo grau que escrevem e raciocinam com um primor tal, que, se tivessem a oportunidade (e muitos não tem) de frequentar uma Universidade, colocariam todos nós “debaixo dos chinelos”, creio.

  14. DEPRIMENTE, RACIOCÍNIO PRIMITIVO, SAKAMOTO. POR QUE VOCÊ NÃO VAI CRIAR RECEITAS, ( tal e qual Gilmar Mendes).
    A questão não é de existirem bons ou mais profissionais jornalistas, talentosos ou não talentosos, com diploma, isso ocorre em todas as profissões. Como também existem práticos bons e ruins. Escrever um texto jornalístico, exige, conhecimento, pesquisa, compreensão da hierarquização dos fatos, entendimento do objetivo daquela matéria/reportagem, de saber quem é quem dentro de um fato suas implicações e extensões, investigação. Como sustentar que alguém é corrupto, que se enriqueceu ilicitamente, só fazendo um texto muito bem escrito que ele é ladrão? Ou falando em correta dicção que ele roubou?Em quase 10 anos de formada, ainda recorro aos meus cadernos, textos, livros, anotações e trabalhos da faculdade que guardo em um arquivo. Tenho o hábito de frequentar aos sábados, de sete da manhã às treze horas, a Biblioteca da Universidade Federal do Espírito Santo. Com isso busco me atualizar tanto nas técnicas jornalísticas, quanto saber das outras ciências, além de embasar meu texto jornalístico. Penso que todo jornal comunitário, rádio comunitária e afins deveriam ter um jornalista, da mesma forma que toda farmácia tem que ter um farmacêutico. Também, da mesma forma que para dar aula de matemática a pessoa tenha que ter licenciatura, e não pode simplesmente ser formado em Ciências Contábeis ou Administração. No exercício da profissão, o jornalista é constantemente ameçado na sua integridade física e moral, quando não, paga com a própria vida. É muito triste ver os coleguinhas fazendo coro, engrossando esse tipo de argumento. Você, Sakamoto, e outros jornalistas dessa espécie, tem mais é que deixar a profissão. VÃO SER COZINHEIROS DO GILMAR MENDES!!!

  15. SURPRESO disse:

    Concordo plenamente com colunista em genero, numero e grau. Pois a declaração do Ministro GILMAR MENDES é pequena demaise como diria o LOBÃO “sem noção”, se viesse do Presidente LULA com certeza a imprensa COLORIDA/PARCIAL iria deitar e rolar, mas vindo deste pseudo gigante que domina o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, cala-se.
    “FLEXA LANÇADA E PALAVRA PROFERIDA, NÃO VOLTA ATRAS”
    “Sou a favor do projeto, porém entendo que os detentores dos microfones, editoriais e colunas devem responder pela metralhadora que conduzem” A VOZ

  16. João Carlos disse:

    uma vitória, por certo.
    agora o ministro tem que ter cuidado, não pense ele que por ter dado essa decisão (com argumentos pífios) vai se livrar de críticas.

    http://viagemaleatoria.wordpress.com/2009/06/17/sobre-diplomas/

  17. EDINEIA SIMOURA disse:

    SOU ADMINISTRADORA DE EMPRESA POR NECESSIDADE E TENHO PAIXÃO PELAO JORNALISMO. A MEU VER ESSA É MAIS UMA FORMA DE BANALISAR A EDUCAÇÃO NESE PAÍS TÃO CARENTE DE TUDO.VEJO COM GANDE TRISTEZA TODOS ESSES JOVENS QUE ESTÃO NO CURSO DE JORNALISMO. TRISTE MESMO É OUVIR QUE A NÃO OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA SE DEVE (SR. GILMAR) AO FATO DA PROFISSÃO NÃO OFERECER NEHUM TIPO DE PERIGO PARA A HUMANIDADE, AO MESMO TEMPO PARECE MESQUINHO……

  18. Antonio - Rede Olst Fast Food disse:

    Estou a procura de jornalistas desempregados para trabalharem de cozinheiros. Favor entrar em contato (61) 3217 3000 Brasília – DF, setor Central.

  19. Fabiana disse:

    não ter um diploma mas ser reconhecido como um jornalista não quer dizer o profisional esta “roubando” a vaga de um outro que é graduado. O que as pessoas não entendem é que o diploma não forma jornalistas. Ou o carater jornalistico já nasce com a pessoa, com a facilidade de lidar com a informação, com a dimanica de saber trabalhar, com o direcionamento que se dá a noticia. Agora o diploma , deixa é claro, a pessoa bem mais tecnica e aperfeiçoada. Mas existem muitos jornalistas graduados que não são bons jornalistas. O curso superior direciona a pessoa mas se ela não tiver vocação nada feito infelizmente.

  20. Moisés disse:

    Gláucia, você escreveu que “Escrever um texto jornalístico, exige, conhecimento, pesquisa, compreensão da hierarquização dos fatos, entendimento do objetivo daquela matéria/reportagem, de saber quem é quem dentro de um fato suas implicações e extensões, investigação.”
    Ora, não é necessário ser jornalista para ter conhecimento, compreensão da hierarquização dos fatos, fazer pesquisa, investigar, etc..
    Um bom historiador, por exemplo, é hábil para isso. É óbvio que vc, por exemplo, fará isso com mais facilidade e habilidade, pois fostes formada para tal. E é por sua qualidade que você será funcionária do jornal X, e eu que sou historiador, não o serei.
    Mas, quero externalizar, quero expor, quero difundir, quero trazer ao debate uma hipotética questão histórica Y que produz hoje ainda em nossa sociedade profundos reflexos. TEREI que fazer um outro curso superior, de jornalismo, para escrever duas ou três matérias sobre esse assunto Y, que domino melhor que qualquer jornalista, em um jornal ou revista semanal?
    Isso não faz o menor sentido, nem é lógico, nem econômico, nem prático, nem correto.
    Eduardo Bueno é um jornalista que produz textos “históricos” (me desculpe pelas aspas, mas é como vejo). Imagine se o jornalista Eduardo Bueno tivesse que fazer uma faculdade de história para escrever sobre história. O cara vende horrores para o grande público (que não está nem aí para a historicidade do autor). Faz sentido tentar impedir o jornalista Eduardo Bueno de escrever livros de história que o público tanto gosta e quer ler?
    De vez em quando aparece historiadores querendo o mesmo que vc, ou seja, a defesa de mercado para os historiadores. Ora, se o cara escreve bem e escreve o que o povo quer ler, desde que ele não se intitule a si mesmo como “historiador”,. não vejo mal algum, embora eu mesmo não goste do material que ele produz.
    E quanto à sugestão de ser cozinheiro do Gilmar Mendes, bom, essa sugestão não me serve, pois não sei cozinhar, nem tenho formação suficiente para tal.
    Abraços.
    Moisés.

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo