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18/06/2009 - 01:30

Jornalistas, diplomas e a coletividade de Gilmar Mendes

Sempre defendi o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, confirmado, nesta quarta, pelo Supremo Tribunal Federal.

Tenho plena convicção de que a atividade jornalística não deve ser monopólio de quem é diplomado, podendo ser realizada por quem não passou por uma cadeira de faculdade. Conheci, andando pelo interior desse Brasil, muita gente que nunca viu um diploma, mas que é mais jornalista com um microfone de uma rádio comunitária na mão ou fazendo um pequeno jornal mural do que alguns que passaram quatro anos nos bancos de universidades. Refletir sobre sua própria prática, dentro de uma ética específica, sabendo o que significa o papel de intermediar a informação na sociedade, ter a consciência dos direitos e deveres atrelados à liberdade de expressão são desafios que não são aprendidos necessariamenente na academia.

Ao mesmo tempo, com as novas tecnologias da comunicação e a possibilidade de todos se tornarem difusores de notícia e de análise sobre fatos, o nosso jornalismo terá que se reinventar. A decisão do STF vem em um momento interessante, de mudança.

O que não significa, contudo, desprezar a faculdade de jornalismo como local de estudo, pesquisa e reflexão da profissão e de seu ethos. Técnicas podem ser passadas no dia-a-dia de uma redação e em cursos de treinamento de jornalistas das empresas de comunicação, ou seja é a parte fácil da formação. Mas há outras coisas que o mercado não entende ou permite (pois passa pela subversão de seus próprios princípios – ou alguém realmente acredita que o jornalismo para as empresas de jornalismo não é, acima de tudo, um negócio?) que precisam de um local para florescer. O curso superior continuará tendo sua função e, hoje, se tivesse que escolher, faria novamente a faculdade, mesmo com as deficiências e problemas e os picaretas presentes nesse curso.

Não quero tentar esgotar esse tema, que é vastíssimo, nessas poucas linhas. Prometo retornar a ele posteriormente. Até porque, com a decisão, deve ganhar importância a criação de outras formas de formação de profissionais e de reflexão da profissão para além do cursos superior como em outros países. E a categoria dos jornalistas vai ter que aceitar em seus sindicatos, em definitivo, quem não tem diploma, muitos destes que trabalham e lutam pela dignidade da profissão mas que não são reconhecidos pelos próprios colegas.

Por fim, não poderia deixar de comentar as justificativas bizarras do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, na defesa do fim da obrigatoriedade. Fiquei espantado com o baixo nível da argumentação e me perguntei se ele chegou realmente a estudar o caso ou falou algo de improviso. Pincei apenas um trecho para terem idéia:

“A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia – nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão.”

O jornalismo causa danos mais amplos e profundos do que a queda de uma ponte ou um erro médico. A incompetência, preguiça ou má fé de nós, jornalistas, pode acabar com vidas de um dia para noite. Não fazer uma faculdade não significa exercer a profissão sem critérios e sem se responsabilizar pelas conseqüências, uma vez que elas podem ser imensas.

Afinal de contas, se ele acha que a profissão é tão inofensiva, porque reclama tanto da imprensa?

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

90 comentários para “Jornalistas, diplomas e a coletividade de Gilmar Mendes”

  1. Pedrão disse:

    Concordo com tudo. Mesmo assim defendo “o diploma”. Como disse Carlos Nascimento num artigo: “a faculdade não forma bons jornalistas, atrapalha os maus” (e preguiçosos de não querenrem se graduar). Não vejo mal nenhum em uma pessoa que exerce a profissão sem ser diplomada ser incentivada – com a obrigatoriedade – a procurar um curso de jornalismo. E outra, o argumento de que existem bons jornalistas sem diploma e de que existem maus jornalistas com diploma deveria servir então para outras formações. Os chazinhos da minha mãe curam mais do que os diagnósticos de viroses dos médicos. Nem por isso vou achar que o diploma e a união de classe não é bom para a profissão médica (e olha que eles impõe inúmeras barreiras visando formação de restrição: letra feia, preço combinado etc). Entendo a obrigatoriedade não como atrapalhando um bom jornalismo, mas como um consolodação de uma classe técnica pode permitir às empresas oferecer melhores condições de trabalho. E agora, rasgo meu diploma?

  2. David rodrigues da silva disse:

    Quero que Gilmar/STF,vá pro Inferno. Quanto a Jornalistas,os acho um lixo humanoÈ como a publicidade de desespero da Folha,A MOSCA,um Afronta!

  3. Michele disse:

    E você acha justo e correto pessoas que não se dedicaram uma vida inteira aos estudos e que não passaram por todas as etapas de formação de professores para poder exercer uma profissão, simplesmente tomarem a vaga de quem se preparou?
    Acredito que as pessoas devem fazer uma escolha, de qual profissão querem seguir e se preparar, investir tempo, dinheiro, horas de estudos, para ter uma formação básica para exercer uma função. Agora, qualquer um coloca um diploma embaixo do braço e diz “sou professor”. Isso é legal, moral, justo com quem passou por cursos de formação, como o Magistério e depois a faculdade?
    Sinceramente, meu amigo, você não está raciocinando direito, nem vendo os dois lados da moeda.
    Muitos podem ter jeito com crianças, serem bons pais, boas pessoas e capazes de ensinar, mas sem conhecimentos básicos, sem passar por todas as etapas para exercer a profissão, não são professores.
    Muitos podem se sair bem, mas é preciso ter esses conhecimentos, pré-requisitos, formação básica para ser relamente um profissional e ocupar seu lugar na sociedade.
    O que vemos é qualquer um dando aulas e você acha justo pessoas sem preparo ocuparem o lugar de quem se dedicou e escolheu esse caminho por dom, vocação e talento?!
    O Jornalismo está cada vez pior, com pessoas despreparadas exercendo o cargo como se forssem profissionais da área, que não sabem sequer ter postura, ética, respeito a si e aos outros, moral, índole e perfil para tal. Muitos não sabem sequer escrever corretamente!
    Se você acha isso certo, então você não sabe o que é ser profissional e defender sua formação e a carreira que escolheu, pois não sabe o valor que tem o seu diploma e o quanto sofreu e lutou para conquistar o seu lugar.

  4. Marcelo disse:

    Sempre a mesma opiniao do ministro Gilmar Mendes e sempre achei que o diploma só deveria ser exigido quando ha risco claro de morte. Também sempre achei que o próprio mercado decidiria (como já está decidindo) se a faculdade realmente faz falta na formacao do jornalista. Mesmo no caso dos médicos, eu acho que a exigencia do diploma só deveria ser aplicada a medicina especializada e nao para o atendimento basico e pequenos tratamentos. Erros como o da escola base acontecem em qualquer profissao e ninguém pode garantir que nao continuariam acontecendo mesmo com a obrigatoriedade do diploma.

  5. Jalinson Rodrigues disse:

    Acho que a decisão do STF é para enfraquecer a atividade dos jornalistas. Sou jornalista e defendo o diploma por ser um critério para organizar a profissão. Lógico que a universidade não forma totalmente o comunicador, mas inicia um processo.

  6. Júnior disse:

    Sakamoto, a você meus cumprimentos pelo seu trabalho e dedicação.
    Mas como você mesmo disse em relação ao tema do diploma para jornalistas, que não está esgotado, vejamos:
    - De Gilmar Mendes pode-se esperar tudo (de ruim); primeiro quando era Advogado Geral, chamou o Supremo T. F. de bando de loucos; depois ficou feliz quando foi indicado para o Supremo Ospício e no auge da loucura, mandou soltar Dantas.

    - De fato não é o diploma (de jornalista ou não) que vai determinar o correto e ético exercício da profissão (mas a faculdade/universidade ajuda; é o local privilegiado (não o único) para reflexão e formação.
    - Não existe de fato (a internet ainda não é para todos) liberdade de imprensa; veja que os muitos jornalistas ainda são contratados pelas grandes redes de notícias; é o patrão que dita o que deve ser escrito, falado, filmado e transmitido.
    Os jornalistas também levam cala-boca dos patrões; são amordaçados e ficam quetinhos.
    - É responsabilidade dos próprios jornalistas, daqueles que se juntaram às grandes redes de “noticias” em defesa da falsa liberdade de imprensa; não defendem a formação de um Conselho de Jornalismo, e a verdadeira regulamentação da profissão; a qual eu, particularmente, admiro e considero nobre e importante à Sociedade.
    - Há inúmeras profissões que têm seus Conselhos instituídos legalmente, em diversos níveis; muitos são corporativos, mas ao menos, e talvez também por isso, serviria (no caso dos jornalistas) para efetivamente lhes defender da injustiça e mordaça patronal; assim como para defender a sociedade da sanha da falsa notícia, da manipulação dos fatos e da alienação que a mídia noticiosa tradicional quer impor à sociedade, em benefício dos poucos ricos nacionais e internacionais.

  7. Rodolfo disse:

    Minha gente….Qué é isto…..PARA SER PRESIDENTE DA NAÇÃO, BASTA SER ELEITO……”não importa se: for analfabeto, ladrão, sequestrador, corrupto, bonito, feio…BASTA SER ELEITO. (Qualquer instituição, coorporação, organização, pode contratar o que lhe achar viável ! Contudo, podemos ficar alegre…pois quaisquer concurso na POLICIA FEDERAL….os que já estão lá, exigem dos magistrados que para participar tem que possuir o 3º grau.

  8. molina disse:

    para ser presidente do brasil, não precisa diploma de p… nenhuma, porque para jornalistas???
    quero ver que jornalista vai comentar ao vivo uma matéria sobre medicina, física, química, engenharia ou qualquer outra especialidade em que o conhecimento é em outro nível que não línguas, história ou geografia.
    fora diploma para jornalistas!!!

  9. [...] ler o texto completo de Sakamoto, clique aqui. Enviar por e-mail  | Hits para esta publicação: [...]

  10. Otaviano disse:

    ENTENDE-SE QUE NÃO É O DIPLOMA QUE VAI LEVAR O JARNALISTA, CAPTAR NOTÍCIAS E TRANSMITIR À SOCIEDADE, COLETIVIDADE E NAÇÃO DE UMA FORMA EM GERAL, MAS SIM A UNIVERSIDADE, PORTANTO, NECESSÁRIO O DIPLOMA PARA SER JORNALISTA, TENDO EM VISTA QUE, UM JORNALISTA TEM QUE PELO MENOS, SABER LER, ESCREVER CORRETAMENTE E FALAR, SE NÃO, EM SUA TRAJETÓRIA DE TRANSMISSÃO DE NOTÍCIAS, INDUZ A ERRO AQUELES QUE A ESPERAM POR INFORMAÇÕES DO LADO OPOSTO, (LEITOR). O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO PRECISSA DE DIPLOMA, PORQUE É UM MITO RODEADO DE APÓSTULOS, ONDE TUDO O QUE DEVE SER FEITO PARA O BEM DA NAÇÃO, SÃO FEITO POR ELES, TENDO O PRESIDENTE, SOMENTE A RESPONSABILIDADE DE POR SUA ASSINATURA. ESSE É O DILEMA.
    OTAVIANO SP.

  11. Moisés disse:

    Faço coro com o Sakamoto. Até porque é absurdo restringir a difusão da palavra, do pensamento, das idéias a apenas algumas pessoas, que foram graduadas numa determinada disciplina.
    Então filósofos, historiadores, sociólogos, e ainda outras pessoas que não tem graduação alguma deveriam estar impedidas de publicizar suas idéias? Ou alguém que já é formado em sociologia, por exemplo, teria que enfrentar outro curso de graduação, apenas para fazer algo que é (ou deveria ser) natural ao ser humano, que é o ato de se expressar, de difundir idéias, em um veículo mais ágil que um livro?
    As pessoas que estão preocupadas com a defesa de ninchos de mercado de trabalho deveriam, sim, se especializar, estudar mais, produzir conteúdos de qualidade, cada vez mais, ao invés de tentar impedir os outros de se expessar. A qualidade salta aos olhos, e o emprego de quem é bom está assim garantido.
    Jornalista: a chancela de um curso superior não impede você seja passado para tras por um protegido qualquer de uma empresa jornalística qualquer. Se tiveres que demonstrar seu mérito, esteja preparado. Pois com certeza serás preferido, quando a vaga não for disputada por outro jornalista da família do dono. Nesses casos, menos importa sua graduação do que seu grau de parentesco ou de relacionamento. Quando esses fatores não estiverem em jogo, ainda assim menos importará sua graduação que sua competência e qualidade.
    E é óbvio que a graduação agrega qualidade. Então, não reclamemos dos que não tem graduação e trabalham como jornalista: qualifique-mo-nos cada vez mais.
    Abraços.

  12. RoDrigo Lopes disse:

    Concordo com a decisão.
    Embora esteja cursando Comunicação Social, e, tentando a habilitação* em jornalismo, penso que a decisão só vem a refinar os profissionais da área, pois para se manterem no mercado fatalmente terão que estar em contínua melhoria através de estudo e aprofundamento, etc, etc, etc para não serem superados pelos jornalistas não acadêmicos.

    Abraços

  13. Moisés disse:

    Otaviano,
    um diploma não garante, mas nem de longe, que as pessoas saberão ler e escrever com perfeição. Isso se adquire praticando, e muito, leitura e escrita. A qualidade se faz na prática. Obviamente é fundamental a teoria, mas apenas sentar no banco da faculdade e obter um diploma não garante um bom texto.
    Temos que ler MUITO, para aprender a escrever bem. E tem muita gente formada por aí que não lê o suficiente, e talvez por isso não escreve também suficientemente.
    E por outro lado, conheço pessoas com segundo grau que escrevem e raciocinam com um primor tal, que, se tivessem a oportunidade (e muitos não tem) de frequentar uma Universidade, colocariam todos nós “debaixo dos chinelos”, creio.

  14. DEPRIMENTE, RACIOCÍNIO PRIMITIVO, SAKAMOTO. POR QUE VOCÊ NÃO VAI CRIAR RECEITAS, ( tal e qual Gilmar Mendes).
    A questão não é de existirem bons ou mais profissionais jornalistas, talentosos ou não talentosos, com diploma, isso ocorre em todas as profissões. Como também existem práticos bons e ruins. Escrever um texto jornalístico, exige, conhecimento, pesquisa, compreensão da hierarquização dos fatos, entendimento do objetivo daquela matéria/reportagem, de saber quem é quem dentro de um fato suas implicações e extensões, investigação. Como sustentar que alguém é corrupto, que se enriqueceu ilicitamente, só fazendo um texto muito bem escrito que ele é ladrão? Ou falando em correta dicção que ele roubou?Em quase 10 anos de formada, ainda recorro aos meus cadernos, textos, livros, anotações e trabalhos da faculdade que guardo em um arquivo. Tenho o hábito de frequentar aos sábados, de sete da manhã às treze horas, a Biblioteca da Universidade Federal do Espírito Santo. Com isso busco me atualizar tanto nas técnicas jornalísticas, quanto saber das outras ciências, além de embasar meu texto jornalístico. Penso que todo jornal comunitário, rádio comunitária e afins deveriam ter um jornalista, da mesma forma que toda farmácia tem que ter um farmacêutico. Também, da mesma forma que para dar aula de matemática a pessoa tenha que ter licenciatura, e não pode simplesmente ser formado em Ciências Contábeis ou Administração. No exercício da profissão, o jornalista é constantemente ameçado na sua integridade física e moral, quando não, paga com a própria vida. É muito triste ver os coleguinhas fazendo coro, engrossando esse tipo de argumento. Você, Sakamoto, e outros jornalistas dessa espécie, tem mais é que deixar a profissão. VÃO SER COZINHEIROS DO GILMAR MENDES!!!

  15. SURPRESO disse:

    Concordo plenamente com colunista em genero, numero e grau. Pois a declaração do Ministro GILMAR MENDES é pequena demaise como diria o LOBÃO “sem noção”, se viesse do Presidente LULA com certeza a imprensa COLORIDA/PARCIAL iria deitar e rolar, mas vindo deste pseudo gigante que domina o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, cala-se.
    “FLEXA LANÇADA E PALAVRA PROFERIDA, NÃO VOLTA ATRAS”
    “Sou a favor do projeto, porém entendo que os detentores dos microfones, editoriais e colunas devem responder pela metralhadora que conduzem” A VOZ

  16. João Carlos disse:

    uma vitória, por certo.
    agora o ministro tem que ter cuidado, não pense ele que por ter dado essa decisão (com argumentos pífios) vai se livrar de críticas.

    http://viagemaleatoria.wordpress.com/2009/06/17/sobre-diplomas/

  17. EDINEIA SIMOURA disse:

    SOU ADMINISTRADORA DE EMPRESA POR NECESSIDADE E TENHO PAIXÃO PELAO JORNALISMO. A MEU VER ESSA É MAIS UMA FORMA DE BANALISAR A EDUCAÇÃO NESE PAÍS TÃO CARENTE DE TUDO.VEJO COM GANDE TRISTEZA TODOS ESSES JOVENS QUE ESTÃO NO CURSO DE JORNALISMO. TRISTE MESMO É OUVIR QUE A NÃO OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA SE DEVE (SR. GILMAR) AO FATO DA PROFISSÃO NÃO OFERECER NEHUM TIPO DE PERIGO PARA A HUMANIDADE, AO MESMO TEMPO PARECE MESQUINHO……

  18. Antonio - Rede Olst Fast Food disse:

    Estou a procura de jornalistas desempregados para trabalharem de cozinheiros. Favor entrar em contato (61) 3217 3000 Brasília – DF, setor Central.

  19. Fabiana disse:

    não ter um diploma mas ser reconhecido como um jornalista não quer dizer o profisional esta “roubando” a vaga de um outro que é graduado. O que as pessoas não entendem é que o diploma não forma jornalistas. Ou o carater jornalistico já nasce com a pessoa, com a facilidade de lidar com a informação, com a dimanica de saber trabalhar, com o direcionamento que se dá a noticia. Agora o diploma , deixa é claro, a pessoa bem mais tecnica e aperfeiçoada. Mas existem muitos jornalistas graduados que não são bons jornalistas. O curso superior direciona a pessoa mas se ela não tiver vocação nada feito infelizmente.

  20. Moisés disse:

    Gláucia, você escreveu que “Escrever um texto jornalístico, exige, conhecimento, pesquisa, compreensão da hierarquização dos fatos, entendimento do objetivo daquela matéria/reportagem, de saber quem é quem dentro de um fato suas implicações e extensões, investigação.”
    Ora, não é necessário ser jornalista para ter conhecimento, compreensão da hierarquização dos fatos, fazer pesquisa, investigar, etc..
    Um bom historiador, por exemplo, é hábil para isso. É óbvio que vc, por exemplo, fará isso com mais facilidade e habilidade, pois fostes formada para tal. E é por sua qualidade que você será funcionária do jornal X, e eu que sou historiador, não o serei.
    Mas, quero externalizar, quero expor, quero difundir, quero trazer ao debate uma hipotética questão histórica Y que produz hoje ainda em nossa sociedade profundos reflexos. TEREI que fazer um outro curso superior, de jornalismo, para escrever duas ou três matérias sobre esse assunto Y, que domino melhor que qualquer jornalista, em um jornal ou revista semanal?
    Isso não faz o menor sentido, nem é lógico, nem econômico, nem prático, nem correto.
    Eduardo Bueno é um jornalista que produz textos “históricos” (me desculpe pelas aspas, mas é como vejo). Imagine se o jornalista Eduardo Bueno tivesse que fazer uma faculdade de história para escrever sobre história. O cara vende horrores para o grande público (que não está nem aí para a historicidade do autor). Faz sentido tentar impedir o jornalista Eduardo Bueno de escrever livros de história que o público tanto gosta e quer ler?
    De vez em quando aparece historiadores querendo o mesmo que vc, ou seja, a defesa de mercado para os historiadores. Ora, se o cara escreve bem e escreve o que o povo quer ler, desde que ele não se intitule a si mesmo como “historiador”,. não vejo mal algum, embora eu mesmo não goste do material que ele produz.
    E quanto à sugestão de ser cozinheiro do Gilmar Mendes, bom, essa sugestão não me serve, pois não sei cozinhar, nem tenho formação suficiente para tal.
    Abraços.
    Moisés.

  21. creso cordeiro linhares disse:

    Sakamoto, você iria trocar um médico com 5 anos de prática, por um curandeiro com 20 anos de estrada ?

  22. creso cordeiro linhares disse:

    Neste caso, vamos legalizar as rádios piratas….

  23. Moisés disse:

    O João Carlos, logo acima, colocou um link para um texto que li, e gostei muito. Reproduzo abaixo o link:
    http://viagemaleatoria.wordpress.com/2009/06/17/sobre-diplomas/
    Vale a pena ler. Matéria bem escrita (o cara deve ser historiador, he he), mas não está assinada.
    Deem um clique que vale a pena.

  24. Carlos disse:

    Vamos falar a verdade… Não tem cabimento, leonardo….
    Então vamos dar emprego de Obstetra para as muitas parteiras que existem no Nordeste…. ou Carteira da OAB para muitos sindicalistas que sabem decor as Leis Trabalhistas…
    Sou formado em Direito e Jornalismo e francamente, me senti humilhado, desprestigiado e desrespeitado. E os 4 anos estudando, as longas viagens de fretado, os livros e materiais que tantos estudantes gastam para ter uma melhor formação… Vão tudo para o lixo? Rasgasse o diploma e só lamenta????
    Se a moda pegar, vai ter gente requerendo o direito de ser um profissional sem nunca ter sentado num banco de Universidade. Vc acha que as empresas vão preferir quem? Um cara sem diploma que fala ou escreve rasoavelmente bem e poderá receber um salário menor ou uma pessoa diplomada que receberá no mínimo, o piso da categoria?????
    Estou extremamente decepcionado com essa descisão do Judiciário.
    Mas esperar o que de um País que nem a autoridade máxima tem diploma…..

  25. Siboba disse:

    Nesta data nomeio-me jornalista. (rs) Pronto. Falei e dei risada.

  26. Estudante de Jornalismo disse:

    Para este seu eloquente e irresponsável texto, Srº Sakamoto, só tenho um comentário bem popular: PIMENTA NO OLHO ALHEIO, É REFRESCO!

    É muito fácil (para o Srº) fazer este tipo de análise, quando já está consolidado no mercado de trabalho. O que aconteceu ontem repercute em muito mais do que uma discussão analítica que beira a subjetividade, REPERCUTE EM CARREIRAS, EM VIDAS, NO SUSTENTO DE MUITAS PESSOAS!

    Mas, nem o Srº, nem os nossos prezados juristas têm nada a ver com isso, não é mesmo?

    REPÚDIO!!

  27. julio guilherme disse:

    com todo o respeito, quem distorce a argumentação do Min é você. talvez haja aí um viés ou um vício de natureza ideológica que impede vc de enxergar as coisas da forma como elas se deram. não passa de ranço identificar prontamente algo errado no que fala Gilmar Mendes. isto diz muito acerca da forma como se forma o pensamento de certa esquerda. a maneira mais indigna de argumentar é descontextaulizar a fala do outro e dar a ela interpretação diversa da que foi emanada do autor, é o que fazes neste post. leia a íntegra do voto de Gilmar Mendes e verá que as coisas não são ou não se deram da forma como vc narra. ademais, vc nunca viu GM reclamar da imprensa, quem dela reclama sempre e de forma mais acentuada de 6 anos pra cá é Lula e o PT. acho que os cursos de jornalismo vão continuar a existir pois entendo que contribuem sim para melhorar a qualidade do que se lê por aí. o que deve acabar é a tentativa de certos grupelhos de tutelar as redações e a imprensa de forma geral, esses terão de enfiar a viola no saco e cantar em outra freguesia. para alívio de todos e da democracia.

  28. Cleber disse:

    Poderiamos aplicar a igualdade nesse sentido. Qualquer detento que pegar uma pena de 10 anos de cadeia e se dedicar a leitura dos livros jurídicos, ao término de sua pena poderá sair advogado da cadeia. Assim o Sr. Gilmar Mendes, em pouco tempo, poderia ter um colega de trabalho não diplomado ao seu lado…

  29. Moisés disse:

    Gente, mas que mania é essa de rasgar diplomas? Ninguém precisa sair por aí rasgando diplomas por causa disso não. Podem deixa-los bonitinhos lá, enfeitando as paredes dos escritórios/consultórios, ou nos altares nos quais preferirem, para legitimação social e enlevo pessoal. Ou podem mante-los discretamente e cuidadosamente, claro, em uma pasta.
    Ninguém precisa rasgar diplomas não.
    Só não esqueçamos que quem não tem diploma também existe, no sentido “cartesiano” mesmo, também

  30. rener passos disse:

    Qualquer profissao que se valorize busca ter regularizado e legalizado seus atos profissionais.É necessario sim ter um diploma, é necessario sim ter no minimo profissionais que conheçam da ética, de uma boa reportagem, ser insento… entao ja era “profissão reporter” qualquer um indicado pelo QI(Quem Indica) para banalizar a profissão…Esse ministro e esses ministros do STFsao ridiculos, sem noção enfraqueceu o jornalismo no Brasil…

  31. Naiara disse:

    Sou a favor da exigência do diploma de jornalismo. Sou formada há 3 anos e não atuo em meios de comunicação, sim em assessoria.
    Acho que para jornais e rádios comunitárias deveria haver uma lei específica, assim como para comentaristas, técnicos em áreas específicas (como cientistas).
    Como vários escreveram, a universidade (séria) é um local especial para se pensar a profissão. Não se ensina alguém a ser ético, mas a partir do momento que ele passou por essa disciplina torna-se muito mais comprometido com a questão, pois pode ser melhor cobrado por suas atitudes, sem alegar inocência. Neste sentido também sou a favor da formação de um Conselho de Jornalismo.
    Da maneira como agora ficará haverá diferenças (a mais) na redação. Ainda que qualquer pessoa possa se tornar um ótimo jornalista, essa não é a regra, normalmente costuma ser a exceção, até mesmo por quem já é formado, imagine abrindo esse leque.
    Também a outras questões, como a salarial.
    Enfim, acho que poderia ter sido diferente essa “democratização”, porque da forma como está favorece mais a liberdade de empresa, que a de imprensa.

  32. Roosevelt Histon Mendes disse:

    Está mais que comprovado, o estado não quer ninguém graduado. A manipulação nestes casos segue yranquilamente, por outro lado teremos jornalistas e jornalistas

  33. Moisés disse:

    Ao estudante de jornalismo:
    amigo, não conheço o autor desse blog, o Sakamoto. Mas posso quase lhe assegurar que ele não chegou aqui PORQUE tem graduação, mas porque é um excelente articulador de idéias, um bom escritor, um ótimo investigador, uma pessoa que produz textos coerentes, concisos. Ele está aqui porque tem qualidade. Acho que é por isso que a maioria de nós o lê. A graduação é fundamental para se ter uma produção de qualidade, é claro. Mas não é IMPRESCINDÍVEL!
    Temos, sim, que estudar bastante, com certeza.

  34. julio guilherme disse:

    em tempo, não sei se deixei claro no post acima, mas acho correta a não exigência de diploma de jornalista. tb não acho que haverá uma piora no mercado de trabalho dos mesmos. aqueles talentosos certamente acharão seu lugar ao sol. há vários bons argumentos acima pela não necessidade do diploma, ao passo que os que defendem a exigência mal disfarçam um coorprativismo tosco e fora de moda. pronto falei. (siboba fazendo escola e sem diploma).

  35. Emerson Pires de Souza disse:

    A partir da citação ” A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia – nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão”, vale a preocupação à possibilidade de extensão a tantas outras profissões. Dá para desconfiar que aqui começa um movimento estimulando a desqualificação de outros profisionais menos aplaudidos pela sociedade hipócrita que impera no País.

  36. Harold Lisboa disse:

    Bill Gates passou por aqui rapidinho e deu uma larga gargalhada. o tema tem muito para ser discutido.
    Agora alguem aqui pode me responder se na America o Diploma de jornalismos e’ tambem obrigatorio????

  37. Emerson Pires de Souza disse:

    Iniciemos um movimento de resistência à desqualificação profissional de muitos de nossos valorosos formadores de opinião.

  38. Alex disse:

    “A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, ADVOCACIA – nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão.”

    O ministro defendeu a classe né gente?
    Pela lógica, se o cara é um bom leitor, destes que come 1 lvro por semana… Ele pode decorar as leis…e montar um processo para quem lê 4 livros por mês é “baba”…
    Ou não?

  39. Mário disse:

    o gilmar mendes e o sakamoto faltaram na distribuição de cérebros.Pô Sakamoto o gilmar tudo bem,ele comprou o diploma no Mato Grosso,mas você, atirar contra você mesmo,garoto esperto,Como será a tua reação quando te trocarem por um sem diploma e parente do patrão,cuspir pro céu cai na cara,felicidades por incentivar a falta de cultura que assola o Brasil.

  40. Mário disse:

    Nós professores ficamos tristes quando nos deparamos com alunos do quilate de Gilmar Mendes e do Leonardo Sakamoto,não foi isso que nós ensinamos a vocês.Para chafurdar na lama não é preciso perder tempo estudando e vocês
    perderam,Leonardo você sabe quem foi Leonardo?

  41. Mário disse:

    Leonardo seus avós e seus pais atravessaram o mundo para você ter boa educação e boa vida,sofreram as agruras da vida, vem você e joga tudo por terra é lastimável.Comparo você a uma vaca holandesa que dá 120 litros de leite e logo após taca o pé no balde
    PS:se você achar que vaca não tem pé meus parabéns você ainda tem cérebro,vivas…

  42. Gustavo Barreto Cabral disse:

    Sapientíssimas palavras, meu caro.

  43. Interminável blablabla. O jornalismo contemporâneo – e seus executores, com ou sem diploma – estão se lixando para a ética, a verdade e todos os lindos atributos que colorem a profissão (sempre existem louváveis exceções, é claro). Aqueles que vivem o cotidiano de uma redação – pressionados pela pressa que é sempre o mantra inerente à produção de uma matéria – não têm espírito, tempo ou condições emocionais de racionar sobre o que estão fazendo, em termos de dignidade profissional. Hoje, as equipes das grandes tevês possuem produtores que se encarregam, inclusive, de teatralizar as reportagens que envolvem dramas humanos, instruindo os entrevistados a chorar diante das câmeras pois os espectadores adoram sofrer com a tragédia alheio. As grandes corporações jornalisticas fazem de conta que estabeleceram compromissos éticos e fingem uma independência editorial que jamais existirá enquanto receberemm a generosa verba publicitária dos governos. As revistas recebem a verba e publicam matérias mostrando os podres do governo? Claro. É preciso, de alguma forma, iludir o leitor. Uma revista que estampa qualquer publicidade do governo que seja exibe aquilo que nunca deveria estar anexada à atividade jornalística mas é uma de suas marcas registradas: a hipocrisia. Blablablabla… Interminável blablatório, insuperável tititiblablabla… Fazer o quê? Levar na maciota – com ou sem diploma. É vero?

  44. Indignada disse:

    Sakamoto, você ainda é jovem e tem muito o que aprender… aliás todos nós, a vida toda, até o último minuto… mas não se esqueça “um dia é da caça e o outro do caçador”… Muita coisa ainda vai rolar… lembre-se tudo tem preço… é o sistema “causa e efeito”… Destruiram a carreira de jornalista com canetadas de alguns juristas incautos… e vc aplaude! Vc já é um “cientista político” né?

  45. O problema é que a nossa profissão nunca contou com uma regulamentação eficaz e os membros da mesma nunca se enxergaram enquanto categoria…
    Discutir liberdade de expressão, “que a atividade jornalística não deve ser monopólio de quem é diplomado”, democratização dos meios é fundamental, mas não foi isso que se fez até então…
    Retirar a obrigatoriedade do diploma é um retrocesso num cenário no qual a única forma de garantia de qualidade era essa…Lembrando a todos…que era uma garantia mínima, uma vez que, mesmo assim, pululavam nas televisões bundas-repórteres!!!!!
    Reinventar a profissão é lindo…mas quando se parte do nada é um absurdo, ficar borrifando aos quatro ventos que a exigência do diploma é uma herança da ditadura é outra inverdade….
    Se antes a disputa era entre jornalistas renomados e recém-formados, como disse muito bem uma amiga, depois entre jornalistas e estagiários, agora é entre jornalistas e qualquer um…
    Porque é um ledo engano crer que com essa medida sentem-se as cadeiras das redações boas almas que querem transformar a comunicação em nosso país…

  46. William disse:

    Sakamoto, louvável ouvir isso de quem fez USP, portanto, deduzo tenha estudado nas melhores escolas e notadamente passado no vestibular.
    Mas gostaria de sugerir uma breve reflexão: Imagine que o colega não tenha tido este caminho e hoje estivesse tentando fazer uma faculdade a duras penas, depois de ter sido formado por um ensino público picareta, por conta da apropriação indébita que a política faz disso, sucateando esta área.
    Sua felicidade, deduzo, seria enorme, porque o mote utilizado — o da liberdade de expressão— praticamente o habilitaria a ser jornalista, mesmo sem formação. Você não teria custo e já sairia ganhando. Ocorre que por pura ingenuidade e por não ter estudado, não saberia lidar com o mundo egoísta e o universo de interesses que motivariam que o filho do dono ou os coleguinhas do dono da empresa fossem contratados sob o mesmo mote democrático da liberdade de escolha que o empresário tem de colocar o cidadão que quiser em seu ninho!
    Sou contra protecionismos, mas também contra jogos e complôs forjados sistematicamente na sociedade, isso mesmo que os jornalistas nada ingênuos desvendam, por exemplo “ATOS SECRETOS”! E tu achas que pessoas mal formadas, mesmo que cidadãs teriam qualquer chance!? Torço para que penses assumindo outros papéis que não somente o do talento que merece espaço! Só esta baliza justifica uma parcela de ingenuidade, deixando de lado a outra face que não quer aparecer.

  47. [...] de escrever sobre qualquer coisa.  Mas abro uma exceção: foi pelo Idelber que cheguei a este texto do Leonardo Sakamoto, que saúda a medida, mas discorda da argumentação do Gilmar [...]

  48. macedo luiz disse:

    O diploma as vezes atrapalha. Lula não tem diploma de nivel superior, mas é um idiota, só fala m…..! Mas o Sarney é doutor, poeta, senador da república, já foi presidente da república realizando o pior governo republicano. E daí! Vive envolvido no mundo do faz de conta. Não vi, não sei, ou seja, está sempre ausente das suas responsabilidades. O Collor de mello possui diploma de nível superior, entretanto, foi um presidente patético, incompetente e conivente com a corrupção comandada pelo seu tesoureiro, alagoano como ele. Poderíamos enumerar uma centena deles, vide Jader Barbalho, Renan Calheiros e etc. Diploma universitário deveria ser uma exigência de poucas profissões: medicina, engenharia, física, odonto, ciencia da computação e outras de áreas técnicas. Direito tenho minhas dúvidas. Sou a favor de se criar o curso superior de político, cujo diploma seria exigido para os cargos de Pres. da Rep. Governador, Senador, Deputado, federal e estadual e até para Vereador. Exigência igual para Ministro e Secretário de Estado. Em verdade o que falta neste país é vergonha na cara do povo carneirinho. Assistimos a corrupção grassar em todo o país, falta de saúde, educação, segurança, justiça frágil, Petrobrás gastando o dinheiro do povo com festas, Lula e caravana hospoedando-se nos hotéis mais caros do mundo. O povo aceita tudo isso como se fosse normal, embora chore suas doenças nos corredores dos hospitais aceitando a esmola do bolsa família. Tenho dito.

  49. Quase disse:

    Concordo com o sr Sakamoto.
    É uma tremenda falta de respeito . Como uma pessoa passa quatro anos estudando e n pode ser considerado profissional. Não desmerecendo as pessoas que sem formação consideram -se jornalistas. Mas isso seria injusto. Com os formados com os formandos e com os futuros jornalistas do Brasil.

  50. Caro Sakamoto,

    Tomei conhecimento de seu blog através do site do Noblat. Realmente a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo é um avanço para os tempos virtuais, no entanto como se comportará a ABI? Qual será o novo método para distribuir carteiras de jornalistas…Sou favorável,assim como era nos tempos de Machado de Assis.

    Abç
    Fernando Rebouças
    desenhista

  51. …Mas por outro lado..sabemos que os tempos mudaram..e os jornais não são mais como nos tempos do Machado…

  52. Aline Guimarães disse:

    Antes gostaria de parabenizar você, Sakamoto, pelo seu trabalho que certamente tem muito a enriquecer nosso Jornalismo.

    Até concordo com seu ponto de vista em relação a existirem pessoas que, mesmo não passando pela academia sustentam uma exímia habilidade em fazer reportagens, diferentemente, de quem ficou quatro anos preso a uma instituição. Ainda assim, isso não justifica o fato do diploma não mais ser obrigatório para quem deseja iniciar a carreira jornalística. A que ponto chegamos? Os acadêmicos estão perdendo tempo na academia? A categoria profissional está sendo desvalorizada? Afinal, pra ser um bom jornalista não se precisa mais de diploma, basta ter habilidade nas técnicas… Pra você, um diploma pode ser apenas um pedaço de papel que prova que se é jornalista. Mas, pra quem está na academia é algo que se consegue com muito esforço e dedicação para agora ser substituído por preguiçosos (aqueles que tem seus empregos garantidos e nem pensam mais me se formar) ou por pessoas que possam vir a agir de má fé (tem o domínio da técnica e unem a experiências de trabalho). Se antes a cocncorrência já era desleal, imagine agora. Recém-formados, talvez deem sorte, se empresas de comunicação exigir profissionais diplomados para seu “quadro de funcionários”. Quem sabe a falta de bom senso e a ética ainda se manifestem em algumas pessoas.

  53. Germano disse:

    - Concordo em parte com o post, mas o critério deve ficar nas mãos das empresas que contratam o profissional, Sakamoto falou bem quando disse em suas andanças alguns locais onde pessoas levam a informação com muita responsabilidade e competência e nem por isso são portadores de um canudo, portando a empresa deve ser preocupar com suas contratações.

  54. CLAUDIO - Curto e Grosso disse:

    Jornalista é o patrão, o resto é jornaleiro.

  55. joão flávio disse:

    conclusão obvia para esse artigo do ilustre boliviano portador de sindrome de down denominado Leonardo Sakamoto
    ESSE CARA NÃO É JORNALISTA !!!
    É só um verdinho bichoso metido a revolucionario , panfletario e que deu sorte na carreira de JORNASLISTA
    Mais nada !!!
    Sugestão : vamos parar de ler / contribuir / sustentar o Blog dese camarada .
    ele não merece tal distinção

  56. joão flávio disse:

    Sakamoto
    ja que vc é o dono do Blog , e com certeza pode mexer nele a vontade , por favor , delete esse meu comentario acima
    grato

  57. Carlos de Morais disse:

    Meu caro Sakamoto, conheci tembém, como vc. ilustres professores que não tinham diplomas e, por estas plagas paulistas (fui professor primaçrio) muitos e muitos curandeiros e farmaceuticos, que não tinham diploma, e aliviavam dores e, igualmente, curavam. Diante de seu insigne e do meu singelo argumento, na verdade, ninguem precisa de diploma. E´so comprovar, na prática, que é capaz de fazer. Desculpe, mas por que só de jornalista?

  58. Leonardo disse:

    Achei mais engraçado quando ele comparou a profissão de jornalista com a de cozinheiro. Tomo a liberdade para fazer a mesma comparação em relação a um presidente do Supremo: jamais comeria em um restaurante em que o cozinheiro tivesse a credibilidade do sr. Gilmar Mendes.

  59. Ciro Lauschner disse:

    Se os jornalistas entrarem em greve ninguem sentirá a sua falta, mas se os cozinheiros pararem, será o caos, acho que o Mendes comparou muito mal os cozinheiros a jornalistas

  60. Concordo mas não concordo, Dr. Leonardo.

    Eu penso que mesmo escrevendo meus textinhos, não posso me rotular como jornalista, por um detalhe: não cursei jornalismo. O que para mim sinceramente, não significa nada, mas é um marco acadêmico e deve ser respeitado.

    Do mesmo modo, penso sobre a exigência do curso de Direito para se militar na área jurídica. Curso este, que sou egresso.

    O problema nisto tudo é só um: como rotular a massa trabalhadora que se encontra à disposição do patronato?

    Trata-se de uma clara tentativa de apreçar o conhecimento.

    O conhecimento amealhado em anos de vida, se resumem, hoje, a um pedaço de papel e a quantas linhas você adicionou ao seu curriculum. Poucas linhas e você está fora!

    Não acho isto certo. Este raciocínio serve apenas à ganância da iniciativa privada: seja colocando o conhecimento como bode expiatório na composição depreciada dos salários, seja enriquecendo os cursos de pós-graduação.

  61. Germano disse:

    - Eu tenho propriedade para falar pois estou me formando em Geografia, mas do que tem de professor sem o diploma devido no mercado não está no gibi. O cara faz um curso de administração, não consegue emprego como administrador, vai dar aula de matemática. Sem falar do engenheiro, advogado dando aula de história e por ai vai.

    – Eu sei perfeitamente que não é por aí, existe um preparo para dar uma aula, não é simplesmente transferir informação. Tem uma relação interativa muito importante com o aluno que pode significar seu futuro, qualquer palavra mau colocada pode trazer um dano irreparável em sua vida, então isso requer um estudo. No caso do jornalismo o que está sendo discutido é a liberdade de expressão, é lógico que os veículos de informação não vão se arriscar em contratar um qualquer, diferente de como acontece na educação. PAZ.

  62. Marcelo disse:

    Somente três palavrinha para essa choradeira sobre diploma de jornalismo:

    RESERVA DE MERCADO

    Quem deve obrigatoriamente ter diploma de jornalismo deve ser o editor. Mesmo que não haja obrigatoriedade isso não significa que as empresas vão jogar o canudo no lixo. Somente significa que quem for jornalista terá que ser jornalista de verdade, e não somente um cara de canudo na mão.

  63. Maria disse:

    Os males que os maus jornalistas causam não vão ser contidos, necessariamente, por terem ou não um diploma de jornalista. E sim do que se propõem ao elegerem a profissão. Basta acompanhar a midia para perceber. Também não consigo entender a argumentação do senhor presidente do Supremo para a dispensa do diploma, ainda que concorde com ela.

  64. Jacob Fullmer disse:

    Marcelo,

    Em contrapartida ao seu comentario, basta analisarmos o seguinte movimnto:

    É de comum acordo e fato que o jornalismo basileiro (qualquer que seja ele) é o maior denunciador dos absurdos que acontecem nesse governo.

    Ao banalizar a atividade de jonalista, o poder público aposta no seguinte movimeto de mercado:

    Ao banalizar a profissão, criam-se novas fontes, quase sempre duvidosas, o que descredibiliza a atividade.

    Com fontes duvidosas e atividade descredibilizada, toda e qualquer denúncia ao poder público é passível de ser refutada.

    Ou seja, você denuncia, eu nego, e tudo fica por isso mesmo. Afinal, a denúncia pode ser falsa ou errada. E por aí vai a perpetuação dos ratos podres, sujos e hipócritas que assolam o já estuprado poder público no Brasil.

  65. Karla disse:

    Não é novidade que faculdade nenhuma forma um profissional por completo, mas negar o diploma para exercer uma profissão é o mesmo que alfabetizar as crianças em casa. Quem sabe o que melhor para um filho do que seus pais? Este país precisa andar para frente, deveríamos sim, exigir mais das universidades e dos professores, assim estariamos melhorando o nível de todos. Acho que vou tirar o diploma da parede!!

  66. chris disse:

    Concordo com o Sakamoto que ter um diploma não é condição suficiente para ser um bom profissional… mas DEVERIA. E este é o ponto, e que serve para qualquer profissão: a academia tem a OBRIGAÇÃO de dar o diploma apenas a quem tem o conhecimento suficiente para o exercício da profissão (qualquer profissão) e isso não tem nada a ver com ÉTICA.

    O diploma é um “certificado de qualidade” do profissional, pois para a empresa ficaria complicado ter que testar os candidatos em todos os requesitos para o exercício do cargo. Se não tiver diploma, vira BAGUNÇA. Numa analogia grosseira, é como se você comprasse produtos sem nenhuma garantia de qualidade, apenas na base da confiança e esperando que eles não irão dar defeito quando você menos esperar.

    Mas será que a academia está atualizada ou suficientemente embasada para COBRAR o conhecimento necessário para o “mundo real profissional”? Se for entrar por aí, o bicho pega!
    Por que eu estou frisando a cobrança do conhecimento? Por que qualquer um pode ser autodidata, o professor é apenas um facilitador mas não é indispensável. O aprendizado é responsabilidade e mérito exclusivo de quem se predispõe a aprender – não adianta ter um excelente professor quando o aluno não quer aprender!

    É claro que não ter o “certificado de qualidade” não implica necessariamente em não ser apto ao cargo. Quem tem uma outra formação e pretender atuar como jornalista (ou qualquer outra profissão) deveria se submeter à TESTES específicos que comprovassem que tem habilidade tanto quanto um formado na área.

    Se você quiser dirigir, não tem que passar na prova do DETRAN? Imagine o caos que seria se cada um pudesse apenas se auto declarar motorista….e evidentemente que também podem existir motoristas sem carteira (menores de idade, por exemplo) até mais mais habilidosos, mas a vida em sociedade requer organização e critérios.

  67. J. Walter disse:

    Toda essa discussão (e reacionarismos), denotam o “CAOS” vivido por nosso sistema educacional, bem como o baixo gráu de importância destinada ao mesmo.
    Acredito que não podemos formar convicções pelas exceções e sim termos conhecimento, desprendimento, bom senso e ausência de “ranços ideológicos” para analisarmos qualquer tema de relevância social.
    A questão do diploma está intimamente ligada ao desenvolvimento da educação, o qual reputo o maior impulsionador do desenvolvimento de um povo.
    É lógico que a obtenção de um diploma não certifica um bom profissional ; no entanto , também é lógico que é o caminho mais racional para prepará-lo ao bom desempenho prático em qualquer área de aptidão.
    Nesse sentido, desconsiderar a exigência do diploma é um deserviço ao desenvolvimento da educação no País, a qual se encontra totalmente desvirtuada exatamente pelo abuso do poder tanto político quanto econômico, pela falta de fiscalização que nos assola em todos os setores, pelo “corporativismo barato” , pela falta de autoridade coerente de nossas instituições, pela alienação de nossa classe emergente (jovens); enfim, pela falta de bom senso na perseguição do bem comum de uma nação.

  68. JB disse:

    Minha nossa! Esse Kara é um ‘piece of sheet’ mesmo.

  69. Mauricio disse:

    Sakamoto,
    não misture alhos com bugalhos. O argumento do ministro que vc citou é válido (não sei os outros, não li). Você pode operar alguém do coração? Devemos permitir alguém sem o conhecimento específico fazê-lo? Claro que não.
    Um especialista de uma área ( um enólogo por exemplo). Pode escrever uma coluna em um jornal sobre vinhos sem ter diploma de jornalista? Claro que sim. Se sabe ler, escrever e ordenar bem suas idéias, divulgará melhor o assunto que um diplomado que desconhece os vinhos.
    Pare de perseguir os outros (mesmo quando eles querem o mesmo que você) porque eles tem IDEOLOGIAS diferentes da sua. Ou vc pensa que nós não sabemos ? “Tire o tampão do próprio olho antes de criticar a cegueira do teu irmão.”

  70. Maria Cristina Ribeiro Louro disse:

    Acredito ter o Presidente do Supremo pensado pouco a respeito, pois por mais que um diploma possa não oferecer segurança ou atestado de aptidão para o trabalho, a falta dele implica em quaquer indivíduo exercer qualquer atividade, como por exemplo a psicanálise que hoje pode ser exercida por qualquer profissional de nível superior, sem necessidade nenhuma de antes conhecer a fisiologia humana, basta apenas fazer um curso que nem sempre se sabe como obteve a liberação para o funcionamento , já que as regras para cursos de pós graduação não tem uma legislação fortemente atrelada ao respeito pela atividade que vai ser exercida.. Será que isto não abre um precedente imenso, para que quaquer profissão possa ser exercida a revelia de qualquer norma? Coisa bem característica deste pais chamado Brasil, onde nem sempre o saber é o que conta mas sim a quem se conhece … Que pena, mais uma vez a educação formal perde e quem a ela se dedica sente-se vazio!

  71. Vila Maria disse:

    Gilmar Mendes so pensou nele e nos capangas, depois de deixarem ricos todos os donos de Faculdades agora vem dizer que so tres profissoes merecem diplomas o resto apenas um cursinho, eu penso que todos tem o direito de falar a vontade mas com responsabilidade, uma mentira num jornal pode matar,estes juristas sao todos frangoides nao valem nada pensam que são Deuses, muitas vezes nao sabem falar,
    “A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia”

  72. Francisco disse:

    É japa você fechou o texto direitinho. É isso aí,mas problema de voces jornalista aqui no Brasil é a maldita ideologia vermelha. Não reconhecem o benefício que a UDR promove na economia e na sociedade em geral.

  73. Marcelo disse:

    Jacob Fullmer

    Não é o diploma que mostrar quem é o jornalista “do bem”, os corruptos também podem pagar o canudo para um jornalista “do mal”.
    Fato é que a imprensa brasileira age justamente como você citou, uma denúncia atrás da outra, mas não se gera denúncia formal, ninguém aciona ninguém na justiça e o que manda é sempre a notícia “do momento”.
    Enfim, toda a choradeira do canudo se resume a isso:

    RESERVA DE MERCADO

  74. Rafael disse:

    O STF não tem o respaldo de ser a Corte do supremo conhecimento social, porém, poderia tornar-se o supremo exemplo da conduta ética.

    Srs. ministros (com “m” minúsculo) venham a público e digam quantos funcionários, sem concurso público, cada um dos Srs. nomearam.

    Me sinto envergonhado de ter nascido em um país onde instituições praticam uma “masturbação perfunctória de conhecimento da sociedade”, Protejam os coitados : Senadores, Deputados e ministros (sempre com “m” minúsculo) do STF, afinal, eles não têm passagens aéreas suficientes, empregos secretos para seus parentes e muito menos poder para decidir qual profissão é digna ou não.

  75. maria disse:

    concordo com o sakamoto e com o STF.

    Se posso opinar , darei minha humilde opinião. Penso que está em jogo a restrição do direito de informação das pessoas e a liberdade de expressão.

    O que seria do povo ou mesmo de uma instituição ao ter que veicular uma informação através de um boletim, um site, radio , televião. Teria que fazer uma faculdade de jornalismo ? e na falta de um jornalista ou de condições para se ter um ou contratar um? a informação teria sempre que passar por um jornalista? e se por exemplo uma grande causa (legítima, e ética, claro) não encontrasse um jornalista que concordasse ou que não deseje trabalhar ou participar da mesma? ficaria impedido de veicular sua noticia ? penso que a reserva de mercado para os jornalistas apenas não seria justo, nem democrática.

    É claro que há de haver utilização específica para os possuidores de diploma jornalistica mas não podem reservar indistintamente todos os campos da informação. Concordo com o Historiador Moisés . Será que os jornalistas aceitariam fazer uma faculdade das matérias onde os mesmos escrevem ou opinam?

    com relação a assumir responsabilidade pelo que dizemos ou fazemos, todos nós somos responsáveis pelo que fazemos, sob penas da lei. Não seria apenas um colegiado profissional o único responsável pela ética.

    parabenizo o supremo tribunal federal pela decisão

  76. Patrícia disse:

    Acredito que não vá ocorrer grandes impactos no mercado de trabalho em função desta decisão. As empresas de comunicação de maior porte não deixarão de contratar jornalistas formados para o exercício da função. Hoje, muitos que exercem a função em jormais e revistas não são jornalistas…. nenhuma novidade. Este processo não é novo e ocorre também em outras profissões: na area administrativa só tem administrador? E o decorador de ambiente x arquiteto? Só acho que por tras desta decisão, o objetivo maior é tentar enfraquecer a força da imprensa.

  77. PAULO ROBERTO disse:

    O jornalismo não mata ninguém? Perguntem aos acusados, incompetentemente por jornalistas e delegado (bacharelado em direito), da Escola Base, em São Paulo. Hoje essas pessoas são mortos-vivos, separados de entes queridos e com muitos problemas psicológicos.

  78. reginaldo nunes barbosa disse:

    Só o mercado constrói!

    Isto já se sabe hoje é M E N TI R A, A SOCIEDADE é composta também do ESTADO e esse também tem sua parcela de responsabilidade em organizar e por isso regulamentar.
    Senão o fosse estariamos vivendo a LEI DO MAIS FORTE ( OPS , parece que é isso que vivemos !).
    O que temos é ESTADO demais em certos setores e ESTADO demenos em outros, vivemos ao própio abondono e por isso a sociedade se requestiona em setores aqui e ali, como no caso.
    O fato relevante não é se temos que ser formados para ter essa ou aquela função de jornalismo, mas sim que diabos tem que se abranger tanto o que seja o “maldito ” JORNALISMO, o relevante é sim que ao se regulamentar alguma profissão , sempre criamos uma entidade que quer que tudo passe por seu CRIVO e com isso tenha a centralização daquela profissão, como a OAB, que diz quem trabalha e não trabalha, isto mesmo sendo formado!
    JORNALISTAS DO NOSSO BRASIL VARONIL, soltem fogos e comemorem pois a entidade de classe não podera impedir seu ingresso na carreira com um exame alegando que existem faculdades imprópias para CONSUMO.
    Agora o própio ESTADO diz , não importa a faculdade e esta aberta a temporada de caça ao TALENTO, esse danado que ninguém se importava em falar, escondido ali entre as radios comunitárias, jornais de bairro e de escolas.A liberdade de imprensa essa sim passa por dizer e não existirem bloqueios ao falar e conduzir seus pensamentos até onde nossa imaginação puder ir, comparar com gastrônomia foi ridiculo? Pode ser, mas defenderei o direito do ministro de o dizer até as ultimas consequências.
    Falando em Ministro, sua própia função criada no artigo 101 da nossa “Constituição CIDADÔ é uma situação dessas, o ministro não precisaria ser Bacharel nem tão pouco” ADIVOGADO”( errado por conta própia), pois ele só necessita ter o notório saber do direito, por isso a regulamentação de profissões ao olho de nossa CONSTITUIÇÃO é um matéria de debate desnecessário e os cartórios que se criam em torno delas vão se avolumando e se defendendo como podem, mas uma a uma as que chegarem ao STF obrigatóriamente tem que ser derrubadas e as entidades de classe estas sim deveriam estar defendendo exames de profissiência profissional para aqueles auto-didatas jornalistas, engenheiros,médicos e advogados que ao invés de ficarem anos em bancos escolares que cansamos de ver são apenas vendedores de títulos, de ao mercado essa opção para todas as carreiras.
    Temos escolas brilhantes, mestres empenhados, mas tenhamos também a possibilidade de que o TALENTO possa ter terreno para florecer!
    Por favor ministro faça o EXAME DA ORDEM DOS ADVOGADOS virar um meio onde avaliemos a capacidade para atuar na carreira sem passar pela universidade ou mesmo passando , passando a valer como um SELO de qualidade e o diploma pelo MEC em escola normatizada pelo mesmo como sendo um direito também de poder trabalhar na profissão , pois hoje uma entidade OAB diz quem esta e quem não esta no mercado de trabalho e de nada adiantando para aquele que seguiu o caminho da normatização do ESTADO. Mas se para ser MINISTRO NO STF , que é a mais alta hieraquia na área so DIREITO é necessario apenas ter notório saber, para atuar nas esferas mais terrenas é necessário a chancela de uma entidade fora do ESTADO?
    Há ai uma distância imensa entra a atual decisão tomada no ramo jornalistico e no do diretio em que fere a própia figura dos MINISTROS que tomaram tamanha decisão de vanguarda.
    Fica ai o exemplo para futuros debates e a minha simples e humilde conclusão:
    Desregulamentar é preciso! Pero no mucho!kkkkkkk
    Reginaldo Nunes

  79. Carlos Silva disse:

    Glaucccia Regggina Loriatttto do Nascimenttttto,

    Aproveita suas passadinhas sabáticas pela biblioteca da universidade e dá uma olhadinha nas gramáticas e livros sobre redação!
    Concordância verbal, para você, é algo que não existe!!!!
    Você é jornalista “deplomada”? Tá vendo? Depois “recrama” do Gilmar e do Sakamoto!!!

  80. JOTTA DA VILA disse:

    ” MESMA EMISSORA DE TV, DITA LIDER DE MERCADO E NASCIDA NA DITUDURA MILITAR DE 1969, QUE EM EDITORIAL DE SEU PRINCIPAL JORNAL, AFIRMOU, QUE INDEPENDENTEMENTE DA DECISÃO, CONTINUARÁ A SELECIONAR APENAS PROFISSIONAIS DIPLOMADOS PARA SEU “MONOPÓLIO DE VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, NOS ÚLTIMOS ANOS, TEM COLOCADO NO AR, PARA ATUAR EM SUAS NOVELAS, MODELOS (SÓ PELA BELEZA PLÁSTICA), CANTORES E ASSEMELHADOS (TODOS SEM DIPLOMA DE ATOR/ATRIZ). ISTO É APENAS MEDIOCRIDADE OU FASCISMO PURO. DOU MEUS PARABÉNS PELO ESFORÇO DAQUELES QUE TEM CONDIÇÕES NESTE PAÍS DE MISERÁVEIS ESTUDANTIS, DE PAGAR UMA FACULDADE! EU PRO EXEMPLO, TENHO O SONHO DE SER E NÃO POSSO PAGAR. POR OUTRO LADO, A/O MODELO, QUE POR SUA BELEZA EXTERIOR, TEM MAIS CONDIÇÕES DE TRABALHAR DIGNIMENTE DO QUE EU!!! É SÓ FAZER UM CURSINHO DE 30 HORAS E PRONTO!!! PERGUNTO-LHES: ISTO É JUSTO. EMBORA AS PALAVRAS DO MINISTRO SEJAM ENFADONHAS E DESPROPOSITAIS, PARA MIM O QUE VALE É O RESULTADO FINAL. LIBERDADE, LIBERDADE, ABRE AS ASAS SOBRES NÓS (MISERÁVEIS). SALVE PRINCESA ISABEL!!! VIVA A AUFORRIA JORNALISTICA DO BRASIL!!! ATÉ QUE ENFIM, ALGO ACONTECEU NA JUSTIÇA DESTE PAÍS!!!”

  81. Ane Gottlieb disse:

    Concordo que várias pessoas do interior têm um microfone na mão e fazem jornalismo. Mas, dessas pessoas, várias sonham em cursar uma faculdade de Jornalismo, não pelo diplomas mas, pra acrescentar o conhecimento. Quando Gilmar Mendes demosraliza os profissionais dizendo que qualquer um pode tornar-se jornalístas, ele desvaloriza uma categoria. O argumento da ” liberdade de expressão” não convém, pois mesmo o diploma não sendo obrigatório, quero ver quantas pessoas da massa popular irão fazer jornalismo. Isso dá margem a pessoas compradas e sem ética profissional tornarem-se formadores de opnião. Se Mendes quisesse dar prioridade a liberdade de expressão, deveria rever a lei 9612 das rádios comunitárias por exemplo, que dificulta tanto a criação de uma rádio, para o povo e pelo povo, que é quase impossível dar voz a quem realmente gostaria. Não concordo com uma decisão arbitrária de 7 pessoas que atinge uma enorme categoria, se a liberdade é para o povo, o povo é quem deve decidir.

  82. Giancarlo disse:

    P R E G U I Ç A D E E S T U D A R

    Quem defende o fim da obrigatoriedade para o diploma de jornalismo, faz assim porque tem PREGUIÇA de estudar. Quer ter o status de graça, com o menor esforço possível.

    A todos É DADO o direito de ser jornalista. Quer ser? Ora é simples, basta ir a uma universidade. São 4 anos de estudo. E pronto.

    No Estado de direito que vivemos qualquer um pode manifestar seu pensamento. Você pode escrever, compor música, publicar outdoor, fazer blog. Lembre da ditadura e você verá que hoje você tem total libredade.

    Agora, só não diga que é jornalista, por que aí é uma OUTRA estoria.

  83. Wanderley disse:

    A advocacia é pior profissão existente atualmente no Brasil. Para ser advogado tem que negar o óbvio, mentir, enrolar, dissimular, tanto que o congresso está cheio de advogados. É a ética que eles pregam, só para os outros. Acham que o povo é idiota e imbecil como eles, quando dão entrevistas a respeito de algum crime na TV. A OAB pecisa agir com mais rigor para que a profissão não caia no descrédito da opinião pública.

  84. Luciana disse:

    “Peleando contra o Poder” de Fábio Konder Komparato que escrve sobre a vida de Luiz Gonzaga Pinto da Gama, advogadou sem diploma.
    O artigo além da história magnífica de um herói nacional, é uma mensagem sobre o que estamos vivenciando na politica atualmente.

  85. Waltair Martão disse:

    Entrei na faculdade para cursar jornalismo em 1982, três anos depois da greve que desmoralizou os jornalistas. Eram frequentes os eventos em que donos de jornais, principalmente Otávio Frias Filho, da Folha, pediam o fim dda exigência do diploma. O discurso continuou sem que fizessem nada para ajudar a melhorar os cursos, pedir mais investimento público nas faculdades. Concluí desde cedo que, quando o patronato se une em torno de um ideal, é para desmoralizar uma categoria, enfraquecê-la. Nunca vi exemplos contrários. Toda a coversa paralela fica em segundo plano. Fiz os quatro anos, aprendi fotografia, diagramação, revisão, redação, edição, reportagem, fiz reportagens dentro e fora da faculdade. Enfim, adquiri toda a técnica jornalística com a vantagem de ter acesso à variedade de pensamentos que só encontramos na universidade. Me aprimorei na rua, lógico, como acontece com qualquer profissional. Se nem todo mundo se esforçou nos bancos escolares, não é culpa minha. Me considero um bom profissional, melhor que muita gente que não tem faculdade, só tem o nome e o sobrenome, mas que sempre ganhou os holofotes (e os maiores salários) exatamente por ter “o” nome e “o” sobrenome. Mas eles venceram. O mais triste é ver que muitos jornalistas passaram a repetir o mesmo discurso, a defender suas idéias. Ou seja, os patrões ganharam aliados do lado de cá. O lobby deles ficou fortalecido. Assim fica difícil. Ficam algumas perguntas: o que é ser jornalista? O que é preciso pra ser jornalista? Qualquer pessoa vai poder se sindicalizar? Quem estuda ou estudou tem alguma vantagem? Boa sorte.

  86. [...] Veja este comentário do Blog de Sakamoto: [...]

  87. Denize Duarte disse:

    e viva o fim da acepção de pessoas por portar ou nao diploma!!!
    quem é contra é pq ta com medo do mercado de trabalho…

  88. Moisés disse:

    Abaixo a exigência de diploma para advogado.
    A se seguir o raciocinio do Gilmar Mendes, lembrem-se que um cozinheiro pode oferecer MUITO mais risco a terceiros do que um advogado, em certos casos.

  89. Lamentávell disse:

    Todos têm seus motivos para argumentar contra ou a favor de qualquer assunto, entretanto, isto não significa que pontos de vista relevantes sejam considerados.

    Esclareço: leio no seu blog matérias bem embasadas que mostram os envolvidos, as consequências, os meandros e até as ‘traduções’ sobre o que querem dizer.

    Então, acho lamentável, esta discussão rasa que está sendo feita aqui, por que ela está reduzida ao jornalista, ninguém fala das empresas de jornalismo que fizeram um lobby absurdo para este resultado; não falam da exploração e precarização do trabalho de jornalismo (além das bunda-reporter na tv, nas editoras contratam-se moças bonitas que escrevam alguma coisa e sirvam para as fotos da revista, isto é fato), enfim, todas as baixarias já conhecidas.

    O interessante, como já foi publicado, é que outras profissões serão desregulamentadas. Ah, mas jornalismo dá ibope, as outras serão destruídas sem muito alarde.

    Minha dúvida Sakamoto é: como você fala de trabalho escravo quando a sua profissão é totalmente precarizada e você defende isto? Não estou entendendo, ah, mas somos uma nação de analfabetos funcionais, é, aqueles que não entendem o que escrevem, leem e calculam, acho que debater estas questões é restrito a doutores, juristas, gente que não faz parte da população… que lamentável!!!

  90. Renato disse:

    Papo furado isso de regulamentação… A exigência de diploma existe desde 1969, filhotinha da ditadura militar que queria tirar dos jornais os contra-militares. Hoje, apesar da decisão do STF, o Senado quer restituir o diploma de jornalismo (pasmem: tornar constitucional)… para que fiquem nas redações somente os filhinhos de papai da social-democracia, pois só eles podem pagar a mensalidade cara das parcas instituições que ensinam o jornalismo arcaico. Conheço mil jornalistas de nome e renome que não tem diploma e fazem um jornalismo fantástico. E conheço mil “comunicólogos” de carteirinha da FENAJ que não sabem compor um texto… Exijir que só diplomados abasteçam as redações é um erro letal para a democracia, pois exclui o acesso dos que não tiveram oportunidade de estudo superior (caro e raro) mas que tem caráter.
    Jornalismo é ética, caráter… e isso não se ensina nas escolinhas de luxo da comunicação social.
    Outro erro lamentável nos posts é comparar a necessidade de diploma em jornalismo (que é dom, caráter), com medicina e direito (que exigem conhecimento específico de medicamentos e leis). Na medicina, a vida humana é essencial, mas comparo o jornalismo à escrita: escrever, apesar da necessidade de técnica, não é preciso ter curso superior em Letras para aprender a fazê-lo com maestria.

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