Indiana Minc e o Reino da Amazônia Perdida
Estive nesta manhã na Conferência Internacional de Empresas e Responsabilidade Social do Instituto Ethos, assistindo a uma palestra sobre a sustentabilidade de biomas e o foco nas cadeias produtivas. A representante do Ministério do Meio Ambiente, em um momento descontraído de sua participação, revelou que os funcionários do ministério brincam com o ministro chamando-o de “Indiana Minc”, referência ao caçador de tesouros Indiana Jones – devido à sua presença constante em operações do Ibama de combate ao desmatamento.
Adoro esses momentos… Eles mostram certas coisas que nunca seriam ditas em outras situações. Quem conhece Minc sabe do seu amor pelos holofotes e por aparecer na mídia. É diferente do estilo mais contido, mas combativo, da ex-ocupante do cargo, a senadora Marina Silva. Isso não seria em si um problema caso “Indiana Minc” estivesse atuando de forma mais firme para mudar o modelo de desenvolvimento, que consome não só a floresta e sua gente como coloca na berlinda a qualidade de vida das próximas gerações. Mas, ao contrário, não tem feito tudo ao seu alcance para evitar o desmonte da legislação trabalhista, a aprovação de leis bizarras que afetam o meio ambiente e o rolo compressor socioambiental das obras do PAC. O problema não é ser ou não midiático, mas ser em cima de que.
A discussão pública com a chamada “Miss Desmatamento”, a líder ruralista e senadora Kátia Abreu, acabou em panos quentes, em um momento em que o embate público de argumentos e posições se faz mais do que necessário. Parece que Minc tem vergonha de pedir publicamente ao presidente da República os vetos aos artigos da Medida Provisória 458 (que trata da regularização fundiária e que, do jeito em que foi aprovada pelo Congresso, pode legalizar milhões de hectares de terras griladas na Amazônia), inseridos pela Câmara dos Deputados e mantidos pelo Senado.
O ministro adora fazer pactos com a iniciativa privada. Importante, mas a função do ministério é fazer valer a lei antes de mais nada, coisa que está cada vez mais difícil. Ele diz que todo mundo reclama do MMA e que os ministérios da Agricultura e Pecuária, Indústria e Comércio, Fazenda, Transportes (de Alfredo Nascimento, o ministro BR-319) também deveriam ser cobrados também. Claro. Contudo, isso amplia, mas não exime, a responsabilidade de ninguém.
Esse filme nós temos visto há muito tempo. Os atores que interpretam os personagens mudam, mas o enredo é o mesmo, afinal este é um país que vai para frente…
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

É certo que o jeito “espalhafatoso” (me faltou uma melhor palavra) de ser deixa o Minc mais exposto às tentativas de ridicularizá-lo, enfraquecê-lo usando a sua própria caricatura… mas é melhor COM o Minc ou SEM o Minc?? Quem vão colocar lá? A Marina saiu e estava claro que não iam botar no ministério alguém tão combativo quanto ela, ele ( o Minc) entrou já sabendo que ia ter que ceder mais -o problema é o quanto e o que ceder.
Na boa, Sakamoto, preste atenção:
O problema não é o Minc ser espalhafatoso e complacente ou a Marina ser mais leal aos princípios da conservação ambiental, fiel à letra da lei, porém mais enfraquecida (sem apoio, sem eco dentro das instâncias do governo).
O problema somos nós, ambientalistas, que deveríamos ser mais unidos e dar apoio a quem estiver ocupando o cargo. Nenhum ministro do meio ambiente será uma unanimidade em elogios, certo? Críticas para derrubá-lo, o Minc já tem de sobra da bancada ruralista. Se o posicionamento do Minc é insatisfatório em pontos “nevrálgicos” isto deve ser cobrado por nós sem desmerecê-lo.
Vão tirar o Minc para botar quem? Alguém que seja mais austero mas que fique “imobilizado” para tomar as providências que devem ser tomadas?
É interessante ver como a GANÂNCIA une os ruralistas, o quanto eles se tornam eficientes e poderosos, vão atingindo seus objetivos, ao passo que os ambientalistas se dividem por qualquer diferença, por menor que seja.
O destino que vai ter a MP 458 vai depender de pessoas como Carlos Minc, portanto se essa medida não for vetada, ele falhou como ministro do meio ambiente.
O presidente Lula não esta bem assessorado em assuntos sobre o meio ambiente ,ou o mesmo não tem idéia da importancia da preservação ,ou ainda ,pode estar mais ligado aos empresários .Os EUA,agora parece que acordaram para o tamanho do problema do aquecimento ,e com Obama algumas medidas vão ser tomadas . Eu acho que a situação é irreversível ,o homen em sua ambição desenfreada esta acabando com este planeta …
A responsabilidade do veto é exclusiva do presiente da república. E agora ele não pode dizer que “não sabia” de nada, foi bem avisado e, se não me engano, já sinalizou que irá vetar.
Aí teremos apenas protelado o problema até depois das próximas eleições… um novo presidente, novos ministros, os velhos ruralistas articulados de sempre e ambientalistas que colocam o ego e coisas menores na frente da preservação ambiental….
A responsabilidade do veto é exclusiva do presidente da república. E agora ele não pode dizer que “não sabia” de nada, foi bem avisado e, se não me engano, já sinalizou que irá vetar.
Aí teremos apenas protelado o problema até depois das próximas eleições… um novo presidente, novos ministros, os velhos ruralistas articulados de sempre e ambientalistas que colocam o ego e coisas menores na frente da preservação ambiental….
Os países anglo-saxões estão se intrometendo na governança do Brasil indiretamente através de suas ONGs. Os seus representantes brasileiros e estrangeiros são ouvidos em Brasília e na mídia como se fossem embaixadores do bem, mas na realidade estão a serviço de governos estrangeiros. Neste momento o Greenpeace está fazendo uma campanha contra a instalação de frigoríficos no Pará, retirando empregos, divisas, impostos e piorando o IDH da Região. A quem interessa a não instalação de frigoríficos no Brasil? R: Austrália, EUA e Inglaterra países anglo-saxões concorrentes diretos da nossa produção de carne, não é coincidência que o Greenpeace também é anglo-saxão.
As ONGs querem é isso: http://www.darenotask.com/site/250_the_amazon_belongs_to_the_world_and_not_brazil -
Minc Leão Dourado.
Caro Sakamoto… sempre bom saber da sua participação nestas reuniões… as vezes têm assuntos realmente interessantes, mas no geral… sem comentários..rss Gostaria de saber quando termina o mandato desta Senadora Kátia Abreu… É que nem classe de faculdade e de escola… sempre tem um…
Será que dá para a gente fazer gestão junto ao MMA sobre um concursão para fiscais do IBAMA? A coisa tá feia …
Abraços e boa sorte
Cláudio Secchin
Anos acompanhando o tema, tudo não passa de meros discursos, não levando a lugar algum. Pessoas que não tem formação real na área! Pessoas que apenas dão picatos!
A solução para tal fato se resume em criação de uma Lei que realmente puna à altura os infratores! Obrigando-os a recomporem (pelo tempo que for necessário) o que destruíram, se for o caso até os próprios infratores replantarem árvore por árvore, todos os dias até que seja recomposto o local, e depois cuidarem das árvores até atingirem sua idade adulta! depois sim punir com multa, no caso do não cumprimento destas fases, penhora-se dos bens do infrator e seus familiares, bem como a quem de direito adquira algum bem do infrator, antes,durante e depois do desmatamento. Uma Lei que determine o uso do solo, clara e objetiva, sem rodeio e sem meias palavras!
o geito é torcer para que Minc entenda o básico: O VETO!
O primeiro passo para resolver a questão da “amazônia perdida”, é um chute na bunda das ONG’s.Todas sem excessão! Depois a gente resolve o resto, trabalhando firme e produzindo carne e leite. Entendeu, Japa!
Carlos Minc, conheço de outros arraiais, mas até que assinou uma portaria racional. A 404 do CONAMA e ainda assim, muito “ambientalista” zé cueca fica defenestrando o cara, dizendo que ele legalizou os lixões. Não, na realidade ele deu oportunidade de municípios pobres, começarem a melhorar na questão dos resíduos sólidos urbanos. De acordo com as ONG’s, quanto mais burocracia,quanto mais filósofo de bosta meter o bedelho onde não é chamado, melhor! Querem mesmo é ver os porcos do interior comendo nos lixões e de preferencia,comendo lixo hospitalar. Parabéns ministro,desta vez você acertou. Quanto às ONG’s, temos que banir e acabar com esta folia em todo território nacional.
Minc é uma figura caricata, boquirrota sempre no limite entre a fanfarronice e a caricatura. Na historia do Brasil só teve o Magri de idos tempos do Color que conseguiu rivalizar com o Minc.
Talvez por isso os ambientalistas nunca conseguiram ser levados a sério, porque além do pouco conhecimento de causa. conseguem emplacar tipos dessa “envergadura” que não faz outra coisa a não ser envwergonhar as pessoas sérias desse pais
Pois é Sakamoto. Sabe porquê o seu padrinho Lula não faz nada? Porque a exploração inveterada da amazônia envolve interesses muuuuuuuuuito maiores do que ideiais de um jornalista comunista meia-boca como você. Caia na real. Você pensa que é pago pelo governo para abrir a boca? Muito pelo contrário, eles te pagam pra ficar calado.
P.S.: Enquanto você fala do seu ódio visceral pela Katia Abreu, o Incra desce a lenha (literalmente) na Amazônia, e cada um recebendo sua mesada. Aí´é que está a lógica. Você não é pago pra falar da Kátia Abreu, você é pago para não falar do Incra. Entendeu?
Caros,
Gostaria de pedir mais uma vez que os comentários fossem restritos aos assuntos dos posts. A princípio, como já disse, recebo de braços abertos críticas pesadas aos textos – isso faz parte do jogo democrático.
Mas quando os comentários são usados para começar discussões inúteis ou que desrespeitem os outros leitores, vou ter que atuar para retirá-los do ar.
Discutir é bom, mas com educação.
Abraços!
Para quem nao tem argumentos sólidos só resta a agressao…hahahahahahahaah…risível, no mínimo, o comentário do Fullmer em relação a NOBRE SENADORA KÁTIA.
Envergonha-me, ter uma representante do sexo feminino sem a menor ética. Resta-me a consciência limpa de nao ajudado a elegê-la.
Minc é mediano, torço para que ele, na última hora, manisfeste-se em relação a MP 458.
O correto não seria desmonte ambiental e não trabalhista? foi um lapso, ou é isso mesmo?
abraços
Sakamoto, é verdade que as redes de supermercados Carrefour e Wall Mart (o nome é assim?) divulgaram junto à imprensa que não comprarão carne de frigoríficos listados pelo MPF acusados de venda de carne de gado advinda de áreas da amazônia onde houve desmatamento ilegal e trabalho escravo?