Disk Fonte: o jornalismo papagaio de repetição – Parte 2
Dada o sucesso do “Disk Fonte”, este blog traz o Disk Fonte: o jornalismo papagaio de repetição – Parte 2 (a Missão), com sugestões colhidas em redações e entre os leitores deste blog.
São personagens com opiniões mais que conhecidas sobre determinadas temas, mas sistematicamente procurados por alguns veículos porque dizem exatamente aquilo que esses veículos querem ouvir. Esse joguinho viciado exige duas cenas de fingimento por parte dos veículos. A primeira é que o jornalista busca uma opinião independente, isenta. Falso. Nesses casos, muitas vezes os repórteres selecionam suas fontes já sabendo exatamente o que as fontes irão dizer. Citam só para dar um aspecto de isenção na “reportagem”. Na realidade, estão é dando uma opinião. Só que de forma terceirizada.
O segundo fingimento é não ver que uma parcela cada vez maior de leitores já percebeu como funciona esse joguinho viciado.
Aos nomes:
Contas Públicas? Disk Raul Velloso
(o economista critica os gastos. Qualquer gasto)
Telecom? Disk Ethevaldo Siqueira
(é o jornalista que mais conhece o fascinante mundo da telefonia privatizada, mas, ao citá-lo, só não diga que ele dá consultoria para empresas da área)
Previdência? Disk Fabio Giambiaggi
(aproveite e fale um pouco da perseguição que ele sofreu no “aparelhado” Ipea…)
Reformas estruturantes? Disk Scheinkman
(José Alexandre Scheinkman é o maior especialista nas “lições de casa” que o Brasil precisa fazer. É o nosso maior Chicago Boy)
PT-RS? Disk Rosenfield
(o filósofo Denis Rosenfield, da UFRGS, domina esse nicho há mais de uma década)
MST? Reforma Agrária? Disk Jungmann
(o deputado e ex-ministro Raul Jungmann só abandona sua cruzada quando o assunto é Daniel Dantas)
Educação? Disk Claudio Moura e Castro
(sabe tudo de ensino privado)
Bolsa Família? Disk Frei Betto
(você conhece alguém mais que esteve lá dentro e fala mal do programa?)
ABAIXO, AS FONTES DO POST ANTERIOR PARA QUEM NÃO VIU:
Questões trabalhistas? Disk Pastore
(O sociólogo José Pastore, mas sem dizer que ele dá consultoria para a Confederação Nacional da Indústria e a empresários que têm interesse direto no assunto)
Constitucionalismos? Disk Ives Gandra
(O respeitável jurista do Opus Dei não vacila jamais)
Ética? Disk Romano
(O professor de filósofia Roberto Romano)
Questões sindicais? Disk Leôncio
(O cientista político Leôncio Martins Rodrigues)
Ética na política? Disk Gabeira
(O deputado federal Fernando Gabeira, que viaja bastante de avião…)
Ética dos juros? Disk Eduardo Giannetti
(O professor do Ibmec é quase um gênio)
Pau no governo Lula? Disk Marco Antônio Villa
(Historiador. Tiro e queda. Mais pau no governo Lula? Disk Lúcia Hippólito – com a vantagem de ser uma das meninas do Jô)
Relações internacionais? Disk Rubens Barbosa
(Ex-embaixador. Precisa diversificar? Disk Celso Lafer, o ex-chanceler)
Mercado financeiro? Disk Arminio Fraga, o ex-BC
(Não rolou? Disk Gustavo Loyola? Ocupado? Ah, então vamos no Disk Maílson mesmo)
Mercado financeiro mundial? Disk Paulo Leme
(O cara está em Wall Street, pô, sabe tudo…)
Segurança pública? Disk Zé Vicente
(Ele é durão, estava lá dentro, mas fala como sociólogo. E com a vantagem de não ficar falando em direitos humanos para qualquer “resistência seguida de morte”. É o coronel esclarecido…)
Partidos? PT especificamente? Disk Bolívar
(O cientista político Bolívar Lamounier, mas, por favor, não diga que ele é filiado ao PSDB)
Geografia? História? Demografia? Sociologia? Socialismo? Política? Geopolítica? Raça? Relações internacionais? Coréia? Pré-sal? Cotas? Mensalão? América Latina? MST? Pugilistas cubanos? Liberdade de imprensa? Farc? Tarso Genro? Disk Demétrio Magnoli
(Se te ocorrer algum outro assunto, ligue para ele também)

COMENTARIO IMBECIL DISK SIBOBA OU SILOCA
Na verdade é normal ter as fontes certas a recorrer, isto sempre vai acontecer, enquanto as pessoas idolatrarem alguém nunca vai mudar, não digo só do Brasil. No mundo todo, uma legião de fãs dão crédito para algumas pessoas, e, por conta disso, “O Disk” segue no jornalismo que busca audiência a todo custo para fins e interesses comerciais. Na universidade a professora até pede para a gente fazer uma lista dos telefones de locais como: prefeitura, delegacia, secretarias, entre outros orgãos como Embrapa, sindicatos, e assim por diante. Claro ela ensina também não entrevistar sempre as mesmas fontes, alguns assuntos não tem como fugir, por exemplo, os políticos são sempre os mesmos.
Na política todas as falcatruas “divulgadas” pelos interesseiros e difundidas pela mídia, acredito que não adianta muito, “eles” voltam, candidatam, e o povo como sempre votam. A verdade é: a mídia sempre segue a idiotice das pessoas, melhor do grande público, milhões de pessoas se interessam em saber da vida alheia. Seria melhor que cada um olhasse para sim mesmo. Segue a frase de um cartaz publicitário, “cuide da sua saúde, da sua vida os outros cuidam”.
Voltando ao “disk”, vale ressaltar que em nenhum momento as pessoas se de dão conta que estamos copiando o que os grandes filósofos, sociólogos e cientistas escreveram há cem, duzentos, trezentos, quatrocentos… anos.
Então, e por ai mesmo, sobre o presidente Lula, se tem alguém contra e por que não passou necessidade. Desde o descobrimento do Brasil os impostos são pagos. Somente no governo atual o país se viu livre das dívidas e das potências mundiais ( antes a Inglaterra, e agora o fracassado EUA). Muitos governos tiveram oportunidade, não acreditaram que o Brasil e os brasileiros poderiam viver bem sem os países considerados desenvolvidos (países que sobrevivem a custa dos países subalternos exportadores de matéria prima e com mão-de-obra barata).
Melhor o jornalismo apostar no debate, seria mais justo, sempre existem idéias favoráveis e opostas para tudo. Bem, quem veio primeiro o ovo ou a galinha? As galinhas nascem dos ovos e elas botam os ovos. Parece confuso. Não!
faltou incluir o caetano veloso.
De todo modo, para os direitistas que psotaram comentaram aqui, uma observação: se o PT tem 30 % dos votos permanentemente, e, junto com os outros partidos de centro-esquerda e de centro consegue chegar a mais de 50% do e eleitorado, por que as páginas de opinião não refletem essa composição, digamos, política e ideológica do eleitorado? por que tem de ser sempre a gente da direita a dar opiniões , sempre? por que não ser haver mais pluralidade nas páginas de opinião e aos entrevistados? Na Colômbia, até o El Espectador, um jornal declaradamente conservador, consegue ser mais plurar que os nossos. E olhem que lá as posições ideológicas são claramente marcadas.
Dalmo Dallari também cabe na lista.
Muito boa a lista. Mas, fazendo justiça a Raul Velloso, vale lembrar que essa semana ele apoiou o aumento de gastos do governo em época de crise. A declaração saiu em reportagem do Globo. Tava no pé da matéria, claro, mas tava lá.
S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L. É isso mesmo q ocorre nas redações. Só faltou incluir três dos maiores campeões de aparição:
ética na política: Agripino Maia e Álvaro Dias
política econômica: Carlos Alberto Sardenberg
Se falar bem do Governo ou do Lula ou do Lulismo, tem um Disk alguma coisa?
Por que os juros não caem na mesma velocidade que a Selic? Disk MIguel Anefac de Oliveira.