Não, de novo não!
O grupo móvel de fiscalização do governo federal encontrou, nesta semana, 280 pessoas em condições degradantes de trabalho na colheita de cana da Usina de Santa Cruz, em Campos (RJ). Segundo a assessoria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), também foram resgatadas cinco crianças. De acordo com o coordenador da fiscalização, Rodrigo de Carvalho, “nenhum dos trabalhadores tinha carteira assinada e as condições desrespeitavam totalmente as leis trabalhistas e os direitos humanos”. Como a empresa se recusou a pagar as verbas rescisórias, o Ministério Público do Trabalho impetrou uma ação para cobrar o pagamento dos valores aos trabalhadores.
A usina pertence à Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool/Grupo José Pessoa, já conhecido pela fiscalização do MTE e pelo Ministério Público do Trabalho.
Em 13 de novembro de 2007, o governo federal resgatou 1011 trabalhadores, a maior parte deles indígenas, em condições degradantes de serviço na fazenda e usina de cana-de-açúcar Debrasa, unidade da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA), pertencente ao grupo, em Brasilândia (MS).
Entre os dias 03 e 14 de junho de 2008, 55 trabalhadores foram resgatados no município de Icém (SP) na Usina Agrisul. A usina faz parte da CBAA. O Ministério do Trabalho e Emprego constatou servidão por dívida. Diligência autorizada pela Justiça encontrou documentos pessoais de trabalhadores que atuavam na Agrisul retidos numa mercearia da região. De acordo com o governo, o grupo resgatado foi vítima de aliciamento ilegal por empresas terceirizadas. Foram transportados de forma clandestina do Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais, para as proximidades da usina. No início da empreitada, conforme relatos obtidos pela fiscalização, foram submetidos a condições degradantes: dormiram no chão e passaram fome.
Por isso, ele foi excluído do rol de signatários do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no ano passado. O Pacto Nacional tem como missão envolver e dar subsídios para que o setor empresarial e a sociedade civil atuem no combate a esse crime contra os direitos humanos. Hoje, ele congrega mais de 160 empresas e associações, cujo faturamento equivale a mais de 20% do PIB.
Depois de tudo, em agosto do ano passado, o Comitê Popular de Erradicação do Trabalho Escravo do Norte Fluminense ainda denunciou que cerca de 240 empregados da usina Santa Cruz haviam paralizado suas atividades ontem para protestar por direitos trabalhistas devidos pelo empresa.
Uma atenta liderança social campesina me pede para lembrar que está parada, por força da bancada ruralista e falta de empenho de grande parte dos senhores deputados, aquela proposta que prevê o confisco de terras em que trabalho escravo for encontrado.
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:
É Sakamoto
Este grupo parece que não aprendeu a lição. Cabe ressaltar que duas semanas antes da referida operação, já havia sido interditado os alojamentos da empresa por ordem judicial e pagos os valores rescisórios de 300 empregados. O QUE FEZ A EMPRESA? Pagou os direitos rescisórios e “contratou” grande parte dos empregados por meio de “gatos” da região de Campos sem qualquer direito. Os trabalhadores, sem alojamento, foram obrigados a alugar imóveis nas proximidades da empresa. Para nosso espanto encontramos até um menor de 13 anos no corte de cana. O número de empregados “clandestinos” pode chegar a 1000, pois vários foram forçados a se esconderem em meio aos canaviais. Vamos ver o que a Justiça decidirá.
Abraços
Rodrigo Carvalho
Companheiro Sakamoto, boa tarde!
Não adianta mais denunciar essa gente imunda. Só cortando a cabeça deles. Eu teria prazer de cortar a cabeça dessa bruxa do mar ridícula que é essa vagabunda dessa Katia Abreu, e depois jogar a merda de corpo separado da cabeça dessa vagabunda no seu devida lugar, ou seja, no esgoto.
Agora eu Pergunto! onde está os direitos humanos que nunca veem estas coisas, onde está esta caorja de fdp que somente se entressam por bandidos, só querm sqber se o sbadinhos estãos endo bem tratados, com seus direitos respeitados, se não estão sendo. torturados etc…e tal… porque está coisas eles não veem!
onde está aigreja que tem uma pastoral para cuidar dos direitois dos pressos. não sei porque que bandido tem tanttos direitos neste
pais, enquanto pessoas humildes, são submetidas as condicão
mais humilhantes de trabalho e nenhum destas farsantes se pronuncia. O pior é que estessenmhores que praticam estes desrrespeito são reincidentes, é gente rica, que acabam ficando numa boa, este Brasil está virando uma privada.
Caro Leonardo Sakamoto,
Boa Noite!
É com grande prazer que lhe cumprimento pelo seu belíssimo trabalho como jornalista. Tenho acompanhado, periodicamente, suas matérias!
Só para reforçar a sua coluna de hoje entitulada, “Não, de Novo, Não!”, quero lembrar que, como leitor da “Revista Brasil” eu vi uma grande reportagem no último número (Maio de 2009) que fala sobre a erradicação do trabalho escravo aqui no Brasil. A brilhante matéria encabeçada pelo jornalista Maurício Hashizume trás o título “Livre para Trabalhar”, apresentando dados impressinantes sobre como os chamados “gatos” aliciam trabalhadores rurais, no intuito de levá-los à esses malditos e verdadeiros “campos de concentração do latifúndio”. E fiquei boquiaberto de ver, aqui, a lista dos “ASSASSINOS DA AMAZÔNIA”. Sim, pois, sem nenhum exgero, estes latifundiários inescrupulosos, ‘polítiqueiros’ de quinta são os que fazem do Brasil um lugar, onde a justiça só favorece os que tem rabo preso com grandes empresas de fachada. Ganham rios de dinheiro para promoção e o apôio à invasão de terras indígenas, ao cultivo dos chamados “transgênicos” e pior; fazem de conta que a Amazõnia está, lá , ‘intacta’, ou seja, como se nada estivesse de ruim acontecendo.
A degradação da “espécie humana” começa, desde já, tendo como pano de fundo o desdém daqueles que governam este País e que, em algum dia, pediram, quase que num ato de desespero, o “voto” meu, seu e de milhares de brasileiros!
É por isso que “EDUCAÇÃO” é algo prioritário, em qualquer nação, pois na certa, faz um povo muito mais bem preparado e consciente para “barrar” esse ‘câncer’ que corróe, aos poucos.
Ass.: Benê
19:30h
06/06/2009
é o poder do dinheiro meu amigo. O Senhor da maioria dos homens. Ninguém pensa em ninguém…só em DINHEEIIRRRRO
Triste.
O comentário do Júlio Barbosa só reforça o desejo oculto e incontrolável da esquerda brasileira. Fico pensando se ele existiria se os generais pensassem assim também. Pronto. Falei.
P.S.: Estranho….. O senhor Júlio Barbosa fala em assassinato cruel, usando termos de baixo calão, e não foi censurado…… De que partido será que o moderador é?
É….a velha e já tão batida luta entre o capitalismo e o trabalho.
O capitalismo gritando que pelos salários considerados altos, impostos pelas autoridades, não dá para tocar seus negócios e por isso até às vezes são obrigados a sonegar impostos.
Mas será que é preciso até sonegar para uma empresa ser tocada com os lucros obtidos?
Será que é preciso escravizar trabalhadores para a empresa ser lucrativa?
Ouço sempre empresários reclamarem que os impostos são altos e por isso seus lucros ficam reduzidos e a empresa fica inviável.
Que será que acontece para que uma empresa seja improdutiva?
Má administração?
Gastos exorbitantes dos seus proprietários?
Happy hour caríssimos regados a wisky escosses e caviar?
Sei lá, só sei que eles sempre tem alguma disculpa para dizer que se até escravizam é porque o governo não os deiixam crescer.
Mas na hora da gastança eles ficam irresponsáveis e procuram uma válvula para tirara a diferença.