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02/06/2009 - 18:34

Após décadas, trabalhadores ficam livres de engenho

O Engenho Amoroso (não é piada, o nome é esse mesmo), em Amaraji, a 150 km de Recife, escondia uma triste situação que perdurava por algumas décadas. Sob condições desumanas, sem registro empregatício e nunca tendo recebido um salário mínimo, 45 pessoas foram libertadas de trabalho análogo à escravidão pelo grupo móvel de fiscalização do governo federal. Alguns viviam nessas condições há 32 anos.

Os administradores (João Gouveia Filho e Jandelson Gouveia da Silva) não forneciam nenhum equipamento de proteção individual (EPI). A fiscalização flagrou empregados aplicando esterco descalços e na chuva. Aqueles que quisessem trabalhar com botas de borracha tinham que comprar por conta própria.

Entre os empregados encontrados no local, 30 prestavam serviços há mais tempo (entre 20 e 32 anos) e moravam com suas famílias, outros 15 estavam há poucas semanas. O pagamento era feito por produção, mas os trabalhadores jamais receberam um salário mínimo mensal. Não havia registros e o único controle de trabalho era feito em uma caderneta, onde constavam a produção diária e o valor semanal a ser pago para cada empregado.

A ação teve início em 13 de maio (dia de celebração da Lei Áurea, essa lei maltratada) e terminou na última quarta-feira (27). Foram lavrados 27 autos de infração e o valor total das verbas rescisórias chegou a R$ 370 mil.

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

10 comentários para “Após décadas, trabalhadores ficam livres de engenho”

  1. julia maria disse:

    Trabalho escravo, não!

    “Vou-me embora desta terra para outra terra eu vou…” essa é a música que ecoa na vida de nossos homens que almejam uma vida melhor fora de casa. Ao vêem a oportunidade não recusam e sem olhar para trás vão com uma esperança de algo melhor de uma vida com mais conforto.
    O trabalho exaustivo, a falta de liberdade, divida interminável essa é a vida de quem sai e vê que toda aquela facilidade era ilusão e tais caíram na isca como peixe.
    Como poucos pensam o trabalho escravo existe e é uma realidade presente em nosso país, onde homens e até adolescente acabam introduzidos nessa vida de calamidade e desespero. O Brasil hoje retem no trabalho escravo cerca de 25 mil homens, é uma situação vergonhosa, pois os órgãos competentes vêem ainda isso com descaso e enquanto a ficha não cai essa corrente de corrupção só aumenta.
    Então vejamos com indignação e levantemos a voz para tanto descaso, só assim veremos esse ciclo se romper.

  2. Antonio Jorge Bacha disse:

    TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL É PRODUTO DE CORRUPÇÃO. “SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO” “EU SOU PRIMO DE…..” “SR. FISCAL ME DE SEU NOME QUE VOU LEVAR PRO MEU PADRINHO” E assim a fora os atos de corrupção ativa e passiva dos órgãos fiscalizadores.
    O que me causa constrangimento é que tem pessoas de renomada condição social e moral que usa o trabalho escravo em suas propriedades. Pessoas politicamente bem situadas e empresários bem sucedidos. As próprias autoridades não querem fazer enquadramento criminal desses escavocratas, senão enquadraria todos dentros do nosso CP, e anotações nas matriculas dos imóveis rurais indisponibilizando-os para negociação e transferência, deixando como penhor de garantia dos débitos trabalhistas e previdenciários.

  3. Parabéns Julia Maria. Gostaria de conhecer para que terra Você vai. Assim poderíamos com a ajuda do grande trabalho do Skamoto San, libertarmos esses 25 mil trabalhadores escravos e os levarmos para lá. Que achas da idéia? Enfim, trabalho escravo,não!! Não é verdade?
    Ali

  4. Antonio Jorge Bacha disse:

    Complementando…………….ESCRAVOCRATAS deveriam ser tratados como marginais que são.
    MARGINAIS PRA MIM SÃO; corruptos, corruptores, bandidos, criminosos, senhor de terra que sonega impostos, escravisa e mantem pessoas em cárceres privados em suas propriedades. Bem como todos os envolvidos em crimes de colarinho branco em prejuízo as pessoas de convênios de qualquer natureza, principalmente os que prejudicam conveniados de planos de saúde. Retroagir à 5 anos atraz e começar a punir.

  5. jose antonio disse:

    OS USINEIROS SÃO OS PIORES EMPRESARIOS DO BRASIL.
    PRINCIPALMENTE UNS QUE ESTÃO NO PARA.

    P A G R I S A ou I P A P A. (INSTITUTO PENAL AGRICULA PAGRISA).

  6. sidnei disse:

    Eu só não entendo como deixaram chegar a esse ponto. 30 anos é muito tempo para que uma atitude não tenha sido tomada. Eu sei que a maioria desses trabalhadores não entendem que a condição em que vivem é de trabalho escravo mas essa fazenda nunca sofreu nenhum tipo de fscalização anteriormente? E que multa rescisória simbolica é essa? Nenhum outro tipo de ação será tomada contra esse dono de fazenda? Continuando assim logo ele estará empregando essas mesmas pessoas, nas mesmas condições e se brincar ainda tomará seu dinheiro de volta.

  7. Teste disse:

    Teste Teste Teste Teste

  8. Sergio disse:

    Sakamoto, acompanhe o processo civil e criminal e coloque no seu blog o que da, vera que no final, a maioria da vezes o crime compensa, culpa nossa e da impresa que é muito boa para indicar, mas esquece de acompanhar e cobrar os resultados, se quiser exemplo veja as cpi´s e o tempo perdido com elas.

  9. Ciro Lauschner disse:

    E a multa rescisória vai para os cofres da união em forma de inss não recolhido e mais outros impostos e o trabalhador libertado certamente não vai ganhar nem isso, como soi acontecer em nossa pátria amada

  10. Azarias disse:

    Este é um caso para ser considerado emblemático. O mais sério e de maior longevidade. Isto deveria ser manchete e capa dos jornais e revistas alternativos. Está na hora de sensibilizar o maior número de brasileiros e mostrar o descalabro que as multinacionais faz em nosso território em conluío com a mesquinhez dos ruralistas.

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