<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Tortura ainda é instrumento policial corriqueiro, diz Anistia</title>
	<atom:link href="http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 25 Nov 2009 13:52:12 -0200</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Por: MAICON</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-55972</link>
		<dc:creator>MAICON</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 01:17:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-55972</guid>
		<description>Olha  caro escritor  ,porq vc ao inves de ficar   implorando e defendendo  algo do passando  como  ter ideias de  prender   MILITARES   q foram ditadores ,indenizar  vitimas  da ditadura , não faz algo melhor  va pra rua E DEFENDA O DIREITO AO TRABALHO DIGNO, A MORADIA PRA TODOS   A PRISOES EFICIENTES  ,ONDE OS PRESOS POSSAM TRABALHAR  E SE ALTO SUSTENTAR E INCLUSIVE SUAS FAMILIAS    e outra  olha a lastima q nosso pais se encontra,vivemos e pagamos por algo q aconteceu no passando e nao concordo  em  a UNIÃO indenizar  vitimas  da ditadura. Pois vc pensou  se no futuro  as familias vitimas  de estupro  assalto a mao armada,  homicidios  ,resolverem entrar na justiça qrendo indenização  , oq seria de nosso pais??Temos q ue deixar  de ser ipocritas   e mudar nossas leis  ,ser mais justas  corrretas  ,simples e objetivas.No entanto quase todos os nossos representantes governamentais  q estão no poder  foram   foram exilados  e olha como esta nosso pais olha quanta corrupçãoesses ai foram contra a ditadura e eu nem vivi  essa época ,mais sera q nossos militares  na época nao estava correto ,hoje vivemos uma total liberdade onde o cidadão tem mais direito doque deveres e com isto ,ladroes ,estrupadores   sequestradores  ,traficantes  estão tomando conta   do pais e fica ai essa briga idiota por direito enquanto    o verdadeiro cidadão de bem esta sendo estirpado  do seio da sociedade ,pois nao esta valendo apena ser honesto nesse pais. E  pra que ser honesto pois vc pode fazer oq quiser  e se te pegarem vc mente  arruma um alibe  forja , engana a justiça  sua palavra contra a da vitima a do policial  ou joga a culpa no menor e tudo transcorrera muito bem .</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha  caro escritor  ,porq vc ao inves de ficar   implorando e defendendo  algo do passando  como  ter ideias de  prender   MILITARES   q foram ditadores ,indenizar  vitimas  da ditadura , não faz algo melhor  va pra rua E DEFENDA O DIREITO AO TRABALHO DIGNO, A MORADIA PRA TODOS   A PRISOES EFICIENTES  ,ONDE OS PRESOS POSSAM TRABALHAR  E SE ALTO SUSTENTAR E INCLUSIVE SUAS FAMILIAS    e outra  olha a lastima q nosso pais se encontra,vivemos e pagamos por algo q aconteceu no passando e nao concordo  em  a UNIÃO indenizar  vitimas  da ditadura. Pois vc pensou  se no futuro  as familias vitimas  de estupro  assalto a mao armada,  homicidios  ,resolverem entrar na justiça qrendo indenização  , oq seria de nosso pais??Temos q ue deixar  de ser ipocritas   e mudar nossas leis  ,ser mais justas  corrretas  ,simples e objetivas.No entanto quase todos os nossos representantes governamentais  q estão no poder  foram   foram exilados  e olha como esta nosso pais olha quanta corrupçãoesses ai foram contra a ditadura e eu nem vivi  essa época ,mais sera q nossos militares  na época nao estava correto ,hoje vivemos uma total liberdade onde o cidadão tem mais direito doque deveres e com isto ,ladroes ,estrupadores   sequestradores  ,traficantes  estão tomando conta   do pais e fica ai essa briga idiota por direito enquanto    o verdadeiro cidadão de bem esta sendo estirpado  do seio da sociedade ,pois nao esta valendo apena ser honesto nesse pais. E  pra que ser honesto pois vc pode fazer oq quiser  e se te pegarem vc mente  arruma um alibe  forja , engana a justiça  sua palavra contra a da vitima a do policial  ou joga a culpa no menor e tudo transcorrera muito bem .</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: zuza</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-53092</link>
		<dc:creator>zuza</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 00:46:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-53092</guid>
		<description>tudo sobre a ditabranda “ditadura”:


http://www.bolsonaro.com.br/jair/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>tudo sobre a ditabranda “ditadura”:</p>
<p><a href="http://www.bolsonaro.com.br/jair/" rel="nofollow">http://www.bolsonaro.com.br/jair/</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Renato</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-50296</link>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 00:43:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-50296</guid>
		<description>O ENCOBRIMENTO DO CRIME   

--------------------------------------------------------------------------------
   


Heitor De Paola



  



Deparei-me na página de “Opinião” do O Globo do dia 02/06 com o artigo de Cláudio Beato e Felipe Zilli, pesquisadores do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública da UFMG com o título “A estrutura do crime”.



 



Os autores perguntam se é possível identificar padrões e dinâmicas comuns ao processo de evolução das atividades criminosas, e logo respondem que, partindo do estudo de casos do Rio e outras metrópoles, podem ser identificadas algumas regularidades e detectados quatro estágios: num primeiro haveria uma lógica mais societária do que econômica, determinando uma forma anárquica, ainda não organizada no segundo, descreveram intensa competição entre grupos com utilização em massa de armas de fogo e entrada em cena do “policial violento e corrupto”. Também seriam refeitas antigas alianças para “proteção dentro das prisões”. No terceiro estágio há o predomínio de alguns grupos sobre outros, expansão das atividades comerciais em direção a outros tipos de atividades ilegais é o momento do ingresso das milícias no cenário. No último estágio reinaria o crime organizado globalizado e de inserção internacional, nos moldes da Máfia. Até aí, tudo bem, parece que estamos frente a um sério estudo acadêmico com o qual podemos divergir, mas reconhecer que é válido.



 



No entanto, esperava mais de um texto de dois acadêmicos, no mínimo o de apontar as mudanças ocorridas na estrutura política, e nas atividades criminosas que seriam responsáveis pela evolução entre as fases. Os autores apontam a década de 80 como o momento em que se iniciou a transição da fase 1 para a 2 no Rio de Janeiro, a fase de “estruturação das atividades e dos grupos criminosos”, da entrada em cena do “policial violento e corrupto” e do “upgrade no sistema prisional” (sic). Uma das características foi a formação de estruturas criminosas mais hierarquizadas como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro e o Primeiro Comando da Capital, denominados “estruturas de proteção dentro das prisões”.



 



Dito desta forma parece que a violência começou gratuitamente por parte dos policiais “violentos e corruptos” e autoridades carcerárias, contra as quais os bandidos, pobres vítimas indefesas, tiveram que formar quadrilhas para se defender. Mas, o que ocorreu na década anterior e no início daquela década, especificamente no Rio?



 



* * *



 



Na década de 70 a co-habitação de presos políticos com presos comuns resultou num conluio explosivo: os primeiros ensinaram aos segundos as táticas de guerrilha aprendidas em Cuba e outros paraísos comunistas, preparando-os, portanto, como seus legítimos sucessores, o que incluía aulas de organização revolucionária para a formação de quadrilhas mais eficientes. Isto explica a transição de “uma forma anárquica” para uma estrutura organizada nos moldes das organizações revolucionárias. Certamente, como conseqüência, ocorreu o aumento da violência dentro das prisões, o que motivou o necessário “upgrade do sistema prisional”. 



 



Na década de oitenta em todo país fervilhavam as campanhas para a anistia ampla, geral e irrestrita – como veríamos mais tarde, só para um dos lados – e das “Diretas Já”. Além disto, especificamente no Rio, assumia o Governo do Estado Leonel Brizola com seu “socialismo moreno”, os policiais viraram marginais e os bandidos viraram pobres vítimas. Os primeiros tiveram seu salário achatado, proporcionando o aumento da corrupção que, retrospectivamente, foi acusada de causa das medidas contra a polícia, precisavam complementar o combustível e pagar o conserto de viaturas decrépitas, e portavam armas enferrujadas. Estavam impedidos de subir os morros e qualquer atitude mais agressiva em relação aos bandidos dava inquérito na Comissão de Direitos Humanos e geralmente demissão. Face ao total descalabro um policial me disse em 1983, profeticamente: “moço, em pouco tempo eles (os bandidos) vão dominar toda a cidade”.



 



Não é natural que tenha havido a transição para o segundo estágio? 



 



* * *



 



Sem pretender esmiuçar o texto todo mencionarei apenas alguns outros pontos. Para os autores o Rio estaria hoje na transição para o terceiro. A descrição deste estágio é, mais uma vez, irrefutável: expansão das atividades comerciais para além do narcotráfico, para itens como “gatos” (ligações clandestinas de luz e água), venda informal de serviços públicos, provisão de bens e serviços, ingresso das milícias no cenário buscando a reorganização das atividades em outro patamar. E aí vem mais uma pérola: “No caso colombiano, foram os paramilitares que cumpriram este papel!”. Ou a ocultação da verdadeira pérola, as FARC? Para estes “especialistas” em criminalidade e segurança pública uma guerrilha de narcotraficantes de importância, magnitude e abrangência continental não existe! Nem lá na Colômbia, que dirá de sua influência direta no Brasil, apesar de Fernandinho Beira-Mar tê-la mencionado publicamente. Um bandido denuncia uma organização responsável pelo tráfico de drogas e de armas para o Brasil e os “especialistas” nem tomam conhecimento? Seria, no mínimo, espantoso, tamanha incompetência, se não soubéssemos claramente que sua função não é pesquisar, mas encobrir os verdadeiros criminosos! 



 



Mais uma vez os autores dizem corretamente que “cada fase merece um tipo específico de intervenção”. O que recomendam para impedir a progressão para o último estágio (crime organizado globalizado e de inserção internacional, nos moldes da máfia ou dos cartéis internacionais)? A “adoção de estratégias visando ao restabelecimento da ordem, com a total erradicação das armas de fogo e retomada de territórios”. Claro, o desarmamento da população de bem!



 



* * *



 



Existem textos que parecem ter vida própria e se recusam a permanecer no baú. Porém, quê fazer se a inversão da história continua a mesma? Refiro-me a um artigo já antigo de quase 8 anos, Um Dia de Chumbo, que re-apresentei em abril de 2006 e que sugiro aos leitores novamente. Nele faço algumas observações ainda atualíssimas.



 



A máquina de produção de mentiras históricas precisa permanentemente falsificá-la – como no Ministério da Verdade, de Orwell – e um dos métodos mais eficientes é a inversão de causa e efeito: conta-se a história sem ocultar nenhum fato, mas ao ser invertida a origem, toda a série posterior será contada ao revés. A causa primeira para o reconto revolucionário da história brasileira, no caso em apreço, anterior a tudo isto, está em 1964. 



 



Ensine-se a um adolescente que naquele ano, militares furibundos, sem provocação nenhuma, acabaram pelas armas a maravilhosa democracia em que vivia o país e que, por esta razão, começaram os protestos pela volta à democracia que estes foram violentamente reprimidos em 68 e, por esta razão, começou a reação armada contra o regime que os protestos populares contra uma ditadura cruel aumentaram de intensidade e, por esta razão, ocorreu a democratização à revelia dos militares. Dadas estas premissas, delas decorre automaticamente que a população carcerária era constituída de vítimas de policiais “violentos e corruptos” oriundos dos “porões da ditadura”. 



 



Não conheço os autores e, portanto, duas hipóteses me ocorrem: ou são jovens que desde os primeiros cursos, passando pelo segundo grau aprenderam esta história invertida e, obviamente, é natural que ao realizarem suas pesquisas completem a série ao revés automaticamente, pois é tudo o que conhecem ou então, sabem bem que estão mentindo e funcionam plenamente dentro do duplipensar revolucionário e, por via de dissonância cognitiva, acreditam nas duas versões e utilizam a que melhor preenche as diretivas revolucionárias explícitas ou implícitas na universidade e na mídia. Sabem que se não repetirem a versão oficial falsa serão relegados ao ostracismo acadêmico e midiático e perderão seus empregos, prestígio e arruinarão suas vidas. É claro que isto não os exime de culpa pelo que deveria ser o verdadeiro título de seu artigo: O Encobrimento do Crime!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O ENCOBRIMENTO DO CRIME   </p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Heitor De Paola</p>
<p>Deparei-me na página de “Opinião” do O Globo do dia 02/06 com o artigo de Cláudio Beato e Felipe Zilli, pesquisadores do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública da UFMG com o título “A estrutura do crime”.</p>
<p>Os autores perguntam se é possível identificar padrões e dinâmicas comuns ao processo de evolução das atividades criminosas, e logo respondem que, partindo do estudo de casos do Rio e outras metrópoles, podem ser identificadas algumas regularidades e detectados quatro estágios: num primeiro haveria uma lógica mais societária do que econômica, determinando uma forma anárquica, ainda não organizada no segundo, descreveram intensa competição entre grupos com utilização em massa de armas de fogo e entrada em cena do “policial violento e corrupto”. Também seriam refeitas antigas alianças para “proteção dentro das prisões”. No terceiro estágio há o predomínio de alguns grupos sobre outros, expansão das atividades comerciais em direção a outros tipos de atividades ilegais é o momento do ingresso das milícias no cenário. No último estágio reinaria o crime organizado globalizado e de inserção internacional, nos moldes da Máfia. Até aí, tudo bem, parece que estamos frente a um sério estudo acadêmico com o qual podemos divergir, mas reconhecer que é válido.</p>
<p>No entanto, esperava mais de um texto de dois acadêmicos, no mínimo o de apontar as mudanças ocorridas na estrutura política, e nas atividades criminosas que seriam responsáveis pela evolução entre as fases. Os autores apontam a década de 80 como o momento em que se iniciou a transição da fase 1 para a 2 no Rio de Janeiro, a fase de “estruturação das atividades e dos grupos criminosos”, da entrada em cena do “policial violento e corrupto” e do “upgrade no sistema prisional” (sic). Uma das características foi a formação de estruturas criminosas mais hierarquizadas como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro e o Primeiro Comando da Capital, denominados “estruturas de proteção dentro das prisões”.</p>
<p>Dito desta forma parece que a violência começou gratuitamente por parte dos policiais “violentos e corruptos” e autoridades carcerárias, contra as quais os bandidos, pobres vítimas indefesas, tiveram que formar quadrilhas para se defender. Mas, o que ocorreu na década anterior e no início daquela década, especificamente no Rio?</p>
<p>* * *</p>
<p>Na década de 70 a co-habitação de presos políticos com presos comuns resultou num conluio explosivo: os primeiros ensinaram aos segundos as táticas de guerrilha aprendidas em Cuba e outros paraísos comunistas, preparando-os, portanto, como seus legítimos sucessores, o que incluía aulas de organização revolucionária para a formação de quadrilhas mais eficientes. Isto explica a transição de “uma forma anárquica” para uma estrutura organizada nos moldes das organizações revolucionárias. Certamente, como conseqüência, ocorreu o aumento da violência dentro das prisões, o que motivou o necessário “upgrade do sistema prisional”. </p>
<p>Na década de oitenta em todo país fervilhavam as campanhas para a anistia ampla, geral e irrestrita – como veríamos mais tarde, só para um dos lados – e das “Diretas Já”. Além disto, especificamente no Rio, assumia o Governo do Estado Leonel Brizola com seu “socialismo moreno”, os policiais viraram marginais e os bandidos viraram pobres vítimas. Os primeiros tiveram seu salário achatado, proporcionando o aumento da corrupção que, retrospectivamente, foi acusada de causa das medidas contra a polícia, precisavam complementar o combustível e pagar o conserto de viaturas decrépitas, e portavam armas enferrujadas. Estavam impedidos de subir os morros e qualquer atitude mais agressiva em relação aos bandidos dava inquérito na Comissão de Direitos Humanos e geralmente demissão. Face ao total descalabro um policial me disse em 1983, profeticamente: “moço, em pouco tempo eles (os bandidos) vão dominar toda a cidade”.</p>
<p>Não é natural que tenha havido a transição para o segundo estágio? </p>
<p>* * *</p>
<p>Sem pretender esmiuçar o texto todo mencionarei apenas alguns outros pontos. Para os autores o Rio estaria hoje na transição para o terceiro. A descrição deste estágio é, mais uma vez, irrefutável: expansão das atividades comerciais para além do narcotráfico, para itens como “gatos” (ligações clandestinas de luz e água), venda informal de serviços públicos, provisão de bens e serviços, ingresso das milícias no cenário buscando a reorganização das atividades em outro patamar. E aí vem mais uma pérola: “No caso colombiano, foram os paramilitares que cumpriram este papel!”. Ou a ocultação da verdadeira pérola, as FARC? Para estes “especialistas” em criminalidade e segurança pública uma guerrilha de narcotraficantes de importância, magnitude e abrangência continental não existe! Nem lá na Colômbia, que dirá de sua influência direta no Brasil, apesar de Fernandinho Beira-Mar tê-la mencionado publicamente. Um bandido denuncia uma organização responsável pelo tráfico de drogas e de armas para o Brasil e os “especialistas” nem tomam conhecimento? Seria, no mínimo, espantoso, tamanha incompetência, se não soubéssemos claramente que sua função não é pesquisar, mas encobrir os verdadeiros criminosos! </p>
<p>Mais uma vez os autores dizem corretamente que “cada fase merece um tipo específico de intervenção”. O que recomendam para impedir a progressão para o último estágio (crime organizado globalizado e de inserção internacional, nos moldes da máfia ou dos cartéis internacionais)? A “adoção de estratégias visando ao restabelecimento da ordem, com a total erradicação das armas de fogo e retomada de territórios”. Claro, o desarmamento da população de bem!</p>
<p>* * *</p>
<p>Existem textos que parecem ter vida própria e se recusam a permanecer no baú. Porém, quê fazer se a inversão da história continua a mesma? Refiro-me a um artigo já antigo de quase 8 anos, Um Dia de Chumbo, que re-apresentei em abril de 2006 e que sugiro aos leitores novamente. Nele faço algumas observações ainda atualíssimas.</p>
<p>A máquina de produção de mentiras históricas precisa permanentemente falsificá-la – como no Ministério da Verdade, de Orwell – e um dos métodos mais eficientes é a inversão de causa e efeito: conta-se a história sem ocultar nenhum fato, mas ao ser invertida a origem, toda a série posterior será contada ao revés. A causa primeira para o reconto revolucionário da história brasileira, no caso em apreço, anterior a tudo isto, está em 1964. </p>
<p>Ensine-se a um adolescente que naquele ano, militares furibundos, sem provocação nenhuma, acabaram pelas armas a maravilhosa democracia em que vivia o país e que, por esta razão, começaram os protestos pela volta à democracia que estes foram violentamente reprimidos em 68 e, por esta razão, começou a reação armada contra o regime que os protestos populares contra uma ditadura cruel aumentaram de intensidade e, por esta razão, ocorreu a democratização à revelia dos militares. Dadas estas premissas, delas decorre automaticamente que a população carcerária era constituída de vítimas de policiais “violentos e corruptos” oriundos dos “porões da ditadura”. </p>
<p>Não conheço os autores e, portanto, duas hipóteses me ocorrem: ou são jovens que desde os primeiros cursos, passando pelo segundo grau aprenderam esta história invertida e, obviamente, é natural que ao realizarem suas pesquisas completem a série ao revés automaticamente, pois é tudo o que conhecem ou então, sabem bem que estão mentindo e funcionam plenamente dentro do duplipensar revolucionário e, por via de dissonância cognitiva, acreditam nas duas versões e utilizam a que melhor preenche as diretivas revolucionárias explícitas ou implícitas na universidade e na mídia. Sabem que se não repetirem a versão oficial falsa serão relegados ao ostracismo acadêmico e midiático e perderão seus empregos, prestígio e arruinarão suas vidas. É claro que isto não os exime de culpa pelo que deveria ser o verdadeiro título de seu artigo: O Encobrimento do Crime!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Siboba</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-49294</link>
		<dc:creator>Siboba</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 12:06:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-49294</guid>
		<description>Ou policial civil, tanto faz.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ou policial civil, tanto faz.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Siboba</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-49293</link>
		<dc:creator>Siboba</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 12:05:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-49293</guid>
		<description>Fernando Santos:

Esquece. Se você fosse terrorista, baderneiro ou do MST, ele te ajudava. Mas você é policial. E o Sakamoto abomina a PM.......

Pronto. Falei.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando Santos:</p>
<p>Esquece. Se você fosse terrorista, baderneiro ou do MST, ele te ajudava. Mas você é policial. E o Sakamoto abomina a PM&#8230;&#8230;.</p>
<p>Pronto. Falei.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Santos</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-49261</link>
		<dc:creator>Fernando Santos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2009 19:22:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-49261</guid>
		<description>Prezado Dr. Leonardo Sakamoto,
Sou policial civil do Estado de Santa Catarina e estou cursando uma especialização em segurança pública e fiquei sabendo que um dos alunos do mestrado em jornalismo da USP fez uma pesquisa sobre a atuação das polícias no local de homicídio, na cidade de São Paulo. Solicitaria os préstimos de vossa senhoria em indicar onde posso ter acesso a este trabalho acadêmico de forma virtual. 
Desde já agradeço sua ajuda.
Um forte abraço!!
Att.
Fernando Santos
fernandosantos@pc.sc.gov.br</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Dr. Leonardo Sakamoto,<br />
Sou policial civil do Estado de Santa Catarina e estou cursando uma especialização em segurança pública e fiquei sabendo que um dos alunos do mestrado em jornalismo da USP fez uma pesquisa sobre a atuação das polícias no local de homicídio, na cidade de São Paulo. Solicitaria os préstimos de vossa senhoria em indicar onde posso ter acesso a este trabalho acadêmico de forma virtual.<br />
Desde já agradeço sua ajuda.<br />
Um forte abraço!!<br />
Att.<br />
Fernando Santos<br />
<a href="mailto:fernandosantos@pc.sc.gov.br">fernandosantos@pc.sc.gov.br</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Helio Nóbrega</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-49240</link>
		<dc:creator>Helio Nóbrega</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 22:21:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-49240</guid>
		<description>desculpe, me enganei, ja achei.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>desculpe, me enganei, ja achei.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Helio Nóbrega</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-49239</link>
		<dc:creator>Helio Nóbrega</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 22:13:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-49239</guid>
		<description>ué, que estranho, postei um comentário ontem, quando fui dormir ele estava  aí, fui ver hoje, não está. Oxente, aí tem censura?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ué, que estranho, postei um comentário ontem, quando fui dormir ele estava  aí, fui ver hoje, não está. Oxente, aí tem censura?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ciro Lauschner</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-49238</link>
		<dc:creator>Ciro Lauschner</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 22:05:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-49238</guid>
		<description>Finalmente achei algo que me faz concordar com o Sakamoto, que é o  repúdio sem concessões à tortura e à ditadura militar. Infelizmente ainda há    a figura nauseabunda do &quot;bate pau&quot; em muitissimas delegacias do Brasil , figura essa cuja função é bater em presos para que confessem supostos delitos, não raras vezes matando inocentes .A ditadura militar usou as PMs e as PCs para fazerem o papel de capitães do mato  na perseguição de &quot;subversivos&quot; e o legado que deixaram foi
 essa  segurança que temos aí, onde não raramente um acerto com o bandido é muito melhor do que confiar  no Estado. Creio tb, que uma das soluções seria extinguir completamente  todas as secretarias de Segurança Pública e iniciar do zero , e talvez uma das  alternativas fosse mesmo municipalizar a segurança, como foi sugerido aqui</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente achei algo que me faz concordar com o Sakamoto, que é o  repúdio sem concessões à tortura e à ditadura militar. Infelizmente ainda há    a figura nauseabunda do &#8220;bate pau&#8221; em muitissimas delegacias do Brasil , figura essa cuja função é bater em presos para que confessem supostos delitos, não raras vezes matando inocentes .A ditadura militar usou as PMs e as PCs para fazerem o papel de capitães do mato  na perseguição de &#8220;subversivos&#8221; e o legado que deixaram foi<br />
 essa  segurança que temos aí, onde não raramente um acerto com o bandido é muito melhor do que confiar  no Estado. Creio tb, que uma das soluções seria extinguir completamente  todas as secretarias de Segurança Pública e iniciar do zero , e talvez uma das  alternativas fosse mesmo municipalizar a segurança, como foi sugerido aqui</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: calypso thereza escobar  velloso</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/05/28/tortura-ainda-e-instrumento-policial-corriqueiro-diz-anistia/comment-page-3/#comment-49236</link>
		<dc:creator>calypso thereza escobar  velloso</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 21:04:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?p=5788#comment-49236</guid>
		<description>estamos ,Sakamoto,nos debatendo com um assunto tenaz e torturante...há que esquecer a massa deste problema.Poder e dinheiro comandam é extremamente sedutor o bom humor dos poderosos e o triste humor dos que  carregam o calvário..A tropa de assaltantes está segura nos palácios e até os que nos avizinham,esta massa está na na voz branda,no olhar que conclama aos céus obter resultados.A origem da coisas está na fúria das cabeças , e , emerge como símbolo do &quot;assunto do dia&quot;. Este... o qual você lança...como cartão de visita.Grata calypso escobar</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>estamos ,Sakamoto,nos debatendo com um assunto tenaz e torturante&#8230;há que esquecer a massa deste problema.Poder e dinheiro comandam é extremamente sedutor o bom humor dos poderosos e o triste humor dos que  carregam o calvário..A tropa de assaltantes está segura nos palácios e até os que nos avizinham,esta massa está na na voz branda,no olhar que conclama aos céus obter resultados.A origem da coisas está na fúria das cabeças , e , emerge como símbolo do &#8220;assunto do dia&#8221;. Este&#8230; o qual você lança&#8230;como cartão de visita.Grata calypso escobar</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
