Tortura ainda é instrumento policial corriqueiro, diz Anistia
O relatório da Anistia Internacional publicado hoje destaca a discussão sobre a Lei da Anistia e a punição aos torturadores no Brasil, que colocou em lados opostos setores do governo federal no ano passado. Uma das figuras centrais nesse debate foi o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra – açougueiro da ditadura – que foi defendido pela Advocacia Geral da União, deixando pasma parte do governo (pelo menos a que foi presa e torturada) e da sociedade civil.
Enquanto o Brasil não quitar uma dívida com o seu passado, trazendo à tona os nomes e punindo os torturadores que agiram em nome do Estado durante a ditadura militar, não conseguiremos dar um passo em direção a um futuro de respeito aos direitos políticos, civis e sociais. Já abordei o assunto aqui várias vezes, apoiando a sociedade civil e os setores do governo federal que encampam a luta pela memória e a verdade. Tortura não é crime político, é crime contra a humanidade, e como tal não prescreve jamais e nem pode ser contemplado pela Lei da Anistia.
Nossa política para tratar dos abusos durante a ditadura prevê compensações financeiras para quem sofreu nas mãos do Estado. A Anistia tem servido como justificativa para encobrir crimes que, em outros países vizinhos, como a Argentina, têm sido trazidos a público e julgados. Se perguntarem para as vítimas da Gloriosa se elas preferem dinheiro ou cadeia aos culpados, tenham certeza que a imensa maioria irá escolher a segunda opção. Não por revanchismo, mas por Justiça. Mas essa opção infelizmente não existe.
Fizeram bem os ministros Tarso Genro, Dilma Roussef e Paulo Vannuchi, no ano passado, ao condenarem o comportamento da Advocacia Geral da União, que considerou que a Lei da Anistia perdoou a tortura cometida durante a ditadura. Esse ato foi usado na defesa de militares reformados como Brilhante Ustra e Audir Maciel, que chefiaram o DOI-Codi, o açougue da ditadura. José Antonio Toffoli, que está à frente da AGU, bateu o pé sobre o caso. Sabe-se, em Brasília, que ele tem interesses maiores na sua meteórica carreira jurídica – especificamente um assento no STF. Então, para que comprar uma briga como essa, considerando a quantidade de interesses envolvidos?
Nossa transição para a democracia foi lenta, gradual e pacífica – do comando indo dos militares à burguesia, que já participara ativamente da ditadura. Infelizmente, não houve uma necessária clivagem como em outras transições no Cone Sul. Não trabalhamos o nosso passado e, por isso, não nos desvencilhamos dele – da forma como estruturamos nosso desenvolvimento à maneira como tratamos aqueles que discordam do sistema.
Em novembro passado, o coronel Jarbas Passarinho nos premiou com uma pérola de artigo na página A3 do jornal Folha de S. Paulo, cujo título era “Julgadores facciosos dos direitos humanos”. Nele, desanca os que estão lutando para ver a justiça ser feita no caso da tortura, reclamando da ideologização dos direitos humanos, que estaria sendo guiada por quem é a favor da condenação de torturadores e não de “terroristas” que teriam agido durante a ditadura. Esquecendo, é claro, que no primeiro caso estamos falando de crimes cometidos pelo Estado – que têm a função de proteger o cidadão, não de botá-lo no pau-de-arara, dar choques em suas genitálias, violentar seu corpo e sua alma, sumir com cadáveres…
No século 21, vivemos um momento em que a reafirmação dos direitos humanos é uma tarefa difícil e necessária. Parte daqueles que deveriam servir ao cidadão jogam os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completou seis décadas ano passado, no lixo, dizendo que isso emperra o progresso ou atrapalha uma “convivência pacífica” entre ricos e pobres, torturadores e torturados.
Diz o relatório da Anistia Internacional: “Apesar das várias iniciativas governamentais, entre as quais a recente ratificação do Protocolo Facultativo à Convenção contra a Tortura, a prática da tortura por agentes policiais ainda era comum no momento de efetuar a prisão, durante o interrogatório e no período de detenção”.
E mais: “Constatou-se que alguns indivíduos dos quadros das forças de segurança e dos órgãos de aplicação da lei estavam envolvidos com grupos de extermínio, com milícias e com atividades criminosas”. Práticas criminosas, que incluem fazer justiça com as próprias mãos ou, na melhor das hipóteses, ser incapaz de cumprir o dever de garantir os direitos dos cidadãos mais humildes.
Ontem, relatei no blog um caso que vai nesse sentido e que ilustra bem o ponto.
Em São Paulo, um homem de 39 anos foi encontrado enforcado pouco mais de duas horas após ter sido preso. Supostamente, era traficante e transportava cocaína. Supostamente, teria se enforcado usando um cadarço de sapato. Questionado por jornalistas se não é praxe da polícia retirar os cadarços de sapatos de presos, um policial afirmou que o acusado usou um pedaço de papelão para arrastar um cadarço que estava fora da cela. Uma justificativa risível.
Pensávamos há 20 ou 30 anos que a defesa dos direitos humanos já estaria superada. Neste momento, trabalharíamos para obter avanços para além desses patamares liberais mínimos, no sentido de garantir mudanças estruturais na sociedade. O que vemos, porém, é um refluxo. A vida é desrespeitada em todas as suas facetas e a defesa desses direitos não perpassa governos e sociedade. É bandeira de poucos.
Diversas vezes fui “acusado” de agir com e por ideologia ao escrever contra a exploração do trabalho, a pilhagem ambiental ou desrespeito às populações tradicionais. O que era elogio há algumas décadas passa a ser xingamento nos primeiros anos do novo século. Agir por dinheiro ou pelo poder também é uma ideologia, apesar de ser considerada uma “emanação da racionalidade humana no seu estado mais grandioso”.
Talvez a geração que está hoje no poder e que, de uma forma ou outra lutou contra a ditadura que Brilhante Ustra representou, não consiga fazer Justiça às atrocidades cometidas pelos lacaios do regime apesar de seus esforços. Os governos estão por demais inseridos em um tempo que ainda os amarra à Gloriosa.
Mas, como já disse aqui uma vez, garanto que a minha geração tratará de manter essa luta e colocar o nome de torturadores e daqueles que negam os direitos mais básicos na latrina da História. É uma pena que eles não estarão vivos para ver esse dia chegar.
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Infelizmente, ainda existe esse método antiquissimo de arrancar confissões da parte de pessoas que se acham sob o pêso da Justiça, quer seja no Brasil, quer seja em várias partes do mundo, ou, quiçá, no mundo inteiro. É, todos nós sabemos , uma forma violenta, a qual não respeita as dores terriveis sofridas pelos torturados, seja homem ou mulher. Sinceramente, com essa resposta da Anistia Internacional, não sei qual outro orgão que poderia cuidar desse caso e que poderia, também, definir de uma maneira mais firme e clara, sem banalizar o assunto.
RF
Como policial militar cumpridor dos direitos humanos, gostaria de deixar minha contribuiçao na luta pela afirmaçao destes direitos em nosso pais. No meu modo de pensar, a politica de direitos humanos tambem passa por uma melhor preparaçao, remuneraçao e valorizaçao dos agentes das nossas policias. É muito desmotivador fazer o seu trabalho de maneira correta, e em todos os comentarios, em todas as reportagens que se vê, ser colocado na vala comum, junto com outros que nao executam suas funçoes de maneira correta, os que nao se norteiam pelos direitos humanos. Este pensamento generalista e ate certo ponto preconceituoso precisa mudar. Punição sim para os que praticam estes atos arbitrarios, mas valorizaçao para aqueles que pensam em servir a sociedade de maneira justa e imparcial.
Tortura é condenável e abominável. Porém , tomemos cuidado pois o limite entre respeito aos direitos humanos e leniência é muito estreito. Na dúvida , proteger-se-á a sociedade, que é a parte indefesa no confronto com o subproduto dela, a marginalidade. Vide o maravilhoso Rio de Janeiro.
quero fazer uma pergunta, Direitos humanos são pagos pelos bandidos para defende-los pois só vejo defenderem bandidos e porque nao vão ver as vitimas dos bandidos, eles tem direito de matar, roubar, assasinar , destruir familias, e os direitos dos cidadãos de bem. quando bandidos matam mil, falam um pouco e depois todos esquecem, e quando a poliçia mata alguns bandidos ninguem esquece fazem filmes etc. porque os direitos humanos nao ensinam os direitos humanos aos bandidos.e facil solucionar este problema e só os bandidos não serem bandidos , dai a policia não os torturam, vcs acham que bandidos são anjos levem a suas casas e cuidem deles. Sou contra a pena de morte porque ninguem tem o direito de tirar a vida, mas digam isto aos bandidos. Sou a favor de usar as chibatas ou o açoite, e depois jogar em salmora, queria ver se esta guriada nao iam se indireitar.eu nunca fui amolado pela policia apenas em algumas ocasioes me pediram os documentos , eu mostrei , e nunca me prenderam . este pessoal nao querem cumprir as ordens policias para manteram a paz e a ordem como esta torcidas de futebol depois quando apanham querem falar que são as vitimas. ñao matem mas abaixem o açoite.
ontem assisti na record uma reportagem, sobe corrupção em Osasco, onde citam policia civil, policia militar e facções juntas, ai fico preocupado com o final disso, será que as corregedorias serão suficientes para desbaratar essas quadrilhas de carteirinha.
e quando os bandidos atiram, dai perdem todos direitos humanos, quando roubam matam destoiem familias , perdem todos os direitos humanos. o direitos humanos sao para pessoas que cumprem a lei sao honestos honrados, lutam com honestide pela vida
em todas as organizaçoes tem bandidos infiltrados sejam civis ou religiosas e dai nao podemos acabar com as organizaçoes e sim com os bandidos que estao infiltrados nelas. e nem poristo temos de virar bandidos porque eles sao.
Admiro sua iniciativa Sakamoto, mas não concordo com muitas das suas opiniões.
Tudo bem que “só estava seguindo ordens” não pode ser usado desde a segunda guerra mundial, mas me pergunto realmente qual seria a relevância de punir os indivíduos responsaveis pela tortura quando essa era uma política do estado. Isso é tão relevante quanto punir o chicote ou o gerador elétrico pelas torturas.
O foco deveria ser evitar que tais abusos corram em nosso estado democratico atual. Punir aqueles que agem hoje contra as leis vigentes de direitos humanos.
Sei que remexer em esqueletos da ditadura parece ser moda na América Latina, mas quais os benefícios reais que isso iria provocar? Justiça para os torturados? Aqueles que foram os torturados hoje estão no poder, isso ao meu ver é justiça contra o estado.
Um mero sentimento de retribuição contra os torturadores não vai compensar o que as vítimas sofreram com a tortura, ao mesmo tempo que isso não vai ajudar em nada acabar com a tortura “por baixo do pano” que ainda ocorre no nosso sistema policial e penal.
como se deve arrancar certas informações de pessoas como estupradores/ homicidas/matadores/traficantes e todas essas pessoas violentas e a policia deve agir com carinho ,respeito com essas criaturas , por favor meu blogueiro, vc deveria defender os direitos humanos das pessoas que foram vitimadas por eles e não o direito deles, faça me um favor emmmmm talvez seja por isso que eles pintem e bordem porai e vcs nada fazem para poder frear essas pessoas , porem quando a policia conseguem capturar algum deles depois de muito custo e trabalho e tiroteio vcs ainda querem que sejam tratados com carinho, o dia que vc tiver na unha deles e talvez conseguir escapar ai acho que mude seu campo de visão, copioooooooooo
OS DIREITOS HUMANOS POR AQUÍ SÓ APARECE PARA DEFESA
DE BANDIDOS,PARA AS PESSOAS QUE PERDERAM SEUS
ENTES,FILHOS OU PAI DE FAMÍLIA,NINGUEM APARECE PARA,
PELO MENOS,CONSOLA-LOS.TEM MAIS,SE HOUVESSE TOR-
TURA COMO SE É PROPALADA,NO RIO A CRIMINALIDADE
JÁ ESTARIA SOLUCIONADA.QUANDO UM CIDADÃO E VÍTIMA
DE UM CRIME,A MÍDIA NÃO SE EMPENHA TANTO,MAS PARA
UM FORA DA LEI,QUE SE DEU MAL ELA EXAGERA.
POR QUE???????
primeira coisa que deveria ser feita no paiz era distinguir oque é humano e o que não é, fazendo isso acabaria com essa sena de pessoas defendendo direitos de bandidos e as vitimas largadas ao léo, tipo humano é a pessoa cumpridora de seus deveres e obrigações, corretas , justas , trabalhadoras, que querem viajar e curtir um pouco de suas ferias com seus filhos/mulheres e namoradas sem a interrupção barbara de um assalto/crime/ou serem mortas por balas perdidas (ou achadas né) e os que não se encaixam nisso ferro e fogo neles meu blogueiro tenha outra visão da vida e saia dessa capsula de vidro sua , o buraco é mais embaixo
Qual seria a solução contra a violência, na visão do ilustre estudioso. A solução imediata, não a longo prazo, pois todos nós sabemos da solução a longo prazo, que seria educação, distribuição de renda, saúde, ……..Mas e a solução a curto prazo. O que fazer com esses marginais atuais. Outra pergunta ao Sr Dr., qto se investe em segurança pública. E, para terminar, existem péssimos médicos, engenheiros, jornalistas, cirurgiões, etc…, porque não pode haver péssimos policias, como em toda profissão. Outra coisa a Policia prende muito, o problema é que os presos não ficam presos. Porque o Sr. Dr. não consulta quem faz as nossas leis e quem julaga as mesma. a policia só prende e muito.
Já que a Lei da Anistia não deve ser aplicada para torturadores, por que também não condenar os guerrilheiros dos anos 70 e 80 por crime de sequestro? Por que só os torturadores são bandidos? Se quisermos revolver o passado, teríamos que responsabilizar também os que usaram de força (sequestro, roubo, assassinato e guerrilha) com propósitos ideológicos.
Seria interessante SOLICITAR ou pedir encarecidamente, que o Sr Fernadinho Beira-Mar encostasse na parede para ser realizado uma busca em sua pessoa. Seria lindo! Acorda estudante, saía dos livros! A realidade é outra, pelo visto vc nunca pegou um ônibus lotado, ou enfrentou um tiroteio.
sabe pra que servem estes relatórios que vc se refere? absolutamente nada. são puro lixo ideológico.
Infelismente no Brasil, a lei não funciona.
Fala mais alto a grana !!
Veja nossa Camara Federal e Senado !! A Cambada toda é só de milionários! Estão ali apenas para que as mudanças não se realizem, para continuarem a saquear.
Aqui a máfia tem filial, com endereço, e-mail, e nome dos seus representantes, tudo dentro da lei….!!!!???
Temos que tirar o poder destes politicos.
Êles são apenas servidores do estado.
Existe no Brasil algum politico, deputado, senador, governador, ex presidentes, prefeitos, vereador….preso?????
Direitos Humanos são para quem obedece às leis…
Ó Marco antónio 28-5-2009
Os guerrilheiros já foram punidos,com altas indinizaçoes e bolsa terrorismo.
Vejo com pesar que toda a população brasileira, que por motivo cultural é alheia a tudo que acontece além de seu umbigo, que as citações referentes à dita Ditadura Militar são direcionadas por aqueles que, na maior parte das vezes, tem algum tipo de interesse particular em desviar o foco para outras odes que não a sua.
Dizer que não houve violência por parte do Estado na administração daquela fase política turbulenta do Brasil, é, no mínimo hipocrisia. Maior que ela é atribuir somente aos agentes do Estado toda responsabilidade dessas violências. Não se nega que houveram vítimas inocentes dos fatos, mas essas foram a minoria tendendo a zero.
Os hoje auto-proclamados “VÍTIMAS DA DITADURA”, gritando a todos os ventos que foram torturados ou perseguidos quando tentavam trazer ao pais a tão sonhada democracia, não contam a história como ela realmente aconteceu.
Acontece que as práticas de tortura foram sim disseminadas por ambos os lados. Procurem saber da história do Capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Alberto Mendes Junior que foi torturado até a morte por essas pobres vítimas da ocasião. Perguntem a si mesmos quanto as reais intenções daqueles defensores da democracia, se era isso que queriam ou se, na verdade queriam trazer para cá a ditadura que eles gostariam de administrar. São realmente heróis de que?
Tanto quanto acusam, indicam nomes de militares agressores, deveriam, caso fossem pessoas comprometidas com a justiça que tanto pregam, se incluir como réus pelos mesmos crimes que praticaram, se não piores.
Torturaram, mataram, sequestraram, roubaram, etc,etc, em nome da Democracia! Isso vale? Ai pode sem que sejam considerados criminosos?
Caros leitores, antes de aceitarem tudo que é escrito por pessoas que têm somente conhecimento superficial do assunto e captou informações junto a tendenciosas vítimas que, ao contrario de que trouxe o texto, estão sim atrás de dinheiro, pois sobre justiça eles não tem a menor idéia de seu significado.
Todos os políticos citados fizeram parte de grupos criminosos, quadrilhas mesmo, e não de grupos políticos. Não são vítimas, são algozes calhordas de nossa história e democracia.
Continuem votando nessas pobres vítimas, que do resto eles se encarregam (desprezo a democracia, desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, etc).
Modelo de interrogatório de presos segundo Sakamoto, Leonardo:
POLICIAL: – Pegamos você com a arma na mão, ainda fumegante, e a vítima agonizando no chão, à sua frente. Você tem algo a declarar?
PRESO: – Não.
POLICIAL: – Pode ir pra casa.
Pronto. ironizei.
Em tempo, não devemos generalizar todas as instituições como corruptas, incontroláveis, sem qualquer tipo de controle ou de parâmetro administrativo.
Falo isso pois acima acabei até generalizando quando citei alguns criminosos que podem administrar suas quadrilhas com a anuência da Nação, através do voto popular.
São ALGUNS CRIMINOSOS, não podendo dizer que todos que ali estão são corruptos, etc. Nem que se prove que a maior parte é, realmente, criminosa, há sim Estadistas, pessoas que estão lá pela manutenção e melhoria do estado democrático.
Da mesma forma, dizer que as Polícias Civil e Militar estão envolvidas com quadrilhas criminosas, não é verdade. A verdade é que algumas pessoas, oriundas da nossa sociedade e cultura, que integram essas corporações é que acabam por manchar o nome das mesmas. É claro que para imprensa é muito mais comercial anunciar que a Polícia Civil, Polícia Militar, etc, estão envolvidas em esquemas criminosas, do que dizer que o Investigador ou PM João da Couves, através de um desvio da conduta imposta por sua organização, agiu de forma criminosa. Também não informam que consequências os mesmos sofrem por seus atos infracionários. Respondem por seus crimes, na justiça e administrativamente e, quase sempre perdem seu cargo. As leis que dizem ser diferenciadas para os mesmos, favorecendo-os não existem. São as mesmas leis que todo o cidadão brasileiro esta sujeito. Se são libertados contrapondo a vontade popular, muitas vezes impostas por interesse de veículos de informação, são pela mesma lei que põe o assassino na rua, faltando apenas dar-lhe uma medalha de honra ao mérito pelo glamoroso crime que cometeu.
sabe o que realmente deve incomodar essa gente toda? é saber que a despeito da revisão da história que tentam fazer, a ditadura militar no Brasil teve AMPLO APOIO DA SOCIEDADE. não se trata de defender A ou B, apenas uma reles constatação. faça uma pesquisa e verá.
O QUE ESSA TAL DE “ANISTIA INTERNACIONAL” FALA A RESPEITO DO GENOCÍDIO OFICIAL PRATICADO HÁ DÉCADAS NOS EUA, EUROPA, RÚSSI A ECHINA? REFIRO-ME AO ABJETO, ODIENTO E COVARDE…ABORTO!
POIS É…OS SAFADOS PSEUDO-ESQUERDINHAS INTERNACIONAIS NEO-IMPERIALISTAS DA “ANISTIA INTERNACIONAL” (QUE DESPEJA MILHÕES DE DÓLARES NA “NOSSA” MÍDIA, SUKAMOTO/IG INCLUÍDO DENTRO DESSA) SIMPLESMENTE CALAM-SE A RESPEITO DESSA EXCRECÊNCIA, DESSE GENOCÍDIO DE SERES HUMANOS INOCENTES…
NA VERDADE, A “ANISTIA INTERNACIONAL” APOIA E ESTIMULA ESSA CARNIFICINA DE SERES HUMANOS INOCENTES (MEIO “INCOERENTE” , NÃO?)…DEVIA CHAMAR-SE “AMNÉSIA INTERNACIONAL”, “ANESTESIA INTERNACIONAL”, “FALÁCIA INTERNACIONAL”, ISSO SIM…
Dane-se os fetos.
Acredito que todo o sistema policial brasileiro deveria ser extinto, e criado um novo sistema baseado em força policial municipal, monitorado e corrigido pelas camaras municipais pois que vereadores estão mais proximos do povo e suas reinvidicações.
Com isto teria fim, o gigantismo e corpórativismo dessas famigeradas organizações policiais, que não passam em sua grande maioria de criminosos protegidos por um distintivo.
O mesmo raciocinio vale para o sistema penitenciario que poderia ser municipalizado ( cada municipio ter obrigatoriamente uma penitenciaria) e estas serem privatizadas a fim de que os prisioneiros sofram pena de trabalho gratuito e sejam ao mesmo tempo resocializados e tenham acomodações e tratamento digno de pessoas e não de animais como são as cadeias e penitenciarias do Brasil.
Quanto aos militares fica a pergunta???
Para o que é mesmo que eles servem???
A ultima guerra de verdade que participaram foi em 1870
A FEB teve em termos de guerra participação infima( ou sera que a tomada de Monte Castelo ) resolveu alguma coisa em termos do conflito global????????
Acho que a posição do mencionado coronel em relação a tortura,demonstra uma demência precoce ou uma psicopatia enrustida.A tortura por si só é infame e vil. O homem é o único animal que tortura a sua espécie.Na época muitos oficiais,democratas de fato e nacionalistas foram injustiçados,prejudicados barbaramente,até mortos e presos por não compactuar com os abusos dos torturadores de então.Temos muitos coronéis torturadores inativos,hoje travestidos de democratas autenticos.A história mostra que nada justifica a tortura. Os pobres argelinos,foram terrivelmente torturados pelos franceses e não adiantou nada. Muitos no Brasil foram torturados e perseguidos,depois ocuparam cargos importantes na administração e governo.Não creio que a tortura seja no fundo interesse do Estado,mas de alguns cidadãos que dizem representar o Estado que se satisfazem nessa atividade mórbida e doente. O governo brasileiro,tem de acabar com a tortura nas Delegacias de Polícia do Brasil,tem ainda muito torturador por todo esse país.Acho que não apenas entidades de fora ,Anistias,etc… devem denunciar a tortura, os juízes, os promotores, os advogados,devem ir nos porões das Degacias de preferência após a meia-noite,às 3 ou 4 hrs da madrugada,aí é que os psicopatas se realizam e satisfazem. O Brasil só será uma democracia efetiva quando os torturadores forem presos e julgados na forma da lei.É isso,.. Ron
Para o terrorista, pau de arara. Para o homem de bem, DIREITOS HUMANOS.
Queria que estes comunistas ficassem presos em cuba ou nos gulags na rússia pra eles sentirem na pele o exemplar respeito aos direitos humanos empregado pela esquerdalha que eles tanto defendem.
Eu não sei se é hipocrisia ou idiotice, basta assistir aguns telejornais ao estilo Datena ou, se preferir, ficar em uma delegacia aguardando para registrar um BO., que qualquer um poderá constatar as condições em que os suspeitos são trazidos pela PM (Força Tática, ROTA) e GM para o plantão policial, já estão todos esculachados, as equipes de investigação tipo DEIC ou DENARC, são mais discretas levam para os “porões” ou “esquisitos”, lugares onde os suspeitos são torturados e ACHACADOS, se tem dinheiro são soltos, se não tem já estão condenados, após a obtenção de interrogatório sob tortura todos os demais atos do chamado “devido processo legal”, não passam de fachada, visto que nenhum defensor poderá reverter juridicamente a prova produzida no inquerito, até porque, os que ficam presos são aqules que não tiveram capital para investir na soltura. É claro, todos já sabem o que acontece com quem tentar denunciar a situação acima descrita.
Pelos argumentos de boa parte dos comentaristas, vejo que muita gente ainda acredita na cultura de que a polícia só trabalha em cima dos “3P” (preto, pobre e puta), mas há que se rever alguns conceitos.
Vejam os casos de tortura e morte de vários jovens de classe média ou os assassinatos no RJ.
Infelizmente a classe média brasileira vai ter que sentir muito na pele ainda para aprender que um país de verdade não se constrói sem um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias(CF/88).
É interessante analisar a maioria dos comentários aqui postados. Pessoas que jamais entenderão o valor dos Direitos Humanos pois tiveram suas mentes cauterizadas por uma mídia que no fundo pretende ser o cerne de uma nação.
Enquanto não houver uma educação de qualidade para os seus leitores, infelizmente continuarão a regurgitar o senso comum, em uma construção de pensamentos onírica, e que, infelizmente, bem representa o nivel cultural de um povo.
Aos analfabetos, a tortura, a ditadura e o desrespeito aos Direitos Humanos.
Dura Lex sed lex. Se o agente investido de uma função pública como polcial transgride a lei, bandido é. A lei é clara: tortura é crime inanfiaçável e imprescritível; ninguém esta pedindo que se trate “bem” um infrator, mas que se cumpra a lei. Todos esses postantes que se levantaram contra a lei, bandidos são. E aí, pau em vocês?
Infelizmente dá IBOPE falar dos “torturadores”. Eles não estão mais com o poder.
Gostaria que um dos que falam dos coitadinhos que foram torturados tivessem seu pai, mãe, irmão, amigo sendo assassinado a sangue frio (com golpes de coronha para dar exemplos), sua casa arrombada para saquear seus bens, e por aí vai.
A tortura foi tão grande, tão horrível que os coitadinhos estão aí, todos muito bem de vida (riquíssimos) com bons empregos (empregos?), quase donos do Brasil e aparecem esses garotos que leram algum compêndio escrito sabe lá DEUS por quem e esquecem de julgar TAMBÉM esses assassinos. “Não cora o livro de ombrear c’o sabre…
nem cora o sabre de chamá-lo irmão.”
Lamentavel, mas a idade média é hoje???
Sakamoto, é muito importante esse assunto sobre tortura ser lembrado. Mas a grande virtude de qualquer nação atingir um grau de civilidade é o respeito a Constituição, existem e sempre existirão mazelas grandes ou pequenas, os porões da ditudura deixaram uma marca, que só o tempo irá desfazer esses nós, que persistem em continuar. Sempre haverá a chance de aprender com os próprios erros, desde que todos os cidadões saibam seus direitos que hoje são inalienavelmente negados, com tanta porcaria sendo veiculada através de uma mídia facciosa, vide REDE GLOBO, que serve como falta de referência para a construção de uma sociedade CONSCIENTE, e que se tornou uma marco de manipulação, na política do pão e circo, deixando a nossa sociedade a mercê das querências de poucas pessoas. A Ditadura soube muito bem se aproveitar desse instrumento elegendo a REDE GLOBO, que soube como nunca omitir todas as barbaridades ocorridas nesse tempo, Mas nossa sociedade sobreviveu, pois queiramos ou não somos uma GRANDE NAÇÃO. E por último, posso dizer * NADA FICA DESCOBERTO AOS OLHOS DE DEUS * .
pinho tem razao este pessoal deveria ter passado o que vi na tv o que faziam com os estrangeiros , em sp as verdadeiras torturas, e tinham que se calar porque senao a gangue ia pega-los. Torturadores sao os bandidos que torturam inocentes e nao a polica que tortura bandidos pois se nao tivesse bandidos a policai nao ia torturar. culpar a rede globo so pode ser coisa de aloprados que se dizem evangelicos, que querem deixar tudo na mão de Deus. poisto que atualmente tem tantos bandidos antes de 1970 nao tinha porque a educaçao era outra bem rigida invertem as coisas, torturadores sao os bandidos, pois acham que so tem direitos e nao tem deveres. com invertem os valores porque os bandidso sao evangelicos. ou viram
no rj a bandidagem tomou conta devido ao longo governo do evangelico Garotinho que era o chefe dos bandidos, do esquema dos fiscais, tenho pena do Brasil se algum dia cair na maos destes que se dizem evangelicos
a dengue tomou conta do rj por a maioria sao estes que se dizem evangelicos que deixam tudo na mao de Deus e ao inves de fazer limpeza nos quintais nao saiem da igreja, que so ficam falando e nao fazem nada , e coisa de preguiçoso, e devid ao longo governo do ebangvelico garotinho, Antes o rio de janeiro era a cidade maravilhosa , agora e a cidade dos bandidos devido ao longo periodo do governo do evangelico Garotinho e esposa, coitado do Brasil se cair na mao desta turma
antes a cidade do rio de janeiro era a cidade maravilhosa, agora e a cidade do lixo da dengue e dos bandidos devido ao longo periodo de governo do casal Garotinho
A anistia Internacional carece de credibilidade. Quem a conhece na matriz sabe como ela funciona
É na verdade uma organizaçao instrumrntaalizada com uma agenda bemdefinida que vive de contribuiçoes que quem viveu na Inglaterra save como é obtida
parece aquelas seitas de meninos de deus
Mas no Brasil a gente engole tudo
Esse pessoal acha que conversando bandido colabora, fala e é bonzinho. Que bom que pegassem a mãe ou o filho desses que ficam defendendo o lixo que se diz humano daí queria ver se iriam defender o criminoso. De preferencia que estivessem no ato do crime contra os seus. Será que iriam se comportar como defensores de direito humano? No dos outros é refresco.
Sakamoto
Como sempre, mais uma matéria brilhante.
Mas o que mais me chamou atenção no relatório da Anistia Internacional, aparece com nitidez nos comentários a esse seu post. O brasileiro em geral não acredita nos direitos humanos. E não podemos tapar o sol com a peneira. Aqui, os direitos humanos só são lembrados quando as vítimas são criminosos. Não me lembro de ter visto ninguém defendendo os direitos humanos da jovem Eloá, da menina Isabella, ou de tantos outros casos que aconteceram em nosso país, onde as vítimas eram pessoas que não haviam cometido nenhum crime.
Que se defendam os direitos humanos de criminosos, até seria possível entender, levando-se em conta que somos todos cidadãos com os mesmo direitos. O que não consigo entender é que nós só vemos os direitos deles serem defendidos e nunca os de cidadãos honestos.
Como sempre vemos comentários seus de uma incrível lucidez , gostaria de saber como você analisa esse fato.
Liz, me diga uma coisa: A jovem Eloá e a menina Isabela foram mortas pelos agentes públicos? Eu não sabia. Como estou mal informado!
Se a própria Polícia Federal no momento tem como diretor o Delegado Luiz “Desce a Correa nas empregadas”, q dirá as polícias civis e estaduais…
Modelo de interrogatório de presos segundo Sakamoto, Leonardo:
POLICIAL: – Pegamos você com a arma na mão, ainda fumegante, e a vítima agonizando no chão, à sua frente. Você tem algo a declarar?
PRESO: – Não.
POLICIAL: – Então pode ir pra casa.
Pronto. ironizei.
A saída é investimento em preparo e inteligência policiais. Tortura é um método ilegal e, por isso, injusto, já que ocorre informalmente sem amparo judicial. Quem diz quantas porretadas ou como deve ser eletrocutado ou asfixiado um suspeito? E se for inocente? E o que faz alguém submetido à tortura? Confessa até mesmo o que não fez.
Por isso, a tortura é um método inválido para se apurar a verdade. E sabe-se que muitos são torturados de praxe.
Há de se lembrar também que a tortura sempre foi um método de dominação, usado pelas classes dominantes para a manutenção do status quo (são exemplos a ditadura e a escravidão).
Diz o ditado que contra fatos não há argumentos. Quem acha que a tortura é um método eficaz, deveria pensar nas consequências. Tratar a criminalidade exclusivamente pela força só aumenta a injustiça social e a deterioração das instituições democráticas. Ignorar os fundamentos econômicos e sociais da criminalidade é fácil, assim como apelar para a violência. É muito simples acreditar que o mundo é dividido entre mocinhos e bandidos, que os primeiros são santos e que os demais podem ser tratados todos da pior forma. Fingem não ver que a doença social atinge o indivíduo e este quase nunca é inteiramente culpado pelos próprios atos. O homem é produto do meio.
É preciso ser rígido na observância da lei. E isso inclui a já tardia abolição da tortura.
Parabéns ao Sakamoto e aos agentes da lei que agem conforme a lei.
estamos ,Sakamoto,nos debatendo com um assunto tenaz e torturante…há que esquecer a massa deste problema.Poder e dinheiro comandam é extremamente sedutor o bom humor dos poderosos e o triste humor dos que carregam o calvário..A tropa de assaltantes está segura nos palácios e até nos avizinhando.,esta massa está na na voz branda,no olhar que conclama aos céus obter resultados.A origem da coisas está na fúria das cabeças , e , emerge como símbolo do “assunto do dia”. Este… o qual você lança…como cartão de visita.Grata calypso escobar
estamos ,Sakamoto,nos debatendo com um assunto tenaz e torturante…há que esquecer a massa deste problema.Poder e dinheiro comandam é extremamente sedutor o bom humor dos poderosos e o triste humor dos que carregam o calvário..A tropa de assaltantes está segura nos palácios e até os que nos avizinham,esta massa está na na voz branda,no olhar que conclama aos céus obter resultados.A origem da coisas está na fúria das cabeças , e , emerge como símbolo do “assunto do dia”. Este… o qual você lança…como cartão de visita.Grata calypso escobar
Finalmente achei algo que me faz concordar com o Sakamoto, que é o repúdio sem concessões à tortura e à ditadura militar. Infelizmente ainda há a figura nauseabunda do “bate pau” em muitissimas delegacias do Brasil , figura essa cuja função é bater em presos para que confessem supostos delitos, não raras vezes matando inocentes .A ditadura militar usou as PMs e as PCs para fazerem o papel de capitães do mato na perseguição de “subversivos” e o legado que deixaram foi
essa segurança que temos aí, onde não raramente um acerto com o bandido é muito melhor do que confiar no Estado. Creio tb, que uma das soluções seria extinguir completamente todas as secretarias de Segurança Pública e iniciar do zero , e talvez uma das alternativas fosse mesmo municipalizar a segurança, como foi sugerido aqui
ué, que estranho, postei um comentário ontem, quando fui dormir ele estava aí, fui ver hoje, não está. Oxente, aí tem censura?
desculpe, me enganei, ja achei.
Prezado Dr. Leonardo Sakamoto,
Sou policial civil do Estado de Santa Catarina e estou cursando uma especialização em segurança pública e fiquei sabendo que um dos alunos do mestrado em jornalismo da USP fez uma pesquisa sobre a atuação das polícias no local de homicídio, na cidade de São Paulo. Solicitaria os préstimos de vossa senhoria em indicar onde posso ter acesso a este trabalho acadêmico de forma virtual.
Desde já agradeço sua ajuda.
Um forte abraço!!
Att.
Fernando Santos
fernandosantos@pc.sc.gov.br
Fernando Santos:
Esquece. Se você fosse terrorista, baderneiro ou do MST, ele te ajudava. Mas você é policial. E o Sakamoto abomina a PM…….
Pronto. Falei.
Ou policial civil, tanto faz.
O ENCOBRIMENTO DO CRIME
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Heitor De Paola
Deparei-me na página de “Opinião” do O Globo do dia 02/06 com o artigo de Cláudio Beato e Felipe Zilli, pesquisadores do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública da UFMG com o título “A estrutura do crime”.
Os autores perguntam se é possível identificar padrões e dinâmicas comuns ao processo de evolução das atividades criminosas, e logo respondem que, partindo do estudo de casos do Rio e outras metrópoles, podem ser identificadas algumas regularidades e detectados quatro estágios: num primeiro haveria uma lógica mais societária do que econômica, determinando uma forma anárquica, ainda não organizada no segundo, descreveram intensa competição entre grupos com utilização em massa de armas de fogo e entrada em cena do “policial violento e corrupto”. Também seriam refeitas antigas alianças para “proteção dentro das prisões”. No terceiro estágio há o predomínio de alguns grupos sobre outros, expansão das atividades comerciais em direção a outros tipos de atividades ilegais é o momento do ingresso das milícias no cenário. No último estágio reinaria o crime organizado globalizado e de inserção internacional, nos moldes da Máfia. Até aí, tudo bem, parece que estamos frente a um sério estudo acadêmico com o qual podemos divergir, mas reconhecer que é válido.
No entanto, esperava mais de um texto de dois acadêmicos, no mínimo o de apontar as mudanças ocorridas na estrutura política, e nas atividades criminosas que seriam responsáveis pela evolução entre as fases. Os autores apontam a década de 80 como o momento em que se iniciou a transição da fase 1 para a 2 no Rio de Janeiro, a fase de “estruturação das atividades e dos grupos criminosos”, da entrada em cena do “policial violento e corrupto” e do “upgrade no sistema prisional” (sic). Uma das características foi a formação de estruturas criminosas mais hierarquizadas como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro e o Primeiro Comando da Capital, denominados “estruturas de proteção dentro das prisões”.
Dito desta forma parece que a violência começou gratuitamente por parte dos policiais “violentos e corruptos” e autoridades carcerárias, contra as quais os bandidos, pobres vítimas indefesas, tiveram que formar quadrilhas para se defender. Mas, o que ocorreu na década anterior e no início daquela década, especificamente no Rio?
* * *
Na década de 70 a co-habitação de presos políticos com presos comuns resultou num conluio explosivo: os primeiros ensinaram aos segundos as táticas de guerrilha aprendidas em Cuba e outros paraísos comunistas, preparando-os, portanto, como seus legítimos sucessores, o que incluía aulas de organização revolucionária para a formação de quadrilhas mais eficientes. Isto explica a transição de “uma forma anárquica” para uma estrutura organizada nos moldes das organizações revolucionárias. Certamente, como conseqüência, ocorreu o aumento da violência dentro das prisões, o que motivou o necessário “upgrade do sistema prisional”.
Na década de oitenta em todo país fervilhavam as campanhas para a anistia ampla, geral e irrestrita – como veríamos mais tarde, só para um dos lados – e das “Diretas Já”. Além disto, especificamente no Rio, assumia o Governo do Estado Leonel Brizola com seu “socialismo moreno”, os policiais viraram marginais e os bandidos viraram pobres vítimas. Os primeiros tiveram seu salário achatado, proporcionando o aumento da corrupção que, retrospectivamente, foi acusada de causa das medidas contra a polícia, precisavam complementar o combustível e pagar o conserto de viaturas decrépitas, e portavam armas enferrujadas. Estavam impedidos de subir os morros e qualquer atitude mais agressiva em relação aos bandidos dava inquérito na Comissão de Direitos Humanos e geralmente demissão. Face ao total descalabro um policial me disse em 1983, profeticamente: “moço, em pouco tempo eles (os bandidos) vão dominar toda a cidade”.
Não é natural que tenha havido a transição para o segundo estágio?
* * *
Sem pretender esmiuçar o texto todo mencionarei apenas alguns outros pontos. Para os autores o Rio estaria hoje na transição para o terceiro. A descrição deste estágio é, mais uma vez, irrefutável: expansão das atividades comerciais para além do narcotráfico, para itens como “gatos” (ligações clandestinas de luz e água), venda informal de serviços públicos, provisão de bens e serviços, ingresso das milícias no cenário buscando a reorganização das atividades em outro patamar. E aí vem mais uma pérola: “No caso colombiano, foram os paramilitares que cumpriram este papel!”. Ou a ocultação da verdadeira pérola, as FARC? Para estes “especialistas” em criminalidade e segurança pública uma guerrilha de narcotraficantes de importância, magnitude e abrangência continental não existe! Nem lá na Colômbia, que dirá de sua influência direta no Brasil, apesar de Fernandinho Beira-Mar tê-la mencionado publicamente. Um bandido denuncia uma organização responsável pelo tráfico de drogas e de armas para o Brasil e os “especialistas” nem tomam conhecimento? Seria, no mínimo, espantoso, tamanha incompetência, se não soubéssemos claramente que sua função não é pesquisar, mas encobrir os verdadeiros criminosos!
Mais uma vez os autores dizem corretamente que “cada fase merece um tipo específico de intervenção”. O que recomendam para impedir a progressão para o último estágio (crime organizado globalizado e de inserção internacional, nos moldes da máfia ou dos cartéis internacionais)? A “adoção de estratégias visando ao restabelecimento da ordem, com a total erradicação das armas de fogo e retomada de territórios”. Claro, o desarmamento da população de bem!
* * *
Existem textos que parecem ter vida própria e se recusam a permanecer no baú. Porém, quê fazer se a inversão da história continua a mesma? Refiro-me a um artigo já antigo de quase 8 anos, Um Dia de Chumbo, que re-apresentei em abril de 2006 e que sugiro aos leitores novamente. Nele faço algumas observações ainda atualíssimas.
A máquina de produção de mentiras históricas precisa permanentemente falsificá-la – como no Ministério da Verdade, de Orwell – e um dos métodos mais eficientes é a inversão de causa e efeito: conta-se a história sem ocultar nenhum fato, mas ao ser invertida a origem, toda a série posterior será contada ao revés. A causa primeira para o reconto revolucionário da história brasileira, no caso em apreço, anterior a tudo isto, está em 1964.
Ensine-se a um adolescente que naquele ano, militares furibundos, sem provocação nenhuma, acabaram pelas armas a maravilhosa democracia em que vivia o país e que, por esta razão, começaram os protestos pela volta à democracia que estes foram violentamente reprimidos em 68 e, por esta razão, começou a reação armada contra o regime que os protestos populares contra uma ditadura cruel aumentaram de intensidade e, por esta razão, ocorreu a democratização à revelia dos militares. Dadas estas premissas, delas decorre automaticamente que a população carcerária era constituída de vítimas de policiais “violentos e corruptos” oriundos dos “porões da ditadura”.
Não conheço os autores e, portanto, duas hipóteses me ocorrem: ou são jovens que desde os primeiros cursos, passando pelo segundo grau aprenderam esta história invertida e, obviamente, é natural que ao realizarem suas pesquisas completem a série ao revés automaticamente, pois é tudo o que conhecem ou então, sabem bem que estão mentindo e funcionam plenamente dentro do duplipensar revolucionário e, por via de dissonância cognitiva, acreditam nas duas versões e utilizam a que melhor preenche as diretivas revolucionárias explícitas ou implícitas na universidade e na mídia. Sabem que se não repetirem a versão oficial falsa serão relegados ao ostracismo acadêmico e midiático e perderão seus empregos, prestígio e arruinarão suas vidas. É claro que isto não os exime de culpa pelo que deveria ser o verdadeiro título de seu artigo: O Encobrimento do Crime!
tudo sobre a ditabranda “ditadura”:
http://www.bolsonaro.com.br/jair/
Olha caro escritor ,porq vc ao inves de ficar implorando e defendendo algo do passando como ter ideias de prender MILITARES q foram ditadores ,indenizar vitimas da ditadura , não faz algo melhor va pra rua E DEFENDA O DIREITO AO TRABALHO DIGNO, A MORADIA PRA TODOS A PRISOES EFICIENTES ,ONDE OS PRESOS POSSAM TRABALHAR E SE ALTO SUSTENTAR E INCLUSIVE SUAS FAMILIAS e outra olha a lastima q nosso pais se encontra,vivemos e pagamos por algo q aconteceu no passando e nao concordo em a UNIÃO indenizar vitimas da ditadura. Pois vc pensou se no futuro as familias vitimas de estupro assalto a mao armada, homicidios ,resolverem entrar na justiça qrendo indenização , oq seria de nosso pais??Temos q ue deixar de ser ipocritas e mudar nossas leis ,ser mais justas corrretas ,simples e objetivas.No entanto quase todos os nossos representantes governamentais q estão no poder foram foram exilados e olha como esta nosso pais olha quanta corrupçãoesses ai foram contra a ditadura e eu nem vivi essa época ,mais sera q nossos militares na época nao estava correto ,hoje vivemos uma total liberdade onde o cidadão tem mais direito doque deveres e com isto ,ladroes ,estrupadores sequestradores ,traficantes estão tomando conta do pais e fica ai essa briga idiota por direito enquanto o verdadeiro cidadão de bem esta sendo estirpado do seio da sociedade ,pois nao esta valendo apena ser honesto nesse pais. E pra que ser honesto pois vc pode fazer oq quiser e se te pegarem vc mente arruma um alibe forja , engana a justiça sua palavra contra a da vitima a do policial ou joga a culpa no menor e tudo transcorrera muito bem .