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19/05/2009 - 12:17

Regina Duarte também tem medo de índio

A atriz global e pecuarista Regina Duarte, em discurso na abertura da 45ª Expoagro, em Dourados (MS), disse que está solidária com os produtores e lideranças rurais quanto à questão de demarcação de terras indígenas e quilombolas no estado.

“Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”, afirmou a atriz, neste domingo (18), com referência à previsão de criação de novas reservas na região de Dourados. “O direito à propriedade é inalienável”, explicou ela, de forma curta, grossa e maravilhosamente elucidativa o que faz do BRASIL um brasil. Em verdade, ela deve estar sentindo medo desde a campanha presidencial de 2002…

(O deputado Ronaldo Caiado, principal defensor desses princípios, deveria cobrar royalties de Regina Duarte… Inalienáveis deveriam ser o direito à vida e à dignidade, mas terra vale mais que isso por aqui.)

“Podem contar comigo, da mesma forma que estive presentes nos momentos mais importantes da política brasileira.” Ela e o marido são criadores da raça Brahman em Barretos (SP).

Dos 60 assassinatos de indígenas ocorridos no Brasil inteiro em 2008, 42 vítimas (70% do total) eram do povo Guarani Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, de acordo com dados Conselho Indígenista Missionário (Cimi). “Ninguém é condenado quando mata um índio. Na verdade, os condenados até hoje são os indígenas, não os assassinos”, afirma Anastácio Peralta, liderança do povo Guarani Kaiowá da região.

“Nós estamos amontoados em pequenos acampamentos. A falta de espaço faz com que os conflitos fiquem mais acirrados, tanto por partes dos fazendeiros que querem nos massacrar, quanto entre os próprios indígenas que não tem alternativa de trabalho, de renda, de educação”, lamenta Anastácio Peralta.

A população Guarani Kaiowá é composta por mais de 44,5 mil. Desse total, mais de 23,3 mil estão concentrados em três terras indígenas (Dourados, Amambaí e Caarapó), demarcadas pelo Serviço de Proteção ao Índio (criado em 1910 e extinto em 1967), que juntas atingem 9.498 hectares de terra. Enquanto os fazendeiros, muitos dos quais ocuparam irregularmente as terras, esparramam-se confortavelmente por centenas de milhares de hectares. O governo não tem sido competente para agilizar a demarcação de terras e vem sofrendo pressões até da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Mesmo em áreas já homologadas, os fazendeiros-invasores se negam a sair – semelhante ao que ocorreu com a Raposa Serra do Sol.

É esse massacre lento que a pecuarista apóia, como se as vítimas fossem os pobres fazendeiros. Só espero que, na tentativa de apoiar a causa, ela não resolva levar isso para a tela da TV, em um épico sobre a conquista do Oeste brasileiro, nos quais os brancos civilizados finalmente livram as terras dos selvagens pagãos. 

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

146 comentários para “Regina Duarte também tem medo de índio”

  1. Siboba disse:

    Regina Duarte tem medo de índio porque os índios não tem medo da lei. Pronto. Falei.

  2. Rumiñawi disse:

    Isso não precisava vc falar. Há mais de quinhentos anos os primeiros cronistas diziam que os índios não tinham “nem fé, nem lei, nem rei”. Que tal, então, avançar um pouco no debate?

  3. julio disse:

    estou totalmente de acordo com a Regina Duarte. não sei o que é pior, se esta mediocridade ideológica ou o obsessivo patrulhamento a que querem submeter quem é famoso mas pensa diferente de vocês. gostaria imensamente de ver o mundo que vocês idealizam funcionando, idealizam claro, degustando um bom bife à luz da energia produzida pelas represas que inundam áreas de mata e cerrado. lógico que o bife foi comprado num destes horrendos supermercados que, vejam vocês, insistem em se instalar perto de nossas cabanas, sempre a testar nossa pureza de alma. absurdo. tenham paciencia.

  4. Rumiñawi disse:

    Não se trata de escolher entre preservação e desenvolvimento, mas de tentar conciliar as duas. Ou vc acha mesmo, júlio, que só é possível progredir escravizando, matando e destruindo? Por que o medo? Talvez não dê pra todo o mundo ter camionete 4×4 e viajar pra Europa todo ano, talvez alguns tenham que abrir mão disso pra outros poderem ter três refeições por dia e uma vida digna. O medo é disso? De que a picanha não dê pra todo mundo?

  5. julio disse:

    a velha tática de shoppenhauer se faz presente. é obvio que dá perfeitamente para conciliar as duas coisas, vários paises do mundo jé fizeram isso. a questão relevante é a demonização que fazem e vc é exemplo disso, dos que entendem que o vilão da historia não é o agronégocio, nem as pessoas que vivem da terra e da produção, alguns há várias gerações. na verdade há um enorme PRECONCEITO, sim a palavra é essa mesmo PRECONCEITO, de certo tipo de pensamento que acha que só os descamisados e despossuidos é que tem alma e são bondosos e sempre explorados peo capital alheio. a realidade é outra. é tema muito complexo. quanto ao resto, 4X4, viagem para Europa, picanha, é pura demagogia. merece ir para Europa quem conseguir ir, desde é claro que com seus próprios recursos, bem ao contrário de uns e outros que estão aqui criticando, mas de olho na bolsa paga pelo Estado uma vez que nada produzem. medo? tenho medo é de gente tacanha.

  6. Rodrigo disse:

    Essa mulher eh maluca.

  7. Rumiñawi disse:

    Então é isso… Os brancos produzem, os índios não produzem, né, Júlio. Os pobres ganham bolsa do estado, os ricos não – afinal, empréstimo subsidiado do BNDES, anistia do BB nos financiamentos agrícolas, taxa selic nas alturas, titulação de terra indígena e quilombola para particulares com ajuda do estado, isso não é bolsa… E eu que sou tacanho? E, afinal, no Brasil “vai para a Europa quem merece” (não vou nem entrar no debate recentesobre os deputados)… Então é isso, né? Amigo, quem nunca precisou do Estado no Brasil que atire a primeira pedra… Os pobres estão só tendo agora um gostinho do que os ricos brasileiros experimentam há séculos. E sei que tem muita gente com medo de que eles se acostumem e peçam mais…. Pra mim, é disso que se trata. Tacanho, pra mim, é não perceber isso.

  8. Paula Tejando disse:

    No lugar dela eu tambem estaria.. Afinal, nós acabamos com a cultura deles…

  9. Azarias disse:

    Eis os brasileiros que a Globo mostra ao Brasil.

  10. julio guilherme disse:

    Rumiñawi
    mania que vocês têm de argumentar em cima do que não está escrito ou dito. onde, no meu texto está escrito que os indios não produzem? é ledo engano a generalização que fazes de que os pobres estão ganhando bolsa de studo e experimentando coisas que antes só os ricos experimentavam. apenas os pobres engajados e militantes, porque os pobres mesmos, estes continuam a ver a vida pela TV. quanto ao resto, de novo, BNDES, anistia no BB, em impostos, selic, é tudo obra do governo que veio para mudar, lembra? aquele da esperança vencendo o medo. Indios e quilombolas atualmente são representados por um tipo que só quer se arrumar, a exemplo da velha elite. esse pobrismo invocado é de amargar, é pura falta de argumento. quero mais é que todos, sem exceção alguma, tenham todos os bens materiais que a sociedade possa produzir um dia. apenas entendo que este arranca rabo de classes é absolutamente improdutivo. e chega amigo . fim….

  11. Eu heim que perda de tempo…quem é a Regina Duarte mesmo????

  12. Palmerio disse:

    Acho que este embrolho mereçe um dedo de de intransigencia , ou chamar arafat e Netanehu para entender, o assunto é REgia tem medo de Indio.

    E, agora tenho medo dela. fui

  13. JOTA disse:

    Regina Duarte e seus pitacos em política. Se o direito a terra é inalienável, então de quem é a terra: dos indígenas, que vivem lá há mais de 500 anos e cuja constituição nacional reconhece seu direito à posse, ou dos fazendeiros do mato grosso, que INVADIRAM suas terras há somente 50 atrás? Possivelmente essa atriz global de pensameto infantil racioncina (?) como boa parte da imprensa e das forças armadas nacionais, para quem índio não é gente e não tem direitos.

  14. JOTA p/ julio disse:

    Voce tem medo de gente tacanha? Imagino então que não deve ter espelho em casa.

  15. Thomaz Magalhães disse:

    O seu Sakamoto podia ir dar uma banda lá por aquelas estradas que os índios fencham ao trânsito às seis da tarde e só abrem na manhã seguinte. Dizer que vai dar uma espiada na natureza lá à noitinha. Depois voltar e contar pra gente se é só a Regina Duarte que tem medo de índio.

  16. alguem do povo disse:

    eu nao tenho problemas com indios pois criei 4,a abisavó de meus filhos por parte de mae era india pura, casada com um italiano, a avó deles e casada com um descendente de russo e alemã, portanto meus filhos tem sangue de indios que nao podem ser expulsos pelos indios, e meus filhos nao vão deixar me expulsarem, pois sou descendentes de italianos. os meus filhos tem direito a terra como todos os indios.Deus revolve tudo por mim , sem eu perceber

  17. Paulo Figueiredo disse:

    Quem é regina duarte para opinar alguma coisa? o que faz de útil essa senhora?

  18. Reflexão disse:

    Eu postei um comentário, direto para o Sakamoto a mais de 6 horas, mas ele foge da raia, haja vista que posterior ao meu comentário ele postou outras matérias.

    A verdade é que o seu trabalho jornalístico demonstra atitudes e pensamentos fundamentalistas, carregados de ideologias e nada de senso prático ou trabalho de campo.

    A ideologia dentro de 4 paredes, com ar climatizado é perfeita até para descrever o trabalho suado de um traficante de morro que vive se deparando com a morte, com concorrência desleal pelo seu ponto, pela questão simples de que nada de culpa pela degradação da sociedade ele possue, já que não é ele quem “alicia” novos dependentes, mas sim novos dependentes que experimentam induzido pelo seu colega e com isso o novo viciado é que vai em busca do traficante que nada tem com isso se ele é procurado para vender o bagulho. Afinal, todo santo traficante visto ideologicamente não tem culpa, não é ele que força a venda, são os viciados que o procuram para alimentar seus vícios.

    Talvez a sociedade esteja tão extirparda de consciência moral, por causa de trabalhos jornalísticos como o do Sakamoto, que em nada pauta pela investigação profissional com intuito jornalistico focado na imparcialidade, ética, respeito ao juramento da colação de grau e acima de tudo, respeito a todo ser humano e sua imagem indistintamente.

    Cuidado leitores com honrarias, muitos foram os ditadores que com o peito carregado de medalhas e brasões, levaram o povo ao extermínio, assim como foi Fidel Castro na América do Sul, Central e até na África, sim Fidel na África com sua política bélica e intervencionista que tanto critica os EUA, com seu conceito de 2 pesos e 2 duas medidas.

    Somente um trabalho jornalistico do quilate comparado ao do Paulo Henrique Amorim, é digno de merecer as maiores desconsiderações e reprovações.

    É óbvio que seu trabalho é contaminado pelo recalque que possue contra os produtores rurais indiscriminadamente. Trabalho esse, de um jornalista que diz ser porta voz dos “direitos humanos” apresentando até mesmo na 3ª pessoa do singular, suas honrarias e premiações com as bandeiras das causas “Indígenas, Sociais, Ambientais…enfim dos excluídos”. Mas se esquecendo que os produtores rurais não são leprosos, e os tratando generalizadamente e discriminatoriamente como marginais no Brasil.

    É óbvio também, que toda classe menos favorecida, é facilmente objeto de manobra e dessa “inocência social”, aproveitam-se verdadeiros falsos doutores, para usá-los como escada para seu sucesso pessoal.

    Haja vista, a Piloto de Caminhão “Débora Rodrigues”, que logo após posar para a Playboy e conseguir oportunidade nas pistas, abandonou a bandeira do MST, que ela a voz corrente dizia pertencer, mas que na primeira oportunidade de promoção financeira e de imagem, passou com Carreta e tudo o mais, por cima do movimento dito “social”, para inclusive ser considerada “persona non grata” dentro do MST.

    É assim, a vida nos mostra que existem verdadeiros oportunistas usando os excluídos de verdade deste país para chegar onde seu ego o queira levar, sem que seja necessário olhar para trás e saber que os excluídos, não tiveram a oportunidade de embarcar na mesma carona de alguns apropriadores das causas sociais.

    Não tenham dúvida, de que, os próximos passos do Sakamoto é a canditatura política em nome dos “excluídos”, claro!

    Sakamoto, lhe afirmo! Nunca é tarde para que levante a bandeira de forma dígna em prol dos escravizados, dos excluídos, e de todo as demais causas da sociedade humana.

    Porém, não tente pilhar e furtar imagens e patrimônios pessoais. Todo bem, se conquista com méritos e não a forceps.

    Aliás, eita papel jornalístico medíocre, logo vc. com tantas honrarias, se submeter a tão baixo nível, de passar a publicar matérias típicas de revistas de fofocas e ainda com doses cavalares de inveja contra posses alheias. Saia do pedestal e compreenda a realidade do ser humano, e aprenda com a vida que tudo aquilo que queremos de mal para os outros volta contra nós mesmos.

    Lute dignamente, sem tentar pisar nas classes sejam de favorecidos ou de excluídos. Não opte pela rasteira baixa e mesquinha que não levam a nada, a não ser, ao rebaixamento de vc. como pessoa, profissional e ser humano.

    Nessa vida nada passa despercebido, toda ação tem reação. Respeite todo ser humano e seus direitos, pois de ditadores que vivem ditando leis e costumes já estamos cheios neste país.

    Francamente.

  19. Reflexão disse:

    Correção:

    …sim Fidel na África com sua política bélica e intervencionista que tanto critica ……………..nas atitudes dos americanos……………….., com seu conceito de 2 pesos e 2 duas medidas

  20. Tilde Maria disse:

    “Francamente”!

    Hahahahahahaha

    É por textos como esse Sakamoto que mostram que você está na direção certa. Continue assim.

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