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19/02/2009 - 19:28

E 4270 empregos se foram pelos ares

A Embraer, terceira maior fabricantes de jatos do mundo, anunciou hoje que vai dispensar cerca de 4,27 mil empregados – 20% dos seus quadros.

Ao ver essa notícia, a impressão é de que os pedidos nacionais e internacionais de aeronaves desapareceram como em um passe de mágica: Puf!  Afinal de contas, uma empresa que ganhou (e cresceu) muito nos últimos anos e que estaria capitalizada para enfrentar fortes turbulências – sem trocadilho – certamente viu o abismo de perto para tomar medida tão drástica.

Contudo, mesmo sendo uma empresa eminentemente exportadora (e, lá fora, a situação está realmente mais feia), a empresa diminuiu em apenas 10% a previsão de entregas neste ano (de 270 para 242 aeronaves) com uma  queda de receita prevista em 13% (de 6,3 para 5,5 bilhões de dólares) – dados do Valor Online e da Folha Online. A empresa fechou o ano com uma carteira de pedidos firmes de 20,9 bilhões de dólares, tendo entregue 204 aviões em 2008. Ou seja, não tinha como encontrar outra possibilidade para manter os trabalhadores?

“A Embraer expressa seu profundo respeito às pessoas que ora deixam suas posições na Empresa. Respeito pelo trabalho que desenvolveram, pelo tempo de convívio profissional e pessoal, pelo momento difícil que atravessam.” Eu adoro esses trechos de notas que tentam dourar a pílula. “Deixar posições”? Como diria o articulista José Simão, tucanaram o “pé na bunda”! Se era para ter dito isso, melhor não dizer nada.

Este momento de crise econômica global é uma ótima justificativa para acertar o custo trabalho em muitas empresas que avançaram tecnologicamente e, agora, querem dispensar mão-de-obra. Presidentes e CEOs (ou assessorias de imprensa, no caso dos mais envergonhados) vêm a público dizer que isso vai garantir a manutenção da “competitividade” nos negócios (e consequentemente, lucro). Não falam, contudo, que isso ocorrerá em detrimento à qualidade de vida dos trabalhadores que tornaram a capitalização possível.

Neste momento, os balanços econômicos de muitas grandes empresas mostram que não há necessidade real de se aplicar um remédio tão amargo, uma vez que várias delas ganharam muito nos últimos tempos. Mesmo assim, tentam mostrar a necessidade de um remédio amargo. Chegou-se a discutir no Congresso Nacional – como ocorre na Europa – redução de jornada, com manutenção de salário, mas a proposta causa arrepios em muitos empresários.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos diz que a Embraer teve acesso a 7 bilhões de dólares de financiamento do BNDES (dinheiro público, meu, seu, nosso, dos trabalhadores em geral) desde que foi privatizada em 1994. O que só aumenta a necessidade de debater e implementar contrapartidas à concessão de crédito público que garantam manutenção de empregos. É importante ressaltar que a empresa nem chegou a negociar com os seus empregados.

Governo, sindicatos e trabalhadores devem ficar atentos. Há empresas que passarão por sérias dificuldades e para garantir empregos negociações serão necessárias, dentro é claro de marcos legais. Mas, olhando a experiência de outras crise, é possível prever que parte dessas reduções tendem a se cristalizar quando a tempestade passar, aumentando o subemprego e mantendo os ganhos empresariais intocados.

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

18 comentários para “E 4270 empregos se foram pelos ares”

  1. o último (bom) samaritano disse:

    Putz! Mais um comentário péssimo. Na boa, concordo com o comentário que diz que o sr. é um esquerdista caricaturado, daquele que adora criticar, questionar e meter o pau nos “elitistas empresários especuladores capitalistas neoliberais crias de FHC”.

    Sinceramente, essa p.o.r.r.a de país deve merecer o que tem, vide o “nível” dos comentários de um suposto doutor pela USP.

  2. o último (bom) samaritano disse:

    PS: Lullinha filho também teve acesso ao dinheiro do BNDES (dinheiro público, meu, seu, nosso, dos trabalhadores em geral). Só que não demitiu ninguém, pois não tinha niguém para demitir.

  3. Sérgio disse:

    Olá Sakamoto. É duro ler notícia sobre um lucro auspicioso no jornal da empresa que pagou um bom valor por aquela logomarca cônica que só é bonita para quem vendeu e para quem comprou. Essa logo deve ter custado 2.000 postos de trabalho. O encontro do ROGERio com o nosso presidente lulinha num flat na praia de ipanema consumiu outros 2.000 postos de trabalho. Os dois precisam de chinelada no bumbum para acordarem no BRASIL.

  4. Patricia disse:

    eh samaritano, nos ricos somos tão incompreendidos, não?

  5. o último (bom) samaritano disse:

    “eh samaritano, nos ricos somos tão incompreendidos, não?”

    É graças a esse tipo de pensamento que o Brasil é esse atraso até hoje. Uma ode ao pensamento coitadinho oprimido.

    Não se trata de compreensão ou não, até porque quem labuta esperando compreensão sobre qualquer coisa está fadado ao fracasso.

    Por fim, neste país, quem oprime ontem, hoje, e pelo visto sempre, graças ao nível (in)compreensão do povo brasileiro, chama-se Brasil

    aguardem o BALROG chegar. será muito pior

    FIM

  6. davi disse:

    (CONTINUAÇÃO) FEROCIDADE LEONINA: CONSERVEM-SE OS LUCROS REDUZINDO-SE OS CUSTOS DE PESSOAL
    A vida só melhora com luta. A economia brasileira não vai quebrar. Não teremos grandes falências, desemprego e fome, como em 1929, porque agora a crise está mais concentrada na esfera financeira. E tem um efeito mais lento e gradual sobre a produção, da qual estava um pouco descolada. Mas o povo brasileiro e a economia brasileira pagarão caro para ajudar os capitalistas do norte a resolver seus problemas. Alguns exemplos. Dos 200 bilhões de dolares de reservas do Brasil, 80 já estão em títulos do tesouro americano. Ou seja, é um empréstimo disfarçado nosso para eles, pobrezinhos! Os outros estão depositados em bancos de Nova York a taxas de 2% ao ano. Enquanto o próprio governo paga a dívida interna a taxas de 15% ao ano, para os mesmos bancos, que têm lá nosso dinheiro. A taxa de câmbio vai necessariamente se ajustar. Aumentarão os preços das coisas importadas e exportadas. As 200 maiores empresas que dominam nosso PIB (Produto Interno Bruto), em sua maioria transnacionais ou associadas a elas, terão agora como prioridade enviar parte de seus lucros para salvar as matrizes e a economia do norte. Isso foi até saudado pelo presidente como algo positivo. Pasmem! Com isso vão diminuir as taxas de investimento na produção. E consequentemente o ritmo do crescimento do PIB  se eles precisam aumentar os lucros, para enviar saldos para fora. Certamente vão aumentar o controle dos salários e soltar os preços. Portanto, apertem os cintos e os bolsos, teremos de pagar a conta deles. Isto é o resultado natural de uma economia construída historicamente como dependente do capitalismo central. Claro, não há saídas milagrosas, nem atos populistas do governo que resolvam a situação. Mas a crise põe na ordem do dia que o verdadeiro debate das forças populares deveria ser a necessidade de um novo projeto para o Brasil. Um projeto de soberania nacional e popular, que começasse rompendo com os grilhões da dependência econômica e financeira. Os trabalhadores somente se protegerão das perversidades do capitalismo caso se organizem e façam luta política. O capital nunca cedeu por vontade própria. A melhoria das condições de vida do povo só acontecem como conquistas da luta política. Até lá, cumpriremos nossa sina de sociedade parida “capitalista-dependente”. Seguir enviando nosso trabalho e nossos recursos naturais para resolver os problemas deles. E eles sempre têm capatazes servis e outros capitães–do-mato por aqui. (João Pedro Stedile é membro da coordenação nacional do MST e da Via Campesina Brasil)

  7. davi disse:

    A DEMOCRACIA CONTEMPORÂNEA TRANSFORMOU-SE NUMA ENCENAÇÃO, NUMA FARSA FINANCIADA E REPRESENTADA POR VELHACOS QUE TRATAM O POVARÉU COMO UMA PLATÉIA DE MENTECAPTOS
    APERTEM OS CINTOS E OS BOLSOS, VAMOS PAGAR A CONTA DELES. O Brasil nasceu por obra e graça do modo de produção capitalista. E abençoado pelas cruzadas genocidas do Vaticano. Mudamos de Pindorama, em que viviam 5 milhões de habitantes no comunismo primitivo, para o capitalismo mercantil dependente. Durante quatro séculos, nos impuseam a produção de mercadorias agrícolas que os europeus precisavam. Muitas delas exóticas, como a cana, café, gado, algodão, pimenta etc. Trouxeram milhões de trabalhadores da África para o trabalho escravo. Nossso querido Jacob Gorender classificou o período de fazenda-plantation, do modo de produzir capitalista nas colônias. No século 20, fizemos nossa revolução industrial, tardia. Adotou-se o modelo de industrialização dependente. Uma tríplice aliança entre o capital estatal, estrangeiro e a nascente burguesia brasileira. As empresas do norte, em sua etapa imperialista, transferiram suas fábricas, máquinas e tecnologia para explorar nossa mão-de-obra, o mercado interno e nossas abundantes matérias–primas. Seguimos dependentes e enviando bilhões de dólares para as matrizes. No meio desse modelo, algumas crises e tentativas de rebelião dos debaixo em 1935, 1946 e 1964. Fomos derrotados. Veio a crise cíclica de 1980. Pusemos a culpa nos militares. Voltamos à democracia representativa. Essa de ter direito apenas a votar. Enquanto isso o modelo capitalista se renovava e entrava na fase de domínio do capital financeiro. Fontes citadas por Luís Nassif estimam que, na década de 1990, a América Latina transferiu para o norte mais de 1 trilhão de dólares, em capital líquido. E eles continuaram acumulando, comendo e bebendo às nossas custas. Agora, estamos em mais uma crise cíclica do capitalismo, em sua fase hegemonizada pelo capital financeiro. Será o fim do capitalismo? Claro que não. Será prolongada e profunda, provavelmente! E como sairão da crise? Alguém tem dúvidas? Ora, usando os mesmos métodos históricos. Só tem um jeito, aumentando a exploração dos trabalhadores do norte, e aumentando as transferências das riquezas do sul para lá.

  8. davi disse:

    DIEESE-SALÁRIO MÍNIMO NECESSÁRIO NO C.U. DO MUNDO COM HEMORRÓIDAS: poderes públicos mais corruptos (ONU)
    LETRA MORTA E SEPULTADA DO MANDAMENTO MAGNO 193 DA LEI MAGNA: A ORDEM SOCIAL PARA ALCANÇAR O BEM-ESTAR E A JUSTIÇA SOCIAIS TEM POR BASE O PRIMADO DO TRABALHO E NÃO O DA AGIOTAGEM INTERNACIONAL. SÃO PAULO – Levantamento divulgado hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que o salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 2.014,73 em outubro, para suprir suas necessidades básicas e da família. A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 17 capitais do País. Com base no maior valor apurado para a cesta, de R$ 239,82, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,85 vezes superior ao piso vigente, de R$ 415. Em setembro, o valor do salário mínimo necessário era menor, de R$ 1.971,55, e correspondia a 4,75 vezes o mínimo em vigor. Em outubro de 2007, o salário mínimo necessário foi estimado em R$ 1.797,56 e correspondia a 4,73 vezes o mínimo oficial da época, de R$ 380. De acordo com o Dieese, com a predominância de alta nos preços dos produtos básicos nas localidades pesquisadas e a inclusão de mais uma capital na pesquisa (Manaus) com custo acima da média, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica na média das 17 localidades correspondeu, em outubro, a 109 horas e 34 minutos. Em setembro, para as 16 cidades consideradas, a jornada necessária ficava em 106 horas e 21 minutos. Em outubro de 2007, também considerando 16 capitais, o tempo de trabalho necessário era bem inferior, correspondendo a 99 horas e 19 minutos.

  9. argo disse:

    “O que só aumenta a necessidade de debater e implementar contrapartidas à concessão de crédito público que garantam manutenção de empregos.”

    A solução melhor é que o BNDES só invista em micro e pequenas empresas. As grandes que se virem, usem seu próprio capital, elas tem onde buscar.

  10. Ronaldo Atayde disse:

    Ridículo! Embraer, Vale… Todas as empresas que eram estatais agora demitem a rodo. Qual a função social da empresa? Nenhuma? Responsabilidade social uma ova!

  11. Celso disse:

    É lamentável a decisão tomada pela administração da Embraer. Pois, está se desfazendo de parte do seu patrimônio por motivos apenas financeiros. Esquece que seus empregados (cliente interno) e a opinião pública ficarão marcados com essa decisão apressada e inconsequente que lhe poderá trazer resultados pífios no futuro.
    Afinal, será que a Embraer é uma empresa brasileira?

  12. hm... disse:

    Não gostou?

    Vai pra Cuba, Bolivia, Venezuela, etc…

    Capitalismo é assim: o objetivo é o lucro; quando tudo vai bem, uns ganham mais, outros ganham menos… mas todos ganham. Quando tudo vai mal, sofrem mais os que ganham menos… que logo vão correr atrás de outra oportunidade.

    Até hoje nao vi nada melhor do que o pior capitalismo!

    Seu artigo é hipócrita.

    Abs

  13. Romulo disse:

    Engraçado. Quando o mundo cresce são todos executivos competentíssimos. Quando a coisa pega são pior que minha avó, de salto alto, demitem 20 %. Que número lindo!!! E vai pressão em cima do governo para amenizar a situação!!. Foram para escola comer merenda enquanto planejavam MBA nos EUA. Fenomenais os idiotas que acreditam nesta turma.

  14. Antônio Eugênio disse:

    O raciocínio de inchar um local de trabalhadores, que “funciona” no serviço público, não dá certo em uma empresa privada. Numa sala onde há trabalho para dois, se entrar um terceiro, ninguém trabalha.
    A empresa que demite tem custos e perde um trabalhador qualificado. Se pega recurso do BNDES, tem a obrigação de pagar, e só isso! (o Equador, por exemplo, está querendo não pagar).
    Demonizar o empresário é afastar investimento. Se a EMBRAER se tornar menos competitiva, pode fechar! (Aí serão 100% a menos de empregos).

  15. Helena disse:

    Acho que as demissões foram uma injustiça. Não teve critério algum. Não teve negociação. Mais de 4.000 pessoas , na maioria chefes de família que de uma hora p/ outra ficaram na rua da amargura. Isso é apenas o que a Embraer demitiu, mas o efeito escala vai deixar outras tantas famílias na mesma situação.

  16. Max Ribas disse:

    Caro Sakamoto:

    “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la”.

    Meu caro, as empresas estão demitindo porque as encomendas estão diminuindo! Todo socialista ou afim deveria trabalhar no balcão do comércio por 1 mês, e veria o mundo exatamente como ele é: 2 + 2 = 4.

  17. Maria Angela disse:

    Realmente é triste ver tantos pais de família sendo demitidos(muitos injustamente),em uma época q o país e o mundo está em crise. Mas agora eu pergunto:qual a melhor opção, reduzir em 30%os funcionários ou simplesmente fechar as portas e demitir tdos os funcionários. Imagine se a Embraer continua com este quadro alto de funcionários e aí tenha q fechar a fábrica, seria muito pior não é,seriam muito mais pais de família desempregados e´esses q foram demitidos hj não teriam nenhuma esperança de voltar a trabalhar na Embraer daqui uns anos.Portanto não podemos julgar,podemos sim,torcer para q esta crise termine logo e q a Embraer possa daqui 2 ou 3 anos contratar novamente estes funcionários q teve q demitir ou pelo menos a maioria deles.Tenho certeza que qdo a crise terminar e a Embraer poder contratar irá com certeza contratar muitos desses funcionários q teve q demitir, assim como contratou muitos dos funcionários q teve q demitir em 2001,com o corte q teve q fazer para reduzir o quadro de funcionários por causa da crise q atingiu o país e o mundo devido aos ataques terroristas.Espero q a Embraer passe por esta crise mundial e q daqui 2 ou 3 anos possa admitir novamente 4.270 funcionários que hj infelizmente tiveram q ser desligados da empresa.Que assim seja, e que as coisas não piore, para que ela não seja obrigada a fechar as portas.

  18. Rodrigo disse:

    Calma pessoal, não vamos generalizar, nem todo mundo que estudou na USP é um esquerdista enrustido :-)
    No meu caso, da área de exatas (computação), posso afirmar com convicção que a maioria dos Uspianos de exatas estão sim preocupados em ajudar o Brasil (ao contrário do que muitos na própria USP pensam), mas de um jeito que frequentemente não é reconhecido pelos “intelectuais”: produzindo. Criando riquezas. Gerando emprego. Trabalhando pesado em busca de um ideal de carreira.
    Questiono as credenciais do articulista ao criticar as demissões. Para tal, ele deveria conhecer de perto a realidade corporativa, seja atuando como analista, seja como gestor.
    Qualquer pessoa que já tenha vivenciado essa realidade sabe que, por mais que doa demitir, há momentos em que não há opção: ou se demite uma parte, ou a empresa como um todo perde competitividade, e adeus para a concorrência…’
    Tenho certeza que o presidente da Embraer não é um sádico psicopata, mas alguém que precisou tomar uma decisão muito difícil. E que, se não gerar resultados, também será demitido, pelo Conselho Administrativo (por mais que “doa”, Sakamoto, dê uma passada na FEA para entender o que é isso…).
    Quanto ao governo, a melhor coisa que ele pode fazer é tornar nossa diplomacia mais agressiva comercialmente… inclusive, ajudando a Embraer a vender mais no exterior. Isto sim fará com que ela possa, mais rapidamente, voltar a contratar.

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