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05/01/2009 - 13:38

Ataques a Gaza: como se faz um genocídio

Concordo com os governos de Israel e dos Estados Unidos quando dizem que não há crise humanitária na faixa de Gaza. Uma situação de insuportável desrespeito aos direitos humanos já existia antes dos recentes bombardeios contra Gaza por causa do bloqueio decretado por Israel devido à eleição democrática do Hamas e o lançamento de foguetes contra seu território… e por aí vai. Voltando na história, esses tomaladacás vão até a partilha da Palestina há seis décadas.

Eu já havia escrito aqui que iríamos presenciar um massacre unilateral e não uma guerra – centenas de civis, inclusive mulheres e crianças, morreram nos últimos dias. Mas tendo em vista a intensidade e a forma dos ataques, o que estamos presenciando soa mais como (mais uma etapa do) genocídio do que crise humanitária.

Se de um lado, extremistas palestinos não aceitam a existência de Israel, do outro extremistas israelenses reivindicam Gaza e Cisjordânia como parte de seu território histórico. Para estes, árabes em geral são bem aceitos no seu território, desde que sirvam para mão-de-obra barata. A diferença entre esses dois grupos é que Israel tem poder de fogo para levar esse intento adiante, enquanto o outro lado não.

Porém, como um dos intentos do massacre é eleitoreiro, em alguma hora o governo israelense vai se dar por satisfeito. Para a tristeza da extrema direita, que gostaria de entregar aquelas terras a assentamentos judeus. O Kadima, partido de centro no poder em Israel, que corre o risco de ser vencido nas eleições gerais pelos conservadores, está usando o conflito para reverter as pesquisas. Se isso vai servir como o Iraque serviu para a administração Bush, ainda é uma incógnita.

O certo é que o islamismo radical sai mais forte do conflito do que entrou. Mesmo que a maioria dos seus líderes morram, surgirão outros, lembrando que as condições de vida em Gaza são uma mistura de uma favela com um campo de concentração, com crianças revoltadas diante de tanta violência social e física, prontas para serem cooptadas por grupos fundamentalistas. Quais as chances de jovens que viram seus pais, irmãs, namoradas serem mortos nos ataques de hoje não tentarem vingar suas mortes amanhã?

E a paz vai ficando mais distante.

PS: Em tempo: o pior dos extremismos religiosos, todos eles imbecis, é um terceiro, o cristão. A Idade Média, a Contra-Reforma e a Era Bush estão aí para provar. Prometo retomar isso em outro texto.

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

187 comentários para “Ataques a Gaza: como se faz um genocídio”

  1. Wellington Trotta disse:

    Prezado Antonio.

    Vou ler. Obrigado pela notícia. Um abraço.

  2. Wellington Trotta disse:

    Sr Maurício.

    Seu sarcasmo é típico do humor nazista, longe do bom humor judaico, repleto de ironia, coisa que o senhor deve ignorar por definição.

    Como os argumentos não têm valor para os tapados sionistas, pois são facistas por excelências, ajo agora violentamente contra todo sionista: boicoto seus produtos. Se eu descobrir que uma loja, editora etc tem como proprietário um sionista, eu não só os boicoto como farei propaganda contra os seus negócios. Vou repetir o que é comum: o órgão mais sensível do ser humano é o bolso, logo atingirei com um buscapé os interesses sionistas.

    Que todos façam o mesmo.

  3. Antonio Carlos disse:

    Wellington,
    vc viu o manifesto que militantes do PT publicaram, contestando o
    teor do comunicado emitido pela cúpula do partido sobre Gaza? Saiu no Globo. Foi uma sapatada.
    Assinado por judeus e não judeus, gente grauda como Mercadante, Genoino, Tasso Genro, Marta Suplicy, José Wagner, Clara Ant, Paul Singer e vários outros.

  4. Tchê disse:

    Para continuar a discutir sôbre o sexo dos anjos, vamos lá:
    Os comandantes do Hamas são covardes ao se esconderem em outras nações e ao comandarem seus guerrilheiros que fiquem próximos a população de gaza, tornando esta população alvo do revide criminosos de Israel.
    RPG é diferente dos festins fabricados em fundo de quintal pelo Hamas.
    RPG dificilmente entra em quantidade suficiente para ser utilizado por poucos que são treinados para isso.
    Assim que um RPG atinge um ponto fraco de um Blindado, dificilmente o atingido terá tempo para reagir ou procurar o agressor.
    O foguete de festin (se comparado aos mísseis de verdade dos israelenses) não, posicionado é só meter fogo na “cangalha” que ele viaja, doidinho, e cai em algum lugar em balística lívre com alinhamento próximo do ângulo e enclinação em que estava armado.
    No Iraque vemos soldados americanos e de outras nações, igualmente agressores como Israel, serem atingidos constantemente por RPGs, munição de tanque escondida como se fossem minas, munição de tungstênio que atravessa os blindados como se fossem de alumínio, atiradores treinados e assim por diante.
    O Hamas pelo que vemos são um bando de guerrilheiros com treinamento básico na utilização de armamento leve, próprio para o corpo a corpo com uma tropa em igual situação….Aí a peleja estaria mais igual.
    Do jeito que se estabeleceu o confronto é óbvio que eles não iriam se expor por nada ou só para morrerem sem matar ninguém.
    Parece que a conta ficou em mais ou menos 50 guerrilheiros do Hamas mortos contra treze israelenses…..A conta de soldados por soldados ficou pesada para os israelenses…
    Israel é o grande criminosos nisso tudo, não resta dúvida disso até para israelenses com Amon Oz e Sami Nair e para grande parte da população israelense não sionista.
    Ele também usou a população de gaza como massa de manobra: Vamos matar um monte de palestinos, aí eles pressionam o Hamas a parar com os seus foguetes ! Deve ter sido a ordem dos genocídas israelenses.
    O Hamas junto com seus chefes, são um bando de guerrilheiros, mal armados e mal orientados. Criminosos comuns se comparados aos Israelenses que são criminosos especiais, GENOCÍDAS na expressão real do termo.
    Enquando isso, a indústria americana continua a vender armamento pesado e técnologicamente avançado aos Israelenses, que não os pagam, claro, o governo americano faz isso por eles.
    Coincidência ou não, os ataques israelenses acabaram quando se passou mais ou menos uma semana que a Grécia impediu o rearmamento Israelense por reter estoques que seriam enviados de seus portos para Israel….
    Será que acabou a munição ????

  5. João Silva disse:

    NO COMENTS…
    Além de munições com urânio empobrecido e armas de fósforo, proibidas pelas Convenções de Genebra, revela-se agora que o exército israelense utilizou um novo tipo de armamento em áreas civis densamente povoadas: “flechettes”.
    Trata-se de dardos de metal com 4 cm de comprimento com quatro aletas atrás. São acondicionadas 5000 a 8000 “flechettes” em cada bomba de 120mm, as quais costumam ser disparadas por tanques. A bomba explode no ar e dispersa as “flechettes” numa área de aproximadamente 300m por 100m.
    A notícia está em Uruknet .

  6. João Silva disse:

    No coments…opiniões de perigosos terroeistas!
    O discurso de Obama no Cairo foi seguido com particular atenção em Gaza. Apesar do presidente estadunidense se ter referido «à dor suportada pelos palestinos durante 60 anos», não conseguiu aliviar o sofrimento de uma população que há muito tempo deixou de acreditar em milagres.

    Tudo isto com um propósito duplo: debilitar o Hamas, que tinha saído fortalecido depois da sua vitória eleitoral em Janeiro de 2006, e castigar a população por lhe ter dado o seu voto.

    É preciso recordar que os castigos colectivos supõem uma flagrante violação do Direito Internacional e estão estritamente proibidos pela Quarta Convenção de Genebra de 1949, que no seu artigo 33 estabelece: «Não se castigará nenhuma pessoas protegida por infrações que não tenha pessoalmente cometido. São proibidos os castigos colectivos, bem como toda a medida de intimidação ou de terrorismo. São proibidas as medidas de represália contra as pessoas protegidas e os seus bens».

    Como já constatou o organismo de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas, em Dezembro de 2007, «nos últimos seis meses a maioria das empresas privadas fecharam e 95% das trabalhos industriais foram suspensos devido à proibição de importar matérias-primas e ao bloqueio das exportações: 3.500 das 3.900 oficinas foram obrigadas a fechar as suas portas, o que se saldou por uma perda de 75.000 empregos no sector privado».

    Face a esta situação, o director de operações da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), John Ging, sublinhou que «os palestinos têm direito a dispor de um meio de vida. Não querem ver-se reduzidos aà mendicidade para ganhar o pão, mas neste momento 90% da população depende das divisões de comida das Nações Unidas. As pessoas chamam a este lugar prisão, mas não é uma prisão, porque uma prisão europeia tem muito melhores condições».

    Apesar das organizações internacionais considerarem que seria necessário entrarem 500 camiões diários para paliar a crise humanitária, Israel apenas permite a passagem de 100 camiões.
    Além disso as autoridades israelenses impedem a entrada do que classificam como produtos de luxo, entre os quais incluem as massas, grão-de-bico, lentilhas, tomate, bolachas, marmelada ou tâmaras. A situação roça o absurdo, dado que a lista de produtos proibidos não é pública e varia de um dia para o outro, o que constitui um verdadeiro quebra-cabeças para as agências humanitárias. Um congressista norte-americano que recentemente visitou a Faixa de Gaza interrogou-se sarcasticamente: «Ultimamente houve rebentamentos de bombas de lentilhas? Vão matar alguém com macarrão»?

  7. Aracaty disse:

    Só faltou mencionar que os “coitadinho” islamitas mataram meio milhão de cristãos no Sudão . Onde está mesmo o texto de protexto contra ? Sem falar que os muçulmanos condenam à morte os que portarem a Bíblia .
    São estes “anjos” que os “camaradas” aqui defendem ?
    Querem que Israel amita que israel cometeu genocídio . Pois bem , porque não tentam fazer com que a Turquía admita que , no império Turco-Otomano , foram mortos doismilhões decristãos armenos ?
    Postei no título “ignorância” , enão “hipocresia” , pois esas pessoas não sabem oque é o islã de verade .Defenem aos que não merecem ser efendidos .
    Sou contra os EUA fazerem a “manutenção” da pobreza na América-latina , ou qualquer forma de intervenção , logo , os americanos(adjuntos de Israel) são meus “inimigos” . Os islamitas são inimigos do americanos , mas , como dizem , o inimigi do meu inimigo não é meu inimigo.
    Então ,se não alio-me aos muçulmanos nem para fazer oposição aso EUA , imagina então a Israel que não intervem na AL , e dá liberdade de culto aos cristãos , sem decepar-lhes as mãos por portarem bíblias .

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