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16/12/2008 - 13:56

Sob críticas, governo volta atrás. Em parte

Brasília - Dei aqui no blog a anistia de um ano a desmatadores assinada pelo presidente da República. Agora, o governo voltou atrás (parcialmente), creio que devido à pressão da sociedade civil nacional e internacional. 

Porém, não há o que comemorar. O bioma amazônico foi excluído da anistia, mas Cerrado, Pantanal, entre outros, continuaram. Biomas tão ricos e importantes quanto a nossa grande floresta tropical. O que me faz crer que isso foi mais uma ação para salvaguardar a imagem do governo, uma vez que a Amazônia atrai a atenção de todo o mundo, mais do que qualquer outro ecossistema.

Ou seja, muitos desmatadores podem continuar dormindo tranqüilos.

Deu na Folha de S.Paulo hoje:

Minc derruba adiamento de púnição por desmate MINC
O decreto com punições aos desmatadores ganhará uma terceira versão para impedir um retrocesso no combate ao desmatamento na Amazônia e a liberação do crédito aos infratores. A nova versão foi negociada por Carlos Minc, que, ao voltar de viagem, percebeu a inclusão de um artigo sem seu conhecimento e que suspendia a punição. A Casa Civil disse que o texto não havia sido incluído a tempo nos despachos do presidente, o que seria feito hoje. Pela redação, ficarão suspensas só punições fora da Amazônia e que tenham sido aplicadas antes de 21 de dezembro de 2007.

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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3 comentários para “Sob críticas, governo volta atrás. Em parte”

  1. Biquei disse:

    Câmara pode efetivar dono de cartório sem concurso
    Afinal quem se surpreenderia!Tendo como causa maior,uma boa patifaria,
    podem contar com o voto dos honoráveis deputados, mais bem pagos do mundo,e já não estou levando em conta o do PF.

  2. Biquei disse:

    Por unanimidade!
    A sociedade brasileira deve sentir-se confortada, ao saber que o STJ,começa a praticar á lei, na sua literalidade.
    Por unanimidade
    Já estava na hora.
    Rapaz acusado de agredir doméstica no Rio de Janeiro continuará preso
    Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva, acusado de agredir e roubar a bolsa da doméstica Sirlei Dias de Carvalho, no Rio de Janeiro, continuará preso. Por unanimidade, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas-corpus ajuizado pela defesa por suposto cerceamento de defesa por parte da Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

  3. chris disse:

    Sakamoto, por favor, comente sobre esta notícia que recebi por e-mail. É muito grave.

    Repasando:
    Essa declaração doeu muito, por que a gente sonha em mudar o país, mas o buraco da corrupção é tão imenso e poderoso, que a gente começa a ver que os caras possuem tanta grana, tanto poder podre, que dá vontade de vender o computador, cair fora para a roça, deixar tudo explodir, ver de longe o tamanho da bosta que vai virar e rolar… Hare Onças, Orua

    Protógenes acusa Daniel Dantas de trabalhar para norte-americanos

    Por Redação – do Rio de Janeiro

    Protógenes também fala das contas CC5

    O delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz revelou dados apurados na Operação Satiagraha e apontou o banqueiro Daniel Dantas como “apenas o braço de algo bem mais poderoso”. Na edição deste mês da revista Caros Amigos, o policial que investigou as ligações do escândalo do Mensalão aponta o Citigroup como o possível cabeça do esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro que abalou o Congresso.

    Leia os principais trechos da entrevista:

    - A origem não é o mensalão, é a operação Chacal. Estavamos investigando a Parmalat envolvida em fraude cambial na Italia e no Brasil. Lavagem de dinheiro e evasão de divisas do Brasil. A iInvestigação era presidida pelo delegado Elpidio Nogueira. Ele montou uma estação de trabalho em São Paulo em 2003 e 2004. O Elpidio entra em parafuso, vai para tratamento. E o Doutor Paulo Lacerda (diretor da PF) decidiu então ficar em cima da Kroll, junto com a Parmalat. Porque a Kroll prestava serviço para a Parmalat. E descobre então que a Kroll era na verdade uma empresa (norte-)americana de espionagem. Uma estação privada da CIA aqui. Esse volume de dados encontrados vai para a diretoria de inteligencia da Policia Federal e descobrimos que a Kroll seria tambem um braço de espionagem que atendia tambem ao grupo Oportunity e à Brasil Telecom. E nasce uma operação para investigar a Kroll, que foi a operação Chacal.

    - E dai sai o HD?

    - O Oportunity usa a empresa Kroll para investigar seus inimigos, no governo e no meio empresarial. Isso ai é coisa grossa. Tem muita gente grauda no meio. O banqueiro Daniel Dantas, pode mandar muito, mas ele é apenas o braço de algo bem mais poderoso. Quem sabe o Citigroup.

    - E sobre a prisão de traficantes de dólares do Paraguai para as contas CC-5?

    - Quando trabalhei em Foz de Iguaçu começamos a investigar um garoto chamado Victor Hugo Nunes, bonito, classe média. Transportava dinheiro do Paraguai e depositava nas contas CC5 do Banestado em Foz de Iguaçu. Sobrinho de uma senadora do Paraguai. Um dia, transportando US$ 3 milhões e uns quebradinhos, de motocicleta, atravessou para o Brasil, na avenida Kennedy e a gente “bimba”. Arrancamos a mochila, cheio de cheques. Engraçado que ele tinha um disquete já com a compensaçaõ prévia do banco aonde iria depositar. A coisa era tão sofisticada, de que alem dos US$ 3 milhões, ele trazia alguns cheques já compensados. Colocava no computador do Banco e transferia. E em segundos aquele dinheiro já era depositado em outro lugar

    - O que aconteceu?

    - Quando pegamos alguém importante, logo veio a chiadeira da imprensa, embaixador, parlamento, Presidente do Paraguai. Na semana seguinte, devido à repercussão, fecharam as contas CC5 no Brasil. Mas o garoto continuava preso. Eu disse então ao Juiz: “Doutor Emersom, ele tem direito a fiança”, e pedi para arbitrar o mais alto possivel, para ver quem o soltaria. Pedi um milhão. O Emersom falou “você está louco, eu sou juiz novinho, tenho carreira pela frente”. Falei: “Tambem sou novo, mas se a gente não fizer, não vamos acabar com a lavagem desse dinheiro, estão sagrando o país, aperta a caneta aí!”. Ele colocou R$ 500 mil de fiança. A estrategia era com isso saber quem iria soltá-lo. Sabia que era alguma autoridade. Alguns dias depois e o garoto foi solto. De quem era o cheque administrativo, assinado e tudo? Do proprio presidente do Banestado, Reinold Stephanes. O atual Ministro da agricultura.

    - E o que aconteceu contigo?

    - Depois que comprovei o esquema, para se livrarem fecharam o esquema das contas CC5. Permaneci mais um tempo em Foz, e uns banqueiros do cambio tentaram em comprar. Me ofereceram US$ 5 milhões. Nao aceitei. Ai fizeram um plano para me executar. Minha esposa gravida teve que ir embora. E eu passei a andar com quatro colegas de segurança. Depois sai de lá.

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