Sob crÃticas, governo volta atrás. Em parte
BrasÃlia - Dei aqui no blog a anistia de um ano a desmatadores assinada pelo presidente da República. Agora, o governo voltou atrás (parcialmente), creio que devido à  pressão da sociedade civil nacional e internacional.Â
Porém, não há o que comemorar. O bioma amazônico foi excluÃdo da anistia, mas Cerrado, Pantanal, entre outros, continuaram. Biomas tão ricos e importantes quanto a nossa grande floresta tropical. O que me faz crer que isso foi mais uma ação para salvaguardar a imagem do governo, uma vez que a Amazônia atrai a atenção de todo o mundo, mais do que qualquer outro ecossistema.
Ou seja, muitos desmatadores podem continuar dormindo tranqüilos.
Deu na Folha de S.Paulo hoje:
Minc derruba adiamento de púnição por desmate MINC
O decreto com punições aos desmatadores ganhará uma terceira versão para impedir um retrocesso no combate ao desmatamento na Amazônia e a liberação do crédito aos infratores. A nova versão foi negociada por Carlos Minc, que, ao voltar de viagem, percebeu a inclusão de um artigo sem seu conhecimento e que suspendia a punição. A Casa Civil disse que o texto não havia sido incluÃdo a tempo nos despachos do presidente, o que seria feito hoje. Pela redação, ficarão suspensas só punições fora da Amazônia e que tenham sido aplicadas antes de 21 de dezembro de 2007.


Câmara pode efetivar dono de cartório sem concurso
Afinal quem se surpreenderia!Tendo como causa maior,uma boa patifaria,
podem contar com o voto dos honoráveis deputados, mais bem pagos do mundo,e já não estou levando em conta o do PF.
Por unanimidade!
A sociedade brasileira deve sentir-se confortada, ao saber que o STJ,começa a praticar á lei, na sua literalidade.
Por unanimidade
Já estava na hora.
Rapaz acusado de agredir doméstica no Rio de Janeiro continuará preso
Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva, acusado de agredir e roubar a bolsa da doméstica Sirlei Dias de Carvalho, no Rio de Janeiro, continuará preso. Por unanimidade, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas-corpus ajuizado pela defesa por suposto cerceamento de defesa por parte da Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Sakamoto, por favor, comente sobre esta notÃcia que recebi por e-mail. É muito grave.
Repasando:
Essa declaração doeu muito, por que a gente sonha em mudar o paÃs, mas o buraco da corrupção é tão imenso e poderoso, que a gente começa a ver que os caras possuem tanta grana, tanto poder podre, que dá vontade de vender o computador, cair fora para a roça, deixar tudo explodir, ver de longe o tamanho da bosta que vai virar e rolar… Hare Onças, Orua
Protógenes acusa Daniel Dantas de trabalhar para norte-americanos
Por Redação – do Rio de Janeiro
Protógenes também fala das contas CC5
O delegado da PolÃcia Federal (PF) Protógenes Queiroz revelou dados apurados na Operação Satiagraha e apontou o banqueiro Daniel Dantas como “apenas o braço de algo bem mais poderoso”. Na edição deste mês da revista Caros Amigos, o policial que investigou as ligações do escândalo do Mensalão aponta o Citigroup como o possÃvel cabeça do esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro que abalou o Congresso.
Leia os principais trechos da entrevista:
- A origem não é o mensalão, é a operação Chacal. Estavamos investigando a Parmalat envolvida em fraude cambial na Italia e no Brasil. Lavagem de dinheiro e evasão de divisas do Brasil. A iInvestigação era presidida pelo delegado Elpidio Nogueira. Ele montou uma estação de trabalho em São Paulo em 2003 e 2004. O Elpidio entra em parafuso, vai para tratamento. E o Doutor Paulo Lacerda (diretor da PF) decidiu então ficar em cima da Kroll, junto com a Parmalat. Porque a Kroll prestava serviço para a Parmalat. E descobre então que a Kroll era na verdade uma empresa (norte-)americana de espionagem. Uma estação privada da CIA aqui. Esse volume de dados encontrados vai para a diretoria de inteligencia da Policia Federal e descobrimos que a Kroll seria tambem um braço de espionagem que atendia tambem ao grupo Oportunity e à Brasil Telecom. E nasce uma operação para investigar a Kroll, que foi a operação Chacal.
- E dai sai o HD?
- O Oportunity usa a empresa Kroll para investigar seus inimigos, no governo e no meio empresarial. Isso ai é coisa grossa. Tem muita gente grauda no meio. O banqueiro Daniel Dantas, pode mandar muito, mas ele é apenas o braço de algo bem mais poderoso. Quem sabe o Citigroup.
- E sobre a prisão de traficantes de dólares do Paraguai para as contas CC-5?
- Quando trabalhei em Foz de Iguaçu começamos a investigar um garoto chamado Victor Hugo Nunes, bonito, classe média. Transportava dinheiro do Paraguai e depositava nas contas CC5 do Banestado em Foz de Iguaçu. Sobrinho de uma senadora do Paraguai. Um dia, transportando US$ 3 milhões e uns quebradinhos, de motocicleta, atravessou para o Brasil, na avenida Kennedy e a gente “bimba”. Arrancamos a mochila, cheio de cheques. Engraçado que ele tinha um disquete já com a compensaçaõ prévia do banco aonde iria depositar. A coisa era tão sofisticada, de que alem dos US$ 3 milhões, ele trazia alguns cheques já compensados. Colocava no computador do Banco e transferia. E em segundos aquele dinheiro já era depositado em outro lugar
- O que aconteceu?
- Quando pegamos alguém importante, logo veio a chiadeira da imprensa, embaixador, parlamento, Presidente do Paraguai. Na semana seguinte, devido à repercussão, fecharam as contas CC5 no Brasil. Mas o garoto continuava preso. Eu disse então ao Juiz: “Doutor Emersom, ele tem direito a fiança”, e pedi para arbitrar o mais alto possivel, para ver quem o soltaria. Pedi um milhão. O Emersom falou “você está louco, eu sou juiz novinho, tenho carreira pela frente”. Falei: “Tambem sou novo, mas se a gente não fizer, não vamos acabar com a lavagem desse dinheiro, estão sagrando o paÃs, aperta a caneta aÃ!”. Ele colocou R$ 500 mil de fiança. A estrategia era com isso saber quem iria soltá-lo. Sabia que era alguma autoridade. Alguns dias depois e o garoto foi solto. De quem era o cheque administrativo, assinado e tudo? Do proprio presidente do Banestado, Reinold Stephanes. O atual Ministro da agricultura.
- E o que aconteceu contigo?
- Depois que comprovei o esquema, para se livrarem fecharam o esquema das contas CC5. Permaneci mais um tempo em Foz, e uns banqueiros do cambio tentaram em comprar. Me ofereceram US$ 5 milhões. Nao aceitei. Ai fizeram um plano para me executar. Minha esposa gravida teve que ir embora. E eu passei a andar com quatro colegas de segurança. Depois sai de lá.