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14/12/2008 - 18:33

Reduzir direitos para garantir lucro?

“Eu tenho conversado com o presidente Lula no sentido de flexibilizar um pouco as leis trabalhistas. Seria algo temporário, para ajudar a ganhar tempo enquanto essa fase difícil não passa.” A frase é do presidente da Vale, Roger Agnelli, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo de hoje. “Estamos conversando com os sindicatos também. O governo e os sindicatos precisam se convencer da necessidade de flexibilizar um pouco as leis trabalhistas: suspensão de contrato de trabalho, redução da jornada com redução de salário, coisas assim, em caráter temporário.”

Na prática, a Vale deu provas de que já coloca esse discurso em prática. Um exemplo são os processos de dezenas de milhões de reais contra a empresa na Justiça do Trabalho do Pará.

Se ela lutasse para sobreviver, poderíamos até entender a fala de Agnelli. Mas para uma gigante que teve lucro líquido de R$ 20,006 bilhões em 2007 e de R$ 13,431 bilhões em 2006, essa declaração é um tapa na nossa cara. Reduzir direitos…para garantir os lucros dos acionistas?

Em momentos de crise como esse é que direitos trabalhistas e sociais têm que ser reafirmados, garantidos, universalizados e não o contrário. Pois é nesta hora que a população que sobrevive apenas de seu salário está mais fragilizada. E é em momentos como esse que sabemos quem é socialmente responsável. As empresas sérias se sobressaem, diante daquelas que desejam se aproveitar do momento.Alguém acredita, sinceramente, que uma vez retirados, esses direitos voltarão a ser garantidos?

Uma sugestão para Roger Agnelli: há uma discussão entre setores do governo federal e do Congresso no sentido de reduzir a jornada de trabalho, mantendo o salário igual – movimento que acontece hoje em várias partes do mundo. Que tal irmos nessa direção e não ladeira abaixo?

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

51 comentários para “Reduzir direitos para garantir lucro?”

  1. Adriano Silva. disse:

    Existem cidadãos que por alguma eventualidade não vai saber o que aconteceu e que lutas foram travadas para ser garantido tais direitos, contudo concordo que algo deva ser modificado pra dexonerar a folha de impostos e tributos que tornam a vida de um empreendimento praticamente fadigado ao fracasso .
    Somos acometidos nesse momento pelos efeitos de uma crise , pela qual, não temos alguma culpa, mesmo assim já sentimos um forte impacto, vejamos um exemplo: Sofremos nesse momento uma paralização na venda de veículos devido a esse efeito , sendo assim algumas montadoras já sinalizão demissões , que já acontecem por debaixo do pano , mas porque não afujentar o medo , em contrapartida o governo poderia baixar a carga tributária que onera a venda de um único veículo ao patamar de aproximadamente 38%. Quer mais?

  2. cláudio h. m. de andrade disse:

    Certamente o ideal de administração desse incompetente, o Agnelli, é uma empresa formada por escravos. Manda ele de volta para o século I a.C.

  3. ana maria disse:

    Estranho é a Vale ter lucros astronômicos e assim, sem mais, cair no prejuízo com demissão em massa. Comecem a baixar os grandes salários e cortar benefícios da diretoria, dando o exemplo.

  4. ALBINO DE OLIVEIRA disse:

    Eu poderia não perder meu precioso tempo para comentar tal assunto.

    Vamos DIRETO AO ASSUNTO: isto é uma vergonha, este espertalhão querendo mais uma vez levar vantagens sobre os escravisados colaboradores da Cia Vale do Rio Doce. Esta cia, de tanto dinheiro que já ganhou e de tão prepotente que é, já propôs até a mudança de seu nome. Na vida real é complicado mudar ou alterar um nome. Quando isto acontece é porque algo muito justificativo acontece ou aconteceu.No caso específico desta hiper-mega-empresa, nada mais é que falta de consideração com um sobrenome que lhe levou ao mundo. Agora depois de tanto lucro, está inventando moda. Chama-se Cia Vale do Rio Doce, porque será por que mudaram o nome? Qual o significado que teve o Vale do Rio Doce na vida da Vale? Com certeza no passado teve um grande significado, significado este que hoje não tem mais valor, porque seu crescimento no Brasil e no Mundo superaram suas expctativas. É o mesmo que comparar um jogador de futebol que sai do Brasil e ganha muito dinheiro lá fora, ou até mesmo aqui no Brasil, porém não volta mais no “vale” onde nasceu. Esta ingratidão está acontecendo por parte da Cia Vale do Riio Doce, com um agravante: diante de seu crescimento e lucros obtidos seu retorno para região é insgnificante. Depois de tanto explorar nossos sub-solo (de todo Brasil) e lavar vantagens de todos os lados, agora vem com “papo” de negociar alterações nas leis trabalhista que já estão é utrapassadas.
    Parabéns ao LEONARDO SAKAMOTO que teve corangem de escrever sobre tal assunto tão polemico. E vamos todos de arcos e flexas pra cima deste “muro de Berlin”, assim como fizeram diversas vezes nossos índio no Pará, em Minas no Vale do Rio Doce e diversas outras regiões onde esta exploradora financeira e trabalhista tenta levar vantagens diariamente.

    Vocês não percam hoje as 20:00hs na Rádio Cultura FM de Goverandor Valadares no Vale do Rio Doce – FM 105,9 ou pela net no endereço: http://www.culturafmgv.com.br em meu programa DIRETO AO ASSUNTO – Tudo sobre esta grande polemica.
    Acesse e ouça.

    Grande abraço a todos.

    E parabéns: Leonardo Sakamoto.

  5. Francismar disse:

    Muito complicado tal assunto, parabéns sim ao Sakamoto pela iniciátiva.

  6. Junior disse:

    É Bricadeira , já não basta terem levado a empresa praticamente de graça, naquela negociata ridícula com o governo, agora também querem escravos para trabalharem sem custo, para que a empresa garanta seus lucros astronomicos, francamente, se isso acontecer voltaremos ao Brasil colônia. VIVA A REESTATIZAÇÂO DA VALE!! Será que ele menciona isso em uma conversa com o LULA???
    P.S.: Afastem Agneli do Lula ele é uma péssima “companhia”!!

  7. wilson disse:

    Quando o mundo estava num “oceano azul”, o “aura” do Sr.
    Roger Agnelli era de “excelente administrador”….
    Agora a coisa pegou, e a Vale vai ter de enfrentar o problema
    sim, mas colocar nas costas dos empregados é demais.
    “Flexibilizar” as Leis Trabalhistas é como tirar direitos,e se
    isto for aplicado, não seria só para a Vale, seria para todos e
    aí, o trabalhador “sifu” como diz o Lula….ou estou errado?

    Wilson

  8. Biquei disse:

    Parece que a popularidade entre os seus comparsas, não é tão-notável quanto à popularidade apontada pelos institutos de pesquisas, financiados por entidades sindicais.
    http://WWW.Elpais.com.
    Mercosur fracasa en las negociaciones para eliminar su doble arancel
    Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay no han podido ponerse de acuerdo para eliminar el doble arancel sobre los productos de terceros países que ingresan al bloque y pasan de un miembro al otro
    Los países del Mercosur han fracasado en alcanzar el consenso en uno de los pactos más esperados en el seno del bloque comercial. Según el ministro de Exteriores brasileño, Celso Amorín, Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay no han podido ponerse de acuerdo para eliminar el doble arancel sobre los productos de terceros países que ingresan al bloque y pasan de un miembro al otro.
    Intervención en la sesión inaugural del Consejo del Mercado Común del Mercosur (CMC), Amorim ha lamentado que los negociadores técnicos no hubiesen conseguido llegar a un acuerdo en un asunto que era considerado como de los principales de la Cumbre que comenzará mañana en el balneario brasileño de Costa de Sauípe. “Eso traerá consecuencias. No es sólo algo que podíamos dejar para después. Va a dificultar las negociaciones con otros grupos, especialmente con la Unión Europea”, ha asegurado el ministro, según informa Efe.

  9. Giovani disse:

    Concordo contigo nesse ponto Leonardo. Querer mudar as regras do jogo por que o cenário não está bom pra empresa é errado. Se a demanda pelos produtos dela caiu, então demita uma parte dos funcionários e reduza a produção. Agora querer mudar as regras do jogo nos momentos de crise é incorreto. Isso seria o mesmo que pedir para a empresa dobrar os salários em tempos de bonança, “só por que o setor vai bem”. Tem que ser justo com o que é combinado.

  10. Afro Stefanini disse:

    Leonardo Sakamoto. Analisando a grande importância do assunto tratado no seu Blog, gistaria que soubesse sobre a campanha contra o Trabalho Escravo que lançamos aqui em MT pelo Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Estadual. Foi uma das maiores repercussões até hoje na história de uma campanha dessa categoria aqui no estado. Hoje a campanha ganhou 10 estados do Brasil, lançou um prêmio nacional de jornalismo Dom Pedro Casaldáliga, conseguiu unir todas as entidades de representação rural numa campanha de reforço a campanha do Ministério Público ganhando assim mais uma forte campanha feita em parceria com as entidades rurais e órgãos fiscalizadores (um feito histórico, diga-se de passagem) e ganhou um prêmio da ANJ, pelo impacto e criatividade da campanha. se você tem interesse em saber sobre essa campanha me encaminhe um email. Obrigado.

  11. Luis Fernando Mileo disse:

    Retirar direitos dos trabalhadores nesse momento seria puro oportunismo. Muitos dizem que o Brasil é o país mais preparado para a crise, mas acredito que na verdade vivemos em eterna crise: Juros nas alturas; Preços dos carros elevadíssimos( 50 x o salário mínimo pelo mais barato ); Preços dos serviços públicos proibitivos; relação imposto pago e benefícios imoral; e ainda temos que buscar saúde privada, escolas privadas, segurança privada,etc ou seja sempre estivemos em crise e por isso dizem que estamos preparados. Os americanos e europeus pegariam em armas se tivessem que pagar os juros que pagamos e se tivessem o retorno que temos pelos impostos que pagamos!

  12. Jonas disse:

    é na epoca de crise que vemos quem é ou foi bom administrador com dinheiro na mão todo mundo é. Parabens ao Leonardo por ter tocado no assunto.

  13. Helena Durão disse:

    Fantástico seu blog.
    Tenho 18 anos,moro no RJ e vou começar a faculdade de Ciências Sociais e/ou Jornalismo ano que vem, se tudo der certo pela UFRJ. Magnífico seu texto sobre a Declaração dos Direitos Humanos.Me sinto compelida a participar dessa luta contra a pobreza e a fome.
    São pessoas como você que me fazem ter esperança, e mal posso esperar para fazer também a minha parte.

    Bjs e parabéns pelo trabalho!

  14. João disse:

    Só por esta colocação o presidente Lula não devia mais receber o presidente da Vale em qualquer ocasião para tratar de qualquer assunto.

  15. Márcio Valle disse:

    Gostaria de fazer uma pergunta, aproveitando o ensejo do assunto: Por que o governo federal nunca deixa de ganhar? Por que nós, brasileiros, não sentimos que o nosso governo, eleito para defender os nossos interesses, parece não estar do nosso lado? Até agora, nenhum ‘pacote’ de medidas foi citado sobre o governo se posicionar da seguinte maneira: “Povo brasileiro, nós vamos lutar juntos. O governo vai aliviar a carga tributária para as empresas e para os consumidores diretos temporariamente para podermos sobreviver juntos”. Será que isso que aqui escrevo é utopia e eu estou ficando insano?
    Grande abraço a todos.

  16. Biquei disse:

    Câmara pode efetivar dono de cartório sem concurso.

    O FEUDALISMO,sistema vigente na Câmara dos Deputados pode votar hoje ou amanhã a proposta que tem o objetivo de efetivar na função, sem concurso público, responsáveis por cartórios.
    Afinal quem se surpreenderia!Tendo como causa maior,uma boa patifaria,podem contar com o voto dos honoráveis deputados, mais bem pagos do mundo,e já não estou levando em conta o do PF.

  17. Tóti disse:

    Giovani, e você acha mesmo certo que a VALE dispense trabalhadores? Diminuir salário é horrível, mas retirá-lo do trabalhador é ainda pior. A saída viável é a diminuição dos lucros exorbitantes. O correto é tirar de quem tem.

  18. Questionador disse:

    Sem entrar nos detalhes deste caso específico:

    - As leis trabalhistas devem ser revisadas SIM para aumentar as possibilidades de emprego, embora isto deva ser feito com muito cuidado; mas, se forem escutar sindicalistas e cia., aí dançou… só vai piorar;

    - Prefiro capitalistas que empreendem e empregam do que esquerdistas que de alguma forma vão descambar para Ditaduras! A história está aí pra contar…

    - Ninguém aqui pode dizer que o Capitalismo restringiu ou restringe mais os direitos humanos do que o Comunismo; na verdade foi o contrário!

    Leonardo, creio que possa haver boa fé no que você prega na sua coluna, mas o que exatamente você e a maioria dos que escrevem aqui propõem? O fim dos Capitalistas? Como por exemplo o dono de uma padaria com 5 empregados (que tem dificuldade de contratar ainda mais por todos as complicações e encargos)? Um pequeno empreendedor que criou uma idéia maravilhosa e contratou 2 pessoas para ajudá-lo? Em que momento este padeiro ou empreendedor virarão um vilão? Quando ganharem muito pelo que fizeram?

    Por favor, chega de hipocrisia!

    OBS: Mandem um abraço e parabéns pro Paulinho da Força…

    Abs,
    Q

  19. Alexandre Oliveira disse:

    Em primeiro lugar parabenizo a você Leornado pela sua redação altamente pertinente as circuntâncias. Já se ouve dizer no Brasil que direiro adquirido não é mais direito adquirido. O sr. Roger Agnelli é um verdadeiro oportunista e astuto da vida empresarial sabe como toda sutileza tentar convencer qulquer pessoa sem maiores intruções do ele afirma é a solução mais correta. Loge dos discusos de sindicalista que também são oportunistas mas com um papel relevante na sociedade sabemos que daqui para frente virá chumbo grosso juntamente com proposta indescentes e imorais como a do Sr. Agnelli. Como grande Gestor o sr. Agnelli deveria rever alguns pontos na sua empresa como as regalias de sua cúpula, processos e procedimentos da sua estrutura funcional pois uma vez que esta proposta seja aceita jamais simples mortais como nós teremos sucessego haja visto que já tramita-se no na capital do poder os cortes de beneficios que nós adquirimos com Getúlio Vargas deixando o nosso salário seco sem qualquer benefício como: assintência odontólogica etc. Somente em pensar que a proposta de presidente da Vale já deveríamos protestar nas ruas pois realmente no estrangeiro as pessoas vão as ruas por que não cogitam em perder algo conquistado.

    Sds,
    Alexandre.

  20. Luiz Henrique Lusvarghi disse:

    Um funcionário formal não trabalha 14 meses, trabalha 12 e recebe 14 ( salário + 13 + férias, além do 1/3 férias ). Um funcionário formal tem salário desemprego, licensa maternidade, paternidade, além de que, um empregado formal tem uma CLT inteirinha para degustar a seu favor. Isso tudo serve para fomentar a não contratação. Serve para as empregas colocarem em primeiro plano, demissões, quando se trata de baixar custos. Do jeito que está, é ruim para o funcionário e é ruim para as empresas, logo, é ruim para o Brasil, para todo o povo do Brasil. O que foi proposto pelo presidente da Vale, pode não ser o ideal, já que onera a distribuição de renda e o consumo de que tanto o país precisa nesse momento, mas a relação trabalho – produção – distribuição de renda > com crescimento, em todos os sentidos terá que ser repensada. Desde os dividendos que ficam para o Estado ( fruto do trabalho do trabalhador e ao trabalhador somente devería ficar ) até maiores condições para as empresas poderem diminuir seus custos, desinflacionar, vender mais e, portanto, empregarem mais. De novo, a culpa é da lentidão quando se trata de reformas, que podería se iniciar, urgentemente, com a tributária e estendendo até para o setor do trabalho. Não é culpa da Vale se defender, nem do trabalhador questionar, porque como está, é isso que conseguiremos no máximo: um pé de guerra perene entre empregados e empregadores. Coisa muito antiga, que já devería estar se pensando, há muito, em ser extinta. Ainda estaremos permanentemente nessa coisa retrógrada de sindicatos e sincalistas com caras de bravos e boinas e empresários com cars de ricos e bandidos. Pra um país que quer se encontrar no primeiro escalão do mundo, quando se trata de trabalho e remuneração estamos muito aquém. Muitos ainda lucram com isso, está na hora de procurarem mais produção, porque ao que parece, querem ganhar sem trabalhar.

  21. Defensora de todos os direitos humanos disse:

    É simplesmente ridículo estarmos aqui para falar disso. Esse senhor Roger Agnelli me parece não ter família (coração e alma estão totalmente fora de questão no caso dele). O que essas pessoas no poder têm que compreender é que o trabalho é parte significativa da vida das pessoas. Demitir quem não tem comprometimento com a empresa e está lá só porque é amigo de alguém, eu concordo, mas em massa, sem olhar no rosto, é mais fácil não é? Esse mesmo Roger que prefere demitir sem olhar no rosto, deveria pensar em como fazê-lo olhando nos olhos de cada um dos empregados, que muitas vezes viveram suas vidas em nome da empresa…

  22. Defensora de todos os direitos humanos disse:

    Muito bom senhor questionador. Estou aqui para dar meu exemplo: eu não sou de esquerda (muito longe disso, porque também defino a vida das pessoas onde trabalho – e são muitas!!). A questão é: cortar custos começando pelos mais fracos? Pq ele não questiona o que o governo faz com os impostos, por exemplo? Se tivéssemos mais saúde público, benefícios como seguro saúde não seriam necessários, aí ele não teria esse custo…. com relação a horas trabalhadas? Faça-me o favor: eu mesma trabalhei em empresas mais de 15 horas por dia, incluindo sábados domingos e feriados, sem ganhar nada a mais por isso. Não moro no Brasil e garanto que no exterior as leis são muito mais protetores e os países ricos não estão falindo não senhor, tão pouco fazendo menos lucros… Ler um pouco mais pra falar do contexto todo não faz mal algum… Eu sou mulher e tenho muita coragem pra cortar custos de onde for mais justo!!

  23. Léo Costandrade disse:

    Nada que eu possa falar exprime o meu pensamento, na verdade me revolta que uma ameba desta tenha acesso ao nosso excelentíssimo presidente, LULA mande os seguranças manter este F.D.P longe de você, e principalmente longe da CLT brasileira.
    Lugar de bandido pra mim é no Presídio de Segurança Máxima.

  24. Antônio Costa disse:

    Quando há aumento de impostos, há aumento de preços; quando há redução de impostos, os preços permanecem, como no caso do CPMF. Não entendo essa lógica. Peço a quem souber que me explique. Agradeço antecipadamente.

  25. Victor Rizzo disse:

    Acho que o tom de alguns comentários está um pouco emocionado e carecendo de informação.

    Em primeiro lugar chamar o Sr. Roger Agnelli de “imcompetente” ou “ameba” demonstra grande ignorância de seu curriculo, sua capacitadade profissional, além de uma completa falta de argumentos.

    O fato é que no Brasil temos uma carga tributária enorme isto também se aplica às obrigações trabalhistas que oneram em muito a produção e limitam o crescimento do país. Em outros países com niveis de renda iguais ou melhores que os nossos não existe encargos trabalhistas tão altos.

    Para cada R$ 100 se salário pagos a um trabalhador, cerca de R$ 120 são pagos ao governo, incluindo também a famigerada contribuição sindical obrigatória. Isto limita muito a capacidade das empresas de crescer e oferecer mais empregos.

    O que o governo dá em troca ? Escola ? Saúde ? Segurança?

    Vejo também muita roubalheira e desvio de verbas públicas tiradas de nosso bolso. Só não vejo as pessoas irem às ruas protestar contra estes ladrões, estes sim, ladrões que deviam estar na prisão.

    Para se ter uma ideia, em pouco mais de um ano, os escândalos de corrupção que assolaram o país somaram mais de 21 bilhões ( isto mesmo VINTE E UM BILHÕES). Isto é quase o dobro do orçamento para EDUCAÇÃO em 2008. Isto sim em escandaloso !!!!

    Veja mais números no link
    http://ofca.com.br/artigos/corruptometro

    Concordar ou não com o Sr. Agnelli, é um direito de cada um. Agora pelo menos deveria ter informação e argumentos.

    Pessoalmente não concordo com o Sr. Agnelli. Acho que o momento deveria servir para precionar o governo a reduzir a fantástica carga tributária que fica com 36% de tudo que é produzido no país. Todos nós trabalhamos de janeiro a maio só para pagar imposto. Somente de junho a dezembro é que passamos a trabalhar para nós.

    Cadê as pessoas gritando contra isto ????

  26. JB disse:

    A Vale tem cometido algumas ‘cabeçadas’ monumentais. Tais como a aquisição da siderúrca européia por preço exorbitante. Em seguida publica balanços com lucros gigantescos (estranhamente). Tudo bem, alguém poderia justificar que fora devido ao crescimento chinês e consequente aumento da demanda daquele país. Entretanto, mesmo com todos os lucros enormes, é a primeira empresa a ter o disparate de requerer a flexibilização dos direitos dos tratalhadores. Ou o ‘grandioso’ presidente da Vale andou mentindo criminosamente ou, ele é muito esperto e está aproveitando a crise para aumentar mais ainda os monstruosos lucros da empresa em cima das costas de quem pode menos.

  27. Marcos Leão disse:

    As leis trabalhistas são antigas, e os encargos sobre as folhas
    de pagamentos são altos. Voce não acha que está na hora de reve-las no sentido de melhorar a remuneração mensal e acabar com as contribuições repassando ao trabalhador os valores recolhidos ref. FGTS, PIS. Cofins, para que eles administre da forma que lhe convier. São encargos que so beneficia os cofres publicos ao meu ver.
    Fui fucnionario durante anos, quando perdir o emprego percebi que o fundo de garantia e o acerto com a empresa não me ajudaria muito, ao contrario se eu tivesse investido ao meu modo com certeza teriam rendido muito mais.

  28. Adelio José da Silva disse:

    Sugiro que haja uma investigação, por parte da Polícia Federal, em cima da administração do Sr. Agnelli. E que tanto ele como os outros diretores sejam punidos pelos prejuizos e maus negócios feitos pela Vale, para chegar a esse ponto, de pedir a redução dos direitos trabalhistas. E que sejam punidos pelos seus erros.

  29. Eduardo Marinho disse:

    Garantir lucros, não, que os lucros já são garantidos e enormes. Aumentar os lucros com o sacrifício dos trabalhadores, isso sim, é o que eles sempre querem. Afinal, eles se sentem seres humanos de tipo superior a essa gentinha que somos nós.

  30. cláudio h. m. de andrade disse:

    Caro Sr. Victor Rizzo,
    Chamei sim o seu idolatrado Agnelli de incompetente — a propósito, a grafia não é “imcompetente”, como o senhor escreveu — e não preciso conhecer, como de fato desconheço, o seu decantado currículo. Não importa o seu currículo; seus atos e, por fim, essa proposta indecente, provam que ele é um administrador incompetente.
    Quanto ao resto da sua longa opinião, não terminei de ler.

  31. Antonio Russo disse:

    A tão idolatrada e decantada CLT data de 1941 e foi calcada na “carta del lavoro” da época do fascismo italiano de Mussolini. Está absolutamente defasada para o mundo contemporâneo em que vivemos. É fundamental que se façam mudanças que permitam uma maior flexibilidade para ageração de empregos formais. Hoje, a mioria das pequenas emédias empresas não contrata ninguém de carteira assinada pelo exagerado número de encargos que te que arcar em função do que está na CLT. Aliás a pergunta que não quer calar….se ela fosse tão boa assim, não estaríamos vivendo num paraíso de relações laborais e pleno emprego?
    É preciso deixar as paixões ideológicas de lado e analisar as coisas como devem ser, dentro da realidade dos fatos. O gravame sobre as folhas de pagamento das empresas é um obstáculo à geração de novos empregos. Isso significa que deverão ser discutidos alguns dos tais direitos adquiridos. A questão é a seguinte : de que valem direitos adquiridos para quem perdeu o emprego???????
    Haja bom senso e chegaremos a negociações que sejam boas para todos os lados envolvidos.

  32. Ângela disse:

    Alguém viu o fim da CPMF provocar reduções de preços ao consumidor, conforme alardeado pela Fiesp?
    Os empresários não foram capazes de dar essa minúscula contrapartida à sociedade, mas vão devolver direitos “temporariamente” retirados… Me engana que eu gosto.
    E ainda tem cretino pra acreditar, esquecendo-se de que vivemos numa das maiores concentrações de renda do planeta.
    E temos que chamar os
    Agnellis da vida de “empreendedores”. Tá bom.

  33. Chirac disse:

    Reforma trabalhista. Governo e empresários chegam a um entedimento de que a possibilidade de implantar o Sistema Escravocrata é anti-economico , pois o patrão terá que arcar com a saúde, alimentação, transporte e vestuário do seu escravo. Entenderam que ficará mais barato continuar pagando os R$415,00 e impostos do que o Sistema Escravocrata.

  34. Richard disse:

    No ponto! Esta historinha de “Vale, uma empresa brasileira” nunca me enganou!!! Agora se vê pq.

  35. SUSGESTÃO disse:

    Ao invés de não pagar direitos trabalhistas, porque ele (Roger Agnelli) não propõe pagá-los em ações da VALE para resgate futuro?

  36. SUSGESTÃO disse:

    O Roger Agnelli até que já ouvi falar (é o tal do “Presidente” da VALE), e por isso (seu status) não se pode esperar nada diferente a não ser olhar pessoas (funcionários) como números, e propor de forma ofensivamente baixo astral uma espécie de roubo endossado pelo governo, como é o caso de meter a mão nos direitos trabalhistas. Agora eu nunca ouvi falar de nenhum tal de Antonio Russo da VALE (he, he, he…), porque pra entrar num site como esse (intuito puramente humanista) e fazer uma declaração como a que ele fez acima (18/12/2008 às 11:50), só pode ser algum puxa…. do Agnelli. Cuidado Toin, se o Agnelli entrar na piscina pela cintura pra você não morrer afogado.

  37. RAFAEL MORAES disse:

    Desconheço trabalho acadêmico (sério!) que diz que uma redução nos custos trabalhistas aumentariam o emprego pelas empresas…
    Agora o que é fato e real, é que, um aumento da demanda agragada estimula a oferta agragada gerando emprego…
    E para aumentar a demanda agragada é nec. uma distribuição maior da renda, o que, no Brasil é difícil.
    O cara da Vale está equivocado, como 99% dos executivos do Brasil.

  38. RAFAEL MORAES disse:

    O SR. Luiz Henrique Lusvarghi está euivocado.
    Quando passamos pela era keynesiana, principalmente pós 2° guerra o mundo buscou valorizar mais o trabalho.
    No Brasil até a década de 1950 os salários eram 50% do PIB já na década liberal 1990 (quando ocorreu a desestruturação do mercado de trabalho, flexibilizamos as leis principalmente com FHC) chegou a aproximadamente 36%!!!
    Devemos rever alguns conceitos sobre as leis do trabalho.

  39. Luiz Henrique Lusvarghi disse:

    Rafael Moraes, quando “passamos” pela era keynesiana……aonde você foi buscar isso?….. cada uma que me vem, não?….é isso que complica as coisas no Brasil, muita filosofia e pouca ação….DEVEMOS REVER TODOS OS NOSSOS CONCEITOS SOBRE LEIS DO TRABALHO….TODOS….SE VAMOS FILOSOFAR SOBRE ELA, SAIBA QUE É FILHA DO MUSSOLINI E DO FACISMO ITALIANO, BASEADA NA CARTA DEL LAVORO….vc não leu direito o que escrevi, meu amigo..mas que bom que sabe sobre o período keynesiano…..serve pra você…só pra vc….o que precisamos é parar de buscar em outros lugares nossas soluções….estamos numa era de impostos altíssimos, soldados do exército que assaltam flagelados e de Senadores que fazem o que fizeram na surdina, , na escuridão da noite, feito ratos, na quarta feira…esse é o Brasil que precisa ser mudado e TUDO tem que ser baseado nesse Brasil…desde reforma tributária e trabalhista até uma reforma educacional e de valores…quanto a era keynesiana até a era FHC que citaste, já ficou pra trás….a história contava o futuro, mas antes de não sabermos mais em que país estamos……Mas continue opinando, é bom pro Brasil…forte abraço.

  40. Rogério Andrade disse:

    Se a Vale do Rio Doce não tivesse sido doada ha alguns anos atrás, não estaríamos nesse momento, ouvindo baboseiras como essa desse tal Agnelli. Concordo que deve haver mudanças na legislação trabalhistas. Pra ampliar direitos. Pra reduzir nunca.

  41. Concordo com os colegas. E a respeito dos direitos trabalhistas, já não é de agora que eles vêm sendo continuamente ceifados. É necessário lembrar que a conquista de cada um deles não veio desacompanhada de luta política. Abrir mão de qualquer deles significa capitular na luta democrática. E o pior, em troca de um argumento negocial, que não traz nada de bom efetivamente para a maioria. Como disse o Sakamoto, apenas para os acionistas e, evidentemente, para os dirigentes da empresa, pois irão ganhar prêmios sobre produtividade. Alguém já esqueceu disso?

  42. Léo Costandrade disse:

    É interessante como alguns Neo-Nazistazinhos que frequentam estes blogs insistem em falar besteira, Primeiro: eu concordo coma as regras do mercado (todas), inclusive que uma empresa em determinados momentos de baixa demanda seja obrigada a demitir e enxugar o quadro de funcionários, sei também que as próprias empresas (bem administradas) evitam ao máximo usar este recurso,pois, sabem que quando recuperarem a demanda aquela mão-de-obra qualificada (experiente) vai ser difícil de repor, agora dizerem o absurdo de “flexibilizar temporáriamente” as leis trabalhistas é a coisa mais bizarra que ouvi nos últimos tempos, concordo plenamente com colegas que fizeram a pergunta; “e quando a economia mundial estiver a todo vapor, crescendo e gerando lucros e mais lucros?” será que estes mau empresários tambem pediriam para o presidente aumentar a proteção dos trabalhadores?, acho que não.

  43. Léo Costandrade disse:

    As mudanças sim, pecisamos delas tomara que venham, dentre elas uma muito importante: que idiotas como este tal de Agnelli fiquem longe do governo e não tente prejudicar o verdadeiro poder que é o povo.
    Que as leis trabalhistas sejam revistas e adaptadas a realidade atual, reduzindo a jornada de trabalho, melhorando os salários (a fim de fomentar o consumo interno, diminuindo a dependência da exportação), preparando melhor a previdência para atender as necessidades dos futuros aposentados e etc…., é disso que um país precisa pra virar um grande país, o país é do povo, estes párias são minoria, ainda bem que o nosso presidente nem ouve o que um palhaço deste diz.

  44. Zig H disse:

    Caro Victor Rizzo

    Existem alguns xavões que todos usamos sem sequer verificar a sua veracidade.
    Essa de que a cada R$ 100,00 pagos a um empregado, pagamos R$ 120,00 para o governo é um deles, e não tem o menor sentido. Além disso, todo empresário paga a mídia para denegrir o pagamento de impostos. Na verdade, empresário nenhum paga impostos porque eles repassam para o consumido ou melhor, nós.
    Basta lembrar que na última vez que o governo isentou a indústria automobilística de IPI, os carros simplesmente subiram de preço. E isso não é xavão, nós confirmamos isso pessoalmente.

  45. O Terror disse:

    Antônio Russo : Vai tomar no teu cú !!!

  46. SUSGESTÃO disse:

    UMA GRANDE VERDADE NISSO TUDO É QUE NO CENÁRIO DESCRITO POR SEU “lula” (O MÉDICO, O PACIENTE E DUAS POSSIBILIDADES DE DIAGNÓSTICOS) A COISA SE DÁ ASSIM:
    O MÉDICO PARA AGNELLI E CIA:
    “O SR. PRECISA DE REPOUSO E TOMAR OS MEDICAMENTOS REGULARMENTE”.
    O MÉDICO PARA OS DEMAIS BRASILEIROS:
    ” Ô MEU, VOCÊ SIFU”.

  47. Chirac disse:

    Remédio para os médicos : – Gardenal , Comital, Repsol, Andromedox , Antrax . Se voce ver algum médico entrando em greve , dê estes remédios para ele(s). Este(s) estão com sindrome de greve, paranóia, e outros problemas mentais e psicos. Caso insista na greve, leve(os) para os psiquiatras de plantão do SUS. Pergunte a este(s) médicos se ele viu alguma crise . Caso positivo, (se ele(s) viram a crise) é paranóia . Choque neles. Casa de repouso . O mundo está uma maravilha…. e os médicos estão precisando de tratamento de choque. E o Sr. Agneelli idem.

  48. Silvio disse:

    Caro Sakamoto,

    a Vale não tem o direito de maximizar seus lucros? Ela não tem todo o direito de demitir, pagando, é claro, tudo o que for devido?

    Ou por acaso, ela não tem nenhum destes dois direitos citados acima?

    Se você tivesse um pequeno comércio que começasse a vender menos, será que seria seu dever manter os empregos dos funcionários?

    Sinceramente, achei lamentável seu artigo.

  49. Antonio Russo disse:

    Para quem não tem argumentos, a única saída é o xingamento. Se v. tivesse qualquer coisa no cérebro, caro Terror, para além de uma massa amorfa e marron que deve ser “m….” certamente estaria debatendo com argumentos sérios. Xingar é próprio do imbecil pseudo radical de fachada.
    Cresça apareça para debater e não se esconda por trás de pseudonimo.

  50. Victor Rizzo disse:

    Caro Sr. Zig H,

    Infelizmente, a enorme carga tributária não é um chavão como diz o senhor. Gostaria realmente que fosse.

    Existe sim, como informei a proporção de R$ 120,00 reais de impostos, encargos e benefícios para cada R$ 100,00 paga ao funcionário.
    Caso o senhor não acredite, por favor procure se informar ou melhor com algum contador, ou melhor procure abrir uma empresa para verificar a realidade.

    Quanto a alegação que todos os empresários sonegam, também é uma generalização que não corresponde a realidade, pois sou empresário e tenho muitos amigos na mesma condição que pagam seus impostos como manda a lei.

    Se de fato todos sonegassem como alega o senhor, a receita com os impostos recolhidos não estaria crescendo ano a ano.

    Quanto ao fato do imposto ser repassado para o cliente, talvez faltem algumas informações sobre formação de preços de produto. Tanto no Brasil, como em qualquer parte do mundo, o imposto entra na composição do custo do produto. Isto é uma regra basica e universal de negócios.

  51. Anônimo disse:

    vergonhaaaaaa

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