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14/11/2008 - 13:38

Pistoleiros executam sem-terra no Sul do Pará

Em nota divulgada há pouco, a Comissão Pastoral da Terra de Xinguara, Sul do Pará, e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado denunciam a execução de um lavrador na noite desta quarta (12). Oito pistoleiros entraram no Acampamento Sardinha onde se encontravam 30 famílias e assassinaram José Ribamar Rodrigues dos Santos.

As famílias estavam acampadas na margem da BR-158, próximo à Fazenda Vaca Branca, município de Redenção (PA). De acordo com a nota, os pistoleiros invadiram o acampamento fortemente armados, encapuzados, vestidos com roupas camufladas. Alguns usavam coletes e disseram que eram policiais. Eles fugiram quando as famílias foram pedir ajuda.

Esses trabalhadores rurais já estavam sofrendo ameaças desde setembro – situação que foi comunicada à Delegacia Especial de Conflitos Agrários, que nada fez. O acampamento havia sido atacado no dia 16 de outubro. De acordo com a CPT, naquele dia, mataram o cachorro de José Ribamar e o obrigaram a deitar-se no chão, na presença de sua família, dizendo que ele iria “morrer ao lado do cachorro”. Naquele ocasião, foi poupado. Desta vez, a execução ocorreu na frente de sua esposa e de seus três filhos de três, cinco e sete anos de idade.

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

15 comentários para “Pistoleiros executam sem-terra no Sul do Pará”

  1. Karl Yvens disse:

    Foi invadir a fazenda dos outros, bem-feito.

  2. Luciana disse:

    Depois da morte de Chico Mendes, irmã Dorothy e tantos outros trabalhadores, pensei que nunca mais iria haver mortes por questões fundiárias. Ler que um pai de família foi ameaçado e executado por grupo encapuçado com roupas camufladas, diante de seus filhos menores e de sua esposa, é cruel demais. Ser humano não merece execução quando reinvindica terra.
    É uma mancha e esta noticia mostra como são solucionados conflitos de terra. Justiça.

  3. antonio rdrigues disse:

    sakamoto,
    nao entendo como em plena democracias essas pessoas ajam sem temor à repressao do estado. lembro que durante o regime militar ate o papa (em 1980) clamou contra a estrutura agraria no pais.
    antonio

  4. Pedro de Oliveira disse:

    Se parar na mão de algum juiz, pelo andar da carruagem, vão indenizar os assassinos. Tá tudo errado, tudo errado!

  5. Ana disse:

    Todos os dias famílias de sem terra e de indíginas são executados. Enquanto a metade das terras do país ficar nas mãos de 1% da população isso continuará a acontecer.

  6. L.Paulo disse:

    E tem autoridade querendo audiência com Barack Obama. Imagine se lá tem execuções por terra. Esta noticia mata cada um de nós um pouquinho. Que covardia. E a policia vai investigar?

  7. Perdão pelo off-topic, mas parabéns pela referência ao blog na seleção da Revista Época dessa semana. Pelas grandes afinidades temáticas, está convidado a visitar meu blog, cujo endereço segue aqui. Grande abraço!

  8. Eduardo Marinho disse:

    Sem divulgação na mídia privada, não pode haver pressão social para acabar com a covardia agrária desses assassinos latifundiários. É preciso pulverizar a mídia. É preciso priorizar o uso da terra por quem mora nela com sua família, não quem mantém enormes extensões de monocultura para exploração e áreas improdutivas e mantém empregados para cuidar, jagunços para garantir e mora com a família na cidade grande ou no exterior. Há fome no país, é vergonhoso, e quem põe 70% dos alimentos que a população come são os agricultores familiares, os minifúndios, é quem põe a mão na terra.

  9. Eduardo Marinho disse:

    Quem tinha que definir a situação fundiária, os sistemas de plantio, combate às pragas, ajustes do solo, recuperação de áreas devestadas, etc, é o MST. Eles, sim, entendem do riscado, e ali, ninguém deseja latifúndios, há um espírito de solidariedade que enlouquecem os egoístas – que estão no poder. É claro que eles não podem acreditar nos valores humanos praticados e apregoados pelo pessoal do MST; eles não acreditam que existam tais valores, pois não os têm, vivem com base no egoísmo, no predomínio a qualquer custo, no sentimento de superioridade. Se admitissem a existência de valores morais nobres, seriam obrigados a sentir vergonha de si mesmos, a perceber a própria pequeneza. Por isso negam raivosamente, e acreditam que solidariedade, senso de justiça, cooperatividade, tudo é mentira para ocultar a verdadeira face maligna desses movimentos de “baderneiros”. Não apresentam condições humanas para enxergar a realidade, são aleijados do sentimento.

  10. Eduardo Marinho disse:

    Pobre Karl Yvens.

  11. paulo disse:

    A lei e a democracia so existe para os que detem o poder economico. Assim como grileiros que invadiram terras publicas são considerados debravadores e fazendeiros donos da terra que abrigam pequenos extrativistas com sua culturas de sustento.

  12. Matheus Timm Avila disse:

    Não sou a favor de matá-los, mas esse povo é muito vagabundo!
    Por que ele não vão trabalhar pra poder comprar as terras?
    Agora ele têm que tomar as terras de pessoas que muitas vezes trabalharam ou seus pais muitos anos para poder compra-las.
    Ah, e eu não sou fazendeiro. Apenas moro em um Estado( Ms) em que querem dar terras de todo o sudoeste para os indios vagabundos plantarem.kkk… , duvido que eles vão parar de por as crianças pra pedirem dinheiro na estrada pra eles encherem a cara!E neste estado as 21 cidades em que eles vão dar as terras para os indios dependem exclusivamente da agricultura. Então, as cidades vão começar a quebrar e vão desaparecer do mapa, devido aos indios( que todos sabem que não gostam de trabalho)!

  13. evaldo disse:

    Aqui por CURITIBA, tambem tivemos o assassinato de um lider semteto, 15 tiros, homens encapuzados e… a imprensa simplesmente ignorou.

  14. O Ze disse:

    Olha se continuarem a ignorar os fazendeiros os conflitos vao se tornar cada vez mais inevitaveis.
    Realemente e lamentavel a morte deste Trabalhador rural, a violencia nunca pode prevalecer sobre a discussao, porem a de se ver os dois lados da moeda.

  15. Mauricio disse:

    Fatos absurdos como esse só ocorrem devido a ausência ou ineficiência do Poder Público na Região. É a ausência e a omissão do Estado que incentivam crimes desse jaez, pois se o direito à propriedade fosse harmonizado com o direito à uma existência digna não se chegaria a essa barbarie. Matar um pai na frente de seus filhos! O radicalismo existente dos dois lados também é responsável, pois ambos negam autoridade ao Poder Público, ambos agem como se o Estado Democrático de Direito não existisse, e chamam para si a resolução do problema da maneira que acham melhor, os posseiros invadindo, e os fazendeiros matando. Um horror!

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