O meio ambiente e a crise de identidade do Executivo
O Ministério do Meio Ambiente vem participando de uma série de pactos e acordos envolvendo o setor empresarial nos últimos tempos, da soja responsável ao combate ao carvão ilegal. Diz que, com essa articulação, vai além dos parâmetros mínimos estabelecidos pela legislação. Ao mesmo tempo, no que pese ostentar um discurso contundente, tem mostrado grande aptidão para recuar diante de pressões de produtores rurais e do Ministério da Agricultura e Pecuária. Questões importantes como a do Código Florestal e o bloqueio comercial de quem cometeu crime ambiental são colocados como pontos que podem ser flexibilizados/revisados.
Qual a função do poder executivo? A resposta não é simples, mas certamente uma das suas principais atividades é cumprir e fazer cumprir as leis. Seria melhor o MMA gastar mais energia com isso e manter-se apenas como observador ou testemunha dos pactos e acordos, importantes (diga-se de passagem) feitos pelo setor empresarial. Precisamos de um ministério para ajudar a punir quem destrói o meio ambiente e garantir que isso não aconteça. Ou seja, que tenha coragem de cumprir o seu papel e não tente exercer um outro, que pertence à sociedade civil.
O problema é que tal comportamento iria de encontro ao modelo de desenvolvimento (predatório) presente nas cartilhas de todos os governos até aqui. O atual responsável pelo MMA não parece disposto a comprar certas brigas que sua antecessora, bem ou mal, comprou.
Em outras palavras, vai ser difícil fazer com que cada macaco fique no seu galho.
Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:
No fundo, a troca dos ministros do meio ambiente foi uma consequencia disto. O Governo federal dá todo o aval para a “expansão” do agronegócio, flexibiliando, conforme você diz, ou melhor dizendo, sendo omisso no seu papel de fazer as leis serem cumpridas de fato. E não é apenas madeira e expansão do agronegócio não, tem as JAZIDAS DE MINÉRIOS que não estão sob os holofotes (pra que chamar a atenção para isto?). Aí sim, meu amigo, você vai ver o que é passar o trator em cima da Amazônia.
Marina saiu porque viu que estaria de mãos atadas para fazer o que é certo, cansou de ficar degladiando dentro de um governo que prioriza o modelo predatório e convencional de desenvolvimento.
Minc entrou para ser uma figura decorativa, dizer frases de efeito e já sabendo que fará pouco ou quase nada que reverta o avanço da degradação naquela região.
É preciso ter claro que o (des)governo de Luiz Inácio não tem nenhum interesse em bater de frente com os poderosos do campo brasileiro. Aliás, o seu governo é um dos grandes defensores do agronegócio que tanto tem contribuído para a devastação da floresta amazônica. Em maio do corrente ano Lula veio à Belém anunciar o repasse de R$ 1 bilhão de reais para os desmatadores da Amazônia plantarem árvores. Um ótimo estímulo para o desmatamento! Quanto ao Carlos Minc, este, tem a função de apagar as fumaças…sempre com uma retórica prontinha para os incautos…
É isso, Saka. A Marina Silva deu uma refugada, mas era a Marina Silva. O Minc tem boa intenção, mas o atual governo não muda aquela políica nojenta do viado do FFHH.
O Governo atual tinha propostas e hoje executa a política dos ermanos. A joia de uma nação é o seu povo e povo sem educação é bem mais fácil de dominar. O Brasil é um país agrícola e exportador de matéria prima que sempre atropela o MEIO AMBIENTE pois precisa de verba para sustentar seus ermanos.
Vai para casa Paim, você e pessoal da caverna, não conseguem enganar mais nem os velhinhos. Meu caro senador; Mesmo sabendo que é melhor ouvir BESTEIRA do que ser SURDO. Para os velhinos,não da para ATOCHAR? Deverias ter seguido o adágio”bobo de boca fechada ninguém sabe que é bobo” Cuidado senador, a convivência com Macunaíma não é salutar, não esqueça só quem possui mandato vitalício é Pedro.