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29/09/2008 - 13:00

Trinta crianças são libertadas da escravidão no Pará

Uma ação de fiscalização de trabalhadores do governo federal libertou 150 pessoas em Placas (PA), dentre elas mais de 30 crianças. O município fica na “Terra do Meio”, no coração do estado, região que está sofrendo o impacto da expansão agrícola e da baixa presença do poder público para efetivar os direitos fundamentais. A operação, que começou no dia 17, contou com a participação do Ministério do Trabalho e Emprego, da Policia Federal, da Policia Rodoviária Federal e do Ministério Público do Trabalho.

Eles estavam sujeitos a condições degradantes de habitação, alimentação e higiene. De acordo com a Superintendência Regional do MTE no estado, a maior parte das crianças estava doente, com leishmaniose ou úlcera de Bauru. “As crianças eram levadas ao trabalho para aumentar a remuneração, se sujeitando a todo tipo de situação. Tanto é que uma delas perdeu a visão por conta de uma queda”, afirmou o chefe da fiscalização do Pará, José Ribamar Miranda da Cruz.

Os libertados, que atuavam na lavoura de cacau, já começacam o serviço devendo aos empregadores por terem que pagar equipamentos de trabalho e bens de necessidade básica. De acordo com as informações colhidas pelos fiscais, quem não cumpria as determinações dos patrões era ameaçado de morte.

Até agora, o montante estimado de direitos trabalhistas e salários a serem pagos aos trabalhadores está em torno de R$ 600 mil.

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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12 comentários para “Trinta crianças são libertadas da escravidão no Pará”

  1. Solemar disse:

    É inacreditável que nos tempos atuais ainda haja este tipo de vida…essas coisas me revoltam muito…

  2. Rubens Dalvo disse:

    Mas que %!@$&@# Que país de %!@$&@# Revoltante!

  3. Bia disse:

    O PNAD já mostrava que o trabalho infantil estava aumentando.

  4. thereza silva disse:

    ue, cade os beneficios resultantes do tao falado bolsa familia? se as familias recebem o tal beneficio nao precisam levar crianças ao trabalho escravo nao e essa a ideia, ou nao é, como e feito o repasse da bolsa pelas prefeituras de onde vem estas crianças alguem ja procurou saber?

  5. Ellen disse:

    E pelo valor da indenização cada um vai receber uma merreca, pelo sofrimento que passou, acho a ´multa além do dinheiro a ser pago , deveria incluir as terras do patrão que faz este tipo de coisa e dividir entre os empregados escravos, só assim eles não repetiriam tal brutalidade, pq daqui a pouco o mesmo patrão comete o mesmo crime , paga multa e continua a agir como já vimos em muitos casos semelhantes…

  6. anita disse:

    nossa meu Deus como pode ainda ter tanta gente ma no mundo que trabalho lindo feito pelas pessoas que descobriram esse trabalho escravo e esperamos agora que os donos das terras nao so pagam pelas punicoes no dinheiro mas nas cadeias publicas tambem chega de bandidagem nesse Brasil chega

  7. guto disse:

    A %!@$&@#maior é que justamente os escravizadores são também os maiores devastadores da floresta. E, muitas vezes, recebem financiamento do Banco do Brasil…

  8. jkalil disse:

    Libertados da escravidão mas, o senhor de escravos será punido somente com multa?? – Há, não será preso, as leis brasileiras elaboradas por parlamentares corruptos e juizes corruptos, não punem criminosos ricos, eles enchem os bolsos desses sxenhores das leis e pronto, os criminosos de colarinho branco são anjos imnocentes, culpados são suas vitimas. Até a imprensa proteje esses criminosos, se divulgarem as fotos e nomes deles na mídia, os senhores da imprensa perdem receita com a retirada de anúncios e propagandas. A maioria desses empresários tem empresas comerciais que gastam rios de dinheiro em propaganda. PORTANTO A ESCRAVVIDÃO VAI CONTINUAR, os órgãos públicos obrigados a fiscalizar só agem empurrados por pressão popular, não usam a iniciativa propria para agir.

  9. ana maria disse:

    Vc. não deu o nome da empresa e/ou fazenda, ou nome dos proprietários. Importante vir a público os responsáveis, até porque vão alegar que “não sabiam” que estava tudo na mão de empregados…
    Bem, a PF pega o ST solta…

  10. Rafael disse:

    Falta fiscalização. Mas, mais do que isso, falta punição. Não só por serem “Só ” multas, mas, principalmente, porque eles NÃO vão pagar essas multas. Aqui é assim: a certeza da impunidade prevalece, e esse tipo de coisa se perpetua.

  11. jota salles disse:

    O mais irônico é ouvir de representantes do MPT dizerem em uma reunião da COETRAE aqui no Pará, que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do governo do estado deve priorizar uma capacitação que sensibilize os fazendeiros sobre o que configura o trabalho escravo, pode?!

  12. Elenice disse:

    150 cidadãos brasileiros trabalhadores (entre os quais 30 crianças) sairam do inferno.
    O que me surpreende é como conseguimos conver com esta situação que degrada o ser humano “carrasco escravizador”, que por dinheiro submete o ser humano (até crianças) a este sofrimento.
    Ameaças de morte e/ou morte espiritual, o que estas pessoas vivenciaram é o horror do horror.
    Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal, Policia Rodvoviária Federal e Ministério Público do Trabalho, cumpriram missão legal e humanitária.

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