Brasil | Rogério Romero: tudo sobre natação - iG

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Posts com a Tag Brasil

domingo, 12 de agosto de 2012 Londres 2012, Seleção Nacional | 21:44

Balanço Olímpico: Brasil

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Para fazer este balanço, vamos primeiro aos fatos:

  • O Brasil foi um dos 19 países a sair da piscina olímpica de Londres com medalhas;
  • Destes, 7 tiveram medalhas apenas com um atleta;
  • Haviam 950 atletas de 166 países competindo;
  • A natação brasileira fez a 3a. melhor campanha da história (perdeu para Pequim e Atlanta);
  • Apenas Thiago Pereira, Bruno Fratus e Felipe Lima melhoraram suas marcas, de uma equipe de 18 (não contei Poliana);
  • Foram cinco finais e 5 semi em 2012, contra 6 finais de Pequim.

Dito isso, acreditava em uma campanha melhor. Em todos os sentidos. Mais medalhas, com ao menos uma de ouro (não preciso dizer de quem). Mais semifinais e finais, os tempos credenciavam nossos atletas a isso. Não foi. Não deu. O próprio COB já se preocupa com este que é um dos esportes que mais dá medalhas. Outros esportes/atletas também decepcionaram, enquanto alguns faziam história ao conquistar suas primeiras.

Rio 2016: em busca dos melhores resultados.

O que fazer? Não há mais tempo? Será que o Brasil não é grande o suficiente para surgir uma Ruta Meilutyte (algum talento aí tem 11 anos e pode ser campeã olímpica no Rio!)? Temos piscinas suficientes? Nossos técnicos estão devidamente capacitados e em todas as regiões? Devemos montar um centro olímpico e fazer uma seleção permanente? Quais seriam os técnicos, neste caso? Estamos nos preocupando e agindo o suficiente sobre o doping?

Eu realmente acredito que no Rio de Janeiro vamos fazer nossa melhor campanha. Dentro do razoável, tudo o que nosso grupo de elite pediu/pedir, foi/será atendido. Assim, temos mais viagens, competições de nível, equipe multi-disciplinar acompanhando, materiais de última geração, etc. Ah, e dinheiro para os atletas. Mais: estaremos competindo em casa!

POr último, um pouco de sorte não faz mal a ninguém (que o diga Phelps), mas não substitui aquela receitinha básica: treino, treino, treino.

Que venha Rio-2016!

Autor: Rogério Romero Tags:

terça-feira, 24 de julho de 2012 Londres 2012, Seleção Nacional | 23:13

Brasil na piscina olímpica.

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A contagem regressiva agora parece acelarada. A equipe abandonou sua casa temporária no Crystal Palace e foi para a Vila Olímpica. Aliás, quase todos, pois Graciele Hermann (vai nadar apenas no dia 3) e alguns os técnicos vão fazer um rodízio para acompanhar seus pupilos.Sábia estratégia. A presença de uma pessoa conhecida conforta um pouco a pressão olímpica.

A foto oficial: pô Thiago, porque tá diferente? (Agif)

Já treinando (ajustes finais) na piscina de competição, na vila, no refeitório, comentários (quase sempre seguindo a orientação da cartilha do COI de não ser jornalística) por todo local e horário. Este é um momento realmente especial e, para a grande maioria, o ápice de uma carreira esportiva.

Felipe Lima está registrando tudo. (Twitter)

De agora para frente é só CCC – Curtir, Concentrar e Competir.

Primeiro dia na piscina oficial. (Twitter)

Autor: Rogério Romero Tags:

domingo, 15 de julho de 2012 Londres 2012, Seleção Nacional | 12:29

É hoje: boa viagem e boa sorte Brasil!

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A maior parte da seleção olímpica embarca hoje para a preparação final já em solo londrino, no Crystal Palace. Apenas Kaio Márcio, Henrique Rodrigues e Graciele Herrmann irão viajar depois e incorporar à equipe que entra na Vila Olímpica no dia 24. Viajam nesta noite 16 atletas e 16 membros da comissão técnica (entre técnicos e fisioterapeutas).

A Confederação lembrou bem que esta seleção conta com 4 nadadores que bateram recordes mundiais (Cesar Cielo Filho, Felipe França Silva, Thiago Pereira e Kaio Márcio Almeida), nove estarão pela primeira vez em Jogos Olímpicos (Graciele Hermann, Bruno Fratus, Daniel Ozerchowski, Felipe Lima, Henrique Rodrigues, Leonardo de Deus, João de Lucca, Marcelo Chierighini e Tales Cerdeira) e 4 pela terceira (Fabíola Molina,37 anos; Thiago Pereira, 26 anos;  Kaio Márcio, 28 anos; e Joanna Maranhão, 25 anos).

A piscina do Crystal Palace, última escala para a natação brasileira.

Vamos lembrar a seleção:

Atletas: Bruno Fratus, Cesar Cielo Filho, Daniel Ozerchowski, Daynara de Paula, Fabíola Molina, Felipe Lima, Felipe França Silva, Graciele Herrmann, Henrique Barbosa, Henrique Rodrigues, Kaio Márcio, Joanna Maranhão, João de Lucca, Leonardo de Deus, Marcelo Chierighini, Nicholas Santos, Nicolas Oliveira, Tales Cerdeira e Thiago Pereira.

Comissão Técnica: Ricardo de Moura (chefe de equipe). Técnicos: Arilson Silva, Alberto Silva, Paulo Cesar Marinho, André Ferreira, Fernando Vanzela, Frederico Guariglia, Luiz Raphael, Marco Veiga, Jeferson Neves, Michael Walker e Rosane Carneiro. Médicos: Gustavo Magliocca e Marcus Bernhoeft. Rafael Rocamora (Preparador físico); Natan Cunha e Jean Romagnoli (Fisioterapeutas). Vagner Nascimento (Massagista), Felipe Domingues (Auxiliar técnico).

Autor: Rogério Romero Tags: , ,

sábado, 12 de maio de 2012 Londres 2012, seletivas | 06:03

Seletiva brasileira: até agora nenhuma mudança

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Vinte e três centésimos foi o que faltou para que Flávia Delaroli carimbasse sua terceira participação olímpica nos 50m livre. Foi a que mais se aproximou dos índices para Londres. Após a prova, ela deu um depoimento onde não sentia nenhum rancor pois tinha tentado seu máximo. Já num tom de pendurar o maiô, disse estar pronta para a nova vida de trabalho, estudo e filhos.

Delaroli: a finalista olímpica ainda tentará o Mundial no final do ano.

Hoje teremos a definição do revezamento 4×100m livre e talvez uma segunda vaga nos 100m borboleta. A CBDA anunciará a seleção olímpica na próxima semana.

Autor: Rogério Romero Tags: ,

segunda-feira, 23 de abril de 2012 Londres 2012, Troféu Maria Lenk, seletivas | 06:00

Vai começar: Troféu Maria Lenk, a (pen)última chance para classificação olímpica

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Começa amanhã de manhã a derradeira chance, para a grande maioria dos nadadores, de ver sua vaga olímpica garantida. A última, a Tentativa Olímpica (início de Maio), será apenas para as provas que ainda tem vagas em aberto. São 364 atletas de 39 equipes, onde o favorito deve ser o Flamengo (com seus 61 nadadores), brigando com Pinheiros (56), Minas (33) e Corinthians (41), ou seja, mais da metade dos inscritos apenas em 4 equipes do Sudeste…

O casal pinheirense, juntos na piscina e na malhação. (Erik S. Lesser/The New York Times)

Estatísticas à parte, será a chance de redenção de Fabíola Molina, após o episódio de doping, além de uma chance para ver grandes estrangeiros, como o casal Laure Manadou e Frederick Bousquet, ambos medalhistas olímpicos, representando o Pinheiros.

Outros estrangeiros:

  • Fiat Minas – Charlie Houchin (USA) e Carolina Colorado (Colômbia)
  • Fluminense – Esteban Enderica (Equador) e Jorge Murillo (Colômbia)
  • Flamengo – Miréia Belmonte (Espanha) e Eugene Godsoe (USA)
  • Unisanta – Julia Sebastian (Argentina) e Cecilia Biagioli (Argentina)
  • Grêmio Náutico União – Yousef Alaskari (Kuwait)
  • Corinthians – Jeannette Ottesen e Lotte Friis (Dinamarca)

Ottesen, atual campeã mundial: sentiu o gostinho de ouro e quer mais na sua 3a. olimpíada. (Getty Images)

Como perceberam, o cardápio de estrangeiros diversificou e ficou até interessante, com vários destes atletas vindo pela primeira vez para o Brasil. Talvez a curiosidade de saber o que acontece no pais da próxima olimpíada faça com que esta migração cresça no próximo ciclo olímpico.

Segue e lista daqueles que já alcançaram índice e estão entre os dois melhores de alguma prova (ou seja, se outro fizer tempo melhor, é este quem carimba o passaporte): Cesar Cielo, Thiago Pereira, Felipe França, Bruno Fratus, Henrique Barbosa, Nicolas Oliveira, Henrique Rodrigues, Kaio Márcio, Leonardo de Deus, João Júnior, Joanna Maranhão, Graciele Hermann e Daynara de Paula.

O campeonato vai passar ao vivo na Sportv.

Autor: Rogério Romero Tags: ,

domingo, 30 de outubro de 2011 Sem categoria | 20:12

Adeus Guadalajara, até Toronto 2015 (ou Londres 2012)

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Mantendo a boa campanha do Rio, o Brasil se despede da cidade mexicana mantendo a terceira colocação Foi atropelado por Cuba nas modalidades de lutas (25 ouros) e atletismo (18 ouros). Do lado brasileiro, apesar das boas apresentações dos esportes individuais tradicionais (natação, judô e atletismo, que juntas sairam com mais da metade das vitórias e 40 e tantos por cento das medalhas), ainda temos muita atenção e resultados para os esportes coletivos, notadamente para o vôlei, com sua melhor atuação. Para o COB, o balanço foi positivo.

Toronto, última parada importante antes do Rio-2016.

Na polêmica conta de quem fica na frente, temos: a) O COI que não divulga quem “ganhou” as olimpíadas; b) a imprensa em geral, que contabiliza as melhores performances pelo número de ouros; e c) uma tentativa que se conte as medalhas por atleta. Nesta última conta, o Brasil seria beneficiado pelas várias medalhas dos esportes de quadra e demais de equipe. Mas parece que o movimento ganhou pouca aderência e, ao menos para Londres, ainda teremos o topo sendo disputado por aqueles países que conquistam várias medalhas nos esportes individuais. Assim, além daqueles em que o Brasil saiu bem no México, o tiro, ciclismo e as lutas, por exemplo, mudam radicalmente o quadro final.

Para Bernard, os mexicanos fizeram uso do jeitinho brasileiro para resolver os problemas. Foto: Vipcomm

Esta é uma diferença fundamental entre Cuba e Brasil, mas não é a única. Volta e meia há comparações sobre os desempenhos esportivos destes países. Se, por um lado, somos obrigados a admitir que há algo dando certo, por outro, devemos admitir que a política de uma ilha não funciona em um continente, para ficar apenas em uma grande dificuldade.

A Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa) destacou que do mais de mil testes antidoping, apenas um atleta foi pego. Então tá…

No mais, queria agradecer a oportunidade do iG e as visitas e os comentários. Até uma próxima!!

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domingo, 23 de outubro de 2011 Pan 2011, natação | 17:50

EUA x Brasil, um balanço

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Atendendo a uma solicitação do leitor Rafael, vou ver se consigo consolidar algumas estatíticas e informações sobre os dois países que juntos conquistaram 2/3 das medalhas no Pan de Guadalajara.

EUA: a força feminina fez a diferença. Crédito: US Swimming

Antes de tudo, vamos lembrar que os EUA não vieram com sua equipe principal, estratégia acentuada com a diversidade e multiplicação de Mundiais;

  • Em termos de recordes de campeonato, os americanos sairam com 11 contra 4 dos brasileiros (o único a quebrar este monopólio foi Brett Fraser);
  • As vitórias do americanos já não foram tão dominantes quanto os recordes. O placar ficou em 18 contra 10;
  • Não consegui contabilizar, mas raros foram os pódiuns sem uma americano (a). Já do lado brasileiros, os nosso meio-fundistas e fundistas (de 200m a 1500 livre) não tiveram o gosto da medalha, assim como a maioria das provas femininas, que continua sem a dourada;
  • Ao contrário das brasileiras, o domínio americano veio claramente das mulheres. Das 18 vitórias, 14 (das 17 possíveis) vieram das braçadas femininas.

Então é isso: enquanto o Pan é uma competição importante no calendário brasileiro, os americanos encaram como um evento de acesso, de experiência, o que acaba acontecendo de fato, pois alguns deles estarão em Londres no ano que vem.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Doping, natação | 22:23

DOPING, O LEGADO PARA RIO 2016?

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Desde a minha primeira experiência olímpica, tive a frustração de ver que o esporte, ou o espírito olímpico, não é respeitado. Em Seul 1988 tivemos o auge dos Jogos na disputa dos 100m rasos entre o canadense/jamaicano (desde aquela época a pequena ilha já brilhava) Ben Johnson e o americano Carl Lewis. Foi quase uma humilhação…

Dois dias depois (porque o resultado demora tanto hoje em dia????), sai o resultado positivo do canadense. Ai que humilhação…

Mas as suspeitas de doping não ficaram apenas nas pistas de atletismo. Eram as primeiras olimpíadas depois dos boicotes de Moscou e Los Angeles. Quem é melhor? EUA ou URSS? Leste ou Oeste? E esta rivalidade também foi para as piscinas coreanas.

Kristin Otto, alemã - oriental - saiu com 6 ouros de Seul (Getty)

A natação feminina (?) alemã brilhou e apenas 3 nadadoras não oriundas da Alemanha Oriental ganharam o ouro olímpico. Anos mais tarde, já no Mundial de 1994, em Roma, o domínio foi ainda maior, agora da China. As chinesas perderam apenas duas provas para a australiana Samantha Riley (que antes do Mundial do Rio 95 acabou também se envolvendo com suspeita de doping).

Mas este era um problema só de fora, certo? Errado. O Brasil tem o recorde de nadadores pegos em doping nos últimos anos. Mais uma mera coincidência? E os casos deste ano são ainda mais emblemáticos, com um campeão olímpico e uma experiente atleta. Qual o significado disso? Ninguém está imune. Hoje as substâncias surgem com uma velocidade impressionante. O cuidado deve ser redobrado – até neurótico.

Para subir ao pódium, Gustavo Borges teve que duvidar de tudo

Lembro em Atlanta 1996 quando Gustavo Borges simplesmente não tomava água de garrafa aberta. Naquele momento achei exagero, mas hoje entendo que a precaução era melhor do que se ver privado de duas medalhas olímpicas por um pequeno descuido. Sabotagem? Porque não?

A neura passa agora para acusaçao indiscriminada de tudo e todos. Não penso assim, mas concordo que a geração twitter quer tudo rápido demais e às vezes lança mão de artifícios para chegar a um resultado mais rapidamente. Ou tem muita gente disposta a treinar (mesmo) 6 horas por dia aí para representar o Brasil no Rio, em 2016?

Como o assunto é extenso, espero colaborações para poder comentar um pouco mais.

Autor: Rogério Romero Tags: , , , , , , , , ,