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Posts com a Tag Alberto Silva

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Pan 2011 - nadadores | 21:53

Gabriella Silva – uma das melhores do mundo

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Já estou de olho em Londres (foto: Satiro Sodré)

A carioca Gabriella Machado e Silva, defende as cores do Esporte Clube Pinheiros, que detém mais de 10% da seleção que vai a Guadalajara (em todos os esportes). Iniciou sua carreira no Rio, mas nos últimos anos passou pela mão de Alberto Silva, o Albertinho que hoje comanda o Pro 16.

Com a final em Beijing-2008 e o melhor resultado feminino em Mundiais, Gabi tornou-se rapidamente em uma referência no nado borboleta. Sua especialidade são os 100m, cujo tempo do Mundial de Roma-2009, quando ficou muito próxima do bronze, coloca-a numa honrosa 10a. colocação no ranking mundial – de todos os tempos! Em prova olímpica, é a melhor que o Brasil tem neste momento.

Gabriella tem ainda um histórico de lesões que fazem o treinamento ficar sempre no limite da dor. Para quem quer se manter como uma das melhores do mundo, esta convivência será inevitável.

Autor: Rogério Romero Tags: , , , ,

terça-feira, 27 de setembro de 2011 Pan 2011 - nadadores | 21:26

Cesar Cielo – O Melhor

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Crianças, não tentem isso com seu peito em casa. Cielo é um profissional.

Cesar Augusto Cielo Filho (mais ítalo-romano, difícil) é o cara. Fiquei pensando no que escrever sobre nosso maior destaque da natação, um dos maiores do esporte brasileiro (temos o futebol). Tudo já foi dito, falado, comentado, especulado sobre Cielo.

Pois bem, resolvi contar apenas pequenos dois episódios. Um é numa competição em Santos, antes da seleção ir para Atenas (minha memória nem os arquivos de resultados da CBDA me deixam lembrar ao certo). Nela, o comentário de Gustavo Borges quanto ao futuro de Cielo já estava claro. O comentário de Gustavo foi mais ou menos neste tom: “O linguição ali fica me dando p* no treino“. O apelido não pegou, mas a gana de vencer já vinha desde os treinos com o maior ídolo da época. Saindo da pequena Santa Bárbara D´Oeste (SP), Cielo sabia o que queria, e foi procurar o maior e melhor grupo de velocistas do mundo na Universidade de Auburn.

O resto já é história: tornou-se multi-campeão da campeonato universitário americano, que culminou com sua vitória olímpica nos 50m livre em Pequim 2008.

Mas antes deste ouro inédito vem o outro episódio. Como amante do esporte, ficava enganando o sono para assistir às finais no horário cruel que o fuso horário chinês nos impunha. Final dos 100m livre. Prova que já deu ao mundo um Tarzan (Johnny Weissmuller), o maior vencedor de uma olímpiada (Mark Spitz, até Phelps…), outro que quase igualou Spitz (Matt Biondi) e um russo que igualou o feito de ser bi-campeão olímpico nesta prova (Alexander Popov). Pois bem, nosso Cielo conseguiu entrar na grande final em 8o., vendo seus futuros oponentes nos 50m livre (sua especialidade) baterem recorde atrás de recorde. Não é que ele saiu com o bronze? Já estava emocionado com este resultado, mas fiquei ainda mais com a declaração, natural, do choroso medalhista dizendo que iria atrás do ouro nos 50m.

Cabe, neste momento, explicar qual era o cenário. O ano de 2008 foi pródigo em recordes mundiais. Quem bateu? A brincadeira da época era falar o nome do maiô, e não dos nadadores… Nada menos que 108 recordes foram quebrados ao longo daquele ano! Seus maiores adversários (Eamon Sullivan e Fred Bousquet) haviam abaixado 4 vezes a prova mais rápida da natação mundial – e estavam em Pequim. E não é que o brasileiro foi lá e saiu com a dourada? Demais, não?

Muita coisa se passou desde então: vitórias e recordes mundiais, mudança para o Brasil para treinar direto com Alberto Silva, Pro16, patrocínios, doping, maiô rasgado, fofocas, volta por cima e agora: Guadalajara 2011!

Bem, nada mais a declarar, o cara é… o cara.

Autor: Rogério Romero Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 12 de setembro de 2011 Técnico, natação | 19:23

Mera coincidência?

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As 3 maiores conquistas recentes do esporte brasileiro tiveram algo em comum: estamos evoluindo. As vitórias douradas das Fabianas e a vaga olímpica do basquete masculino trouxeram a (falsa?) sensação de que estamos no caminho certo para uma campanha no Rio, em 2016. Será que vamos virar potência olímpica??

Espero e torço que sim mas, acima disso, aguardo que as fórmulas destas conquistas perdurem. E aí…

Li na entrevista de Magnano que o desafio dele é deixar um sucessor após as Olimpíadas. Esse sim é o espírito! Mas… nosso técnicos e dirigentes estão preparados para isso? São humildes para dizer – e querer de verdade – que estão afoitos, ansiosos, por aprender?

Sim, pois a outra mera coincidência é que os treinadores são estrangeiros. Assim como um tal de Oleg revolucionou a ginástica brasileira, outras Confederações tentaram o mesmo caminho. Não existe uma receita, mas com certeza este é um ingrediente muito importante, isso ninguém pode negar.

Pois bem, a tática funcionou para o basquete e para duas atletas, mas… e para a natação?

Alguns atletas fazem o caminho realizado pelo mundo aquático e migram para o forte campeonato americano universitário. Lá encontram não apenas um técnico estrangeiro (se bem que já temos alguns brazucas se aventurando e dando certo por lá), mas uma das competições mais duras, um ambiente propício para o desenvolvimento atlético e acadêmico, o aprendizado da cultura da vitória.

Outros preferem treinar em clubes pelo mundo afora (o casal Diogo Yabe e Fabíola Molina que o digam), experimentando e tirando o que há de melhor em cada local.

Hoje temos duas iniciativas interessantes com técnicos brasileiros: um especializou-se em um nado, peito no caso. Arilson Soares da Silva (autêntico brasileiro até no sobrenome) treina o campeão e ex-recordista mundial Felipe França. Outro montou uma equipe própria. Alberto Silva (mais um Silva, mas não são parentes…) e Cesar Cielo conceberam o PRO 16 (OK, ele não é tão novidade assim. Outro velocista, o bi-campeão olímpico, também dos 50m livre, Gary Hall Jr, fez o mesmo com o Race Club).

Há também alguns poucos treinadores estrangeiros. Já houve mais, cubanos e americanos, que me lembre.

Caso é, se temos algo a oferecer, também temos a aprender. Ou não??

campeão mundial made in Brasil (França e Ari) - antes que falem, a foto é a prata do Mundial de 2009

Autor: Rogério Romero Tags: , , , , , ,