Organização | Rogério Romero: tudo sobre natação - iG

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sábado, 29 de outubro de 2011 Organização, Pan 2011, Política, natação | 17:35

Pan: a natação, a organização e as dúvidas (2)

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As provas (e medalha) de nataçãojá começam a ficar na memória antes mesmo do final destes Jogos Pan Americanos de Guadalajara.Para não finalizar, vamos a mais alguma dúvidas e minhas respostas/hipóteses:

Leonardo de Deus: glória-desespero-glória em meia hora. Foto: Vipcomm

A desclassificação de Leonardo de Deus (ouro nos 200m borboleta) deveria ter acontecido?
Não. Esta foi uma entre as várias falhas da organização. A profissionalização dos campeonatos mundiais mundiais, regulou o (pouco) espaço para os patrocinadores. (entenda-se: os uniformes e as toucas dos nadadores). Por conta disso, as toucas, que são um dos poucos locais aonde a marca pode aparecer durante as provas, teve uma dimensão máxima permitida, tanto para as marcas esportivas quanto para o patrocinador (não do atleta, não do país, mas sim da Federação Internacional). Mas a Organização Desportiva Pan-americana faz seu próprio show e no Pan não podia aparecer nenhum patrocinador. A falha, como expliquei no dia, foi da própria organização e o atleta ser penalizado por isso foi demais. Além do mais, o fair play prevaleceu, e quem chegou na frente, venceu.

Record: além dos próximos 2 Pan, as Olimpíadas de Londres e Rio de Janeiro.

A Globo boicotou as transmissões?
Não. Ela simplesmente não tinha os direitos, estes foram adquiridos pela Record. E, apesar de todas as críticas, a Record, que já tinha o Pan também de 2015, levou o de 2019 (parece que a Globo nem entrou na negociação, se é que houve).

Palmas para a piscina de Guadalajara. O Brasil não tem um complexo destes.

O piscina do Centro Aquático Scotiabank era boa?
Sim. Esta foi uma unanimidade. Não vi nenhuma declaração contrária na estrutura que faz a maior diferença no resultado final.

A mudança no Ministério do Esporte vai influenciar os resultados futuros?
Muito provavelmente não. A crise política não é motivo (não era?) de conversa entre os atletas, até porque a preocupação maior deve ser com o treinamento em si. As condições para competir e o acesso à tecnologia de ponta (entre outros) avançaram ao longo dos anos e dos governos.

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domingo, 23 de outubro de 2011 Maratona Aquática, Organização, Pan 2011 | 15:39

Mais medalha na Maratona Aquática

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A modalidade é recente, mas antes mesmo de se tornar olímpica, já trazia muita atenção (e dinheiro), pelo seu visual, sua democracia e sua premiação. Agora as Maratona Aquáticas querem ter o mesmo sucesso do seu irmão das ruas. Difícil missão, uma vez que correr é extremamente natural e também os riscos de uma prova (embora também existam) são menores e mais fáceis de controlar.

Em Guadalajara, aliás, Puerto Vallarta, saiu mais uma medalha para a natação brasileira. Veio com o repeteco da prata do Rio-2007 de Poliana Okimoto. A argentina Cecilia Biagioli, que competiu no Centro Aquático Scotiabank também, dominou e venceu com certa tranquilidade. Ambas já tem a vaga olímpica. Ana Marcela Cunha, campeã mundial dos 25km, ficou em 5a. na distância olímpica de 10km, mas chegou a ser anunciada como vice-campeã. Nada de anormal: mais um erro de cronometragem

Poliana: no pulso, o chip que não funcionou. Foto: Satiro Sodré

Por conta do calor da água, os americanos até anunciaram um boicote, mas acabaram competindo. Não sem razão. A temperatura da água foi uma das justificativas da morte do americano Francis Crippen (exatamente neste mesmo dia em 2010) durante a Copa do Mundo de Dubai. A temperatura estava em 31 graus e o regulamento permitia a prova nas água mexicanas.

No masculino, praticamente todos os primeiros colocados foram ao Mundial de Xangai, e as colocações seguiram um pouco a lógica de lá. Destaques para a Argentina, com o bronze de Guillermo Bertola, e para a disputa pelo ouro, que acabou com a vitória do canadense Richard Weinberger em cima do americano Arthur Frayler, por apenas 3 décimos em quase 2 horas de prova. Frayler, 17, é treinado pelo mesmo técnico de Crippen e saiu ainda com o ouro nos 1500m. Os brasileiros Allan Carmos e Samuel de Bona ficaram em 7o. e 12o, respectivamente.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011 Finais, Organização, Pan 2011 | 22:38

Cielo imbatível

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A grande sensação da manhã foi o placar falhando novamente, e justamente no dia da prova mais rápida da natação: os 50m livre. Claro que os técnicos e a organização tiveram tempo suficiente para consertar tudo para que nas finais… falhasse novamente! Estamos falando do México, vamos lembrar de alguns países-sede do Pan: República Dominicana, Argentina e Cuba. Não recordo do placar tendo estes problemas todos. Havana foi há 20 anos atrás!

Cielo: 7 provas em Pan, 6 ouros. Foto: Vipcomm

Mas voltando aos resultados. Albertinho (técnico de Cielo) vai ficar com aquela barba enorme mesmo. O Brasil fez a dobradinha esperada, mas não comemorou na piscina (obrigado, placar). Tanto Cielo, quanto Bruno Fratus sairam da água decepcionados com suas marcas. Pode? Pode, mas ambos deram justificativas: o primeiro disse que o bloco diferente talvez tenha influenciado, além de ter dado uma respirada (quando seu normal é nenhuma); já o prata disse que seu calção estourou de novo e teve que emprestar um de Cielo.

Absoluto, desde a saída, Cielo não teve nenhuma dificuldade em vencer, abaixando sua própria marca de 4 anos atrás. Completou o pódium o cubano Hanser García. Para se ter ideia da superioridade do brasileiro, o cubano, que havia ficado em 2o. nos 100m livre, chegou mais longe nos 50m do que nos 100m.

McGregor abraça sua compatriota Hanna Pierse. Crédito: Reuters

Ashley McGregor salvou a lavoura canadense, conquistando o primeiro ouro para o país que está fazendo uma campanha inferior ao seu potencial. Duas americanas completaram o pódium que não teve brasileiras disputando medalhas.

E estamos ficando mal acostumados. Apenas um ouro e uma prata e parece que fomos muito mal. Está certo, a expectativa de medalha existia com Gabriel Mangabeira e Kaio Márcio nos 100m borboleta. Tinham feito a dobradinha no Rio e poderiam repetir em Guadalajara sim. Mas, com um Mundial de esportes aquático e um Mundial Militar no caminho, as melhores performances do ano ficaram para estes campeonatos. A prova foi do venezuelano Albert Subirats, que não participou de nenhuma destas competições. Sem surpresa, uma vez que este é o quinto mais rápido nesta prova em todos os tempos. Quem completa o pódium? Sim, dois americanos.

Gabriel Mangabeira não esconde sua tristeza. Foto: Vipcomm

O dia acabou com um recorde panamericano com a americana Elizabeth Pelton nos 200m costas e, para felicidade do público, o bronze de Fernanda González (seu terceiro em Guadalajara). Fernanda Alvarenga ficou em 8a.

Vamos para o último dia com 20 medalhas, muito próximo das 24 do Rio-2007 e quase metade das conquistadas pelo Brasil até o momento pelo Brasil (41).

A bronzeada Gonzáles. Crédito:GETTY IMAGES SPORT

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011 Finais, Organização, Pan 2011 | 23:18

10 vezes no topo do Pan

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Alguém sabe porque D. Rose (mãe de Thiago) não presenciou este momento? Foto: Satiro Sodré.

Sua estreia em Jogos Panamericanos não foi exatamente como o fluminense Thiago Pereira esparava. A prova, os 200m peito. A colocação, aquela que nenhum nadador gosta: quarto. Ele saiu decepcionado (para não usar a palavra p*) da piscina da República Dominicana. Sim, estamos falando de 8 anos atrás, Santo Domingo-2003. Lá ele iniciaria sua coleção de medalhas, mas não a dourada. Saiu com uma prata e um bronze.

Guadalajara-2011, o corintiano disputa sua melhor prova, os 200m medley, para tornar-se o maior medalhista brasileiro. Mas a vitória não veio tão fácil quanto eu imaginava. O americano Conor Dwyer abaixou 2s da sua melhor marca para apertar – mas nem tanto – Thiago. Depois eles voltariam à piscina, com Dwyer abrindo o revezamento 4×200m, com uma vantagem que só foi ampliando, deixando a equipe brasileira sem o bi, mas mantendo o recorde do Rio e a prata.

Henrique Rodrigues, apesar da memória de um sanduíche estragado, ficou com um honroso bronze.

Joanna: não dá para trocar dois quartos por um bronze? Foto: Vipcomm

Joanna Maranhão acabou naquela colocação que nenhum nadador gosta: quarto. Apesar da decepção, ninguém pode reclamar do seu desempenho até aqui. Kim Vanderberg, americana que tem comparecido nos últimos campeonatos brasileiros, foi a vencedora.

Seis centésimos. Tentem pegar esta marca em um cronômetro qualquer. OK, antes que estraguem e mandem a conta para mim: não vão conseguir. Pois foi este tempo que separou a chilena Kristel Kobrich de alcançar o recorde panamericano. A mais longa prova feminina no Centro Aquático Scotiabank, os 800m livre, durou mais de 8 minutos e meio. O prêmio foi dar o primeiro ouro ao seu país. Ela também é uma figurinha carimbada nos campeonatos brasileiros. No último ano, por exemplo, teve o melhor desempenho técnico e também foi a que mais pontuou.

Kobrich: depois do bronze nos 400, ouro nos 800. Crédito: El Mercúrio

Kobrich: depois do bronze nos 400, ouro nos 800. Crédito: El Mercúrio

As americanas Kendall e Erndl iniciaram a noite ficando com o ouro e prata nos 100m livre, negando outro bi, o da venezuelana Arlene Semeco. Esta perdeu um pouco do brilho dos dois ouros panamericanos (50 e 100m livre no Rio), pois só subiu uma posição após a desclassificação de Rebeca Gusmão. Tatiana Lemos acabou em sétimo.

Sem recordes do Pan, a reclamação do dia é para o barulho das arquibancadas, que acaba atrapalhando a concentração e até ouvir a saída.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011 Finais, Organização, Pan 2011 | 05:06

A touca da discórdia

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No mundial pode. Aqui, não. Foto: Vipcomm

Inacreditável. A desorganização continua sendo a marca destes Jogos. Eles tiveram a audácia de desclassificar Leonardo de Deus por conta de um patrocínio irregular na touca. Vamos lá. A responsabilidade de ver se o nadador tem algo irregular é da organização, na sala de controle, ou seja, antes de nadar! Parece óbvio, mas passou e eles quiseram punir o brasileiro. Pior, outros atletas nadaram com a mesma touca proibida, afinal o tal do patrocinador é o oficial do último Mundial de Natação da Federação Internacional de Natação – FINA.

Felizmente, depois de protestos até de outros países, os mexicanos perceberam que não fazia sentido a desclassificação e deram o ouro novamente para Léo. Kaio Márcio não conseguiu o bi e a dobradinha perfeita, mas sim o bronze. No meio deles um americano. Detalhe: quem deu a medalha foi a maior autoridade da natação mundial, que não quis nem saber de voltar atrás na desclassificação.

Três ouros na conta de Thiago. Foto: Satiro Sodré

E Thiago Pereira deu um passo importante para uma campanha ainda melhor que a do Rio/2007. Ao vencer os 100m costas (no Rio foi bronze) ele colocou em cheque a posição temporária de Hugo Hoyama como maior medalhista brasileiro. Mesmo admitindo alguns erros durante a prova, gostou do desempenho. Guilherme Guido ficou com o bronze, com outro americano entre eles (alguém se importa com o nome?).

A jovem americana de 15 anos, Gillian Ryan, venceu uma prova bacana de se ver, com alternância nos 400m inteiro. Joanna Maranhão mostrou sua garra e chegou a ameaçar as 3 primeiras, acabando em uma honrosa 4ª. colocação. Nos 100m peito, Tatiane Sakemi acabou em 6a.

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sábado, 15 de outubro de 2011 Organização, Pan 2011, eliminatórias | 15:11

Começou, e os problemas continuam

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As primeiras eliminatórias que acabaram há pouco tiveram um balanço médio para o Brasil.

Claire Donahue: não teve problemas com o ar rarefeito. (foto: Chris Wilson)

Logo na primeira prova, os 100m borboleta, uma das favoritas ao título inédito, Gabriela Silva, sentiu mal e não pegou nem final. Na série seguinte, os problemas técnicos começaram com o placar não acusando o tempo de Daynara de Paula, que ficou em primeira. Claro que problemas acontecem, mas o fato de tudo ter sido finalizado em cima da hora contribui para que equipamentos não tenham sido testados adequadamente e, portanto, as falhas são mais recorrentes. A prova viu o primeiro recorde da competição, com a americana Claire Donahue.

Na segunda prova, os 400m medley, vimos um Thiago Pereira nadar tranquilo para sua classificação para as finais que terão Diogo Yabe também. Poupar esforços é fundamental para a meta ousada de fazer uma campanha semelhante a de 4 anos atrás no Rio. Para mim, é o favorito nesta prova.

A mesma prova na versão feminina, teve Joanna Maranhão passando fácil para as finais . Larissa Cieslak ficou nas eliminatórias. Nos 400m livre, o caçula Giuliano Rocco não gostou da sua estreia pan americana, enquanto Lucas Kanieski foi para a final. Os tempos devem melhorar para os finalistas chegarem às medalhas.

Por último, o revezamento 4×100 livre teve o desempenho esperado e ficou a segunda melhor marca, na prova que viu a segunda marca da competição cair com as americanas. O interessante é que as eliminatórias nem eram necessárias, pois existiam apenas 5 equipes. O Brasil até fez a proposta para que estas provas tivessem final direto, o que não foi acatado.

Cielo vai ter o apoio nos blocos para tentar mais ouros. (Foto: Satiro Sodré)

Mas o dia ainda foi marcado por uma ida do nosso maior astro ao hospital. Cesar Cielo passou mal (ninguém até o momento soube explicar direito de que) e ficou apenas alguns minutos para ser examinado. A informação preliminar é de reação à altitude.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Organização, Pan 2011, natação | 22:42

Tudo pronto… ou quase

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Todo mundo fazendo seus ajustes finais no Centro Aquático Scotiabank, inclusive alguns trabalhadores colocando as câmaras de chegada. Para quem não sabe para que elas servem, foram as mesmas que confirmaram a prata olímpica de Gustavo Borges em Barcelona – 92. Enquanto o placar eletrônico deu pane, as câmaras foram requisitadas para retirá-lo da pior posição (4o.) para a segunda.

Tudo de última hora, você já viu este filme e verá muito mais. (crédito: Alexandre Pussieldi)

Filas enormes para comidas com suspeita de esteróides, goteiras no refeitório e ginásios, blocos com polêmica novamente, fazem parte da rotina final dos nadadores. Mas as declarações deixam claro que os mesmos estão concentrados e confiantes em bons resultados.

E enquanto quase todos os atletas se preparam para a abertura, os nadadores, uma vez mais, devem ficar concentrados pois as suas provas começam amanhã. Mesmo os que não participam das primeiras etapas são solidários (bem, claro que às vezes uma solidariedade meio forçada) e ficam descansando na vila. Boa sorte a todos!

Guido, Cielo e Mangabeira: relaxar é preciso. (reprodução/twitter)

As provas de amanhã e os brasileiros:

100m borboleta F (Daynara de Paula e Gabriella Silva)
400m medley M (Thiago Pereira e Diogo Yabe)
400m medley F (Joanna Maranhão e Larissa Cieslak)
400m livre M (Lucas Kanieski e Giuliano Rocco)
4×100m livre F

Michele Lenhardt, Tatiana Lemos, Flavia Delaroli e Daynara de Paula: em busca do inédito ouro para a natação feminina.

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domingo, 9 de outubro de 2011 Organização, Pan 2011 | 15:03

Dois nadadores cortados!

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Ana Carolina Santos, Mundial Júnior pode; Pan, não. Cabeça fria nesta hora.

A bagunça se concretizou! A uma semana do início dos Jogos Pan-americanos, Rodrigo Castro e Ana Carolina Santos, ambos membros dos revezamentos 4×200m livre, foram cortados e voltarão imediatamente de San Luiz Potosí para o Brasil. A CBDA até ofereceu para que ambos continuassem no treinamento em La Loma, na altitude, mas eles declinaram.

No início, a Organização (??) falou em cortar até 6 nadadores brasileiros. Diante da revolta, acabou cedendo, mas não totalmente. Não é à toa que os americanos estão cada vez mais desdenhando desta competição.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Organização, Pan 2011 | 21:40

A (des) organização e apreensão seguem

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Bem, antes de entrar novamente neste assunto recente, volto a 1987, ano do Pan de Indianápolis. Em janeiro, havia participado do meu primeiro Troféu Brasil, na antiga piscina do Minas, quando sai com duas pratas nas provas de costas, perdendo para o meu ídolo Ricardo Prado. Na verdade, nos 100m, fiquei tão nervoso por nadar ao lado de um medalhista olímpico e ex-recordista mundial, que até errei a virada.

Vexame à parte, com estes resultados, acabei sendo pré-convocado para o Pan. 87 foi o ano pré-era Coaracy Nunes, e as regras de convocação não eram tão claras como hoje. Após treinar um tempo com os demais nadadores, também pré-selecionados, do Clube do Golfinho de Curitiba, acabei sendo cortado. Só eu da equipe. Posso dizer que foi a primeira grande decepção. Como prêmio de consolação, fui para as Universíades, na Iugoslávia (também não existe mais!) onde abaixei bem meu tempo nos 200m costas.

Mas voltando ao nosso tempo atual, agora com a velocidade da Internet, organizações cada vez melhores, planos de projetos que entregam as obras à tempo para eventos testes – e corrigem eventuais erros que tenham passado desapercebidos -, nossa Odepa (Organização Desportiva Panamericana, será que nem site tem???) continua se enrolando. Agora recebeu a informação da FINA (Federação Internacional de Natação) que pode sim passar do limite dos 256 atletas, desde que os demais tenham índice A (bons tempos) para tal. Como nem o COB, nem a CBDA lançaram notas oficiais sobre qualquer mudança, a apreensão continua.

"Ahora son más de 256 nadadores? Que pasa?", perguntam os voluntários.

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011 Organização, Pan 2011 | 22:18

A (des) organização do Pan

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Centro Acuatico Scotiabank, capacidade máxima: 256 nadadores

A recente e polêmica decisão do (des)organização do Pan de Guadalajara (leia mais aqui), no México, deve trazer consequências para a natação, não apenas brasileira, mas nas maiores equipes, como os EUA e a própria anfitriã.

Explico, o primeiro critério de cortes é para aqueles nadadores que iriam nadar apenas os revezamentos. Apenas aqueles países que levam suas equipes completas, seja pelo custo, seja pela competitividade, acabam levando nem sempre os melhores da prova dos 100m livre para disputar os 4×100, por exemplo: acabam usando um atleta que já está lá para nadar um 100m borboleta ou costas, geralmente bons velocistas para completar o revezamento.

O impressionante é que já é um fato o problema de alojamento, tanto que nas Olimpíadas já existe um limite máximo de atletas, cerca de 10 mil, salvo engano. Descobriram só agora???

Problema: não adianta limitar os atletas e permitir novas modalidades, outras disputas, comissão técnica e administrativa cada vem maiores.

Claro que o rol de esportes deve passar sempre por uma renovação, até para atender demandas mais contemporâneas, e o mix com esportes tradicionais traz um charme a estes Jogos multiesportivos que, no meu entendimento, deve ser mantido.

Curiosamente, tivemos um problema semelhante de alojamento nos Jogos do Interior de Minas – JIMI (leia mais aqui). A saída encontrada pela Coordenação foi a alteração de alguns eventos. Esta solução não pode ser aplicada pela Odepa, mas será que não existiam outras alternativas ao penalizar o atleta que está de malas prontas?

Eu já tive uma grande decepção com uma pré-convocação, mas isto eu conto em uma próxima vez…

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