Quarta final: do Inferno ao Céu e a maldição do tri | Rogério Romero: tudo sobre natação - iG

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Londres 2012 | 18:10

Quarta final: do Inferno ao Céu e a maldição do tri

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Tales Cerdeira fez o dever de casa: arriscou, passou bem, fez sua melhor marca, mas isso não foi o suficiente para a final olímpica – por pouco! Tales ficou em nono, mas saiu satisfeito com sua prova.

Tales: satisfeito com sua performance. (Agif)

Na outra semi com brasileiro, Cielo também nadou os 100m livre bem, passando para uma final que promete ser apertada. Claro, se Magnussen ficar perto do seu melhor tempo, não deve ser ameaçado por ninguém, mas o restante está bem aberto, com cubano, americano, francês, brasileiro…

Na primeira final do dia, revanche dos 400m livre, os 200m tiveram novamente a francesa Muffat e a americana Schmitt. Além delas, Franklin, que se poupou e se classificou em oitava. Mas a prova foi toda de Schmitt, desde o início dominou a prova com novo recorde olímpico. Muffat em 2a, e Franklin falha na tentativa de 7 medalhas por 1 centésimo

Schmitt: absoluta com recorde. (Getty)

Mas a prova mais aguardada do dia foi, sem dúvidas, os 200m borboleta. Ele já bateu um recorde só de participar pela 4a. vez da final (a primeira, aos 15 anos, ficando em 5o). Mas estava atrás de mais dois: maior número de medalhas e tri inédito no masculino. Sim, estou falando de Michael Phelps, um nome ainda a reverenciar. Com as duas medalhas de hoje ele bateu o primeiro objetivo. O segundo, do tri…

A meta do tri já deixou 3 das 4 chances para trás. Kitajima e Phelps sofreram revezes históricos. Agora, apenas os 200m peito para Kitajima (improvável) que pode dar o tri, senão todas as fichas vão para Cielo e Lochte, prováveis bi em Londres, treinar mais 4 anos para no Rio de Janeiro quebrarem o único recorde que Phelps não bateu.

Le Clos: o vencedor improvável. (Zimbio)

Mas, voltando a prova, Chad le Clos, sul-africano, melhorou muito sua marca para poder bater um Phelps que errou  nos fundamentos (virada e chegada), justamente aqueles que o tornaram famoso. Se Cavic ficou a 1 centésimo em Pequim de parar Phelps e hoje não é lembrado por quase ninguém, o contrário vai acontecer com le Clos e sua vitória por 5 centésimos. Completou o pódio, o japonês Matsuda, que poderia muito bem vencer a prova, mas agora vai ser tão lembrado quanto Cavic.

Shiwen informa: a China é muito dura com a questão de doping. Ponto. (AP)

Shiwen Ye está sendo uma grande protagonista, não apenas pelos seus resultados espantosos dentro da água, mas pelo burburinho natural que qualquer nadadora chinesa  promove com seus recordes. Já teve um bate boca virtual, com declarações de cada lado. Gosto da seguinte conclusão: ela (e outros que também deram resultados fantásticos) estão sendo testados, se não der nada, fazer o que?

Polêmica à parte, a prova foi toda dela, ameaçando o recorde mundial e simplesmente ignorando a recordista mundial Kukors e a campeã olímpica em Pequim, Rice.

Phelps: 19 que podem se transformar em 22. (AFP)

Para acabar bem o dia, o revezamento 4×200m livre, que deu a 19a. medalha para Phelps, mais que qualquer atleta no história olímpica, a primeira dourada dele em Londres.

Autor: Rogério Romero Tags: , , , , ,

8 comentários | Comentar

  1. 8 Henrique Vianna 01/08/2012 8:50

    O rcordani está certo…. tem os 100 metros borboletas e 200 medley para o phelps ser tri

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    • Rogério Romero 01/08/2012 9:10

      Vocês estão certos, Phelps ainda pode alcançar o mítico tri-campeonato. Na correria acabei me equivocando. Valeu pela lembrança.

  2. 7 rcordani 01/08/2012 8:39

    Ei Rogério, como assim 3 das quatro chances? Depois do Kitajima, Phelps ainda pode tentar o tri nos 100 borbola e nos 200 medley, ou estou enganado?

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  3. 6 Ana Paula Parra Leite 01/08/2012 7:59

    Rogério,
    Parabéns pelos comentários. Ao invés do pensamento negativo de alguns, vamos torcer sempre pelo Brasil e esperar que no Rio tenhamos mais frutos. Abraço.

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  4. 5 Luiz Carlos 01/08/2012 0:07

    Não podemos cobrar muito de nossos atletas, pois eles estão representado nosso Brasil, Brasil este que não da valor a estes campeões.
    Mesmo que não venham com medalhas já são campeões.
    Temos que ter vergonha, é o que acontece em alguns…poderes…

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  5. 4 Antonio 31/07/2012 23:59

    Esse atletas Américanos e Chinesse devem usar alguma substância quimica estimulante que não são detectadas no anti-dop.

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  6. 3 Carlos Maia 31/07/2012 23:31

    O Brasil tem um desempenho medíocre em todas as olim piadas e fica sempre achando que no Rio vai ser a salvação de tudo. Os atletas brasileiros penam nas competições com atletas internacionais e tem resultados sofriveis deixando muito a desejar tanto na parte técnica quanta na parte de “garra”. Falta muito ainda para chegarmos com garbo aos níveis de competições olímpicas. Ainda mais quando se sabe que no Rio vamos passar mais vexames. Enquanto o governo gasta milhões para fazer esta “olim piada” devia investir o dinheiro na saúde, educação e infra estrutura para moradias populares que é seu dever e não ficar com esta palhaçada. Falei.

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    • Fabio 01/08/2012 9:48

      Para melhorar os desempenhos nos esportes olimpicos, o Brasil precisaria investir em dois pontos para formação de atletas novos ou revelações:

      A) – primeira seria via Universidades, com premiação otima para os 10 primeiros colocados em um campeonato Universitario no pais, premio para os atletas e também os treinadores, alem de um apoio mensal a essas faculdades, que teriam que apresentar um plano de treinamento e com fiscalização do COI. Devem ser universidades existente ha mais de quatros anos, para se evitar criar novas apenas com intuito de surrupiar as verbas publicas.

      B) Aplicar o mesmo programa atraves de clubes, que também ja existam ha mais de 04 anos, com pelo menos 1.000 socios na data que for lançado o programa, e com fiscalização do COI.

      Sem investir na revelação de novos talentos, não vamos ter atletas de categorias.

  7. 2 DOUG 31/07/2012 23:25

    o que percebo é apenas uma supervalorizaçao atraves de metas alcançadas no pam do méxico, analisem,,, os EUA no pan do méxico enviou apenas uma pequena equipe com um reporter para cobrir todo o evento , pois os próprios norte-americanos enviaram atletas das categorias B,C, ou seja atletas universitarios pois os TOP DA ELITE, RAROS foram os que participaram,, e mesmo assim conseguiram um quadro de medalhas invejável. analisem o quadro de medalhas de todas as olimpiadas e comparem.
    O pouco mais de 30 milhões de reais que sào investidos em todas os esportes olimpicos braslieiros, nada mais é do que o investimento unico em tecnologia e pesquisa para melhorarem a evoluçao de um unico setor nos EUA.

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  8. 1 Rivaylidson Carvalho 31/07/2012 21:06

    É lamentável constartarmos que ainda estamos longe de sermos uma potência olímpica. Mais lamentável ainda são as decepções proporcionadas por nossos atletas considerados favoritos.

    Responder
    • ANDRE 31/07/2012 23:56

      Que decepçóes? Me desculpe amigo, mas infelizmente nós aqui no Brasil não temos “cultura esportiva” e achamos que a medalha é nossa por direito e que , quando perdemos, perdemos para nós mesmos, não vemos mérito nos adversários, que por sinal, em uma olimpíada são os melhores do mundo, em competições de alto rendimento o nível técnico da grande maioria dos atletas é muito parecido, são detalhes mínimos que fazem a diferença, muitos favoritos de outros países perderam também (phelps hoje nos 200 borboleta, cseh nos 400 medley, etc, lembre-se , mesmo grandes potência olímpicas perdem, a Alemanha e a Itália por exemplo . não ganharam nenhuma medalha na natação até agora, e os próprios britânicos ainda não ganharam ouro em nenhuma prova, pelo contrário perderam na prova de ciclismo em que eram considerados imbatíveis, é claro que o Brasil está a anos luz de se tornar um potência olímpica, mas para isso, antes até mesmo de investimentos governamentais, devemos mudar nossa cabeça, devemos fazer nossa parte e colocar o esporte em nossa vida e na de nossos filhos, um abraço.

  9. Rogério Romero 01/08/2012 9:58

    Concordo, mas acrescentaria, no mínimo, mais duas ações: capacitação continuada para nossos técnicos e investir na ciência aplicada ao esporte.

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