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terça-feira, 22 de maio de 2012 Nota | 16:27

Venda do QG da PM para a Petrobras apaga um pedaço da história

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Por R$ 336 milhões um pedaço da história do Brasil vai ser posto a baixo. O governo do Rio anunciou a venda do quartel-general da Polícia Militar do Rio na rua Evaristo da Veiga, no centro da cidade, para a Petrobras, que pretende erigir no local um prédio para alocar parte de seus funcionários, espalhados por 13 locais diferentes. A Empresa de Obras Públicas ficará encarregada de demolir os edifícios.

O terreno tem 13.500 metros quadrados e fica próximo da sede da Petrobras, na avenida Chile. Do pátio da PM é possível ver o edifício da companhia petrolífera.

Embora não seja tombado pelo patrimônio, o local tem valor histórico nacional. A Polícia Militar do Rio foi a primeira do País e sua origem remonta a 1809, quando foi criada por D.João VI a Divisão Militar da Guarda Real da Polícia da Corte. O prédio do QG sediou o Corpo de Guardas Permanentes, que era comandado por Duque de Caxias, no período de 1832 a 1839. Foi o primeiro comando militar do futuro patrono do Exército. Em 10 de julho de 1865, partiram do quartel dos Barbonos da Corte (como eram então conhecidos) 510 oficiais e praças para lutar na guerra do Paraguai. Eles foram nomeados como 31º Corpo de Voluntários da Pátria.

Há projetos tramitando na Assembleia Legislativa e na Câmara de Vereadores propondo o tombamento do imóvel.

Autor: Luiz Antonio Ryff Tags: , , ,

terça-feira, 13 de março de 2012 Nota | 18:54

Granada é encontrada – e detonada – na praia do Leblon

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Policiais civis do esquadrão antibombas da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) detonaram no início da noite desta terça-feira (13) uma granada achada na praia do Leblon, na zona sul do Rio. Segundo policiais, a granada foi encontrada no final da tarde por duas crianças que começaram a brincar com ela. Uma senhora viu e avisou os bombeiros no posto salva-vidas. Eles isolaram a área e acionaram a polícia.

Policiais da Core se preparam para detonar a granada

Policiais da Core se preparam para detonar a granada

Veja o vídeo: Encontrada na praia, granada é detonada no Leblon

A granada era de efeito moral (de gás de pimenta, usada para controlar distúrbios e dispersar multidões) e estava na areia, na altura da rua Afrânio de Mello Franco (onde ficam a 14ªDP,  a Delegacia de Atendimento ao Turista e o Shopping Leblon). Uma escolinha de vôlei para crianças fica a poucas dezenas de metros de onde foi encontrado o artefato.

Para efetuar a detonação, foi interditado um trecho da praia de cerca de 200 metros, junto ao mar. Os peritos fizeram um buraco na areia e com ajuda de um braço mecânico a granada foi levada para lá e detonada. Segundo o inspetor Ivaldo, da Core, a granada era de baixo poder explosivo mas, caso detonasse enquanto fosse manuseada, poderia levar a ferimentos como a perda dos dedos ou da mão.

Policiais acreditam que ela pode ter sido trazida pelo mar.

Policial exibe a granada detonada

Policial exibe a granada detonada

Autor: Luiz Antonio Ryff Tags: , ,

quinta-feira, 1 de março de 2012 Nota | 10:01

Conheça dez curiosidades sobre o aniversário da cidade do Rio

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Hoje é aniversário do Rio de Janeiro. São 447 velinhas no bolo. Para comemora a data, eis abaixo dez curiosidades ligadas à fundação da cidade.

1. A cidade foi fundada em 1º de março de 1565 pelo português Estácio de Sá, que se tornou o primeiro governador-geral da Capitania do Rio. Alguns anos mais tarde ele viraria nome de rua, de largo e até de escola de samba.

2. O local de fundação é um dos lugares mais bonitos e importantes – e menos visitados – da cidade: a praia entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, na Urca, imediatamente antes da entrada da Baía de Guanabara. Hoje é área militar, ocupada pelo Exército, que tem lá o Forte São João, onde também fica a Escola Superior de Guerra.

Vista aérea do Rio, com o o trecho entre os morros Cara de Cão e Pão de Acúcar à direita

Vista aérea do Rio, com o o trecho entre os morros Cara de Cão e Pão de Acúcar à direita

3. O nome de batismo da cidade é São Sebastião do Rio de Janeiro, uma homenagem a Dom Sebastião 1º, o rei menino português, que contava então 11 anos.

4. Por causa de controvérsias entre historiadores, o aniversário da cidade foi comemorado durante muito tempo no dia do padroeiro, São Sebastião, 20 de janeiro. Só em 1957 é que 1º de março foi oficializado.

5. Embora a cidade do Rio tenha sido fundada em 1565, já havia um povoamento no local. Só que francês. Capitaneados por Villegagnon, os franceses chegaram dez anos antes, na tentativa de fincar uma base aqui. A experiência colonial ficou conhecida como França Antártica.

6. Tanto portugueses quanto franceses tiveram como aliados tribos indígenas com hábitos antropofágicos (adeptos do canibalismo, em outras palavras). Os franceses lutaram com a ajuda dos Tupinambás. Os portugueses arregimentaram os Temiminós.

7. Estácio de Sá morreu em consequências de ferimento recebido em uma batalha na praia do Flamengo, em uma área ocupada hoje pelo Outeiro da Glória e pelos jardins do Palácio do Catete. Na época o lugar era conhecido como Uruçumirim. Estácio de Sá recebeu uma flechada no olho, no dia 20 de janeiro de 1567. Seu túmulo está na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca.

8. O padre José de Anchieta acompanhou a missão de Estácio de Sá para expulsar os franceses do Rio de Janeiro. Mais tarde, ele escreveria um poema épico glorificando os feitos de Mem de Sá, governador-geral do Brasil, que veio em socorro do sobrinho. Foi testemunha da chacina dos combatentes derrotados, “passados todos ao fio da espada”.

9. Um dos índios que ajudou os portugueses foi Araribóia, líder dos Temiminós. Pouco após a expulsão dos franceses, em 1573, ele foi para o outro lado da Baía, fundando São Lourenço dos Índios, hoje Niterói.

10. A rua mais antiga do Rio é considerada a antiga Rua Direita, no Centro, hoje chamada de 1º de Março. Mas o nome não tem nada a ver com a data de fundação. É uma homenagem ao fim da Guerra do Paraguai, que terminou justamente no aniversário da cidade, em 1870. Eram tempos em que as informações circulavam beeeeem mais lentamente. A notícia do fim da guerra só chegou aqui duas semanas depois, quando aportou na cidade um navio vindo do Uruguai.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 Nota | 17:08

Plataformas são o principal destino de trabalhadores estrangeiros no Rio

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O Brasil concedeu autorização para 70.524 estrangeiros trabalharem no País no ano passado.  O Rio perdeu para São Paulo a liderança que teve em 2008 e 2009.

No Rio, foram 24.897 autorizações concedidas no ano passado, segundo a Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho. Esse número vem aumentando desde 2009, quando foram dados 15.130 vistos de trabalho para estrangeiros.  Em São Paulo, no mesmo período, o número de licenças chegou a 33.392.

No Rio, a maioria dos estrangeiros vem dos EUA (4.478), das Filipinas (3.271), do Reino Unido (2.386), da Noruega (1.548), da Índia (1.406), da França (920), da Polônia (706), da Espanha (652), do Canadá (648) e da Holanda (599). Em seguida, entre a 11ª e 15ª colocação estão Rússia (557), Alemanha (533), China (487), Dinamarca (463) e Itália (420). Nos últimos quatro anos, EUA, Reino Unido e Filipinas estiveram à frente do ranking, alterando as posições.

Leia mais: “Vivo onde o resto do mundo tira férias”

Peculiaridades do Rio

O perfil do trabalhador estrangeiro que vem para o Rio tem particularidades e é diferente do tipo de profissional que vai para São Paulo, por exemplo. No Rio,  mais da metade das autorizações evidenciam a força do setor petrolífero e as expectativas em relação ao pré-sal, pois se referem a “trabalho a bordo de embarcação ou plataforma estrangeira”. Foram 14.853 vistos em 2011 (50.860 nos últimos quatro anos).

Justificativa para concessão de vistos para trabalhadores estrangeiros no Rio de Janeiro

Justificativa para concessão de vistos para trabalhadores estrangeiros no Rio de Janeiro

O Rio responde por 84% desse tipo de autorização concedida no ano passado em todo o Brasil. A maioria dos trabalhadores tem superior completo e são originários majoritariamente das Filipinas, Reino Unido, EUA, Índia e Noruega.

As outras situações em que vistos foram concedidos para estrangeiros que vieram trabalhar no Rio foram “Assistência Técnica por prazo até 90 dias; sem vínculo empregatício”, com 3.472 autorizações em 2011; e “Estrangeiro na condição de artista ou desportista, sem vínculo empregatício”, com 2.512.

Leia mais sobre Economia

Em São Paulo, por exemplo, o maior número de vistos também está relacionado ao setor naval, mas com uma diferença. Foram dados 14.455 autorizações para “Tripulante de Embarcação de Turismo, sem vínculo empregatício”.

Se em relação a concessão de vistos de trabalho para estrangeiros o Rio é o segundo maior beneficiário, no que diz respeito a investimento efetuados por estrangeiros como pessoa física, o Rio está em quinto lugar. Fica atrás de São Paulo, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. Foram R$ 19.422.336,16.  Menos de 10% dos R$ 204 milhões em todo o Brasil registrados em 2011.

Autor: Luiz Antonio Ryff Tags: , , ,

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Nota | 15:47

Rio dividirá futebol nas Olimpíadas com outras quatro capitais

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Ao contrário do que ocorreu em outras edições, o Rio de Janeiro sediará todas as modalidades das Olimpíadas em 2016. Em Moscou (1980), por exemplo, as provas de iatismo foram feitas em Talin – a capital da Estônia, então uma das três repúblicas bálticas e hoje um país independente.

Leia mais sobre Olimpíadas no blog Espírito Olímpico

Em 2016, porém, nem todos os eventos olímpicos serão realizados no Rio. Um deles terá parte das competições fora da cidade. E é justamente o futebol.

A Empresa Olímpica Municipal – que coordena pela Prefeitura os trabalhos relacionados ao evento – informa que as partidas iniciais serão divididas entre quatro cidades além do Rio. Serão elas Brasília, Salvador, São Paulo e Belo Horizonte.

Mas a final, claro, será no Rio.

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Autor: Luiz Antonio Ryff Tags: , , , ,

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Nota | 16:01

Livro traça roteiro histórico, geográfico e afetivo da bossa nova

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Diz a lenda que é mais fácil ouvir bossa nova em Tóquio do que no Rio de Janeiro, onde o gênero nasceu nos anos 50. Pois seu biógrafo principal, o jornalista Ruy Castro, resolveu mostrar que é um exagero achar que a cidade virou as costas para a música feita por Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto e tantos outros em “Rio Bossa Nova – Um Roteiro Lítero-Musical” (Editora Casa da Palavra).

Capa do livro "Rio Bossa Nova", de Ruy Castro (divulgação)

Capa do livro "Rio Bossa Nova", de Ruy Castro (divulgação)

Em edição bilíngue português-inglês, “Rio Bossa Nova” cobre dois aspectos. Um é histórico, recapitulando em uma arqueologia afetiva os lugares marcantes do gênero; o outro é apresentar os locais onde ainda hoje é possível ouvir algo banquinho e violão.

Apesar do esforço louvável, esta relação deixa a desejar. A listagem inclui vários pontos em que o gênero é (ou foi) visitante bissexto – embora, em geral, isso seja dito de uma forma ou outra no livro. E quase todo lugar onde isso ainda ocorre não tem estatura suficiente para virar ponto de peregrinação de aficionados.

Em vez de comprar o livro, para quem estiver interessado em saber onde escutar bossa nova é bem mais eficiente checar a programação atualizada de shows em jornais e revistas, como o próprio autor recomenda.

Gênese da bossa nova

O primeiro aspecto, de roteiro histórico, é alcançado com brilho. De forma didática e seguindo uma orientação geográfica, separando por bairros, Ruy conta a lenda dos lugares relacionados à bossa nova. Para facilitar a vida de quem não conhece muito o Rio o livro poderia contar com pequenos mapas.

Algumas histórias são mais conhecidas, como a da Casa Villarino (av. Calógeras, 6 loja b), no Centro, onde em maio de 1956 Tom Jobim e Vinícius foram apresentados e começaram a frutuosa parceria. Das mesas da antiga uisqueria – atualmente um restaurante – partiram para as primeira músicas de “Orfeu da Conceição”.

Ou o antigo endereço da Odeon, onde foram gravados entre outros o seminal LP “Canção do Amor Demais”, de Elizeth Cardoso, com João Gilberto em duas faixas apresentando ao mundo a batida bossa nova em seu violão.

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Há lugares menos conhecidos, como o extinto Grupo Universitário Hebraico, no Flamengo. Foi lá que o termo bossa nova foi usado pela primeira vez para definir o gênero musical nascente.

As casas de Vinícius e Tom merecem um verbete separado. São várias. E Ruy indica as principais, sempre associadas a acontecimentos ou às obras produzidas no período.

O célebre apartamento de Nara, na avenida Atlântica, onde os jovens músicos se reuniam, também consta do livro, com algumas histórias. “Ao contrário do que até hoje se repete, não foi nele que se ‘inventou a bossa nova’, e nem a bossa nova foi inventada num endereço único”, explica Ruy. “Quando a bossa nova se estabeleceu no mercado, o apartamento tornou-se uma espécie de QG da nova música, embora os mais velhos, como Jobim, Newton Mendonça e João Gilberto, não costumassem frequentá-lo”.

Cemitério e luzes piscando ao entardecer

Até o Cemitério São João Batista, em Botafogo, virou verbete. E com razão. “Eu sei, cemitérios costumam ser frios, meio mórbidos e não representam exatamente o espíritos da bossa nova, mais chegada ao sol. Mas o Père Lachaise, em Paris, também não é o Folies Bergères e, todo verão, transborda de visitantes ao túmulo do roqueiro Jim Morrison à espera de que ele ressuscite e faça seu primeiro milagre”, justifica Ruy.

Pois a comparação com o Père Lachaise também não é descabida, já que o São João Batista tem a maior concentração de famosos entre suas lápides. Da bossa foram enterrados lá Tom, Vinícius, Newton Mendonça, Sylvinha Telles, Nara Leão, Maysa, Dolores Duran, Antonio Maria, Ronaldo Bôscoli, para citar alguns.

Mas o guia apresenta endereços importantes e pouco conhecidos. Como o Instituto Cravo Albin (av. São Sebastião, 2 conj. 302), na Urca, mansão que virou um centro cultural após ser doada à cidade pelo pesquisador e produtor Ricardo Cravo Albin, um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som. O acervo conta com pertences importantes de músicos (entre os quais chapéus de Tom Jobim, de Pixinguinha e de Moreira da Silva, violões de Cartola e Luiz Bonfá) e 30 mil discos de MPB.

E tem o Arpoador, outro verbete. Ruy lembra que a praia era frequentada pelos jovens artistas no primórdio da bossa nova. Suas pedras serviram de cenário para João Gilberto na foto da capa de seu primeiro disco.

O Arpoador também foi cenário um show emblemático. Há exatos 20 anos, Tom fez uma apresentação gratuita, ao ar livre, no fim de tarde. As pessoas assistiam deitadas na areia ou mesmo dentro do mar calmo no espírito “o barquinho vai, a tardinha cai”. Quando o sol começou a se pôr, Tom passou a tocar “Samba do Avião”. No alto, um avião da Ponte Aérea, indo para São Paulo, se aproximou e, voando mais baixo do que de costume, começou a piscar suas luzes, para delírio do público, criando um daqueles momentos míticos da relação da bossa nova com a cidade. A história não consta do livro. Com razão. É impossível reproduzir aquele instante em texto.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Nota | 15:29

Rio: salário aumenta mais do que número de empregos com carteira assinada

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Realizada nas seis maiores regiões metropolitanas do País (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), a Pesquisa Mensal de Empregos fechou 2011 com números dúbios sobre o Rio.

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Afinal, números de uma estatística dependem muito da leitura que é feita. Na comparação com 2003, o Rio teve a menor queda percentual de desocupação. Passou de 9,2% para 5,2% - quatro pontos percentuais. Tinha a menor entre as seis regiões em 2003. Agora, Porto Alegre (de 9,5% para 4,5%) e Belo Horizonte (de 10,8% para 4,9%) estão em melhor situação. E, proporcionalmente, São Paulo teve a maior redução: 7,9 pontos (de 14,1% para 6,2%).

Ultrapassado por Recife e Salvador, o Rio também tem o menor percentual de empregados com carteira de trabalho: 43,9% – embora este número tenha aumentado 6,9 pontos nos 8 anos de comparação da pesquisa.

A grande melhora do Rio na pesquisa foi no aumentos de rendimento médio recebido pela população ocupada, o maior entre as seis regiões metropolitanas. São Paulo continua na frente, mas o Rio agora está colado, com apenas R$ 10,87% de diferença. Passou de R$ 1.284,93 para R$1.719,35 (um aumento de R$434,42). São Paulo foi de R$ 1.519,92 para R$ 1.730,22 (R$210,30 a mais).

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 Nota | 13:10

Desembarque demora mais do que voo

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Dia de Natal, voo 1395 da Gol – de Congonhas, em São Paulo, para o Galeão, no Rio de Janeiro. O trajeto entre as duas cidades é feito em 41 minutos.

Entre o pouso e o desembarque são gastos 10 minutos. Já a entrega da bagagem dos 18 passageiros que desceram do avião leva mais meia hora. No total, gasta-se tanto tempo voando quanto no desembarque. A justificativa dos funcionários da companhia aérea: Falta veículo para transportar as malas até o terminal.

Faltam dois anos e meio para a Copa do Mundo.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Nota | 08:08

Cidades turísticas são as mais favelizadas no Rio

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Angra dos Reis e outras quatro cidades turísticas lideram o ranking de cidades mais favelizadas no estado do Rio. Mangaratiba, Teresópolis, Arraial do Cabo e Cabo Frio fecham a lista dos municípios fluminenses entre os 30 com maior proporção de residências em favelas no País, segundo informações sobre aglomerados subnormais do Censo 2010 do IBGE.

Diferente do que ocorre na maioria do Brasil, entretanto, elas não estão na região metropolitana da capital, evidenciando o fenômeno recente do processo de favelização longe das grandes concentrações urbanas. Em todo caso, o problema é enfrentado por quase metade dos municípios do estado – 42 dos 92.

Com essas cinco cidades, as três principais regiões turísticas do estado estão representadas. Com 60.009 de seus 169.247 habitantes em favelas (35,5%), Angra dos Reis, no litoral sul do estado é a que tem maior concentração per capita. Mangaratiba, na mesma região, vem com 24,1% (8.756 pessoas). Na Serra,Teresópolis surge com 41.809 dos 163.404 moradores (25,6% do total).

Duas cidades do litoral norte do estado, na região dos Lagos, também aparecem na lista nacional das 30 mais favelizadas. Arraial do Cabo tem 6.645 de seus 27.652 moradores vivendo em aglomerados subnormais (24%). E a vizinha Cabo Frio, que tem 22,6% (41.914 de 185.684 habitantes).

O ranking é de número de residências mas, na proporção de população, outra cidade importante surge colada às demais: é a capital, que tem 22,15% de seus habitantes em favelas. São 10 pontos percentuais acima da média do estado, que é de 12,69%. A capital também responde por 82,1% das residências em favela em toda a região metropolitana.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 Nota | 18:30

Favelas cariocas cresceram seis vezes mais que resto da cidade nos últimos 20 anos

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Nos últimos 60 anos, o número de moradores em favelas registrado pelo IBGE no Rio de Janeiro cresceu 723%. Um ritmo três vezes superior ao da cidade como um todo, que aumentou 175% nas seis décadas. Nesse período, a quantidade de habitantes vivendo no resto da capital subiu 123,13%. Ou seja, percentualmente, a população nas favelas cresceu cinco vezes mais do que a do resto da cidade. O Rio é a cidade com o maior número de pessoas vivendo nesses tipos de moradias em todo o País.

Da penúltimo contagem do Censo para a atual a discrepância foi ainda maior. Comparando os dados de 1991 e de 2010, as favelas cresceram 58% no período. Seis vezes mais do que o resto da cidade, que aumentou 7,29%. Mas é preciso fazer algumas observações.

Em 1953, o IBGE lançou “As favelas do Distrito Federal e o Censo Demográfico de 1950”. Na época, quando o Rio era a capital do País, foi apurado que 7,2% dos habitantes moravam em favelas (169.305 pessoas). Hoje, os dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Censo 2010 revelam que a cidade está com 1.393.314 pessoas vivendo nas favelas. Ou cerca de 22,15% da população.

Há 60 anos, o instituto usava o termo favela, posteriormente abandonado. Em seu lugar, para o Censo de 1991, foi criado o conceito de “aglomerado subnormal”, uma tentativa de englobar as diversas manifestações de assentamentos irregulares existentes no país (favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos, palafitas, entre outros).

Essa mudança impossibilita a criação de uma série histórica sobre o assunto. O próprio IBGE vê com ressalvas a comparação entre diferentes censos.

Inovações na pesquisa

A principal argumentação é que para o de 2010 foram adotadas uma série de inovações metodológicas e operacionais que refinaram a identificação e a atualização dos tais aglomerados. Pela primeira vez foram usadas imagens de satélite de alta resolução, por exemplo. Também foi feita uma pesquisa sobre as características morfológicas das áreas (Levantamento de Informações Territoriais – LIT).

Por isso, o IBGE salienta que, no geral, “os resultados não são diretamente comparáveis com os obtidos por censos anteriores.”

Nos últimos censos, no que diz respeito aos aglomerados subnormais, as informações sobre certas localidades foram mais precisas do que sobre outras. Os dados referentes ao Rio, entretanto, tinham uma qualidade melhor, de acordo com especialistas do IBGE.

Brancos eram maioria e analfabetos também

Em todo caso, ressalvado a melhoria na coleta de dado, não há erro em dizer que, em 1950 o IBGE registrou 169.305 moradores em favela no então Distrito Federal, e contabilizou 1.393.314 vivendo nos aglomerados subnormais em 2010.

Para além da mudança de termo empregado, é bom ressalvar que morar em uma favela carioca em 2010 é diferente de viver em uma há 60 anos. Em sua quase totalidade, hoje, as moradias são construções em alvenaria, a maioria com sistema de esgoto, luz e água.

Na época, a Rocinha já existia, mas estava longe de ser a maior do País e mesmo da cidade. Contava com 4.513 habitantes – tinha um quase imperceptível predomínio feminino (2.267 a 2.246). A maior da capital federal era a do Jacarezinho, com 18.424 pessoas – o quádruplo de habitantes.

Diferente do que ocorre hoje,  a maioria dos moradores não sabia ler ou escrever (61,91%). Da população, 28,96% eram brancos; 35,07% eram pretos e 35,88% eram pardos. Ou seja, proporcionalmente diminuiu o número de pretos e aumentou muito o de brancos, pelo registro do IBGE.

Solteiros eram 47,51%. Casados menos da metade disso: 22,92%. E surpreendentemente, 23,40% das pessoas que moravam em favelas não tinham qualquer registro civil.

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