A história pouco conhecida do major Archer, um herói nacional
“Em outros países ele seria herói nacional, teria selo, seria efígie de nota de dinheiro, daria nome a ruas e escolas. Aqui é ignorado”, lamenta o escritor, jornalista e diplomata Pedro Cunha E Menezes, ex-diretor do Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado do País.
O “ele” a quem Cunha E Menezes se refere é o major Manoel Gomes Archer, que em janeiro de 1862, há exatamente 150 anos, semeou as primeiras mudas no replantio da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. Contrariando as ordens recebidas de como proceder, ele comandou a primeira experiência no mundo de regeneração pela mão humana de uma mata primária. Foi o pai da silvicultura no Brasil.
Se o Rio vai receber em junho uma centena de chefes de Estado e de governo na conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20, marcando os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Unced), é por causa desse feito, ocorrido há um século e meio.
Hoje, o Rio abriga a maior floresta urbana do planeta e a primeira ser refeita em um projeto pioneiro que mostrou ao mundo que o homem podia reverter o processo de desmatamento e evitar problemas ambientais.
E, no entanto, o aniversário foi na semana passada, no dia 4, mas ninguém lembrou. Não houve festa, nem mesmo nota nos jornais. E nenhum governo achou que valesse usar algum dinheiro das centenas de milhões de reais gastos em propaganda anualmente. No meio do ano, a Casa da Moeda lançou uma moeda comemorativa. E foi praticamente isso.
Falta de água ameaçava a capital
A principal pessoa por trás desse feito é pouco conhecida no Rio e ignorada no resto do Brasil. Pouco se sabe sobre o major Archer. Assume-se que era da Guarda Nacional, força paramilitar criada no Império para suprir a falta de um exército profissional – e em que a patente correspondia ao número de homens que um cidadão-eleitor conseguia arregimentar.
Ele nasceu em 21 de outubro de 1821 e era engenheiro. A historiografia oficial não registra se teve filhos, nem quando e como morreu. Ele tem apenas uma foto conhecida. Mas isso são lacunas biográficas que não diminuem sua importância, embora sirvam para reforçar a tese de que este é um país sem memória.
Archer tinha uma fazenda em Guaratiba, na zona oeste da cidade, onde mais tarde viria a funcionar a fundação Leão XIII, órgão estadual de assistência social. Ele gostava de botânica e mantinha mudas de espécies nativas lá, que foram usadas no replantio da floresta.
O major Archer foi recrutado por D. Pedro II para reverter uma situação que ameaçava a capital do Império. O principal problema era a crise de abastecimento de água, decorrência do desmatamento da floresta da Tijuca. Só restava vegetação nativa nos topos dos morros e nas encostas mais íngremes.
“Os mananciais assorearam-se e, sem ter as copas das árvores para amortecer a queda dos pingos de chuva, a erosão do solo aumentou muito, carreando barro para os córregos e rios, fazendo chegar aos chafarizes da cidade uma água cada vez mais turva, cheia de impurezas e menos potável”, explica Cunha E Menezes.
Contrariando as ordens
O decreto imperial foi assinado em dezembro, mas as primeira mudas foram plantadas apenas em 4 de janeiro de 1862. E Archer contrariou as ordens recebidas. O decreto estabelecia que o reflorestamento fosse feito “em linhas paralelas retas entre si, sendo as de uma direção perpendiculares às de outra”. Archer optou por um replantio aleatório. Durante 12 anos, foram 80 mil mudas com variedades de espécies e privilegiando as da mata Atlântica.
E não foi um trabalho sem oposição. Quando começou, a Floresta da Tijuca era ocupada por uma centena de pequenas e médias chácaras, que serviam de veraneio para a elite econômica do Império ou abrigavam decadentes plantações de café.
O ciclo cafeeiro na cidade foi iniciado e impulsionado por franceses. Inicialmente, expatriados pela revolução francesa, em seguida, oriundos das fileiras bonapartistas. Pedro Cunha E Menezes explica que o padrão era “comprar, desmatar, vender a madeira como carvão vegetal e plantar café no terreno limpo”. O período de boom desse sistema ocorreu na primeira metade do século 19.
Interesses contrariados
Sem o major não teríamos a Floresta da Tijuca atual e, certamente, a história da cidade, e a vida nela, seria distinta. Mas outras pessoas tiveram papel importante no processo, como Tomás Nogueira da Gama, que ficou encarregado do replantio em uma área contígua à Floresta da Tijuca, nas Paineiras.
Do ponto de vista político, de projeto do Estado, dois personagens foram fundamentais. Além do próprio imperador, que tomou a decisão política de enfrentar o problema, o ministro dos Negócios, Luís do Couto Ferraz, futuro Visconde de Bom Retiro, foi quem conduziu a questão, de extrema complexidade.

Obra de Rugendas retrata a experiência mal sucedida de importar chineses para plantar chá nas encostas da floresta
Petrópolis ainda não era a cidade de balneário usada pela elite da corte para fugir do verão e das doenças e epidemias da estação. Desde D. Pedro I a família imperial veraneava na floresta. A capital não contava com rede de esgoto e os dejetos eram jogados no meio das ruas estreitas. Um recanto como a Floresta da Tijuca, era praticamente uma imposição sanitária.
“Todo mundo que era importante tinha casa lá e ninguém queria sair. O replantio ocorreu em uma área na qual estava 90% do PIB do Brasil na época. O D. Pedro II comprou a briga e o Visconde de Bom Retiro fez a costura política”, conta Cunha E Menezes.
Para dar o exemplo, o próprio Visconde de Bom Retiro e sua família tiveram as terras desapropriadas. O Barão de Mauá, o Barão de Itamaraty, o Conde de Bonfim e o doutor Cochrane (um dos principais empresários da corte) tinham propriedades por lá.
O Visconde de Bom Retiro foi bem sucedido em quebrar resistências ao propor que, além de ajudar a preservar os mananciais e a regular o clima, a floresta regenerada poderia ser uma área de lazer – em consonância com o que acontecia nas principais cidades do mundo. Afinal, essa era uma época dourada do paisagismo, com a remodelação do Bois de Boulogne, em Paris, e a criação do Central Park em Nova York e de novos parques na Inglaterra.
Mitos equivocados
Há alguns mitos envolvendo a história do replantio. Um deles é que Archer teria empreendido a tarefa apenas com seis escravos da Nação – sobre os quais se sabe menos ainda, apenas os nomes (Constantino, Eleutério, Leopoldo, Manuel, Maria e Mateus). Na verdade, os registros mostram que sempre houve trabalho assalariado e que os empregados sempre foram em número superior ao de escravos.
Uma corrente afirma que Archer foi boicotado e que ele perdeu apoio. Cunha E Menezes salienta que o reflorestamento coincidiu, em certo momento, com a Guerra do Paraguai (1864 a 1870). “Foi o maior dreno de recursos da história do Brasil. O Archer não interrompeu o trabalho em nenhum momento. Todo o resto do País quase parou e o dele continuou”, contemporiza.
E sobre a falta de apoio oficial, é importante notar que D. Pedro II levou Archer com ele para a Exposição Mundial na Filadélfia, em 1876, e, após sua saída do parque, o nomeou para cuidar da fazenda imperial, justamente para que fizesse o mesmo trabalho de recomposição da mata feita na Tijuca.
Parque e Floresta da Tijuca não são a mesma coisa
Criado há 50 anos, o Parque Nacional da Tijuca é herdeiro desse processo. Embora tenha uma área da Floresta da Tijuca, seus limites não coincidentes. E o próprio reconhecimento popular do que seria a Floresta da Tijuca ficou mais abrangente com o passar do tempo.
O parque divide as zonas sul e norte da cidade. Ele se divide em quatro setores (identificadas no mapa abaixo com as seguintes letras): a) Floresta da Tijuca; b) Serra da Carioca; c) Pedra Bonita/Gávea; e d) Pretos Forros/Covanca. É a menor unidade de conservação do País, com 3.953 hectares (3,5% do município), mas é o mais visitado do Brasil, com 2 milhões de pessoas – muito por causa do Cristo Redentor, que está dentro de seu território.
A chefe atual do parque, Maria de Lourdes Figueira, diz que há um estudo para ele seja ampliado, mas não há previsão de aprovação.
“Apesar de sabermos que outros personagens contemporâneos e posteriores ao major Archer também contribuíram para o reflorestamento do parque, foi ele quem capitaneou e organizou o início do projeto. E, ainda que tenha sido a regeneração natural responsável por quase 90% desse reflorestamento, a contribuição do homem tornou-se importante, não somente pelo ato de replantar em si, mas também pelo fundamento de conservação de áreas verdes. Se hoje temos uma cidade que se candidata junto a Unesco na categoria Paisagem Cultural, é porque temos um Parque Nacional exuberante, ainda que em meio à cidade”, afirma ela.
74 comentários | Comentar
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24 Tiago 11/01/2012 21:16
infelizmente, grandes pessoas, que se tornaram grandes personalidades, por algum feito extraordinário que fizeram, não são reconhecidas neste país.
infelizmente, a memória do brasileiro, só se recorda justamente daqueles que deveria ser esquecidos, e enterrados no passado.
mas sabemos que as coisas não são assim, e tristemente, grandes personagens da nossa história, é que acabam esquecidos e enterrados no passado.
triste!
23 Marry 11/01/2012 21:12
Isso e como a real historia de Tiradentes, os que são e deveriam ser lembrados, são esquecidos. BRAZIL………
22 FRANCISCO CARLOS 11/01/2012 21:11
Saibam que o que devemos lamentar não é o desconhecimento da sociedade como um todo e sim lamentar a falta de cultura e informacão que as escolas oferecem aos nossos estudantes bem como a falta de acesso a cultura geral para o restante da populacão. Aqui no Brasil ainda é muito comum se respeitar heróis e personalidades de outros países e deixar de lado personalidades que construiram a nossa nacão, é uma pena pois possuimos grandes personagens que sequer são citados em livros escolares.
Ah, sabe o que é gozado : nós sabemos que Cristovão Colombo descobriu a América, mas o americano desconhece totalmente quem descobriu o Brasil e mais até Colombo já foi esquecido por eles………….
21 Helga 11/01/2012 21:05
Vamos fazer justiç ao grandioso trabalho do Major Archer, este sim um verdadeiro brasileiro e ser humano!
20 mauricio 11/01/2012 21:01
Isso é realmente lamentavel.
mostra nossa pobreza cultural, governo que é governo, investe nao só em educaçao,
mas procura focar a cultura e a historia…
19 Enock Araujo 11/01/2012 20:50
A culpa não é do povo, pelo contrário nosso povo se conhecesse a nossa história, a valorizaria. Quem de fato se interessa por estudar história e história do Brasil? Nosso ensino de história em sala de aula não aborda questões como essa. Estudamos muitas coisas inúteis e ultrapassadas que fazem os alunos se desinteressar pela nossa história. Não vejo também um capricho maquiavélico de nossos políticos em querer ignorar acontecimentos como esses. Vejo isto sim, falta de cultura, falta de interesse por aquilo que é nosso, isto por parte de políticos, de nossos meios de comunicação etc. Veja a própria figura de nosso imperador D. Pedro II, comodesconhecemos sua história e como o desvalorizamos no papel que teve no século XIX.
18 Cariovaldo I. de Araújo 11/01/2012 20:43
O nosso país infelizmente pouco valoriza a nossa História. Daí podemos entender o quanto o restante do país é pouco conhecido. Já que o RJ, que foi durante treze anos de 1808 à 1821, a capital que serviu para administrar Portugal, no Governo de D João VI, e tem toda a sua importância política durante o período imperial de 1822 até 1889, quando o Brasil deixa de ser Império e passa a ser Repùblica. E o mesmo continua Capital da país até 1960. Quando JK funda Brasília a transfere a sede do governo federal para lá. Procurei relembrar isto só para dizer o quanto foi, e, é importante a cidade maravilhosa. E mesmo assim poucos valorizam esta que é uma das maiores riquezas histpricas de nosso país. Portanto o resto poucos sabem mesmo. Que pena ! Quem não conhece a sua história não tem memória mesmo. Um Abraço Cariovaldo
17 Jorge 11/01/2012 20:31
Felizmente tivemos alguém que pensava grande, pois hoje podemos desfrutar desta maravilhosa floresta no meio de uma cidade que ainda cresce desordenadamente, e como disse alguém que comentou, este tipo de feito não da ibope para os nossos políticos que só pensam no seu umbigo.
16 Bruno 11/01/2012 20:30
Adorei a reportagem, eu já sabia da historia sobre o reflorestamento da Tijuca, só não sabia por quem. Acho importante para a nova geração pegar como exemplo o feito do Major Acher que realmente mostrou-se um grande brasileiro. Em vez dos grandes empresários e os governantes pensarem nos seus lucros, uns pela politica e outros através dos negócios onde a natureza é ameaçada, natureza esta que os mantém vivos. Eu só tenho agradecer por ter existido um ser humano como o Major Acher.
15 Flauberto Wagner - Natal Rn 11/01/2012 20:05
Existem muitos Manoeis que muito fizeram pelo Brasil, porém foram esquecidos e postos a margem da história dessa nação, que só endeusa políticos sem escrúpulos e santifica sujeitos que passaram a vida inteira usurpando os cofres da nação.
É notório que vai aparecer alguém e por a culpa na falta de cultura do povo, porém, temos que ter a consciência que a omissão desse fato é de origem política, haja vista a ação em si só gerou uma grande queixa política que contaminou toda a corte imperial e criou muita inveja entre o seus pares.
Não existe qual tipo registro sobre o cidadão, em razão dele ter sido removido para bem do Rio de Janeiro, porque naquele tempo era igual a hoje, fez o certo e ágil de forma, não servia ao sistema.
Outrossim, seria interessante fazer uma pesquisa lá na fronteira do norte da amazonia
14 takao yamashita 11/01/2012 20:02
É um fato que precisa ser mais enaltecido com mais responsabilidade política. Pois estamos em plena era da preservação do meio ambiente com necessidade cada vêz mais veemente para combater o aquecimento do globo terrestre. Em decorrência já estamos sendo vítimas com suas catástrofes ambientais. Mas apenas vimos uma hipocrisia politica com excesso de valorização das reservas petrolíferas das nossas bacias marítimas, que não agrega nenhum beneficio social direto. Também o programa da produção dos biocombustiveis baseada na agricultura familiar está ignorado, pois a distribuição das bolsas famílias rendem mais votos perpetuando a miséria, pois agora os beneficiários não trabalham mais.
Salve D.Pedro II e receba o meu tributo e admiração, major Archer grande servidor na vanguarda soube proteger o nosso bem mais valioso que é o Meio Ambiente. TAKAO
13 Flavio 11/01/2012 19:44
Parabéns ao Ig pela matéria. O povo brasileiro é carente de cultura e conhecimento, entre várias coisas. A mudança de um povo se faz pela educação, e o Ig, publicando matérias desta natureza, cumpre com o papel da mídia neste sentido. Que matérias desta natureza se repitam por muito tempo, ocupando o espaço daqulelas que só degeneram o ser humano, como bbb.
12 DANTAS 11/01/2012 19:39
sabe porque este homem não é lembrado? porque infelizmente para os políticos sua lembrança não traz voto, e para boa parte do nosso povo não tem nada sensacionalista e desonesto.
11 Rogerio 11/01/2012 19:39
É importante este tipo de documentário, isso eleva e enobrece uma nação. Quem sabe sirva de exemplo para os dias atuais onde vale muito o interesse próprio e nada o coletivo.
10 rafael 11/01/2012 19:35
TODO POVO TENHE O GOVERNO QUE MERECE , MENOS UM O POVO O BRASILEIRO . ELE CONSEGUE SER MAIS PODRE QUE OS POLÍTICOS .
Veja só 2 comentários somente num assunto de cultura , si fosse BBB, Vida de famosos , Escândalos etc…… terei milhares de comentários.
OS políticos ate investem em educação mais o povo odeia mais que os políticos
9 GONZAGA 11/01/2012 19:35
Se não fosse o major Archer, a Floresta da tijuca ja mais seria aquela grandiosidade que é o parque nacional da TIJUCA.
Precisamos informar ao mundo, que o Major MANUEL GOMES ARCHER, existiu e morava no Brasil ou na Tijuca !!!!!!!!!!!!
GONZAGA
OLINDA-PE
8 Getulio Rodrigues 11/01/2012 19:33
Realmente é bastante lamentável o desconhecimento de grantes feitos e pessoas com o Major Manoel Gomes Archer, refiro-me principalmente à Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, ao Governo do Estado que não se reportam a este senhor que além das ordens recebidas para sanar um problema ambiental (o comprometimento da qualidade da água – àquela época) fez um trabalho de grande importância à cidade do Rio de Janeiro época sede do Governo Federal, como também demonstrou amor à natureza, a preservação da vida, da paisagem. Foi um grande exemplo a todos nós que deveria ser seguido por todos- o que não acontece nos dias de hoje. Onde a safadeza, a malandragem, a esperteza dos que mais aparecem na midia são aplaudidos por muitos como um grande e péssimo exemplo ao Brasil e a seu futuro.
7 vito 11/01/2012 19:28
desculpe jacylua, no brasil não, no mundo…
6 sandra borges caldas 11/01/2012 19:26
Acho de suma importância que nossa história verdadeira venha à tona, eis que é cediço a existência de lacunas à mesma. E verdadeiro desinteresse em se trazer ao povo brasileiro conhecimento de nosso passado, para podermos levar adiante nosso futuro.
Parabéns ao nosso ilustre jornaliste e diplomata PEDRO CUNHA E. MENEZES
5 Haier leonel 11/01/2012 19:23
Sou Historiador, e tenho pena da mente do povo Brasileiro que não tem “MEMÓRIA” (em se tratando de cultura). Pois, ao falar de futebol todos dão definição e muito bem…fico aborrecido de ver e saber que o brasileiro não gosta de leituras, de culturas em geral…triste demais…depois falam dos EUROPEUS…povo que vive da cultura, da leitura, do saber…
desculpe-me…mas é a minha opinião!
4 Cleide 11/01/2012 19:20
Adorei a matéria, realmente poucos conhecem essa história, eu mesma não conhecia. Parabéns!!!
3 jacylua 11/01/2012 19:14
É a coisa mais espetacular em termos de recuperação ambiental que já ocorreu no país
2 Gutemberg Guimaraes 11/01/2012 19:11
A midia previlegia muito mais as atitudes sensacionalistas do que as culturais.Ao nosso redor acontecem coisas interessantes, mas que não tem a menor importancia, enquanto que fatos de trapaças e violencia, recebem um destaque muito maior.
1 ceceu 11/01/2012 18:57
Alô Eduardo Paes, se liga nessa!