“Lei das Palmadas” é uma bobagem
Quanto mais converso com as pessoas, mais me convenço de que esta história de que os pais precisam de uma “Lei das Palmadas” para saber como devem educar seus filhos não passa de uma grande bobagem.
Sem nem entrar no mérito do projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso no começo de julho, cabe uma simples pergunta: se por acaso esta proposta for aprovada, como poderá ser cumprida na prática?
É mais um não-assunto que está gerando uma polêmica danada no momento em que a campanha presidencial deveria discutir os rumos e as propostas para o futuro do país. Virou manchete de jornal, capa de revista, tema de pesquisa, tudo isso para quê? Como pai e avô que se orgulha da educação das filhas e dos netos, acho até graça.
Alguém pode imaginar uma criança indo à delegacia de polícia mais próxima para denunciar os próprios pais por ter levado um tapa na bunda? E o delegado vai lá prender os pais? A Justiça vai processá-los e tirar-lhes o pátrio poder?
O texto da lei defende “o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante”. Até aí estamos todos de acordo, mas são duas situações bem diferentes, convenhamos.
“Tratamento cruel e degradante” contra qualquer pessoa é crime já previsto em lei desde sempre. Mas de que tipo de “castigo corporal” estamos falando?
A julgar pelos resultados da pesquisa Datafolha sobre a “Lei das Palmadas” divulgados nesta segunda-feira, 72% dos pais brasileiros deveriam estar na cadeia porque foi este o percentual de entrevistados que declararam já ter sofrido algum castigo físico na vida. Eu mesmo confesso que já dei e levei algumas (poucas) palmadas.
A mesma pesquisa mostra que os pais estão batendo menos nos filhos: se 72% já levaram uns cascudos, apenas 58% declararam que também já bateram nos filhos, ou seja, de uma geração para outra, a criançada está apanhando menos para andar na linha.
Nem por isso a violência diminuiu. Ao contrário, todas as estatísticas indicam que, de ano para ano, os brasileiros estão respeitando menos a vida alheia, ficando mais violentos, matando mais por qualquer motivo ou sem motivo nenhum.
Fico pensando de que cabeça desocupada pode ter saído esta idéia, que só serve para atiçar os adversários do governo federal, dando-lhes munição para acusá-lo de querer acabar com as liberdades individuais ao intrometer o Estado na relação entre pais e filhos. Tem cabimento?
O que estamos percebendo hoje é uma clara contradição entre o mais longo período na nossa história recente de respeito às liberdades públicas _ de expressão, de organização político-partidária, religiosa e social _, enquanto se engendram restrições às liberdades individuais, como se leis deste tipo pudessem nos fazer mais felizes e saudáveis.
É claro que todos nós somos contra qualquer violência praticada contra crianças, sejam nossos filhos ou não, mas para isso já existe o Código Penal, que pune severamente estes crimes. Daí a querer tirar dos pais o direito de saber o que é melhor para educar seus filhos vai uma longa distância.
Em todas as classes sociais, o que tem acontecido é uma crescente leniência dos pais ao estabelecer parâmetros sobre o que seus pimpolhos podem ou não fazer, quais os direitos e os deveres para se viver em sociedade, respeitando as leis já existentes.
A maior prova disso é o desrespeito aos professores, vítimas até de agressões dos alunos, que se sentem protegidos pelos pais para fazer o que bem entendem. É isso que acaba levando a assassinatos como o que vitimou o filho da atriz Cissa Guimarães, atropelado durante um racha num túnel interditado no Rio de Janeiro.
Cada um tem seu jeito de educar os filhos. Isso varia muito até dentro de uma mesma família. Pais e mães muitas vezes discordam sobre os corretivos que devem aplicar quando os filhos não os obedecem, não querem estudar ou comer, não cumprem horários, não saem da frente da televisão ou do videogme.
Dar um beliscão ou um tapa na bunda, colocar de castigo ou cortar a mesada? Não existe uma receita pronta que sirva para todos. Antes de mais nada, é preciso ter bom senso, dedicar mais tempo a conversar com os filhos e educá-los pelo exemplo, o que os pais que vivem nas grandes cidades têm feito cada vez menos, deixando tudo por conta das escolas.
Assim, muitas vezes, o último recurso, que é o castigo, acaba sendo o primeiro. E as crianças vão descontar suas frustrações e revoltas em cima dos professores, que nada podem fazer, criando-se um círculo vicioso que nenhuma lei vai cortar. Não sei qual a melhor solução, mas não é, certamente, punindo os pais com a “Lei das Palmadas” que vamos melhorar o nível educacional dos nossos jovens e construir uma sociedade menos violenta, mais fraterna.



Boa noite, RK e meus amigos comenaristas. Vejam como esse assunto rende. Estávamos reunidos eu e mais dois amigos, todos sexagenários, avós e bisavós, quando surgiu do nada esse assunto das palmadinhas. Cada qual deu sua opinião e chegamos à conclusão de que nenhuma criança nasce praticando atos violentos ou consumindo drogas.
Ela aprende com os maiores e até adultos , pior, na maioria das vezes, com estranhos à família.
Felizes são os país, que mesmo usando das palmadinhas, conseguem criar os filhos mantendo-os no caminho do bem, conscientes do que devem ou não fazer.
Tenho 28 anos e levei, sim, algumas palmadas de meus pais (Havaianas nas pernas e no bumbum, que beleza!), e nem por isso fiquei traumatizada, nem por isso precisei de psicólogo e nem por isso fui parar na cadeia ou sou uma pessoa de péssimo caráter. As palmadas são essenciais, sim, para impor limites: é por isso que hoje tem um monte de criança avançando em professores, matando os pais, atropelando pessoas (como o caso do filho da Cissa Guimarães: se os pais tivessem imposto limites àquele rapaz, ele não teria atropelado o filho da Cissa; mas não, o pai preferiu passar a mão na cabeça dele e pagar o policial para livrar a cara dele… o pai e ele mereciam não palmadas, e sim uma bela surra para aprenderem a ter vergonha na cara).
Hoje em dia é muita frescurinha em torno de criança; é claro que espancar é uma coisa (como o caso da Procuradora do Rio de Janeiro), mas dar uma palmadinha para assustar a criança não mata ninguém…
[...] Este texto foi escrito, originalmente, para o Blog do Ricardo Kotscho (Balaio do Kotscho) [...]
Esta lei é tão absurda quando marxista. O Estado intrometendo-se nos assuntos privados à família. Concordo plenamente com o que escreveu Ricardo Couto Jr. em seu blog. O artigo publicado por ele é realmente fantástico. Vale a pena conferir.
Link: http://rickmcj.blogspot.com/
Lei comunista.
Se uma criança está sendo espancada dentro da sua própria casa o estado tem que intervir sim senhora. Os filhos não são propriedade dos pais. Criança tem o direito de ser tratada com respeito.
Se você fosse a uma emergência pediátrica de um hospital público não escreveria isso. Minha ex-mulher trabalha no Salgado Filho, aqui no Rio. O que ela mais vê é entrar crianças espancadas pelos pais. Chamar de lei da palmada é querer diminuir a importância do espírito da lei. E você, Ricardo, a cada dia que se passa fica mais simpático com a chamada opinião pública. Lamentável eu o tinha na conta de um cara melhor. Apesar de jornalista.
Voce é um alienado. Vai estudar um pouco sobre princípios Marxistas-Leninista. Voce disso que os filhos não são propriedades dos pai. E são do Estado? Voce, ou é anarquista ou comunista totalitário mesmo. Vai estudar.
Você pai de 2 ou 3 filhas, não sei ao certo, o que acha da condenação à morte de Sakineh Mohammadi Ashtiani à pedradas? Não acha que o seu dileto amigoLula deveria solidarizar-se com essa pobre mulher? Ou isso é interferir na livre determinação dos povos? ( Menos em Honduras é claro)
Para você e outros que acham difícil distinguir palmada educativa de um início de espancamento, tenho uma idéia: criar o PALMÔMETRO! Sim, um invento das organizações tabajara que vai ajudar os pais defensores das palmadinhas construtuvistas a descobrir quando virou uma “palmada a la Colégio São Bento”! O invento seria tão sensacional que, com um um pouco mais de choro, algum desencanto no olhar e traumas físicos e psicológicos pro resto da vida, ele vai detectar o exato momento que virou “espancamento”…Aí, então, finalmente, chamaremos a autoridade pública, o conselheiro tutelar mais próximo e faremos um termo de ajuste de conduta (TAC). Tudo resolvido. Exceto a triste constatação de que pessoas inteligentes como você, meu caro RK, acham que uma palmadinha não dói e que é impossível uma criança ir na Delegacia mais próxima. Meu Deus, o fim está próximo!
Ricardo, boa tarde como vc sabe eu sou um grafico aposentado q entrou, na WEB, INTERNETICA, e outros, por causa do LULA, hoje nos estamos discutindo, parlamentando etc, vc como eu nós passamos muitos e muitos anos sem poder votar em um governador e presidente, é urgente e oportuno q vc com sua capacidad explique, ou como vc, deixe no ar para q os mais novos e os mais afoitos, saibam como nos os simples trabalhadores dessa nação chamada BRASIL sofreu com as mordaças, com (vc ñ pode falar) vc ñ (pode escrever), e relembrar os tempos de estadão (hoje a manchete é bolo de fuba)( amanhã aprenda a fazer um brigadeiro) e pra terminar o meu pensamento como é bom concordar e discordar sem ter alguém q nos pode o nosso pensamento e nossa palavra
ñ sei como vai ser o governo da DILMA, mas eu sei e mais q a grande maioria do povo BRASILEIRO sabe q foi bom o governo do LULA
ñ sei como vc vai interpretar esse comentário, mas por favor pense, e se possivel seja RADICAL, só pra matar a saudds
um abraço
Boa noite Ricardo!
Boa noite amigos balaieiros!
…atendendo a um pedido de um amigo…!
Muito se discutiu aqui sobre a necessidade ou não da intervenção do estado na conduta familiar, muito bem explicitada nessa lei bem definida como “uma bobagem” pelo autor do post!
Já emití minha opinião dias atrás, e hoje leio no noblat e depois confirmo no google através de outro site que posto aqui.
http://politicaecidadania.atarde.com.br/?p=6029
Chega mais uma vez a ser revoltante a friesa com que cumprem às leis ao pé- da -letra quando o assunto é relatívo aos mais humíldes.
A prática de suborno, já tão comum em nossos meios políticos, atrelada normalmente à corrupção, só encontra punições mais adequadas, quando partem do cidadão menos afortunado, e ainda tomado pelo desespêro de causa.
Essa é a história recente da faxineira Adnalva Maurício de Souza que foi presa ao tentar subornar policiais para ajudar à liberar seu filho preso por tráfico de entorpecentes.
Segundo ela, foi informada de que devería levar 500,00 para um agente na delegacía, e no entanto, só conseguiu 490,00.
Em seu amor de mãe, que talvez não tenha exercído o seu papel de dar umas boas palmadas no filho, entendeu “ingenuamente” que podería ter a mesma sorte da mãe fictícia interpretada por Andréa Beltrão no filme “SALVE GERAL”.
Não estou de forma alguma aqui, passando a mão sobre a questão da corrupção e seus desdobramentos punitívos, mas acho que nem todos devem ser considerados criminosos quando muitas vezes praticam atos que apesar de saberem ser criminosos, não tem orientação suficiente para quantificar o problema.
Isso sem falar na causa de desespêro que atingiu essa mãe.
Lei, é lei…crime, é crime, mas muitas vezes devemos entender que mãe, também é mãe, não importando o que precisa fazer para se salvar o seu filho.
Continuo achando que esse assunto devería ser mais divulgado na imprensa, e na internet.
Abraços
Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br
apoiado, pois se tirarem ate odireito dos pais de educar os filhos, ai sim o mundo vai esta perdido, e no futuro vao dar muito trabalho.(para a policia).
Ponha bobagem nisto! O dep.aldorebelo.gov.br querendo acabar com o que resta de mata no Brasil e os políticos preocupados com esta besteira. Aluno bater, atirar, andar armado, ameaçar professor pode. E o Aldo Rebelo ajudando grileiros, desmatadores com a alteração sugerida na legislação do meio ambiente, ninguém fala nada.
nei
Acho que acompanhando esta lei, deveríamos fazer passar também uma lei que proiba qualquer tipo de imposição física das autoridades constituídas, como cassetadas, tapas, socos, botinadas e pontapés, algemar e atirar, mesmo que em legítima defesa. Que as autoridades usem de seus argumentos lógicos de ordem social, pois aqueles que devem ser convencidos já tem idade suficiente para entender as palavras responsáveis de um policial ou outros agentes físicos do poder. Acho mesmo que seguindo este raciocínio, podíamos dar o exemplo maior e dispensarmos as forças armadas pois defender a pátria usando a força e com grande risco de matar outros seres humanos ao invés de argumentar em eficientes rodadas de negociação internacional seria um contra-senso e mais: um retrocesso aos tempos primitivos onde pais davam palmadinhas nas mãos de crianças acompanhadas do: -Não pode!
Agora sim, sinto que estamos evoluindo mas é inevitável que me sinta um pai obsoleto por dar uma amostra muito atenuada dos limites que a vida em sociedade impõe a todos nós.
Eu concordo plenamente com essa lei. Se ninguém se mecher hoje, quem começará a ter vergonha na cara, isso digo nos pais, ou responsáveis por crianças. Apesar de estudar psicologia educacionla, sei muito bem o que eu digo, e além de tudo tenho pleno respeito com meus filhos, apenas conversando eles me entendem, e nunca precisei falar a segunda vez.
OI, queridos , enfim acho esse assunto muito polemico e um tanto desagradavel ,afinal acho que cada pai com sua cultura e o conhecimento do carater de seu filho ,sabe ate onde deve chegar, tenho 17 anos e sempre que cometi erros fui castigada(não fisicamente), e levei sim algumas palmadas e não vejo nenhuma consequencia negativa em minha vida devido a isso,muito pelo contrario graças a essas puniçoes conheci e respeito os limites meus para com a sociedade!
não á lei das palmadas!
abraços!