Militares, Igreja e Imprensa contra projeto de direitos humanos
Caros leitores,
a partir de hoje, não publicarei mais nenhum comentário que se limite a um bate boca entre leitores. Cada um que diga o que pensa sobre o assunto tratado no post, desde que seja com civilidade e respeito à opinião alheia.
Não conheço outra área de comentários mais democrática do que a deste blog, mas tudo tem limites.
Tenho notado nos últimos dias que a radicalização política neste ano eleitoral rebaixou o nível dos debates aqui no Balaio e trouxe de volta a sanha de cachorros loucos de todos os matizes.
Da mesma forma, serão excluídos sumariamente os comentaristas profissionais que passam o dia todo escrevendo a mesma coisa, qualquer que seja o assunto por mim abordado.
Grato pela compreensão,
Ricardo Kotscho
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Os três assuntos mais comentados da semana
Balaio
Boris Casoy e os garis: 458
Seu Adolfo e a Mega Sena: 200
Subindo na vida: 166
Folha
Chuvas: 81
Caças da FAB: 78
Boris Casoy e os garis: 70
Veja (*)
O TCU contra o desperdício
Laser
Rogério Fasano
(*) A revista Veja deixou de publicar o número de comentários recebidos para cada matéria.
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É natural que haja reação contra o governo quando apresenta um projeto polêmico que afeta os interesses de determinados setores.
Em sete anos de governo Lula, no entanto, não houve caso de tamanha unanimidade contrária como está acontecendo agora em relação ao Programa Nacional dos Direitos Humanos.
Numa só tacada, o plano solenemente anunciado ao país pelo presidente Lula, na antevéspera do Natal, conseguiu colocar na mesma trincheira as Forças Armadas, a Igreja, a Imprensa, os ruralistas e setores do próprio governo, provocando uma reação em cadeia na última semana, quando se tornaram conhecidos detalhes das 521 medidas previstas para as mais diferentes áreas da vida nacional.
Nas 73 páginas do documento, encontra-se um verdadeiro programa de governo ou de partido político _ justamente agora que Lula abre o seu último ano de mandato _ , que vai da pesca artesanal ao aborto, dos conflitos agrários ao uso de imagens religiosas e nomes de militares em logradouros públicos, dos planos de saúde ao chamado “controle social da mídia”, até chegar a uma “Comissão da Verdade” para investigar crimes praticados durante a ditadura _ o núcleo do projeto que abriu uma crise com os comandantes das Forças Armadas e os levou a pensar em renunciar, junto com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no final de 2009.
A Igreja se revoltou com a inclusão de temas como a regulamentação do aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, além da proibição do uso de símbolos religiosos em locais públicos. “Daqui a pouco vamos ter que demolir a estátua do Cristo”, exagerou o bispo D. Dimas Lara Resende, da CNBB. “O projeto mostra preconceito contra a agricultura comercial”, protestou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.
A proposta para rever o sistema de outorga e renovação de concessões de rádio e TV e a criação de um ranking para acompanhar o comportamento editorial dos veículos em relação aos direitos humanos foi duramente criticada pelas entidades que representam a mídia. “Não é democrática e sim flagrantemente inconstitucional a idéia de instâncias e mecanismos de controle da informação”, diz a nota conjunta divulgada pelas entidades (Abert, ANER e ANJ).
O que não dá para entender é qual a motivação do governo para comprar tantas brigas com cachorro grande ao mesmo tempo, justamente na abertura de um ano eleitoral, já na reta final do segundo mandato, depois de fechar 2009 navegando num mar de almirante, com o presidente Lula batendo recordes de popularidade e sua candidata, Dilma Roussef, subindo nas pesquisas.
O mais paradoxal nesta gincana de tiros no pé é que, três décadas atrás, quando entrou em vigor a Lei da Anistia, cujo alcance agora volta a ser questionado, a Igreja e as Forças Armadas estavam em campos absolutamente opostos.
A bandeira dos direitos humanos surgiu exatamente quando a Igreja Católica, então liderada por homens como o cardeal Paulo Evaristo Arns, criou a Comissão de Justiça e Paz, da qual participei por muitos anos, para defender as vítimas da violência e denunciar as arbitrariedades praticadas pelos militares.
Sem entrar no mérito de cada proposta, até porque são tantas que se torna impossível analisar uma a uma no espaço de um blog, o fato é que antes mesmo de chegar ao Congresso Nacional em forma de projeto de lei, o conjunto da obra do decreto sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos, da forma como foi apresentado, até agora só trouxe sérios problemas para o governo, e deu de graça uma bandeira e um discurso que faltavam à oposição.
O estrago já está feito, como o presidente Lula irá constatar ao encontrar uma quitanda de problemas em sua mesa de trabalho nesta segunda-feira, mas ainda é tempo de chamar sua equipe e colocar ordem em campo, retirando este assunto de pauta até a maré baixar. Tem coisa ali que pode ser encaminhada diretamente ao MIJ (Memorial das Idéias de Jerico).
Razão tinha o ministro Franklin Martins que, ao perceber o tamanho da encrenca, pediu para não assinar o decreto, apesar de ter participado de todas as discussões sobre o programa. De fato, como ele argumentou, a proposta deveria ser mais “amadurecida”. Agora, segundo a manchete da Folha deste domingo, é o ministro Paulo Vanucchi, dos Direitos Humanos, quem mais uma vez ameaça pedir o boné, se o projeto for modificado.
Como era de se esperar, depois de passar os últimos meses com dificuldades para encontrar carniça, a urubuzada já se assanhou ao ganhar de graça este prato cheio para atacar o governo e o PT, com seus velhos jargões, que ressuscitaram até o stalinismo e a luta armada, mas convenientemente se esqueceram de contar a história completa e lembrar que o atual programa é apenas continuação de um trabalho iniciado no governo FHC .
Por ironia do destino, no meio do tiroteio contra o atual governo, a defesa mais veemente veio exatamente do cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, que fez parte do governo Fernando Henrique Cardoso, na área de direitos humanos, e participou da redação dos dois primeiros programas, lançados em 1996 e em 2002.
Pinheiro, que também ajudou na revisão do texto da terceira edição do Programa de Direitos Humanos, este que foi lançado agora em dezembro, disse ao Estadão:
“Não foi o presidente Lula quem inventou isso. Essa é a terceira edição do programa. Os dois primeiros tiveram a mesma abrangência do programa que está sendo debatido agora. E tanto Lula como Fernando Henrique Cardoso acertaram, porque direitos humanos não abarcam apenas direitos civis e políticos como se imagina”.
Nas duas primeiras edições do programa, porém, não há notícia de que tanta gente tenha ficado indignada e revoltada com o governo da época.



Desde meados de dezembro que me desliguei em termos da Internet e, consequentemente, do seu blog, onde era muito assiduo. Ao entrar hoje, que decepção Kotscho. Você devia de pedir seu emprego de volta pro Lula, com certeza, ele te readmitiria. Aprendi mais uma no jornalismo: como fazer jaba! Chega, vou deletar seu blog dos “favoritos”. É como diz o ditado: Puxa saco e formiga tem em todo lugar!
é como disse um aloprado genial: “daqui a alguns dias issi não passará de de piada de botequim”. que venha o proximo escandalo!!!1
Kotscho, você não opina sobre os tópicos deste famigerado PNDH 3, mas apenas sobre as reações da oposição. Lulla, segundo você, havia dito ao Jobim que mudaria a questão crucial da Comissão da Verdade, mas “assinou sem ler” o decreto e não percebeu o erro. Certo, isso me lembra do Genoíno que assinou sem ler os “empréstimos do mensalão”. Não cabia a Casa Civil revisar o texto justamente para evitar esses “errinhos superficiais” no decreto ? Qual o papel da candidata Dilma nisso ? Ela assinou o parecer sem ler também ? Ou é incompetência da Doutora de Nada ?
[...] – E ainda o Kotscho, que é “católico praticante, batizado, crismado e formado em escola de padres”, mas apóia o aborto: “O que não dá para entender é qual a motivação do governo para comprar tantas brigas com cachorro grande ao mesmo tempo, justamente na abertura de um ano eleitoral, já na reta final do segundo mandato, depois de fechar 2009 navegando num mar de almirante, com o presidente Lula batendo recordes de popularidade e sua candidata, Dilma Roussef, subindo nas pesquisas” (Militares, Igreja e Impernsa contra projeto de direitos humanos). [...]
Que direitos Humanos é esse que quer matar um ser inocente na barriga da mãe e deixar vagabundos invadirem a propriedade alheia? Nos países que tem pena de morte, há primeiro um julgamento, esses bebês vão ser assassinados sem saber o porque.
Porque será que os dois PNDH anteriores não tiveram repercussão? Ora, óbvio, porque foi do FHC, simples assim. Além do que não tocava em feridas ainda abertas na sociedade brasileira inteligente (não estou falando de curso superior, fascistas!). A imprensa “marrom até a alma” nacional nem buscou informar que esse plano tem que se transformar em lei para ser aplicado e que, para tanto, preciso passar pelos trâmites do parlamento. Bastava isso para conter a raivosa turma da direita reacionária. É ÓBVIO que a “grande(?)” imprensa vai ser contra punição a torturadores e assassinos: TODA ela participou desse período desgraçadamente longo pelo qual passamos, não tenho a menor dúvida de que a Comissão da Verdade pode encontrar o nome de MUITOS empresários do setor de comunicação e jornalistas famosos envolvidos nos crimes da ditadura. E antes que venham com aquela cantilhena de “punição aos criminosos de esquerda”, não custa lembrar que eles, em sua maioria, foram punidos pelo estado: morreram foram torturados ou desapareceram, alguém quer uma pena maior que essa? Se não é para punir ninguém vai ser como se após a decorrada do nazismo não houvesse Nuremberg e os fascínoras comandantes da solução final pudesses conviver normalmente entre os civis alemães como se nada tivesse acontecido… dá nojo ler alguém defendendo cinicamente torturadores e assassinos!
Olá Ricardo Kotscho, tudo bem!
Muita Saúde, muita Paz!
Kotscho, o que realmente todos os projetos polemicos trazem no seu bojo, partindo sempre do “petismo” É a “mordaça” que querem impingir a IMPRENSA.
Mascaradamente introduzem nesses mal fadados “projetos”
sem “meira nem beira” aquilo que lhes aprouvem.
Não importa se vai de encontro à população, ou se de alguma forma torna o BRASIL mais equilibrado politica e socialmente.
A tal ponto é de perplexidade tamanha , que até mesmo nosso Presidente, confessou como é de seu hábito, para aliviar sua responsabilidade, que assinou um DECRETO sem mesmo o ter lido.
“É o fim. de tudo que está aí.
Por ora pelo menos não nota a IMPRENSA, responder energicamente a essa “armadilha”.
É aquela velha história dos comentaristas politicos e apresentadores de programas televisivos, “que caem de paú, em todos aqueles que tenham uma responsabilidade maior sobre a população, procuram de todas as formas motivos para avincalhar até mesmo trabalhos de alta envergadura.
E, o que acontece?
Ao entrevista-los, fora a educação em recebe-los, o que é normal, os tratam como nada daquilo que disseram fora verdade, todos são os “santinhos”.
Onde a coerência?
Você pode ser energico, mesmo que educadamente.
Caro Kotscho, é um tal de Dr. daqui e dali, pois não, pois sim senhor, etc.
“O mal não é o perigo, é o bem que deixamos de particar.”
J. Elliot.
Com a tal “liberdade” de IMPRENSA, o que fazem!
Imagine sem ela!
Abs.
Louren Junior
Trata-se da reedição do AI-5 disfarçado de Direitos Humanos.
É um projeto de poder para instituir o Comunismo no país. Se o Comunismo fosse bom a antiga União Soviética não teria detonado com ele. Com muita razão fizeram isto. Depois da queda do Muro de Berlim e do frangalho que virou a União Soviética, ficou escancarado a mentira que os comunistas entendem de igualdade social. A divisão da riqueza processou-se assim: muito para poucos (cúpula do governo, puxa-sacos e afins), e o MÍNIMO necessário para o resto. Resto, porque é assim que enchergam os demais.
É muito blá, blá, blá, para tentar camuflar que a mentira e a falta de respeito para com a inteligência da população, é o melhor que sabem fazer. É muita incompetência reunida para atuar num país maravilhoso, lindo e enorme como o Brasil. Intrigante é notar que para qualquer fato a palavra “povo” (povo pode ser qualquer um, somos BRASILEIROS) não sai da boca de algumas autoridades e quando o assunto é dinheiro, o dinheiro não é do “povo”, é do governo. Tá… tá bom… faz de conta que eu acredito na melhor das intenções dessa gente, da mesma maneira que eles acreditam convencer a população de que o errado é certo e que alho é bugalho.
Um pouco de honestidade intelectual não faz mal a ninguém . O senhor leu o Decreto, principalmente os ANEXOS? O que está no Decreto não condiz tanto quanto deveria, com o que stá nos ANEXOS. Eu já falei que usarei os poderes que o Decreto me confere para invadir a mansão de políticos que defendem o decreto. A classe média deveria se unir, igual o MST, par invadir a propriedade de integrantes do governo, políticos e por aí vai. Porque um governo que descobre um santo par cobrir o outro, o primeiro fica sem agasalho não é? O que tinha passa enfileirar a turma que não tinha nada. Nada mais justo que passe a invadir apartamentos de alto luxo, mansões, usando o Decreto de Direitos humanos como escudo e defesa. Depois, o tal Conselho que decida se a mansão passa a ser minha ou se o ex-proprietário terá de dividi-la comigo.Sem falar na invasão das fazendas dos senadores, do Lula, do filho do Lula, e por aí vai. Vão ser patifes assim no quintal da casa deles, não enquanto representantes do Brasil.
Oras… é cada coisa que editam por aí, que Deus nos livre! Êle vai nos livrar. Certamente vai nos livrar.
Edvania, a questão do aborto é a sequinte: a mulher é estuprada (pode ser por um vagabundo). Ela tem duas opções a escolher: aceitar a criança por entender que o tarado foi enviado por Deus ou não aceitar por entender que o tarado tem que morrer – pena de morte. Ou seja: devemos respeitar a decisão que cada um expressa nas suas próprias infelicidades. Isso sim é respeitoso e democrático.
Enquanto as leis forem só para pobres cumprir, mais distantes estaremos dos direitos humanos e sempre mais próximos estaremos dos humanos sem direitos.
A respeito desses assuntos militares, igrejas e mídia contra os direitos humanos percebe-se que chega a ser irônico tais colocações . Exemplo no passado aliados no presente concorrentes os que no leva a crer que estão brincando de ser presidente no país de terceiro mundo porém, tais assuntos que tramitam no decreto lei faz parte de um pacote da nova Ordem Mundial ( Luminatti ) cujo os videos desse grupo ja são exibidos pelo o YouTube e que é relatado no maior livro da sabedoria a Biblia precisamente em Apocalipse no meu entendimento esta peleja terá que ter como líder as ramificações da Igreja.
Caro Kotscho.
Oro por um Brasil verdadeiramente feliz. Feliz sem crianças assassinadas antes mesmo de nascer. Feliz, sem essa infância perambulante, empurrada pela miséria e pelo abandono, nas ruas da fome, nas esquinas das drogas, nos becos da prostituição. Feliz sem mulheres sofrendo violência extra e intra muros de seus lares. Feliz por trabalhadores com salários que lhes garantam suprir as neecessidades básicas dos seus, e as próprias. Um Brasil democrático, onde o voto nas urnas seja verdadeiramente um DIREITO, e não mais uma IMPOSIÇÃO de um govêrno incompetente para atender às mínimas aspirações da população como saúde, educação e segurança. Quero ver o Brasil feliz, onde a única coação que enfrentemos seja a gratidão e o reconhecimento de que aqueles em quem votamos cumpriram, de fato, a missão para a qual os elegemos e nosso voto lhes seja, então sim, justa homenagem.
Meu prezado jornalista. Prometo continuar crendo no poder do Alto, e orando para que nosso tempo “da ira de Deus, se passe. DTM! (Deus tenha misericórdia!)
Ora, esses bandos de Petistas estão tão cegos e tão loucos para ganhar as eleições q n prestaram a atenção na Senhorita Dilma q está totalmente em baixo das asinhas do nosso presidente Lula, isso Vcs n falam, o q essa mulher Fez ? admito q o mandato do FHC foi um lixo, n estou elogiando o governo Lula, mas esse governo foi uns 4% melhor do q o FHC. Mas têm um porém, se o Governo Lula n conseguiu fazer B&%*$ nenhuma em 7 anos, o q ele vai fazer em mais 4? Pensem, q praticar o aborto é destruir uma forma de vida, sem contar que os demais internautas “Petistas” estão incoerentes e irrelevantes para tentar dar uma desculpa favorável ao seu partido. Como diz o Mestre Luiz Carlos Alborghetti: “Só existem 3 coisas q o ser humano só faz uma vez na vida: Nascer, Morrer e VOTAR NO PT!!!” DIGA NÃO AO PT!!! SEUS BANDO DE HIPÓCRITAS!!
Infelizmente o brasileiro só chora o leite derramado… Acorda Brasil!
Tão se metendo em todas as áreas, sem no mínimo saber a opinião do cidadão que paga imposto, falta de respeito. Daqui a pouco, já estamos perto de ja poder dizer, que estamos nas maos dos sequestradores oficializados, aí é “Brabo”. Que país é esse gente !
Essas pessoas que se julgam acima do bem e do mal ficam so comentando e colocando lenha na fogueira, ve se faz uma coisa util, nós simples mortais desprovidos de qualquer meio de informações, boa parte de nós não sabe nem ler quanto mais entender essas noticias que vão afetar nosso dia-a-dia, abram nossas mentes por favor.
Eu penso o seguinte não sei daonde virá, mas que precisamos de leis e regras que normatizem esta imprensa mediocre que temos no mundo e em nosso país isso precisamos seja como for, precisamos de um Brasil que caminhe rumo a um país como a Venezuela e coloque os poderosos e manipuladores em seu lugar, pois vejo com bons olhos este novo plano, pois quando os militares a igreja e a imprensa são contra tenha certeza é bom para o povo.