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09/12/2009 - 15:34

Todos Pela Educação: o ano acaba melhor do que começou

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Para quem ainda não sabe do que se trata, explico: o Todos Pela Educação é um movimento que junta sociedade civil,  empresários da iniciativa privada e os três níveis de governo para oferecer um ensino público de qualidade a todos os brasileiros entre 4 e 17 anos até 2022, quando comemoramos o segundo centenário da nossa Independência.

Fui um dos fundadores deste movimento, em 2005, uma das melhores coisas que fiz na vida. Por isso, sinto-me feliz cada vez que participo de uma reunião como a desta quarta-feira, no Museu de Arte Moderna, em São Paulo, quando foram apresentados os resultados de mais um ano de trabalho.

Numa sala lotada por gestores públicos, educadores, pesquisadores e técnicos, Mozart Neves Ramos, ex-secretário da Educação e ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, presidente executivo do movimento, fez a leitura do relatório de 2009, em que adverte:

“A Educação brasileira, apesar dos esforços de todos, está avançando numa velocidade aquém do desejável. Neste ritmo, a tendência é de que não alcançaremos, em 2022, as metas estabelecidas. Temos que estar alertas, ampliar os investimentos e o nosso empenho para assegurar a nossas crianças e jovens o exercício do direito a uma Educação de qualidade”.

As metas para 2022 são cinco:

  • Toda criança de 4 a 17 anos na escola
  • Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos
  • Todo aluno com aprendizado adequado à sua série
  • Todo jovem com o Ensino Médio concluído até os 19 anos
  • Investimento em educação ampliado e bem gerido

De toda forma, ele concorda que 2009 terminou melhor do que começou, embora o país não tenha alcançado o patamar estabelecido este ano (91,9%) para o atendimento escolar de toda criança e jovem de 4 a 17 anos. Mas chegamos perto: 91,4% das crianças nesta faixa etária estão na escola.

A grande vitória conquistada este ano pela sociedade brasileira, com a ajuda do movimento, foi a promulgação da Emenda Constitucional 59/09, que torna o ensino obrigatório dos 4 aos 17 anos e destina mais recursos ao orçamento do Ministério da Educação nos próximos dois anos, ampliando o acesso à Educação Infantil, numa ponta, e ao Ensino Médio, na outra.

No próximo ano, teremos eleições gerais para presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. É importante colocar a Educação no centro das preocupações de todos, pois é neste campo, mais do que em qualquer outro, que se decidirá o futuro do nosso país.

Como propõe o nome do movimento, esta é uma tarefa não só dos governos e dos poderes públicos, mas realmente de todos nós, de toda a sociedade brasileira. Só assim as cinco metas serão alcançadas até 7 de setembro de 2022, quando poderemos comemorar de verdade a nova Independência do Brasil, com a educação pública de qualidade assegurada para todos.

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

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121 comentários para “Todos Pela Educação: o ano acaba melhor do que começou”

  1. Mande seu recado para a ABPTA

    A Associação Brasileira dos Programadores de TV por Assinatura inventou um abaixo-assinado para combater o Projeto de Lei 29/2007. É pressão para manter os privilégios absurdos das operadoras, que cobram mensalidades abusivas e ignoram os direitos dos clientes. Liberdade, para esses tungadores, é forçar os incautos a pagar por canais indesejáveis, em pacotes fechados e imutáveis.
    Na página do lobby (http://www.liberdadenatv.com.br/default.aspx), o espaço para assinaturas permite manifestações curtas de repúdio à ABPTA. É possível digitar ali frases como “Diga não à venda casada” ou “As TVs violam os direitos do consumidor”. Já inseri minhas humildes colaborações.

  2. Angélica Oliva disse:

    Tudo tem que ter um começo.
    E a largada já se deu, trabalhemos todos para um futuro melhor, falando em futuro melhor leêm…

    Lula | Popularidade
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é escolhido personagem do ano por jornal espanhol

    O líder do Governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, qualificou o presidente Lula como “um homem cabal e tenaz”
    11/12/2009

    O presidente Lula foi escolhido personagem do ano pelo jornal espanhol “El País” e qualificado pelo líder do Governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, como “um homem cabal e tenaz”, em um artigo publicado na quinta-feira no site do diário.

    O perfil de Lula fará parte de um suplemento especial elegendo “Os 100 do Ano” entre homens e mulheres ibero-americanos que marcaram 2009. O artigo será publicado pelo “El País” no domingo, mas foi antecipado por sua versão digital.

    O encarregado de traçar o perfil do presidente brasileiro foi Zapatero, que lembra que o conheceu em setembro de 2004, após a incorporação da Espanha à Aliança Contra a Fome, liderada pelo presidente brasileiro, em uma cúpula organizada pelas Nações Unidas em Nova York. “A ocasião não podia ter sido melhor”, diz.

    Após lembrar suas modestas origens, Zapatero destaca que pelas mãos de Lula, “seguindo o caminho aberto por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o Brasil, em apenas 16 anos, deixou de ser o país de um futuro que nunca chegava para se transformar em uma formidável realidade, com um brilhante porvir e uma projeção global e regional cada vez mais relevante”.

    O presidente do Governo espanhol considera que o Brasil “é um dos países emergentes que conta com uma democracia consolidada, e está chamado a desempenhar nas décadas seguintes uma crescente liderança política e econômica no mundo, como já vem fazendo na América Latina com notável acerto”.

    O artigo de Zapatero aponta que “Lula tem o imenso mérito de ter unido a sociedade brasileira em torno de uma reforma tanto ambiciosa quanto tranquila. Está sabendo, sobretudo, enfrentar, com determinação e eficácia, os desafios da desigualdade, da pobreza e da violência, que tanto lastreou a história recente do país”.

    Acrescenta que “como consequência disso, sua liderança goza hoje no Brasil do respaldo e do apreço majoritários, mas mais importante ainda é a irreversível aceitação social de que todos os brasileiros têm direito à dignidade e à auto-estima, por meio do trabalho, da educação e da saúde”.

    Zapatero aponta que “superando adversidades de toda ordem, Lula percorreu com sucesso esse longo e difícil caminho que vai desde o interesse particular, em defesa dos direitos sindicais dos trabalhadores, ao interesse geral do país mais povoado e extenso do continente sul-americano”.

    No plano internacional, o presidente do Governo espanhol opina que nos sete anos da Presidência de Lula, o Brasil “ganhou a confiança dos mercados financeiros internacionais, que avaliam a solvência de sua gestão, a capacidade crescente de atrair investimentos diretos, como as efetuadas por várias companhias espanholas, e o rigor com que administrou as contas públicas”.

    Zapatero define Lula como um “homem honesto, íntegro, voluntarioso e admirável”. Após lembrar que o Brasil ocupará em breve um lugar no Conselho de Segurança da ONU, que está a ponto de se transformar em uma potência energética e que em 2014 receberá a Copa do Mundo, Zapatero se refere à reunião de outubro, em Copenhague, quando o Rio de Janeiro foi eleita cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

    “Lula chorava de felicidade, como uma criança grande, porque o Rio de Janeiro acabava de ser escolhida cidade organizadora dos Jogos Olímpicos de 2016. A euforia que o inundava não o impediu de ter o valor necessário para vir me consolar porque Madri não tinha sido escolhida”, lembra.

    “Não me estranha que este homem impressione o mundo”, conclui Zapatero em seu artigo.

    EFE – de Madrid

    (fonte: Uol Notícias – 11/12/2009)
    Um bom final de semana a todos.

  3. Alicia Gonzalez disse:

    Ei, Kotscho, cadê vc pra espantar a urubuzada e comentar o artigo do Zapatero no El País? Sensaconal!

  4. Alicia Gonzalez disse:

    Aliás, a esta hora, Fernando Henrique deve estar com insônia de novo, provavelmente pela nonagésima vez na semana, coitado. Com o Lula brilhando assim, FHC vai acabar doente…

    http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/633/artigo156653-2.htm

    Como eu ia dizendo….sensacional!

  5. Mauricio Wanderley disse:

    Como muito antigo professor primário, hoje fundamental, deploro as modificações feitas ao longo dos anos, buscando chegar-se a abstrações normalmente fora do alcance intelectual dos alunos. Os responsaveis deveriam deixar de lado os preconceitos contra a forma antiga de ensino,analizá-la e utilizá-la para que voltemos aos níveis de aproveitamento que tínhamos. Muitos problemas foram criados após a inclusão de posições politico-eleitorais
    que distorceram o foco principal do ensino para a alimentação do aluno, para a vestimenta do aluno, etc, visando esconder a realidade das injustiças econômicas de modo tão intenso que hoje a mãe brasileira quando seu filho chega da escola, ela pergunta: Você comeu, meu filho? A inclusão do bolsa escola dentro do bolsa familia foi um erro monumental. Pais ignorantes viram reduzida a pressão para colocar seus filhos na escola. Precisaríamos iniciar o ensino para formação de professores a partir do ensino médio separado do ensino normal. Alguns vão dizer: Este velho não sabe nada, está fora de seu tempo. Um pequeno exemplo é a proibição de decorar a taboada, que teve como consequência uma queda abissal no desenvolvimento do raciocinio dos alunos do primeiro grau pelo simples fato de não saberem quanto é 3×4. O mais simples dos problemas torna-se um fator impeditivo do desenvolvimento e o aluno estaciona e não progride. Há milhares de alunos na oitava série que não sabe ver horas. Completamente analfabetos. Um crime de lesa-pátria.

  6. Artur Cartacho disse:

    Presado Ricardo , sua atuação é muito mais que louvavel numa empreitada como esta , do Todos Pela Educação , agora estou com um desafio para voce ,já propus ao Nassif ,mas não sei se ele vai aceitar, é o seguinte : O Resgate da Familia em toda sua acepção ,familia como a célula mater da sociedade ,e esta célula esta doente ,Ricardo ,todos os males ,corrupção ,drogas,marginalisação dos jovens ,são diagnósticos de uma sociedade doente ,e a hora é agora ,temos que chamar os pis para que assumam o papel real de pai e mãe ,o bolsa familia tem de vir acompanhado de responsabilidade familia ,com cobrança do governo para que oas pais estejam presentes na vida dos filhos. Temos muitos assistentes Sociais que precisam trabalhar ,e eles seriam os agentes para acompanhar estas familias ,assim o governo exigiria a contrapartida destes pais que receberiam apoio para serem mais presentes no dia a dia , não só com cobrança .mas o m,ais importante com afeto e carinho que é o que os jovesn mais prescisam ,conto com voce e outros tantos pra mudar o aspécto deste social familiar deste grande pais. Saudações do Cartacho .

  7. Ed disse:

    Outro dia vi um cientista francês (não me recordo o nome, infelizemente) numa palestra. Ele contava que dá consultoria ao governo do Quebéc. Disse que, certa vez , notou que na sala da Secretária de Educação havia um cartaz com dizeres mais ou menos assim: “Investimos em educação hoje para não gastar com prisões amanhã”. Ele achou de mal gosto. E protestou: “Secretária, essa não me parece uma frase humanista”. Ela retrucou: “Aqui, não somos humanistas. Somos realistas”. A elite brasileira, que nunca deu a atenção merecida para a educação e que não sabe ser humanista, devia ser, pelo menos, realista. Hoje estamos indo no caminho certo em matéria de educação, mas a velocidade ainda é muito lenta. Concordo que o tema suscita mais debates e isso é muito bom, mas é preciso que educação passe a ser “o tema”. O lema do Lula na eleição passada era: “que todo brasileiro possa comer, pelo menos, três vezes ao dia”. Que na próxima eleição o lema da Dilma seja: “Que toda criança brasileira tenha acesso à escola desde a educação infantil, aprenda a ler na idade certa e termine pelo menos o ensino médio”. Claro que prá isso precisamos de boas universidades pra formar professores. A educação é atividade que mais potencializa a sociedade.

  8. A de camargo disse:

    nota-se um avança grande na qualidade de ensino na primeira fase do ensino fundamental, que está sob responsabiliade das prefeituras, enquanto que da 5ª série em diante já sob responsabilidade do Estado ouve-se comentários de regressão na qualidade do ensino isso se repetindo no ensino médio. Será que não está na hora de acabar com discursos e tomar providências urgente quanto à gestão das escolas estaduais? Há um distanciamento muito grande entre a proposta de ensino e o que realmente está acontecendo nas salas de aulas, quem está realmente acompanhando no dia-dia o que está sendo feito, se está realmente progredindo. Nota-se muitos discursos, muitas teses, mas que não viram realidade. como realmente melhorar o ensino público? Não existe a preocupaçãoi da sociendade. Quem pode pagar uma escola particular para seu filho não vai se preocupar com nivel do ensino público, e os políticos, onde seus filhos estão estudando, na escola pública? A municipalização do ensino para a seguna fase do ciclo básico não seria uma saída para melhorar o nível de esino já, ou mudar a gestão das escolas, passando a encará-la como as escolas particulares encaram, ou seja uma empresa que precisa dar resultado.

  9. Henrique disse:

    Caro Ricardo

    Eu até entendo os motivos da consigna “toda cirança pelnamente alfabetizada até os 8 anos”, Nós, brasilieros, talvez devido à proibição “republicana” do voto do analfabeto (extinta em 1988) temos uma fixação especial pela “alfabetização”. Creio que, em todos paises do mundo, somente as crianças de 8 anos consideradas superdotadas é que estão plenamente alfabetizadas.
    Gosto muito da iniciativa Todos pela Educação,
    mas acho que essa meta não é boa, pois não só é redundante com as demais metas, como também impõe uma obrigação impossivel de ser atendida pelas crianças, pelos professores, pelas escolas, pelas famílias, pela sociedade e pelo Estado.

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