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14/07/2009 - 10:40

Prosa de fim de tarde com José Alencar no hospital

Caros leitores,

alguns de vocês entenderam como bronca minha o texto que publiquei ontem sobre o fervor religioso dos comentários ultimamente, em especial quando tratam de política e futebol.

Quando o cara não se expressa direito, costuma dizer que foi mal interpretado, o que pega mal para um jornalista…

Eu apenas fiz uma constatação sobre o clima de beligerância que estamos vivendo, não apenas no Balaio mas na internet em geral. 

Cada um aqui pode continuar escrevendo o que e como quiser, mantidas aquelas regras mínimas de civilidade que vocês conhecem, mas acho que valeu a pena dar um toque porque alguns leitores já estão tratando também de outros assuntos em outro tom.

Quem sabe, até o nosso encontro de 11 de setembro, a gente consiga mudar o disco e melhorar o astral geral pra poder se divertir um pouco. O texto abaixo acho que já é um reflexo disso.

Abração a todos,

Ricardo Kotscho

 

O sorriso franco é o mesmo de sempre, e ele já vai logo puxando conversa. Sentado numa poltrona, sozinho no quarto no final da tarde de segunda-feira, de camiseta branca, sueter cinza, bermuda azul e chinelo do hospital, o segundo homem de maior poder no país nem me espera perguntar como está passando.

De nada se queixa, a não ser do frio danado deste inverno paulistano. Foi como se estivesse apenas prosseguindo na nossa prosa de outro dia, no mesmo quarto do Hospital Sírio-Libanês, quando se preparava para a cirurgia anterior, a 13ª, aquela que durou mais de 18 horas. 

A familia saiu para comemorar o aniversário de nove anos de um dos seus cinco netos. Ao falar dele, lembra-se da sua própria infância na roça de Muriaé, em Minas, a três léguas da cidade, onde seu pai tinha um armazém que vendia um pouco de tudo, de ferragens a tecidos, além de comida.

Zé nasceu dois anos depois da Grande Depressão de 1929, que quebrou a economia mundial e jogou no chão o preço do café, principal sustento daquela região mineira. Dos seus 15 irmãos, foi o que nasceu na época mais difícil da vida da família.

Lá não tinha energia elétrica e a água era de poço. Não havia escola. Conta que o pai e a mãe o ensinaram a ler e escrever. Aos nove anos, já ajudava a atender a freguesia do pai, seu Antonio, que andava preocupado com as notícias da Segunda Guerra Mundial, lá longe, na Europa.

Nem rádio havia lá. As notícias chegavam a cavalo, com quatro dias de atraso, depois de recolhidas numa jardineira que passava pela sede de uma fazenda próxima.

Seu Antonio assinava o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, e os vizinhos iam à venda à noite para saber o que estava acontecendo no mundo. Era um “jornal falado” lido pelo comerciante à luz de lamparinas de querosene. 

“Não me debulha o jornal”, recomendava ele, quando alguém o pedia emprestado. Mais tarde, um casal de vizinhos abriu pequena escola rural para 19 crianças numa casa de taipa. Foi lá que Zé Alencar se lembra de ter aprendido um pouquinho de tudo.

Dessa época, o que mais o marcou foi a tirania de um delegado, em pleno Estado Novo, que não só prendia como humilhava as pessoas. Certa vez, conta Alencar, viu passar em frente ao armazem um homem humilde, de pés descalços, arrastado pelo delegado, com um saco de milho nas costas, obrigado a confessar a quem encontrava pela frente:

“Eu sou ladrão de milho, eu sou o ladrão de milho”.

Até hoje não se conforma com a cena, mas logo volta a sorrir ao confessar uma travessura de menino na época em que ia buscar leite para os irmãos menores numa fazenda vizinha. Como só havia dinheiro para o leite dos pequenos, ele parava numa bica do caminho, tomava um pouco da garrafa e completava com água.

“Acho que eu fui o primeiro a batizar leite com água…”. 

É impressionante a memória deste homem simples que não virou doutor, capaz de lembrar de nomes, lugares e datas de quase sete décadas atrás, com detalhes de passagens daquela época como se tivessem acontecido ontem. 

Dos tempos atuais, não gosta muito de falar. Viu apenas de relance num noticiário da televisão a notícia de que o presidente do Senado, José Sarney, tinha mandado cancelar todos os atos secretos, e queria saber se era verdade.

Logo mudou de assunto para falar das suas campanhas a governador de Minas, em 1994, que perdeu, e quatro anos depois ao Senado, quando ganhou. Já era um grande empresário, dono da tecelagem Coteminas, quando se candidatou pela primeira vez, mas sempre gostou e participou da política mineira. 

Adora contar causos de campanhas eleitorais de antigamente em Minas, mas se anima mesmo e seus olhos brilham ao recordar da vitoriosa campanha presidencial de 2002 ao lado de Lula, quando viajamos juntos rodando o país inteiro.  

Era disso que estávamos falando quando chegou o médico Raul Cutait, responsável pela cirurgia de emergência da quinta-feira passada em que foram retirados mais dez tumores de seu abdomem.

Mais do que paciente e médico, os dois parecem velhos amigos, tantas já foram as cirurgias de José Alencar, na sua interminável batalha contra o câncer, desde 1994.

Ainda tomando soro e sem poder se alimentar normalmente _ nem água pode tomar _ o vice-presidente ouve atentamente o médico e só quer saber de uma coisa:

“Quando é que vou poder sair daqui?”

Cutait diz que ele está se recuperando bem, dentro da normalidade, mas ainda vai precisar ficar mais uns dois ou três dias no hospital até poder voltar para seu apartamento paulistano, na alameda Itú.

Em meio à consulta, Adriano Silva, o onipresente e único assessor de Alencar, informa estar na portaria do hospital o apresentador de televisão Raul Gil, que insiste em vê-lo. O recém-operado pensa um pouco e, após breve silêncio, manda o visitante subir.

Muito emocionado, com lágrimas nos olhos, Raul Gil ajoelha-se diante dele e beija-lhe a mão, e começa a falar sem parar da sua admiração pelo vice-presidente. Repete várias vezes a palavra coragem e ameaça se despedir outras tantas vezes, diante do silêncio do médico que apenas assiste à cena.

É hora de irmos todos embora e deixar Alencar descansar um pouco. No placar que fizemos das nossas cirurgias, ele ganha por pouco, 14 a 13. Melhor pararmos por aí… Não pretendo vencer este campeonato.

A ante-sala do quarto está atulhada de garrafadas (remédios populares feitos de raízes), orações e mensagens, trazidas ou enviadas de várias partes do país por outros admiradores que torcem pela recuperação dele.

Entre estas mensagens, uma chegou aqui ao Balaio, enviada pelo leitor João Luis Fernandes Inácio, que encaminhei a Adriano Silva. Reproduzo-a abaixo porque ela resume a torcida e o sentimento de solidariedade despertado por José Alencar em milhares de brasileiros. 

“Caro Kotscho:

Nem sei se você lerá esse e-mail. Imagino que seja impossível responder a todos que frequentam seu Balaio. Confesso que fiquei muito lisonjeado com sua resposta, pois sei quanto seu tempo é precioso.

Só estou novamente te perturbando para te pedir que mande um abraço carinhoso ao Sr. José de Alencar (homem que eu mal conhecia até se tornar vice-presidente, mas que passei a admirar de forma a se tornar exemplo para minha vida).

Há quatro meses sofri uma cirurgia para correção de uma deformidade ortopédica decorrente da paralisia infantil (acho que sou, com meus 41 anos de vida, uma das última vítimas dessa doença, felizmente).

Estou, desde então, com um aparelho na perna (igual àqueles que os motociclistas costumam usar quando sofrem acidente), o que me torna completamente dependente da ajuda alheia para me locomover, pois não posso dirigir e nem mesmo entrar ou sair de dentro de um carro sozinho, dado o peso que ficou minha perna, a qual, com musculatura muito limitada, não suporta o peso.

Pois bem, nem lembro quantas vezes já me lamentei por isso, perdendo mesmo a paciência e até praguejando. Ai vejo o Sr. José de Alencar passar por uma cirurgia de quase 20 horas (fiquei na net acompanhando o tempo todo e torcendo por ele), passar por tratamento alternativo nos EUA, sentir novas dores.

Meu Deus, como me sinto pequeno quando o vejo na televisão com aquele sorriso único e olhar otimista. Ele, mesmo sem premeditar, pois é nitidamente espontâneo, não faz a menor idéia da força que me dá, assim como faz para milhares de outras pessoas com problemas de verdade (sim, porque o meu perto disso não chega a ser um resfriado).

Resumindo, se puder, mesmo que não seja hoje, diga que torço por ele de uma forma absoluta e sei que ele acompanhará as formaturas de seus bisnetos. Ele é uma pessoa única. Faz eu me lembrar do meu avó materno, falecido no ano passado, aos 103 anos, vítima de câncer, no Pernambuco, Estado onde nasci.

Diga-lhe que tenho em mim que ele ultrapassará a marca do meu avô. Abraço fraterno para você a quem admiro e também torço pela  saúde (não imagina como vibrei na época que você tentou parar de fumar) e pela ampla recuperação pós-cirurgia.

Ainda me verá muito no seu Balaio, pois realmente estou tentando me aproximar, em todos os sentidos, de pessoas serenas e inteligentes como você. Desculpe a intimidade, se fosse pessoalmente, só o trataria por Sr., pois não consigo tratar de outra forma pessoas um pouco mais velhas do que eu.
Abraços, de um também torcedor do São Paulo.

Dr. João Luis Fernandes Inacio”. 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

140 comentários para “Prosa de fim de tarde com José Alencar no hospital”

  1. JULINHO LAHOS disse:

    QUERIA ESTENDER A FORÇA AO VICE-PRESIDENTE EXMO.SR.DR.JOSE DE ALENCAR, VOCE VAI CONSEGUIR, ESTAMOS ORANDO PELA SUA PRONTA RECUPERAÇÃO, POIS, NÓS BRASILEIROS, PRECISAMOS E MUITO DE SUA PRESENÇA DO PALÁCIO. ABRAÇO.

  2. Ao ”homem de aço” JOSE DE ALENCAR que luta com todas as forças para sua saúde com tamanha vontade de viver. Voce é um grande exemplo a qualquer ser vivente. Estou como todos, torcendo por sua vitória, é de homens dessa grandeza que este mundo precisa. Peço a Deus que o acompanhe cada passo e que guie o raciocínio e as mãos de seus médicos, assim como guiou minha cirurgia que foi um sucesso. Voce vai vencer como sempre!

  3. Augusto Cesar disse:

    O José Alencar não existe. Existe um anjo de Deus aqui no Brasil que Deus o ungiu como vice presidente, com o objetivo de mostrar aos cegos deste pais, cheio de materialistas, egoistas , ateus, que muitas das vezes uzam a politicagem para blasflemarem dizendo que acreditam em Deus. Uma prova de crença, amor, e bençãos divinas nós encontramos nessa grande figura brasileira que é o Jose Alencar. Se Deus quizer e sei que ele quer esse homem abençoado ainda irá dá muitas palavras e testemunhos de fé a amor a essa população desesperançosa nos politicos brasileiros. Dr. José de Alencar que Deus lhe abençoe sempre e que o senhor seja sempre lição de vida, fé e esperaça para todos nós. Um abraço ao senhor e a esse Jornalista.Augusto Cesar

  4. João Alberto d .m. a. disse:

    Caro Kotscho;
    Desejo pronta recuperação ao José Alencar, da mesma forma que desejo a todos os brasileirao que passam pela mesma situação. Reconhecendo que a grande maioria, não terão a mesma sorte que o José, já que depender do S.U.S., sabemos qual vai ser o final triste da história. Acho que ainda precisamos ter um “Brasil para todos”, como nos orienta a Constitução brasileira,e um slogam que não é praticado. Agora dizer que este SR. é um anjo de DEUS, é não entender NADA de DEUS, nem de ANJOS. Um abraço.

  5. Nais minhas orações eu peço a DEUS pela saude do senhor jośe alencar peço para o pai eterno dá força e perserverança a ele a seus familiares, pq eu tambem estou vivendo este drama tenho o irmão que tambem estar na luta contra o C.A mais DEUS é mais e mais .e estar dando tudo certo sabemos que o sofrimento do doente é grande mais quando a familia é unida o sofrimento passa ser de todos eu oque o digo, mais quem tem DEUS como superior todo da certo.já de certo para o senhor para meu irmão e para todos aqueles que confiam no senhor JESUS

  6. Ricardo Lins disse:

    É possível medir a produtividade do congresso e senado? Quem consegui isso irá perceber que, o aproveitamento é quase zero. Quem perde com isso? a nação que deixa de ganhar novos investimentos em tecnoligia e expanção. Mas samos culpados, na hora de votar, sempre colocamos os mesmo. Será que não ta na hora de persarmos nisso, e ter seriedade na hora do voto?

  7. Beto Botter disse:

    Ricardo, a culpa de tudo isso que esta acontecendo no Congresso Nacional, infelizmente é só nossa dos eleitores brasileiros que infelizmente votam sempre nas mesmas figurinhas carimbadas. basta verificarmos a quantos mandatos estão a maioria dos senadores e deputados federais. dia desses ouvi uma entrevista em um renomado canal de tv. com dois marajas(senadores) falando desta crise, a pasme qual a preocupação dos figuras. é que sea crise não tivesse um fim ele corriam o risco de não se rererereeeeeeleger.

  8. Augusto Cesar disse:

    para João Alberto d.m.a. Como gostei da maneira que vc. conhece e entende de anjos de Deus. obrigado pela aula de amor, entendimento e sabedoria na sua mensagem.um grande abraço.Que Deus te abençoe sempre. vc. estara em minha orações todos os dias, para que voce endenda sempre dos conhecimentos de Deus. Vc. tambem é um anjo só não sei se é de Deus, espero que sim. Um grande abraço.

  9. Glower DTE disse:

    Ainda me lembro de minha infância e quando estudava na Escola São José lá pela segunda metade dos anos 60 na minha querida Ubá, cidadezinha de nossas Minas Gerais. Recordo que naquela época, em meio à crises mundiais, guerras, nosso Brasil vivia dias de crescimento. Antes de entrarmos na sala de aula éramos obrigados a participar do horário cívico, e aí todos sabiam cantar o Hino Nacional, Hino à Bandeira e outros, do início ao fim. Constava do currículo matérias como Educação Moral e Cívica, OSPB – Organização Social e Política Brasileira e quando se aproximava o dia 07 de setembro todos vibravam pois desfilaríamos nas ruas de nossa querida cidadezinha. Os anos se passaram e com eles a ingenuidade. Acreditava nos políticos, sonhava em um dia também poder representar o povo. Mas a política educacional para o país foi mudando, o sistema neoliberal se instalou e patriotismo passou a não mais interessar.Aí está. Hoje o que vemos é corrupção generalizada. Presidente do Senado envolvido em negociatas, nepotismo e o Presidente da República minimizando seus atos (é bom dizer, atos públicos). O que vai dar isso? Em nada, absolutamente nada. Atrás desse escândalo vem outro e outro e outro e tudo, tudo fica como está.

  10. Leandro disse:

    Uma vergonha!!!!!!!!!! Outra pizza…………….

  11. Arno disse:

    PIZZA, sem dúvida…

  12. Arno disse:

    Meu Deus do céu, bota os generais pra quebrar de novo.
    Que eles terminem o que não terminaram, faltou acabar com alguns…..

  13. Prezado Ricardo,
    Se o que a imprensa está fazendo com o pobre Zé Sarney é político ou não, a história vai mostrar. Na minha humilde opinião, tanto o Sarney como o Lula são indefensáveis nesta história por serem símbolos do que não se deve fazer na política e eles fazem: a arte de chegar ao poder e permanecer nele indefinidamente privilegiando parentes e amigos.Toda a pobreza tem sua raiz na corrupção, e o nepotismo á uma de suas faces. Nào defendo nenhum partido, mas defendo as instituições.Defender as desavergonhadas atitudes de políticos que desafiam a nossa paciência é uma vergonha ainda maior. Com os meus sessenta anos ter de ver tapinhas hipócritas nas costas de antigos inimigos fidalgais em nome de seus atuais interesse, é demais.Mas o povo brasileiro há de por a correr os inimigos da democracia que contrariam o princípio da independência dos poderes em nome da oligarquia da tirania e da enganação. Triste Maranhão. Triste Brasil. Triste situação. Espero que o nobre colega dos bancos escolares não deixe que se utilize politicamente este espaço de debates.
    Um grande abraço e
    Saudações tricolores.
    Nagib

  14. PDAVIDA disse:

    ARNO, VOCE TEM RAZÃO, CADE OS GENERAIS? PRA FALAR A VERDADE, SINTO SAUDADES DELES !!! TANTA DEMOCRACIA PRA QUE ? ESSA CORJA DEVERIA SER EXILADA NA COREIA DO NORTE !
    NOSSOS PARTIDOS DE OPOSIÇÃO SÃO FROUXOS, MEDROSOS, TEM RABO PRESO, TELHADO DE VIDRO, SÃO BONS PARA FAZER ENCENAÇÃO , DISCURSOS MORALISTAS, MAS, AÇÃO CONTRA ESSA BANDALHEIRA, NAAAADA!!!
    TEMOS QUE IR PRAS RUAS, É URGENTE PARA SALVAR O PAÍS!

  15. PDAVIDA disse:

    LAMENTO MINHA REVOLTA QUE EXPRESSO COM DURAS PALAVRAS, MAS, DE UMA COISA TENHO CERTESA: NÃO MERECEMOS SARNEYS, LULAS, RENANS, DILMAS E OUTROS QUE REZAM A MESMA ORAÇÃO ! SONHO COM LULA, SARNEY E RENAN FORA, FORA, FOOORA ! CHEGA DE PIZZA !!!
    JÁ PASSOU DA HORA DESSA OPOSIÇÃO BOLA MURCHA AGIR EM FAVOR DA MORAL E DA ÉTICA ( ???)

  16. cesar chastinet disse:

    É que o Governo de Lula seria o governo da mudança. Pois, mudou tanto que tornou-se a mesma coisa. A velha coisa.

    A biografia que temos que importaria salvar seria a de Lula. A de Sarney sempre foi para ser esquecida.

  17. Jocildo disse:

    Onde Vai acabar, não sei, opa!!! já ouvi isso em algum lugar e para ilustrar, é de dá dó, o Senado e a Camara e Deputados não saberem desses ATOS SECRETOS, algo que começou 20 anos atrás, ou será que começou esse negocio tenha esquecido de coisa tão grave dessa natureza, teria sido o Tempo a quarentena de afastameto do PODER, tendo que imbernar na OPOSIÇÂO, coisa que não se acostumarão nunca, até porque enquanto o PIG( Imprensa/mandato/radio e TV tenho impressão que sao a mesma a coisa, salvo alguns CIDADAOS eticos e responsaveis com a noticia e com o PAIS) estiver enchiquerado( aguradando o momento de desmama) eles vao continuar se sentidndo no PODER!

  18. Davilson disse:

    Onde vai acabar não sei. Eu sei onde começou e lá vai algumas
    Farra com o dinheiro do contribuinte…

    As mais recentes denúncias sobre as estripulias do senador José Sarney estão longe de ser as últimas e apontam na mesma direção de todas as anteriores: a privatização de recursos e espaços públicos em benefício próprio. Ou de sua família. E o desprezo às leis do país. Senão vejamos:

    – Distraído, Sarney não reparou que recebia mensalmente R$ 3,8 mil de auxílio-moradia, mesmo tendo mansão em Brasília e tendo à disposição a residência oficial de presidente do Senado. Culpa da burocracia do Senado.
    – Distraidíssimo, Sarney esqueceu de declarar sua mansão de R$ 4 milhões à Justiça Eleitoral. Culpa do contador.
    – Precavido, requisitou seguranças do Senado para proteger sua casa em São Luís – embora seja senador pelo Amapá.
    – Milionário (embora o Maranhão continue paupérrimo), não empregou duas sobrinhas e seu neto em suas inúmeras empresas. Preferiu que o Senado as empregasse.
    – Milionário generoso, não quis deixar a viúva de seu motorista ao relento. Empregou-a para servir cafezinho no Senado, em meio expediente, com salário de R$ 2,3 mil. Ah, e alojou-a em apartamento na quadra dos senadores.
    – Condescendente, não impediu que seu outro neto fizesse negócios milionários com crédito consignado no Senado. Ainda generoso, entendeu que um agregado da família deveria ser também empregado como motorista do Senado – salário atual de R$ 12 mil – mas trabalhando como mordomo na casa da madrinha, sua filha e então senadora Roseana Sarney. Aliás, Roseana considerou normal convidar um grupo de amigos fiéis para um fim de semana em Brasília – com passagens pagas pelo Congresso.
    – Seu filho, Fernando Sarney, o administrador das empresas, que sequer é parlamentar, considerou normal ter passagens aéreas de seus empregados pagas com passagens da quota da Câmara dos Deputados.
    – O patriarca maranhense, ocupou as dependências do Convento das Mercês, jóia do patrimônio histórico, e ali instalou seu mausoléu. O Ministério Público já pediu a devolução, mas está complicado. Não é um fofo? Um dos mais recentes escândalos cerca justamente a Fundação José Sarney, que se apoderou das instalações do Convento das Mercês. Consta que R$1,3 milhões captados através da Lei Rouanet, junto à Petrobrás, para trabalhos culturais na Fundação José Sarney foram… desviados. Não há prestação de contas, há empresas-fantasmas, notas fiscais esquisitas. Enfim, marotice, para dizer o mínimo. Mas Sarney alega que só é presidente de honra da Fundação. Culpa dos administradores.
    – E o escândalo mais recente (na divulgação, não na operação): Sarney seria proprietário de contas bancárias no exterior não declaradas à Receita Federal. Coisa do amigão Edemar Cid Ferreira, amigão também da governadora Roseana Sarney a quem, dizem, costumava emprestar um cartão de crédito internacional. Coisa de gente fina.

  19. jose geraldo de almeida souza disse:

    Vamos em frente o caso Sarney é o ponta pé inicial.

  20. Luciana disse:

    SR.. Jose Alencar eu não conheço pessoalmente mais admiro a sua coragem em não se entregar para doença e sim lutar bravamente ate o ultimo instante que lhe resta porque não sabemoss o fim da nossa partida eterna cada vez que assisto uma reportagem saindo de um hospital o Senhor tem uma auto confiança em si proprio de nao desister de lutar e si mde viver cada momento a cada minuto desejo ao SR.. toda saude que Deus restaure a saude do SR.. e nunca desista do seus sonhos porque tem Deus

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