Fatima Souza: as duas mortes de Maura Marques
Com seu estilo sempre apaixonado e inconformado, a brava repórter Fatima Souza, estrela da equipe que dirigi na TV Bandeirantes no final dos anos 1990, hoje trabalhando na TV Record, conta neste post a inacreditável história da sua amiga Maura Marques, uma advogada que morreu duas vezes este mês no Hospital do Mandaqui, na zona oeste de São Paulo.
O bom de ficar velho na profissão de jornalista e depois virar blogueiro é que a gente conhece muita gente, faz muitos amigos ao longo da vida. E acaba formando esta rede informal de colaboradores para nos ajudar a contar estas histórias da vida real que a gente não lê mais na nossa velha mídia. A seguir, o relato da minha amiga Fatima Souza:
MAURA MARQUES:
A MULHER QUE MORREU DUAS VEZES
Irreverente, alegre, divertida, louca pela vida, Maura Marques sentiu uma dor de cabeça muito forte, a ponte de virar o estômago. O dia era primeiro de julho de 2009. Ela deitou um pouco e, como a dor não passava, o marido, Rui, decidiu levá-la ao pronto socorro mais próximo.
Apesar da dor intensa, Maura foi conversando e brincando durante o trajeto. No tal do “PS”, uma destas coisas públicas, confessaram os médicos que não tinham como dar o tratamento adequado porque o caso era de aneurisma cerebral.
Foi então a Maura transferida para o Hospital do Mandaqui, na Zona Oeste de São Paulo, outra destas coisas públicas. Levada para a emergência do Pronto Socorro do Hospital, logo ao dar entrada, Maura desfaleceu e foi entubada.
Era grave o seu caso e os filhos e as filhas e o querido marido de tantos anos começaram a ligar para os amigos. Já era madrugada quando eles foram descansar um pouco, voltando ao Mandaqui (não deixaram ninguém da família ficar ao lado dela) para a visita, as 11 e meia da manhã.
A amiga Sonia, também advogada e “unha e carne” de Maura Marques foi junto com Rui para vê-la. Embora a sua grande amiga estivesse sedada e entubada, Sonia conversou com ela, lembrou-a que era ela uma guerreira e pediu que – como fez a vida inteira – continuasse a lutar. Dos olhos de Maura brotaram lágrimas e Sonia apertou-lhe a mão, sabendo que ela não podia falar, mas ouvia.
Quase uma da tarde, fim de visita. De jaleco branco o médico de plantão, que se identifica apenas como Valter (será que nenhum médico de hospitais públicos tem sobrenome???), não faz cerimônia e nem tem gentileza para dizer à melhor amiga de Maura e ao seu marido de 30 anos de vida em comum que ela teve “morte cerebral”.
Rui, que tem problemas cardíacos e safena no coração, fica tonto e, incrédulo, pergunta: “ O senhor, doutor, está me dizendo que minha mulher está morta?!”
- Sim, está morta. Não há retorno. Daqui a pouco uma equipe de captação de órgãos vai procurá-los para que vocês doem os órgãos dela…
Sonia dá um “toque” para que o doutor se toque e respeite a dor de Rui e espere um pouco para pedir os órgãos de Maura. Sim, não devemos ser egoístas, devemos deixar que outras pessoas vivam com o que não vamos mais precisar, mas… será que o doutor poderia esperar um pouco e ter um bocadinho de sensibilidade em tal momento?
Aos prantos, o marido Rui sente o chão ceder aos seus pés. O coração cansado e triste fraqueja ainda mais e ele precisa de atendimento médico. Depois, desolado, vai para casa e de novo liga para amigos e parentes, desta vez para dar a notícia pior: Maura Marques, a mãe, esposa, advogada profissional, mulher de fibra, alegre e irreverente está com morte cerebral e não tem volta. Os preparativos para o velório e a cremação na Vila Alpina (desejo de Maura) começam a ser providenciados.
Em conversa franca e solidária, a família decide doar os órgãos, conforme pediu o doutor. Já são mais de dez da noite e eles voltam ao coisa pública do Mandaqui levando roupas para trocar a Maura e informar que a família decidiu doar o que dela pode ajudar outras pessoas.
O doutor Valter não está mais lá, agora é o doutor João o responsável pelo plantão noturno. Ao conversar com a família, ele se espanta e diz:
- Acabei de fazer um teste e a Maura respondeu aos estímulos, prova de que não está em morte cerebral. O doutor Valter se enganou porque ela estava sedada quando ele deu o diagnóstico. O caso dela é grave mas morte cerebral não há.
Rui, Ruizinho (o filho mais novo do casal) e a filha “Li” se abraçam e riem emocionados. Maura não está morta! Não teve morte cerebral! O doutor Valter, segundo o doutor João, se enganou!
Como Maura continua na emergência do PS (embora, pela gravidade do caso, a família tinha pedido e insistido para que ela fosse removida para a UTI) não permitem que alguém fique com ela, ao lado dela, durante o resto da noite. Na emergência deste PS, não pode ficar ninguém com o paciente.
Todos se irritam, mas… como ficar zangado com a maravilhosa notícia de que Maura Marques não está com morte cerebral, que foi engano do tal médico Valter da tal coisa pública? Vai embora então a família esperançosa, usando todos os telefones celulares no caminho para avisar amigos e parentes de que Maura está viva e que não haverá mais velório e nem crematório. Exaustos, todos dormem, felizes e cheios de esperança.
Quando amanhece de novo já é sexta feira, dia 3 de julho. Rui o marido, Sonia, a grande amiga, as filhas, os filhos, outros parentes, amigos e amigas, estão na porta do Mandaqui para visitar a querida Maura Marques. É só das 11 meia ao meio dia e meia… Uma horinha que será curta, com certeza, porque tem gente demais e só pode entrar uma pessoa por vez.
Vem, no entanto, a notícia que ninguém queria ouvir: Maura Marques está morta outra vez! Aconteceu às 08.55 da fria sexta feira cheia de ventania. Maura está morta há cerca de duas horas ou mais. Agora, de verdade, cerebral e fisicamente. É uma enfermeira quem dá a notícia ao marido Rui, que, pela segunda vez, é avisado que a esposa está morta.
De novo ele rodopia, titumbeia, passa mal e precisa ser medicado. A firme e eterna amiga Sonia ampara Rui e chora com ele. Quando os celulares começam a tocar, para saber como Maura está, a resposta é a mesma para todos: “Agora Maura morreu mesmo!” Pela segunda vez. Velório e crematório agora irão acontecer de verdade.
A família e os amigos, sem acreditar, pedem para falar com o médico de plantão para ter melhores explicações. São informados de que agora são duas médicas, duas doutoras e que elas vão atendê-los brevemente. Mas o tempo passa, a família cobra e a nova informação é a de que as doutoras foram almoçar.
Passa das duas e meia da tarde quando a filha Li, cansada de esperar pelo fim do interminável almoço e da falta de informação, decide entrar no hospital (até então todos esperavam do lado de fora) e procurar as doutoras. Depois de mais muita espera as duas moças, médicas, de avental branco, contam que o caso era grave, que o fato de não terem levado a Maura para a UTI não foi só porque não tinha vaga, mas que não era necessário devido à gravidade e quase irreversibilidade do caso.
E quanto ao diagnóstico “precoce” e precário do tal doutor Valter, que assegurou ao meio dia do dia 2, que ela estava com morte cerebral, informação negada, dez horas depois pelo doutor João?
- Ele errou e, se eu puder pedir desculpas por ele…, diz uma das doutoras.
- E quanto à doação de órgãos que ele foi logo pedindo?
- Errou de novo, diz a doutora, que ainda promete conversar com o tal doutor, dizendo que ele não pode e nem tem autorização para pedir doação de órgãos à família porque só ela pode fazer isso, por ser a responsável pelas equipes de captação de órgãos. Portanto, só ela seria autorizada a pedir os órgãos aos familiares de quem está em morte cerebral, se é que o paciente está mesmo neste estágio.
A família da batalhadora Maura Marques questiona: ao meio dia da quinta feira, quando o doutor Valter achou que ela estava com morte cerebral, certamente ele passou esta informação aos enfermeiros de plantão…. “achando” que Maura estava “praticamente” morta, alguém continuou cuidando dela?
A “desentubaram” ou ela continuou com os aparelhos? Foram ministrados medicamentos durante este período ou “achando” que ela estava semi-morta ninguém mais se importou com ela? Desencanaram de levá-la à UTI já que ela estava quase-morta? Era necessário levá-la para a UTI? Ajudaria?
Conta o filho Ruizinho que quando esteve lá à noite (na quinta, 10 horas depois do doutor Valter informar que ele estava com morte cerebral e minutos após saber pelo doutor João que ela não estava porque tinha respondido a estímulos), a mãe estava com os cabelos cheio de sangue.
O travesseiro em que ela repousava também estava todo ensangüentado e ninguém o trocou. Também havia urina na cama, mas o lençol não foi trocado. Afinal, todos pensavam – com a anuência do doutor Valter – que ela estava quase morta, praticamente morta. O doutor João disse que não, então trocaram-se lençóis e fronha.
Na madrugada, já de sexta, dia fatal, Maura Marques realmente entrou em morte cerebral e quase batendo as nove da manhã nos ponteiros do relógio, Maurinha morreu de verdade, pela segunda e última vez, deixando saudades e dúvidas.
Conta, entre lágrimas, a grande amiga Sonia, que Maura, em uma audiência, depois de ouvir das testemunhas de acusação o que ela considerou “mentiras deslavadas”, olhou para a juíza e disse:
- Porra, excelência!… tá na cara que eles estão mentindo!
Era assim a Maura Marques, advogada, mãe, esposa, amiga, gente, pessoa da melhor qualidade: irreverente, competente, alegre, feliz, de bem com a vida, autêntica e como ela mesma dizia: “uma mulher do caralho!”
- Porra doutor!… tá na cara que o senhor se enganou, diria ela, se pudesse, ao tal médico Valter do Hospital do Mandaqui, a tal coisa pública.
Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:


Seu Ricardo, hoje é um dia que deveria ser cheio de júbilo pois O CARA que elegemos duas vezes pra PRESIDENTE DO BRASIL está sendo agraciado com honrarias pela UNESCO exatamente por fazer aquilo que prometeu e que nos levou a elegê-lo. Com grande decepção constato quer até você deixou passar em branco a data e decidiu-se ater-se a outros assuntos. Na tal de “grande mídia” o assunto foi o velório do ídolo do roque, bela desculpa pra não cobrir o que aconteceu na Europa. Desculpa pos eles estavam lá. Tanto que enchergaram o trupicão que o LULA deu aso sair de encontro com o presidente frances. Mas de você eu esperava qualquer manifestação. Tô pasmo! Aliás, quem teve interesse, como eu, assistiu ao vivo o discurso do CARA na nossa “TV do LULA” como dizem os adversários. Mas será que não dava pra repecutir? Viva o Franklim Martins! Não fosse ele e teria que ver qualquer coisa sobre o assunto na BBC Brasil. Depois ficam chingando o Gilmar Dantas! Mas pra esconder as coisas boas do país, como o LULA, não precisa diploma mesmo não, basta ser “distraído”, né não? Abraço.
Parabéns pela matéria. Isso prova mais uma vez o descaso com os pacientes e a falta de preparo desses médicos.
São deuses? donos da vida dos outros?
Vamos rezar pra cairmos duro e morrer logo
Temos o ufanista da Band e um salazarista saudoso.Vantagem do blog, é a descarga ,pode ser acionada antes.Ancestral da internet, os chineses,inventaram um negócio rudimentar,parecido e com o mesmo efeito,o “dazibao”. Muros ,muretas ,paliçadas,cravejadas de todo tipo de alfarrábio,sobre todo e qualquer assunto.Espetar o papelucho,com tudo o que vinha na cabeça era ótimo,era como puxar o barbante (era primitivo mesmo…)
Hospital do Mandaqui fica na zona norte e naum na zona oeste
Antes de falar sobre o que foi relatado no texto, tenho que lhe parabenizar Ricado, por nos ter presenteado, e, postumamente a Maura, com esta escrita tão perfeita.
Uma obra prima.
Diante dele, do texto, nos sentimos uns babacas, com certos comentários que fazemos.
Impressionante
…continuação 20:37
…por falar em comentários babacas, vejo uma chuva deles aí a cima.
A maioria que os escreve não são idiotas, mas vão acabar se tornando, por causa do fascínio que teem pela idiotice.
Faço a seguinte pergunto aos Toloruns et Idioteres.
E se em vez do doutor Valter fosse o doutor João, o primeiro a atender a doutora Maura, estariam voces aqui elogiando o LULA ?
Não estariam ? Não ? Então além de tolos e idiotas voces são uns merdas.
Pois o havia doutores Joães naquele posto de saúde.
Conclusão: VOCES NÃO SÃO ANTI LULAS, VOCES SÃO DOENTES, E COMO SÓ VEEM O DOUTOR VALTER, ELE ESPERA POR VOCES.
Minhas condolências à família desta ” mulher dos kraí” ( que ser fantástico, queria te-la conhecido )
Os seus amigos devem estar sentindo uma falta da p.rra.
O legal dessses blogs é que cada um pode dar sua opinião,mesmo não entendendo nada do tema em questão.Alguem ai já ouviu falar da PEC(ou emenda )29?Ela regulamentaria as verbas da saúde,mas nem FHC, nem Lula fazem acontecer.Desta forma,oSUS paga por consulta o valor de 2,54 reais.Uma Cirurgia de fimose,vale nem 90 reais. Não há concurso publico e plano de carreira no Sistema Unico.Há cotas de internações,de consultas.O valor repassado aos municipios gira em torno de HUM real/Habitante /mes,isso para cobrir consultas,exames(inclusive eletrocardiograma),fisioterapia,odontologia,etc…Duvido que qq funcionario desse hospital ganhe o que ganha o mordomo do Sarney.Depois qdo acontecem as tragedias ainda se surpreendem…A revolta devia ser preventiva.Outro ponto,será que a advogada não tinha plano de saúde?A familia vendo a situação não pensou em levar p/outro lugar?
Pois é, esses são os supostos médicos da rede pública. Posso sair de casa sem dinheiro, celular, guarda chuva.. mas sem minha carteirinha do convênio e o rg eu não vou a lugar algum. Parece neura, mas depois de ouvir certas histórias passei a me precaver mais. Eu só tive uma experiência com a rede pública, quando a pressão da minha avó foi às alturas e no primeiro hospital falaram que não tinha médico pra a atender, e no segundo, que era um posto, não a atenderam pq a casa dela não pegava a área de atendimento do hospital POR 10 METROS. Sim, ela morava no número 253 e o posto só atendia até o 243.
Nossa, que história pra se terminar uma noite… Estou a flor da pele. Sensivel, espantada, frustrada. E se fosse com alguém mais próximo? Dilacerante.
Boa Noite,
Eu tenho convenio médico e já fui MUITO mal atendido em um HOSPITAL PARTICULAR EM SÃO CAETANO DO SUL (aliás cidade de primeiro mundo), o que faz os hospitais bons é a estrutura de trabalho e também os médicos….
Quando fui ao “coisa” particular, o médico a uma distancia de 2 metros mal olhou para mim e mandou tirar um raio X do meu peito…..depois de 2 horas esperando (quase morrendo)…ele voltou a me atender dizendo:
- Vc precisa parar de fumar urgente….
Respondi:
- Mas doutor eu não fumo.
- Parou quando???
-Nunca fumei….
- Mas a seu Raio X está todo preto…..
- Fala para o estagiario que tirou esta “chapa” depois de 4 tentativas te responder……
Fiquei passando mal até a meia-noite (cheguei as 6 e meia), me desesperei pedi a um enfermeiro qualquer injeção para os meus “calafrios”…me deu uma injeção de Dipirona…(Detalhe: quando criança eu era alérgico a tal medicamento)…por desespero tomei e fui para casa…sem ver o médico novamente.
Outro detalhe no outro dia tive que estar de pé para a festa da minha esposa que felizmente também deu a luz ao meu filho uma semana depois…..comigo ainda vivo….
MUITAS VEZES CONFUNDIMOS PESSOAS COM O LUGAR….
07/07/2009 – 15:02
Enviado por: celsoaze
Caro Ricardo.
”Vou contar um caso que aconteceu comigo e meu já falecido Pai.
Meu Pai caiu da escadaria lá em casa e quebrou a perna fraturando o fêmur…”
É ou não é, um caso para tribunais Internacionais; Violação dos direitos humanos clássico.
O paciente do caso foi tratado como uma ”coisa”.
O problema não é discutir orçamento e questíunculas gerenciais. Trata-se de descaso puro e simples. Desprezo pelo ser humano.
A saúde pública sempre foi carente de recursos orçamentários, é verdade, porém, o caos atual é INÉDITO. Não há registros históricos de tamanha calamidade.
Caro Sr. Edmar C. Lima, o Senhor deveria ler a “Caras” somente lá o senhor poderia ler sobre o seu mundo-de-faz-de-contas. Parabéns ao Kotscho pelo texto de tamanha sensibilidade e pela leveza como tratou um tema tão denso e que reflete a real situação da saúde no Brasil. Causa-me indignação, perplexidade e ira, que as pessoas não se impactem com tamanha falta de respeito ao próximo, e prefiram, defensivamente, tomar partido do CARA que está no posto nº 1 do funcionalismo público. Eu mesmo lhe daria o prêmio do meu reconhecimento se achasse que e ele fosse digno de tal premiação, porém andando pelas ruas do nosso país e lendo sobre o que acontece com a saúde, a educação, a segurança e sobretudo o que acontece na política, fica impossível alguém me demover da idéia de que este é um governo de corruptos e insensíveis, e que tratam a coisa publica em causa própria.
Gostaria de finalizar este comentário com a adaptação de uma idéia extraída de um texto de uma newsletter que recebi hoje de um espaço de desenvolvimento holistico daqui de Salvador. A nota falava de uma questão que foi levada à mesa em um congresso sobre vida sustentável, e que dizia mais ou menos assim: se ao invés de perguntarmos que planeta deveríamos deixar para os nossos filhos, começássemos a pensar na idéia de deixar filhos melhores para o nosso planeta as coisas começariam a mudar….Kotscho, gostaria que você, com sua sensibilidade, pudesse levantar este tema, pois acredito que somente nos melhorando como indivíduos poderemos nos transformar em cidadãos e quem sabe, vislumbrar novamente a idéia de termos uma nação.
Deixo aqui meus sentimentos à família e amigos da Maura Marques, que certamente morreu bem mais do que duas vezes. Como todos nós, ela morreu um pouco mais a cada dia em que teve seus sonhos, necessidades e liberdade cerceados pela falta de oportunidade de exercer seus direitos plenos de cidadã.
Abraço, e boa noite a todos.
ricardo o hospital do mandaqui fica na zona norte e não oeste como voce citou.
quem nao sabe que o hosp. do mandaqui e um açougue, la voce entra mancando e sai sem a perna.um dos piores hospital de sao paulo.
meus sentimentos aos familiares e amigos da dra. que papai do ceu tenha ela em um bom lugar
Lamentavemente, o texto expressa, com uma clareza incomum, a triste e deplorável realidade da saúde pública em todo o país. Lamentável, também, é o inconveniente e fora do contexto comentário do “doente mental” MANOEL FERREIRA. Quanto ranso, ódio, veneno, maledicência e rancor em uma só pobre, vazia e corrompida mente humana… (será que é mesmo “HUMANA?”
07/07/2009 – 21:08
Enviado por: Samaritano
”O legal dessses blogs é que cada um pode dar sua opinião,mesmo não entendendo nada do tema em questão.Alguem ai já ouviu falar da PEC(ou emenda 29)”
Caro Samaratino.
Que os recursos são insuficientes todos sabem. O que se discute, no momento, é a gestão. Do jeito que está meu caro, pode dobrar ou triplicar o orçamento que, não adianta.
Há uma discussão ”babaca” de conceito. A saúde pública é, necessariamente Estatal, mas, isso não quer dizer que os médicos, atendentes e enfermeiros devam ser funcionários públicos estatutários.
Insisto, os pacientes excedentes, devem ser encaminhados à unidades privadas conveniadas e, os valores dos serviços, previamente combinados e, de acordo com os preços de mercado. (nada de pagar 50 reais por um parto cesário). Profissionais dos hospitais privados, trabalham em regime celetista, isto é, podem ser demitidos a qualquer momento. Isto é um diferencial importante.
Funcionários estabilizados é uma aberração…Estabilidade no emprego conquista-se por mérito, não por lei.
Se for necessário para investimentos em obras e infraestrutura em favor da saúde, que se pare. Cuba faz isso e, é isso que humaniza a mais ferrenha ditadura do Planeta.
A democracia, ao contrário do que se tenta incutir na mente dos incautos, pune severamente os infratores. A impunidade dos culpados é o mesmo que punir os inocentes.
Dois exemplos recentes;
No final de junho o mundo inteiro viu a prisão do milionário Bernard Madoff, condenado a 150 anos de cadeia por golpes financeiros.
Com 71 anos, O réu, foi algemado e conduzido ao cáRcere, após um julgamento que não durou mais que um ano.
Na semana passada, em Londres, a justiça negou a liberdade condicional a Ronald Biggs, condenado a 30 anos por assalto.
Biggs, com 79 anos, já sofreu três derrames, dois enfartes, tem câncer de pele, não anda e nem fala direito.
Nada disso comoveu a justiça Britânica que, ao negar o pedido justifIcou: O preso não tem direito a liberdade condicional porque “NÃO EXPRESSA NENHUM ARREPENDIMENTO”.
Que inveja.
O milionário Madoff é dono de uma fortuna de mais de 2 bilhões de dólares. Mas, lá, ‘todos são iguais perante a lei’.
Pois é, mais uma pessoa que sabia a verdade sobre o assassinato do Prefeito Celso Daniel vem a falecer !!! A Doutora Maura Marques era advogada do bandido Dionizio de Aquino Severo, que, por sinal , foi assassinado em pleno parlatório do presídio, quando conversava justamente com a Doutora Maura Marques !!! Com Dionizio, foi-se parte da verdade !!! Sabemos, todos nós, e isto está na denúncia formulada pelo Ministério Público, que os mentores da morte de Celso Daniel foram o Sombra, o vereador petista Klinger e o empresário Ronan Pinto !!! Os requintes do crime chegaram ao ponto de Dionizio ser resgatado de helicóptero do presídio de Guarulhos, para comandar, junto com Sombra, o planejamento e execução do seqüestro !!! Parece que estar ligado ao triste assassinato de Celso Daniel não dá sorte para ninguém !!! Quantos já não morreram “misteriosamente” para que a rídicula tese de crime comum continue a ser sustentada !!! Descanse em paz, Doutora Maura !!!
Até onde sei, o Mandaqui fica na Zona Norte, extremo Zona Norte.