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25/06/2009 - 11:29

Instituto Herzog abre hoje em defesa da vida

Algumas pessoas cruzam a vida a passeio, outras deixam marcas por seu trabalho, mas há aqueles cuja história de vida sobrevive à própria morte pelo simbolismo e servem de exemplo e estímulo para os que ficam.

No terceiro caso está Vladimir Herzog, o jornalista assassinado pela ditadura militar, nos cárceres do DOI-CODI, em 1975, cuja morte acabou se transformando num divisor de águas da nossa história recente, um marco da luta pelo fim da ditadura.

Por isto, esta noite, a família e os amigos abrem oficialmente o Instituto Vladimir Herzog, com a missão de “contribuir para a reflexão e produção de informação voltada ao Direito à Justiça e ao Direito à vida”.

Foram justamente os direitos negados a Vlado, como era chamado pelos colegas este jornalista que dedicou a carreira a fazer do seu ofício não mero meio de ganhar a vida, mas instrumento de transformação para que todos pudessem ter uma vida melhor, mais digna, mais justa, mais livre.

Tive o privilégio de ser seu contemporâneo numa época em que os jornalistas exerceram um importante papel na resistência à ditadura militar e na denúncia das suas mazelas, mas, por um feliz acaso para mim, nunca trabalhamos juntos.

Pouco antes da sua prisão e morte, Vlado tinha me convidado para trabalhar com ele na TV Cultura, onde estava fazendo um belo trabalho. Como tinha viagem marcada para fazer uma reportagem pelo Estadão, onde eu trabalhava, ficamos de conversar na volta.

Neste meio tempo, a repressão começou a prender um grupo de jornalistas ligados a Vlado, e acabou não danto tempo de conversarmos novamente sobre o convite que me fez.

Sua morte e as circunstâncias trágicas em que aconteceu acabaram deflagrando um grande movimento do que mais tarde se viria a chamar de sociedade civil, provocando a abertura e, por fim, a derrocada do antigo regime, uma década depois.

Vlado faria 72 anos no próximo sábado. A melhor forma de homenageá-lo é resgatar sua obra, o que vem sendo feito com muita dedicação pela viúva Clarice e seu filho Ivo, que estão organizando todas as informações sobre o trabalho e a vida do jornalista, que o IVH vai abrir para estudantes e pequisadores.

Além disso, a sede do instituto, na rua Bela Cintra, 409 (fone: 2894 6650), vai abrigar debates sobre o papel do jornalista diante das mudanças ocorridas na profissão com o advento das novas mídias.

No evento de abertura do instituto hoje à noite, a partir das 19h30, na Cinemateca Brasileira (rua Senador Cardoso, 207, Vila Clementino), serão homenageados o cardeal d. Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel e o reverendo James Whrigt (in memoriam), responsáveis pelo culto ecumênico celebrado na Catebral da Sé logo após a morte de Vlado.

Para maiores informações sobre o Instituto Vladimir Herzog:

www.vladimirherzog.org

e-mail: contato@vladimirherzog.org

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

32 comentários para “Instituto Herzog abre hoje em defesa da vida”

  1. Franciaco Rubens Coelho de Figueiredo disse:

    Primeiro quero dizer da minha alegria em receber o Balaio do Kotscho. Ótimo. Depois, com 80, 88, 180 ou a idade de Matsulém, Audálio sempre será o amigo e o grande jornalista que conheci em 1975, lutando com valentia, em defesa da liberdade e da democracia, no episódio da morte de Herzog. Quero muito bem a esse alagoano arretado e padégua. Ele, inclusive, num ato de deferência e generosidade, prefaciou um livro de minha eutoria(Pelas ruas de Havana), que será lançado em Fortaleza/Ce, no próximo 20 de agosto.
    Por intermédio do Balaio do Kotscho, envio meus parabéns e um fraternal abraço no grande Audálio, pelo seu aniversário.

    Rubens Coelho

  2. Encaixando-se como luva no poema de Brecht, Audálio é um desses raríssimos homens imprescindíveis porque lutou e lutará por toda sua vida pelas causas mais nobres com a coragem e sabedoria que lhe são peculiares. Não fujo, entretanto, à realidade dos fatos, afirmo e aposto que Audálio tem entre 21 e 10.000 anos, sendo a primeira faixa do intervalo, a idade do juízo com que ele está conseguindo; e a última faixa porque corresponde às mais antigas civilizações humanas cujas conquistas nas ciências e nas artes Audálio as conhece todas. Quer prova, hein, quer mesmo? Então lá vai:. Estive com o epigrafado em Bagdá e o vi a conversar muito à vontade com Nabucodonosor, Nabupolasar e outros reis da Babilônia e todos os reis trocadilhos que destes resultaam. Mais tarde, em Ur, Caldéia, sugeriu à Abraão que se mandasse dali, convneceu Sarah, mulher do patriarca, a permitir que o mesmo conhecesse outra mulher – podia ser uma escrava – para que não ficasse sem descendentes, do que resultou uma baita confusão que até hoje perdura. À noite jantamos na corte de Harum al Rashid, quando Audálio sugeriu ao Califa de Bagdá que patrocinasse as Ciências e as Artes e, principalmente, a compilação de antigas histórias vindas da Índia, da Pérsia e do próprio mundo árabe que resultaram nas “1001 noites”. Sempre cioso de seu trabalho de repórter, Audálio averiguou a veracidade das histórias com a própria Cherazade, esta já bem velhinha, mas lúcida e inteligente e, acredtem ou não, mulher que se faz desejável quando repete aquelas histórias. Tem muito mais, mas paro por aqui porque dez mil anos, não é moleza.

  3. Manoel Ferreira disse tudo. Mesmo vivendo aquela época, o que restou foi só prejuizo, brasileiros agredindo, matando e morrendo, por mãos da mesma bandeira, a bandeira nacional.
    Ví organizadas incursões violentas de ambos os lados. Vejo a violência muito maior na atualidade, porém, sem nenhum propósito idealista, pois, aqueles que têm por dever, após do retorno da democracia, abraçar o mistém de um governo justo, são os primeiros à desmanchar-se em escândalos todo brio que deveriam primar. Não bastasse o crime organizado que comandam atos delinquemtes de dentro dos presídios, vemos a corrupção campeando, a ponto de nos envergonharmos. Wladmir Herzog, assim como muitos outros, (de ambos os lados)pereceram bravamente por um ideal e onde quer que estejam, tenho certeza que não queriam ver um resultado tão vergonhoso.
    É isso.

  4. Rodrigo Melo disse:

    Estou triste Ricardo, todos os grandes estão morrendo e não há ninguém para tomar o lugar deles. Já se foi mais um com apenas 50 anos de idade…

  5. everaldo disse:

    200 000 repito, 200 000, casas populares poderiam ser feitas, todos os anos, com o que gastamos anualmente , com este antro de marginais chamado Senado

    O pior, é que os considerados honestos, luminares não pedem a extinção desta porcaria. ou que pelo menos ela exista com participações voluntárias.

    Ô gentinha desqualificada !!!
    Tem “filho de quenga” que merece mais respeito

    Senado…como pode se reunir tantos vagabundos em tão poucos metros quadrados?

  6. everaldo disse:

    A maioria destes malas, são pessoas idosas, esclarecidos, ricos, avós, porque não exercem com o mínimo de dignidade e sensibilidade as suas funções.

    Que tipo de alma imunda anima estes seres ?
    De que canto do inferno proveem ?

    Será que não poeriam reduzir ao mínimo o que é gasto ali, e aplicar o restante em assistirem as nossas velhinhas desamparadas.

    Ô povinho nojento.

  7. milla disse:

    Bem, poderia começar defendendo os inocentes que são abortados do ventre materno todos os dias!
    Esses não tem vez nem voz para se defender e são cruelmente torturados e assassinados antes de nascerem com vida, direito básico e inalienável de todas as criaturas!
    Quero ver alguém mexer uma palha para evitar o massacre das crianças em gestação! Seres humanos aos quais foi negado o direito de cidadania e de nascer e viver!

  8. Valdeck de Garanhuns disse:

    “Parabéns Audálio Dantas
    Brasileiro de otimismo
    Grande artista da escrita
    Do sonho e do realismo
    Quanto mais velho mais moço
    Pra roer o duro osso
    De fazer bom jornalismo.”

    Não tem sensacionalismo
    Perto dele sou quimera
    Quantos anos ele faz?
    Saber disso quenm me dera!
    Audálio não tem idade
    Pois tem a capacidade
    De completar uma era.

    O Audálio é uma fera
    Da nossa literatura
    Além de ser para nós
    Bela e doce criatura
    Que o diga isso Vanira
    A musa que lhe inspira….
    E viva nossa cultura!

    Com meu fraternal abraço
    .
    Valdeck de Garanhuns . .

  9. Jorge Eduardo Nascimento disse:

    Instituto Vladimir Herzog,
    Rio de Janeiro,CCBB,01 de Julho de 2009
    Parabéns pela criação do Instituto Vladimir Herzog, em especial ao Ricardo Kotscho,

    Pela luta em defesa da vida e contra a ditadura!

    “Operários reclamam da falta de segurança nas Plataformas”

    Folha de São Paulo de 19 de agosto de 1984, sobre o acidente de Enchova, em que morreram 37 trabalhadores

    “Alguns técnicos da Petrobrás já vinham alertando para os perigos de se antecipar a produção de petróleo,na busca de metas astronômicas que colocam em risco vidas humanas,instalações de plataformas e o próprio período de vida dos reservatórios que produzem para um determinado campo”.Esta denúncia foi feita por Jorge Eduardo Nascimento,diretor do Sindicato dos Engenheiros do Rio de janeiro e engenheiro de produção da Petrobrás desde 1976.Para ele, o acidente é explicado tecnicamente:”O corre-corre para se atingir a anunciada meta de 500 mil barris de petróleo/dia, independentemente de maiores cuidados com as condições de segurança, só poderia causar acidentes graves”

    Folha de São Paulo de 17 de agosto de 1984, sobre o acidente de Enchova, em que morreram 37 trabalhadores

    Abraços,
    Brasil
    Rio de Janeiro – Pernambuco
    Cidadão

  10. Jesus disse:

    Ricardo, você queria que os principais jornais publicasse que o Lula recebeu premio por ser o “humanozinho”. Um presidente que só apoia, ladrões, bandidos, não deveria nem falar o nome dele.

  11. Sandra disse:

    Parabens ao Presidente Lula, pela honra de receber ontem o Premio da Unesco.
    Concordo com Ricardo Kotscho de que o jornais brasileiros so mostram as desgracas do Pais. O pais precisa divulgar os bons creditos que recebemos. Talvez, comecar a educar o nosso povo a ter respeito por todas estas conquistas.
    Quase todos os dias no New York Times, ha uma referencia boa sobre o Brasil, e de como o pais realmente tem credibilidade alem de suas fronteiras.

  12. carlos alberto disse:

    a grande imprensa esconde porque tem vergonha de LuLa!
    Eu também tenho vergonha de LuLa!
    Já não bastava a tão conhecida incompetência e preguiça de Lula na administração, agora vem se caracterizando por proteger velhos corruptos da republica!
    Quem diria o Alibabá do mensalão é o Lula!
    Lula, o protetor de corruptos e sem-vergonhas do congress!
    Fora LuLLa!

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