Quem vai pagar pela morte de Sophie?
Atualizado às 11:45:
O menino austríaco R., de 12 anos, irmão de Sophie, de 4, que morreu na sexta-feira, no Rio, foi finalmente entregue pelo Conselho Tutelar ao pai, o austríaco Sascha Zanger, segundo relato do repórter Pedro Dantas, da sucursal carioca do Estadão, publicado na edição do jornal desta terça-feira:
As crianças haviam sido retiradas da casa da tia Geovana dos Santos Vianna, em março, e entregues ao conselho, por força de decisão da Justiça Federal. Mas, ao conversar com os conselheiros, R. contou que havia sofrido abuso sexual por parte de Zanger. Os conselheiros, então, recomendaram que as crianças voltassem para a casa da tia, agora supeita de ter matado a menina por espancamento.
Os irmãos austríacos foram trazidos para o Brasil pela mãe, à revelia do pai, em janeiro de 2008. “É difícil dizer se o menino havia sido orientado antes de ser entregue ao conselho ou se realmente sofreu abuso. Pedi à Justiça que designasse uma perícia psicológica, mas a tragédia aconteceu antes da avaliação”, afirmou o advogado Ricardo Zamariola, que defende Zanger e havia pedido a repatriação das crianças com base na Convenção de Haia.
Zanger lutava há um ano e meio na Justiça para conseguir a guarda de Sophie e do seu irmão de 12 anos, os dois filhos que teve com a brasileira Maristela dos Santos. No começo do ano passado, assim como aconteceu no caso do menino S., de 9 anos, filho do norte-americano Davi Goldman, a mãe viajou com as crianças da Áustria para o Brasil sem a permissão do pai.
Inconformado com a morte da filha, que a Justiça deixou nos últimos dois meses sob a guarda de uma irmã de Maristela, Giovana dos Santos Viana, Zanger conta que já veio quatro vezes ao Brasil e gastou mais de 100 mil euros com advogados, mas não conseguiu levar a filha com vida de volta à Áustria. Agora, quem vai pagar pela morte de Sophie?
Como o pai suspeita que a menina tenha sido espancada pela tia, na semana passada a Justiça transferiu a guarda do irmão para a madrasta de Maristela dos Santos. Segundo Zanger, Maristela sofre de doença mental, razão da separação em 2006, e está desaparecida desde abril.
O leitor deverá me perguntar como é possível? Se o pai biológico está vivo e quer os filhos de volta, como é que a Justiça brasileira os coloca sob a guarda de uma tia e, agora, entrega o menino para a madrasta da mãe?
No Brasil, os enredos inverossímeis envolvendo a nossa Justiça não só acontecem, como se repetem. A exemplo de Goldman, que há quatro anos luta para reaver a guarda do filho S., levado de sua casa nos Estados Unidos pela mãe brasileira, falecida no ano passado, Zanger evoca a Convenção de Haia, um tratado internacional assinado pelo Brasil.
“Trata-se de um caso de sequestro internacional de criança, previsto na convenção. Se o juiz tivesse me autorizado a levar as crianças, isso não teria ocorrido. Tudo o que eu quero agora é levar meu filho, que é o que me resta, e logo”.
E o que é que a Justiça brasileira ainda está esperando para devolver logo o menino à guarda do pai? Está esperando acontecer outra tragédia?
Não é preciso ter diploma, como diz o doutor Gilmar Mendes, nem ser advogado para constatar que se trata de uma aberração jurídica e, mais do que isso, uma desumanidade que se faz com o pai de Sophie.
Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:


A impunidade começa no judiciario, o verdadeiro poder podre no brasil. Quem deveria zelar pela justiça, a sonega, deturpa e vende. E esse conselho titular só serve pra trampolim pr se tornar politico depois. As crianças sifu….
Será que ela foi instruida para falar que o marido abusava do filho e poder voltar para perto da família com uma boa pensão tem que fazer exame pra saber se ela realmente tem problemas se foi capaz de viajar com duas crianças presenciar os filhos serem espancados e não denunciar ainda ser espancada e posta na rua é por que esconde alguma coisa da justiça isso tudo virou uma faraça pobre crianças.
Na minha opinião, enquanto neste Brasil, existir politicos analfabetos como tem muitos, que ganham eleições só por terem rostos bonitinhos e juizes e advogados que compram diplomas, é somente isso que veremos e que iremos ler nos noticiários.
Isso é muito lamentável
Se o Sean tem que ficar no Brasil porque tem laços com a família do padrasto, embora tenha sido afastado do pai biológico aos 2 anos, então a mãe do menino Pedrinho, de Goiânia, errou em buscar por ele por 17 anos. Ela deveria ter imaginado que depois de viver a vida toda com outra família, pois foi sequestrado ainda bebê, ele teria laços emocionais tão fortes com essa família, que ela, a mãe verdadeira, deveria ter desistido dele. Se essa mãe tivesse encontrado o Pedrinho lá pelos 7 ou 8 anos, e ele tivesse dito que queria fiar com a família que o sequestrou, pois era quem ele conhecia e amava e vivia muito bem, isso deveria ter sido feito? Então vamos lutar pela libertação da Da. Vilma, pois embora sequestradora, ela foi uma boa mãe. O único problema dela é que quando o Pedrinho foi encontrado, ao 17 anos, ele já podia entender que foi afastado dos pais biológicos contra a vontade deles, por uma ação ilegal de alguém que, no entanto, também o amava. O que o Sean vai achar, aos 17 anos, quando souber que seu pai biológico lutou a vida toda para tê-lo de volta e foi impedido de conviver com ele?
O feminismo é tão forte no Brasil, por conta das tragicas e constantes campanhas patrocinadas pelas empresas de comunicação geralmente administradas por homosexuais, que o pai passou a ser visto pela justiça, como violento, estuprador pedofilo, com a unica e exclusiva função de pagar as despesas ou pensão, sem nenhum direito, independente da lei ou convenção internacional. Claro num pais onde a maioria dos legisladores são adulteros, corruptos etc, fazendo leis para um povo ignorante e corrupto, não se podia esperar outra coisa.
tanta criança morrendo por causa do conselho tutelar que são incompentes não investiga direito se é que investiga sempre acreditam na palavras erraadas tem que voltar o juizado de menores,conselheiro tutelar são na maioria amigos de vereadores,deputados sao colacados sem concursos.tem que mudar
Só espero que nossos “magistrados ” tomem a mesma decisão no caso do menino americano que foi sequestrado pela mãe , antes que a pensão atrase e a familia mate ele.
Ricardo,
Completando o comentário que fiz acima.
Quando soltamos balão. Quando dirigimos bebados. Quando jogamos lixo nas ruas. Quando desrespeitamos as leis (todas) de acordo com a nossa conveniência. Quando nos escondemos e nos absolvemos dos mesmos delitos e crimes que condenamos impiedosamente nos outros Quando falamos mal de tudo e de todos e nada fazemos para melhorar. Quando ofendemos, xingamos, discriminamos, rotulamos e julgamos a todos sem o mínimo conhecimento de causa. Quando atribuímos sempre aos outros tudo que de ruim que acontece. Quando nos colocamos acima do bem e do mal. Quando nos consideramos apenas como vítimas e não como agentes. Quando a intolerância atinge nível elevadíssimo. Quando vemos de tudo de ruim e nada fazemos para melhorar.
Permaneceremos na melhor das hipóteses, como estamos.
O que eu faço pode. O que o outro faz é que não pode.
Nossos erros nos outros são intoleráveis e imperdoáveis.
Esse é o reflexo da nossa sociedade, não somente no Brasil, mas no mundo globalizado.
Sociedade do descartável, do obsoleto, do individualismo, do egoísmo, do consumismo, do lixo material, animal e humano.
Sociedade do descarte do que fica instantaneamente obsoleto, da falta de amor, de respeito. Sociedade do relacionamento virtual, com data de validade. Sociedade do não serve “deleta”.
Sociedade cada vez menos social.
O que mais poderíamos esperar, diferente do que vem acontecendo com todas as instituições, como os vários casos que você tem “postado” aqui?
Flavio Santos
Estimado Ricardo, bom dia, mais uma vez a nossa justiça capenga fica a deriva num oceano de entraves!
Bem acho que tudo se disse e tudo se falou. Vi aqui apontadas soluções as mais diversas possíveis, e algumas com base jurídica inerente a convenção de Haia: CONVENÇÃO DE HAIA SOBRE “ASPECTOS CIVIS DO SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS”.
Pensando bem sobre o assunto e sem adentrar no mérito da questão sob o viés técnico-jurídico, penso que a grande crueldade reside no fato de o menino ter sido massa de manobras de uma mãe sem competência para cuidar de outrem, e agora de um pai que supostamente praticava abuso contra estas crianças.
Não sei até que ponto as partes realmente estiveram pensando exclusivamente no bem estar deste garoto, uma vez que sua irmã foi covardemente assassinada por estes dois monstros Tia e Prima!
Será que havia tipo grana na parada?
Será que foi exigido algo do pai para que ele pudesse reaver seus filhos?
Seria o pai este ser cruel e monstruoso a ponto de abusar de seus próprios filhos como esta se alegando?
Enfim, existe um oceano de dúvidas debaixo da ponte a ser apurado ainda. Ou teria acontecido interesses outros, , vaidade, provocação, vingança em que uma ingênua criatura estivesse sendo utilizada como peteca sem sequer compreender o que ocorria à sua volta.
Chego à conclusão então Ricardo, de que todos esses casos, tal como o do garoto Sean, não devem ter como foco o direito do “pai A” ou o direito da “Mãe defunta” ou das tias assassinas, mas sempre o bem estar da criança.
Não o direito da criança, não o direito previsto na lei que trata da criança com sua frieza ceticismo, nem tampouco os direitos que a lei criada pelo homem confere ao pai ou aos pais, mas tão somente o bem estar da criança de forma nua e crua.
Caro Ricardo sei que parece meio demagógico quem sabe até utópico, mas é o seguinte você conhece em parte minha vida, e de meus filhos, e se for o caso, enquanto se resolve essa pendenga toda, se quiser, envie o menino lá pra casa e o mesmo será bem vindo como foram outros.
Lá ele terá uma caminha simples porém só dele, uma mochila com o seus cadernos e livrinhos, e doze mãos de irmãos para afaga-lo em seus momentos de angústia pela perda da irmãzinha, e é claro que todo mundo chora todo mundo canta mais ninguém se cansa ali sempre cabe mais um, nossa casa é coração de bamba!
Abraços Fraternos
Manoel Ferreira
Ricardo,
O fim da necessidade de diploma para o exercício da profissão de jornalista, abre um enorme e perigoso precedente para que no futuro, o exercício e a prática da medicina ambulatorial e cirúrgica, possam ser realizadas por qualquer um. Que para ser juiz de direito, não precisa do diploma de Direto, ou seja, de ser advogado.
Podemos dar assas a imaginação e pensar em todos os riscos que correremos, se não houver mais a necessidade de diplomação para o exercício de profissões altamente especializadas e que exigem conhecimentos técnicos específicos e apurados.
Você compraria um prédio que as estruturas foram “calculadas” por qualquer um?
Entraria num hospital para tratamento ou cirurgia onde ninguém fosse diplomado em medicina?
Fica a preocupação!
Pode não parecer que esse comentário não tenha nada a ver com o caso que você postou, mas se prestar a atenção, verá que é mais grande passo na direção de que tudo corre o risco de piorar ainda mais.
Flavio Santos
Flávio Santos 9:03
Falou tudo.
Se Kafka ressuscitasse no Brasil contemporâneo teria material para pelo menos quinhentos anos para novas edições de sua obra O Processo.
As pessoas que atuam no ramo do direito no Brasil vivem em outra dimensão.
Para Marilia (00:30):
Custa acreditar que você tenha falado sério nesse seu comentário escroto…
Nem vou me dar ao trabalho de enumerar as insanidades e preconceitos destilados em suas palavras.
Só um lembrete: quem tem protagonizado episódios lamentáveis, onde crianças recém-nascidas são jogadas, ainda enroladas no cordão umbilical, em córregos e latas de lixo, são a mulheres…
Jocenir; Tu estás completamente errada….
eM CASO DE FALTAR A MAE… O PAI PASSA A TER O DIREITO AO FILHO….SE ACONTECE AKI NO BRASIL… E INTERNACIONALMENTE TAMBÉM DE ACORDO COM A CONVENÇÃO DE HAIA.. A QUAL O BRAZIL ASSINOU… O RESTO É BALELA (A NÃO SER QUE O PAI TAMBEM SEJA FORA DA LEI OU DEBIL MENTAL… OU NAO TENHA MORAL PARA MANTER A GUARDA DO FILHO…
ATÉ PARECE QUE VOCÊ TAH COMPRADA…. IGUAL A ESSES CARAS (OU JUIZES) QUE DÃO GUARDA DE FILHO COM ATESTADO DE BANDDEIRA NACIONAL JUNTO…SEM CONSIDERAR A VERDADEIRA LEI GLOBALIZADA…
FIM DE PAPO….
……………e se este pai, apesar de ter dinheiro, abusou deste filho? como esta criança agora ficará, quem o protegerá? não podemos ficar no imaginar….precisa investigar!
Hehehehehhhhhh……… Noooossa! A Marília, a das madrugas, acho…. tem raiva dos homens. Ou, então… faltou algum q mandasse, de fato, e ela abaixasse a crista e obedecesse. Kakakakakkkkkkk……..
Minha querida: concordo com vc, em parte… Quer dizer: só qdo vc declara q os homens sabem é mandar… Concordo. O diabo é q as mulheres……algumas, não querem atender. Ora!
Mas… é aquilo ali, q eu falei. Existem homens e homens….risos
Ô… Ricardão: lendo, os comentários – desculpem-me; mas, as pessoas tem uma visão extremamente negativa, de tudo, de todos… Qual é, gente?
Existem leis, legislação. Existem Códigos; tudo, elaborado e formalizado por pessoas – homens e mulheres, por delegação e escolha democrática de nós, mesmo.
Existe toda uma estrutura jurídica e de justiça q foi bolada por nós. Somos os responsáveis, por tudo. Cada um de nós.
Eu fico pasmo, como a maioria das pessoas achincalham com a justiça… É essa justiça q nos coube. Ela vem atuando, desde, não sei qdo… até agora.
Qdo vejo as pessoas, aê, criticando… prá entender, sou obrigado a achar q estou diante de alguma patologia… Sei, lá.
Eu entendo q nós estamos melhorando, à passos largos… Todos falam o q querem. Fazem o q querem e, até, nem pagam, pelo q devem…
Aposto q os companheiros, acima, respeitem as normas, as leis de trânsito, em sua extensão. Aposto. Duvido, completamente.
Mas, acho q estamos progredindo… Existem Promotorias, Ministério Público, Conselhos, Juizes… tudo no pleno exercício de suas funções, bem ou mal, funcionando.
Existe, sim, um certo ar teatral, no ato de se fazer justiça. Faz parte. Faz parte, sim.
Como discutir dois casos complicadíssimos; onde a gente não leu o processo; e querer decidir… raivosamente, passionalmente? Vamos ter JUÍZO, neh?….risos
Ricardão: aquele abraço, fraterno ( Será q falei bogabem?… Esse pessoal parece cria do tal….Tomás, Circense. Quer dizer, Tomás Geraldine)
Afinal, a perícia psicológica para verifcar a relidade do abuso do menor por parte do pai foi realizada ou não? Devolver quaisquer das crianças à ele antes do resultado da perícia seria irracional, tanto antes da morte da menina, quanto agora; independentemnte do que dispõe qualquer convenção internacional ou lei nacional.
a mae queria tanto ficar com as crianças que deixou com uma tia e nao aparecia há dois meses e a tia “superamorosa” queria saber se ia ficar com as crianças se nao houvesse uma pensào de 1500 euros qe devia sustentar até o cachorro da rua em que moravam..(4500 reais numa area pobre..aposto que a tia nunca tinha visto tanto dinheiro)….quer ver uma solução muito simples , enquanto tiver porcesso de disputa de guarda se pai e mae estiverem disputando a guarda , seja quem for nao precisa pagar a pensao , o lado que nao pode sustentar a criança abra mao de ficar com a guarda e acaba essa industria de “ex-mulher de carteira assinada “
Ricardo, eles estão esperando o pai “molhar” suas mãos.
A morosidade da justiça brasileira aliada ao desrespeito das leis internacionais em casos de sequestro de crianças produziu mais uma (ou duas) vítimas. O menino Sean Goldman já foi uma delas.
Diante disso eu me pergunto: será que não era direito do pai biológico sequestrar o menino de volta para a Áustria? Se isso é aceito no Brasil pode ser aceito na Áustria também.