iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de maio, 2009

17/05/2009 - 18:39

O tricampeão que em 2009 virou um timinho

Compartilhe: Twitter

Que se passa? A camisa é igual, o técnico é o mesmo, os principais jogadores de 2008 ficaram, contrataram reforços, e este meu São Paulo de 2009, depois de conquistar três anos consecutivos o título de campeão brasileiro, virou um timinho chato, previsível, que dá raiva de ver jogar, de tanto que maltrata a bola.

Mais uma vez, não escapou ninguém. Sem a liderança de Rogério Ceni, sem alma, sem criatividade, não adianta Muricy Ramalho passar o jogo todo gritando, xingando e gesticulando à beira do campo. Parece que ninguém ouve. O grande tricolor hexacampeão virou uma repartição pública. Se não dá raiva, dá sono. 

Nesta fria tarde de domingo, jogando contra um Atlético Paranaense que só não queria perder no Morumbi, depois de passar a semana toda “discutindo a relação”, quer dizer, a falta de futebol, o São Paulo conseguiu ser ainda pior do que no jogo de estréia, quando tomou um gol no começo e passou o resto do tempo só cercando o adversário, sem esboçar nenhuma reação.

Hoje, o São Paulo conseguiu a proeza de empatar por 2 a 2 com o Furacão, no último minuto do segundo tempo, graças a um gol em impedimento.

Assim como no ano passado contrataram um pacote de jogadores do Botafogo (nenhum se firmou como titular), desta vez os dirigentes do São Paulo compraram um balaio do Fluminense (Washington, Arouca e Júnior Cesar), que também não deu certo até agora.

Aos 34 anos, Washington começou fazendo seus golzinhos, mas de uns tempos para cá virou uma caricatura, a cara do São Paulo 2009: só joga de costas, toca para o lado, cai a toda hora, como se o estivessem matando, e sai xingando todo mundo.

O time só tem uma jogada: fica tocando passes para o lado no meio de campo até alguém dar um chutão para a frente. De chuveirinho em chuveirinho, entre a defesa e o ataque, não há o menor sinal de ousadia e inteligência.

Já estamos na metade de maio e, até agora, o São Paulo não fez um bom jogo este ano. Não se trata de má fase, é ruindade mesmo. Nem Hernanes, eleito o melhor jogador do Brasileirão do ano passado, se salva. Ganhou a camisa 10, mas parece que perdeu seu bom futebol.

Sem Jean a seu lado, o volante que joga por meia dúzia, Hernanes está no mesmo nível de Hugo e Richarlyson, dois que já estão com o prazo de validade vencido há muito tempo, mas Muricy insiste com eles. 

Enquanto isso, mofam no banco ou no CT de Cotia boas revelações como Oscar, Henrique e Wellington, que só entrou hoje nos minutos finais, o suficiente para mostrar que não pode ficar de fora deste time.

Está passando da hora do bom e teimoso Muricy dar uma chacoalhada em  jogadores que custam caro e são tratados como princesas, a exemplo do que fez no ano passado, na virada do primeiro para o segundo turno.

Ou, então, pedir para eles desocuparem a moita, abrindo espaço para a meninada que quer e sabe jogar bola. Só a camisa, como sabemos, não ganha jogo.  

 

  

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:
17/05/2009 - 09:18

Para se informar, Internet passa TV

Compartilhe: Twitter

Com o crescente número de brasileiros ligados à grande rede _ os levantamentos mais recentes dão conta de 60 milhões _ e a perda de audiência, circulação, prestígio e credibilidade da velha mídia, já era de se esperar que isto acontecesse um dia.

Mas não esperava que fosse tão cedo e tão rápido: a internet já é a principal mídia para quem busca informações, deixando para trás a TV aberta, segundo pesquisa encomendada pela Folha à Research International, uma das maiores consultorias do mundo.

Respostas para a pergunta “Dos meios de comunicação que eu vou citar, qual você usa com mais frequência para se manter informado?”:

Internet: 37%

TV aberta: 34%

TV por assinatura: 12%

Rádios: 8%

Jornais: 8%

Revistas: 1%

“Em relação a outros meios de informação, a pesquisa detectou previsível ascensão da internet, considerada mais importante para obter informações do que a TV aberta”, informa o jornal.

Na pesquisa anterior, em 2003, Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, lembra que a TV aberta ainda era o meio mais citado.

Estes números sobre os meios que o cidadão usa com maior frequeência para se informar foram publicados, sem maior destaque, em meio a uma página com o título “Folha tem a melhor imagem nas classes A e B de São Paulo”, mostrando que a sua cobertura jornalística é melhor avaliada do que a do principal concorrente, o Estadão.

A pesquisa da Reserch International mostra ainda que nas classes A e B:

76% leem habitualmente jornal impresso

12% assinam algum jornal impresso

37% leem habitualmente jornal pela internet

Na mesma edição dominical da Folha, o ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva destaca no título da sua coluna: “Jornais têm recorde de leitores”.

Lins e Silva cita o relatório anual de Tom Rosentiel apresentado esta semana na 29ª reunião da Organização dos Ombudsmans de Imprensa (ONO), mostrando que as versões eletrônicas dos jornais da velha mídia tiveram um aumento muito maior do que a média da internet (27% contra 7% em 2008).

O relatório mostra ainda que o Washington Post, por exemplo, vendia 786 mil cópias em 1999 e, agora, sua circulação paga está em 665 mil, mas seu site na internet já tem 9,4 milhões de visitantes únicos por mes.

O ombudsman da Folha aponta o grande dilema enfentado hoje pelas empresas da velha e da nova mídia _ em sua maioria, pertencentes aos mesmos proprietários: 

“O problema é que a receita publicitária das edições impressas cai dramaticamente (16% em 2008 em relação a 2007) e a das edições eletrônicas cresce milimetricamente”.

No balanço semanal que publico neste Balaio todos os domingos, com os três assuntos mais comentados da semana no blog, na Folha e na Veja, aparece em segundo lugar um texto que escrevi sobre a valentia dos anônimos na web e a necessidade de se criar uma regra do jogo civilizada para os internautas _ até para preservarmos este espaço tão importante na democratização de informações e opiniões.

Os números da semana:

Balaio

Delúbio Soares: 202

A valentia dos anônimos: 134

Clube dos Vira-Latas: 63

Folha

Congresso: 66

Poupança: 42

Lei antifumo: 37

Veja

Congresso: 33

Chuteira de ouro: 17

Elie Wiesel: 16

Em tempo:

alertado, com toda razão, por um leitor de nome Zé Mané, do blog do meu colega Ricardo Noblat, que reproduziu este post, por ter deixado de dar informação importante, publico abaixo o universo da pesquisa divulgada pela Folha:

“O universo do levantamento é a população das classes A e B da Grande São Paulo, considerando pessoas com 15 anos ou mais. Somadas, as classes A e B representam 39% da população da região metropolitana da capital paulista”.

 

   

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:
15/05/2009 - 16:08

Adote um cão no Clube dos Vira-Latas

Compartilhe: Twitter

Mudando um pouco de assunto, vamos falar de cachorros, que dá menos confusão.

Estava dando uma navegada neste fantástico mundo da internet, onde nunca falta assunto para todos os gostos, quando ancorei no belo blog do colega Luiz Alberto Carvalho (www.anonimatosa.blogspot.com), que mostra o mundo dos que não são celebridades.

Ali fiquei sabendo da existência do Clube dos Vira-Latas _ Grupo de Proteção aos animais de Ribeirão Pires, uma ONG canina, sem fins lucrativos, “de caráter zoófilo, ecológico, educacional, assistencial e fiscalizador”.

O clube foi fundado em 2002 por Cida Lellis, 61 anos, solteira, sem filhos, aposentada, com a participação de voluntários que trabalhavam individualmente e resolveram se unir para cuidar de cães abandonados. Fazem parte atualmente do grupo de gestoras Sandra Pires, Marina Antzuk, Priscilla Rocha, Joelma Dvoranovski e Cláudia Demarchi.

Às quintas-feiras, o grupo de reune na sede do clube em Ribeirão Pires. As portas estão abertas para quem quiser ajudar.

Cida conta como surgiu a idéia de criar o Clube dos Vira-latas:

“Sempre gostei de bichos, gosto que herdei de meus pais. Em minha casa, sempre tivemos muitos animais ao mesmo tempo. Lembro-me, quando ainda criança, de meus pais cuidando de um ou outro animal resgatado por eles. Certa vez, quando eu já era adolescente, eu e meu pai resgatamos um veadinho machucado, cuidamos dele e o soltamos depois na mata. Sempre que me lembro de meus pais, vem a imagem deles com algum bicho no colo. Assim, depois que me aposentei, foi muito natural continuar cuidando de bichos”. 

“A luta é dura, mas juntos poderemos modificar a vida de nossos peludos que nada têm a seu favor”, diz Cida. Das seis da manhã às seis da tarde, com a ajuda de um veterinário e seis funcionários, ela cuida atualmente de 446 cães recolhidos nas ruas ou deixados no clube por quem não queria mais cuidar deles.

Tem cachorro lá de tudo quanto é cor, tamanho, idade e temperamento. Quem quiser adotar um deles é só procurar dona Cida. Para mais informações:

Fones: (011) 4824 7430/ 9797 3606

www.clubedosviralatas.org.br

Quem quiser ajudar, mas não tem condições de levar um cachorro para casa, pode também participar da campanha “Padrinho Legal”. Basta enviar um e-mail para produtos@clubeviralatas.org.br , informar seus dados e o valor com o qual pode contribuir mensalmente e depois você receberá em sua casa a foto do seu afilhado e informações sobre o dito cujo.

O padrinho ficará responsável por este cachorro carente e sempre que quiser poderá ir ao clube para conhecê-lo e passear com ele.

“Nossa maior dificuldade é a captação de recursos para garantir o mínimo de nossas atividades. Dependemos exclusivamente de doações espontâneas de amigos e colaboradores. Na maioria dos meses, estes recursos não cobrem nossas despesas mais básicas, como funcionários e alimentação”, explica Cida Lellis.

Vale a pena conhecer este generoso trabalho resumido no lema do clube:

“Junte-se a nós! A luta em prol dos animais é um combate sem fim, quase que uma luta inglória. Com certeza não conseguiremos consertar o mundo e sequer mudar a mente perversa do ser humano. Assim, carregamos dentro de nós a convicção de que ainda que ajudemos um ou alguns poucos animais, já terá valido a pena qualquer esforço neste sentido. Deus nos ajude neste combate!”  

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:
14/05/2009 - 11:35

Cadastro na web e a valentia dos anônimos

Compartilhe: Twitter

Ainda falta mais de um ano para começar oficialmente a campanha presidencial de 2010, mas as feras já estão soltas na web, prontas para matar ou morrer, como se o país estivesse em guerra.

Dá para imaginar o que nos espera nesta primeira eleição geral no Brasil na qual a internet terá um papel decisivo, como já vimos na campanha que levou Obama à presidência dos Estados Unidos.

Com mais de 60 milhões de brasileiros já ligados à grande rede, uma terra de ninguém, sem regras nem responsabilidades claramente estabelecidas em lei, o vale tudo não tem limites, e fica cada vez mais difícil estabelecer um debate minimamente civilizado.

Quem me chamou a atenção para esta situação nova e preocupante na disputa política foi o colega Luiz Antonio Magalhães, em corajoso artigo publicado esta semana no Observatório da Imprensa, sob o título “Blogosfera desvairada _ Sob o império da lei da selva”.

Encarregado de fazer a moderação dos comentários do OI, Magalhães fala das dificuldades encontradas. “Em muitos casos, os internautas reclamam de “censura”, em outras apontam supostas ofensas e até crimes de calúnia, injúria e difamação em textos liberados pelo moderador”.

Eu mesmo muitas vezes fico na dúvida sobre o que devo ou não liberar para publicação. Se levar esta tarefa a ferro e fogo, sobraria pouca coisa, e logo seria xingado de censor por não aceitar opiniões contrárias às minhas.

Não se trata disso, garanto. Desconheço outro blog em que a área de comentários publique tantas críticas ao próprio autor e a tudo o que ele escreve, como são testemunhas os leitores deste Balaio _ entre outras razões, por ter trabalhado durante dois anos no governo Lula, como informa meu currículo profissional publicado aqui ao lado direito.

O grande problema que vejo nesta história toda, desde que comecei a escrever na internet, em 2005, é a praga do anonimato que se espalha por todos os espaços da web.

Em alguns blogs _ não é o caso do Balaio, onde a grande maioria dá seu nome completo _, a quantidade de leitores que se “identificam” como “anônimos”, ou usam alcunhas, pseudônimos, nicks e não sei mais o quê, é assustador, chega a quase 100%.

Gostaria de saber qual o motivo destes valentes caluniadores não poderem se apresentar com seu próprio nome, arcando com as consequências por aquilo que escrevem.

Agridem com a maior leviandade a honra alheia, levantam falsas acusações, ofendem outros leitores e, quando seus comentários não são publicados, saem gritando: “Censura! Estou sendo censurado!”.

Luiz Antonio Magalhães observa, com toda razão:

“A internet é um fenômeno ainda muito novo no mundo inteiro. A legislação que servia para a imprensa escrita, falada e televisiva não contemplava tamanho grau de interatividade e muito menos as enormes possibilidades de anonimato que a rede mundial permite e até incentiva”.

A baixaria permitida por este anonimato muitas vezes é incentivada pelos próprios blogueiros, que atiçam seus fiéis seguidores a se tornarem cada vez mais intolerantes, sectários, preconceituosos e fanáticos, criando verdadeiras cruzadas em defesa do seu campo ideológico e de ataques a quem pensa diferente.

Magalhães pinçou alguns exemplos de blogs em que os leitores repetem com mais fúria e sem nenhuma responsabilidade os bordões dos donos do pedaço. Não se trata de eventuais aberrações.

Esta prática está-se tornando cada vez mais comum na web, fazendo lembrar aqueles rapazes da TFP (por onde andarão?), que ficavam com seus estandartes pelas esquinas da cidade praguejando contra o perigo vermelho que ameaçava a tradição, a família e a propriedade.

A cada dia aparecem novos justiceiros botando mais fogo no circo numa disputa feroz para ver quem é o mais radical, o mais ousado, formando novas legiões de fanáticos que se recusam a utilizar argumentos para combater idéias, partindo diretamente para o confronto insano, que tem como pano de fundo a disputa eleitoral do próximo ano.

Magalhães lembra que o STF acaba de derrubar a Lei de Imprensa da ditadura, sem estabelecer novas regras para disciplinar a atividade. “Está valendo o que diz a Constituição Federal, promulgada quando a internet ainda engatinhava no país”.

Concordo plenamente com ele, quando diz:

“Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que existe um vazio enorme, uma lacuna que precisa ser preenchida. Não se trata, é óbvio, de defender a restrição das atividades que os internautas desenvolvem na web, mas sim a de algumas regras básicas para disciplinar estas atividades. A internet não pode se transformar em uma máquina de moer reputações”.

Não gosto de apenas fazer diagnósticos, mas me esforço para encontrar soluções concretas.

Assim como defendo para todos o direito de ir e vir com seus automóveis, desde que tenham carteira de motorista e respeitem as leis do trânsito, também defendo a liberdade para que todos escrevam o que bem entenderem na web, mas que sejam responsáveis por suas palavras.

Não é justo que o responsável pelo blog esteja sujeito a processos na Justiça pelos crimes praticados por terceiros na área de comentários e seja obrigado a passar o dia inteiro cercando os cachorros loucos que invadiram a web.

Por isso, proponho que se crie alguma regra do jogo que todos sejam obrigados a respeitar, até para que a internet possa continuar sendo este fantástico instrumento de democratização de informações e opiniões, um espaço que deixou de ser monopólio de meia dúzia de empresas e colunistas do pensamento único.

Uma forma de se estabelecer um mínimo de civilidade na grande rede é criar uma espécie de Cadastro Nacional de Internautas.

Cada cidadão teria direito a uma senha para frequentar este espaço, uma vez registrado com seu nome verdadeiro, endereço, CPF e demais dados para que possa ser criminalmente responsabilizado, se não respeitar as leis vigentes no país.

Deixo aqui a minha sugestão, mesmo sabendo que o assunto é bastante delicado e, portanto, polêmico. Mas é importante abrir esta discussão, que deve ser travada no Congresso Nacional e em todas as instâncias da sociedade civil organizada.

Trata-se de uma questão vital para a democracia, diante desta grande revolução nas comunicações humanas deflagrada pela internet, com consequências ainda imprevisíveis.  

Em tempo:

solicitei ao meu amigo Alberto Dines, o grande mestre do Observatório da Imprensa, uma opinião dele sobre a proposta da criação de um cadastro nacional de internautas. Prontamente ele atendeu ao meu pedido e enviou o texto que reproduzo abaixo:

Kotscho, meu caro:

Você me pede uma opinião, isso pressupõe convicções rígidas mas eu sou — graças a Deus –  um cético, dilacerado por dúvidas.
O tal cadastro nacional de internautas, embora justo, contraria frontalmente a liberdade de imprimir sem licenciamento.
Esta é uma veneranda questão que remonta ao século XVII quando John Milton lançou o seu famoso manifesto, “Areopagítica”, pela liberdade de estabelecer tipografias sem qualquer controle.
Desde a criação e multiplicação das tipografias no fim do século XV  os governantes — despotas ou não — pretendiam exigir o registro para o seu funcionamento.
Isto contrariava a produção irrestrita de papeis impressos, base da liberdade de expressão.
O internauta é um emissor de informações (tal como eram os tipógrafos) e  também um consumidor de informações.
Se o seu direito de imprimir é controlado aqueles que consumiriam as suas informações também passam a ser.
Por outro lado a selvageria e irresponsabilidade dos internautas precisa ser vencida. Talvez pela educação. Pelo exemplo das autoridades. Talvez  por um movimento universal de auto-regulação.
 
Sirva-se, meu caro.
Abraços,
Dines
Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:
12/05/2009 - 12:18

O gesto de grandeza de Delúbio Soares

Compartilhe: Twitter

Na mesma sexta-feira, 8 de maio, em que fui internado no hospital com problemas variados, entre eles insuficiência renal e arritmia cardíaca, em consequência de uma infecção intestinal e uma gripe mal curada (ver nota abaixo), meu amigo Delúbio Soares desistiu de pedir sua reintegração ao PT para não provocar uma divisão no partido que ajudou a criar.

Só nesta terça-feira, já em casa, tive oportunidade de ler as mensagens que recebi ao longo destes dias e, entre elas, encontrei o discurso que ele fez aos companheiros do Diretório Nacional do PT reunidos em Brasília para julgar o seu pedido.

Antes que o fizessem, Delúbio abriu mão deste direito pelo qual lutou bravamente nos últimos meses, buscando apoios em todas as instâncias do partido. Acompanhei desde o início esta sua caminhada para poder voltar à política partidária, sua razão de viver, desde que o conheci, faz 20 anos, durante a primeira campanha presidencial de Lula.

Posso imaginar quanto deve ter-lhe doído escrever este discurso, que é, ao mesmo tempo, uma declaração de amor à causa pela qual se entregou, e um libelo em que não pede perdão nem anistia, apenas justiça e o direito de apresentar as suas razões.

Mais uma vez, colocou os interesses partidários acima dos seus próprios, na certeza de que o tempo irá reparar os sofrimentos e as injustiças que sofreu nestes últimos anos.

Aos 53 anos, continua o mesmo sonhador irreverente, capaz de rir dele mesmo, sem abrir mão dos ideais em que acredita e bota fé. Somos amigos de graça, desses de tomar cerveja juntos, dar risada e falar mal da vida alheia _ a ele nada devo, nem ele a mim. Comigo sempre foi correto.

Por isso, faço questão de abrir espaço neste Balaio para reproduzir trechos do discurso de Delúbio. Em palavras simples e sentidas, ele resume um raro gesto de grandeza, exatamente no momento em que antigos valores como lealdade e fidelidade partidária são motivos de chacota e se troca de lado com a facilidade de quem troca de camisa.

“São 38 anos de luta, 30 no PT. Esse é meu DNA. Compareço com o pouco que tenho a vos oferecer: toda uma vida na trincheira do único partido ao qual pertenci e ao qual, mesmo tendo sido expulso, paradoxal e ironicamente, ainda perteço”, apresenta-se ele, para em seguida dizer o que lhe vai na alma:

“Contrariando a modéstia de goiano simples do interior pobre, que desde a mais remota idade não conheceu senão a luta contra a oligarquia, em seu Estado, e a ditadura, em seu país, confesso a impagável paz de espírito de ter podido chegar até o dia de hoje sem trair meus compromissos partidários, meu credo ideológico, minhas alianças políticas, minhas convicções pessoais e um profundo e sincero sentimento de solidariedade para com todos os meus companheiros”. 

Lembra do começo do PT:

“Fundei este partido. Tempo faz. Éramos alvos da descrença de uns, da zombaria de outros. Contamos nos dedos de uma das mãos os companheiros de então. Nos da outra, os votos conquistados num início que era só fé e pura teimosia.

Muitos pdoerão dizer que valeu a pena. Mas muito poucos podem dizer como o companheiro que vos fala: começaria tudo outra vez, se preciso fosse.

Não há glória maior do que a de se saber guerreiro fiel dos ideais acalentados na alma. A ficha de filiação, em assim sendo, vale menos do que a convicção de que todo sofrimento é nada diante da grandeza do ideal”.

“(…) Portanto, quem vos fala, meus companheiros, é um homem sem rancor, sem ressentimentos, sem medo e sem ódio”.

“Tragado ao centro de uma crise de proporções históricas, onde tudo se fez e nada se poupou na tentativa de desestabilizar o presidente que elegemos e seu governo de transformações sociais, mantive a integridade de caráter e fidelidade ao PT e aos meus companheiros”.

E explica os motivos da sua decisão de retirar o pedido de reintegração ao partido neste momento:

“Não pretendo ser motivo de qualquer divisão interna, muito menos de causar discórdia por conta de uma postulação política que muitos dizem ser pessoal, a de voltar ao PT. Nem devo causar tipo algum de embaraço aos companheiros que se colocaram, corajosa e generosamente, a meu lado no presente debate”.

Ao final, deixa uma pergunta no ar, que até agora ninguém se habilitou a responder:

“De que me acusam? Quantos são os políticos brasileiros que realizaram campanhas eleitorais sem que alguma soma, por menor que fosse, não tenha sido contabilizada?”

Dias de hospital

Como alguns de vocês devem ter notado, o Balaio ficou fora do ar, sem atualização, desde a última quarta-feira, 6 de maio, por motivo de força maior, como se dizia antigamente.

Começou com uma gripe acompanhada de forte diarréia, deu febre, eram sintomas de retrovirus. Tomei uns remédios e continuei trabalhando, passei quatro horas mediando um debate no II Fórum de Sustentabilidade e Comunicação, no Anhembi, com Premio Nobel e tudo na minha mesa, até que pifei de vez, e fui parar no pronto-socorro do Sírio Libanês, onde um jovem médico plantonista, o Cristian, providenciou rapidamente minha internação.

Antes de mais nada, quero agradecer ao empenho de toda a equipe do meu velho e bom amigo Roberto Kalil, que rapidamente foi me acudir, e só me largou quando me deu alta na noite de segunda-feira, com todos os sinais vitais em perfeito funcionamento, até onde isto é possível num jornalista sexagenário. Ao dedicado pessoal da enfermagem e a todos os funcionários do Sírio também deixo aqui meu muito obrigado.  

Vida que segue. Nestes dias de hospital confesso que não me interessei em saber o que estava acontecendo lá fora. Só liguei a TV para ver futebol e abri o laptop uma única vez apenas para informar à distinta freguesia que não tinha condições de escrever, com mãos e braços ocupados por tubos e agulhas, e a cabeça oca de tudo.

Na breve trégua que a vida me deu, notei como a internet mudou as relações de trabalho. Antigamente, quando ficava doente, a primeira coisa que fazia era avisar meu chefe imediato e explicar o que estava acontecendo.

Nas poucas vezes em que fui chefe, me senti tantas vezes enganado por subordinados “doentes” ou que perderam os mesmos parentes pela segunda ou terceira vez, que deixei de dar importância a estas coisas.  

Como ninguém sentiu minha falta nem me ligou, nem depois que avisei aos leitores no blog a razão de estar fora de combate, temo que no dia em que morrer só vão descobrir um ano depois…

Também as moças que me convidaram para o II Fórum até hoje não me ligaram para saber como estava passando, mesmo tendo acompanhado minha agonia para cumprir o compromisso assumido naquele dia.

De outro lado, fiquei bastante sensibilizado com as manifestações dos leitores preocupados com a minha ausência, que me enviaram rezas, votos, receitas e conselhos. Da mesma forma como mudaram as relações de trabalho, mudaram também, e para melhor, as relações com os leitores, humanizando-as, o que conforta bastante quem vive de escrever.

Para falar bem a verdade, acho que vocês não perderam grande coisa. Ao dar uma olhada hoje nos jornais empilhados sobre a mesa da cozinha me dei conta que lá estavam as mesmas notícias enguiçadas (patente by Alfredo Ribeiro, o Tutty Vasquez) de sempre _ da crise econômica à gripe suína , dos abusos no Congresso à reforma política, das entrevistas do Gilmar Mendes à lei antifumo.  Nada de novo no front.

Números da semana

Com atraso, pelos motivos já explicados acima, publico abaixo o levantamento dos três assuntos mais comentados da última semana no Balaio, na Folha e na Veja, balanço que costumo divulgar aos domingos. Como era de se esperar, foi uma semana fraca para o Balaio, que saiu do ar no meio da semana.

Balaio

Menor infrator: 220

Corinthians e Ronaldo: 83

Sustentabilidade: 49

Folha

Abusos no Congresso: 134

Governo Lula: 93

Educação: 70

Veja

Dilma Roussef: 67

Diogo Mainardi: 33

José Antonio Toffoli: 18 

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:
06/05/2009 - 12:45

Aos 12, foi preso 11 vezes: como pode?

Compartilhe: Twitter

Atualização às 15:00 de sábado, 9/5

Aos leitores:

escrevo apenas para informar que continuo vivo, mas sem condições de escrever.

Estou no hospital tomando soro e um monte de remédios porque o tal do rotavirus me deixou desidratado, prejudicando o funcionamento dos rins.

Com tubos e fios amarrados nas mãos, fica difícil escrever, ainda mais quando não se tem nada na cabeça…

Agradeço os conselhos e sugestões de todos os leitores e recomendo o texto do Samuel sobre como se trata gripe em Porangaba, publicado aqui ontem, na área de comentários.

Bom fim de semana e até qualquer hora.

Abraços,

Ricardo Kotscho

Estou derrubado desde domingo por uma gripe, que não sei de qual bicho é, um tal de rotavirus. Só sei que provoca um terrível estrago intestinal. Nem estava com ânimo para escrever nada hoje, mas não consegui passar batido por uma notícia publicada nos jornais como se fosse a coisa mais normal do mundo.

“Menino de 12 anos é detido pela 11ª vez ao furtar carro”, diz o título da Folha, que registra a ocorrência. Como pode? Em que sociedade vivemos, onde um fato desses passa a ser algo corriqueiro, sem que nada aconteça para cuidar deste menino e, ao mesmo tempo, de quem pode ser vítima dele?

Neste interminável prende e solta, o perigo está solto nas ruas. Um dia ele poderá provocar um acidente com o carro furtado ou alguma vítima reagir, colocando sua própria vida em perigo.

“Precisamos contê-lo. Ele vai continuar assim até alguém matá-lo”, constata, candidamente, o promotor Talis Cézar de Oliveira, da Vara da Infância e da Juventude, para quem a única saída é a internação.

E por que nenhuma autoridade, incluindo o próprio promotor, tomou até agora esta providência? Estão esperando o que?

Já se passaram 18 meses desde que ele foi detido pela primeira vez por dirigir sem habilitação no Jardim Miriam, até ser flagrado novamente na noite de segunda-feira, ao tentar furtar um carro em Diadema.  

Como tem mais de 12 anos, deveria ser encaminhado para a Fundação Casa, a antiga Febem, que recolhe os jovens infratores. Mais uma vez, porém, ele foi devolvido na mesma noite à mãe pelo delegado de plantão no 1º DP de Diadema, “porque o fórum já estava fechado”.

“De acordo com vizinhos, ele sempre aparece com carros na rua e os pais não conseguem ter autoridade sobre ele”, informa o jornal.

Se assim é, será que nenhuma autoridade do Estado, teoricamente responsável por menores infratores e pela segurança pública, poderia tomar alguma providência antes que ele seja detido pela 12ª vez? Ou até que aconteça alguma desgraça envolvendo este menino?

Tudo bem que é muito difícil acabar com o PCC, o crime organizado e a bandalha generalizada, mas não dá para admitir que não se encontre uma solução, com todos os instrumentos de que o Estado dispõe, para atender um menino de 12 anos que precisa de assistência, assim como a sua família.

Vamos continuar fazendo de conta que estas são histórias banais do cotidiano da grande cidade?

Se não estivesse me sentindo tão mal hoje, teria vontade de dar uma de repórter, e ir atrás deste menino para tentar descobrir o que se passa pela sua cabeça, o que o leva a arriscar sua vida e a dos outros pelo prazer de dirigir um carro furtado.

Caso algum colega se habilite, como leitor temporariamente acamado eu ficaria muito grato.  

 

  

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:
05/05/2009 - 10:08

Ainda tem salvação nosso louco mundo?

Compartilhe: Twitter

 Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida (Carta da Terra).  

 

Para quem acha que este nosso louco mundo ainda tem salvação, começa amanhã e termina na quinta-feira, no Palácio das Convenções do Anhembi, o II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade.

 

Durante dois dias,  o evento discutirá ações, medidas e alternativas sustentáveis no Brasil e no mundo. Há mais de 3 mil inscritos para participar dos debates que serão transmitidos online para 50 universidades via internet no Brasil, América Latina e Europa.

 

A discussão será permeada pelos conceitos descritos na Carta da Terra – documento criado em 2000 e que tem como premissas a preservação ambiental, o fim de todos os tipos de preconceitos, a união e a harmonia dos povos; além, é claro, da sustentabilidade como uma necessidade iminente ao desenvolvimento e preservação da espécie humana.  

 

Para discutir o tema, o Fórum terá como palestrantes nomes consagrados da política, empresários e personalidades – inclusive ganhadores do Prêmio Nobel – entre eles: Edmund PhelpsPrêmio Nobel da Economia 2006; David TrimblePrêmio Nobel da Paz de 1998; Mohan MunasinghePrêmio Nobel da Paz 2007; o líder indígena André Baniwa, a pacifista Monja Coen, o representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, o filósofo Mario Sergio Cortella, o intelectual colombiano Bernardo Toro, a educadora Terezinha Azerêdo Rios, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, a Senadora Marina Silva, além de outros nomes nacionais e internacionais.

 

A participação é gratuita e os interessados deverão se inscrever no site www.comunicacaoesustentabilidade.com.  As vagas são limitadas. Como o foco do Fórum é comunicar a população sobre a importância da sustentabilidade com o apoio de empresários, políticos, autoridades e formadores de opinião, uma das maiores preocupações dos organizadores está nos estudantes.

O II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade será composto por mesas temáticas, cada uma com seu mediador e cerca de quatro convidados que debaterão os temas propostos e seus desdobramentos. Veja a programação completa:

 

 



06  6 de ma

6 de maio

 

 

Abertura: 09H00 -09H30
Apresentador: Wellington Nogueira
Atitude Brasil
Carta da Terra – Monja Coen

09

Mesa 1: 09h30 – 13h30 _Respeitar e Cuidar da Comunidade da Vida
Bernardo Toro – Fundação AVINA
Danah Zohar – Física e Filósofa
Ferréz – Escritor
Danilo Miranda – Diretor Regional do SESC
Flávio Oliveira – Ger. de Projetos Sociais da TV Globo
Tarcísio Godoy – Presidente da BrasilPrev
Mediadora: Mona Dorf – TV Ideal

13

14  

Almoço – 13h30 – 14h30

15h00 - Flávio Comim – Campanha Brasil Ponto a Ponto PNUD

 

 

15h00 – 19h00 _Mesa 2: Justiça Social e Econômica
Edmund Phelps – Prêmio Nobel da Economia 2006
Luiz Gonzaga Belluzzo – Carta Capital
Representante da Petrobrás

 Claudio Frischtak – Consultor Sênior da Vale

Florestan Fernandes Jr – TV Brasil
Mediador: Merval Pereira – TV Globo

19h00 – 19h

19h00 – 19h20 Mônica Dias Pinto – Canal Futura

 



07 de maio

7 de maio

09h00 – 10h

9h00 – 10h00 Apresentação Pesquisa Dossiê Jovem MTV

10h00 – 14h

10h00 – 14h00 Mesa 3: Democracia, Não Violência e Paz
David Trimble – Prêmio Nobel da Paz de 1998
Fernando Haddad – Ministro da Educação
Mario Sergio Cortella – Educação PUC-SP

Terezinha Azerêdo Rios – Filósofa
Vincent Defourny – UNESCOMediador: Ricardo Kotscho – Rev. Brasileiros/IG

 
 
 
 
 

 

14h00 – 15

14h00 – 15h00 Almoço

15h00 – 19

15h00 – 19h00 Mesa 4: Integridade Ecológica
Mohan Munasinghe – Prêmio Nobel da Paz 2007
Marina Silva – Senadora da República
André Baniwa – Vice-Prefeito de São Gabriel da Cachoeira
Washington Novaes – Jornalista
Olinta Cardoso – Ex-Diretora da Vale
Mediador: André Trigueiro – Globo News

19h00 – 19h

19h00 – 19h30 Encerramento + Premiação Concurso de Fotografia

19h30 – 20h

19h30 – 20h00 Intervalo para relacionamento

20h00 – 23h0020h0

20h00 – 23h00 Show de homenagem à Carta da Terra

 



Programaçã



 

integração e



* Toda program

 

 

 

Sobre os participantes

 

Bernardo Toro – Intelectual colombiano, conhecido por ser inovador em análises e reflexões sobre a educação na América Latina. Enfatiza o papel da comunicação e da mídia para o desenvolvimento da democracia. Estudou filosofia, física, matemática e fez pós-graduação em investigação e tecnologia educativa. Atualmente é assessor da presidência da Fundação AVINA.

 

Danah Zohar Nasceu nos Estados Unidos. Formada em física e filosofia pelo Massachusetts Institute of Technology, tendo concluído três anos de estudo de pós-graduação em filosofia e religião na Harvard University, onde foi aluna de Erik Erikson. Atualmente reside na Inglaterra e é professora do Programa de Liderança Estratégica na Universidade de Oxford.

 

FerrézUm dos mais respeitados autores da nova geração de escritores. Autor de livros consagrados como “Capão Pecado”, “Manual Prático do Ódio” e “Fortaleza da Desilusão”. Nascido e criado no bairro de Capão Redondo, freqüentemente dá palestras nas periferias brasileiras.  Ligado ao movimento hip hop, fundou a marca 1DASUL – marca própria de roupa produzida no bairro.

 

Danilo Miranda – Sociólogo e Filósofo. Diretor Regional do SESC, no Estado de São Paulo. Atua na organização desde 1984. Contribuiu com diversas iniciativas de desenvolvimento do esporte, artes, cultura, e educação. Ganhou o prêmio Trip transformadores, na categoria Liberdade, Diversidade e Desprendimento, entre outros prêmios. 

 

Flávio Oliveira –Jornalista formado pela PUC-Rio, com MBA pelo Ibmec Business School (2001-2002) e pela Fundação Dom Cabral (2007-2009). Desde 2004 atua como gerente de projetos sociais da Rede Globo e é responsável por projetos como o Merchandising Social, Amigos da Escola e Publicidade Social.

 

Tarcisio Godoy Diretor Presidente da Brasilprev Seguros e Previdência S.A., membro do Conselho de Administração do Banco do Brasil desde 2003. Atuou como Coordenador Geral da Dívida Publica e Secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. Graduado em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília, possui pós-graduação em Geotecnia e é mestrando em Economia.

 

Flavio Comim – Economista Sênior do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasileiro. Ele é Professor Associado da Universidade de Cambridge, Inglaterra, e Professor Licenciado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

 

Edmund Phelps –Prêmio Nobel da Economia de 2006, por criar a teoria das bases microeconômicas do desemprego e da inflação. Professor de política econômica da Universidade de Columbia, Nova York, e diretor do Centro de Capitalismo e sociedade da mesma universidade.

 

Luiz Gonzaga Belluzzo – Um dos economistas brasileiros mais respeitados da atualidade, é professor titular de economia da Unicamp. Sócio da revista Carta Capital, foi chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda (governo Sarney) e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (governo Quércia). É fundador da Facamp (Faculdades de Campinas).

 

Claudio Frischtak –Presidente da Inter.B – Consultoria Internacional de Negócios. Foi “principal economist” da área de indústria e energia do Banco Mundial e professor adjunto na Universidade de Georgetown, tendo feito sua pós-graduação na Universidade de Campinas e em Stanford University. Atua como conselheiro em várias organizações e é consultor sênior da diretoria executiva da Vale. 

 

Florestan Fernandes Jr Foi repórter especial da TV Globo, TV Manchete e TV Cultura. Apresentador e comentarista do Jornal da Manchete e do Jornal da Gazeta. Foi também apresentador do jornal da TV Cultura e do programa Opinião Nacional. Escreveu com o Alberto Dines e Nelma Salomão a coleção “Histórias do Poder”. Atualmente é o gerente executivo de jornalismo da TV Brasil e apresentador do telejornal Repórter Brasil.

 

Mônica Dias Pinto Pedagoga, com mestrado pela PUC/RJ na área de educação. Atual Gerente de Desenvolvimento Institucional do Canal Futura, onde desenvolve projetos sociais de comunicação e educação com empresas privadas e de economia mista, fundações e institutos empresarias e governos.

 

Lord David Trimble –Prêmio Nobel da Paz 1998, por sua atuação como negociador do acordo de paz – Acordo de Belfast – na Irlanda, entre os unionistas protestantes e os católicos. Foi Primeiro Ministro da Irlanda do Norte e presidente do partido protestante do Ulster

 

Fernando Haddad Atual Ministro da Educação. Mestre em Economia e Doutor em Filosofia pela USP, tem vasta experiência em gestão pública. Atuou como chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e foi assessor especial do Ministro Tarso Genro quando Ministro da Educação.

 

Mario Sergio Cortella –Filósofo, Mestre e Doutor em Educação pela PUC-SP, onde é professor pelo departamento de Teologia e Ciências da Religião e da pós-graduação em Educação. Foi Secretário da Educação de São Paulo e trabalhou por muitos anos com Paulo Freire.

 

Vincent Defourny – Representante da UNESCO no Brasil. Foi especialista de avaliação da UNESCO, de 1997 a 2002, tendo prestado serviços em países como França, Brasil e outros países da América Latina. Doutor em Comunicação pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, e licenciado em Comunicação Social pela mesma universidade.

 

Terezinha Azerêdo Rios – Formada em Filosofia, doutora em Educação, professora/pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Nove de Julho – UNINOVE. Assessora e consultora em projetos de educação continuada de profissionais de diversas áreas do conhecimento.

 

Mohan Munasinghe –Prêmio Nobel da Paz de 2007. Intelectual do Sri Lanka, reconhecido internacionalmente como um especialista em energia, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas. Vice-Presidente do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change).

 

 

Marina Silva –Atual senadora da República, foi Ministra do Meio Ambiente e, desde o primeiro mandato do governo Lula, realizou diversas iniciativas de preservação das florestas brasileiras.

 

André Fernando Baniwa –Vice-Prefeito de São Gabriel da Cachoeira. Nasceu na comunidade indígena Tucumã Rupitá (Komalhipani), Alto Rio Içana. Ingressou no movimento indígena via OIBI (Organização Indígena da Bacia do Içana) e, desde 2005, é membro da diretoria da FOIRN – Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro. Atual Vice-Prefeito de São Gabriel da Cachoeira- AM.

 

Washington Novaes – Jornalista, supervisor geral do Repórter Eco. Foi consultor do primeiro relatório nacional sobre biodiversidade. Participou das discussões para a Agenda 21 brasileira. Dirigiu vários documentários, entre eles a série famosa “Xingu” e, mais recentemente, “Primeiro Mundo é Aqui”, que destaca a importância dos corredores ecológicos no Brasil.

 

Olinta Cardoso –Ex-diretora de Comunicação Institucional da Vale , Olinta Cardoso é graduada em Comunicação Social, com pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial e especialização em Gestão de Pessoas. Atualmente faz parte do Conselho Empresarial da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), do Conselho Consultivo do Instituto Holcim, do Conselho Deliberativo do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE).

 

Mediadores 

 

André Trigueiro – Jornalista brasileiro especializado em Jornalismo Ambiental. É repórter e âncora da Globonews. Também dá aulas na PUC-Rio.

 

Merval Pereira – Comentarista da Globonews e da CBN e colunista do jornal O Globo, onde entrou em 1968 como repórter estagiário, tendo sido, entre outras funções, editor nacional, editor-chefe, diretor da sucursal de Brasília, diretor de redação e diretor executivo do Infoglobo. Foi Diretor de Jornalismo de Midia impressa e rádio das Organizações Globo. Recebeu Prêmio Esso em 1979.

 

Mona Dorf – Com 25 anos de experiência em televisão, a jornalista paulistana passou da reportagem à apresentação de importantes telejornais. Passou pela TV Globo, TV Manchete e TV Cultura. Hoje faz parte do time da TV Ideal, canal da editora Abril com programação voltada ao mundo corporativo.

 

Ricardo Kotscho
É repórter do iG e da revista “Brasileiros”. Jornalista desde 1964, já trabalhou em quase todos os principais veículos da imprensa brasileira (jornais, revistas e redes de TV) e foi Secretário de Imprensa da Presidência da República no governo Lula. Ganhou os prêmios Esso, Cláudio Abramo e Herzog.

 Sobre o Concurso de Fotografia

 O II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade lançou o concurso Fotografia: Comunicar para não esquecer. O objetivo foi escolher as melhores imagens captadas no centro-oeste brasileiro e que estavam alinhadas com o tema do evento.

 

Os dez candidatos que foram selecionados terão suas fotos divulgadas durante uma exposição institucional, que acontecerá nos dias da realização do Fórum. Além disso, as fotos serão publicadas no livro Fotografia: Comunicar para não esquecer, que será lançado em Julho de 2009. Os três primeiros colocados receberão, ainda, uma premiação em dinheiro.

 

Para ter acesso, segue o link:

www.comunicacaoesustentabilidade.com/concursofotografia

 

Sobre o II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade

 

O II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade é um evento itinerante pelo eixo Brasília – São Paulo – Rio de Janeiro – Belo Horizonte, que tem como objetivo promover o entendimento e a discussão entre setores público, privado e sociedade civil sobre o papel educativo da comunicação para a compreensão do conceito da sustentabilidade. A 1ª edição, que aconteceu em Brasília (DF), contou com nomes como o economista Rajendra Pachauri (ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007), Muhammad Yunus (fundador do Grameen Bank – o Banco dos Pobres – e Prêmio Nobel da Paz em 2006), Oded Grajew (idealizador do Movimento Nossa São Paulo, Fundação Abrinq e do Fórum Social Mundial), entre outros. A 2ª edição do evento focará na educação, na diversidade humana, no meio ambiente e nos fatos históricos das crises econômicas vividas no século XX e XXI.

 

Sobre a Atitude Brasil

 

Fundada em 2004, a Atitude Brasil é uma empresa de comunicação especializada em desenvolver políticas de patrocínio visando à integração da comunicação, criando programas e projetos para empresas, e promovendo diálogos necessários para o entendimento da cultura de novos negócios. Entre os projetos desenvolvidos, destaque para o Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, o Festival Internacional de Fotografia de Paraty (Paraty Em Foco), a publicação das biografias de Elis Regina (Furacão Elis) e de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, o Festival Internacional de Música de Ilhabela, o documentário “Boas Práticas de Desenvolvimento Sustentável”, a Plataforma “Mulheres Mães de Rua” – que visa implementar o negócio social no Brasil com o suporte do Prof. Muhammad Yunus -, os livros “Lei Rouanet – o livro” e “Fotografia – comunicar para não esquecer”.

  Patrocinadores

 O II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade conta com o patrocínio de: Vale, Petrobras, Banco do Brasil, Banco de Brasília (BRB), BrasilPrev.

 

Serviço

II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade

Dias 6 e 7 de maio

Palácio das Convenções do Anhembi – São Paulo/SP

Entrada gratuita (mediante inscrição pelo site, vagas limitadas)

www.comunicacaoesustentabilidade.com

Em tempo:

O repórter Diogo Mesquita, da Revista Brasileiros, está fazendo a cobertura do Fórum em tempo real no twitter:

www.twitter.com/rev_brasileiros

O projeto de Cristovam

Alguns leitores me pediram no final de semana orientação para obter o Projeto de Lei do senador Cristovam Buarque sobre os filhos de políticos na escola pública. Rudolfo Lago, assessor do senador, explica que o processo é um pouco complicado mas funciona assim:

Na própria página do Senado (www.senado.gov.br), entre em “Atividade Legislativa”. Ali há “Pesquisa Rápida de Matérias”. Clique em PLS _ Projeto de Lei iniciado no Senado. Embaixo, tem um quadro escrito “Tipo”. Selecione também PLS _ Projeto de Lei iniciado pelo Senado. Abaixo, coloque o número do projeto, que é 480, e o ano, que é 2007.

Em tempo

o Lago acaba de me passar um jeito mais fácil de acessar o projeto. É só entrar no blog do senador e clicar no assunto:

www.cristovam.org.br/blog

 

 

 

 

 

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:
03/05/2009 - 18:28

Corinthians e Ronaldo: quem ajudou quem?

Compartilhe: Twitter

Em apenas cinco meses, deu-se o milagre: o Corinthians pulou direto do título da Segundona do futebol brasileiro, no final do ano passado, para ganhar agora, pela 26ª vez, o Paulistão _ e, ainda por cima invicto, coisa que não acontecia no estadual desde 1972.

E Ronaldo, depois de mais uma grave contusão, em que apareceu gordo numa foto que ficou célebre, de barrigão pra fora do calção, copo de cerveja e cigarro na mão, e se meteu depois num monte de rolos, acabou não só dando a volta por cima, como seus gols foram decisivos para a conquista do Corinthians.

Chamado de ex-jogador em atividade, num palpite infeliz de um diretor do meu São Paulo, ele foi à forra em campo e ajudou a eliminar o tricolor antes de faturar o Santos nas finais.

Com Ronaldo vestindo a camisa 9 do Corinthians, ainda tamanho GG, deu-se o casamento improvável, que deu certo, por um destes caprichos do destino, e o Corinthians voltou a empolgar a sua grande e fiel torcida, que chorou o rebaixamento em 2007. 

O que liga as duas pontas desta história de amor?

Para mim, foi Mano Menezes, o jovem e discreto técnico gaúcho que só se preocupa em colecionar títulos, de qualquer categoria. Com ele, Ronaldo voltou a ser o Fenômeno, com o time inteiro colaborando, jogando com garra e, principalmente solidariedade.

Corinthians e Ronaldo: quem ajudou quem?

Para responder à pergunta do título, peço a ajuda dos leitores (não precisam ser universitários…).

Meu palpite é que um ajudou o outro, sob as bençãos de Mano Menezes, e os dois juntos ferraram com nosotros são-paulinos, palmeirenses, santistas _ todo mundo que não é corinthiano, enfim. Ou seja, a outra metade da cidade, que não está comemorando o título neste momento. 

Salve o Corinthians, o velho campeão dos campeões!

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:
03/05/2009 - 17:34

Dilma, casa e escola, a vez da solidariedade

Compartilhe: Twitter

Depois de várias semanas de revolta e indignação diante dos desmandos do Congresso, houve uma guinada nos comentários dos leitores do Balaio esta semana.

Em três diferentes assuntos, que foram os mais comentados, o que mais notei na manifestação dos leitores foi a solidariedade.

Foi assim nos comentários, que somaram mais de 400, enviados sobre três posts que tiveram como personagem central a ministra Dilma Roussef (sua doença, o caso Dilma-Folha e a análise do Ibope sobre o que muda _ ou não muda _ no cenário da sucessão).

Da mesma forma, o artigo do senador Cristovam Buarque propondo que os políticos eleitos sejam obrigados a matricular seus filhos em escolas públicas, para melhorar o nível do ensino, levou os leitores do Balaio a abrir um amplo debate sobre o assunto, envolvendo também os que podem pagar escolas particulares.

A denúncia do leitor Everaldo Alencar sobre as dificuldades que uma faxineira encontrou para se inscrever no novo programa da casa própria do governo, levou outro leitor, que preferiu ficar no anonimato, a doar um terreno de sua propriedade em Aparecida de Goiânia ou poder ser construídas casas para quatro famílias.

O Caso Maria Júlia, como a história da faxineira ficou conhecida aqui no Balaio, motivou outros leitores a oferecer ajuda ou, ao menos, sugestões para enfrentar o problema. 

Se depender das orações e da solidariedade demonstrados com a ministra Dilma pela absoluta maioria dos leitores, ela poderá se sentir, se não curada, pelo menos confortada.

A proposta de Cristovam e a doação de um terreno certamente não resolverão os seculares problemas do ensino público e da casa própria no país.

Mas é sempre melhor cada um procurar fazer alguma coisa, nem que seja apenas participar das discussões sobre estes assuntos, do que ficar naquele baixo astral de só ficar jogando pedras na Geni, por mais que Geni mereça.

Claro que também teve gente que não se preocupou nem um pouco com o câncer linfático da ministra, e lhe fez as mesmas críticas de sempre, apenas preocupada com a disputa eleitoral do próximo ano, assim como, para alguns leitores, esse negócio de casa própria e ensino público são problemas que nunca terão solução com “estes políticos”.

Houve quem visse em tudo apenas demagogia, mas a absoluta maioria dos leitores me deu a sensação de que, apesar de tudo, o brasileiro ainda não perdeu o nobre sentimento da solidariedade.

Números da semana

Segue abaixo a relação dos três assuntos mais comentados da semana no Balaio, na Folha e na Veja, conforme levantamento que faço todos os domingos.  

Balaio

Dilma Roussef: 434

Escola pública (proposta de Cristovam Buarque): 127

Casa própria (Caso Maria Júlia): 90

Folha

Congresso: 105

Dilma Roussef: 50

Gripe suína: 43

Veja

Congresso desmoralizado: 168

Discussão no STF: 76

Maranhão: 23   

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:
Voltar ao topo

oferecimento