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27/05/2009 - 11:10

Almanaque do Elifas na noite do Rei

Tinha recebido dois convites para eventos marcados no mesmo horário na noite de terça-feira. Como não dá para estar em dois lugares ao mesmo tempo, tinha que escolher.

Um convite era para participar da festa dos 10 anos da revista Almanaque Brasil, do grande Elifas Andreato, no Museu de Arte Moderna (MAM), e o outro para ver o show de Roberto Carlos com 20 cantoras, quase todas belas e formosas, no Teatro Municipal, em comemoração aos seus 50 anos de carreira.

Entre um velho amigo e um ídolo de muito tempo, meu coração balançou, mas acabei indo ao MAM para dar um abraço em Elifas, enquanto minha mulher, claro, ia ver o Rei no Municipal, o que é muito justo. Não me arrependi, garanto.

Voltamos os dois felizes para casa e um contou para o outro a bela festa que acabou de ver. No meu caso, não poderia ter sido melhor. Além de partilhar da felicidade do Elifas, um dos maiores artistas gráficos brasileiros de todos os tempos, ainda encontrei um monte de amigos e assisti a um belo concerto no auditório do MAM.

Rolando Boldrim, Antonio Nóbrega, Moacir Luz, Vicente Barreto e Celso Viáfora revezaram-se no pequeno palco para mostrar um pouco do que a música brasileira tem de melhor.

Imperdível, mas quem não viu não vai ver mais, ao contrário do show do rei Roberto Carlos, que poderemos assistir no domingo depois do “Fantástico”, na TV Globo.

Menino de família muito pobre criado no interior do Paraná, elifas começou a trabalhar cedo. Analfabeto até a adolescência, torneiro mecânico que gostava de desenhar, militante político perseguido pela ditadura, autodidata que acabou dando aulas de Artes na USP sem nunca ter frequentado um banco de escola, estava feliz de orelha a orelha no papel de mestre de cerimônias.

Desde que trocou o chão de fábrica por um estágio na Editora Abril, onde foi responsável pelo projeto gráfico da coleção de História da Música Popular Brasileira, nos anos 1970, ele já fez mais de 500 capas de discos, algumas delas antológicas, de Pixinguinha a Zeca Pagodinho.

Este é um cara mais velho do que eu que poderia viver só do que já fez no jornalismo, na música, no teatro, na literatura, nas artes plásticas, sempre deixando sua marca de talento e muita garra, mas ele sempre quer mais.

Agora mesmo, está acertando com Paulo Markun, da TV Cultura, e Tereza Cruvinel, da TV Brasil, que estavam no evento, um projeto para levar o Almanaque Brasil à televisão pública ainda este ano.

De tudo que Elifas já fez e faz, o Almanaque, que circula faz uma década a bordo dos vôos da TAM, com uma tiragem de 100 mil exemplares por mês, é seu filho dileto, que sobrevive com muitas dificuldades, com a ajuda dos seus outros filhos, mas também lhe dá muitas alegrias. 

Na contra-capa do livrão “Todo Dia é Dia”, que ele lançou pela Ediouro este ano, com os melhores momentos do Almanaque Brasil de Cultura Popular, ele resume o espírito da coisa:

“Como em todo bom almanaque, além de fatos curiosos e divertidos, aqui você também vai encontrar o que se comemora em cada dia do ano; o que se colhe no Brasil a cada mês; os signos; o significado das expressões mais tradicionais; os santos de cada dia do mês; as festas e os costumes populares”.

Entre tanta gente amiga, bonita e talentosa que lotou o auditório e o saguão do MAM, abastecida pelos petiscos e chopes do Pirajá, desfilava com sua camisa de renda vermelha comprada em Havana o miúdo Myltainho Severiano da Silva, dono do melhor texto jornalístico do país, ancorado no Almanaque deste a sua criação.

Quando vi os dois juntos, não resisti à brincadeira, e fui lá falar para eles: “Se o Elifas é o pai do Almanaque, o Myltainho só pode ser a mãe…”.

 

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

31 comentários para “Almanaque do Elifas na noite do Rei”

  1. João Band disse:

    Ricardo
    Com a permissão do grande Elifas Andreato, mas não dá para esperar.

    Até eles estão aderindo.
    Em outros tempos: Até tu Brutus!

    28/05/2009 – 16h54
    PSDB quer expulsar deputados tucanos que assinaram proposta da 2ª reeleição de Lula
    GABRIELA GUERREIRO
    da Folha Online, em Brasília
    O PSDB ameaça expulsar do partido os quatro deputados da legenda que assinaram a PEC (proposta de emenda constitucional) que viabiliza uma segunda reeleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), disse nesta quinta-feira que não vai aceitar a adesão de tucanos a uma proposta que classifica como “golpista”.
    O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), autor da PEC, disse que QUATRO deputados do PSDB e ONZE do DEM teriam assinado a proposta. A Mesa Diretora da Câmara ainda não divulgou os nomes dos 194 deputados que assinaram a proposta uma vez que ainda vai conferir as assinaturas de cada um.

  2. Samuel disse:

    Cidadão K, assim vc assusta a gente, afinal, passou por gripe forte. Faz mais de 24 horas que vc publicou a última matéria e, pelo numero de comentários liberados, (18), vc nem tem feito a moderação. Como vc não é preguiçoso, como gosta do que faz, a única razão que nos acode é que vc tenha ficado gripado novamente.
    Por cautela, beba água, muita água…
    Bem, se naõ escreve por falta de assunto vou sugerir um;
    ontem li no blog do Claudio Abramo um texto interessante sobre educação; a tese do colunista, (bom, muito bom), é que não temos uma boa educação porque o nossa economia não sente falta de bons profissionais. O argumento é que não há uma economia projetada para o futuro, vivemos do dia a dia, de montadora de fora, de industrias que vem só pra agregar alguma coisa e por ai afora. No que ele tem razão, acho eu. No passado, na época das privatizações, os profissionais vinham (e acho que ainda vem) de fora. A multinacional traz alguém da China, do Japão, dos EUA, e a macacada só se presta pra obedecer.
    Bons profissionais, com formação apurada, não encontram mercado; é comum o sujeito ser rejeitado por “excesso” de qualificação (parece absurdo, mas é verdade), quem busca o mercado de trabalho sabe que, em muitas entrevistas, tem que baixar a bola, esconder qualificações, porque a empresa onde ele busca emprego quer pagar pouco, e pra isso não precisa de gente muito bem preparada.
    Já me estendi…
    Bem, lembrei do texto do Abramo porque hoje vejo na internet, (tudo hoje está na internet), que o Governo do Estado de São Paulo tem recolhido “livros” distribuidos a rede escolar porque contem absurdos como mulheres nuas em posições provocantes, sujeito coçando o saco, fazendo gesto obsceno pra mulher, porque contem frases “ao nascer use seu cordão umbelical pra estrangular toda equipe médica, o melhor é nao deixar testemunha”, e perólas como “nao ame ninguém, estupre”, e outras aberrações que a falta de uma politica educacional e pouco respeito com a coisa pública é capaz de produzir.
    Porque não diz pra nós o que vc sabe sobre estes “livros didáticos” que o governo estadual tem distribuido por ai.
    Bem, é uma sugestão, por falta do que dizer, se cuide Cidadão K…
    Ah, estou de volta pra casa, Saõ Paulo me deprime.

  3. Bruno Abud - São Paulo disse:

    Kotscho,

    Como bem coloca o colega Manoel Ferreira (”ter balançado entre RC e Elifas”) …………….Já vi tudo: Você quis homenagear o “Rei” nesse post, né, fala a verdade! Só pode!

    Abraços

  4. Simei disse:

    Samuel – 28/05 as 19:50

    Seguindo a sua linha de raciocínio, vou sugerir outro assunto:

    Eu se tenho em minha conta corrente 100 reais e por lá à um erro a aparece 100 mil reais. Se eu pensar tá aqui é meu, alguem misecordioso teve pena de mim e me fez uma pequena oferta.

    Quando o bando descobre a falha e eu já detonei a “minha pequena oferta” vou ter que devolve-lo ou pegar cadeia por apropriação indevida.

    Veja este artigo:

    Juiz diz que membros do MP não devem ressarcir o erário por recebimento de gratificações indevidas
    28/05/2009 – 16:09
    O juiz da 1ª. Vara da Fazenda Pública, Dr. Pedro Longo, ao analisar o mérito de uma Ação Popular (001.99.008150-9) proposta por alguns juízes estaduais, em que figuram como réus uma série de Promotores e Procuradores do Ministério Público Estadual – por terem recebido indevidamente auxílio moradia e gratificação de nível superior – entendeu que os mesmos não são obrigados a ressarcir o erário pelos valores pagos.

    Segundo entendeu o magistrado, “embora sejam beneficiários diretos do suposto ato lesivo, os membros do Ministério Público, não têm legitimidade para responder pessoalmente pelas possíveis ilegalidades apontadas pelos autores. Isso porque, todos os valores, foram recebidos pelos litisconsortes de absoluta boa-fé”.

    O objetivo da ação proposta pelos juízes era a suspensão e a declaração de ilegalidade do pagamento de auxílio moradia e gratificação de nível superior aos membros do Ministério Público, bem como o ressarcimento das verbas recebidas pelos mesmos.

    A ação foi proposta em julho de 1999. Uma liminar concedida à época, suspendeu de imediato o pagamento do auxílio moradia.

    O juiz disse ainda que também não vislumbrou qualquer indício de que os membros do Ministério Público tenham contribuído ou usado qualquer artifício para auferirem as vantagens apontadas como ilegais pelos autores. Segundo ele, “apenas perceberam seus vencimentos e vantagens em decorrência e como justa contrapartida pelo exercício de suas funções”.

    Em outro trecho da decisão, o juiz afirmou que para que fossem obrigados a ressarcir o erário, os réus “haveriam de ter, comprovadamente, agido de má-fé ou, de alguma maneira, contribuído para a ocorrência de ato lesivo (por exemplo, peticionado administrativamente requerendo tais vantagens)”.

    Ainda visando justificar o conteúdo da sua decisão, o juiz lembrou que a Procuradoria-Geral não demonstrou interesse em contestar a ação:

    “O ESTADO DO ACRE se absteve de contestar a demanda, e, tampouco, requereu a sua inclusão no pólo ativo conforme lhe faculta o § 3º do artigo 6º da LAP. Portanto, de tal postura jurídica, se presume não tenha identificado a ilustrada Procuradoria-Geral do Estado qualquer ilicitude ou prejuízo ao erário”, disse.

  5. Natália Zdradek disse:

    Peço licença para invadir seu blog e fazer um comentário que nada tem a ver com o texto postado. Acabo de ler um livro seu e do Gilberto Dimenstein: A aventura da reportagem. Quase parei de ler o livro na metade, até que cheguei a parte escrita por ti. Sou estudante do primeiro semestre de jornalismo e pensava seriamente em abandonar o curso, talvez ainda pense… Ingressei na faculdade e vi que minhas aspirações eram romanticas de mais. O meu fascinio pelas historias com finais felizes, meu apego a utopia e o meu desprezo pelas reportagens consideras IMPORTANTES, como as trapalhadas do planalto central me fizeram crer que eu deveria segir outra profissão e quem sabe no final da vida escrever livros para crianças. Mas me deparei com um réporter que se destacou no cenário nacional e que mesmo tendo que dar noticias importantes não abandonou o outro aldo da história. Venho por meio deste comentario apenas elogiá-lo. E dizer que tenho os mesmos pensamentos que tu tinha no começo da carreira : “Será que vale a pena?”. Mas quando me deparo com profissionas como tu vejo que sim. Um dia também gostaria de ser lembrada ,não pelos prêmios que ganhei, nem pelos furos de reportagens, mas pela historia do pipoqueiro que eu contei e que ninguém mais dava atenção…

  6. Bira Dantas disse:

    Ricardo, que bacana essa notícia. A última vez que vi o Elifas foi na inauguração do MAG (Museu das Artes Gráficas), criado pelo Gualberto (que abriu, com Dani, sua mulher, a maravilhosa Livraria HQ Mix), logo fechado pela secretária de (falta de) cultura claudia b, ops costim, do (des) governo alckmim.
    Elifas é um dos maiores ilustradores que este Brasil já viu, foi meu diretor de arte, quando trabalhei como chargista no jornal Retrato do Brasil em 1985…
    Um sonhador que realiza uma revolução cultural comparável apenas à do Ziraldo.
    Valeu pela cobertura do evento, infelizmente eu não pude ir…
    Fica aqui o convite para você conhecer (se já não conhece) a deliciosa livraria HQ mix (onde lancei minha versão de D.Quixote e de Memórias de um Sargento de Milícias em Quadrinhos).
    Hoje Luis Gê estará lá:
    A HQMIX LIVRARIA e EDITORA
    ÁTICA TEM A HONRA DE CONVIDAR

    DIA 29
    MAIO
    SEXTA
    19:30

    LANÇAMENTO DO ÁLBUM:
    O GUARANI
    ADAPTAÇÃO DO ROMANCE DE JOSÉ ALENCAR

    POR:
    LUIZ GÊ [ROTEIRO E DESENHOS]
    IVAN JAF [ADAPTAÇÃO E ROTEIRO]

    HQMIX LIVRARIA
    PRAÇA ROOSEVELT Nº 142
    Centro – São Paulo – SP
    TEL (11) 3258 7740

  7. José Augusto Bernabé disse:

    É Ricardo, como já falei, talento é um dom, e o Eifas (com E maiúsculo) prova isso, como tantos outro perdidos nesse Brasil a fora desde os tempos de Pindorama.
    Lembro, quando era pequeno ainda, e o meu pai tinha os táxis la na Julio Mesquita, do Joca (trocador de óleo) e o Mato Grosso (faz tudo) que moravam em uma obra paralisada ao lado do Casarão do Mario de Andrade, diziam, na rua Aurora, já fechado há muito tempo, quase em frente ao Restaurante Tabú, que com suas filosofadas, inspiravam o Adoniram.
    Outros tantos, pelos mesmos caminhos deram certo como o Paulo Coelho, por exemplo. Mas eram Gênios do Talento e nos faziam aprender muito com suas colocações e criações, mesmo em sonhos.
    Até o Carlos Zéfiro (psiodonimo) dava show com sua literatura de sexo-cordel.
    E hoje, o sistema acha que Universidade ensina. Ensina sim, a cumprir ordens expressas do proprio sistema, nada mais.
    Talentos ? só se for para servi-los, é só observar os resultados de beneficios ao todo.
    A Ciência já foi enquadrada a muito tempo.
    abraços

  8. Lombardi . disse:

    Pois é Manoel… A gente esperneia… Esperneia, mas acaba ‘se indo’ por isso ao visitar meus amigos enfermos nas alcovas sombrias e pobres e por vezes chorar com eles procuro mostrar o momento a ser aproveitado.

    Não por isso, mas quem sabe amanhã careço de visita!

    É o agora para se fazer o que gosta e o que dá prazer e o que dá para se fazer… Nem que for somente para inclinar a cabeça para o lado da vidraça e observar a cúpula celeste azul ou negra cintilante ou simplesmente abrir a aleta da janela e deixar entrar um pouco de atmosfera.

    Se não for hoje, será amanhã por isso o melhor instante para se fazer o que se deseja é agora, nem que for o desejo de não fazer nada.

    Abraço.

  9. Manoel Ferreira disse:

    Estimada universitária Natália, boa tarde aqui já quase noite e noite romanticamente fria !

    Gostei muito do seu texto, principalmente de: ,

    Ingressei na faculdade e vi que minhas aspirações eram românticas…………..meu apego a utopia e o meu desprezo pelas reportagens consideras IMPORTANTES, como as trapalhadas do planalto central me fizeram crer que eu deveria seguir outra profissão…………………….. e quem sabe no final da vida escrever livros para crianças……………………………………Mas quando me deparo ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,. Um dia também gostaria de ser lembrada, não pelos prêmios que ganhei, nem pelos furos de reportagens, mas pela historia do pipoqueiro que eu contei e que ninguém mais dava atenção…

    Querida sou um velho emotivo e saudosista, e hoje, eu gostaria imensamente de te enviar algumas despretensiosas palavras.

    As crianças?

    Natalia, isto já aconteceu!

    Bem depois de tentar inutilmente dialogar com os adultos, José Renato de Monteiro Lobato, que mais tarde mudaria o seu nome para José Bento, resolveu dar início a sua obra imortal nos personagens de Pedrinho, Narizinho, Dona Benta Tia Anastácia, O Visconde, O Saci……e então a partir daquele momento de inspiração, Lobato este gênio literário entendeu em seu âmago que era muito mais adulto se dirigir as crianças!

    Veja como as coisas se repetem!

    O piloto de avião de guerra francês, Antoine de Saint-Exupéry, concluiu sua obra universal “O Pequeno Príncipe” “(cujo velho exemplar surrado, ganho em 1957, eu ainda guardo na gaveta da minha cômoda,)” aproximadamente um ano antes de sua morte por volta de 1.944, não sei ao certo. Igualmente ao nosso Lobato, Exupéry era um cara sério e super interessado, mas da mesma forma sofria das angústias causadas pela inutilidade dos seres, principalmente os adultos. Então algo deveria ser mudado?

    O quê?

    Exupéry começa ingenuamente a sua obra com o menino pedindo ao piloto em meio ao nada oferecido pelas areias dispersas do Saara, e da imensidão do deserto, pede ao interlocutor, que lhe desenhasse um carneiro.

    E aí inicia o relato das fantasias de uma criança que assim como as demais questiona todas as coisas, mesmo as mais simples da vida com um enredo de pureza e ingenuidade que poucos adultos são capazes de compreender.

    Natalia espero que você se torne uma jornalista,e for de fato o seu desejo, e ainda torço para que você seja uma brilhante profissional, mas se no fim de tudo, e de todas as coisas, você achar que está perdendo o seu tempo redigindo outras’Urupês” e outras ‘”Cidades Mortas”, não se turbe o vosso coração, dê vida aos seus personagens de menina que ainda habitam o seu coração e vá escrever para quem realmente leva as coisas a sério!

    Sucesso!

    Abraços fraternos

    Manoel Ferreira

  10. Manoel Ferreira disse:

    Estimado lombardi, bom te ler!

    Estava já de saída do escritório e resolvi postar uma mensagem a esta moça que deseja ser jornalista quando de repente me deparo com o seu texto!

    Sabe Lombardi, eu não sei quem disse uma vez, acho que foi o sacana do Nelson Rodrigues que o Câncer mobiliza e une as pessoas ou coisa assim, li isto por estes dias.

    Mas a grande verdade Lombardi, é que como diz o Salmo 91 onde o Salmista afirma com extrema propriedade que mesmo que eu ande pelo vale de sombra e de morte não temerei mal algum, pois………E então me lembro da minha pássagem por este vale e com extrema alegria por ter feito a minha última sessão no final deste ano, recebendo de novo do Senhor mais um pedacinbho de vida para eu poder completar a minha carreira.
    E quando vejo a luta do Zé de Alencar e de tantos outros nossos
    semelhantes, eu confesso a você que meus olhos se enchem de lágrimas, pois como se fosse um filme, me vem tudo a memória, aquelas crianças, as cadeiras de quimio, as filas, o frio da manhã e da solidão, enfim tudo é muito triste, mas como você disse nem que seja ao menos para inclinar a cabeça e sentir o vento batendo em meu rosto, meus cabelos que voltaram a crescer sacudir com ele, e nem que seja ainda só para ver outra vez o anil do céu, ,,,,?

    Ah! meu querido,?

    Você tem razão,: “Tudo vale a pena!”

    Abraços fraternos, e se der volto no domingo!

    Mas antecipadamente bom final de semana a você e aos balaieiros!

    Manoel Ferreira

  11. João Rocha disse:

    Prezado Kotscho,
    Dirigi um documentário sobre o Elifas e sua relação com a música carioca. É apenas um pedaço de um pedaço da obra de Elifas – afinal, ele se envolveu com a música do país todo, e em muitas outras áreas de produção. Porém, dá para desfrutar um pouco da obra e da personalidade desse grande brasileiro. O filme, que inaugurou o Centro de Referência da Música Carioca, no Rio, conta com depoimentos de outros grandes, como Herminio Bello de Carvalho, Paulinho da Viola e Sergio Cabral. Está disponível no site do Almanaque (uma bela visita, por sinal), no seguinte endereço: http://www.almanaquebrasil.com.br/videos/documentario-sobre-elifas-e-a-musica-carioca/
    Um abraço!

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