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12/05/2009 - 12:18

O gesto de grandeza de Delúbio Soares

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Na mesma sexta-feira, 8 de maio, em que fui internado no hospital com problemas variados, entre eles insuficiência renal e arritmia cardíaca, em consequência de uma infecção intestinal e uma gripe mal curada (ver nota abaixo), meu amigo Delúbio Soares desistiu de pedir sua reintegração ao PT para não provocar uma divisão no partido que ajudou a criar.

Só nesta terça-feira, já em casa, tive oportunidade de ler as mensagens que recebi ao longo destes dias e, entre elas, encontrei o discurso que ele fez aos companheiros do Diretório Nacional do PT reunidos em Brasília para julgar o seu pedido.

Antes que o fizessem, Delúbio abriu mão deste direito pelo qual lutou bravamente nos últimos meses, buscando apoios em todas as instâncias do partido. Acompanhei desde o início esta sua caminhada para poder voltar à política partidária, sua razão de viver, desde que o conheci, faz 20 anos, durante a primeira campanha presidencial de Lula.

Posso imaginar quanto deve ter-lhe doído escrever este discurso, que é, ao mesmo tempo, uma declaração de amor à causa pela qual se entregou, e um libelo em que não pede perdão nem anistia, apenas justiça e o direito de apresentar as suas razões.

Mais uma vez, colocou os interesses partidários acima dos seus próprios, na certeza de que o tempo irá reparar os sofrimentos e as injustiças que sofreu nestes últimos anos.

Aos 53 anos, continua o mesmo sonhador irreverente, capaz de rir dele mesmo, sem abrir mão dos ideais em que acredita e bota fé. Somos amigos de graça, desses de tomar cerveja juntos, dar risada e falar mal da vida alheia _ a ele nada devo, nem ele a mim. Comigo sempre foi correto.

Por isso, faço questão de abrir espaço neste Balaio para reproduzir trechos do discurso de Delúbio. Em palavras simples e sentidas, ele resume um raro gesto de grandeza, exatamente no momento em que antigos valores como lealdade e fidelidade partidária são motivos de chacota e se troca de lado com a facilidade de quem troca de camisa.

“São 38 anos de luta, 30 no PT. Esse é meu DNA. Compareço com o pouco que tenho a vos oferecer: toda uma vida na trincheira do único partido ao qual pertenci e ao qual, mesmo tendo sido expulso, paradoxal e ironicamente, ainda perteço”, apresenta-se ele, para em seguida dizer o que lhe vai na alma:

“Contrariando a modéstia de goiano simples do interior pobre, que desde a mais remota idade não conheceu senão a luta contra a oligarquia, em seu Estado, e a ditadura, em seu país, confesso a impagável paz de espírito de ter podido chegar até o dia de hoje sem trair meus compromissos partidários, meu credo ideológico, minhas alianças políticas, minhas convicções pessoais e um profundo e sincero sentimento de solidariedade para com todos os meus companheiros”. 

Lembra do começo do PT:

“Fundei este partido. Tempo faz. Éramos alvos da descrença de uns, da zombaria de outros. Contamos nos dedos de uma das mãos os companheiros de então. Nos da outra, os votos conquistados num início que era só fé e pura teimosia.

Muitos pdoerão dizer que valeu a pena. Mas muito poucos podem dizer como o companheiro que vos fala: começaria tudo outra vez, se preciso fosse.

Não há glória maior do que a de se saber guerreiro fiel dos ideais acalentados na alma. A ficha de filiação, em assim sendo, vale menos do que a convicção de que todo sofrimento é nada diante da grandeza do ideal”.

“(…) Portanto, quem vos fala, meus companheiros, é um homem sem rancor, sem ressentimentos, sem medo e sem ódio”.

“Tragado ao centro de uma crise de proporções históricas, onde tudo se fez e nada se poupou na tentativa de desestabilizar o presidente que elegemos e seu governo de transformações sociais, mantive a integridade de caráter e fidelidade ao PT e aos meus companheiros”.

E explica os motivos da sua decisão de retirar o pedido de reintegração ao partido neste momento:

“Não pretendo ser motivo de qualquer divisão interna, muito menos de causar discórdia por conta de uma postulação política que muitos dizem ser pessoal, a de voltar ao PT. Nem devo causar tipo algum de embaraço aos companheiros que se colocaram, corajosa e generosamente, a meu lado no presente debate”.

Ao final, deixa uma pergunta no ar, que até agora ninguém se habilitou a responder:

“De que me acusam? Quantos são os políticos brasileiros que realizaram campanhas eleitorais sem que alguma soma, por menor que fosse, não tenha sido contabilizada?”

Dias de hospital

Como alguns de vocês devem ter notado, o Balaio ficou fora do ar, sem atualização, desde a última quarta-feira, 6 de maio, por motivo de força maior, como se dizia antigamente.

Começou com uma gripe acompanhada de forte diarréia, deu febre, eram sintomas de retrovirus. Tomei uns remédios e continuei trabalhando, passei quatro horas mediando um debate no II Fórum de Sustentabilidade e Comunicação, no Anhembi, com Premio Nobel e tudo na minha mesa, até que pifei de vez, e fui parar no pronto-socorro do Sírio Libanês, onde um jovem médico plantonista, o Cristian, providenciou rapidamente minha internação.

Antes de mais nada, quero agradecer ao empenho de toda a equipe do meu velho e bom amigo Roberto Kalil, que rapidamente foi me acudir, e só me largou quando me deu alta na noite de segunda-feira, com todos os sinais vitais em perfeito funcionamento, até onde isto é possível num jornalista sexagenário. Ao dedicado pessoal da enfermagem e a todos os funcionários do Sírio também deixo aqui meu muito obrigado.  

Vida que segue. Nestes dias de hospital confesso que não me interessei em saber o que estava acontecendo lá fora. Só liguei a TV para ver futebol e abri o laptop uma única vez apenas para informar à distinta freguesia que não tinha condições de escrever, com mãos e braços ocupados por tubos e agulhas, e a cabeça oca de tudo.

Na breve trégua que a vida me deu, notei como a internet mudou as relações de trabalho. Antigamente, quando ficava doente, a primeira coisa que fazia era avisar meu chefe imediato e explicar o que estava acontecendo.

Nas poucas vezes em que fui chefe, me senti tantas vezes enganado por subordinados “doentes” ou que perderam os mesmos parentes pela segunda ou terceira vez, que deixei de dar importância a estas coisas.  

Como ninguém sentiu minha falta nem me ligou, nem depois que avisei aos leitores no blog a razão de estar fora de combate, temo que no dia em que morrer só vão descobrir um ano depois…

Também as moças que me convidaram para o II Fórum até hoje não me ligaram para saber como estava passando, mesmo tendo acompanhado minha agonia para cumprir o compromisso assumido naquele dia.

De outro lado, fiquei bastante sensibilizado com as manifestações dos leitores preocupados com a minha ausência, que me enviaram rezas, votos, receitas e conselhos. Da mesma forma como mudaram as relações de trabalho, mudaram também, e para melhor, as relações com os leitores, humanizando-as, o que conforta bastante quem vive de escrever.

Para falar bem a verdade, acho que vocês não perderam grande coisa. Ao dar uma olhada hoje nos jornais empilhados sobre a mesa da cozinha me dei conta que lá estavam as mesmas notícias enguiçadas (patente by Alfredo Ribeiro, o Tutty Vasquez) de sempre _ da crise econômica à gripe suína , dos abusos no Congresso à reforma política, das entrevistas do Gilmar Mendes à lei antifumo.  Nada de novo no front.

Números da semana

Com atraso, pelos motivos já explicados acima, publico abaixo o levantamento dos três assuntos mais comentados da última semana no Balaio, na Folha e na Veja, balanço que costumo divulgar aos domingos. Como era de se esperar, foi uma semana fraca para o Balaio, que saiu do ar no meio da semana.

Balaio

Menor infrator: 220

Corinthians e Ronaldo: 83

Sustentabilidade: 49

Folha

Abusos no Congresso: 134

Governo Lula: 93

Educação: 70

Veja

Dilma Roussef: 67

Diogo Mainardi: 33

José Antonio Toffoli: 18 

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

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205 comentários para “O gesto de grandeza de Delúbio Soares”

  1. Rodrigo disse:

    O Delúbio é um picareta, que acha que deve ser absolvido somente porque fez o que todo tesoureiro de partido faz… vê se pode essa lógica???

  2. everaldo disse:

    Sobre o Delubio,
    sinceramente,
    prefiro acreditar no Kotscho,
    do que na Veja, no Estadão, na Folha, na Globo…

  3. Marcelo de Matos disse:

    Como simpatizante e eleitor do PT, sinto-me à vontade para dizer que esse é o partido mais sectário que conheço. O PT já fechou as portas a Airton Soares e agora as fecha ao Delúbio. Ingressar em um partido é a coisa mais simples do mundo: basta o interessado querer filiar-se e declarar que aceita os estatutos do partido. Roger Garaudy, em seu livro de memórias, conta que era católico e resolveu filiar-se ao PC francês. Foi ao diretório do partido e perguntou se, como católico, poderia filiar-se. O funcionário de plantão não titubeou. Disse que havia ali na estante um artigo de Lênin sobre o assunto: até o Papa poderia filiar-se, desde que se dispusesse a cumprir os estatutos do partido. Simples assim? No PT, não. Roberto Jefferson declarou que recebeu R$ 4 mi de ajuda eleitoral do PT e continua presidente nacional do PTB. Por quê? Porque o PTB não tem medo de encarar a mídia e assume o possível desgaste político da permanência de Jefferson. O PT, com medo do desgaste político, afastou Delúbio. Entendo que é um erro. Como dizem os marqueteiros, está faltando “atitude” ao partido. Ou, como se diz na minha terra: quando mais se abaixa, mais a bunda aparece. Por fim, Ricardo, espero que você se recupere completamente e continue a nos dar a alegria do seu convívio. Segunda-feira passei perto de seu sítio em Porangaba e lembrei do Balaio e de seus posts. Um abraço.

  4. João Band disse:

    Para Luiz Carlos
    13/05/2009 – 14:07

    Concordaria plenamente com o que você diz, se esta fosse a verdade.
    De onde saiu a grana para a construção das estradas?
    R: do nosso bolso.
    O que é uma rodovia deficitária? Rodovia foi feita para dar lucro? Para quem? Rodovias de pouco movimento temos aos montes em SP e, mesmo essas o governante de plantão quer entregar e, hoje não aplica nada nelas. É só passar pela região de Soccorro/Amparo/Serra Negra e se encontram diversas esburacadas. Pra onde está indo a grana do Estado? Campanha publicitária-politica? Afinal ano que vem é candidato. Aliás se faz propaganda da Sabesp no nordeste, com que intuito? ah! com tanta chuva?
    Aplicar a grana na educação? Está mais do que demonstrado a ineficiência das escolas do estado em SP, nota 4 .
    Na saúde pública, duvido que você enfrente uma fila, de madrugada, em qualquer um desses ótimos hospitais do estado, espalhados pelos rincões paulista e paulistano. Exceção Intituto do Coração que na verdade existe há anos para atender os respeitáveis políticos de outros estados que quando tem algum problema de saúde pra cá se manda. A ambulância mais rápida que existe é o jatinho do aeroporto de seu estado, não preciso citar exemplos.
    Aliás politicos aliados. Os que governam ou governaram seus estados e nem capacidade para construir um hospital em seus estados para atender a si próprio. Afinal em SP está a melhor faculdade de medicina do país, paga pelo povo e não é para o povo.
    Segurança pública? Onde? Você conhece a periferia de São Paulo? Já ouviu falar de PCC? desculpe-me, Organização Criminosa. E Febem? desculpe-me novamente Fundação Casa.
    Mudar o nome não resolve. Vai dar uma voltinha na região da cracolandia.
    O rodo anel está sendo construido com a maioria do dinheiro do governo federal. Quem está levando a fama? R: Serra.Aliás não só aí em qualquer rodovia, ja entregue para o particular, ele mete uma placa dizendo ser obra sua. Sua o que cara pálida ? Feita com a grana do pedágio, muito bem pago por nós.
    Já estão sendo construidas a praças de pedágio. no rodo anel. Quem vai faturar em cima? Serra? Errado? diretamente?quem sabe? Algun de seus amiguinhos? Tudo feito com nossa grana.
    O Problema não são os pedágios, as privatizações. O problema é construir e dar, entregar, presentear, ceder, para qualquer zé mané, amigo do rei. E só pelos lindos olhos?
    Não sou contra as privatizações. Quer explorar qualquer coisa pública ganhe a concessão, CONSTRUA COM O SEU DINHEIRO E DEPOIS EXPLORE . Dentro dos limites da descência e da moralidade. Os pedágios cobrados em SP nas estradas construidas com a minha, a nossa grana, são indecentes, imorais,etc. e não estão sendo alocados para a saúde, educação segurança pública mas para o bolso. De quem? Sabe Deus?
    E os impostos para esse fim?
    Ora ora, convenhamos né, Luiz Carlos!

  5. Mara disse:

    Delubio e grandeza?… me poupe Kotscho.. este senhor deve ser bom de boteco e birita, mas em se tratando de ética, seriedade e honestidade é uma baixaria só…se estivessemos num país sério onde a justiça funcionasse, ele e seus colegas de mensalão estariam todos na cadeia..
    mas aki vale tudo .. por isso ele é grande né? na falta de vergonha!!!!

  6. Grande Ricado…
    Digo grande pq acho o senhor um dos melhores jornalistas desse país, mas daí defender o Delúbio é osso…
    Que o Senhor seja petista tudo bem, mas pela nossa profissão…Diga não as desculpas esfarrapdas de políticos desse nível né?
    Fico feliz pela sua recuperação!!

  7. BIQUEI disse:

    Sem burrice ele não seria o vice!

    Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.Albert Einstein

    CNJ proíbe calções, bermudas, bonés e minissaias em todos os tribunais.

    Brasília, 13/05/2009 – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu manter a proibição para a entrada de pessoas trajando calção, short, bermuda, camiseta regata, minissaia, miniblusa, “blusa com decote acentuado”, chapéus e bonés em dependências judiciárias. A decisão do CNJ responde a um pedido feito pelo advogado Alex Smaniotto. Ele havia recorrido ao Conselho para anular uma determinação do Fórum de Vilhena (RO), que vedava a entrada de pessoas com esses tipos de trajes no local. No processo, ele alega ter presenciado uma pessoa “extremamente carente” ser proibida de entrar no fórum por usar bermuda abaixo dos joelhos.
    A maioria dos conselheiros rejeitou o pedido do advogado, entendendo que o acesso aos fóruns deve ser feito com trajes “convenientes”. “É uma norma de respeito à civilidade”, destacou o ministro João Oreste Dalazen.

    Ele não conhece os Reclamantes da justiça OBREIRA?

    Replay: “É uma norma de respeito à civilidade”, destacou o ministro:João Oreste Dalazen.

    A estupidez humana é a certeza absoluta.Albert Einstein

    Vice-Presidente.Ministro João Oreste Dalazen.

    Como todo Vice é apenas o primeiro dos últimos.

  8. Luiz Carlos disse:

    13/05/2009 – 23:15
    Enviado por: João Band
    Para Luiz Carlos
    13/05/2009 – 14:07
    ”Concordaria plenamente com o que você diz, se esta fosse a verdade.
    De onde saiu a grana para a construção das estradas?
    R: do nosso bolso.
    (NÃO SOU CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES). Quer explorar qualquer coisa pública ganhe a concessão, CONSTRUA COM O SEU DINHEIRO E DEPOIS EXPLORE . Dentro dos limites da descência e da moralidade.”

    Então, caro João, pelo que observo, estamos de acordo em quase tudo, pois pelo que entendi vc questiona eventuais falcatruas e irregularidades nos processos licitatórios, mas, vc não é contra o modelo e o sistema. Ótimo, é o meu sonho; que seja feita licitações sem vícios.

    Deficitária é uma estrada cujo fluxo de veículos não permite abater o custo do uso e da manutenção via pedágio, aí é com o Estado, claro.

    Segurança e saúde pública, eu posso lhe garantir; aÍ em S.Paulo, com certeza, ainda é melhor que em qualquer parte do Brasil, isso não há nenhuma dúvida.

    E os contratos de concessão são de exploração e manutenção e, em alguns casos, complementação de trechos e acessos. A concessionária não é dona da estrada, não cabe a ela, portanto, construi-la.

    Se vc acha que o pedágio em S.Paulo é caro, faço-lhe uma sugestão; faça uma viagem do Rio a B.Horizonte pela BR 040, talvez vc mude de opinião.

  9. CLAUDIO - Curto e Grosso disse:

    Sr. Ricardo, só lhe faltou imitar aquele Deputado do Rio Grande do Sul, quando disse: ” a opinião publica que se lixe”. Lamentável.

  10. Luiz Carlos disse:

    Nunca é demais lembrar que as rodovias pedagiadas tem como sócio majoritário o próprio governo que tributam as concessionárias, em média, em 40%. Falar que o dinheiro das construções ”é nosso” e que, foram dados de mão beijada é falso. O problema é que o dinheiro do governo, muitas vezes não é ”nosso” é dele, do governo, que gasta aos tubos e adoidadamente. Basta lembrar que o povo brasileiro paga o combustível mais caro do mundo…É isso mesmo – mais caro do mundo-.

  11. Luiz Carlos disse:

    13/05/2009 – 23:15

    Enviado por: João Band Para Luiz Carlos
    ”Segurança pública? Onde? Você conhece a periferia de São Paulo? Já ouviu falar de PCC? desculpe-me, Organização Criminosa. E Febem? desculpe-me novamente Fundação Casa.
    Mudar o nome não resolve. Vai dar uma voltinha na região da cracolandia.”

    Ô João, vc precisa dar uma andada pelo nosso Brasil afora, pois este elenco de problemas citados aí são comuns em todo o país. Ô João, menor infrator não existe só em S.Paulo, sabia disso? E a fundação casa, comparativamente, é um paraíso.
    E, quanto ao PCC, não sei se vc sabe, mas há organizações criminosas em todo o Brasil, vc sabia disso? Sabia?

  12. Luiz Carlos disse:

    13/05/2009 – 22:45

    Enviado por: everaldo

    Amigos !!!
    Por favor, sem emoção.
    ”Sempre existiu, existe e existirá o MENSALÃO.”

    Olá Everaldo, é verdade, sempre existiu. O que mudou foi a amplitude e o descaramento. A diferença é como fazer uma cirurgia com ou sem anestesia. Antigamente, na era pré-PT, a coisa era mais, digamos assim, bem feitinha, com anestesia e cuidados posteriores. Agora não, é na cara dura. E aí dói muito mais…

  13. Cristina disse:

    Não sei se o Delúbio é cínico, hipócrita ou pau mandado, seu discurso tem uma má fé evidente e absoluta falta de vergonha na cara, bem comum ao brasileiro que não se sente responsável. Ele não é apenas acusado de utilizar caixa 2 para pagar despesas de campanha, ele é acusado de achacar empresários do ramo publicitário e fazer um esquema enorme de desvio de dinheiro público sob forma de super faturamento de verbas publicitárias, pedir empréstimo ilegal e não contabilizar, quer dizer ele usou o poder do PT para obter vantagens para o partido e também para ele, é mentira que não obteve vantagens pessoais. É muito cinismo perguntar de que está sendo acusado. Foi feita uma auditoria nas contas do PT, Delúbio é acusado por auditores fiscais, dinheiro não aceita desaforo e nem palavras bonitas de defesa, o fato é que a contabilidade “delubiana” é ilegal. Talvez o Delúbio seja bode expiatório dentro do PT, o único que foi expulso, fora do PT o bode maior é José Dirceu, o Delúbio é considerado pau mandado, um elemento menor. Nossa elite que produz está tão ferrada quanto o povo, o PT nada mais é que uma nova oligarquia, não é um partido democrático, democracia deste jeito é ditadura do povão, é hipocrisia demais. De que adianta ser honesto nas idéias e desonesto com o dinheiro? Felizmente o presidente Lula não é “petista”, menos cínico ou pau mandado que seus companheiros de partido, pelo menos é um cínico sincero e tem poder de mando.

  14. Bom dia Ricardo e amigos balaieiros!

    Acabei de abrir o computador, e recebo uma ligação de um policial militar aqui de São Paulo procurando o responsável pela empresa.
    O policial cuja patente não perguntei, me disse que estavam tentando fazer uma reforma no posto, e com isso buscando ajuda financeira com os pequenos empresários.
    Bem…devído à minha situação atual, eu me prontifiquei em ajudá-los com meus produtos no que fosse possível, já que na parte financeira está um pouco difícil.
    Ele agradeceu, e ficou de retornar.

    Incrível isso! Não sei pra que pagamos impostos…e muitos.
    Gastam em propagandas rios de dinheiro, e deixam seus servidores públicos nessa situação.
    Segundo o que me relatou esse policial que obviamente não citarei o nome, o repasse de verbas é ínfimo perante as necessidades da corporação.
    Olha meus amigos! Estamos presenciando o descaso com os pilales básicos de uma sociedade. Educação, saúde, e segurança. Exatamente nessa ordem.
    São desvíos daquí, desvíos de lá, comissões, carínhos financeiros, etc etc etc…e raramente chega o que realmente precisamos.
    Descaso…má fé…corrupção…desvíos de verbas, e outras tantas obscuridades que presenciamos no dia à dia, não são prerrogatívas de apenas um único partído, mas de todos em geral.
    A única coisa que “eles” querem realmente é que voce vá até uma urna e digite um número…depois que continue pagando e sustentando “eles” por todo o mandato.
    Acho que somente uma “reforma” não é suficiente.
    Temos mesmo é que “exigir” mesmo que com o ANULAMENTO de nossos votos, que se reconstruam as nossas instituições.
    Segundo Martin Luther King, os “BONS” não irão ficar eternamente em silêncio, agora temos a internet.

    Bom dia a todos!

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

  15. Norma M. disse:

    Querido Ricardo,

    Eu estive ausente pois estava sem o micro e no sábado assistindo um programa da TV Cultura com o professor Pasquale da nossa lingua portuguesa, você falava sobre um período difícil da história do Brasil, putz, nem imaginava que vc estaria doente, mesmo assim, deixo aqui minhas estimas para que vc se recupere plenamente ok?
    Precisando de alguma coisa me contate.
    Volto a participar daqui alguns dias.
    Um super abraço,
    Norma.

  16. Rubens disse:

    E por falar em “Grandeza”, o que o amigo acha do Marcão, o melhor goleiro do País?
    Saude !

  17. Samuel disse:

    Tá melhor Kotscho? Vai devagar, não precisa pressa. Se cuida e desculpe pela visita demorada ontem. Um abraço

  18. everaldo disse:

    Luis Carlos 9:56

    Caro Luis, “descaramento” leva-se a supor que o mensalão de hoje é incomparavelmente inferior ao antigo “bem feitinho”, e êle só vem a público Luis, porque o governo resolveu não pagar o mensalão midiático.
    E ficaria muito barato pagar, pois ela, a mídia, está com “água pelo pescoço”
    Hoje, na verdade, o que temos é um mensalinho, em relação aos antigos mensalões.

  19. coiote disse:

    FUI CENSORADO.PORQUE?

  20. Renato disse:

    De vez em quando surgem as famosas defesas do “mas sempre foi assim”, “todo mundo faz”, “sempre existiu” – uma forma de buscar raízes históricas que absolvam os ladrões de seus crimes ou, ao menos, diminuir sua culpa. É o que chamo de “conformismo do espertalhão” – se tudo sempre foi assim, ninguém é pior nem melhor do que ninguém e, sendo assim, pra quê mudar?

    Simples – precisa mudar porque aquele que desvia dinheiro público ou o recebe por questões de compadrio, está, por tabela, matando gente que depende daqueles recursos. Está tirando da boca de quem precisa de merenda, de hospital, de segurança. Só não se fez ainda a contabilidade dos mortos pela corrupção brasileira porque a ninguém interessa. Quantos doses de remédio deixam de ser compradas para que o parlamentar, o ministro, a esposa e as amantes pudessem passear em Milão? E o apadrihado do governo, que recebe dinheiro público pra fazer sabe-se lá o quê, sem precisar prestar contas? Quantas merendas escolares esse cara está custando? As farras dos cartões de crédito corporativos – o que esse recurso não poderia fazer por uma, duas, três escolas? Quantos estudantes não deixaram de receber uniformes para que um ministro e seus assessores deslumbrados fizessem compras em Buenos Aires?

    O crime de mau uso do dinheiro público é muito mais que uma mera questão administrativa.

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