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30/04/2009 - 08:29

Filhos das excelências nas escolas públicas

Atualizado às 13h40 do dia 1º/5

Só agora, começo da tarde de sábado, encontrei uma lan house no Café Maringá, em Bocaina de Minas, para liberar os comentários. Onde estou hospedado, em Visconde de Mauá, no meio do mato, não pega nem celular. Por isso, a demora.

Mas valeu a pena ler os mais de 100 comentários que chegaram para o post com o artigo do senador Cristovam Buarque publicado aí abaixo _ no mais rico e qualificado debate desde que o Balaio entrou no ar em setembro do ano passado.

Depoimentos de professores, de pais de alunos e ex-estudantes de escola pública fornecem material para uma alentada discussão sobre os rumos do ensino no país. A maioria apóia a idéia de Cristovam, mas é cética quanto à sua aprovação pelos atuais parlamentares.

Pela primeira vez, não tive que excluir nenhum comentário, o que me deixa muito feliz e prova que a internet pode ser um belo fórum para o debate de idéias que não têm espaço na grande mídia. 

Um dos leitores do Rio de Janeiro, Renan Doyle (aqui quase todos mandam seus comentários com seus nomes verdadeiros e completos), das 11H50 de hoje, resumiu no final do seu comentário o sentimento geral:

“Povo culto é povo questionador, e isto nenhum político quer, pois não se elegeriam e a mamata acabaria”. 

Aos leitores:

viajo hoje, sexta-feira, para ir a um casamento em Visconde de Mauá, no Rio, e só volto no domingo. Não sei se lá será possível conectar a internet.

Por isso, não sei quando conseguirei fazer a moderação de comentários. Pretendo descansar um pouco, depois de passar várias semanas, incluindo fins de semana, direto no computador, que fica ligado das 9 da manhã às 11 da noite, e também precisa de uma folga.

Bom feriadão a todos. Deixo com vocês um instigante artigo do Cristovam Buarque que vale a pena ler.

Todo ano, tão certo como acontece no Carnaval, na Páscoa e no Natal, as manchetes sobre os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) se repetem:

Folha: “Enem expõe desigualdade entre públicas e privadas _ Entre as 20 instituições mais bem colocadas no exame, 15 são particulares”.

O Globo: “Enem mostra a falência das escolas públicas nos Estados”.

Como mudar este quadro?

O senador-professor Cristovam Buarque, aquele eterno sonhador que sonha de olhos abertos, tem uma proposta: obrigar suas excelências, os políticos eleitos pelo povo, a matricular seus filhos em colégios públicos.

Ah, mas eles não vão querer, dirá o leitor mais cético ou realista, como queiram, com toda razão. Mas, que a idéia é muito boa, não tem dúvida. Se este projeto por milagre fosse aprovado, eles certamente se preocupariam mais em oferecer nas escolas públicas um ensino de qualidade para seus filhos.

Educação pública passaria a ser, de uma hora para outra, prioridade nacional.

Como não custa nada sonhar com um futuro melhor para o país, o Balaio publica abaixo com exclusividade este artigo escrito pelo meu amigo Cristovam Buarque. 

O leitor vai encontrar nele bons argumentos para defender sua proposta de colocar os filhos dos eleitos nas escolas públicas onde estudam os filhos dos seus eleitores. Quem sabe, desta forma, um dia possam mudar as manchetes de todo ano sobre o Enem.

O que os amigos do Balaio pensam deste projeto? Tem alguma chance de ser aprovado? Se os leitores/eleitores se manifestarem, talvez suas excelências possam se tocar para, pelo menos, colocar em discussão a escola pública. Nunca é demais sonhar _ e fazer alguma coisa para mudar a realidade.

Artigo para Blog do Kotscho

 

Cristovam Buarque

 

 

Meu pai e minha mãe não eram católicos praticantes, mas meu irmão e eu estudamos em colégios religiosos: maristas.

Além da proximidade da escola em relação a nossa casa, a principal justificativa é de que as vagas nas poucas escolas públicas já estavam preenchidas com os filhos das pessoas influentes, especialmente os deputados, senadores, vereadores, seus apadrinhados, ricos e bem conectados.  

Ainda mais: as escolas religiosas eram baratas, os professores, missionários sem família nem salário. Não pagavam aluguel, nem impostos; os equipamentos eram apenas quadro negro e um simples laboratório de química e física.

Hoje, quando se propõe que os eleitos deveriam colocar seus filhos na escola pública, onde estudam os eleitores, a idéia é considerada demagógica.

Em 40 ou 50 anos, desde que a população pobre migrou à cidade e colocou seus filhos na escola pública, a parcela rica, inclusive os parlamentares, migraram para a escola privada.

A partir daí, a escola pública foi abandonada, entregue aos municípios.

Em pouco tempo, consolidou-se a ideia de que a apartação era legítima: ricos que podem pagar têm o direito de estudar em escolas particulares de qualidade; pobres, que não podem pagar, ficam em escolas ruins, precárias, sem equipamento, com professores mal pagos e desestimulados.

Quando se considera demagógica a ideia de fazer com que filhos de pobres e ricos, de eleitores e de eleitos, estudem na mesma escola, é porque se considera essa apartação legítima. Isso lembra o discurso de quem era contra a Abolição da escravatura, há 300 anos.

Quando, depois de 300 anos, surgiu a idéia da Abolição, ela foi vista como demagógica, impossível, injustificável.

Os argumentos então eram muitos. Primeiro, como considerar negros com direitos iguais aos brancos? Como fazer funcionar a economia sem escravos? Como tirar dos senhores o direito à propriedade que eles tinham comprado?

Pouco a pouco, a idéia virou realidade, ficou aceita e possível. Terminou acontecendo. Os proprietários foram desapropriados; os negros tiveram, é certo que apenas na lei, os mesmos direitos; e a economia não parou, ao contrário, adquiriu uma nova dinâmica.

O mesmo vai acontecer com a idéia da escola igual para filhos de eleitores e de eleitos. Terminará aceita, e trará um inegável impacto positivo na educação pública e, a partir daí, na democracia social ainda incompleta no Brasil.

Além disto, é uma maneira de comemorar os 120 anos da República: não é uma República plena aquela que tem uma escola para os eleitos diferente da escola dos seus eleitores.

 

 

                                     Brasília-DF, 29 de abril de 2009

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

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139 comentários para “Filhos das excelências nas escolas públicas”

  1. Marco Roxo disse:

    A questão da educação pública é simples. A descentralização e a pulverização do ensino de primeiro e segundo graus não funcionou. Então, que se federalize esses níveis de ensino, assim como acontece com o ensino de nível superior. Os governadores fracassaram nesta questão. Só resta, então, o suporte do governo federal. Estão aí o Pedro II, as escolas técnicas federais e as escolas militares (de formação de praças, sargentos e oficiais) com ensino de excelência. A via é a federalização. Não vejo outra solução no curto prazo. É isso.

  2. everaldo disse:

    Correção do comentário 13:36

    Com 1000 engajados no processo de postar 30 mensagens no orkut todos os dias, teremos não 50 milhões em 5 meses mas sim 5 milhões, porém se fizermos isto virar uma corrente, E ATÉ MESMO UMA CULTURA DO ELEITOR, de mensagens e e-mails poderemos até mesmo engajar 100% de nosso eleitorado.
    Eles, os candidatos, deixaram de distribuirem aqueles santinhos com aqueles sorrisos falsos, e sim suas propostas refistradas em cartório, dando direito ao eleitor de pedir a sua cassação caso , fuja de seus compromissos.

    È XEQUEMATE NOS VAGABUNDOS.

  3. CHISTE disse:

    Quando a princesa Isabel assinou a lei Áurea, faltou assegurar aos negros um amparo legal para sobreviverem. Com a lei assinada e sacramentada, os negros foram simplesmente expulsos das fazendas, não foram aceitos nas colónias e a única alternativa que lhes restou foi caminhar pelas estradas em pequenos grupos, vivendo de esmolas ou fazendo trabalhos braçais em troca de comida, sem poderem se alojar nas fazendas durante as tarefas.
    Atualmente, os aposentados estão sendo marginalizados, ficando invisíveis aos olhos de nossos representantes

  4. Izabel disse:

    PARA PENSAR:

    Na Educação Infantil, é muito comum que a mesma professora que leciona na escola particular no turno da tarde, leciona na escola pública pela manhã. Talvez os pequeninos ricos prefiram o turno da tarde para não terem que levantar da cama tão cedo.

    Na esfera pública a Educação Infantil é mantida pelas Prefeituras.

    A partir da quinta série até o Ensino Médio, os mesmos professores que lecionam pela manhã na escola particular, lecionam à tarde e à noite na escola pública.

    Talvez os adolescentes ricos tenham natação, judô, línguas, etc, etc, à tarde, por isso prefiram frequentar a escola pela manhã.

    Na esfera pública, é responsabilidade da Prefeitura até o nono ano e do Estado o Ensino Médio. O Ensino Técnico, Tecnológico e Superior é de responsabilidade Federal.

    No Ensino Superior público os professores dedicam-se exclusivamente à docência (Dedicação Exclusiva – DE) e possuem Doutorado ou PhD na sua maioria. Enquanto isso, os das faculdades particulares, geralmente fazem “bico” dando aulas. Poucos possuem Mestrado ou Doutorado, embora muitos se denominam Dr, talvez porque sejam advogados (o que é ilegal…).

    Quais são os cursos de maior procura nas universidades particulares?

    Aqueles cursos de bacharelado e graduação que atendem 60 – 80 alunos por turma. O Ensino à Distância também tem grande demanda.

    Quais os cursos que fazem sucesso nas universidades públicas?
    Aqueles cursos de bacharelado, graduação e pós-graduação, presenciais, que necessitam de professores qualificados e laboratórios bem equipados.

    Então, qual o real motivo da inversão do acesso ao ensino superior público, já que é consenso que só quem estudou nas melhores escolas particulares passa no vestibular em Universidade Pública???

  5. Rosalvo Junior (RJr) disse:

    COM O PORTUGUÊS CORRIGIDO

    Meu colega, meu ex-reitor e meu ex-governador Cristovam Buarque, inclusive meu vizinho de quadra residencial,

    Manoel Correia de Andrade, grande geógrafo nordestino e teu professor (ele confidenciou-me isto), disse-me uma vez que você sempre foi muito esperto e inteligente. Sabia pegar as “coisas no ar” e tens um senso de oportunidade fantástico; portanto tens o dom de ser um bom “provocador”.

    Com todo respeito à você e a opinião dos demais comentaristas do balaio o teu artigo não diz nada. Pois não precisamos mais de provocações; todos os dias somos provocados pelas frágeis ações das autoridades e pelas besteiras “empurradas” pela Rede Globo e pela revista Veja, sem falar da pouca densidade de grande parte da imprensa brasileira.

    Cristovam, e eu já encaminhei-lhe um e-mail neste sentido mais detalhado, precisamos ter uma política e um projeto de educação nacional. Ele elaborado e dialogado com a base social daria suporte e seria um guia de ação para todos nós.

    Deves começar com um texto (texto-guia inicial) contendo diagnóstico, análise e sugestão de proposta de política e projeto de educação nacional, elaborado pelos competentes assessores legislativos que o senado federal tem. Depois este texto é submetido às plenárias populares estaduais, regionais e nacionais, culminado com uma grande seminário aqui em Brasilia.

    Após aprovado o texto-guia inicial nas plenárias populares ele torna-se uma referêcia para a implementação da política e projeto de educação nacional. Com ele em mãos pressionamos os poderes públicos e a iniciativa privada para executá-lo.

    Enquanto ficarmos apenas com provocações e sugestões pontuais não avançamos na mobilização nacional, pois não temos um guia e não sabemos para onde vamos.

    Deves “usar” todos os meios a tua disposição no senado federal e executar esta sugestão, em vez de ficarmos discutindo a resolução que diminui a cota de passagens e a proibição de não financiar as viagens de parentes e namoradas com dinheiro público.

    Quero ver você fazer uma densa e boa análise do Balanço Geral da União – BGU de 2009 (a ser entregue em dezembro de 2008) e dos anos anteriores (2003 à 2008) (referente a educação do país) que o Presidente da República, por obrigação constitucional, apresenta às suas ações e as submete todo ano a análise do Congresso Nacional.

    Quero ver você usar a estrutura institucional colocada à tua disposição no senado federal como suporte deste trabalho de mobilização da educação nacional. Não quero mais artigos provocativos na imprensa. Quero densidade. Quero proposta de política e de projeto de educação nacional.

    QUERO UMA PROPOSTA DE POLÍTICA E DE PROJETO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARA O BRASIL. Nada mais. E deixe de nos provocar pois já somos demais provocados diariamente.

    Um abraço fraterno,

    Junior

  6. CARIOCA disse:

    Este governo tem dificuldades com a questao do ensino no Brasil.
    Uma corrente interna deseja implantar um programa de ensino nos moldes Comunista,outro nos moldes Socialista e uma terceira corrente é Democratica e Convencional.Dessa forma as decisões e propostas tem sido ambiguas, e desemcadeiam uma especie de Ensino Hibrido algo bastante semelhante ao famoso ” Samba o Crioulo Doido”.
    O governo que afaga o Terceiro Setor ( Religioso) com propostas de ensino espiritual e produz Cartilhas Marxistas para o MST.

  7. CARIOCA disse:

    …continução….Dessa forma o governo Lula vai “empurrando com a barriga” os reais problemas com a educação no pais.Ha mais preocupação ideologica voltadas, para as questões de ensino no governo atual, do que preocupação com formação Tecnica/Cultural.
    No ensino superior a coisa descamba para a já irritante questão de Cotas Raciais garantindo o acesso de não brancos nas Universidades Federais. O governo fnge não entender que não exite raça branca ou negra..a Raça é apenas Humana ou Animal.

  8. CARIOCA disse:

    Por fim , como o Presidente não tem Formação Academica nehuma , todos ficam como que “pisando em ovos” ,quando o assunto é Educação.Assim , melindrados, os responsaveis pela implantação de melhorias no setor,não acumulam a coragem necessaria para, se e quando preciso for, colocar o “Sino no Pescoço do Gato”.
    È só!
    Quem tiver ouvidos , que ouça!

  9. Sampaio disse:

    Penso que não precisa impor que ninguém frequente qual escola mas a qualidade é fundamental na escola pública para que todos possam competir com pelo menos uma igualdade de condições e aí conseguiria a vaga no mercado de trabalho o que estivese melhor preparado. Além de que com uma educação melhor teríamos uma sociedade melhor e conseguente todos sairiam ganhando. Sempre faça uma perguntinha básica, de onde vêm todos os parlamentares que povoam as casas legislativas deste Brasil, por acaso vêm de outro lugar, senão da nossa sociedade? Precisamos mudá-la para que a coisa entre nos eixos. Se bem que muita coisa mudou e penso que a tendência apesar dos pesares é de melhorar…Um grande abraço para você Ricardo e todos os frequentadores do melhor boteco do Brasil…(Boteco do balaio)…

  10. JB disse:

    Eu continuo com uma pulga.. não posso nem dizer aonde. Digamos que os resultados do Enem estejam certos, porquanto, no Brasil só tem idiota que nem sabe o jogo-da-velha, onde encontraram os gênios que fizeram as provas?

  11. Maria Fernanda Cardoso de Melo disse:

    Caro Ricardo, como vai?

    Esta questão é muito relevante e deveria ocupar mais a imprensa.
    Eu estudo as relações públicas e privadas na área da saúde e posso te dizer que isso também ocorre nesta área e é fruto do modelo adotado após o golpe militar de 64, que mudou o rumo (para pior) de muita coisa que estava sendo construída e teve consequências que até hoje ainda são difíceis de serem entendidas.
    No caso da saúde, há um texto ‘clássico’ (na área) do Faveret Filho e Oliveira, chamado ‘universalização excludente’, em que observam que a classe média e setores melhor remunerados deixam de ter como referência o sistema público de saúde e passam a optar pelo privado, que começa a ganhar autonomia financeira beneficiado pelo surgimento e difusão de mecanismos de financiamento como seguro saúde, medicina de grupo e etc. Entretanto, nosso desenho de sistema de saúde (que foi fruto de muita luta do movimento sanitário e outros), inspirado no modelo inglês, de acesso universal com predomínio do setor público, na prática, fica com a cara do americano, onde o setor público atua somente para grupos que não podem ter acesso a serviços privados via mercado.
    O sistema privado de saúde, na minha opinião, deveria complementar o sistema público, mas no nosso caso ele concorre, principalmente nos serviços de média complexidade. Enfim, este é um complexo debate.
    Esta proposta do Cristóvão Buarque é antiga, mas merece voltar sempre ao debate. Salvo engano, o Oded Grajnew também propôs isto: que os filhos das autoridades dos três poderes frequentassem escolas públicas e a rede SUS.
    Em 16/03/2009, no caderno Cotidiano da Folha de São Paulo, foram publicadas várias matérias interessantes que falam sobre as vantagens trazidas pela ‘mistura’ de alunos de diferentes níveis sociais. Há, inclusive, uma pequena entrevista da atriz Andréa Beltrão, em que ela explica porque preferiu matricular seus filhos na rede pública. O link é para a entrevista é http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1603200903.htm
    Para aqueles que se interessarem pelo texto que citei, a referência completa é FAVERET FILHO, Paulo e OLIVEIRA, Pedro Jorge de (1990) “A Universalização Excludente: Reflexões sobre as tendências do Sistema de Saúde”.
    Ricardo, um grande abraço e parabéns pelo seu blog. Acompanho sempre.
    Nanda

  12. Maria Fernanda Cardoso de Melo disse:

    Ops, a referência foi incompleta….segue novamente.

    FAVERET FILHO, Paulo e OLIVEIRA, Pedro Jorge de (1990) “A Universalização Excludente: Reflexões sobre as tendências do Sistema de Saúde”. Planejamento e Políticas Públicas (IPEA), junho, nº3, pg 139-161.

  13. Ricardo Brasileiro disse:

    Reconheço que , durante a eleição de 2006 eu acabei entrando na “onda” que a imprensa criou e divulgou de que o Cristóvam so falava de Educação. Reconheço o erro. Ele falava de tudo,e conomia, desenvolvimento, futuro – através da educação. Esse tema é mais do que oportuno e essa proposta, se um dia aceita, com certeza influenciaria a educação no Brasil. Precisamos recuperar a escola pública para nossos filhos e netos. Temos que ficar atentos antes que os políticos entreguem também a saúde, a segurança, a previdencia etc etc etc

  14. CHISTE disse:

    SENADOR PAULISTANO MOSTRANDO SERVIÇO, NÃO É UMA GRACINHA O PITCHUCO DO PAPAI -rsrsrsrsrs

    REPASSANDO, postado no Blogue do Ancelmo Gois :

    Enviado por Bernardo de la Peña – 1.5.2009| 8h37m
    O roqueiro e a ministra
    Em dose dupla
    Papai Eduardo Suplicy circulava ontem pelo Senado com o filho Supla que esteve na Casa entrevistando senadores para seu programa na MTV.

    Com cabelos mais espetados do que nunca e de sapato branco, o roqueiro se divertiu foi com a senadora Marina Silva. A ex-ministra, que é do Acre, disse que na Amazônia cabeleira igual a dele só a de alguém que esbarrou num peixe elétrico.

  15. Que maravilha ver os parentes próximos desses pilantrões em escolas públicas, não por retaliação, mas para que eles sofram na pele a realidade dos estudantes brasileiros que são humilhados e, como acontece a maioria das vezes, não têm nem direito a merenda que os governos se lhes oferecem, porquê quase sempre essas merendas são surrupiadas pelos que lá trabalham, como tem constantemente acontecido. Será que eu estou sonhendo ou é outra armadilha desses politicos de meia-tigela. Se assim for, não sei o que mais faremos para nos livrar dessa “gripe suina”, de Brasilia.
    RF

  16. Esse Supla é um saco. Por que esse velhote não se manca e deixa essa vidinha de lado? Também, com o povo brasileiro sustentando esse marmanjo palhaço, que vive saracoteando pelo mundo a fora, posando de artista. Esse cara só tem talento para ser feio que só…
    RF

  17. antonio barbosa filho disse:

    Há anos defendo esta tese do senador Cristovam: a de que os titulares de cargos eletivos e públicos deveriam ser obrigados a usar os serviços públicos de Educação e Saúde para si e suas famílias. Não podem dizer que seria um ônus do cargo, pois a eles cabe melhorar tais serviços. Disputa cargos quem quer, e esta deveria ser uma das condições para servir ao povo – que é o que todos desejam ardentemente, certo?

  18. Volnei Paulo Lazzaretti disse:

    O candidato do PT, ainda que não seja a Dilma, vai vencer a eleição contrariando prognósticos de muitos “urubus” de plantão/carteirinha que não admitem segundo a denominação destes mesmos que o “semi-analfabeto, cachaceiro, e etc… e etc…) coneguiu dar uma lição de administração e gerenciamento economizando em torno de R$ 200.000.000.000,00 (bilhões)
    em meio a toda maracuataia que ainda existe. Esses “urubus” são pessoas que não estão comendo no tacho que raparam durante outros governos.
    Cuidade gente: “TÁ RUIM, MAS TÁ BOM”!
    Ah, e tem outra: ETA “ADMINISTRADOR BOM” o semi-analfabeto!
    Volnei Paulo Lazzaretti – Professor e Relações Públicas

  19. Marcia disse:

    Ola para todos,
    Meu nome e Marcia brasileira e sou casada com um estrangeiro,bom que isso tem a ver com o assunto vcs saberam agora,meu esposo diretor de uma companhia suica me pergunta coisas do brasil e eu nao sei responder,para comecar quando eu entrei na escola tinha 7 anos ,porque quando minha mae me levou aos 6 a diretora disse tadinha deixa ela ficar mais tempo em casa o ano que vem ela volta,nasci em 71 entrei na escola 78 numa cidadizinha de sao Paulo interior,nunca estudei historia so estudei geografia e so do Brasil,na 5 serie tinha historia e geografia so do Brasil,foram anos de nao saber nada do mundo,que passava a onde ficava o continente africano etc.Ao que gostaria de chegar e tem alguem contemporanio a minha pessoa que ja passou por isso?Gracas a Deus eu sai do Brasil estudei e hoje sou formada por Le Cordon Blue,falo 3 linguas e quero ver as pessoas do meu pais que vivem em pequenas cidades ter mais direito a informacao e a um ensino melhor,ninguem merece sair do Brasi para ser culto.

    Brigada
    Marcia

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