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30/04/2009 - 08:29

Filhos das excelências nas escolas públicas

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Atualizado às 13h40 do dia 1º/5

Só agora, começo da tarde de sábado, encontrei uma lan house no Café Maringá, em Bocaina de Minas, para liberar os comentários. Onde estou hospedado, em Visconde de Mauá, no meio do mato, não pega nem celular. Por isso, a demora.

Mas valeu a pena ler os mais de 100 comentários que chegaram para o post com o artigo do senador Cristovam Buarque publicado aí abaixo _ no mais rico e qualificado debate desde que o Balaio entrou no ar em setembro do ano passado.

Depoimentos de professores, de pais de alunos e ex-estudantes de escola pública fornecem material para uma alentada discussão sobre os rumos do ensino no país. A maioria apóia a idéia de Cristovam, mas é cética quanto à sua aprovação pelos atuais parlamentares.

Pela primeira vez, não tive que excluir nenhum comentário, o que me deixa muito feliz e prova que a internet pode ser um belo fórum para o debate de idéias que não têm espaço na grande mídia. 

Um dos leitores do Rio de Janeiro, Renan Doyle (aqui quase todos mandam seus comentários com seus nomes verdadeiros e completos), das 11H50 de hoje, resumiu no final do seu comentário o sentimento geral:

“Povo culto é povo questionador, e isto nenhum político quer, pois não se elegeriam e a mamata acabaria”. 

Aos leitores:

viajo hoje, sexta-feira, para ir a um casamento em Visconde de Mauá, no Rio, e só volto no domingo. Não sei se lá será possível conectar a internet.

Por isso, não sei quando conseguirei fazer a moderação de comentários. Pretendo descansar um pouco, depois de passar várias semanas, incluindo fins de semana, direto no computador, que fica ligado das 9 da manhã às 11 da noite, e também precisa de uma folga.

Bom feriadão a todos. Deixo com vocês um instigante artigo do Cristovam Buarque que vale a pena ler.

Todo ano, tão certo como acontece no Carnaval, na Páscoa e no Natal, as manchetes sobre os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) se repetem:

Folha: “Enem expõe desigualdade entre públicas e privadas _ Entre as 20 instituições mais bem colocadas no exame, 15 são particulares”.

O Globo: “Enem mostra a falência das escolas públicas nos Estados”.

Como mudar este quadro?

O senador-professor Cristovam Buarque, aquele eterno sonhador que sonha de olhos abertos, tem uma proposta: obrigar suas excelências, os políticos eleitos pelo povo, a matricular seus filhos em colégios públicos.

Ah, mas eles não vão querer, dirá o leitor mais cético ou realista, como queiram, com toda razão. Mas, que a idéia é muito boa, não tem dúvida. Se este projeto por milagre fosse aprovado, eles certamente se preocupariam mais em oferecer nas escolas públicas um ensino de qualidade para seus filhos.

Educação pública passaria a ser, de uma hora para outra, prioridade nacional.

Como não custa nada sonhar com um futuro melhor para o país, o Balaio publica abaixo com exclusividade este artigo escrito pelo meu amigo Cristovam Buarque. 

O leitor vai encontrar nele bons argumentos para defender sua proposta de colocar os filhos dos eleitos nas escolas públicas onde estudam os filhos dos seus eleitores. Quem sabe, desta forma, um dia possam mudar as manchetes de todo ano sobre o Enem.

O que os amigos do Balaio pensam deste projeto? Tem alguma chance de ser aprovado? Se os leitores/eleitores se manifestarem, talvez suas excelências possam se tocar para, pelo menos, colocar em discussão a escola pública. Nunca é demais sonhar _ e fazer alguma coisa para mudar a realidade.

Artigo para Blog do Kotscho

 

Cristovam Buarque

 

 

Meu pai e minha mãe não eram católicos praticantes, mas meu irmão e eu estudamos em colégios religiosos: maristas.

Além da proximidade da escola em relação a nossa casa, a principal justificativa é de que as vagas nas poucas escolas públicas já estavam preenchidas com os filhos das pessoas influentes, especialmente os deputados, senadores, vereadores, seus apadrinhados, ricos e bem conectados.  

Ainda mais: as escolas religiosas eram baratas, os professores, missionários sem família nem salário. Não pagavam aluguel, nem impostos; os equipamentos eram apenas quadro negro e um simples laboratório de química e física.

Hoje, quando se propõe que os eleitos deveriam colocar seus filhos na escola pública, onde estudam os eleitores, a idéia é considerada demagógica.

Em 40 ou 50 anos, desde que a população pobre migrou à cidade e colocou seus filhos na escola pública, a parcela rica, inclusive os parlamentares, migraram para a escola privada.

A partir daí, a escola pública foi abandonada, entregue aos municípios.

Em pouco tempo, consolidou-se a ideia de que a apartação era legítima: ricos que podem pagar têm o direito de estudar em escolas particulares de qualidade; pobres, que não podem pagar, ficam em escolas ruins, precárias, sem equipamento, com professores mal pagos e desestimulados.

Quando se considera demagógica a ideia de fazer com que filhos de pobres e ricos, de eleitores e de eleitos, estudem na mesma escola, é porque se considera essa apartação legítima. Isso lembra o discurso de quem era contra a Abolição da escravatura, há 300 anos.

Quando, depois de 300 anos, surgiu a idéia da Abolição, ela foi vista como demagógica, impossível, injustificável.

Os argumentos então eram muitos. Primeiro, como considerar negros com direitos iguais aos brancos? Como fazer funcionar a economia sem escravos? Como tirar dos senhores o direito à propriedade que eles tinham comprado?

Pouco a pouco, a idéia virou realidade, ficou aceita e possível. Terminou acontecendo. Os proprietários foram desapropriados; os negros tiveram, é certo que apenas na lei, os mesmos direitos; e a economia não parou, ao contrário, adquiriu uma nova dinâmica.

O mesmo vai acontecer com a idéia da escola igual para filhos de eleitores e de eleitos. Terminará aceita, e trará um inegável impacto positivo na educação pública e, a partir daí, na democracia social ainda incompleta no Brasil.

Além disto, é uma maneira de comemorar os 120 anos da República: não é uma República plena aquela que tem uma escola para os eleitos diferente da escola dos seus eleitores.

 

 

                                     Brasília-DF, 29 de abril de 2009

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

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139 comentários para “Filhos das excelências nas escolas públicas”

  1. Vander queiroz disse:

    gostaria que os leitores observassem o resultados das escolas paulistas no ENEM, é uma vergonha, agora entendo porque os paulistas e paulistanos adoram a tucanada…porque não tem senso critico e capacidade de olhar além da viseira imposta pela sociedade/imprensa e sei lá mais quem…acorda BRASIL!

  2. Todas as escolas devem estar na mão da iniciativa privada, e, principalmente, os professores sendo sócios. O Estado tem dinheiro suficiente para pagar a mensalidade daqueles que não tem recursos, comprovadamente. Os que tem recursos, pagam a mensalidade. Quem não tem, o Estado paga.
    Qualquer empreendimento na mão do Estado, leia-se políticos, é um desastre.

  3. everaldo disse:

    Já defendo há tempos, que todo candidato, durante a campanha, REGISTRE NO CARTÓRIO ELEITORAL ALGUMAS DE SUAS PROPOSTAS OBJETIVAS,ACEITANDO SER PENALIZADO COM SUA CASSAÇÃO SE DESCUMPRIR QUALQUER DELAS, e que esta seja uka das propostas pétreas. Para isto nem precisamos de leis, basta exigirmos isto do candidato, que ao fazê-lo não poderá ser questionado em nenhum tribunal, pois passará a ser sua vontade expressa.
    Por exmplo: Um candidato a prefeito diz que vai asfaltar todas as ruas de sua cidade, se terminado o mandato não o fez, perde o direito de se candidatar a qualquer cargo, e por aí vai.
    Vamos exigir isto de nossos candidatos. Vamos criar, nós mesmo o PROCON eleitoral.

  4. everaldo disse:

    VAMOS CRIAR UM PROCON ALEITORAL.

  5. Eduardo Vieira disse:

    Depois da Folha de São Paulo ter inventado uma ficha falsa do DOPS acusando a Dilma de ter tentando seqüestrar Delfin Neto, nos tempos da ditadura, A revista Veja se adiantando um ano e meio para as eleições de2010, começou a guerra de difamação contra a possível candidata petista.
    A Capa da Veja dessa semana, faz acusações levianas, contra ela. Acusando-a de usar o câncer, uma questão íntima e delicada, como propaganda de campanha eleitoral.
    Nos últimos dias venho acompanhando o noticiário na net e na TV. Dilma e nem o Lula nunca usaram essa questão como arma de propaganda. Quem veio pela primeira vez com essa História foi a FOLHA, ao dizer que a ministra estava com câncer, como pessoa pública, a mesma informou a sociedade, tentando inclusive demonstrar que nada mudava em sua vida. A Estória do uso político surgiu com o blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, que fez inúmeros artigos atacando a ministra e o Lula, de uma forma raivosa e irracional, coisa típica do mesmo. Quando essa estória estava apenas sendo explorada pelo blogueiro ultraconservador, estava tudo bem. Reinaldo Azevedo já era conhecido por sua militância anti-Lula, e desmoralizado como estava, por defesas polêmicas em favor do ministro do supremo Gilmar Mendes, a Dona da DASLU etc. Isso não gerava nenhum desconforto.
    O problema foi a Veja, revista de repercussão nacional, participar abertamente dessa campanha difamatória, leviana e de muito mau gosto. A acusação da mesma, dizendo que a Dilma está usando o Câncer para fins políticos, é uma jogada arriscada, pois pode simplesmente desmoralizar a revista, pois transforma um drama humano em jogo político. A impressão que tive foi que a Veja tentou abafar de uma forma grosseira e deselegante a invenção da Folha da tão falada Ficha do DOPS, tentando tirar a atenção do público, para uma questão de cunho pessoal.
    A estratégia adotada pelos setores conservadores da Mídia, de antecipar os ataques faltando um ano e meio para as eleições, além de mostrar para sociedade a guerra suja que a direita prepara para o período eleitoral. Pode ser muito arriscada, pois pode criar nojo na sociedade e se voltar contra a própria mídia e capitanear simpatia dos eleitores para Dilma Roussef.
    Espero que a mídia conservadora retorne ao seu equilíbrio, trazendo para o palanque político as grandes questões nacionais, como a reforma política, dos impostos etc. contribuindo para o debate e para a consolidação de projetos que devem ser debatidos pela sociedade. Seria melhor forma da mesma contribuir para democracia:)

  6. Luiz Carlos disse:

    Quanto ao SUS, Diego Mainardi escreveu o seguinte;
    Dilma Rousseff fez bem em procurar um hospital particular. Seus hematologistas e seus oncologistas podem receitar-lhe o MABTHERA, como acontece nos Estados Unidos e na Europa. OS MAIS DE 10000(dez mil) PACIENTES COM LINFOMAS QUE TODOS OS ANOS RECORREM AOS HOSPITAIS PÚBLICOS BRASILEIROS, POR OUTRO LADO, NÃO PODEM CONTAR COM O REMÉDIO PORQUE ELE É CARO DEMAIS PARA O SUS: UM FRASCO CUSTA 8000 REAIS. O que aumenta mesmo, nesses casos, é só a possibilidade de morrer.

    Diz ainda o Mainardi: um brasileiro com linfoma que toma MabThera tem mais chance de sair inteiro do lado de lá do que um brasileiro com linfoma que é atendido pelo SUS e não toma MabThera. Há brasileiros mais inteiros e brasileiros menos inteiros.

  7. Luiz Carlos disse:

    01/05/2009 – 11:56

    Enviado por: Luiz Paulo G de Resende

    … Concursado professor estadual, exerci direção de órgão regional de educação e posteriormente subsecretário de estado da pasta. Muito estudei e mais me dediquei à educação pública, falo do tema com convicção. Estudei outros cursos, hoje exerço a advocacia. Sou apaixonado por escola, seja estudante, seja professor.

    A questão é complexa e não estou fazendo um artigo. É apenas uma pitada de pimenta para dizer: avaliem os professores, TIRAM-LHES A MALFADA ESTABILIDADE DE SERVIDOR PÚBLICO.

    É isso Luiz Paulo. CLT na moçada…O resto é fácil!

  8. Luiz Carlos disse:

    30/04/2009 – 19:09

    Enviado por: Aliz
    ”…tratar seus problemas de saúde pelo SUS, depender dos mesmos (de)serviços de segurança que nós…”

    Cara Aliz. Leia o meu post das 20:04. Observe o que é realidade.

  9. Lembro de, há algum tmepo, quando soube do projeto do Cristovam de obrigar, por força de lei, que filhos de deputados, senadores e etc estudassem em escola pública, postei em meu blog o seguinte comentário:

    “Eu posso não gostar do senador Cristovam Buarque, tenho diversas discordâncias com as posições dele e em muitos casos o acho um belo de um oportunista mas, agora, tenho que aplaudir.

    Claro, é um projeto de lei inconstitucional, fere a liberdade de escolha, sem falar que filho de deputado, senador e etc, por mais que tenha um pai salafrário, não pode ser responsabilizado por ter nascido na casa em que nasceu.

    Mas o projeto é de uma coragem e lucidez poucas vezes vista.

    O ensino público no país é uma lástima, é simplesmente ridículo e fora algumas poucas escola modelo pelo país, a franca maioria das escolas públicas são um lixo.

    Este projeto deve ser divulgado amplamente, deve cair na boca do povo!

    Até parece que qualquer agente público matricularia seus filhos em escolas que eles mesmos ajudam a dilapidar, só em sonho! Mas ao menos, se tal obrigatoriedade fosse cosntitucional, fosse legal, com certeza TODAs as escolas públicas mudariam da água para o vinho porque se os “agentes públicos” pouco se importam com o filho do joão, da maria e do josé, sem dúvida iriam se preocupar com os seus próprios, matriculados nas mais caras e de elite escolas do país.

    Não sei a quantas anda este projeto mas é fantástico e merecia um amplo debate público. ”

    Mantenho a mesma opinião. A proposta pode até ser demagógica, não nego a possibilidade, mas sem dúvida tem méritos.

    Minha mãe e meus tios (seus 3 irmãos) estudaram boa parte de suas vidas em colégio público e tinham um excelente padrão de vida – meu avô, seus pais, era alto funcionário do Banco do Brasil e, pra que conhece, sabe que ha anos o BB pagava excelentes salários, mesmo para sustentar mulher e quatro filhos, já hoje… – e meu pai e suas irmãs (também eram 4) no total, eram paupérrimos, meu avô era funcionário da Imprensa Nacional e cursou apenas até o segundo grau, e estudaram em colégio público e todos hoje são graduados, meu pai é engenheiro com várias especializações.

    Todos eles vieram de escola pública, quando esta tinha qualidade. Eu, por outro lado, estudei sempre em escola particular, salvo com meus 5 anos, em Cabaceiras, interior da Paraíba, onde morei com 5 ou 6 anos. Só tinha uma única escola, pública, eu era mais alfabetizado que a professora. É triste mas a mais pura verdade, a realidade do país.

    Enfim, a proposta do Cristovam é boa, é fantástica e jamais será aprovada. MAs pelo menos, saindo na mídia, de alguma forma, surgindo como proposta séria, adotada por outro, memso que só para anunciar e denunciar o que temos hoje, já é um avanço.

  10. Mara disse:

    Kotscho,

    Sou cética.. Acho a proposta completamente utopica.. ingenua mesmo.. Em outras palavras acho a proposta demagógica..

    Temos que lidar com a realidade .. o abandono das escolas públicas muitas vezes não está na sua estrutura física, material, e mesmo no seu macro-planejamento, mas na falta de valorização dos profisissionais da educação.
    Profissionais que ganham mal, que não tem condições nem tempo para aprimorar as pesquisas necessárias para seu aperfeiçoamento acadêmico, que as vezes não tem um computador pessoal.. nem acesso a uma biblioteca decente.. e isto acontece com muitos professores deste enorme Brasil…
    Os professores ensinam em salas superlotadas, mal ventiladas, cheias de alunos hiper ativos, hiper problemáticos e hiper violentos….os professores vivem assustados e muitas vezes ameaçados!!

    Ora senhores, as escolas públicas onde os filhos das excelências nesta utopia estudariam, com certeza teria segurança reforçada, as salas não estariam superlotadas, e teria laboratórios especiais para servi-los, e talvez até ar-condicionado!!!..

    È muito fácil criarmos teorias, o problema é implementá-las… a escravidão na concepção de navios negreiros, nos pelourinhos onde os escravos eram açoitados, realmente não existe mais….. mas pergunte a um nordestino que vive na miséria da seca e do abandono das palatifas, pergunte ao desempregado e aos excluidos se eles são realmente livres?pergunte aos sem terra o que eles são no contexto social??
    A escravidão continua sim, com outros formatos, com outras abordagens com outras faces, fantasiadas de democracia. .

  11. Boa noite Ricardo!
    Boa noite amigos balaieiros!

    Bem…como já postei sobre o assunto, agora vou comentar fora dele.
    Eu aliás vou PERGUNTAR…

    Por que é que o Presidente tem que responder alguma pergunta dando a sua opinião sobre um assunto que acabou de gerar uma ENORME POLÊMICA, e nessa sua opinião dizer que acha natural que um parlamentar permita sua esposa viajar às nossas custas???
    Podía muito bem se ISENTAR desse comentário infelíz, deixando a Câmara com os problemas dela, ou então dizendo que o povo ajudou a sanar esse inconveniênte…mas não…para a alegría de sua assessoría mandou ver.
    Me desculpem meus amigos petístas, dos quais alguns eu prezo muito, mas isso não é exatamente a linguagem que o povo aceita.
    Nesse episódio, o nosso célebre chefe da nação desperdiçou uma excelente oportunidade de ficar quieto.

    Até que falou bem quando se referíu ao perrengue no suprêmo
    Mas agora esse comentário?

    Bem…aguardemos o próximo…

    Abraços

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

  12. Roberto disse:

    Nada como sugerir bobagens e mais bobagens e não abordar realmente o que leva o ensino público a ser tão fraco em muitos estados e municipios. Moro num estado rico, São Paulo, mas a educação pública está abandonada a muito tempo. Péssimos secretários de educação seguindo a idéia tucana, de que os pobres não podem ter um boa educação, porque vão querer tirar o lugar dos ricos, mais os desvios de verbas para entidades religiosas e acupunturistas, levaram a situação atual. Ainda assim muitos municipios paulistas, no ensino fundamental, que é de competência municipal, conseguem proporcional um boa educação pública.
    A elite tucana com o apoio da sua mídia continua separando o Brasil em Casa Grande e Senzala…

  13. Gente não vamos viajar na maionese, que besteira pensar que o simples fato de os politicos pôr lei terem de usar as escolas publicas para o ensino dos seus filhos. Como se isso fosse resolver o nosso problema.So vamos sair desta cantilena quando os pais se envolverem mais neste processo e junto com professores e demais setores envolvidos da sociedade e cobrarem as melhorias que tanto queremos.Aposto que a maioria dos blogueiros que escrevem aqui no Balaio não tem filho em escola publica. Eu estudei em escola publica, meus tres filhos estudaram e estudam em escola publica.O sistema de ensino é lamentavel, poderia ser melhor se o governo estadual estivesse preocupado pois em 16 anos de governo tucano tudo ficou igual e olha que eles estão ai desde antes da internet, as pessoas e a sociedade evoluiram ja o sistema.Com tudo isso eu sou privilegiado pois sai da escola publica e consegui pagar faculdade, e meus dois filhos saem da escola publica pra estudar no cefet-guarulhos, pra nós antigos, escola técnica federal, que ficou os 8 anos do governo do Dr. FHC sem investimento, e que só agora graças ao peão Lula recebe a devida atenção valor e reconhecimento.Como diz um amigo meu de doutor em doutor o Brasil afundou, pôr isso pais e mães façam uma visita a escola publica do seu filho.

  14. Jose Esperança disse:

    A demagogia é falar em solução para todos os problemas, como segurança, desemprego, combate a corrupção, reforma agrária etc e tal… Todas as propostas tornam-se meras promessas de campanha.

    Por isso, concordo em genero, numero e grau com o Senador Cristovam Buarque: os politicos e seus filhos em todos os niveis devem estudar os cursos regulares em escolas publicas, a valer a partir do próximo mandato. A regra deve ser definida, sempre antes do jogo começar.

    Por favor, senador, candidate-se a presidente da republica, para que possamos colocar as propostas da educação e cidadania em foco no pais e não continuarmos na terra do faz de conta e de Alice no país das maravilhas…

    Conte comigo e todos os não ignorantes!

  15. Cristina disse:

    O ex-prefeito da Ilhabela, Manoel Marcos, pedia para a classe média usar os serviços públicos, para que estes serviços pudessem ser melhorados. Estudei em escola pública nas décadas de 60 e 70, e foi no regime militar, com o início da universalização da educação que a escola pública começou a decair, antigamente tínhamos que prestar concurso para ingressar no ginásio, que seria a 5ª. Série, as crianças mais pobres só faziam primário. A classe média educada brasileira não gosta de se misturar com o povão. Moro num bairro longe do centro, ficaria mais fácil se os meus vizinhos de classe média colocassem seus filhos numa escola pública, teriam ônibus escolar na porta de casa, mas eles não colocam porque a escola não tem qualidade, nem de alunos e nem de ensino, a reclamação é que o pobre brasileiro não tem higiene, não educa os seus filhos em casa … “Meus filhos vão estudar com marginais”? É o questionamento de um pai de classe média. Meu vizinho foi morar na Austrália e sua filha está matriculada numa escola pública, mas aqui no Brasil ele não quer que ela se misture, mesmo no pré-primário, diz que não há higiene.
    Na minha época, além do concurso para ingressar na escola pública, as classes eram divididas conforme as notas dos alunos, e os meninos eram separados das meninas, os mais inteligentes eram colocados na mesma classe. No Costa Manso, escola pública do Itaim, bairro de classe média alta paulistana onde estudei, estudava também a filha do Gióa Junior, radialista e deputado estadual, a filha do Aldemir Martins, que foi um artista plástico muito conhecido, a filha do médico do bairro, do professor, do dono da farmácia, da lavanderia. Quem estuda no Costa Manso hoje em dia?

  16. Adriano disse:

    Lombardi TRICOLOR 13:24 … e quem tem dois é malvisto!

  17. everaldo disse:

    VAMOS CRIAR, NÓS ELEITORES, O PROCON ELEITORAL

    Não precisamos de nenhuma lei, mesmo porque se dependermos de leis para isto, e, como são eles que as votam , nunca a teremos.

    FUNIONARÁ ASSIM: ( se alguém tiver sugestões as coloque aqui )
    1º- O candicato vem lhe pedir o seu voto
    2º- Você solicita-lhe as suas propostas registradas em cartório
    3º- Você verifica no cartório, no saite do cartório, a veracidade do registro.
    4º- Se suas propostas lhe forem simpáticas, lhe dá o voto.
    5º- Em seu mandato, o seu candidato, descumpre uma das propostas, registradas.
    6º- Você ou qualquer outro eleitor, aciona o ministério público eleitoral, ou você mesmo, pede a cassação do mandato do
    VAGABUNDO.

    Acho que é por aí…

  18. everaldo disse:

    Algumas propostas pétras: ( obrigatórias )

    Para candidatos ao Executivo ( Prefeiutos, Governadores, Presidentes )
    -Esta de matricularem os filhos em escolas públicas
    _Em caso de saúde se tratarem pelo SUS
    - Manterem um saite, mensalmente atualizado, em que esteja o balencete, com os contratos feitos, quem executa as obras , número de funcionários, salários dos mesmos, etc, etc

    Para os candidatos dos lefislativos:

    - Esta de manterem os filhos em escolas públicas
    -Se tratarem pelo SUS
    - Manterem um saite, mensalmente, atualizado com suas atividades parlamentares, ete, etc.

    É isto aí…e pelo menos nós eleitores mais conscientes só votemos em candidatos façam este registro.

    VAMOS PEGAR OS MALAS. EM SUAS PRÓPRIAS ÂNSIAS DE SEREM ELEITOS.

  19. everaldo disse:

    …no período da campanha, nós membros ativos deste PROCON ELEITORAL, vamos pro Orkut, concientizar ao povão que exijam o registro das propostas.
    Se 1000 de nós postarmos 30 mensagens por dia, nas páginas do orkut, , são 30 000 mil postadas em cada dia, quase um milhão por mes, em cinco meses são 50 milhões. Os cabas vão ter que serem muito criativos para sairem desta.

    PRA AMARRAR ESTES MALAS TEMOS QUE SER MAIS MALAS DO QUE ELES ( no bom sentido )

  20. n.zwiebel disse:

    É a idéia mais espetacular que tenho lido nos últimos anos.
    Além do ensino e da saúde propor acabar com a IMPUNIDADE PARLAMENTAR e por na cadeia os políticos corruptos, além de devolverem aos cofres públicos o produto do roubo

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