- Moço, esta é a quinta vez , nestes últimos vinte anos, que eu entro em uma fila para me inscrever, procurando conseguir uma casa.
Com estas palavras, aquela senhora me tirou das divagações que eu estava fazendo sobre uma pesquisa de uns neurologistas a respeito do esquecimento humano.
Na calçada em frente à minha casa se estendia uma longa fila de gente, para fazer a tal inscrição para a casa própria.
_ Pior é que, depois de andar mais de tres quilômetros, com estas duas crianças naquela bicicleta, e de chegar aqui às cinco horas da manhã, não vou poder fazer esta inscrição, pois não tenho seis reais e cinquenta centavos para reconhecer firma de uma declaração de rendimentos, que tenho que fazer, por não ter carteira assinada…
E começou a chorar. Só aí, é que me dei conta que estava diante de um grave problema social e humano.
Chamei-a para dentro de minha sala, onde ela me contou sua história, sua via crucis, em busca de uma casinha.
Dona Maria Júlia, faxineira de mãos calejadas, esposa do falecido pedreiro Sr. Manoel, que durante a vida construiu centenas de residências, e morreu sem ter construído aquela que daria abrigo e dignidade à sua família, me fez dedicar este fim de semana de feriado a tentar entender porque ela e outras milhares de faxineiras têm tanta dificuldade para conseguir a casa própria.
Por coincidência, naquela tarde, estaria aqui em nossa cidade o Gerente Regional da Caixa, a fim de assinar com o nosso prefeito os termos de adesão de nosso município ao tão badalado programa Minha Casa, Minha Vida.
Elaborei então a seguinte pergunta para fazer a cada autoridade presente: “No entendimento do senhor, qual o principal obstáculo para a concretização deste programa Minha Casa, Minha Vida?”
À tarde, fui para a reunião, onde estavam presentes: o prefeito municipal, o gerente regional da Caixa, um deputado federal, três deputados estaduais do município, o presidente do Sinduscom estadual, etc. etc.
Nem precisei fazer a pergunta que elaborara, pois, em seus discursos, eles me deram as respostas.
O gerente regional da caixa disse que o programa dependia fundamentalmente da participação da prefeitura, doando os lotes e simplificando a burocracia, e das construtoras, ao assumirem os empreendimentos.
O prefeito disse que faria tudo para ver as casas construídas, mas não tinha áreas disponíveis para doar. Ia ver o que poderia fazer.
O presidente do Sinduscon, representante das construtoras, que não chegou a discursar, me disse em particular que as mesmas dependiam de receber do prefeito os lotes urbanizados, pois o lucro a ser obtido com imóveis daquele preço era muito pequeno para lhes despertar interesse em aplicar seus capitais.
Fiquei chocado, pois este círculo vicioso de dependências eliminava toda possibilidade de dona Maria Júlia, mesmo inscrita, conseguir a sua casa.
Na volta para minha residência, já consciente de que não seria construída nenhuma moradia para esta faixa salarial (de zero a três salarios mínimos) em nosso municipio, vi próximo à uma rua onde passava, um conjunto de casinhas, já meio antigas, construídas por um certo engenheiro para a população mais pobre. Resolvi então procurá-lo no dia seguinte para batermos um papo sobre este assunto.
Logo pela manhã, fui à casa do referido engenheiro. Sem nem mesmo ter-lhe dirigido a pergunta que ia fazer, ele já começou a me dar respostas.
- Meu amigo, este programa é o melhor programa já disponibilizado por qualquer governo para atender às camadas mais carentes de nossa população, porém será mais uma grande frustração para estes pobres coitados, e para o próprio governo. Tudo por uma simples razão. Os parceiros com os quais pensa contar o presidente Lula não estão nem aí para o referido programa. Nem aí mesmo. Vejamos lá:
A Caixa? Esta instituição bancária há muito tempo não se interessa em prestar este tipo de serviço aos pobres. Alguém já viu banco se interessar por pobres ? Basta ver a quantidade deles que não têm onde morar. Já tentei várias vezes encaminhar processos, apresentar projetos alternativos e nunca obtive uma opinião favorável. Um grande construtor deixa aplicado seus milhões e, depois, pega emprestado o que quiser, pagando juros menores do que os que recebe.
As prefeituras? Até que podem ter um pouco de interesse, pois este programa não repassa dinheiro para elas, e os prefeitos, na maioria curruptos, não tendo como embolsar nada, que interessse eles terão nisto ? Alguns que ainda demonstram interesse, como é o caso do nosso, não dispõem de lotes para doar.
As construtoras? Estas precisam ser “gericadas”. Vou repetir para que você guarde bem esta sigla. Precisam ter o GERIC, que é uma classificação de risco absurda, pois os empreendimentos financiados se auto-garantem. É cartelizadora, emitida pela Caixa, para que ela, a construtora, possa gerir recursos daquela instituição. Te afirmo que é mais fácil um desses nossos senadores entrar no céu do que se conseguir esta tal de GERIC. E, o que é pior: quando a grande construtora consegue o GERIC, foje de pobre igual o diabo foge da cruz. Só um “gericado” com espírito de jerico, se interessa em construir casas para pobre.
Basta ver que, nos últimos vinte anos, estas construtoras “gericadas” construiram aqui em nossa cidade vários condomínios fechados, vários prédios, mas lhe dou mil reais para cada casinha popular que você me mostrar feita por elas. As que você encontrar por aí foram feitas por nós, os “jericos”.
Boquiaberto fiquei, ao ver que a opinião do engenheiro, batia integralmente com a que eu já havia formado. Só não sabia desta história de GERIC. Mas ainda lhe perguntei:
Qual solução o senhor veria para resolver este impasse ?
- Meu amigo, só há uma, não há outra. Para levar casas para pessoas com renda de até três salarios mínimos nas grande cidades, o governo precisa ampliar o leque de parceiros. Precisa incluir os pequenos construtores, como eu e milhares de outros, pois só a nós interessa a lucratividade obtida com os preços estabelecidos neste programa. Temos baixos custos administrativos e operacionais, mais flexibilidade, pois podemos construir em lotes individuais espalhados pela cidade. Mas, para isto, precisaríamos contar com recursos da Caixa, inviabilizado por causa desta tal de GERIC. Com as exigências estabelecidas, não há uma microconstrutora que consiga esta classificação. Se estes microempreendedores estivessem efetivamente inseridos no programa, já teríamos unidades em execução.
Quando não havia esta porcaria de GERIC, eu, como profissional autônomo, reunia um grupo de pretensos mutuários, encaminhava na Caixa as documentações, e construía para eles os seus imóveis. Fica bem mais barato. Com a mesmo quantidade de recursos, se constrói muito mais residências. Aquele conjuntinho que você viu, foi feito assim, além outros que já fiz.
Da maneira como foi proposto, com os parâmetros estabelecidos, e com aquelas parcerias, posso lhe dizer o seguinte: sou capaz de comer um prato de bosta, dos fundos e bem cheio, se daqui a um ano, dois, ou dez, alguém me mostrar uma dona Maria Júlia em sua casinha construída por este programa. É uma pena, pois o presidente Lula quer realmente que ela tenha sua casa, mas aqueles que normatizam o programa não deixam.
O cartel das construtoras “gericadas” espera que o governo aumente o preço. Aí, sim, elas entram, só que não precisava ser desse jeito, pois há alternativas. O problema de nosso país, meu jovem, é que os homens que tomam as decisões são incapazes de “pensar micro”, só “pensam macro”. Soluções simples são totalmente descartadas por não estarem em seus currículos de pós-graduados, ou não beneficiam seu círculo de amigos endinheirados. É isto, meu jovem.
Agradeci, despedi-me, e saí da casa daquele senhor. Triste, quando devia estar alegre, por conhecer, para mim, mais uma verdade.
Ah! Sim! As palavras finais do engenheiro me fizeram lembrar das divagações que eu estava fazendo, quando dona Maria Júlia me abordou. Era sobre uma pesquisa de uns neurologistas, na qual descobriram, que o cérebro da maioria dos humanos faz questão de esquecer as coisas negativas, os momentos ruins do passado.
Talvez seja este o motivo.
A maioria de nossos políticos e doutores, ao chegarem aos palácios do poder, se esquecem que nos lugares de onde vieram ainda há gente vivendo os sofrimentos que eles talvez tenham vivido e, por causa desta inata preguiça cerebral, tenham de tudo esquecido.
É, dona Maria Júlia, tudo conspira contra a senhora. Poderiam, pelo menos, ser menos perversos, não fazê-la entrar em tantas filas e derramar, inutilmente, tantas lágrimas.
E agora seu Michel Temer ? E agora seu José de Arymatéia Sarney ? E agora Ministério Público ? O que mais querem que se revele para que ajam de algum modo para cumprir a lei ? Que vocês são uns salafrários , comprometidos com essa gente de sua láia sabemos , que são corruptos sabemos , que são mentirosos sabemos , só queremos saber se estão preparados para o julgamento final . Nunca na história da humanidade um povo , por mais covarde que seja , deixou de reagir em algum momento . Mesmo num povo sem sangue como esse nosso , de uma hora prá outra surge um ZAPATA , lembram da história de revolta mexicana ? Não , claro que não , a única história que vocês lembram é a de como roubaram desse povo , por toda uma vida . E a gente sustentando quase 15 MIL funcionários no congresso , sacanas , brasileiros que sugam brasileiros , vivendo a custa de um povo que até hoje não conseguiu sua casa própria , não conseguiu uma assistência à saúde , não conseguiu uma escola decente , que anda amontoado em coletivos urbanos , que anda que nem gado em caminhões por esse Brasil afora , que é humilhado pela polícia , que é ignorado pela justiça … Meu Deus , pobre povo covarde , que fica defendendo políticos e partidos como se houvesse um só honesto dentre eles !
Sr. Jornalista gostaria que o senhor fizesse uma matéria sobre concurso público, que ultimamente só serve para arrecadar dinheiro. Participei em 2005 do concurso da prefeitura municipal de Paulinia, foram 39000 inscritos para o setor administrativo, eu fiquei 5 horas na fila, e teve gente que dormiu 2 noites na fila para fazer a inscrição. Até hoje ninguém foi chamado para trabalhar, nem os que passaram nos primeiros lugares, mas foram contratados 160 servidores que não eram concursados.Obrigada
Concurso Público virou outro câncer nesse país.
Kotscho
Em primeiro lugar, me desculpe por eu manter até hoje um pé atrás com voce, por lhe achar meio tendencioso na defesa do governo Lula. Tem coisas boas, porém muito lixo, algumas vezes defendido no mínimo pelo silencio e omissão presidencial.
O que importa agora é este artigo que voce postou sobre o programa de casa própria para pessoas de baixa renda (na verdade, sem renda). Tudo é a mais pura verdade, e sintetiza toda a minha angustia com as instituições sejam elas públicas ou privadas. Com as exceções de praxe, todos só pensam em ganhos, sejam eles financeiros, politicos ou simplesmente de poder. O que fazer para consertar isso? Complexo! Mas que tal começarmos a combater a impunidade e a dar a sociedade mais instrumentos, que realmente funcionem, para mudar essas coisas indecentes que vem acontecendo nos tres poderes. Em todos eles existem as pessoas de bem, que interessante creio sejam a maioria. São engolidas porém pela minoria que grita, esperneia e pior, ganha. Que tal usarmos de vez em quando o poder de plebiscitos para resolver coisas importantes e expurgar o lixo? Esse caso escabroso das passagens do Congresso, é coisa simplesmente de polícia, quiçá forças armadas. E Daniel Dantas? Defendido pelo presidente do supremo (não é apenas questão de direito legal. É protecionismo mesmo!). Defendido agora também pelo “ínclito” conterrâneo Pelegrino? E meu outro conterrâneo “Grampinho” dizendo que a mídia quer fechar o Congresso? Hilário, para não dizer revoltante! Acabo meu desabafo, iniciado pelo programa de casas populares, declarando: corrupção e “quero o meu e é todo” entre outros não são problemas de partidos politicos, poderes ou quejandos, e sim uma questão da impunidade e falta de cobrança que impera por todos estes “Brasis”!
Abraços
Tenho visto através de tele-jornais, algumas manifestações de alguns senhores deputados, pretendendo justificar o vergonhoso comportamento diante dessa monstruosidade de gastar dinheiro do povo com a viagem de familires, de amigos e até de amantes.
Dizia um “respeitavel representante do povo”:
vão querer que eu fique separado da minha mulher, da minha família?
Será que esse senhor, quando se candidatou, gastou milhões para se eleger, não sabia que suas “nobres” atividades seriam exercidas em Brasilia?
Quando o atual presidente da republica, Luiz Ignacio da Silva, terminou o seu mandato de deputado federal, com uma grande popularidade e milhões de eleitores, perguntaran-lhe por que não se canditaria novamente, pois seria certa a sua reeleição,
o Lula respondeu que na camara havia mais de duzentos picaretas e que não suportaria conviver com esse tipo de gente.
Quase foi cruxificado por isso.
Como se vê, a coisa não é nova.
Mas eles serão reeleitos, numa eleição “democratica e limpa” como alardea a nossa mídia.
Que os politicos são todos igual disso não á duvida
Nós brasileiro estamos sem defesa vamos recorrer a quem?
O melhor seria reduzior em 50% o salario destes vagabundos
E aplicar este dinheiro na população que trabalha já que o dinheiro é nosso vamos decidir onde investir.
Fechar a casa da robalheira tambem seria uma solução.
BRASIL: UM PAÍS DE PALHAÇOS DO POVO AO PRESIDENTE
E o Supremo? o ministro Barbosa fez o que o resto da Nação queria fazer e não tem o espaço para faze-lo. Na minha opinião o Balio fugiu de comentar um fato tão importante.
Decididamente perderam a vergonha na cara ( ou nunca tiveram)
enquanto milhões de brasileiros sonham com pouca coisa sem conseguir apos uma vida de trabalho abnegado estes ditos representantes… se leucopletam constantemente concedendo-se aumentos, ajustes.. reajustes.. penduricalhos, quem sabe se achando altamente produtivos e úteis à nação (rsrsrsrs) fazem discursos inflamados, jogam a constituição no chão, rasgam a biblia num teatro sem fim para tentar impressionar aos que ainda acreditam neles ( pobres oprimidos, excluidos, esquecidos pela sorte) são os adjetivos que eles usam para dizer que não esqueceram suas origens, mas a hipocrisia esta num limite perigoso, ja sabem que não poderão sentir o cheiro de povo por uns tempos, que verão pessoas de valor que lhes negarãem a mão, que as opiníões quanto a inutilidade de seus mandatos torna-se unânime e muito mais tornam-se dia a dia mais omissos e perniciosos a nação como insetos fora de seu habitat
Pobres cidadãos contribuintes que sustentam esta orgia de
inutilidades, a desesperança nos fara despertar, nos proximos pleitos diremos….” renovação urgente, abaixo os encastelados no congresso, há muito pernisciosos ao Brasil.
Pode até ser que o Congresso Nacional tome algumas medidas leves e ofuscadas pela fumaça da semvergonhice governamental, mas tampar o ralo pelo quel sai o produto dos cofres públicos, aposto minha vida que eles não permitirão, o que prometerem é pura mentira e o q ue fizerem é falso, lavagem governamental. Ladrão inveterado não se converte não, mesmo porque teem consciencia da impossibilidade de serem punidos. A população brasileira morreu, o Governo tenta enterrar
Para: Ana Luiza – 23/04/2009 – 17h18m
Certamente que temos diversos problemas ainda, mas por vezes só falamos deles, só lemos e/ou ouvimos a respeito de desgraças e mais desgraças, e isso vai nos deixando desanimados.
Há necessidade de saber também de tudo que vai bem, tudo que está melhor, tudo que se transforma positivamente.
De nosso interesse pelo bem, pelas boas notícias, nascerá também o interesse das mídias em publicarem e divulgarem tais dados.
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O que posso eu fazer
O escritor suíço Denis de Rougemont, um arguto defensor da unidade européia, e, especialmente, um estudioso da ocidentalidade, disse algo que inspirou muitos discursos políticos:
A decadência de uma sociedade começa quando o homem pergunta a si próprio: “O que irá acontecer?”, em vez de inquirir: “O que posso eu fazer?”
São posturas muito diferentes perante a vida.
O filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, ao analisar a questão com maior profundidade, afirma:
A decadência, seja numa sociedade mais ampla ou outras instâncias, como a família, trabalho, etc. principia quando o imperativo ético da ação é substituído pela acomodação e pela espera desalentada.
Muitos, na sociedade moderna, estamos nos acostumando rapidamente com alguns desvios que parecem fatais e inexoravelmente presentes, como se fizessem parte da vida.
Assim, nos acostumamos com a violência, com o desemprego, fome, corrupção e outros.
É a prostração como hábito! – exclama o filósofo.
Como se um conveniente pensar estampado nos rostos e nas palavras disfarçasse uma suposta impotência individual, mas, que no fundo, é egonarcisismo indiretamente conivente.
Tão confortável assim pensar…
Confortável e extremamente perigoso.
Felizmente a esperança ainda existe.
Porém não confundamos a esperança do verbo esperançar, com a esperança do verbo esperar – como sugere Paulo Freire.
Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, é não desistir!
É levar adiante, é nos juntar com outros para fazer de outro modo.
Pode-se ver claramente que a esperança do verbo esperançar é dinâmica, enquanto a outra, é estática, congelada, por vezes covarde…
A esperança nos convida a pensar:
Violência? O que posso eu fazer?
Desemprego? O que posso eu fazer?
Fome? O que posso eu fazer?
Corrupção? O que posso eu fazer?
Sempre teremos o que fazer. Sempre teremos uma contribuição a dar, nem que seja pelo nosso exemplo de agir no bem nas pequenas questões do dia-a-dia.
Todos devemos nos perguntar: O que estamos fazendo por uma sociedade melhor? Qual está sendo a nossa contribuição?
O que podemos fazer a mais para ajudar?
Não nos é pedido em demasia, pois muitos fazendo um pouco que seja, já gera transformações, gera movimentos, revoluções silenciosas…
Não se faz necessário muito, apenas não ceder à acomodação viciante, à indiferença paralisante, à alienação mortificadora.
O que posso eu fazer? O que você pode fazer para melhorar o mundo?
René Descartes, em sua obra As paixões da alma, afirma que a vontade é tão livre por natureza que jamais pode ser coagida.
Precisamos deixar nascer a vontade de uma vida melhor, e guiá-la nos primeiros passos da ação todos os dias…
Redação do Momento Espírita com base no cap. A resignação como cumplicidade, do livro Não nascemos prontos – provocações filosóficas, de Mário Sérgio Cortella, ed. Vozes e em citação do livro As paixões da alma – Dicionário filosófico de citações, de René Descartes, ed. Martins Fontes.
Parabéns pelo seu balaio, você consegue resumir de forma muito corajosa, objetiva, clara e competente tudo aquilo eu ( acho que grande parte dos brasileiros também) desejo ver publicado a respeito da bandalheira do nosso congresso.É o que de melhor leio hoje.
Caros Balaieiros
Ontem fiquei triste e quase entrei em depressão quando eu vi os nobres deputados e senadores indo a tribuna do Congresso Nacional para tentar justificar as surubas de passagens que os nobres congressistas doaram a amigos e familiares para viajens para o exterior, Exemplo viajens para E.U.A, Mexico, Europa, Japão.
Mas ninguem foram ver o que está acontecendo com o pessoal de está sofrendo das enchentes no norte e Nordeste.
Se está tendo problemas com Dengue, Malária, entre outras doenças.
Não se engane amigos balaieiros estas surubas de passagens não é nada das falcatruas que ocorrem dentro de cada governo estadual, por exemplo, porque o nosso querido governador José Serra vendeu a NOSSA CAIXA para o BANCO DO BRASIL, sendo que a NOSSA CAIXA não estava endividada, será que ELES(PSDB-DEM ou antigo PFL) não perderam a mania de vender as coisas são da população de seu Estado.
BRASILEIROS FIQUEM DE OLHO 2.010 ESTÁ AE E ELES TEM UMA VONTADE DE PRIVATIZAR A PETROBRAS entre outras instituições.
POR ISSO VOU DE DILMA EM 2.010 E FORA SERRA.
São tantos os escândalos no congresso, que nem dá mais para comentá-los, traduzindo: Transformaram Brasilia ”a Capital da Esperança” , na ”Capital da Espelunca’ – Ah, se o ”Jussa” ainda estivesse vivo, teria se arrependido tanto e talvez se transformado em um psicopata! Que Deus o tenha.
Democracia participativa soa bem… mas há alguma receita para sobrar tempo? Porque é tanta corrupção, que é um trabalho de 9 as 6, tempo integral. Uma questão é como estimular os jovens para vida politica honrada quando os modelos presentes são tão não inspiradores. A troca de políticos deve ocorrer… mas antes os modelos devem mudar. Como participar mais, sem ser escrevendo?
Muitas boas idéias e ideais se perdem em nossa megalomania estrutural, onde não existe espaço para o simples, para as soluções regionalizadas, tudo tem que vir na esteira de soluções “nacionais”, onde se têm maior facilidade em criar sumidouros de recursos da viúva. Parabéns pelo post, excelente e de uma clareza excepcional.
adoro o balaio,parabens ricardo.