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18/04/2009 - 11:34

Paulo Francis não morreu, são muitos

Ao terminar minha leitura de jornais e revistas neste sábado, lembrei-me de um velho amigo que era muito engraçado. Ele criou um personagem chamado Paulo Francis, que representou com muito talento e graça até o final da vida.

Mas engana-se quem pensa que Paulo Francis morreu. O personagem que ele criou está mais vivo do que nunca. Nem nos seus melhores momentos ele teve tanto espaço na imprensa brasileira. Cada publicação tem hoje em seus quadros de colunistas pelo menos uma contrafação, quer dizer, alguém que pretende ser como ele foi, criador de um estilo desbocado, debochado e sempre polêmico.

“Eu sei que você esteve em Nova York e não me ligou!”, cobrou-me certa vez na redação da Folha, falando alto para todo mundo ouvir. Francis parecia estar sempre num palco, mas estes rompantes só tinham graça com ele. Qualquer outro fazendo aquele papel ficava ridículo.

No final dos anos 70 do século passado, nos encontramos em Bonn, a antiga capital da então Alemanha Ocidental, para fazer a cobertura de uma reunião de cúpula, que naquele tempo acho que era só G-8.

William Waack, na época correspondente do Estadão, e eu, do Jornal do Brasil, ficamos assustados quando vimos o Francis entregar para a senhora do telex uma enorme matéria sobre a reunião que  só começaria no dia seguinte.

Ele tinha acabado de chegar à cidade, não havia ainda ninguém importante para entrevistar e ficamos preocupados em levar um furo de alguém que veio de Nova York para a cidade em nós éramos correspondentes. Com aquela cara de quem nos diz “como vocês são bobinhos…”, deu uma gargalhada e nos ensinou:

“Vocês acham que eu preciso entrevistar alguém aqui para saber o que vai acontecer? Já trouxe minha matéria pronta de Nova York… ha, ha, ha…”

Bastou apenas colocar a procedência Bonn na abertura da matéria e todo mundo iria pensar que escreveu a matéria na Alemanha. Francis transitava entre os fatos e a ficção com facilidade, como passou do teatro para o jornalismo, sem escalas.  

Uma noite, na minha casa, ele e o William resolveram discutir Marx, aquele mesmo, o Karl. Cada vez mais empolgados, um mais cheio de razão do que o outro, a certa altura o hoje apresentador do Jornal da Globo perguntou a Francis:

_ Você leu “O Capital” em qual tradução?

Não me lembro o que Francis respondeu, mas William deu-lhe um xeque mate no queixo:

_ Pois é, o problema é este… Eu li no original…

Foi a única vez que vi Francis recolher os flaps durante uma discussão. Hermano Henning, que era correspondente da TV Globo e eu demos boas risadas, mesmo sem entender nada do que eles estavam falando.

Com o tempo, Paulo Francis foi ficando cada vez mais Paulo Francis, esculhambando com tudo o que hoje chamam de politicamente correto _ um franco atirador que criou seu próprio nicho de mercado.

A diferença entre ele e seus muitos clones na imprensa atual é que Francis foi caminhando para a direita com o tempo e seu desencanto cada vez maior com o mundo, enquanto este pessoal de hoje já começou onde ele terminou.

Lei Antifumo

Um dos melhores repórteres que conheço é o mineiro Ricardo Amaral, que já rodou por quase todas as redações e hoje está na sucursal da revista Época, em Brasília. Ele me enviou a mensagem que transcrevo abaixo, com seu artigo sobre a Lei Antifumo que a revista publica esta semana. Vale a pena ler. É mais uma boa contribuição ao debate sobre este assunto bastante polêmico.  

Xará,
   
Cheguei atrasado ao debate sobre a lei antifumante do Serra, mas acho que tem aí uns argumentos novos, que interessam a fumantes e não fumantes.
O que me preocupa é o ovo do facismo por trás dessa cortina de fumaça. Vai aí o link da coluna na Época, se você quiser passar para os leitores do Blog, e também o texto em letras grandes pra gente que já fuma há muito tempo.
  Um abraço do
  Ricardo Amaral
 
Por que não proíbem

logo fabricar cigarros?
 
A lei antifumo de Serra não combate o cigarro:
ela estigmatiza o fumante e envenena a sociedade
 
 
Ricardo Amaral
 
 
 
É difícil apontar o pior defeito da lei antifumo que o governador José Serra fez aprovar na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ela consegue ser iníqua, demagógica e ineficaz ao mesmo tempo. Serve pouco ou nada para reduzir os males ou combater o vício do tabagismo, mas contribui, e muito, para fomentar uma histeria discriminatória que anda envenenando as relações sociais. Não é uma lei contra o cigarro. É só mais um instrumento, com o peso do Estado, para estigmatizar o fumante.
 
Vou logo avisando: fumo, desde os 15 anos de idade, uma quantidade razoável de cigarros por dia. Não menos do que 15, às vezes até 30 ou mais, depende. Ao longo dos anos, prejudiquei a saúde e o bem-estar de quem conviveu comigo em salas, gabinetes, redações – e, pasmem as novas gerações, também em cinemas, teatros, ônibus e aviões (em elevadores, só na Europa). O tempo do tabagismo selvagem e estúpido passou. Meu passivo hoje é com minha própria saúde e com a estabilidade emocional dos meus filhos, minha mulher e de todos que gostam de mim, apesar do cigarro. Não são poucos motivos para parar de fumar. Posso dispensar o concurso do governador e dos senhores deputados.
 
Se o leitor continuar disposto a considerar os argumentos de um fumante, mesmo suspeito de parcialidade, vamos a eles. Basta um teste simples para saber se uma iniciativa é realmente eficaz para reduzir o consumo de cigarros: conferir a reação dos fabricantes. A Lei Serra nem sequer fez cócegas na indústria do fumo. Os sindicatos dos hoteleiros e dos donos de bares e restaurantes é que anunciam ações judiciais contra a nova lei. Devem ganhar, mas vão pagar o desgaste de uma ação considerada politicamente incorreta. A indústria do cigarro só se mexe quando é atingida no cofre, pela elevação de impostos, ou no balcão, pelo controle dos pontos de venda.
 
Há um detalhado estudo sobre a relação entre impostos, preços e consumo de cigarros feito pelo economista Roberto Iglesias para a Aliança de Controle do Tabagismo no endereço http://actbr.org.br/uploads/conteudo/200_Precos-impostos-ACTBR.pdf. Ele demonstra como a indústria brasileira viveu os últimos dez anos num paraíso fiscal de tabacaria, sob o pretexto de combater o contrabando, e como essa política aumentou o consumo interno. Entre 1998 e 2007, o peso relativo do IPI sobre os cigarros caiu de 36,3% para 20,5%, enquanto o número de maços vendidos no país passou de 4,8 bilhões para 5,5 bilhões. Aumentar imposto e preço é também a forma mais eficiente de reduzir a adesão de jovens ao vício.
 
Nada disso é novidade para o governador José Serra. Ele enfrentou a indústria do fumo e lhe impôs grandes derrotas quando foi ministro da Saúde. Proibiu a propaganda de cigarros na televisão e nos carros de Fórmula 1, obrigou os fabricantes a estampar aquelas fotografias repugnantes nas embalagens, colocou o Brasil na vanguarda da prevenção contra os males do fumo. Trabalhei na equipe do Ministério da Saúde em 1999 e sou testemunha do antitabagismo sincero de Serra. E me recordo de ter convivido com um ministro tolerante. Serra tinha até cinzeiros em casa.
 
A lei pode estar inspirada em boas intenções, mas o resultado é uma violência – não só contra o fumante. Ela começa pela abolição do livre-arbítrio. A pretexto de garantir o direito da maioria, ela proíbe o exercício da racionalidade. O cidadão é considerado incapaz de decidir sobre o que pode ou não pode fazer em espaços privados. Provavelmente é essa lógica autoritária que define o erro seguinte da lei: o desobediente não sofre sanção alguma, no máximo será removido por força policial. O fumante torna-se inimputável, como os índios e os loucos. Por fim, a aberração mais perigosa de todas: as multas previstas na lei recaem sobre o proprietário, responsável ou preposto que tolerar o fumo em locais de uso coletivo. É a terceirização da pena pelo crime que outra pessoa cometeu.
 
A lei é perniciosa na forma e perversa nas consequências porque estimula a delação. Ela envenena a convivência, a pretexto de limpar o ambiente. Se o Estado quer mesmo combater o vício, por que não proíbe logo a produção de cigarros e dispensa uma arrecadação anual de R$ 6 bilhões em impostos?
 
Não sei aonde o governador José Serra quer chegar apagando cigarros pelas ruas de São Paulo. Se ele olhar em volta, verá que o ex-presidente Fernando Henrique corre o mundo defendendo a legalização da maconha.

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

80 comentários para “Paulo Francis não morreu, são muitos”

  1. Lei do fumo, da maconha e todas a leis do brasil, ora leis. É tudo uma mera palhaçada onde o que se tem de mau maior é ignorado por todo esse bando de politicos safados, ou seja, a falta de vergonha na cara e o brio inexistente, em especial, na corja de politicos que comando esse pais em todas as esfereas. Escandalos a cada dia, aposta-se ver qual deles é mais corrupto e perfeito nos golpes que perpetram. Forma-se uma verdadeira maratona de competição. O Brasil e o Povo sério que se exploda.

  2. G S BEZERRA disse:

    Texto corregido:Ninguém é razoavelmente sábio, pelo menos, quando não procura conservar o seu próprio corpo, notadamente nas suas funções vitais. Perdoado é aquele que assim procedeu por ignorância, mesmo porque em ausência de conhecimento científico em sua época sobre o malefício que não evitou; como Castro Alves, Cassimiro de Abreu e tantos outros. No caso presente do Ricardo Amaral, pelo seu pensamento que acabo de ler em seu artigo sobre a chamada Lei Serra Paulista em relação à proibição de fumante ativo impor outrem a ser passivo, o vejo não ser, sequer, razoavelmente sábio. Além de jornalismo, lhe falta aprender mais alguma coisa para se trornar, pelo menos, razoavelmente sábio.

  3. Antonio disse:

    Que tal o SR. José Serra na semana que vem proibir a poluição de São Paulo a Céu aberto. . . . . . . .

  4. SemCurso disse:

    Tem mais é que ferrar com os fumantes mesmo, já que eles ferram com nosso nariz, nos obrigando a aspirar aquela porcaria de fumaça que sai de seus chaminés.

  5. antonio miranda disse:

    Acho que nenhum fumante esta defendendo aqui o uso do cigarro mas sim o direito de fumar em lugares como bares, boates por exemplo. Restaurantes, lanchonetes e outros lugares publicos já são respeitados faz muito tempo, sem precisar ter sido feita lei especifica nenhuma por serem lugares obvios. Mas lugares que vendem bebidas alcoolicas, que as pessoas vão para dançarem, bater papo se divertir o maxino que poderiam exigir se o espaço permitisse era a de ter area de fumantes. Se é assim então eu considero o alcool um mal tão grave quanto o cigarro e quem não é fumante e frequenta um bar para se matar aos poucos bebendo, que nos tolere também. Ou proibam tudo, que fechem todos os bares de uma vez. E falam em Democracia. E para quem elogia as leis londrinas que vá para Londres então e fique por lá. Aqui é Brasil, ame ou deixe-o.

  6. Paulo Francis-co disse:

    O que nenhum idiotinha aqui concorda é que democracia não é deixar fazer cada um o que quer… Pelo raciocínio tosco de alguns que aqui escreveram o “maníaco do parque” ou os “meninos”que arrastaram uma criança com o carro que roubaram de sua mãe no Rio estariam perdoados pela prerrogativa do livre arbitrio.

    Democracia é poder exprimir seu seu ponto de vista, mas as ações permitidas sào regidas pela opiniào da maioria ou então daqueles que escolheram seus representantes. Isso permeia o convívio em sociedade.

    Então, se Serra é o governador e tem o poder para propor e aprovar tal lei, só uma forma de mostrar o contentamento de forma efetiva, não votando mais nele. Ora, sei que mais de 90% dos que aqui reclamam votaram nele, entào, que assumam a sua escolha e a autoridade do governador.

    Essa coisa de querer um objeto cilíndrico na boca para sugar, Freud explica.

  7. Antonio José disse:

    Lei anti fumo – O Sr.Ricardo Amaral não me convence com seus argumentos. Os hábitos de uns não podem prejudicar o oxigênio já um tanto raro pela poluição desenvolvimentista vivido hoje por uma sociedade consumista viciada pela propaganda. O Governo porem deveria Legislar para que todo cidadão com doença grave por causa do Tabagismo teria os custos hospitalares pagos pelo SUS cobrados da indústria do cigarro, já que quem paga os impostos não é a Companhia fabricante do cigarro, mas o consumidor. O IPI deveria ser dobrado e o ICMS deveria ser dobrado. Talvez isso contribuisse para diminuir o consumo do fumo. Por outro lado o Governo não deveria conceder empréstimos a agricultores que plantassem tabaco em suas terras.

  8. CAIXA PRETA disse:

    Prezado CARLOS QUINTELA:

    Desculpe-me a brincadeira: Ou você bebeu ou não sabe de quem está falando.

    PAULO FRANCIS é único, e dignificou como nenhum outro jornalista o nome do BRASIL no exterior. Aliás é sempre assim: é preciso que a pessoa seja reconhecida primeiro, lá fora, para que depois seja ovacionado aqui. Ele foi um ícone do jornalismo, com graduação AAA.

    Era o profissional de imprrensa mais bem informado do Brasil e, ninguém como ele, até hoje, conseguiu ter acesso, com tanta facilidade, às pessoas mais importantes do planeta. E era admirado por elas.

    Além de jornalista foi um dos mais cultos e ilustres cidadãos que o Brasil já teve. Por favor, respeite à sua memória.

    Quanto à Petrobrás (que é um exemplo do nível de informação que ele conseguia ter), talvez o que “detectou lá atrás”, só agora esteja vindo à baila, com outro rótulo.

  9. jss disse:

    Engraçado esse tal de Dener, vc/ que em desculpe amigo mas vc/ diz para o fumante usar o direito dele de fumar longe do seu de respirar ar puro.
    E ai eu te pergunto;De que planeta vc/ vem meu amigo?
    Até parece que vc encontra ar puro porai, se não for a fumaça do cigarro de um fumante qualquer , vai ser a fumaça de uma industria que polui, ou a fumaça de milhões de escapamentos de carros velhos que temos em nossas cidades, ou qualquer outro tipode fumaças ou gases que temos em nosso ar no dia a dia , que vc/ vai acabar respirando do mesmo jeito por isso meu amigo não pegue o fumante para cristo, como se ele fosse o unico que polui o ar que eu ou vc/ respira, e lembresse que seus direitos terminam onde os das outras pessoas começam.

  10. Luiz Hespanha disse:

    Prezado Kotscho
    Imitadores só os profissionais. Por isso bato palmas para Chico Anisio, Tom Cavalcanti, Pedro Manso e outros. Amadores como Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Lauro Jardim, Merval Pereira et caterva, exageram na falta de talento. Francis era único, e isso fazia dele (mesmo manipulando a informação), ótimo. Já seus imitadores….Que dó!!!! Francis à parte, se for para comparar com os demais, é melhor ficar com o Cláudio Humberto.
    abraços

  11. Ao menos tanto Paulo Francis quanto o Waack podem se dizer de direita com conhecimento de causa. No caso do Francis, por pior que ele tenha sido, com seus comentários descartáveis muitas vezes.

    É mais tolerável um ser de direita que conhece o outro lado e não gosta – seja pelas razões que forem, desde desencantamento até mero oportunismo (me lembro, não sei porque, do Reinaldo Azevedo) – que a direita festiva de hoje, de Diogos Mainardis e cia que nunca leram Marx na vida mas se declaram seus maiores conhecedores e detratores…

    Aliás, nunca sequer ouviram falar de Esquerda de verdade em seus apartamentos em Veneza mas adoram fingir-se de arautos da liberdade e modernidade como direitosos empedernidos.

  12. Marcelo de Matos disse:

    Há muito tempo sou a favor da eutanásia. Quem quer morrer tem todo o direito de fazê-lo. O raciocínio vale para os que fumam, bebem, ou usam drogas ilícitas, como a cocaína. Os fumantes não prejudicam só a si mesmos, mas, também aos não fumantes. Gosto de tomar uma cerveja na mesa da calçada da padaria aqui perto de casa. Sempre evito fazê-lo, porém, porque esse é um dos locais prediletos dos fumantes. Acabo tomando um chope na praça de alimentação do shopping. A meu ver, porém, os fumantes têm todo o direito de estar ali, fumaceando na calçada da padaria. Eles pagam pesados impostos sobre a fumaça e enchem a burra do erário. O governo deveria incentivar a criação de estabelecimentos destinados a não fumantes. Eu pagaria o dobro, de bom grado, para tomar uma cerveja na calçada sem a companhia dos fumaceiros. Essa lei do Serra não vai prosperar. Pouquíssimos vão obedecê-la. Só serve mesmo de plataforma política para o presidenciável. Como efeito colateral, criará uma indústria de liminares para alegria do Flávio D’Urso, mandachuva da OAB e do movimento Cansei.

  13. CLAUDIO - Curto e Grosso disse:

    Vi na TV este no fim da semana passada, uma senhora defendendo a posição do Gov. Serra, dizendo que esta lei vem proteger a direito dos não fumantes de não contrairem cancer. Diante disso pergunto: Meu vizinho tem 8 filhos pequenos e eles moram numa casa de dois compartimentos e o meu vizinho é fumante inveterado, consumindo 3 carteiras de cigarros por dia, dentro de sua casa e junto de seus filhos. Já que a preocupação é com a saude dos outros, posso denunciá-los por tal fato? Qual seria a punição para esse bandido fumante que está colocando em risco estas 8 crianças.

  14. Cigarros, coisa que hoje tenho aversão, mas, fumei desde os 14 anos e só parei porque fui obrigado, pois, perdi a voz com calos nas cordas vocais e o som que eu procuzia tentando falar, não me fazia entender. Daí para o hospital onde o médico entendeu que deeveria fazer uma cirurgia nas cordas vocais, pois detectára tais calos. Fui intgernado e no dia seguinte já fui para a mesa de operação onde recebi uma anestesia geral para que fosse possível o deslocamento do maxilar e se proceder tal cirurgia.
    Quando acordei, já estava tudo pronto, serviço completo e falando novamente, graças à Deus e com a visita do médico fui informado que o calo era benígno. Alegria dupla, uma por poder falar e outra pela notícia sobre o calo. Isto ocorreu em1991 quando deixei esse maldito vício. Fumava masi de tres maços por dia, pois, quase não dormia trabalhando e fazendo bicos de segurança. Café e cigarro eram meus companheiros inseparáveis, prontos para acabar com minha vida. O médico, me alertou. Voce quer acabar com todo o serviço que fizemos em suas cordas vocais? Enttão volte a fumar, que teremos de fazer um orifício em sua traquéia para que volte pelo menos a emitir os sons ininteligiveis que emitia antes. Hoje, só me arrependo de ter fumado tanto e por tanto tempo. E…não tentendo como tanta gente briga para manter o uso da ”chupeta do capeta”. Talvez por serem muito mais jóvens do que eu. É isso!

  15. Vivian S. disse:

    Os novos (os neocons) Paulo Francis do momento, me incomodam, pois frequentemente flertam com o fascimo, com a tradição, familia e propriedade, com o racismo; defendem um status quo de classes, e para finalizar não fazem mais jornalismo, não contam nenhuma historia, tudo para eles se resume em petralhas e esquerdopatas de um lado e eles, os unicos seres inteligentes no Brasil – quiça no mundo! – de outro. São dignos de pena.

  16. PAULO disse:

    porque não proibem a fabricação de carros que andam mais de 120km/h, porque não ter teste psiquiatrico para politicos, etc, etc….

  17. Rodrigo disse:

    Erros de gravação de Paulo Francis

  18. Clesio disse:

    caro ricardo, também acompanhei a a luta pelas diretas , era petista fanatico, achando que o pt era a unica saida para mudar 500 anos de opressão e ditaduras diversas que até hoje perdura.
    pois bem a semente da democracia não foi lançadaneste momento,pois tivemos muitos outors momentos na historia com o mesmo teor, vide a inconfidencia mineira, guerras dos farrapos , etc.apesar da comoção nacional, das milhares de pessoas nas ruas , todosos partidos unidos simplesmente perdemos as diretas …nada disso comeveu os parlamentares que por interresses proprios inclusives dos parditos que transvestiam de democraticos, vide PMDB com a possibilidade de ganhar as indiretas, participou do processo das eleições indiretas…no final sarney que era um dos apoiadores da ditadura que se tornou o presidente. Entaõ meu caro nãonos iludamos , nõa existe democracia e sim um grupo que tudo decide , as manifestações populares de nada vale. a esperança que era o Lula nada faz e nada vê cadea auditoria das privatizações o preço de venda foi justo???me sinto lesado!!!

  19. Luiz disse:

    Para acabar com os vícios da democracia das minorias, das elites, dos militares, (justiça e congresso, corruptos, a décadas)golpe cívil já. Lula qui e agora nosso rei absolutista, o resto oriundo do século xx todos para o paredon.

  20. Artur Souza disse:

    Sr. Ricardo Kotscho. Depois de ler seu artigo sobre Paulo Francis, tive a curiosidade de ver os comentários dos leitores. O que me chamou a atenção naqueles que esculhambam a memória do Francis é que o estilo dos textos é praticamente o mesmo: grosseiro, ressentido, raivoso, boçal e mal escrito. Quase dá para sentir o mau-cheiro do petismo no ar. Artur Souza

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