Por que tanta gente quer ser jornalista?
Faz muitos anos que os cursos de comunicação social que formam jornalistas são os mais cobiçados nos exames vestibulares. Faculdades de jornalismo pipocam por todo país, são centenas por toda parte.
Por isso, eu me pergunto: por que tanta gente quer ser jornalista, exatamente neste momento em que se anuncia a morte dos jornais e a nossa profissão é tão criticada pelo conjunto da sociedade?
Além disso, estamos prestes a ter uma decisão do Supremo Tribunal Federal, provavelmente acabando com a obrigatoriedade do diploma, o que, na prática, significa que qualquer um poderá ser jornalista, como já vem acontecendo.
Claro, eu sei que com o crescimento das novas mídias eletrônicas ninguém mais precisa ter diploma nem emprego para ser jornalista, pois cada um pode fazer seu próprio jornal na internet.
Mesmo assim, uns 50 mil jovens, ninguém sabe ao certo quantos, estão hoje cursando faculdades de comunicação para ter um diploma. Daqui a pouco vamos ter um contingente maior de estudantes do que o conjunto de profissionais em atividade.
Cada vez que faço uma palestra ou participo de debates em faculdades, vejo aquele mundão de gente no auditório e me preocupo com o futuro profissional daqueles jovens. Haverá emprego e trabalho para todos?
Emprego bom, não sei, mas trabalho certamente quase todos terão se quiserem mesmo ser jornalistas. Mudaram tanto as relações de trabalho que você hoje já não sabe quem é patrão e quem é empregado de quem diante dos milhares de títulos de impressos e de assessorias de imprensa, sites e blogs na internet.
O mais difícil é saber por que e para que eles querem ser jornalistas. Fiz esta pergunta aos meus alunos quando dei aulas por um período na USP e na PUC/SP no século passado e poucos souberam responder.
Cheguei à conclusão de que a maioria estava ali porque jornalismo era a profissão da moda, sem a menor idéia do que gostaria de fazer na profissão, além de aparecer na tela da TV Globo, é claro, ou ter uma coluna na Folha ou na Veja.
Aquela velha história de idealismo, compromisso social, mudar o mundo, e todos os sonhos dos meus tempos de estudante, acabou. A grande maioria quer mesmo é se dar bem, fazer sucesso e ganhar uma boa grana, sem saber como.
Fico impressionado com a quantidade de estudantes que me procuram para dar entrevistas, fazer palestras, dar depoimentos para seus TCC (Trabalho de Conclusão de Curso, uma praga que inventaram para atazanar a vida de velhos jornalistas) ou simplesmente conversar sobre a profissão.
Muitos deles buscam apenas uma palavra de estímulo, um alento, já que em suas escolas os professores os desanimam tanto diante das dificuldades que encontrarão no mercado de trabalho que muitos desistem antes mesmo de tentar alguma coisa.
E, no entanto, a cada encontro com estudantes de jornalismo me surpreendo não só com a quantidade, mas também com o entusiasmo e a qualidade de alguns deles, dispostos a encontrar nesta profissão não apenas uma opção profissional, mas uma opção de vida.
Foi o que aconteceu na última segunda-feira, na Universidade São Judas, na Moóca, em que tive dificuldades até para sair do auditório. Estava com pressa porque tinha um outro compromisso naquela noite, mas eles queriam fazer mais perguntas até no caminho do banheiro.
Eu até agora não sei responder à pergunta que fiz no título deste post. Se algum leitor tiver a resposta, por favor me diga.
Abaixo, transcrevo a palestra, na esperança de que os estudantes interessados em saber o que penso encontrem as respostas que procuram e me deixem um tempo para poder fazer minhas matérias.
1964-2009: 45 ANOS DE REPORTAGEM
Boa noite, obrigado por terem vindo…
Antes de mais nada, queria agradecer e dar os parabéns aos alunos que me convidaram e organizaram este encontro _ o Maurício Hermann, o Roberto Favaro, o João Luis e Lindemberg Rocha e a Patrícia Santos.
Já tinha decidido não fazer mais palestras gratuitas em faculdades este ano por dois motivos:
· Preciso de mais tempo para me dedicar à reportagem e ao meu blog. Estava dando mais palestras e entrevistas do que fazendo matérias. Não está certo isso.
· Como vivo do meu trabalho, apesar de aposentado, também não acho certo trabalhar de graça. Todo trabalho deve ser remunerado.
Mas os colegas de vocês me convenceram a abrir uma última exceção e por isso estou aqui hoje para falar por amor à arte sobre o nosso ofício de repórter.
Sei que ler um texto é chato, mas, apesar de ter trabalhado durante tantos anos com o presidente Lula, até hoje tenho dificuldades para falar de improviso.
Por isso, peço licença a vocês, para ler um texto que preparei sobre o tema proposto como introdução para o debate que teremos a seguir.
Quero me dirigir principalmente aos jovens que ainda acreditam nos compromissos dos jornalistas de servir à sociedade com ética, fiéis ao seu tempo e à sua gente.
Este ano, estou completando 45 anos de profissão, e continuo acreditando nestes princípios.
Fui repórter na maior parte deste tempo, e ainda sou, mas já fiz de tudo um muito na carreira de jornalista _ menos trabalhar em circo, por enquanto…
De repórter estagiário a diretor de redação,
passando por editor, chefe de reportagem, correspondente na Europa, repórter, comentarista e diretor de televisão,
assessor de imprensa de candidato a presidente, Secretário de Imprensa da Presidência da República, e atualmente blogueiro profissional, já fiz um muito de tudo.
Trabalhei, em diferentes cargos e funções, nos principais veículos da imprensa brasileira, com exceção da revista “Veja” e da TV Record. Fica mais fácil dizer aonde não trabalhei.
Para quem começou a trabalhar como ajudante de jornaleiro e depois foi “foca” de jornal de bairro, em 1964, até que não posso reclamar da vida…
Aprendi, logo no início da minha carreira, que uma das principais tarefas da imprensa é fiscalizar o poder público e denunciar o que tem de errado, sem deixar de contar o que está acontecendo de bom, sair dos gabinetes, contar histórias da vida real.
A imprensa era então chamada de quarto poder. Mas, nos últimos tempos, alguns jornalistas e alguns veículos parecem ter-se promovido por conta própria ao primeiro poder _ primeiro e único.
Quer dizer, a mesma imprensa que investiga e denuncia, também julga e condena. A um só tempo, faz o papel de promotor e juiz, dona da ética e do destino.
Hoje, é fácil. As denúncias muitas vezes chegam prontas para os jornalistas _ em forma de dossiês, fitas, listas, como um serviço de delivery.
Vivemos, afinal, o mais amplo e duradouro período de liberdades públicas desde que me conheço por gente.
Em geral, primeiro denunciam para só depois checar a veracidade do que foi publicado _ mais ou menos como o policial que primeiro atira para depois pedir documentos.
Mas nem sempre foi assim.
Em meados dos anos 70 do século passado, fui autor da primeira reportagem de denúncia publicada pela imprensa brasileira, depois da retirada da censura prévia no “Estadão”, instalada com o famigerado Ato Institucional nº 5.
Com a colaboração de toda a rede de sucursais e correspondentes do jornal, coordenei uma série de reportagens sobre as “mordomias” do regime militar, relatando os abusos e privilégios de ministros e altos funcionários do governo federal.
O presidente da República era o general Ernesto Geisel e os jornalistas naquele tempo corriam risco de morte no exercício do seu trabalho.
Mais ou menos nessa mesma época, meu colega Vladimir Herzog foi suicidado na prisão e vários outros jornalistas foram presos e torturados.
Tive mais sorte e acabei indo trabalhar como correspondente do “Jornal do Brasil” na Europa.
Sobrevivi para contar estas e muitas outras histórias no meu livro de memórias “Do Golpe ao Planalto _ Uma vida de repórter”, lançado pela Companhia das Letras, em 2006.
Nele conto como se deu a passagem da ditadura à democracia, sob o ângulo de um repórter que viu e viveu de perto as mudanças no país e na imprensa na segunda metade do século passado.
Como comecei em jornal no inesquecível ano de 1964, a partir daí relato o que aconteceu na imprensa e no país até 2004, quando trabalhei como Secretário de Imprensa, no Palácio do Planalto, com o presidente Lula.
O livro apresenta um registro destas quatro décadas, divididas exatamente em dois períodos de 20 anos: 20 anos de ditadura e 20 anos da nossa jovem democracia.
No meio, como um divisor de águas, localizo a Campanha das Diretas, o grande marco no processo de redemocratização do país.
A mesma grande imprensa que apoiara com entusiasmo o golpe militar de 1964 e, depois, foi colocada sob censura prévia em 1968, a partir do golpe dentro do golpe, demorou a se dar conta das mudanças, vinte anos depois.
No final dos anos 1980, um grande movimento popular estava ganhando as ruas para dar um basta à ditadura.
Trabalhava nesta época no jornal “Folha de S. Paulo” que, desde o primeiro momento, ainda nos últimos meses de 1983, abriu suas páginas e mobilizou toda sua equipe para fazer a cobertura da Campanha das Diretas.
Pela primeira vez, notei esta mudança de direção entre os chamados formadores de opinião, abrigados na grande imprensa, e a vontade popular expressa pela sociedade civil organizada.
Em vez de a imprensa fazer a cabeça do povo para ir às ruas, como aconteceu em 1964, agora era o povo nas ruas que obrigava a imprensa a ir atrás para descobrir o que estava acontecendo.
Com a liberdade reconquistada, a imprensa viveria um período de prosperidade, com investimentos em profissionais e máquinas modernas que produziam veículos graficamente cada vez mais bonitos.
Isso durou mais ou menos até meados dos anos 90, quando se instalou uma crise econômico-financeira na mídia. Algumas empresas até hoje lutam para sair dela.
Redações foram progressivamente sendo reduzidas, ao mesmo tempo em que, para cortar custos, o espaço das reportagens na mídia impressa foi sendo ocupado por colunas e pelo noticiário burocrático cevado nos gabinetes e apurado por telefone.
Em conseqüência, houve uma inversão de prioridades na pauta dos veículos. Em lugar das histórias sobre a vida no Brasil real, a mídia impressa passou a dedicar cada vez mais espaço ao Brasil oficial, aos bastidores e às futricas da disputa política, assim como à vida das celebridades.
Com a imprensa regional cada vez mais dependente do noticiário das três grandes agências nacionais _ Folha, Estadão e Globo _ , o resultado é que passamos a ter Brasília demais e Brasil de menos nos jornais e revistas.
É o caso de se perguntar hoje o que é causa e o que é conseqüência.
A mídia impressa deixou de produzir reportagens por causa da crise econômica dos veículos?
Ou a crise é justamente conseqüência desta mesmice, com os veículos cada vez mais parecidos uns com os outros e distantes do seu público?
Nos anos mais recentes, essa situação se agravou com a concorrência das novas mídias eletrônicas. Agora, já não basta encontrar novas fórmulas para diferenciar um veículo do outro, mas também acrescentar algo a mais ao noticiário das agências on-line, para diferenciar uma mídia da outra.
Além disso, enquanto a grande imprensa de papel encolhia, emissoras de rádio e televisão passaram a investir cada vez mais em jornalismo. E se multiplicaram por toda parte os sites e os blogs.
Bem abastecido de informações durante todo o dia, o leitor dos jornais de prestígio passou a sentir um gosto de pão amanhecido no noticiário impresso que acompanha seu café da manhã.
Esta modorra só costuma ser quebrada quando surge um novo dossiê, uma nova fita ou entrevista explosiva capaz de balançar os alicerces da praça dos Três Poderes.
Em compensação, os jornais populares não pararam de crescer no mesmo período, incorporando um leitorado novo. Quase todas as grandes empresas investiram nesse filão, atraindo gente que nunca antes teve dinheiro para comprar jornal.
O casamento do preço de capa bem mais barato com a melhoria de renda dos trabalhadores criou um novo e promissor mercado. Além disso, temos agora também os jornais distribuídos gratuitamente nas esquinas.
Por isso, entre outras razões, não faço coro aos profetas do apocalipse que anunciam há tempos o fim da imprensa de papel.
Assim como o cinema não acabou com o teatro, e a televisão não acabou com nenhum dos dois que vieram antes, acredito que todas as formas de divulgação de informações sobreviverão.
O que cada mídia precisa fazer será definir qual é o seu papel nesta história e ser capaz de atender às demandas da sua freguesia.
Para que isso seja possível, penso que se torna cada vez mais necessário estabelecer marcos regulatórios na comunicação social. De preferência, com a auto-regulamentação da atividade, tanto para empresas como para os profissionais, a exemplo do que já acontece com o CONAR, que zela pela ética na publicidade.
Num mundo cada vez mais conectado à grande rede, em que seremos todos um dia, ao mesmo tempo, emissores e receptores de informação, há que se estabelecer regras do jogo claras para todos.
Só assim a liberdade de expressão e informação será realmente um direito da sociedade democrática e não um privilégio de interesses particulares de grupos políticos ou econômicos.
Assim como aconteceu lá atrás na Campanha das Diretas, assistimos hoje a um processo semelhante, em que a população já não se submete mais passivamente aos velhos donos da verdade, mas forma sua própria opinião a partir das mais diversas fontes e, principalmente, dos fatos concretos da sua própria realidade.
Na medida em que, pelas mais diferentes razões, a chamada grande imprensa deixou de acompanhar o cotidiano da vida real em largas regiões do país, ao invés de surpreender seus leitores, muitas vezes ela é que está sendo surpreendida pelos fatos.
De outro lado cresce a importância dos veículos regionais, das publicações independentes, das rádios e televisões comunitárias, um passo importante para a democratização das informações.
Deixei para o final a parte mais importante da história: a grande revolução que a internet está provocando hoje nas relações humanas _ a maior desde que Guttemberg inventou a imprensa, faz uns 500 anos.
Quase 60 milhões de brasileiros já estão ligados à grande rede, tornando-se ao mesmo tempo emissores e receptores de informação, acabando com esta história de formadores de opinião.
Hoje, cada um quer formar a sua própria opinião e, se possível, influir na opinião dos outros…
Eu, se fosse vocês, querendo mesmo ser jornalista, começaria desde já a trabalhar na internet, nem que seja de graça… Só comecei neste mundo muito recentemente, já chegando aos 60 anos, e confesso que estou gostando muito…
Voltando à mídia tradicional. Para aproximar novamente um mundo do outro, quer dizer, a fábrica de papel impresso da realidade vivida por sua clientela, só tem um jeito.
É colocar novamente os dois em contato, falar a mesma língua, reaprender a contar histórias da vida real, não só contar mas também explicar o que está acontecendo.
É sair da redação, largar o telefone e as teses dos analistas políticos, botar outra vez o pé nas ruas e nas estradas, olhos e ouvidos bem abertos.
Para isso, sigo sempre a lição do velho mestre Cláudio Abramo. Ele dizia a ética do jornalista deveria ser igual à ética do carpinteiro _ ofício que ele também exercia nas horas vagas.
Quer dizer, precisamos apenas ser honestos naquilo que fazemos, e fazer bem feito o nosso trabalho, qualquer que seja nosso cargo ou função.
Não é a função ou o cargo que faz o profissional, é o contrário: em qualquer cargo ou função, seja numa redação ou numa assessoria de imprensa, a nossa ética tem que ser a mesma.
Era assim que pensava e agia quando trabalhei como Secretário de Imprensa no governo.
Nós, afinal, prestamos um serviço ao público, para o conjunto da sociedade, e não para quem eventualmente nos paga o salário, seja uma empresa privada ou o governo.
O caminho que escolhi e segui quase a vida toda foi o da reportagem _ a melhor maneira de contar o que está acontecendo, de denunciar o que está errado, mas também de louvar as iniciativas de brasileiros que estão mudando a sua própria história e a do país.
É o que procuro fazer agora na “Brasileiros”, revista mensal de reportagens, uma iniciativa de alguns jornalistas da minha geração, que ainda não perderam a fé na nossa profissão, apesar de tudo.
Se alguém ainda tiver dúvidas de que vale a pena ser jornalista, basta dar uma olhada na revista, que já está completando dois anos.
Desde abril do ano passado, escrevo também no portal “IG”, onde mantenho um blog chamado “Balaio do Kotscho”. Não percam!
Para mim, não faz a menor diferença se escrevo um texto para a internet, uma revista ou para um novo livro.
Nós, repórteres, somos contadores de histórias da vida real _ o meio usado para isso, a tal da plataforma, pouco importa.
Se antes, quando eu comecei, era arriscado e difícil denunciar a corrupção dos podres poderes de sempre, hoje o desafio que se coloca para nós profissionais é outro.
É não servir de instrumento a interesses político-partidários, sejam eles do governo ou da oposição, preocupando-nos unicamente em contar o que a sociedade tem o direito de saber sobre o que está acontecendo.
Sei que pode parecer romântico ou utópico o que estou dizendo, especialmente se falo para jovens que muitas vezes já perderam a capacidade de sonhar e de ousar.
Mas sempre foi assim que entendi o nosso papel de repórteres _ esses historiadores do cotidiano que escrevem sobre o dia de hoje, sempre na esperança de contribuir para um amanhã melhor.
Posso garantir a vocês que vale a pena tentar, mesmo remando contra a maré, mesmo dando murro em ponta de faca: é muito bom poder trabalhar como jornalista num país como o Brasil _ onde tanta coisa ainda está por ser construída e tanta história para ser contada.
Muito obrigado.
Ricardo Kotscho
Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:


Desculpem, furei num de porgues: o certo é tropeçando. Isso acontece mesmo com quem está na “melhor idade”, rsssss.
A mídia deste século, concretizou definitivamente a “Aldeia Global” (sem trocadilho) de Marshall McLuhan.A informática tornou a mídia um espetáculo dentro da geléia geral do mundo moderno.Isso impressiona as mentes mais jovens, que confundem a profissão com a carreira, achando que serão fatalmen te correspondentes da BBC, reporteres da Veja ou do Estadão. Ou seja ,mais do que nunca o meio( mídia ) tornou-se a própria mensagem (notícia).Então, ser da mídia hoje, na cabeça de muitos jovens, é ser um outro tipo de pop star.Mesmo sem ser jornalista, lamento a dispensa de diploma para exercer a profissão, pois acredito que ser jornalista não se resume apenas a ter facilidade em redigir, mas possuir ainda um embasamento que a prática por si só não oferece , mas que bons cursos de jornalismo podem (ainda) oferecer , enquanto o Ministério da Educação não detonar o mercado de trabalho também nesta área,extinguindo a exigencia de diploma.
A busca da atividade jornalística se deve às condições que se dá de ganhar dinheiro fácil nas matérias em defesa de bandidos como faz a Revista Veja e a maioria dos Órgãos de Imprensa do Brasil que outrora tiveram crédito junto a opinião pública brasileira e que agora com a Operação Satiagraha invertendo a missão recebida do Governo acabou por rasgar as cortinas que escondiam a verdade sobre o banditismo e crime organizado instituidos no Governo brasileiro, foram desmascarados mas que, diante do poder governamental que tem em suas mãos as riquezas do País, investe como nunca para restaurar a situação, a Imprensa já bem alimentada pelo Sistema, não vai querer perder as tetas, daí, as hienas farejantes se alvoraçam em busca da mina de ouro.
a resposta é simples porque tantos jovens querem ser jornalistas, é que todas as prefeituras, empresas publicas e tambem privadas estão contratando esses profissionais para o setor relações publicas, as prefeituras estão nomeando como secretario de comunicação social, antigamente mandava o chefe do departamento ou setor prestar as informações à imprensa, as pessoas tinha dificuldades de prestar um boa informação, porque queria falar a verdade, hoje não, um jornalista tem jogo de cintura, mentem a vontade sem deixar transparecer, os nossos politicos quando são procurados em seus gabinetes, nuncam estão, os seus telefones estaõ sempre desligados, ou quando recebem a ligação nuncam retornam, e o jornalista se sem bem na prestação desse serviço sujo (mentir) e mentir descaradamente, pelos menos esse aparenta ter credibilidade, se pesquisar quantos jornalistas foram contratados pelos governos municipais, é assombroso o numero, hoje o municipio pais pauperrimo tem jornalista em cargo comissionado, pode faltar professor, medico, mas jornalista jamais.
Ricardo, Bom dia e que dia? E que tempo? De desafios e de perseverança!!!
É bom de mais te ver mais jovens no meio da juventude, inda mais generoso e gratuíto falando e testemunhando histórias da vida real,despertando idealismo e compromisso social, sonhos e encantos de mudar e melhorar o mundo!
Conversar sobre profissão, entusiasmado, impulsionando amor a arte e ao ofício é renovar a capacidade de quem se dedicou ou se dedica ao extremo a um trabalho digno e realizante com prícipios e ética, com garra e prazer, que passo a passo avança numa carreira e não um careirismo oportunista, que cls e Dtcs galgam ou exercem nos podres poderes ou nas síndromes dos pequeninos poderes.
Parabéns, Parabéns, Parabéns!!!!!
Pelo mesmo motivo de ser politico, se proteger atrás de um ficticio, mas verdadeiro “foro privilegiado”, assim podem falar e fazer com os outros o que quiserem, sabendo que nada vai-lhes acontecer.
Sabemos que no meio temos muitos jornalistas sérios, mas a grande maioria hoje querem apenas isto, e claro, aparecer.
Não e que queiramos ser jornalistas. Porém as prerrogativas dos mesmos são muitos maiores dos que as nossas, simples mortais, que gritamos no meio da multidão sonolenta e cheia de futebol e outras cositas mas. O que nós queremos é que os jornalistas exponham com maior realidade essas atrocidades que o sistema brasileiro está fazendo com o povo. Temos que acabar com isso, antes que isso nos acabe. Lembrei-me de uma musiquinha chata do passado: …”O Brasila acaba com a sáuva ou a saúva acaba com o Brasil”…. Não mudou nada, as ratazanas atuais são maiores.
RF
Recebi uma indicação de uma colega para ler esse texto e simplesmente me senti bem. Todos os dias acordo sabendo que sou jornalista e o porque da escolha. Essas palavras vieram como mais um incentivo. P.S.: até o final deste ano permaneco estudante.
Essa geração cresceu numa época em que a mídia dita as coisas, e as noticias são mais eficazes do que a própria policia ou governo. Numa situação de falcatrua, ou coisa do tipo, o ’super-herói’ deixou de ser o policial ou o cara de super poderes pra ser um simples jornalista. (ué, até o homem-aranha era jornalista…rs).
Então é isso, desde os anos 90 vemos a mídia como o 4º poder (ou quem sabe ainda mais eficaz que o legislativo, executivo e judiciário) e todos agora querem ter sua fatia nisso. – É o que acho!
Prezado jornalista
Certamente prá engrossar a lista dos vendidos a Daniel Dantas.
Cidadão K, se me permite a ousadia, digo: vc é um preguiçoso.
Desculpe agora que disse e desabafei.
Um jornalista, bom como vc, vive de noticia.
Mas jornalista gosta de fato novo, de furo de reportagem, não tem por essa razão olhar o passado.
Hoje Cidadão K, é 21 de Abril.
Pense, RK, que bela manchete daria hoje os fatos que ocorrem em 1792.
Como vc escreveria o teu artigo; como vc se posicionaria frente aos fatos que ocorreram.
Coerente aos momentos importantes em que viveu, como a morte de Herzog, Diretas, AI-5, penso eu RK, que vc aproveitaria a oportunidade para reconstruir o cidadão. Ficar do lado da indignação.
Lembra RK, nos bancos escolares, quando a professorinha linda, dizia: “A partir de 1750 a produção de ouro começou a diminuir, as lavras esgotaram-se, por esta razão era dificil pagar o governo portugues, (uma Corte pesada e inutil como o nosso Senado e Congresso de hoje), os 1430 kg de ouro ao ano que exigia dos mineradores da população que vivia da extração do metal.
Para piorar, não havia como buscar novas rendas, a rainha D Maria 1 (em 1785) proibiu o funcionamento de qualquer industria no Brasil, calçados, sabão, tecidos, ferramentas, utensilios, sal, tudo tinha que ser importado do poder central.
Em 1788 chegou o novo governador. Visconde de Barbacena, que trazia ordens para instaurar a “derrama”, a taxa saltou para 5.000 kg de ouro ao ano, exigido da população.
Como hoje exigem um Imposto de Renda absurdo, que o FHC (e o PSDB por tabela não tiveram a coragem de corrigir os indices da inflaççao), todos tinham motivos para se revoltarem.
Como vc, Cidadão K, escreveria teus artigos?
Que diria vc, se fosse vivente naquele tempo?
Dai que, então, (todo poder emana do povo e em seu nome será exercido), que alguns resolveram protestar. Reunir-se secretamente, para exigirem mudanças.
Como agora, com o advento da internet, de tudo o que aproxima as pessoas.
Aonde se reuniria vc, Cidadão K?
“Tu já tens Doroteu, ouvido histórias
que podem comover o triste pranto
o secos olhos dos crueis Ulisses.
Agora, Doroteu, enxuga os olhos,
…..
Infeliz, Doroteu, de quem habita
Conquistas do seu dono tão remotas!
Aqui o povo geme e os seus gemidos
não podem, Doroteu, chegar ao trono.
E se chegam, sucede quase sempre
o mesmo que sucede nas tormentas,
Aonde o leve barco soçobra
Aonde a grande nau resiste ao vento”.
Pois é Doroteu, Cidadão K, Tiradentes, que fazia parte dos revoltosos, junto com os conspiradores marcou a revolta popular para o dia que fosse realizada a derrama, primeiro semestre de 1789.
Como hoje, no primeiro semestre, fazemos a prestação de impostos a um governo centralizador, distante, e que mora no ar condicionado e que bebe cafezinho a todo momento, e que compra passagem aereas para amigos, amantes e a putaria toda, para gozar do nosso suado dinheiro.
E que nomeia diretor de porra nenhuma, e que tem assessores de coisa alguma, e que mamam e mamam e mamam em nossas generosas tetas.
Tetas que nao reclama, e que se oferecem a cada 4 e 4 anos, ou 8 e 8 anos. E que no intervalo oferecem a esses mamadores que nunca se satisfazem.
Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro.
Lembra RK, vc como jornalista, deveria estar lá.
Seu corpo foi dividido em pedaços e colocados em vários locais em MINAS, PUTREFATO, MAL-CHEIROSO, para exemplo e alerta aos que ousassem coragem para participarem de revolta contra o governo. O singular governo do cafezinho, que se reunia na corte.
Ah, Cidadão K, que coisa já esquecida.
Esquecida.
Ninguem mais se lembra.
A derrama continua, mas o odor de putrefação, que invade nossos narize, bloqueiam qualquer reação nossa.
Que diria vc Cidadão K?
Respondo.
Vc diz, vc tem um blog, alguns dizem.
Outros preferem ser Francis ou Mainardi a justificarem as atitudes da Corte.
Só resta a nós, declamar como Critilo:
“Fiquemos, Doroteu, aqui, por ora,
pois, de tanto escrever, a mão já cansa.
Em outra contarei o mais que resta
que vi no grão e mais no curro.
Aonde as cavalhadas se fizeram,
aonde os maus capinhas maltratarem
em vez de touros, mansos bois e vacas.”
Os poemas citados fazem parte das “Cartas Chilenas” (5a. carta), conjuntod e 13 escritas no ano de 1789, durante a Inconfidencia Mineira, por Critilo (Thomas Antonio Gonzaga) e endereçadas a Doroteu (Cláudio Manoel da Costa);.
Estes versos foram escritos satirizando os costumes da época e partitularmente a corrupção moral da época; para desviar a atenção da policia do reino, cita o Chile como Brasil e Vila Rica como Santiago.
Estão disponiveis na internet, basta clicar como “cartas chilenas”
São tão atuais como o ar que respiramos agora.
Um abraço RK e bom feriado pra vc…
Kotscho, primeiramente, deixa de ser chato. Alguns trabalhos não precisam ser remunerados, principalmente quando ajudam os demais a dar algum sentido à vida. Aqui na Universidade Federal do Paraná alguns já desistiram de convidar jornalistas para palestras, já que não temos dinheiro nem para as baterias das câmeras, que dirá para pagar a jornalistas. E outra: TCC é muito importante, sim, atazana a vida mas é um ótimo aprendizado.
Agora, gostaria de dizer a alguns leitores, e são tantos, que nem todo jovem estudante de jornalismo está deslumbrado com a possibilidade de trabalhar na Globo. e etc. Há muitos compromissados em escrever um bom texto, apurar com seriedade, ouvir e entender as fontes, ler bons textos e aperfeiçoar o conhecimento. Claro que há os que só pensam no glamur, mas esses não vão para a frente. E, vamos combinar, trabalhar sem receber bem é difícil, pois o investimento é muito grande.
E, quem sabe, se a população desse mais valor ao jornalista, a começar por pressionar o STF a acabar de vez com essa idéia da não obrigatoriedade do diploma, e participasse mais da vida pública fazendo valer seus direitos, nós tivéssemos jornalistas também mais comprometidos. Como se diz por aí, cada povo tem o governo que merece. Tem, também, a midia que merece.
E em tempo: sei porque quero ser jornalista, mas, ao mesmo tempo, sou tão apaixonada pela profissão que às vezes também não sei dizer. Prefiro que o meu trabalho fale por mim.
Um abraço.
O jornalismo, a reportagem, o contato e as leituras do cotidiano, sobre tudo e todos, é tão importante para qualquer ser pensante, que no tocante às notícias nacionais, descobrimos quantas pessoas boas nos rodeiam e quanto somos idiótas em tolerar as piores que se isolam, como os ocupantes de cargos de representação popular que se aproveitam do fato de serem ”escolhidos” (votados) e se corrompem traindo essa confiança, mostrando assim, a total falta de caráter. É isso!
Olá, senhor Kotscho!
É a primeira vez que comento no seu blog, mas sempre o leio. O que me deixou com vontade de comentar dessa vez é que o senhor fez uma pergunta que eu me faço todos os dias e que sempre me fazem também. Ainda mais porque venho de um família de advogados, delegados e empresários e ninguém aceita muito bem a profissão que escolhi.
Eu poderia fazer qualquer outra coisa sem ser o jornalismo para me dar bem, mas não, pois foi ele quem me escolheu. Me escolheu porque sou apaixonada por ele desde pequena e sei que nasci para fazê-lo.
É fato que muita gente o faz para conseguir fama e dinheiro, mas sabe que desde que entrei na faculdade meu professores já avisaram à todos os alunos que se quisessem uma profissão para ganhar dinheiro que escolhessem outra. Muitos desistiram e eu continuo cada dia mais apaixonada, junto com outros milhares. E eu fico me perguntando o que me inspira? a resposta: não me vejo fazendo qualquer outra coisa no mundo. Meu interesse não é a fama, nem o dinheiro. Acho que eles são consequências de um bom trabalho. Meu interesse é apenas fazer a minha parte para informar pessoas sobre o que acontece de fato no mundo.
Não sei se nasci com o talento(porque para mim as pessoas nascem com o dom para o jornalismo), mas me esforço para tê-lo. Sou mais uma entre os milhares no mundo que querem ser jornalista. Minha diferença? Não é paixão que todos dizem ter, mas a determinação de ser boa para conseguir exercer minha profissão. Não quero e não vou ser uma pessoa frustrada.
Agora, senhor Kotscho, me perdoe a liberdade de perguntar: por que o senhor quis ser jornalista?
Abraços e fico aguardando a resposta!
De quem te admira e se espelha no senhor,
Bruna Sinhorini.
Kotscho,
Me formei em 1995 e faço a linha idealista que quer mudar o mundo. E acrescento: não sou rica!
Acredito que entre estes tantos estudantes de jornalismo de hoje existam aqueles que queiram por meio do exercício da profissão fazer a diferença na sociedade em que vivemos. Porém, tenho a impressão de que a grande maioria busca o glamour utópico que esta profissão inspira.
E com tantas promessas de universidades de todos os gêneros é impossível mostrar-lhes a realidade da profissão.
Hoje para mim o jornalismo é um hobby. Após 11 anos fora do Brasil, voltei quase sem nenhum contato e, para meu espanto, os classificados dos jornais não anunciam vagas. Sei lá…dizem que vivemos em uma democracia, mas as chances não são iguais, absolutamente.
Um conhecido meu que sempre foi publicitário e que os pais eram jornalistas do Estadão, virou jornalista há uns poucos anos. Me parece competente ao que se refere às técnicas. Já tem blog no Estadão online e, ao meu ver, escreve sobre mediocridades machistas.
De fato, difícil entender porque tantos querem ser jornalistas em um país onde somente quem tem QI e grana para pagar uma boa escola e cursar uma universidade de primeira linha, como chamam agora, preencherá as escarsas vagas.
Perdoe-me o ceticismo, mas para mim estes cursos são uma fraude.
Abraços.
Tive que fazer um trabalho de faculdade para conbater este texto. Sou favorável às idéias, mas vejo que é uma oportunidade de partilhar uma forma de discordar academicamente de algo que se concorda. Por isso, publico meu trabalho para a apreciação e o combate de todos..
Álvaro Castro – estudante do sexto período de jornalismo da Fumec – BH
Por que tanta gente quer ser jornalista?
Ao analisar a grande entrada de alunos nos vestibulares de comunicação social, Ricardo Kotscho, jornalista de currículo irrepreensível, comete seu primeiro erro. O curso de CS forma profissionais para diversas funções e não apenas jornalistas, E de lá que vêm os publicitários, relações públicas e muitas vezes produtores culturais, como no caso da UFBA.
Contudo, o crescimento do curso de jornalismo não é resultado de uma mera moda ou de uma visão romântica da profissão, suscitada pelas figurinhas de Fátima Bernardes, William Boner dentre outros.
Existe uma demanda real de mercado, com o crescimento das novas formas de mídia que entram no mercado. Apesar do fechamento de diversos jornais e o enxugamento das redações dos impressos, os sites de notícia crescem de vento em popa, assim como os pequenos jornais na cidade de São Paulo. A proibição do outdoor na principal cidade do país abriu espaço para os jornais que sobrevivem da publicidade.
Pensar que jornalista serve a um bem público é colocá-lo em um papel que nunca lhe coube, extremamente idealizado. Ao jornalista cabe o papel de empregado de uma empresa, com compromissos com aqueles que lhe pagam salários. Atribuir a um profissional de perfil intelectual limitado pelas amarras dos Projetos Políticos Pedagógicos dos cursos que pipocam pelo país.
Estamos formando uma geração de técnicos porque é isso o que o mercado necessita e que os velhos barões da notícia têm muita dificuldade de lidar. Se alguns profissionais se colocam como o primeiro e único poder, é porque a falácia do Quarto Poder foi introjetado no ambiente jornalístico de forma irresponsável.
Jornalista não investiga, é papel da polícia. Jornalista não julga, é papel da Justiça. Jornalista não cria relatos históricos do cotidiano, é papel dos historiadores. Jornalista reporta, se limita ao fato. A interpretação social do mundo é papel do sociólogo.
O que é necessário é que o jornalista se coloque no seu lugar, limite-se aos fatos e perca o ranço de ciência social ampla e totalizante. O nosso objeto é o fato e é dele que devemos cuidar.
Questões acerca da ética são sim fundamentais, mas para tal é preciso que o jogo seja claro e que as tendências de cada veículo fiquem claramente expostas. Essa propensa neutralidade da mídia brasileira enche o saco, com essa maquiagem de que tudo é imparcial. Não existe imparcialidade, jornais são empresas que atendem a interesses como qualquer outra, e não são piores por isso.
Se os ditos cânones do jornalismo não sabem se enquadrar em regras e se manterem calados nos momentos de censura e legislação mais rígida, devem ser punidos como manda a lei. Ela vale para todos e a liberdade de expressão não é justificativa para romper a lei.
Com tudo isso, as pessoas querem ser jornalistas porque há emprego como não há em outras áreas ou por serem obrigados a escolherem a profissão cedo demais, devido ao nosso sistema educacional. Mas isso não é problema nosso, estudantes de jornalismo, mas do senhor Ministro da educação. As pessoas querem ser jornalistas por uma questão de vontade, e deixe que elas tenham vontade, se o senhor Kotscho respeita tanto a liberdade de expressão, então respeite a liberdade de escolha.
aiai….
Bom, aqui vai a resposta de uma futura estudante de jornalismo.
Respondendo a pergunta, acredito que os motivos que movem essa imensa massa de estudantes do curso de comunicação social é, de fato o glamour da profissão, fama e afins… assim como você mesmo supoz.
Já respondendo por mim, decidi pela profissão, pois quero de fato escrever, em revistas, jornais, livros, não sei bem ao certo. Por que escrever? Eu respondo: Pois acredito ser a forma mais interessante, mais completa, mais profunda para expressar certas coisas. Veja bem, assistir televisão, todo mundo assiste(sem redundâncias, todo mundo mesmo), mas e ler um livro, uma revista, um artigo? Só lê quem gosta de fato, quem está interessado, quem quer saber o que o tal escritor pensa de determinado assunto. Isso mágico é, é um universo paralelo, você esntrar na mente de uma pessoa que escolheu “ler você” por gostar de suas idéias, sem saber como você é ou de onde você vem.
O que me move, ao jornalismo segue mais ou menos por aí!
[...] de um espaço Tive que fazer um trabalho de faculdade para combater o texto “Por que tanta gente quer ser jornalista?” de Ricardo Kotscho. Sou favorável às idéias, mas vejo que é uma oportunidade de partilhar uma [...]
Acho que vc nem deve ler tantos comentários, mas dxa eu falar pras paredes aqui…
Tem umas 2 horas que eu estou na internet lendo textos sobre isso. Sou estudante de jornalismo, atualmente tranquei a matrícula no 5° período por motivos financeiros. Comecei no jornalismo 2 anos antes de entrar na faculdade, como “repórter” de pista, na área esportiva. Saí do local onde eu trabalhava por que eu “não conseguia vender” minha cota de patrocínio, ou seja, teria que trabalhar de graça. Eu além de trabalhar, ainda tinha q desempenhar a função de alguém do depto comercial se quisesse ganhar. Optei por sair porque tenho contas a pagar, mas já trabalhei quase 1 ano de graça.
Eu não sei fazer outra coisa na vida, a não ser no meio do jornalismo esportivo. Não sei fazer contas pra virar engenheiro, não tenho estômago pra medicina, não sou um sem vocação pra fazer Direito ou Administração. E agora estou completamente desanimado e meio sem rumo… sei lá
Qto a pergunta: no meu 1° dia de aula na faculdade de Jornalismo, foi feita esta mesma pergunta pela então coordenadora do curso e professora. Duas respostas me chamaram a atenção: “Porque eu gosto de aparecer” e “Porque eu quero bombar na faculdade!”
Sem mais…
Tentei encontrar uma forma de te enviar uma mensagem direta mas não tenho seu e-mail, então… Eu entrei aqui nesse post pra ver a atualização dos comentários e notei que o meu foi apagado! Pode ser que eu esteja enganada, claro, mas o fato é que olhei todos os 99 e até agora não encontrei.. e eu dizia, dentre outras coisas, que conheci vc há muitos anos quando trabalhei num boletim para uma entidade em Petrópolis e que vc era um jornalista que eu admirava.. será que disse alguma coisa errada??
( Por favor, se houver algum problema, responda para meu e-mail diretamente, ta? Obrigada!